Ep 803 - Não há crocodilos inocentes
.Entrar na zara pela porta do amor.
.O multiverso é um centro de fotocópias.
.Entrevistas a escritores.
.Máquinas de tortura, início.
.Papagaios e manosfera.
.Psicólogos de cães.
.Freud, o apanhador de minhocas.
.Dançarinas dos músicos pimba.
.Considerandos sobre sopas.
.Pêra bêbeda e pêra sóbria .
.Há dias estive para comprar uns binóculos.
.O humorista e metáfora.
.Quando o comediante se torna guru motivacional.
.O capitalismo no salão de estética.
.Observador de aves principiante.
.Depenar galinhas.
.Charnecos.
.Trocar mulheres por camelos.
.Ourives e pega-rabuda.
.Empresário português e o crocodilo.
.Não há crocodilos inocentes.
.Crocodilo e migração de gnus.
.Retrato robot do bandido na era Vibe.
.Domesticação de mosquitos para fins militares.
.Plantações de painéis solares no Algarve.
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O menino está aqui:
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- Técnicas de entrevista e coletiva de imprensaSafando-se de perguntas de merda · O artista como salvador da entrevista
- Vínculo emocional e bem-estar animalPsicólogo de cães · Freud como apanhador de minhocas · Workshop de fabulista
- O multiverso como centro de fotocópiasRepetição do mesmo em mundos paralelos · Gravação de podcast sem audiência
- Independencia Economica FemininaSlogans e papagaios · Manosfera e a voz feminina
- Tortura e ViolenciaO pico da imaginação em tempos de sofrimento · Máscara do escárnio
- O humorista como guru motivacional e o capitalismo no salão de estéticaCapitalismo tardio, verde, sustentável, cognitivo · O oxímoro do capitalismo sustentável · Consumismo e cosmética
Fala de velhos nas filas, do preço da vida arder, de medos tão pequenos que custam a esquecer. É filosofia em sordina dita num tom bem quente, um glu sardónico de um português paciente. E enquanto o mundo corre atrás do útil e do bonito,
No túnel a vento, sopro o torto, pensamento lento. Jazz de quem vive atento ao aborrecimento. Improviso, disciplinado, caos, combatimento. É inútil, mas é o meu fundamento. Confesso-vos, hoje estou numa maré da autenticidade.
Sou filho do meu tempo, neto do passado e trisneto das vossas lérias, uma vez que o tempo é circular. E vocês que pensavam que era uma piada, corrigi cientificamente a minha premissa. Aqui está o homem, mas a verdade singra nesta língua. Confesso-vos, antes de começar a gravar, estava a pensar nas oitocentas e tal maneiras que eu pronunciei o olá. E vocês sempre famintos da novidade, e daí que percorro...
lojas dos hipermercados à procura do não sei quê são um dandy consumista e entram na Zara, perguntam à Zara Gata, se ela for bonita envias de encetar o bolício do sopapo que conduz ao amor? Minha querida tem o que eu preciso e ela pega nas mamas e diz não, eu sou feminista e cada um segue a sua vida, pois o impulso consumista tem de ser concretizado. Agarro nela humm
ele não pode agarrar e dizem o cliente tem sempre razão e não consigo repostar vou-me despedir e é esse o momento em que nasce o direito do trabalhador para desgosto de certas pessoas mais à direita mas voltando a mim eu não sei se tenho uma forma inédita de pronunciar olá eu acho que esgotei tudo neste e nos mil e um mundos paralelos supondo que os há se for mundos paralelos mas é a repetição do mesmo e aí
Quer dizer que o multiverso é um centro de fotocópias. Isso só me entristece. Imaginar milhões de Robertos a passar pelo mesmo que é gravar este podcast sem audiência para ninguém? Para Ulisses, que é o meu público-alvo. Ai, quero o teu público-alvo. Vocês?
Fazemos assim. Eu não me gosto de chatear, sobretudo ao fim de semana. Mas se eu ouço pessoas e mesmo escritores a começar uma conversa segundo este tema, começo ou não por ele, porque isto não é desculpa. Ah, ele perguntou-me o público-alvo. Oh, amigo escritor, vê entrevistas a preto e branco com pessoas com barba e com bigode.
seja ou não homem, e vê como é que um escritor se safa uma pergunta de merda. A pergunta de merda não pode ser desculpa para tu dares uma resposta de merda, senão é uma entrevista de merda. O escritor, o artista, tem de salvar a entrevista de merda, para que no futuro olhe o entrevistador de merda, olhe a resposta que o gajo deu e safou-se.
Caso contrário, é só cortes de merda para adubar as redes sociais. E já estiquei esta metáfora até os domínios do estúpido, que é onde nós cingramos vestidos de espantalho, de jardineira. A jardineira só existe em dois tipos de pessoa. O espantalho...
ou a grávida ou o homem-estátua que está entre a grávida e o espantalho, que se tiver com um pau no cu, ou gosta, ou está em tempos recuados e foi empalado. Eu vi uma exibição de Máquinas de Tortura e pensei, porra, não vivi no tempo certo.
o homem está no pico de imaginação. Não. Uma coisa era ter imaginação, meios à disposição e dizer ao rei, eu tenho aqui uma ideia que é para pôr o sofrimento noutro nível. E o rei, opa, vamos lá com isso. Há a máscara do escárnio. É a máscara do riso? Não, esqueço isso. É uma máscara...
que se punha na cara, que é onde se costumam pôr as máscaras, a não ser que sejam tantãs, aí pode ser na picha, a não ser que sejam da manosfera, aí podem pôr a máscara na picha, ninguém tem de ver o vosso pissalho, o vosso pissalho não é recomendável para as vistas contemporâneas.
