Manejo técnico e tratamento de sementes impulsionam produtividade e estabilidade no trigo
Felipe Gutheil Ferreira
- Papel do tratamento de sementes (TS)Proteção da semente e do potencial produtivo · Sanidade, vigor e uniformidade da lavoura · Entrega para a primeira aplicação foliar · Soluções modernas vs. tradicionais · Cistiva como solução inovadora
- Estabelecimento inicial da lavoura de trigoUniformidade de plantas · Vigor e sanidade das plantas · Germinação e conversão em plantas produtivas · Impacto da escolha da semente · Perdas irreparáveis no início do ciclo
- Agricultura BrasilDesafios climáticos · Pressão de doenças (oídio e ferrugem) · Custos de produção · Importância estratégica na produção de soja · Preços de fertilizantes nitrogenados
- Agrotoxicos e contaminacao vegetalOídio · Ferrugem · Complexo de manchas · Controle desde o pré-plantio · Impacto na parte aérea da cultura
- Resiliência pessoal e institucionalPreparação do solo · Qualidade da semente · Manejo sanitário e de pragas · Mitigação de oscilações climáticas · Construção de plantas resilientes
Olá amigos, está começando mais uma edição do AgroLink News, hoje em um programa especial onde o nosso foco é o trigo, uma cultura estratégica para o produtor brasileiro e fundamental dentro dos sistemas produtivos do sul do país.
Ao longo do programa vamos trazer uma entrevista exclusiva com o gerente de marketing de tratamento de sementes da Basf, Felipe Gutel Ferreira, para falar sobre os principais desafios no estabelecimento da lavoura, a importância do manejo desde o início do ciclo e como o tratamento de sementes pode definir o potencial produtivo da safra.
Também vamos destacar uma tecnologia que vem mudando a lógica do manejo sanitário, o Cistiva, uma solução que amplia o controle de doenças como o oídio e a ferrugem, garantindo mais proteção, uniformidade e segurança para o produtor. Então, fique conosco porque o conteúdo de hoje traz informação técnica, visão de mercado e, principalmente, estratégias práticas para produzir mais e melhor.
E para iniciarmos, Felipe Guteio Ferreira, como o senhor avalia o cultivo do trigo no Brasil atualmente, especialmente na região sul, que é uma das principais produtoras? Bom, o cultivo do trigo é um cultivo extremamente estratégico com o sistema produtivo da soja. A gente comenta que praticamente todo produtor, agricultor que cultiva trigo também cultiva soja. Então faz parte de um sistema, ele é muito importante.
A gente sabe que o trigo vem num momento desafiador, a gente está começando com o plantio agora em seguida, a região sul do Brasil, quando a gente fala em Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná, nós estamos falando que mais de 90% da área do trigo no Brasil está nesses três estados.
Estamos iniciando uma nova safra, sabemos do desafio que a agricultura enfrenta hoje, preços dos fertilizantes, em especial os nitrogenados, com custo bem acima da média histórica. E há uma intenção talvez de redução diária, quando comparado à safra anterior, mas nesses cenários também surgem muitas oportunidades.
porque por vezes anos onde há redução de safra, na maioria deles há também maior valorização do produto no momento da colheita e é um momento importante também porque uma lavoura bem manejada, uma lavoura onde o produtor faz o investimento para aumentar a produtividade naturalmente também reduz o custo unitário
Então, temos estratégias, soluções para que, nesses momentos desafiadores também, a cultura exerça o seu papel estratégico no sistema produtivo e tenha o protagonismo histórico que a cultura tem no cenário, principalmente do sul do Brasil. E quais são hoje os principais desafios enfrentados pelo produtor de trigo, especialmente no início do ciclo da cultura?
O maior desafio é ter a excelência no estabelecimento da cultura. O agricultor plantar, ir dormir e pensar que vai dar tudo certo. Estabelecer com excelência o cultivo. É ter uma boa uniformidade de plantas. Plantas que se estabelecem de forma homogênea.
com vigor e com sanidade. No fim do dia, não perder nenhuma semente. É que cada semente germine e se torne uma planta produtiva, protegendo o potencial produtivo. Lá no final do dia, isso tudo vai se converter em grãos, vai se converter em qualidade de grãos, vai se converter em rentabilidade para o agricultor.
