Episódios de RepercutA

RepercutA #190- Festival Ressonância

03 de maio de 202650min
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A primeira edição do Festival Internacional de Percussão do Brasil aconteceu em Olinda e contou com artistas nacionais e internacionais de diferentes estilos e gerações.

Experimentação e tradição, ancestralidade e liberdade, passado e futuro, o Ressonância homenageou Naná Vasconcelos e ofereceu de tudo ao público presente.

Me deixa te contar tudo que senti estando por lá!

https://www.instagram.com/ressonanciabrasil?igsh=YnZ5bXgwcXdldzJ0

https://www.instagram.com/duorepercutioficial?igsh=MXZiczI0aHJ6M3Jvaw==

https://www.instagram.com/alibombomusica?igsh=MWR0NGFzOXJ6bnQwag==

https://www.instagram.com/cfeoficial?igsh=aTFvMXM2MmM2MmFn

https://www.instagram.com/lobo_nunez_?igsh=b2tqMnVjNjI0Zmx4

https://www.instagram.com/aguidavidojeje?igsh=MTdxZ2J3YmxiM2I0dw==

https://www.instagram.com/ninoalvesperc?igsh=MTNhbjJseTVweng5Ng==

https://www.instagram.com/jerimumdeolinda?igsh=dG4xajJjdW1mZnd0

Assuntos8
  • Festivais de MusicaConceito e proposta do festival · Localização e datas · Curadoria e valorização das raízes e invenções contemporâneas · Atividades formativas: oficinas e masterclasses · Homenagem a Naná Vasconcelos · Gratuidade das atividades
  • Aguidavido de GegeOrquestra afropercussiva de terreiro · Transformação de toques de candomblé em linguagem contemporânea · Combinação de tabaques, instrumentos construídos e elementos eletrônicos · Indicação ao Grêmio Latino · Revolta dos Malê e origem no terreiro de Bogum
  • RepercutePesquisa em percussão afro-sinfônica · Aproximação de instrumentos de concerto e sonoridades afro-brasileiras · Experimentação sonora, presença cênica e recursos visuais · Colaboração com Jerimundo de Olinda e Nino Alves · Amadurecimento e inquietação artística · Diálogo entre o sagrado e o sinfônico
  • Cordel do Fogo EncantadoRevisitação do repertório do primeiro álbum · Produção original de Naná Vasconcelos · União de poesia, percussão e teatralidade · Show dedicado à percussão e homenagem a Naná Vasconcelos · Fidelidade ao álbum com espaço para improviso
  • Alibombo e Ilos SopladoresInstrumentos não convencionais e objetos do cotidiano · Amplificação e experimentação sonora · Incorporação de TVs de tubo como pads eletrônicos · Integração com artistas locais e naipe de metais
  • DJ CidadeRitmos e batidas afro-brasileiras · Timbragens graves e médias · Influências de Kuduro e Afrobeat
  • Oficina Batoquejo: Ritmos do CandombléRitmos do candomblé com Nego Henrique · Apresentação de instrumentos e atividade imersiva
  • Perfil e indicação de Kassio NunesImersão nos ritmos e fundamentos
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Festival Ressonância é o Festival Internacional de Percussão do Brasil, primeira edição, realizada no meu estado em Pernambuco, aqui em Olinda, cidade vizinha que eu moro. Eu sou de Recife, mas sempre estou em Olinda também. Não podia deixar passar o evento, estive por lá e estou aqui para passar minhas impressões para você que esteve por lá, a gente dividir as nossas percepções e para quem não teve, ficar um pouco mais próximo e saber tudo o que aconteceu.

O festival aconteceu entre os dias 9 e 11 de abril de 2026 e incluiu várias atividades culminando lá no final com o grande show na Praça Aberta, na Praça do Carmo, aqui em Olinda. Eu sou Jário Tavares, você é muito bem-vindo mais uma vez a esse que é o Repercuta Podcast.

repercuta. Primeiro, para falar um pouco da ideia do festival, para mim foi uma grande surpresa quando vi as divulgações no Instagram. E o Resonância é o Festival Internacional de Percussão do Brasil, que nasceu aqui em Pernambuco, como um espaço de encontro entre edições, práticas e experiências. Sendo a primeira edição, propondo um mergulho na percussão em suas múltiplas formas, reunindo diferentes tradições, linguagens e gerações.

Realizado no Centro Histórico de Olinda, o festival ocupou a cidade com shows musicais, oficinas e masterclasses, promovendo trocas entre artistas e público, e a curadoria valorizou tanto as raízes quanto as invenções contemporâneas, reconhecendo a percussão como expressão cultural, memória e...

e identidade. Segundo o próprio conceito do evento, mais do que uma programação, o ressonância convida a escuta e a presença num espaço para sentir o ritmo do corpo e perceber no som outras formas de conexão. Na programação a gente teve algumas oficinas, algumas masterclasses e no último dia...

lá no sábado dia 11 de abril o grande show em palco aberto e o que é massa que uniu né não não percussionistas não bateristas pessoas do público em geral isso já vou adiantando que de cara é um dos grandes acertos do evento a gente teve algumas atrações internacionais alguns artistas de nível nacional e também artistas pernambucanos

E eu trago para cá também parte do depoimento do curador do evento, um dos criadores, o Guti. Para quem é da cena alternativa, conhece muito bem o Gutiérrez. Entre tantos projetos, talvez o de maior destaque seja a programação do Recbeat, festival de música alternativa que acontece durante o carnaval aqui em Recife.