Não me façam falar, ah, mulher, o lugar da mulher é na cozinha. Amigo, isso era preciso haver casa. Primeiro. Tendo em conta o pilim, carecemos de pilim para comprar casa, se alguém disser o lugar da mulher é na cozinha, devemos aplaudir. Aqui está um homem com poder económico.
Pode ser um estúpido caralho do início ao fim, mas porra, falem slogans. E quem é que falem slogans também? Os papagaios. Só que o papagaio tem uma vantagem e uma desvantagem. Primeiro é mais bonito, calado. O da manósfera não desfeia. Também piora quando fala. Só que no papagaio há ali um lado de imprevisibilidade. Convivi há pouco tempo com um papagaio, e de oravante posso dizer que é uma amizade, convivi recentemente com três papagaios cinzentos.
Ora, o papagaio cinzento é uma espécie de criança que absorve tudo, é uma esponja com penas. Eu não tenho o lado pedagogo, não sou um psicólogo infantil, gostaria de ser, por exemplo, esta nova vaga do psicólogo animal, eu gostaria de dizer ao caniche, dê-te-se aí no divã e vamos falar do que é que anda a comer.
Ai, a minha mãe! Eu já vi, eu já vi em Tuldes. E se está no Tulde, é verdade. O Tulde é como na internet. Se está lá à expressa é porque é verdade. Se há psicólogos de cães e psicologia, e vamos pensar na psicologia enquanto imagem mítica da psicanálise, o Freud, o divã, o caniche entra no consultório, o Freud dos tempos modernos diz à dona, você tem de ficar, e diz ao cão, senta. Ah, ok. Epá, você tem de resistir.
ou pudesse demasiado rápido está a ver esse divã? faça o que quiser com esse divã e ele alça logo a perna dá uma mejada e opa temos aqui o rebelde vá, dê-te sair e vamos falar conte-me coisas sobre a sua mãe e o cão fuga a minha mãe a minha mãe empineia
Vocês não sei se sabem, mas está presente no livro do Oliver Sacks, Rio da Consciência, ele fala sobre a adolescência, ali a juventude inicial de Freud, ele teve ali um part-time de apanhador de nhocas, o que explica muita coisa daí para a frente. Mas aquilo que eu quero...
trazer, em termos humorísticos, a imaginar o Freud enquanto psicólogo de cães. Nesta situação, o cão estava a falar com ele, pois Freud, nos momentos em que era apanhador de minhocas, tirou um workshop de fabulista, sabe falar com os cães. Aliás, aos cães só falta falar e aos gajos da manosfera só falta estar calados.
São dois mundos, já vou aos papagaios, cá para a gente não se chatear, porque há pessoal a papaguear meia dúzia de slogans e diz que isso é um idioma e com essa meia dúzia de slogans fazem vida, vendem cursos, singro na net e isso é que me chateia, pá. Um papagaio lourde de bico dourado consegue lucrar e aparece com 5 ou 6 gajas que nunca falam.
Cagagens que vêm da maternidade das assistentes dos músicos Pimba. Nunca se ouviu uma palavrinha. Das duas uma, oh, não sabe falar. Uma saída profissional das mudas, com corpanzil, digno de figurar nas TVs a horário, digamos, familiar. Em horário familiar também devemos picaçar o tesão. Aliás, vamos já. Não, não vamos. Vou só dizer palavras avulsas que vocês podem usar num contexto diário.
Enrabar, ok, provavelmente conhecem, mas há uma, prima, poucas vezes utilizada, enconar. Eu já conhecia a palavra, mas andei com as costas voltadas e recentemente, no último ano, dei de caras com ela num livro anti-Justine, provavelmente o livro mais maroto de toda a literatura.
Ora, eu agora, se me puder, os encunar. Eu estou a ser encunado por vocês. Vocês que têm vida dupla, são ativistas nas redes e machos tóxicos na vida real e conseguem lucrar pelas duas vias e entre uma coisa e outra param no apiadeiro da taberna para falar de ativismo, da política e assim por diante, papagueando os slogans fanáticos do nosso querido Aventuras. Para onde é que um gajo ia? Falar dos papagaios?
O papagaio é imprevisível. Tanto pode imitar uma sirene. Como dizer mamas a seguir. E isto, como é que eu o posso professar? Provoca-me surpresa, surpresa. Humor, humor, desencadeia riso neste menino. Apanhei-me a rir mais como papagaio. Só diz coisas ao calhas. Vi dois ou três. Há um deles. Não estou a dizer que são todos. Este é o mais capaz para me fazer rir. O que me faz rir disparatadamente.