Então, esse é o primeiro grande desafio e o mais importante, obviamente, é você estabelecer com excelência essa cultura, sabendo dos desafios que se tem em termos de clima, riscos climáticos, ambientais, que faz parte do dia a dia do agricultor.
Então, a escolha de uma boa semente é fundamental, de uma boa proteção de sementes é fundamental para que leve, então, a um estabelecimento de alta qualidade e o manejo dali para frente também fique mais fácil para o agricultor e que se converta em algo de maior produtividade.
Perfeito. Vamos lá, vamos adiante. Problemas de doenças como oídio e ferrugem têm ganhado atenção. Qual é o impacto desses fatores na formação do stand e no potencial produtivo da lavoura?
Essa é uma pergunta bem interessante. Ao longo dos anos, em especial dos últimos anos, a preocupação com o controle de doenças aumentou bastante. Então, hoje nós temos variedades mais produtivas, variedades com melhor qualidade de grãos, quando se pensa também em peso de hectolitro, então, materiais que vão para a indústria.
E, ao mesmo tempo, materiais também que, por vezes, ficam mais sensíveis ou mais exigentes ao manejo aqui que estamos falando de doença. Você pega dois exemplos, por exemplo, o ídio ferrugem. Um terceiro exemplo, o complexo de manchas. Então, são doenças que o produtor tem que estar muito atento, tem que focar desde o início já.
No pré-plantio, ele já tem que estar preocupado com isso, achando as soluções para mitigar possíveis problemas no estabelecimento. E que não é apenas o estabelecimento. Se não controlados no início do ciclo, eles se transferem para o restante da cultura, para o restante do ciclo da cultura.
trazendo perda de eficiência, perda de controle no manejo de doenças da parte aérea. Então, estabelecer uma lavoura com alta sanidade, manter essa lavoura nos dias iniciais após o estabelecimento com alta sanidade e entregar essa lavoura, de novo, com alta sanidade para iniciar os tratamentos sanitários, fitossanitários, tratamentos principalmente de doenças fúngicas, é fundamental para levar essa lavoura com alto padrão sanitário até o final.
Agora, Felipe, muitas vezes o produtor foca no manejo ao longo do ciclo, mas o início é determinante. Por que o estabelecimento inicial da lavoura é tão crítico para o sucesso da safra de trigo?
É uma reflexão muito interessante de se fazer. E ela é o momento mais importante da lavoura. Primeiro porque quando a gente fala em componentes de rendimento, o que é isso? São componentes que no final do dia vão trazer a produtividade. E não apenas a produtividade, a qualidade também do grão colhido. Então começa pela unidade de planta. Você ter, como eu disse antes, uma semente que virou uma planta produtiva. Então cada sementinha tem que germinar e virar uma planta com a proteção do potencial produtivo.
Bom, isso é qualidade de semente, isso é proteção de sementes, tratamento de sementes. Segundo componente de rendimento, no caso do trigo, são plantas que emitem afilhos, perfilhos. Então aquela planta vai emitir perfilhos, cada perfilho vai ter uma espiga.
Então você tem número de plantas por metro quadrado ou por hectare, número de espigas por metro quadrado ou por hectare e número de grãos por espiga. Quando que você forma isso tudo? Você forma isso tudo lá no começo, na escolha de uma variedade, na escolha de uma semente de alta qualidade, de alta pureza genética, alta pureza física, de alto vigor e germinação.
E você continua defendendo essa escolha com as condições do plantio, a adequada condição do plantio, a adequada proteção dessa semente para que ela inicie o seu ciclo protegida e expressando o seu potencial produtivo.
Cada perda que nós tivermos numa lavoura que está se estabelecendo são perdas irreparáveis. A planta vai perdendo potencial e vai produzindo menos. E não tem como recuperar isso. Tem como manter como está, mas não recuperar. Então, os primeiros dias após o estabelecimento, onde você está formando aquela planta que vai ter, primeiro, uma planta que vai ser produtiva, que vai ter muitos perfilhos, muitas espigas, muitos grãos por espigas, no final do dia é o que vai lhe entregar a produtividade.
Então, esse cuidado no período inicial da cultura, do ciclo da cultura, é fundamental. E vai ajudar demais o produtor a continuar com essa gestão sanitária dessa lavoura de uma forma mais eficaz. Porque no momento que a lavoura arranca com alta sanidade, com a população desejada de plantas, com a uniformidade desejada de plantas, com o vigor desejado...