E aí encontrei esse depoimento do Guth e trago para cá para enriquecer ainda mais e também fazer referência a quem faz diferença no fomento da música alternativa, dos eventos alternativos de modo geral. O Ressonância é um projeto antigo, comecei a pensar nesse festival em 2012 e fui construindo o conceito dele lentamente, aí a gente tentou alguns apoios há um tempo atrás e não foi possível até que a gente conseguiu aprovar.

o projeto na área de tal da vale que está nos patrocinando agora que a idéia é trazer preencher o espaço de um festival de música percussiva que a gente percebeu que não existia não só aqui em pernambuco mas no brasil a percussão eu entendo que é uma

é que está na raiz da música brasileira. Então é impossível você pensar o Brasil, a música brasileira, a cultura brasileira, o ritmo como o Brasil é conhecido no mundo todo, sem pensar na percussão. É um prazer muito grande de pensar nisso e construir esse festival e também a pensar a curadoria de outra forma, porque a gente faz outros eventos com determinada curadoria e essa a gente...

direcionou para a percussão mesmo. Então foi um exercício muito legal e eu fiquei muito encantado com isso, com esse universo que a gente pode explorar. Só para detalhar aqui, eu vou passar um pouco em cada um as minhas impressões nos shows, mas tivemos o DJ Cidade, que é daqui de Pernambuco e ele prioriza ritmos e batidas.

afro-brasileiras muito assertivo, abri o festival e também nos intervalos. Nos intervalos eu confesso que eu me sentava para dar uma descansada, muito calor, estava muito calor em Olinda, em algum momento até me incomodou, levei água, tudo para me hidratar, mas...

Não teve jeito, então nos intervalos eu tive que escolher, né? Que é o que eu ia ver mesmo, prestar mais atenção, pra dar uma descansada. E a gente teve o percussionista Lobo Nunes, do Uruguai. E eu confesso que eu não conheci o trabalho do Lobo, mas é uma vida dedicada à percussão. É um dos principais nomes do candombe uruguaio, é o ritmo típico do Uruguai. Ele que, além de percussionista, também é luthier.

e se dedica à preservação e difusão da tradição afro-uruguaia, com atuação internacional em shows, formações e colaborações com importantes artistas. E aí o trabalho dele conecta memória, história, contexto histórico, ancestralidade, prática comunitária e o diálogo de toda essa tradição com a música contemporânea. Alguns dos artistas trouxeram exatamente essa dupla experiência, o show para o palco e a oficina, por exemplo.

Tivemos o Alibombo e Ilos Sopladores da Colômbia. O artista David Colorado, ele que criou o projeto Alibombo. Eu vou trazer até alguns trechos de cada artista aqui, para você conhecer da programação do Ressonância 2026. O projeto Alibombo, ele investiga a percussão a partir de instrumentos não convencionais e objetos do cotidiano transformados por amplificação. E aí, é o David Colorado no centro.

usando vários instrumentos e objetos, vou dar até lá mais na frente, com um naipe de metais. E aí, nesse caso, foi um sexteto de sopros. Normalmente, ele integra para dentro da apresentação artistas de cada localidade. E, para mim, o grande destaque é a incorporação dos CRT, que são TVs de tubo, que são transformadas em teclas de pads eletrônicos, nessa proposta experimental, moderna e coletiva também.

Da Bahia, a gente teve o Aguidavido de Gege, que é uma orquestra afropercussiva, nascida num terreiro em Salvador, que transforma os toques de candomblé em linguagem contemporânea. Liderado pelo Luizinho de Gege, o grupo articula ancestralidade e experimentação ao combinar tabaques, instrumentos construídos pelos próprios integrantes e elementos eletrônicos.

O Aguidavi teve indicação ao Grêmio Latino em 2024, grupo coletivo que projeta uma sonoridade que conecta tradição, formação e invenção. E os pernambucanos do repercute, formado por...

Emerson Coelho e Emerson Rodrigues, que desenvolvem uma pesquisa em percussão afro-sinfônica, aproximando instrumentos de concerto, como marimba e vibrafone, de sonoridades afro-brasileiras. Com base em Recife e Engaraçu, município aqui de Pernambuco, o trabalho articula a experimentação sonora, presença cênica e recursos visuais. No show do repercute, contaram também com participação em show especial com o percussionista Jerimundo de Olinda e o Nino Alves. Jerimundo de Olinda e o Nino Alves.

o próprio nome já diz, e o Nino Alves lá de Garanhuns, cidade do interior de Pernambuco. O repercuto, para você que acompanha o repercuta, já falei deles, já fui a apresentações e alguns eventos até, e estive em alguns eventos que contou com o show e performance deles na programação, curto bastante o trabalho deles e vou dar até lá mais na frente sobre o show em si.