Porque tanto pode fazer... Ou fazer... Ou assobiar. E o assobiu, ele... No mesmo assobiu tem vários volumes. E isso o gajo nunca sabe. Eu nunca sei o que é que vem a seguir. Alternar entre um ruído metálico e um... Mas quero...
10 minutos disto. 10 minutos disto eu pago bilhete, bebo cerveja e com a cerveja até me sabe melhor. E ainda lhe joga a pista para cima do palco e eles gostam muito de fruta, atirem-lhe um tomate porque o tomate é fruta. E assim é visto como uma celebração do ato cómico. A Manosfera. Não fale com esses bandidos. O ideal da mulher da Manosfera é uma assistente de cantor pimba. Que ladinha.
vestida como eu quero, ou mais badalhoca, ou obtoada até às goelas, conforme o meu gosto. E caladinha, caladinha como eu, só que eu faço playback, faço de conta que falo. Aliás, o gajo da Manoesfera é um cantor pimba num programa da tarde. Parece que está a cantar, mas é playback, amigo. Tu estás a fazer playback e quem está aí, ó, a mão invisível ou o falo invisível? Vamos também satirizar o capitalismo no sentido do...
palavreado, todo o filósofo, todo o pensador digno desse nome nos últimos 30 anos tem adicionado uma palavrinha ao capitalismo. É capitalismo tardio, capitalismo verde, capitalismo sustentável, capitalismo cognitivo, capitalismo não sei do que. É que quer molhar a sopa. Apesar das sopas também podemos ir aí nessa parte. O que é que se passa com o preço das sopas? Eu sou de um tempo. O mundo ainda não era a sépia.
Coisa de 3, 4 anos, uma sopa era o mínimo olímpico no que diz respeito a tapar o buraco. Ora, eu agora, matar o ratinho, matar o ratinho, que é como quem diz, paralisá-lo durante uns tempos tem de largar 3 euros. Há sítios onde um gajo paga quase 4 euros. Eu não estou a falar dos sítios fancy, onde despejam vários talheres para cima da mesa. Onde há só uma colher, acho.
Absurdo. Eu agora vou assumir uma pose de influencer. Acho absurdo em que uma sopa só me dão uma colher e o preço da sopa ultrapassa os 3 euros. Aquilo é só água com cores. Água com cores é tisana. É pleno.
E depois metem lá 3 ou 4 folhas a boiar. Já agora aproveito a crítica. Para o preço que estão a pedir pela sopa, é esperado pelo menos que saibam o que é que a sopa tem. Muitas vezes em restaurantes, o que é que tem de sopa? É a sopa de legumes. Não estava nada à espera.
Parece que é uma singularidade. Hoje vem um dia muito especial. Hoje, como exceção, é sopa de legumes. Não se dignam, é pá, diz-me mais, porque isto não acontece em mais lado nenhum. Em qualquer segmento gastronómico, até durante a pitança, quando um gajo pergunta à sobremesa, temos doces e vai-se embora. Não, não tem doces.
Você diz-me, ah, eu tenho doce da casa, tenho purim, tenho semifreo de frutos vermelhos, tenho caralho de pêra bêbada. O que é que aconteceu à bêbada para ela se embebedar, pá? Pêra bêbada não quero, quero uma pêra sóbria. E ele diz, ah, não temos, não tem?
É só bêbados a cairaças, pá. Já havia alguma vez aqueles pintores naturalistas que pintavam naturezas mortas uma taça cheia de fruta de peras bêbadas? Não. Sempre peras sóbrias por alguma razão e aquilo era o ideal de beleza da altura, pá. O Cezanne pintou peras bêbadas ou peras sóbrias?
A essência da pera é sóbria ou é ébria? E eu fico a olhar para mim como se nunca ninguém tivesse dito isso. Uma coisa é estar onde eu estou, outra coisa é estar na Conda da Mãe ou mesmo em Paris. Eu acho que é uma conversa que se pode ter numa tasca renta ao Louvre. Supondo que isto não é um anacronismo, não existe uma tasca renta ao Louvre. Se não há, quer dizer que há filas intermináveis onde há pessoas que baqueiam com insulação naquelas filas para a Gioconda, para chegar ao pé da Gioconda e é...
Nunca houve, e eu já conheci 3 ou 4 pessoas na minha vida e está fechada a loja, não quer conhecer mais. Daqui para a frente só papagaios, que eu quero rir-me, estou farto de humoristas, eu quero é papagaios cinzentos, porque eles vivem muito e podemos estabelecer uma relação fértil à base de pistachos e fruta seca.
Ele faz-me e eu posso lhe ensinar. Há aqui uma ligação mais frutuosa entre público e artífice da comédia. Não há um fosso. Não há um papagaio elitista. Consigo estar à altura. Eu consigo replicar tudo o que eu ouvi do biquinho do papagaio.
Eu, enquanto Eckler, também não posso esticar as mãos. Caso contrai, ele traça-me os dedos. Há uma ligação de respeito. E isto é muito bonito, raramente acontece na arte. Voltando para terrenos mais baldios. Ora, o que é que se passa convosco?
que são burros com garante, esqueci. Completamente gratuito. O que é que tem acontecido na vossa vida? Eu digo-vos uma coisa, eu digo-vos uma coisa. Eu tenho visto muita passarada. Tenho visto muita, só sei distinguir 3 ou 4. Ah, muita passarada. Há dias estive para comprar uns binóculos. O senhor disse-me que numa feira de velharias estes binóculos não se encontram em qualquer lado. Eu vendi destes binóculos para a guerra da Ucrânia. E eu disse, porra.