Você leva essa lavoura de uma forma muito mais tranquila até o final do ciclo. Você não sai pagando incêndio, porque você vai seguir o seu protocolo sanitário, fitossanitário, partindo de plantas saudáveis. Então, as soluções que são empregadas na lavoura, os produtos fitossanitários, entregam muito mais a performance, fica muito melhor, porque você parte já de plantas sadias e plantas com alto potencial.
Dentro desse contexto, qual é o papel do tratamento de sementes no manejo da cultura do trigo? É fundamental. O trabalho do agricultor começa bem antes da escolha da semente. Começa no preparo do solo, no sistema produtivo que ele tem. Sempre olhando para isso, se é soja, trigo, se é soja, milho, trigo. E aí vai, nós estamos aqui focando no trigo. Então, quais os cuidados que se fez nesse solo, quando se olha em questão de...
correção de perfil de solo, parte química, física, biologia de solo, escolha da semente, adequação da área. Aí é um processo de suma importância a correta escolha do tratamento de sementes para aquilo que se necessita, para aquilo que se deseja, para proteger todo esse potencial da semente escolhida.
do berço que se preparou para receber essa semente. Então, o TS, eu digo que ele é a última etapa do início do ciclo, onde você faz a proteção da semente antes de se plantar, antes de fazer a semeadura. Agora está pronto. Agora vamos esperar chover, vamos esperar germinar e vamos seguir com o manejo dessa lavoura até o período da colheita. E como a BASF enxerga esse desafio, a qual o impacto prático dessa proteção já no início do ciclo do trigo?
É tão importante que a Bássia pensa não apenas numa etapa, não apenas, por exemplo, na etapa do tratamento de semente. Ela pensa e lança suas soluções olhando todo o ciclo da cultura.
Toda jornada que o agricultor vai ter para cultivar, no caso aqui, o trigo que nós estamos falando. Então, desde a proteção da semente, aos tratamentos que vão ser necessários ao longo do ciclo, para que se tenha uma colheita de alta produtividade, e tão importante quanto de alta qualidade de grãos.
Perfeito. E quais os benefícios um tratamento de sementes bem feito pode fazer em termos de sanidade, vigor inicial e também uniformidade da lavoura?
É muito interessante essa pergunta, porque um tratamento de sementes bem feito, ele vai proporcionar a semente, de novo, expressar o seu potencial. Ou seja, a planta está sadia, sem ataque de doenças, expressando o seu máximo potencial. Essa planta vai ter condições de se desenvolver, de formar perfilhos, de formar as estruturas reprodutivas, exemplo, no trigo, espigas.
Adequado número de grãos e grãos de alta qualidade. Então, essa proteção inicial é fundamental para elevar essa planta até o final do ciclo, protegendo seu potencial produtivo ao máximo. Caso contrário, caso no momento em que essa planta estiver germinando, essa semente estiver germinando na lavoura, e essa semente, essa plântula estiver sendo atacada por doenças, por exemplo,
ali está correndo o quê? Perda de energia, perda do potencial de crescimento, morte de plantas. Por vezes, plantas vão sobreviver, mas vão ser plantas dominadas. Você vai ter uma lavoura mais que a gente chama heterogênea, plantas dominantes, plantas dominadas, o que dificulta o manejo do agricultor dali para frente. Quando a gente pensa também na sequência do manejo sanitário. E outros manejos, não apenas sanitários, mas de plantas daninhas e tudo mais, porque a lavoura fica uniforme.
E ela não recupera. Ela não recupera porque dali, no início do ciclo, ela já perdeu boa parte do seu potencial produtivo. Eu vou dar um exemplo real e prático aqui. Como estamos aqui do oídio. O oídio é produtor de trigo. Quem sabe é bem disso. Se perder a mão com o oídio, eu costumo dizer que também perde o sono. Porque depois fica muito difícil.
de correr atrás e apagar esse incêndio. Então, uma solução em tratamento de sementes, que você consegue, através do TS, tratamento de sementes, proteger, controlar e proteger essa planta ao longo dos primeiros dias do ciclo, é fundamental para quê? Para entregar a planta em uma condição ideal para receber a primeira aplicação de fungicida foliar.
onde ela está com uma baixíssima pressão de doenças, ou praticamente imperceptível, vamos falar assim, e o fungicida aplicado foliar vai performar muito bem, porque ele está protegendo, ele está fazendo a função dele. Proteção, é muito mais proteção do que ser curativo.