E o Cordel do Fogo Encantado, talvez dispense apresentações com músicos da cidade de Arco Verde, no interior de Pernambuco e também do Recife. O Cordel, como a gente fala, se consolidou como um dos nomes mais singulares da música brasileira. Ao unir poesia, percussão e teatralidade com produção de Naná Vasconcelos, o seu álbum de estreia marcou essa trajetória. E no Ressonância, o grupo revisitou esse repertório na íntegra do primeiro álbum.

da Cordel, em um show que evidenciou a forma rítmica e poética que define sua identidade. Acabei de falar no Naná Vasconcelos, estamos em 2026, 10 anos da partida de Naná, e sua esposa, Patrícia Vasconcelos, vem preservando esse legado. Eu tive a oportunidade até de conversar com a Patrícia.

Expus para ela algumas ideias que tem, inclusive projetos audiovisuais focados em Naná. Espero que consiga colocar em prática. E o Ressonância 2026 contou com a homenagem, o homenageado dessa edição. Foi exatamente o Naná Vasconcelos, também de Espeça Apresentações, um dos percussionistas mais reconhecidos mundialmente, pernambucano, e que elevou o novo paradigma para a percussão mundial.

E aí na programação a gente teve algumas atividades diferentes, algumas atividades formativas, eu me inscrevi em todas, mas infelizmente não consegui ir, não pude ir. Na quinta e na sexta, nove e dez de abril, tivemos em um horário uma oficina e na outra uma masterclass. Na quinta a gente teve a oficina Batoquejo.

ritmos do candomblé com o Nego Henrique, um dos percussionistas que compõe a Cordel do Fogo Encantado. Ele, além de apresentar os instrumentos comuns ao se tocar os ritmos do candomblé, também promoveu a atividade imersiva para que cada participante possa também tocar e ter aquela introdução aos ritmos do candomblé, isso para quem ainda não toca.

mas vi até também acompanhei pelo Instagram e todas as atividades com ótima aceitação e ótima adesão. As oficinas aconteciam sempre de 9 às 17 horas e das 6 às 8 e meia a gente tinha a Masterclass. Na quinta a Masterclass foi exatamente com o Candombi. Na atividade com o Lobo Nunes, a imersão nos ritmos e fundamentos do Candombi, ele abordou a linguagem dos tambores tradicionais.

que são um trio, que se chamam Chico, Repique e Piano, e as suas funções dentro da roda, explorando aspectos históricos, culturais e rítmicos dessa expressão uruguaia. As oficinas em Masterclass aconteceram na Casa Estação da Luz, bem próximo ao local do evento, do encerramento do festival, por assim dizer, muito próximo lá em Olinda.

Já na sexta-feira, a oficina foi com o Nino Alves, percussão, despertar criativo, onde o Nino recebeu os participantes, familiarizou, apresentou os instrumentos e com bastante experimentação, já que na percussão, como o próprio Naná tanto mostrava.

O Nino, que já falou várias vezes que tem no Nanavás com Célulos uma de suas grandes referências, ele mostrou os instrumentos e instrumentos não usuais, com materiais que não estão dentro dessa cadeia produtiva da percussão, instrumentos manufaturados por fábrica, ou seja, o som da terra, dos objetos do mundo, da natureza, que servem como inspiração para o Nino Alves também. Assim aconteceu a oficina na sexta-feira, dia 10 de abril.

E na sexta-feira, a Masterclass Naná por Vasconcelos com a Patrícia Vasconcelos, esposa do Naná. Ela que é a principal responsável pela difusão internacional da obra de Naná Vasconcelos, conduzindo um mergulho em seu pensamento artístico com acesso a matérias inéditos do acervo do Naná. Ela usa registros raros e documentos da trajetória do percussionista pernambucano, investigando os processos de pesquisa, criação e atuação artística e social.

Em 2026 também aconteceu logo no início, durante um festival que acontece aqui em Pernambuco, chamado Janeiro de Grandes Espetáculos. A gente teve também a apresentação de uma peça, o espetáculo Amém e Amem, na Navasconcelos 80 anos, marcando os 10 anos de sua partida e o aniversário de 80 anos de seu nascimento, inspirado exatamente na vida e obra do Navasconcelos.

Vale lembrar que todas as atividades foram gratuitas. E aí a gente chega no sábado, dia que estive por lá. Na ordem tivemos de Deicidade, Lobo Nunes, Repercute, Aguidavido Geji, Alibombo e Los Sopuladores e o Cordel do Fogo Encantado. Encerrando. Passando agora as minhas impressões pessoais de cada show, de cada apresentação. Primeiro falar sobre a curadoria.

fazer esse registro, esse elogio, muito bem escolhido, muito bem assertivo, e trazendo artistas que são conhecidos de quem é de Pernambuco, mas que também são consagrados lá fora, e conectando para mim presente, passado e futuro, como no figurino Dudu Repercute, está escrito lá, nós somos o futuro, então para mim foi bem escolhido e valeu muito a pena, e olha que só fui no encerramento, só fui nas atividades, nos shows,

Eu não fiz a imersão nas masterclasses e oficinas E mesmo assim voltei para casa satisfeitíssimo Confesso até que voltei com aquele gosto e poxa, podia ter mais DJ Cidade, eu já meio que falei aqui no início do episódio

utilizando não apenas ritmos e batidas que tem a origem afro-brasileira, mas o que eu curti muito são as timbragens também, muita coisa pro médio grave, e aí, na minha opinião, é difícil enjoar, é difícil saturar o ouvido. E estando lá, presenciando o público que esteve lá.

na Praça do Carmo, já vou logo adiantando aqui pra mim, um público muito satisfatório, sabe, pra uma primeira edição, e tendo uma grande banda pra fechar, muito bem escolhido, o Corda do Fogo Encantado, de repente é a banda que mais consiga juntar os públicos músicos, percussionistas, bateristas, com o público mais casual, que é um fã, por assim dizer.