Não se sabia que as tropas visitavam a Feira das Velharias. Mas o binóculo era bom, era de uma marca que parece-me que é uma marca boa. Eu pus logo os binóculos, que não dá muito jeito para quem usa óculos. Um gajo consegue afinar os binóculos e não precisa de óculos. E eu pensei, aqueles binóculos são mais baratos que os meus óculos. E eu pensei, Dora Avante sai à rua com os binóculos.
Porque depois tudo parece mais perto. E se tudo parece mais perto, não tem tantos pruridos a andar. Tiro os óculos, ponho os binóculos e penso, olha, aquela gaja boa está aqui a um palmo. E vou. Se calhar frustro-me. Epá, isto nunca mais chega. Mas acontece uma sensação ligeiramente diferente com os livros. Quando eu tenho os óculos, o livro parece um A4, para ser um formato familiar, e quando tiro, parece uma cartolina. Tem este efeito. Um gajo é pitósga, voltando aos pássaros. Tenho visto os charnecos.
É um pássaro. Eu não sei onde é que vocês estão, se sabem de pássaros, se usam binóculos, qual é a vantagem de usar binóculos? É se tiveram num bairro com muitas boas zonas. Há pássaros na sua zona, é que é lá saber dos pássaros, a biodiversidade, vamos morrer todos. Eu quero saber, e isto devia estar presente, e já vamos aí. Fala-se pouco de sexo. É isto que eu ouvi um filósofo italiano.
Ah pá, o sexo tornou-se uma performance, se fode-se pouco e já vamos aí. Isto não tem nada a ver. O empresário português foi papado por um crocodilo. Voltando ao sexo e à filosofia, vocês não me teorizem a foda. Fodem-me o humor, fodem-me as palavras, o discurso. É os humoristas que não sabem usar metáforas. Há um gajo que diz uma metáfora tão 50 a usar a mesma metáfora durante dois anos.
Não era abrir um Adília Lopes, pá. Não era abrir um Eugênio de Andrade. Ou mesmo um poeta, um Herberto Hélder, um Camões, um Fernando Pessoa. E às vezes não está longe. Esses humoristas não sabem usar metáforas se virar sempre para trás. Tem um livro de poesia no cenário, pá. Vocês usam poesia e literatura como cenário.
Visto a minha farda de iconoclast, a minha marreta, e olha, agora vamos cantar, agora vamos aparar os bigodes desses ídolos. Isto assim não pode ser fazer humor à martelada, como dizia Nietzsche, a respeito da filosofia. Eu troquei a pena pela caneta, precisam do meu tempo, agora usar caneta e o caraças, fui a uma escola que está cristalizada do tempo do Salazar ali para o Algarve interior.
E é muito bonito, mas eu pensei, ah, a democracia até tem das suas coisas. Mas voltando, eu preciso saber quantas gajas boas existem num ralho de 10 km, para saber, porque caso contrário, um gajo entra nas aplicações de encontros, que eu nem preciso, tenho namorada, mas às vezes gosto só de vistoriar a mercadoria, é pá, um gajo está em tempo de escassez, é as guerras, isto tem ligação? Oh pá, mas os preços dos cafés às vezes não têm ligação com a guerra?
A coisa está mais ou menos decidida, que neste tempo é sempre uma negociação à Schrödinger. Está e não está ao mesmo tempo. Está e não está ao mesmo tempo. É uma picha que está dentro e fora ao mesmo tempo. O quê? É diplomacia ou é violação? É as duas coisas ao mesmo tempo? Um abraço, pá. Um abraço e um aperto de mão e dava-nos jeito termos próteses ou sermos um deus hindu para fazermos tudo ao mesmo tempo. Agarrar na mama da gaja enquanto...
aplaudimos enquanto damos um passo bem a outro gajo qualquer e dizer está tudo bem, não está tudo bem, estás a violar a moça afasta-te daí, deixa de ser
Deixa de ser amigo das metáforas, mas isso em respeito das metáforas dá-me assim alguma, como é que se diz, ansiedade? Pode dar, pode dar, mas não é por isso. A incapacidade de olhar para o mundo com outras camadas. Se apreendem, se esta expressão, por exemplo, as camadas, ganha algum prestígio, está tudo a repetir isto sem saber, está tudo a papaguear. A comédia tornou-se um viver de papagaios. Comparando com o papagaio que eu conheço, o papagaio canónico...
Não me faz rir, porque o papagaio alterna entre a sirene, um palavrão. Às tantas dá para ensinar a notas, eu até posso chamar o papagaio de Fernando Rocha. Não que depois às tantas comece a dizer, é pá, eu agora sou uma pessoa melhor. E pá, quando o comediante se torna em guru motivacional. Ativista já é um gajo num papo. Agora, guru motivacional, é quer dizer que agora estamos no melhor dos mundos possíveis. Perderes de 20 quilos e tornares-te o pangolosso do Voltaire.