Quem entregou esse bastão? O tratamento de sementes. Numa solução, por exemplo, que tem um alto controle residual para o ídio. Podemos associar aqui ferrugem, podemos associar aqui manchas foliares. Vamos dar exemplos práticos do trigo. Então, o tratamento levou lá 20, 25 dias, 30 dias. E na primeira aplicação foliar, a lavoura está com alta sanidade. Tudo vai funcionar. As coisas vão funcionar muito melhor. E vai fazer o quê? Proteger qualidade de grão. Proteger a produtividade.
Essa é a grande essência, o grande objetivo do tratamento de sementes, do bom tratamento de sementes. É fazer essa entrega para a primeira aplicação foliar que o agricultor vai fazer. Bom, depois desse raio-x, Felipe, eu te pergunto, né? Hoje o produtor conta com diferentes tecnologias para o tratamento, justamente de sementes. O que diferencia soluções mais modernas e completas das opções mais tradicionais? Ótimo. Primeiro, vamos lá.
Primeiro, tudo passa pela... Quando a gente fala em proteção de semente, a gente não pode esquecer de um ponto bem importante. Produtos que não sejam agressivos à semente, que não sejam agressivos às plântulas que estão se formando recém-germinadas. Então, isso é fundamental. Produtos seletivos às sementes e plantas. Vai germinar, vai se estabelecer, sem efeito do tratamento de sementes, como uma fitotoxidez, por exemplo.
Isso é muito importante. Mas o que o agricultor precisa? Resolver o problema dele. Que é praga, doença e aquilo que ele está buscando no TS. Então ter a alta performance técnica para de fato controlar e entregar esse controle, como falado anteriormente, até a primeira intervenção foliar, até a primeira aplicação foliar. A famosa entrega de bastão.
Tese fez o papel dele e entrega para a primeira aplicação foliar. Só que o que diferencia de um tratamento, o que é hoje um tratamento moderno, talvez dos mais tradicionais? Há não muito tempo atrás, há muito pouco tempo atrás, inclusive a gente escutava assim, olha, o tratamento de sementes, ele vai lá durar seus 10 dias, quando muito, 15 dias, após a germinação e tal, é um efeito residual muito curto.
E hoje, a exemplo que a BASC tem no mercado hoje, pensando em tratamentos de sementes para o trigo, e aqui eu cito o exemplo do Cistiva, foi lançado recentemente no mercado para o trigo, agora foi lançado para a soja, em 2025. Mas falando do trigo, é um tratamento de semente que você leva...
20, 25, 28 dias, depende das condições ambientais, obviamente, mas você tem um residual tão grande que a condição que a lavoura é entregue para o agricultor, fazer a primeira aplicação de fungicida, ela é sensacional. Agora, Felipe, seguindo aqui nessa mesma toada, por exemplo, a BASF desenvolveu justamente o Cistiva para o triticultor estar um passo à frente no manejo de doenças, desde o tratamento das sementes, como você bem mencionou. Como você avalia essa estratégia?
Essa estratégia foi inovadora, ela foi, eu diria, até disruptiva na forma como foi comunicada quando do lançamento e como nós comunicamos até hoje e qual foi a percepção, a aceitação do agricultor, do parceiro comercial da base, dos consultores, que, de fato...
é uma entrega diferente do que todos nós estávamos acostumados a ver em tratamento de sementes. E esse diferencial, ele se evidencia onde? Ele se evidencia no autocontrole de doenças, a gente fala muito em foco em ferrugem, foco em oídio, performance muito boa para manchas também, mas esse autocontrole, principalmente, esse autocontrole ao longo dos dias.