Conversei com algumas pessoas, alguns acharam que devia ter mais gente, mas eu prefiro a conquista, o que foi feito. E principalmente a vibe e a conexão do público também com os shows, porque já fui para muitos shows em que estava lotado, mas não tinha conexão quase nenhuma, as pessoas conversando muito, não sempre acharam...

tanta atenção, com conexão quase zero com os músicos no palco e não se engane, apesar de ser todo mundo profissional, artistas em si, independente da demanda de público, mas quem está no palco percebe isso também. E essa troca ou essa falta de troca...

afeta, não tem pra onde, a performance e a vibe mesmo, a imersão, o cenário e a relação do público com o artista. Curti o fato também de ser, à exceção do cordel, mas grande parte da programação contando com artistas com música instrumental, muito me interessa, curto demais.

A exemplo até de outros eventos, a Mimo, por exemplo, contou também, é nadar contra a maré para o grande público e fazer as pessoas se conectarem ali, entre aspas, apenas através dos instrumentos. Veio falando que instrumento canta, tem coisa que não precisa estar apenas na boca de um cantor ou de uma cantora, de um intérprete, para ser entendido.

A intencionalidade existe e os instrumentos cantam muito. E a percussão, principalmente. A música brasileira é muito percussiva. A música pernambucana é muito percussiva. E o ritmo é o que, eu repito, o ritmo é o que faz sentir. Muitas vezes você nem está raciocinando, você não está nem concebendo, mas você está sentindo. E esse recado, o teu corpo, responde a tua mente também.

E com o DJ Cidade, só para descrever alguns dos ritmos e sonoridades, teve muito Kuduro e também muito Afrobeat.

A percussão sempre esteve presente nas minhas apresentações e eu estou me sentindo em casa, porque o Resonância é um festival percursivo e que já traz o repertório que eu já venho estudando há vários anos. Eu comecei minha carreira em 2019 e desde então eu venho estudando muito todas as subvertentes da música africana e aqui é um espaço onde eu posso ser livre.

onde eu posso trazer a batucada, trazer os tambores, trazer as referências dos meus ancestrais para o festival. E isso é massa demais, eu estou muito feliz.

Depois do DG Cidade com o Lobo Nunes, o que é que eu posso falar assim que cheguei? Já estava rolando o show do Lobo.

E aí eu fiquei curioso, eu fiquei pensando se eu tivesse ido para Masterclass, se eu tinha, aliás, para a oficina, se eu veria alguma diferença, porque na oficina tem aquele momento de papo, de conversa, mas musicalmente falando, é o tipo de artista que você chega e você sente, assim, isso aqui tem peso de história. Eu não sei dizer, mas acabei de falar que tem a ver com sentir, muitas vezes, eu senti isso, assim, mesmo sem ter ido na oficina, né?

Você sente que isso aqui é para alguém que a vida do cara é isso aqui, sabe? As timbragens dos três instrumentos, dos três tambores, né? Do trio de vozes, digamos assim, do candombe. Interessante de perceber como é que funcionam as frequências médio, grave e aguda. E um show para você prestar atenção, assim, para você ficar olhando para o palco e prestar atenção na execução, na movimentação e aquele peso que eu gosto.

é um cara que representa história é o tipo de show que você não esquece mais assim o cara vindo de montevideo e vindo com com parte de sua família também ou seja já é prática já é é mais do que música é mais do que um show visto de um palco é história

É ancestralidade e é mais uma vez futuro, passado, presente, se conectando e levando para frente essa tradição. A gente tem visto tanta coisa assim mais recentemente de algumas manifestações, não só musicais, que estão correndo o risco de desaparecer exatamente por falta dessa perpetuação das práticas e costumes geração para geração. Definitivamente não é o caso do Lobo Nunes, satisfeitíssimo, satisfação enorme ter presenciado. Assim foi o que vi.

E senti no show do Lobo Nunes.

com meus filhos, meus filhos, meus filhos. É uma sensação forte, importante dentro do meu coração. E que mais posso pedir? Venho ao Recife pela primeira vez para mostrar o candombe. Estamos frente à África. Espero que tenha chegado o sonido até lá.

E aí a gente vai pro repercute, do repercute, que aí foi um quarteto dessa vez. Show especial que contou com Jeremundi Olinda e o Nino Alves. O que é que eu tenho que falar? Eu acho que é o quarto ou quinto apresentação já que eu vejo do repercute. E cada vez mais é um melhor do que o outro, pra mim. Vi o lançamento do álbum deles, era o show chamado O Som das Baquetas, se não estiver errado. Acho que eu vi...