Foda-se, não era encher aquilo cu a batata frita belga? O nutricionista deve nos alertar. Você, se ficar abaixo deste valor, perde a graça toda e começa a enverdar pela vida do pensamento positivo. A bem de ver é uma contradição em termos. Ou é pensamento ou é positivo, tal como o capitalismo.
que tentamos enxertar com tudo e mais alguma coisa, mas é sempre uma contradição em termos. O que nós queremos é embelezar. Levamos o capitalismo ao salão de cabeleireiro, a um salão de estético, e ele sai de lá com umas pestanas falsas, com uma cabeleireira, e às vezes com uma cabeleireira, porque o gajo tem manha, não é? Tem manha, consegue levar toda a gente. Damos-nos sempre conta que é fraco. O capitalismo por si só governa-se, revela exatamente aquilo que é. Não é preciso apetreixo. Voltando à passarada, os binóculos.
Preciso saber quantas gajas existem aqui num raio que é para não ser enganado pelos botes do Tinder e coisa que o valha. Há nas imediações, amigo, eu já prescrutei, eu já palmei, eu já despenteei cada grão de areia deste reluto e não conheço esta gaja. Tu estás-me a mentir. Eu, qualquer dia, telefono para o Tinder. Meu amigo, tu dizes que está num raio de 10 km. Eu sou rei do gado.
Aliás, eu estou no campo. Certamente acontece. Pessoas que têm uma quinta enorme, hectares e hectares, põem o Tinder 10 km e aquilo aparece em gajas. Não? Aqui não há gajas nenhumas. Aqui só há vacas, cabras e porcos. Não há piada. É um rei do gado. O negócio desse rapaz é pecuária. Conhece aqueles quilómetros à volta.
Não me governo. Gosto da autenticidade, sobretudo quando eu estou a vender uma marca. Porque uma coisa é falar do meu tempo criticamente. Outra coisa, logo a seguir, é se uma marca me pagar para falar acriticamente. Eu consigo ser crítico e acritico dependendo do salário, do dinheiro. É preciso é chegar-se à frente. O que é que eu posso dizer de forma muito salutar? O charneco. Não sei se vocês conhecem esta ave. Se tiverem binóculos...
Vou comprar uns binóquios só para ver galinhas. Ver galinhas e andorinhas e se for andorinhas é só no inverno não vejo nada. Vou ver passarada e aves. Ok, mas sei meia dúzia de nomes, não me serve para nada. E eu sei quando está o narrador do documentário. Olha, aqui está um...
Um estorninho. Aqui está um não sei quê, não é? É mesmo um não sei quê. Está-me a dizer o nome em latim e eu a banar a cabeça. Ia, ia. Após a resposta daqueles concursos tipo Quem quer ser milionário? Claro que sabia, claro que sabias. Se o gás não tivesse a resposta, tu não sabias. Para quê? E se estás enganado a ti próprio, tu estás sozinho na sala. Tu é assunto enquanto burro vai ao espelho e diz Opa, tu é assunto burro do caralho, não sei nada. A pergunta era O Pikachu evolui para José Figueiras, Raichu, Sam the Kid.
Ô Ricardo Luís Pereira, e tu disseste Sam Da Kid? Tu dizias Sam Da Kid? Se a resposta certa não fosse trancada a seguir, tu ias responder Sam Da Kid? Vais dizer agora que é o raichu, pá. Tu sabes lá que é o raichu, sabes lá que é o Pikachu, sabes lá que é o pichu, pá. Sabes lá que é pichu e volta e meia.
Se passar mais 6 meses, até disso te esqueces. É antes do pichu. Não ponho o pezinho nesse salão de bailes. A nível de aves conheço pouco, apesar de apreciar, e sobretudo no prato, depenadas. Não sei se vocês já depenaram uma galinha, mas é muito bonito. Mas é naquela altura que eu penso, olha, se tivesse de depenar todas as galinhas que eu como, era vegetariano. Não é que há documentários de galinhas e porcos e vacas a morrerem. Se eu fosse obrigado.
A depenar. Se agora voltássemos para um sítio menos industrial e fôssemos obrigados a um regime mais frugal, eu se fosse obrigado a depenar as galinhas que como, é pá, eu quero alface todos os dias e a meto tomates na boca. Um gajo põe aquilo em água quente e depois... Eu recordo-me disso. Muita galinha depenei eu.
Na casa da minha avó nas férias grandes, vocês iam para o campismo, iam para a cona da manho e eu que estava onde? No baixo alentejo a tomar galinhas, pá. Não tinham cabeça. Gera um comediante destes, eclético. Não sei se sabem o que é um charneco. Este é o nome, como é que eu ia dizer, não sei se é regional. O nome científico será pega azul ou coisa do género.
