Episódios de Kitsune da Semana

Fruits Basket (2019) | Kitsune da Semana 215

02 de maio de 20261h16min
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Review de FRUITS BASKET (2019), anime que adapta o clássico shoujo de Natsuki Takaya originalmente publicado em 1998.

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Participantes neste episódio1
L

Leonardo Kitsune

HostApresentador
Assuntos4
  • Review de Fruits Basket (2019)Premissa e personagens principais · Maldição do Zodíaco Chinês · Estrutura episódica e dramas familiares · Temática de exclusão e pertencimento · Protagonismo de Toru Honda · Drama de Yuki Soma · Drama de Kyo Soma · Akito Soma como líder da família · A relação de Akito com o Zodíaco · A metáfora da cesta de frutas · A resolução dos conflitos e o final · A crítica à representação do Kyo como monstro
  • Discussão sobre The Boys (Temporada 3 e 4)Comentários sobre a 4ª temporada de The Boys · A importância de Gen V para a 4ª temporada · Análise do personagem Hughie Campbell · Comparação entre temporadas de The Boys · O papel de Soldier Boy na 3ª temporada · O passado de Black Noir · A evolução do personagem M.M. · A relação entre Herogasm e The Boys
  • Comparação com outros animes e demografiasDiferenças entre Shonen e Shoujo · Comparação com Kamisama Hajimemashita · Comentários sobre animes de luta e seus protagonistas
  • Financiamento coletivo e apoio ao projetoApoio através do Catarse · Colaboração dos ouvintes · Agradecimento aos apoiadores
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Vamos falar de um anime good vibe super fofinho sobre uma família que vira bichinho. Olha só o que pode acontecer de errado. O Kitsune dessa semana é Fruits Basket.

Olá, eu sou o Leonardo Kitsune. O Kitsune da Semana é o meu podcast semanal para eu falar do que eu quiser, do jeito que eu quiser. Toda semana tem uma nova review sobre qualquer coisa que eu tenha lido ou assistido. Se eu li, assisti, eu quero falar. Então é aqui que eu vou falar. Se você quer falar, você pode mandar o seu e-mail para leokitsune.com E como sempre lembrando...

Este projeto só é possível graças a você que assiste, que ouve, que comenta, que compartilha e que colabora no nosso financiamento coletivo no Catarse. O link do nosso financiamento coletivo está na descrição deste podcast, ok? Vambora!

Deixa eu começar com alguns disclaimers aqui, antes de mais nada. Pra começo de conversa, Fruits Basket é um mangá de Natsuki Takaya de 1998. Saiu aqui no Brasil, foi publicado, acho que na JBC. A JBC fez uma nova versão recentemente também. E tem um anime de 2001.

que cobre pouco menos da metade da história, até onde eu entendo. E tem uma nova versão que cobre toda a história do mangá, que saiu em 2019, tem três temporadas, né? Duas de 24 episódios, mais uma de 13, mais um filme e tudo mais. E é sobre esta versão que eu vou falar nesse podcast, beleza? Eu tive a minha atividade com a minha esposa, a Ana, que gosta de Fruits Basket, desde a época que saiu na JBC, muito tempo atrás. Já leu algumas vezes quando era adolescente e tal, gostava e queria.

assistir, reassistir, reviver essa história e queria que eu visse com ela e eu assisti com ela. E foi uma experiência bastante legal, bastante divertida. O segundo disclaimer é que você que é um fã de shoujo, um leitor recorrente de mangás da demografia para meninas, adolescentes, os shoujos,

Por favor, entenda esse podcast como um cara de fora, tendo as suas impressões e a sua experiência com uma coisa que, de certa forma, é um clássico da demografia, digamos assim, porque eu não sou muito experiente com o Shojo.

Tem alguns que eu li ao longo da minha vida. Alguns animes. Algumas poucas versões de anime de shoujo. Porque não tem muito anime de shoujo. Os caras adaptam a qualquer bosta de light novel. E não adaptam os shoujo que tem por aí. Vende pra caramba os mangás no Japão. E os caras não fazem anime. Mas enfim. Vi alguns animes shoujo. Li alguns mangás ao longo de trabalhar com mangás. E tudo mais. Então li e gosto de vários clumps.

Lembrando que nem todo clump é shoujo. Mas vários deles saíram em revistas seinen. Inclusive Shobits é seinen por exemplo.

Mas Sakura Cardcaptor eu gosto. RGVida. Eu acho que saiu em revista Shoujo. E eu gosto. Então tem bastante coisa de clump que eu gosto. Tem os dois da Ayasawa que eu li. Que são o Nana. Eu li o começo de Nana só. Eu não terminei. Mas a autora também não. Ha!