Duas vezes no Sesc de Santamaro, aqui em Recife. No Panela do Jazz, que é um festival também muito legal que acontece aqui em Recife. Além do show do Ressonância, eu acho que mais alguma. E também a apresentação deles na semana de percussão da UFPE. Tem episódio aqui do Repercuta falando também. Foi uma cobertura.

E a cada show você vai vendo, é nítido, não que no início não fosse, mas você vai vendo o amadurecimento e vai percebendo a inquietação dos caras em sempre estar trazendo outras coisas, outros elementos. Eles já tinham feito show também com os tambores de chambar, que também é parte da origem da vivência nos terreiros.

Interessante para mim, proporcionalmente, dentro do contexto do repercute, de repente o show mais acessível talvez, dos que eu tenha visto, sabe? Mais acessível para o grande público, teve mais timbres diferentes, as movimentações, muitas leituras de samba também, ritmicamente, de ritmos pernambucanos, de afro-brasileiros, de ritmos afro-brasileiros e curti muito.

E em sendo um show composto, especialmente para o festival, eles compuseram um momento de solo, com o Nino e o Jerimão à frente, e tendo ali os dois Emerson, mas fazendo, digamos, uma base, fazendo algumas pontuações, acentuações.

e permitindo que o Jerimon e o Nino se destacassem, até que num segundo momento, os quatro se juntam ali ao chão do palco, fazem aquela alusão mesmo ao relacionamento do homem com a natureza. Muito bonito.

Acho também que ajudou bastante na performance visual, o figurino deles, os objetos utilizados, e aí muita coisa trazida pelo Gerimon e o Nino, que ficaram mais à frente no palco, muito massa o mapa, os dois emissões lá atrás, com marimba e vibrafone, como aquele pilar da sonoridade do repercute que continua ali.

mas contando com essas experimentações, com timbres mais modernos, fazendo essa junção entre timbragens sinfônicas eruditas com o popular e o experimental. Muito foda o show. As projeções também no telão, no repercute, acho que para mim o mais destacado. Em alguns momentos você parece que estava num céu estrelado.

Em outros momentos, numa escuridão. Em outros momentos, no amanhecer. E a iluminação e as projeções reverberando o som dos caras. A intencionalidade do show naquele momento. Muito foda ter visto mais um show do repercute. E para cada show, diferente um do outro. Não posso dizer que foi um show muito parecido com o outro que eu vi. Definitivamente também não foi.

vida longa, do repercute e são um dos artistas que levam pra frente aí, né? que tem essa missão de levar pra frente toda essa carga cultural, esse peso cultural que temos aqui em Pernambuco Minha gente, muito feliz com o convite do Festival Ressonância do repercute na casa, convidando Nino Alves de Mundo e Almeida show lindo, multado especialmente para o festival

E uma homenagem ao grande mestre Naná, né? Muito massa poder contribuir, fazer música com essa galera massa, muitos convidados, Cordel do Fogo Encantado, Dolby. E vamos embora fazer percussão, que é o que move.

É uma construção intensa, primeiramente, pensar a concepção de um show que alome com a arte visual, a projeção, a sonoridade dos instrumentos, o melódico de tradução, o vibrato e a baríba, que foram os instrumentos.

que usamos nesse contexto do ressonância. Montamos um show específico para o festival. Então, eu acho que é de suma importância essa integração com o nosso trabalho das linguagens, o figurino, todos os adereços têm um sentido, um elemento a contribuir com o resultado final, que é o show. É o que há de revolucionário e atual na percussão pós-contemporânea.

que é esse diálogo entre o sagrado e o sinfônico, né? Que a gente traz com muita qualidade. Porque a música é um sol, né? E a gente expressa da melhor maneira, trazendo a nossa essência para o Paulo.

A Gui Davi do Gêgei, você vê como é interessante, né? Por mais que você pesquise, pesquise, você coma a percussão em bateria, como é o meu caso. Vai ter sempre um cenário ali, uma janela que você pode chamar de ignorância, por não ter conhecido antes, ou de descoberta.

Foi esse o caso com o Aguidavido Gege, impactado, bastante impactado. Eu vi logo no palco lá que estava o Thiago Nunes, ele que é peccionista, que toca em trio no Carnaval da Bahia também, de Salvador. E puta que pariu, quando eu ouvi, puta que pariu, assim.

As timbragens graves, os instrumentos, os tambores que misturam um pouco de coisa eletrônica. Mas assim, a maior parte, os grandes tambores. Eu vou trazer para cá a parte da descrição, para você conhecer com mais detalhes. Aqui a ideia é ser mais a flor da pele mesmo. Mas o projeto aqui da Vida do Gejo, ele contempla escola e banda também.

Então são ritmos do candomblé, mas que são misturados com outros elementos. O que pra mim tornou a massa sonora, um impacto sonoro de movimentação dos caras. E não só tocando, mas a performance corporal também. Em alguns momentos era quase uma dança mesmo. E assim, outra apresentação. Merecidíssimo a indicação ao Grêmio.

E foi um show que eu não consegui tirar os olhos do palco mesmo, procurando, inclusive eu sou assim, né? Eu gosto de procurar de onde tá saindo aquele timbre, aquela movimentação, as trocas de instrumentos, coral, a cantoria deles. E é mais um grupo que você sente o peso da história, mais uma vez, o peso dos tambores, aquele...