Não esperando aqueles 10, 15 dias pós-derminação, não. Ele ultrapassa isso. Ele conversa, esse controle, esse residual de doenças conversam com a primeira aplicação foliar de fungicida na cultura. E aí no momento que o agricultor faz essa primeira aplicação, controle de doenças fúngicas,
foco em o ídio, ferrugem, por exemplo, com plantas de alta sanidade, as coisas funcionam de uma forma muito melhor. O fungicida vai performar muito melhor. A planta vai se manter com o bacheiro, com as primeiras folhas, com uma sanidade muito superior aos padrões até então utilizados no mercado. E aí essas plantas, essas folhas se mantendo com alta sanidade,
Tudo isso aqui no final do dia vai se translocar, vai formar espigas com maior número de grãos, porque a planta é saudável, os fotoassimilados foram convertidos para a produção de grãos, e no final do dia a gente está falando em quê? Em produtividade. Essa é a importância de um tratamento de sementes moderno, disruptivo, que eu gosto de falar essa palavra, porque foi um ganho tão superior com a chegada do cívico no mercado.
conseguimos evidenciar isso de uma forma muito clara que é o papel que o tratamento de sementes aumenta a relevância e a importância do tratamento de sementes na cultura do trigo com essa solução. E claro, a gente não fala só do TSE, o TSE é uma parte desse processo, como a gente falou antes. Tem toda a questão de saúde de solo, fertilidade, biologia, química, física de solo, estrutura, sistema produtivo, todo o manejo como um todo, mas o papel do TSE é que ele aumenta o seu protagonismo.
Ele aumenta a sua relevância em função desse maior controle, desse maior residual, conversando com o manejo fitossanitário da cultura como um todo, o manejo para doenças como um todo. Daí a frase, a primeira aplicação de fungicida na cultura do trigo começa consistiva no tratamento de sementes. Um passo à frente no manejo de doenças. Começa lá no TS.
E não lá quando a lavoura já está com seus 25, 30 dias ou mais. Começa muito antes. E a gente eleva a régua de sanidade dessa lavoura. Do começo até o fim, no momento da colheita. Agora, Felipe, considerando as condições do sul do Brasil, com alta pressão de doenças e desafios no estabelecimento da lavoura.
Quais são os principais diferenciais do tratamento de sementes consistiva para garantir um stand mais vigoroso e maior estabilidade produtiva? O principal desafio é arrancar bem. Vou usar uma expressão bem campeira aqui. É fazer a lavoura arrancar bem. É fazer que aquelas sementes de fato se tornem plantas produtivas, que a lavoura se estabeleça com alto vigor, homogêneo, que se estabeleça com essa sanidade desejada.
E aí nós temos os desafios climáticos do sul do Brasil, que cada ano é um ano. Eu costumo dizer no Rio Grande do Sul, acho que Santa Catarina, Paraná também, é a região sul, não existe um ano normal. O que é um ano normal? Por vezes dá um déficit hídrico, por vezes chove demais, por vezes...
calor fora de época, etc. Como que você mitiga isso tudo? Você mitiga isso tudo, obviamente, manejo integrado, com o solo preparado para isso, para receber essas sementes, com sementes de alta qualidade, é semente, não é grão, é alta qualidade sanitária, fisiológica, física, de sanidade, obviamente, e uma excelência no tratamento, começando por aí, é o início do jogo. São os primeiros 15 minutos, 20 minutos do jogo. E aí você vai Tápppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppp
mantendo um tratamento sanitário, quando eu falo sanitário, fitossanitário, você está falando de novo de manejo de doenças, manejo de insetos pragas, manejo de plantas daninhas, tudo aquilo que pode interferir o sistema e interferir o equilíbrio das plantas e deixar essas plantas menos resilientes. E não, o que se quer é fazer essas plantas crescerem com resiliência. Elas ficam mais tolerantes, essas oscilações que a gente todo ano tem aqui no sul do Brasil em especial.
Então, Tápppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppp
Esse manejo integrado é fundamental. Ter essa visão do todo e ofertar isso para o agricultor para mitigar essas oscilações, é o objetivo que se tem, principalmente nesses lançamentos que o mercado traz, que a base traz, é exemplo do que trouxe aqui com o Sistiva. Mas não apenas ele, o manejo integrado como um todo. Quais são hoje os principais diferenciais do Sistiva?
Cistiva é proteção da semente da planta, vigor inicial, é fantástico em termos de desenvolvimento radicular, parte aérea. E o principal diferencial é o período do controle, o residual desse controle, até a primeira aplicação de fungicida na cultura do trigo. Isso a gente não tem nada igual no mercado.