É uma espécie de pega. No Alentejo e no Algarve existem muito. Não sei se daí para a frente, daí para cima existem. E eles são conhecidos por atacarem em bando. Nunca há só um charneco. Quando dão conta estão 20 ou 30 charnecos a fazer merda. Mesmo rentar à praia existem muitos. Até porque não sei se há algum predador.
aqui no Algarve de charnecos, não sei se uma águia ou um falcão os fode aqui no Algarve não há assim muitos e o que é que aconteceu recentemente? Isto é só um apontamento a minha namorada foi atacada por um charneco, o gajo fez um voo rasante e deu-lhe com uma pata na tola
e ela é pequenina, eu pensei, olha, lá vai ela. Se eu vivesse na Antiga Grécia, diria que era o Zeus metamorfusiado, num charneco que ia elevar, e pá, pinar, mas pronto, que é um deus, agora sou eu é que sei das coisas. Comeu duas deusas, uma a Astúcia, a Metis, ele tem uma das maiores inteligências, não sou eu, alguém com a quarta classe a pouco mais é que vai dizer, não, não, o deus não faz.
Ah, já à vontade. Dá sempre mau resultado. Depois chorava. Epá, vocês não digam, epá, tu és o maior estoxico. Estou a falar de um Deus, caralho. Estou a falar de um Deus. Deixem-se disso. Epá, quebra-se já aqui as amizades. Com o episódio do Ganymedes. O gajo rapta o Ganymedes, mas depois dá ao pai, troche, os melhores cavalos.
do mundo. E isso parece-me uma boa troca. Talvez seja isso que inspirou depois a malta das Arábias a trocar as mulheres por cavalos ou por camelos. Eu não sei se estou a falar sem saber, eu só falo assim, não sei de nada, mas não há assim tantos camelos para trocar uma gaja mesmo muito boa. Será que, ah pá, não tem camelos para esta gaja? Porque quando eu vejo aqueles documentários, nunca há carradas de camelos. Há meia dúzia, dois ou três espalhados por deserto do Sára.
Que densidade de camelos é que nós estamos a falar? Quantos camelos é que existem?
3 mil camelos em África, espalhados. África é grande como o cara, seja o gajo. Começa a telefonar para os seus conectos. Há aqui uma gaja muito boa. Eu disse que dava 300 camelos. E agora preciso dos seus camelos. Não, não. Porque eu ouvi dizer que vai haver para aqui uma excursão de velhas. Preciso dos meus. 3 ou 4 por velha. Não sei quantas velhas é que eu preciso.
Já sabes. Eu agora ia arriscar a falar de religião, até fiz uma paragem. Não, se é para falar, é para falar a sério. Não me cortam a cabeça por um à parte. Quando eu for, vou a fundo. Bom, voltando ao charneque. O charneque é muito engraçado, é daqueles animais que se nota mesmo.
que está muito bem. Epá, estou-me a foder para vocês todos. Aqui num centro comercial, o gajo aparece na zona de restauração e deixa-me lá ver se há hambúrgueres. É mesmo aquele pássaro refia. E não sei se, como as outras pegas, têm uma predileção por cenas brilhantes. Voltando à pega, a pega canónica, a pega rebuda, a melhor pega, que é preta.
E é preta. Estou a constatar um facto. Estou-me a rir porque, pronto, sou limitado. Gosta de coisas brilhantes e de ouro. Ora, eu, se fosse um orivos, o meu assistente era uma pega-rabuda. Alguém ia vender-me. Como nós vemos naqueles documentários dos Estados Unidos, alguém vem vender-me uma coisa que pode ou não ser ouro. Pega-rabuda-na cá. Isto interessa-te ou não? É pá, interessa-me. Então,
Começamos a falar, não me interessa, então não quero saber disso e se é px-back. Se calhar as pegas têm de ter um workshop para distinguir o px-back do ouro. Há tantas a pega rabuda original sabe distinguir e a pega sem instrução não sabe distinguir. É a pega px-back, considerando-os que não interessa a ninguém. Então não é que um empresário português foi comido por um crocodilo? E isso leva-me a pensar em várias coisas, nenhuma delas interessante a ponto de poderem começar um jantar de família com estes tópicos.
abriram o crocodilo, que é uma prática que, vamos lá ver uma coisa suspeitavam que o crocodilo fosse aquele porque é que aquele crocodilo denunciava que os outros não denunciavam vocês olham para aquelas margens como há nos documentários 300 crocodilos a abrir a boca estão a ver se as libelinhas lhe palitam os dentes olham para aquele mar de crocodilos num rio e...
É este. Este aqui tem um olhar suspeito. Das duas uma, ou sabem exatamente, ou então andam a abrir a barriga a todos os crocodilos. Uma mortandade do caraças, mas depois abrem uma sapataria. Para aproveitar. Ou então carne de crocodilo, como esses restaurantes exóticos fazem. Mas supondo que há forma de aferir logo.
Ah, suspeita-me. Em princípio foi este. Quanto ao homem, devemos partir do princípio que ele é inocente, mas isso não se aplica aos animais. Sobretudo estes dois, que é o crocodilo e o tubarão. Estes dois são sempre culpados. Há suspeita, o que é que nós fazemos com a suspeita? Vamos abrir a barriga, vamos matar. Ora, dois, duas, uma. Ou acertamos e ele morre. Ou não acertamos e ele morre.