Parecia que foi tirado de um local de muitos anos atrás, assim, que você sente que muita gente passou por aquilo ali. E muita gente que não está naquele palco faz parte, sabe, daquela espiritualidade, daquela ancestralidade, daquele costume impactadíssimo. Vou deixar aqui os detalhes de muita coisa que me serviu de pesquisa, né, lá no Instagram do festival e que eu trago para cá para você, além, claro, do trechinho.

que eu gravei por lá também, para ilustrar, para te trazer um pouco disso, do que eu senti. O grupo nasceu no terreiro de Bogum, que é um território histórico da Revolta dos Malê. A revolta foi uma rebelião de escravizados africanos que ocorreu aqui no Brasil, ainda durante o primeiro reinado lá em Salvador, em 1835.

E aí é uma das mais importantes revoltas de escravizados da história no Brasil. A palavra malê, ela deriva do yorubá e malê, que significa muçulmano. E o grupo tem mais de 20 anos de estrada. Maravilhoso estar perto da magia de Pernambuco é naná mundial. Mundial, percussão, percussão mundial. Oito vezes eleito o melhor do mundo.

É a ressonância batendo, pulsando no coração todos nós.

Até hoje a ficha não caiu, porque um projeto que a gente fez dessa música de raiz, foi uma surpresa muito grande quando me ligaram e disseram, vocês foram indicados para o Grêmio Latino, eu fiquei sem entender, falei com os meninos, e até hoje a ficha não caiu, nosso projeto está lá, está lá com os caras e no mundo, de ter esse reconhecimento pela coisa do Grêmio. Isso mostra a força da percussão de raiz, a força.

da percussão que é tocada também com muito amor. A gente sabe que a música de cultura, a música cultural, é muito difícil de se aceitar, de se correr atrás para trabalhar essas coisas, e essa indicação foi de muita importância para a música popular brasileira, a música de raiz.

É para a gente acreditar mais no que a gente sonha, no que a gente quer como músico, como pessoa, como cidadão. Um grupo de percussão sendo indicado ao Grammy é para a gente uma indicação com gosto de vitória. Pode ter certeza que a gente vai ser indicado outras vezes e quem sabe até ganhar. Porque tem muita energia e tem muita verdade. O mundo está precisando de muita verdade.

E aí

Alibombo e los sopladores. Talvez a mais experimental, a mais moderna da programação. Usando objetos sonoros do cotidiano e instrumentos artesanais. Para falar rapidamente do set aqui, do que eu pude ver a distância que eu estava do palco. TV de tubo, usada e adaptada enquanto TEDs. Tinha roda de bicicleta lá. Em algum momento o Davi usa flash de jaqueta para fazer a sonoridade.

tinham pads eletrônicos, o SPD-SX, outros pads da Roland, mas o destaque fica para os instrumentos e como ele tenta fazer aquilo, ele experimenta, percebi que em alguns momentos há espaço para improviso também, então apesar de ter esses elementos, não é uma coisa tão amarrada, é um show que flui também.

do artista colombiano, tinha timbal também, pedal de guitarra, cobel, alguns sintetizadores, e contando, claro, com o sexteto pernambucano de sopros, contou com Fabinho Costa, Cíntia Sibeli, Fabiana Dias, Nilcinho Amarantes e Neres Rodrigues, liderados pelo Parromelo, e aí nesse diálogo entre percussão experimental

instrumentos de sopro e o naipe de metais. Você não sabia se estava em algo experimental, em uma oficina. Com cara de masterclass. E acho que de repente o que parecia mais amarrado, digamos, era exatamente o naipe de metais que fazia algumas vozes.

naquele momento, mas o Davi não. Em muitos momentos músicas mais esticadas que eu fiquei até pensando se ele, se no registro é mais curto, sabe, ou se é um show específico para o palco para esticar, mas o que é massa de pegada ali, dessa apresentação, dessa performance, é exatamente a liberdade, assim, mas o cara está fazendo, você vê que ele está fazendo ali com total metabolismo, como eu gosto de falar.

não é simplesmente jogado, é uma construção mesmo. E cada objeto, você vê que os objetos que não são tão comuns, eles não estão ali só para chamar a atenção visual. De fato, musicalmente, os ruídos, os sons que são produzidos por esses objetos fazem toda a diferença nas músicas.

Curti bastante, confesso que depois da metade eu já estava ficando um pouco meio cansado, eu não sei se era por conta dos timbres se repetindo e tal, ou pelo excesso de trilhas, que para mim soou como excesso já pré-prontas, mas que ele já tinha trazido enquanto uma base ali, digamos, junto com os metais tocados ao vivo. Mas não tenho o que dizer também, escolha muito boa, o Alibombo e Los Sopladores, para mim também uma grande surpresa, não conhecia.