Por isso que a primeira aplicação de fungicida da cultura do trigo começa pelo Sistiva em tratamento de sementes. Por isso que é um passo à frente. E foi muito bom, porque a gente está indo para o terceiro ano do lançamento do Sistiva, e o mercado entendeu isso, conheceu isso. E hoje o Sistiva é um case muito legal de inovação para a cultura do trigo, e que coloca o tratamento de sementes em outro patamar. Em outro patamar.
em função dessa entrega diferenciada e superior com a chegada do Cifre em trigo. E eu até queria fazer também uma... A gente guarda a base de soluções para a agricultura. Ela olha para o negócio do agricultor como um todo. Então eu olho para o sistema produtivo do agricultor. E aqui no sul do Brasil é muito comum o sistema soja-milho, soja-trigo, mais para o extremo sul.
soja arroz, também tem trigo nas áreas mais altas mas quando a gente a base de dois anos para cá, criou uma nova identidade no seu tratamento de sementes e trouxe novas receitas muitos lançamentos nesses últimos dois anos onde a gente sai do conceito de produto e começa a trabalhar um conceito de receita, isso vale para o trigo vale para o arroz, vale para a soja
E eu quero trazer um exemplo aqui do cistiva em outros cultivos. No ano de 2025, a base lançou o cistiva na soja. Em receitas. Por exemplo, o stand-up prime. Stand-up prime é a associação do stand-up top com o votivo prime, um bio-nematicida, associado ao cistiva. Então, onde há necessidade de fazer um reforço para doenças, cistiva chegou para agregar e fazer o diferencial.
Na prática, quais ganhos o produtor pode observar ao adotar essa estratégia desde o plantio?
Ganho no sentido de ter o maior controle de doenças. Isso traz, sim, mais tranquilidade. Não perde a mão. Você tem uma solução que vai te entregar uma condição melhor para você fazer a primeira aplicação de fungicida. Isso é um sinônimo de tranquilidade. As coisas estão funcionando, as coisas vão funcionar e ficam menos complexas. Consequentemente, você vai ter, lá na frente, maior produtividade. Plantas que se mantiveram com alta sanidade ao longo do ciclo.
E como essa proteção desde a semente impacta diretamente no desenvolvimento inicial das plantas e na construção da produtividade ao longo do ciclo?
Plantas que germinam e nos primeiros dias do estabelecimento estão protegidas contra doenças. São plantas que vão expressar potencial produtivo. Vão produzir maior volume de raízes, maior sanidade de raízes, maior volume de folhas, maior sanidade de folhas. São plantas que vão conseguir se desenvolver protegendo potencial produtivo.
Para finalizar com chave de ouro, tá? Quais são as principais recomendações para os produtores que querem estabelecer uma safra de trigo com mais assertividade, sanidade e alto potencial produtivo desde a semente?
Bom, começa pela escolha da semente, começa pela proteção da semente, que nós conversamos aqui, a questão do tratamento de sementes, e segue pela assertividade da escolha das soluções dos produtos a serem utilizados na questão do manejo sanitário que nós estamos falando aqui, das épocas, do time correto de aplicação desses produtos, utilizar os manejos nas etapas corretas.
Sempre no intuito de mitigar, de potencializar, de manter o potencial produtivo da lavoura. É isso, são os processos que vão lá desde a escolha das sementes, a sua proteção, a calendarização de quando o melhor momento de fazer as intervenções para manter sempre essa lavoura com a máxima sanidade possível. Sabemos que cada ano é um ano, no sul do Brasil não tem anos iguais, a gente tem uma previsão de arruininho, possivelmente começando agora no...
no outono, mais final do outono, se acentuando. Isso traz desafios para a cultura, maior volume para a região sul, maior volume de chuvas, mas temos ferramentas para mitigar isso e proteger o potencial dessas lavouras e a qualidade desses grãos. Então, são processos, a escolha do processo e do tempo certo de aplicá-lo.
Felipe Gutail Ferreira, foi um grande prazer ter conversado contigo, uma verdadeira aula aqui, que a gente vai compartilhar com os nossos ouvintes, com os nossos produtores. Eu te agradeço por essa entrevista e até um próximo contato. Um bom dia de trabalho para o senhor. Muito obrigado, obrigado pela oportunidade e até a próxima. Um grande abraço.
Forte abraço! Nós vamos ficando por aqui, agradecendo também a sua audiência. Nós seguimos trazendo conteúdos que conectam a informação, tecnologia e o dia a dia do produtor do campo. O AgroLink News fica por aqui. Até a próxima!
BASF
Cistiva