Se os animais evoluícem a ponte... Pá, isto não pode ser, caraças. Rei de talião, olho por olho, dente por dente, ferida por ferida, franja por franja, patilha por patilha. Como está na Bíblia. Nós normalmente dizemos olho por olho, dente por dente, mas isso continua. Depois é ferida por ferida, contusão por contusão, e eu posso indicar patilha por patilha, franja por franja, peruca por peruca, e vou por aí fora até chegar à Turquia. Esqueçam isso.
Se os animais tivessem evoluído a ponto de ter uma inteligência equiparável à nossa, neste momento havia uma espécie de grupo de tubarões e crocodilos ativista, cujo trabalho, vamos lá levar isto a tribunal, tribunal aquático, o crocodilo podia ser à margem do rio Nil, por exemplo. Apresente-me, porque raio é que está a dizer que este crocodilo comeu o empresário português. E o que é que o empresário português fez? Porque isso nunca se põe.
Partimos sempre do princípio que o culpado é o crocodilo. Quantos registros há de crocodilos a comerem?
[trecho inaudível]
os gnu nunca desconfiam epá, este nufar tem uma cauda vamos tentar pôr o pé este nufar tem uns dentes e começam a ficar ali à volta, depois é nufars de gnu que os outros gnu posteriores, porra estes nufars da autora
encheram isto de núfares, muito bem, para ajudar a pôr aqui as patas. Será que este núfar aguenta com o meu peso? E depois descobrem que é outro crocodilo que está debaixo do núfar do gnu. Já explicámos a metáfora, morre o crocodilo ou o tubarão no processo. No crocodilo temos este caso, mas o tubarão, por vezes dá-se uma matança de tubarões à procura do tal tubarão, já é muito difícil fazer o retrato robô de um gajo.
que faz uma trafolhiço, vocês começam a dizer, epá, eu não li essa de Queiroz, epá, tinha uma vibe. Também vai ser muito engraçado tentar traçar retratos robôs com as descrições da altura. É tudo uma vibe. Quem é que te assaltou? Epá, tinha uma vibe assim. Epá, gostava de ver esses retratos. Se não fossem, as câmaras estavam lixadas com a vossa descrição. E é com este tipo de pessoas, ou com outras, como é que o gajo que foi mordido e o gajo que foi mordido.
ou uma testemunha que viu o gajo a ser comido ou levado, estou a pensar no surfista, ou naqueles gajos que estão em cima de pranchas de bodyboard, foi mesmo este tubarão que me tirou o braço. Os pais não conseguem distinguir os filhos às vezes, estão sóbrios. E depois um gajo está numa prancha, vê um bicho, assim de um estalar de dedos, consegue. Olha, destes todos, estou a imaginar os tubarões todos alinhados naquela cena típica em que...
A vítima está de um lado e depois há um vidro e estão os candidatos. Foi este. Eu estou a imaginar os tubarões todos lado a lado. Epá, estes são todos iguais, pá. E agora? Um, do, li, tá. E quê? Abrimos todos? Abrimos estes 50 tubarões, não é nada. Olha, mas pelo menos sentimos-nos melhor. E o crocodilo? Por sorte, acho eu, por sorte ou por azar, dependendo, acharam o empresário português dentro de um crocodilo. O empresário português estava a usar Lacoste dos pés à cabeça.
Que fica mal. Uma coisa é um polo, outra coisa é dos pés à cabeça Lacoste. A binding binding binding binding binding binding binding binding binding binding binding binding binding binding binding binding binding binding binding binding binding binding binding binding binding binding binding binding binding binding binding binding binding binding binding binding binding binding binding binding binding binding binding binding binding binding binding binding binding binding binding binding binding binding binding binding binding binding binding binding binding binding binding binding binding binding binding binding binding binding binding binding binding binding binding binding binding binding binding binding binding binding binding binding binding binding binding binding binding binding binding binding binding binding binding binding binding binding binding binding binding binding binding binding binding binding binding binding binding binding binding binding binding binding binding binding binding binding binding binding binding binding binding binding binding binding binding binding binding binding binding binding binding binding binding binding binding binding binding binding binding binding binding binding binding binding binding binding binding binding binding binding binding binding binding binding binding binding binding binding binding binding binding binding binding binding binding binding binding binding binding binding binding binding binding binding binding binding binding binding binding binding binding binding binding binding binding binding binding binding binding binding binding binding binding binding binding binding binding binding binding binding binding binding binding binding binding binding binding binding binding binding binding binding binding binding binding binding binding binding binding binding
E outra coisa, encontraram nas tripas do crocodilo carregadas de sapatos. E eu acho isto delicioso porque a pele do crocodilo por vezes dá sapatos. O que ele estava a fazer uma sapateria dentro dele. Não, não, não precisam de retalhar todos. Eu regurgito sapatos. Então era um...