Mais algo para mim, para a minha bagagem e que o Ressonância proporcionou.

experimentando com toda a classe de sons que nos encontramos. O dos televisores foi um trabalho que fizemos com um artista japonês em 2020, de Tokio. Hicimos umas composições com ele e é um invento que me mandou a fórmula para aplicá-lo em meu grupo. O da lanta de bicicleta, o da chaquete, o do zíper. Sonidos com os que eu estou experimentando há muitos anos.

e tentando fazer composições musicales. Na última temporada de Ali Bombo, eu queria incluir uns sopladores, uns instrumentos de viento, para fazer que o sonido deste experimento suene mais grande e mais imponente.

Parro Melo no saxo Silvia no tenor

Maestro Palinho. Muito obrigado, linda. Muito obrigado.

E o que dizer do encerramento, né? Cordel do Fogo Encantado. Algumas das minhas experiências mais impactantes em shows foi com a Cordel. Vou só deixar dois aqui. Em dois carnavais. Um carnaval de 2007, acredito. Eles tocaram lá. Aqui, pra você que não é de Recife, o carnaval daqui tem um conceito de carnaval multicultural. Então a gente conta com vários palcos em vários bairros, afastados do centro, inclusive. E no polo de Casa Amarela aqui, que é o bairro...

onde eu cresci a minha vida toda. Tive um show da Cordel no Pátio da Feira. Não sei se já falei isso aqui no Repercuta, mas eu sempre converso com as pessoas sobre isso, quando o assunto é Cordel do Fogo Encantado. E aí foi um dos shows mais impactantes. Em 2007 eu estava começando a tocar bateria. E o peso daquilo, a presença. Lembro do Ao Vivo da MTV, que eu curto até hoje. E olha o que eu estou falando lá de trás, né? Quase 20 anos. E também um carnaval mais recente.

acho que em 2024 ou 2023, num show no Marco Zero aqui em Recife, na apoteosa do Carnaval. E eu lembro que nesse me impactou as projeções também e a iluminação totalmente cincada com a movimentação da percussão. O cordeiro que foi encantado põe a percussão na frente, o próprio Lurinha fala isso no show também.

E aí a minha grande curiosidade era ver esse primeiro álbum deles, que foi produzido pelo Naná Vasconcelos, o Lirinho até falou lá no palco, na percussão da cordel o Emerson Calado, o Nego Henrique e o Rafael Almeida, os três percussionistas também cantam, e o Lirinho toca pandeiro também em alguns momentos do show, muitas vezes usando pandeiro enquanto um elemento cênico mesmo.

muito mais do que tocando, né? E reverberando esse DNA da Cordel, que nasceu enquanto um grupo teatral e uniu os músicos de Arco Verde com os músicos do Morro da Conceição, aqui em Recife, que trouxeram esses ritmos dos terreiros, do candomblé, pra dentro da Cordel do Fogo Encantado.

União daquelas que acontecem de uma vez em um milhão, né? É exemplo do que aconteceu com o movimento Magi Beat. E entre tantos exemplos que a gente tem, mundo musical afora. A Cordel é o tipo de situação que acontece e é uma pérola. E muito orgulho, né? De ter presenciado algumas coisas e de ser da terra desses caras também. E aí, nesse álbum auto-intitulado, né? Cordel do Fogo Encantado, em 2001.

Eles tocam no Festival Recbeat, no Carnaval, aqui em Recife. O Nana Vasconcelos vê o show e os propõe para fazer um turnê e depois gravar um álbum, mas com muita calma, primeiro fazer um turnê, rodar, pegar estofo e se tornar familiar, até, na verdade, criar essa demanda por um álbum. Foi exatamente isso que aconteceu.

E aí de lá pra cá a gente tem o álbum O Palhaço do Circo Sem Futuro, em 2002. Esse eu consumi mais, principalmente por conta que eu já vinha consumindo música, né? Com mais atenção, escutando rock, escutando as bandas daqui também. O Transfiguração de 2006 já é durante, né? Já tava começando a tocar. E aí tem o Grande Atom, eles voltam em 2018, né? Com o Viagem ao Coração do Sol, que é o álbum mais recente.

O que eu achei massa, e aí eu poderia ter essa dúvida com mais detalhes, é como eles tiveram que voltar àquela referência daquelas músicas. Apenas é comum que depois que a banda tenha vários álbuns, tenha um pouquinho de cada álbum ali, que passa pela discografia toda. Mas aí eles tiveram que fazer esse retorno àquelas músicas e reproduzir grande parte do que aquilo foi registrado. Mas isso...

25 anos depois, né? Então, as pessoas são outras, né? A gente muda, a nossa respiração muda, o nosso corpo muda, as mentes mudam. E essa fidelidade com o álbum foi o que me chamou a atenção, mas num ponto em que tem aquela fidelidade, mas também espaço para improviso, para expressão do que é atual, do tempo presente. Timbragem.

Não tenho o que dizer, o trio bota pra foder, assim, o Emerson, o Henrique e o Rafael. Pra mim, a vida da Cordel é isso, pra mim é o que mais me chama atenção na banda, até por conta da minha bagagem pessoal mesmo. E foi massa ver um show da Cordel dedicado à percussão à frente, sabe? E pra um público também percussionista, e nessa junção, né?