E o Paradise Kiss, que eu gosto. Eu li Sailor Moon e eu não gosto. Eu li um pouco de Rosa de Versalhes, eu preciso terminar. Então tem algumas coisas aqui e ali que eu li e gostei e tudo mais. E talvez algumas das coisas que eu tenha algum problema com o Fruits Basket sejam só coisas recorrentes desse tipo de mangá. Porque... E este ano, eu vou pedir este ano. E aí

Shoujo é uma área, um campo muito amplo, mas tem de fato uma tendência, assim como o manga shonen tem uma tendência a ser meio Dragon Ball, Naruto, One Piece, luta, poderzinho e aventura, tem uma tendência de manga shoujo a serem romances escolares. E eu não tenho tanto nem a interesse a palavra, mas é a experiência.

com o romance escolar. Então talvez algumas das coisas, que eu coloque asteriscos em Fruits Basket, seja por conta disso. E esse é o terceiro disclaimer. Porque eu tenho muitos asteriscos, eu tenho muitos problemas com Fruits Basket. Mas eu preciso deixar claro que...

Eu gostei. Eu achei legal. Eu me diverti ao longo dos setenta e tantos episódios de Fruits Basket. Eu curti assistir Fruits Basket. Tem muita coisa legal em Fruits Basket 2019 que eu gostei bastante. Então...

Eu vou ter os meus comentários, eu vou ter as minhas críticas, mas eu curti, eu achei legal. A gente terminou de assistir, que a gente assistia antes de dormir, né? E eu já tô com saudadinha da nossa atividade antes de dormir. Era legal, era gostoso de acompanhar aquela história. Então, é isso que eu preciso deixar claro antes de falar o que é Fruits Basket.

Fruits Basket é a história de uma menina chamada Toru Honda, e a gente conhece ela fazendo uma barraquinha, uma tenda de acampamento no meio de uma tempestade, no meio do mato, porque ela é basicamente sem teto.

Não exatamente, mas basicamente sem teto. E aí ela é acolhida numa casa estilo japonês, casa japonesa estilo antigo, assim, com três pessoas de uma família que é a família Soma. Um cara chamado Shigure, que é um cara mais velho, um cara da sala de aula dela, que é o Yuki, Yuki Soma, e um outro moleque de cabelo laranja chamado Kyo Soma. E aí ela abraça sem querer. Tem, no começo, tem bastante e depois para um pouco.

que é o tropeção estilo Dov Hina. Ai, meu Deus, tropecei e te abracei. Porque precisava forçar um pouquinho a barra para mostrar que quando pessoas específicas da família Soma abraçam uma pessoa do outro sexo, eles se transformam em um dos animais do signo do zodíaco chinês. Tem 13 membros da família Soma com esse dom especial e são 13 porque tem 12 signos, mas a lenda é a lenda de que este dia. E aí

O gato foi enganado pelo rato e não foi para o grande banquete de Deus e por isso não se tornou um signo do Zodíaco. O rato que enganou o gato é o menino chamado Yuki. O gato, excluído do Zodíaco, é o menino chamado Kyo. Existe uma rivalidade entre eles.

Essa é a história. A Toro passa a morar numa casa da família Soma, porque tem uma propriedade enorme da família Soma, a família Soma é riquíssima e tudo mais, mas ela vive nessa casa isolada dentro da propriedade do Soma e é meio que um triângulo amoroso entre essa menina e o gato e o rato do zodíaco chinês.

Ao longo da história, você vai conhecendo todo o resto dos membros da família que tem a maldição, entre aspas, do zodíaco chinês. Então você vai conhecendo o Menino Carneiro, o Homem-Dragão, o Shiguri, por exemplo, que é um cara que mora lá, é o cachorro. Então você vai conhecendo e vai conhecendo os dramas pessoais de cada um deles e o quanto eles estão presos numa configuração familiar extremamente tóxica.

Porque é uma relação familiar cheia de traumas e cheia de toxicidade.

Então por essa explicação já fica claro que tem muita coisa, sabe? É uma história muito grande, tem muito personagem. E boa parte desses personagens tem um certo foco, porque existe uma coisa que precisa ser entendida pra você assistir Fruits Basket, pra quem não viu ainda, tem personagem pra caramba, porque tem a Toru, tem 13 membros do Zodíaco, tem famílias de cada um deles, porque eles são uma família, mas tipo... Mas, antes, antes, antes, antes, antes, antes, antes, antes, antes, antes, antes, antes, antes, antes, antes, antes, antes, antes, antes, antes, antes, antes, antes, antes, antes, antes, antes, antes, antes, antes, antes, antes, antes, antes, antes, antes, antes, antes, antes, antes, antes, antes, antes, antes, antes, antes, antes, antes, antes, antes, antes, antes, antes, antes, antes, antes, antes, antes, antes, antes, antes, antes, antes, antes, antes, antes, antes, antes, antes, antes, antes, antes, antes, antes, antes, antes, antes, antes, antes, antes, antes, antes, antes, antes, antes, antes, antes, antes, antes, antes, antes, antes, antes, antes, antes, antes, antes, antes, antes, antes, antes, antes, antes, antes, antes, antes, antes, antes, antes, antes, antes

É família no sentido de clã, então não é que todo mundo é tipo irmão, primo, não. Tipo, tem braços, ramos da família, a coisa se espalha. Então não exatamente todo mundo tem muito primo de terceiro grau, digamos assim, sabe? Então é um clã enorme, então cada um desses personagens, ou quase todos esses personagens, tem tipo uma mãe e um pai.