Eu agora vou ser machista. Um crocodilo fêmea que tinha uma predileção por sapatos. Aquele empresário tinha cara de bota de elástico. E não me parece um destino mau. É enviar mais empresários portugueses para o pé de crocodilos. Mas o que é que aconteceu? Em situações normais, o homem nunca está muito perto do crocodilo. E isto das duas uma. Ou és um tratador que te põe em cima do crocodilo. E há sempre aquele número em que...
apertas a boca e dizes, ah, os gajos já abridos, a boca não tem tanta força, mas decide rapidamente que ele... e prender a cauda, que os gajos também são valentes com a cauda. E eu suponho que sim. Só o meu cão às vezes dá uma varjada com a cauda e eu penso, ui, se eu fosse um mosquito já estava lixado. Passando para o mosquito, não tem nada a ver. O que é que eu faria se eu tivesse tempo, inteligência e mais estupidez ainda?
e trabalhasse para o exército, domesticava mosquitos. E é assim que eu ganhava uma guerra, domesticava mosquitos. E depois lançava mosquitos para todos os quartos dos tropas, para as casernas das tropas inimigas. E revezavam-se, estava um exército de mosquitos, debaixo da cama de cada um dos guardas, e assim que ele matasse, aparecia outro. Era à vez. E era uma coisa contínua, a ponto de ele ter privação de sono. Ora, um gajo que não dorme não sei quantos dias, acabava por secumbir ou...
Pelo menos seria um alvo mais fácil. A nível de orçamento era muito mais fácil. Drones, não. Eu só quero é domesticar mosquitos de forma a espatifar as horas de sono das tropas inimigas. Ficam com isto. Ah, e o que é que se passa já agora? Vocês andam a semear painéis solares no interior do Algarve. Estão a acabar com as árvores todas. Fui para uma zona assim mais interior do Algarve. Aquilo é só painéis solares. Amigos do ambiente, não é sustentável. Capitalismo sustentável, ecológico.
e derrubamos as árvores. Eu espero que estes painéis solares façam fotossíntese. Não sei se dá para fazer ninho enquanto pássaro. Não sei se é uma vantagem ou uma desvantagem. Neste momento há reuniões de aves. Onde é que nós fazemos o ninho nestes painéis solares? E espero que não aconteça, como aparece no documentário sobre as novas energias, como a plantação de painéis solares dá para ligar uma torradeira. Ou como aquele...
Esse comentário é lindo. Há um festival qualquer de música para promover energia solar, só que é... a energia vem de geradores, pois os painéis solares não conseguem dar energia suficiente ao festival de música. Epá, isso é lindo.
É lindo. Só esta parte minimamente político, não sei se tem graça. O lado bonito desta coisa do capitalismo sustentável, um oxímor, contradição em termos, se é sustentável não pode ser capitalismo, sustentável se houver a ideia crítica em relação ao consumismo, se o consumismo nunca é criticado, se nunca sequer é elencado à ideia de abrandar, logo, não faz sentido sequer, é apenas cosmética.
Há um documentário daquele gajo americano que mora, ou Moore, basta uma ou duas perguntas para a pessoa que é o porta-estandarte destas ideias, é ecológico, para de repente fica sem nada para dizer e, olha, epá, desculpa. Ganos defensores de isto é salvação, faz-se uma pergunta ou outra, não é crítica, é desmontar aquilo facilmente. Há outras hipnoses, ao menos, têm um argumentário mais robusto.
Este é dos mais fracos. Tem-se uma ou duas ideias, se contrapomos, basta ter um olhar minimamente crítico e aquilo é um castelo de cartas. E está feito. Ah, não digo, tenho de dizer as merdas que saíram. Saiu muitas emendas em um soneto, o último desta temporada, deixámos 20 episódios, ouçam aí, saiu um Não Sou Robô, um Anodotário, Cabaré Rablé, saiu muita coisa e um Actian. E o Império das Aspas, saiu mesmo uma pratada de conteúdo digno.
E este podcast fez 8, 9 anos, nem sei para dizer a verdade. Tem 800 e tal episódios. Foda-se. Angando a marca. Continuamos medíocres? Claro. É esse o nosso traço distintivo. Não queremos que há gigantismos a nível da autoestima. Pauta-me pela mediocridade musculada.
Este é o epíteto que eu quero daqui para a frente. Roberto Gamito, tunel de vento, 5 estrelas onde estiverem. Se estiverem na rua, façam uma constelação. Podem até apontar, não sei quantas estrelas têm, a constelação Aquário. Falei no Aristófanes, falo-vos da história e da origem da constelação Aquário, Ganimetos.
Peiro do Olimpo, não vou repetir está nesse episódio, tenho dois ou três projetos na calha, não sei qual é que vai sair primeiro tenho dois prometidos, o Zélig e o Complexo de Hidro, mas não sei se ainda saem outros antes, é uma questão de gerir e levar-me à loucura o quanto antes beijinho na boca
que é como nós gostamos de comunicar, a palavra atrapalha, e um palmadão, mesmo um palmadão de deixar marca nessas nádegas ávidas de conhecimento. Porque a mão é o que mais próximo há com o cérebro. É a minha forma de comunicar. Isto é amor? Não sei. São apenas palavras. Parole, parole, parole.
Fala de velhos nas filas, do preço da vida a arder, de medos tão pequenos que custam a esquecer. É filosofia em sordina dita num tom bem quente, um gluçardónico de um português paciente. E enquanto o mundo corre atrás do útil e do bonito,
no túnel a vento sopro o torto pensamento lento jazz de quem vive atento ao aborrecimento improviso disciplinado caos combatimento é inútil mas é o meu fundamento