É interessante ver um show direcionado com esse viés, com essa homenagem ao Naná e a homenagem a esse álbum, homenagem inclusive a eles mesmos 25 anos depois. Muito feliz mais uma vez de alguma forma fazer parte disso, presenciar. Esse show do Cordel foi exclusivo, recriando minuciosamente o espetáculo do primeiro álbum. E aí eles retomam não só a parte percussiva musical, mas também retomando o roteiro, o cenário e retomando também a pulsação do álbum.

Também tem destaque para as vozes deles, que se combinam muito bem. Em um momento o Rafael, inclusive, assume a voz líder, a voz principal. Outro destaque do show também foi que eles, com muito carinho e com muito cuidado, você vê a produção muito bem afinada. Eles levaram o François, que tocou percussion no show e que também fez parte da Cordel lá no início, lá na montagem da peça teatral também, no convívio deles lá em Arco Verde.

Mas era um desejo nosso para... ...sama... ...molando em Dixifon, no início do primeiro, disse que foi produzido por uma nova conselhos, que fez dez anos de atassar que aconteceu no Brasil, Dixifon. Vou te falar por uma saudade, por uma questão do que... ...uma ligação muito da pretina que a gente tem.

O paredes, paredes, paredes, paredes, paredes, paredes, paredes, paredes, paredes, paredes, paredes, paredes, paredes, paredes, paredes, paredes, paredes, paredes, paredes, paredes, paredes, paredes, paredes, paredes, paredes, paredes, paredes, paredes, paredes, paredes, paredes, paredes, paredes, paredes, paredes, paredes, paredes, paredes, paredes, paredes, paredes, paredes, paredes, paredes, paredes, paredes, paredes, paredes, paredes, paredes, paredes, paredes, paredes, paredes, paredes, pared

Obrigado, François. François faz parte do Cordel do Fogo Encantado. Obrigado por tudo que você ensinou para a nossa banda. Estamos fazendo direito? Obrigado, François.

Muito enriquecedor o Festival Resonância, visual muito bonito, adorei a identidade visual feita pela artista Yaná, e que tem o centro de tudo, o coração batendo, o ritmo, a gente já tem o ritmo dentro de si, invariavelmente, inconscientemente, naturalmente.

Valeu demais a pena. Eu lamento um pouco não ter ido para as outras atividades. Por mim, eu dormiria lá e acordava para comer bateria e percussão. Seria isso, vocês sabem, da minha dedicação e da minha paixão por esse instrumento, e que eu muito agradeço. Cada apresentação dessa, você leva uma coisa para casa.

É foda falar assim, porque fica parecendo que você está sempre passando pano, mas não, de fato, todo mundo comprometido, você percebe o comprometimento e a seriedade com a própria carreira. Isso aí eu também sou artista, eu sei disso, eu sinto, você sente, quando o artista é honesto com ele mesmo, com a história dele, com o público que está presente, independente do tipo de público.

fazer esse registro dos meus sentimentos no Festival Internacional de Percussão do Brasil, o Ressonância, e que venham mais. É música percussiva, rica, democrática e falando diretamente ao coração, como diz um dos eslogans do próprio festival.

Quem eu vi por lá também, que não estava fazendo parte da programação, mas estava assistindo, o baterista Pernambucano Silva Barros e alguns artistas do próprio festival que aproveitaram para acompanhar as outras apresentações. Eu estou falando do Nino Alves, encontrei com ele lá, dei um abraço, o cumprimentou. O Emerson Santana também, 50% do repercute. E também, grata surpresa...

Conheci o trabalho do percussionista Eilutier, artesão, o Cabral Elástico. Ele estava por lá. A gente até gravou uma entrevista curta. E em breve deve estar disponível aqui também para você conhecer um pouco mais rápido. Enfim, aproveito qualquer gancho. Esteve no recorte de bateria e percussão. Eu estou querendo registrar esses momentos e trazer para cá. Eternizar aqui no repercuta.

Outro também que encontrei foi o artesão Abílio Sobral, aqui de Recife, de Pernambuco. Comprei minhas primeiras baquetas na loja do Abílio lá em 2006, 2007. O tempo está passando.

Encontrei também o meu contemporâneo de Universidade Federal de Pernambuco, o Júnior Candeias, ele que além de comunicador, cursou rádio e tv e internet lá com a gente, também é percussionista e ativista, praticante das atividades, desse pertencimento com as origens afro-brasileiras também.

E por falar nisso, a gente especifica que na força dos tambores, da percussão, como instrumento mãe, como ancestralidade, como peso histórico, mas sempre com aquela consciência de que a gente está conhecendo parte da história negra. A vida dos tambores vem da cultura negra, dos terreiros, dos antepassados, dos ancestrais. Eu que não tenho vivência direta nas práticas e crenças e cultos, todo o meu respeito e admiração.

É isso galera, esse é o meu episódio dedicado ao Ressonância, ao Festival Internacional de Percussão do Brasil, o Ressonância. E é boa notícia, encontrei lá no site, o site do Ressonância segue ativo e já tem um pop-up, já tem um anúncio lá que a próxima edição será anunciada em breve. Vida longa ao Ressonância para a nossa comunidade dos tambores trazer e chamar a atenção de pessoas, do público geral, digamos assim, para a nossa...

classe é importantíssimo. Claro, a gente se vê, se escuta, se encontra no próximo episódio. Um abraço.

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