E aí tem as amigas da Toru. E aí tem o drama familiar de cada uma das amigas da Toru. É introduzido mais pra frente um outro núcleo de histórias. Um outro núcleo de personagens. E esse personagem também tem dramas familiares próprios. Tem muito drama familiar. Ou seja, cada um desses personagens tem o próprio drama familiar. É uma novela, tá?

Se você pegasse exatamente essa trama e fizesse uma cena que inclusive não precisava ser tão mais bonito do que Fruits Basket pra ficar bem feito. Porque se tem uma coisa que me irritava muito em Fruits Basket era o efeito da explosãozinha colorida quando eles viravam bichinho nessa versão de 2019, que é muito feio. Então você podia usar o mesmo efeitozinho do After Effects horroroso numa novela da 6? Perfeito.

Com um adendo muito importante, que é, eu tenho menos experiência com novelas brasileiras do que eu tenho com Chojo, tá? Eu assisti pouquíssimas novelas e eu acho que eu nunca assisti nenhuma novela brasileira do começo ao fim. Eu acho que a única novela da vida que eu assisti do começo ao fim foi porque eu assisti a Bete a Feia original com a minha mãe. Eu nunca fui de assistir muito novela. Eu assisti o fim do Vale Tudo com a Ana, inclusive.

Aí a gente assistiu a novela melhor agora que foi Fruits Basket. E novela brasileira tem uma coisa que me irrita para um caralho. Que é, tem um monte de núcleo. Cada um desses núcleos tem um arco de história. E você vai desenvolvendo esse arco e vai fazendo esses personagens passarem por histórias que vão correndo paralelamente. E aí cada episódio de novela é um pingue-pongue maluco.

Você tem uma cena de um minuto e meio, aí você corta para um outro núcleo que não tem nenhuma ponte daquela cena que é próxima, com uma cena de 40 segundos, aí você corta para um outro núcleo de uma outra cena de dois minutos, nenhuma coisa tem a ver com a outra e não tem nenhuma unidade. Fruits Basket faz uma coisa que é razoavelmente difícil de fazer, que tem as suas consequências ruins para mim.

Mas eu prefiro que seja assim. É uma história gigante. É uma história longa. É uma história com um monte de personagens. Cada um desses personagens tem um próprio drama pessoal. O que que Fruits Basket faz? Ele é basicamente episódico. De certa forma, ele é um anime episódico.

Então, esse é o modus operandi de Fruits Basket. Todo episódio, você conhece um novo drama, e esse drama tem um clímax dramático, e o episódio tem começo, meio e fim. Todo episódio é uma história, que não vai fechar o personagem, porque os dramas vão acontecendo ao longo de setenta e tantos episódios. Mas, pelo menos em cada episódio, tem uma unidade. Então, isso é bom. Sabe, tipo, esse é o episódio de tal coisa.

E aí ele começa e termina. E ele vai deixando uma ponte para um próximo drama. Aí o personagem tem um pequeno avanço, mas ele fica por isso mesmo, porque depois ele vai resolver isso mais para frente. Então é interessante como é uma história episódica de qualquer forma. Mesmo sendo uma história longuíssima e que tem um planejamento. Você vê coisas do primeiro episódio que são preparadas para serem resolvidas no último. Então isso é muito bom em Fruits Basket.

Porém, por outro lado, pra mim pelo menos, existe um problema que é consequência de ser uma história inchada de personagens, é que é uma história muito difusa pra mim. Como ela é muito longa e tem muito drama pra ser desenvolvido, tipo, construído e dado uma conclusão e um arco completo, acaba que muita coisa é deixada no ar por muito tempo.

Certas coisas são preparadas muito antes e você só vai esquecendo disso, porque da preparação até isso ser puxado depois, sei lá, a protagonista, a Toru, e eu já vou falar da questão protagonista nessa história, mas a protagonista, a Toru, ela tem uma questão com os pais dela e com a família dela. Porque qual é o drama pessoal dela?

De início ela fala bastante da mãe, ela morava com a mãe, a mãe morreu num acidente de carro, ela foi atropelada. E aí tem o resto da família dela. E o resto da família dela não gosta dela, porque não gostava da mãe. Porque o pai, que era da família dela, que ela conhece, porque a família da mãe deserdou a mãe. Enfim, vários bagulho. É tudo muito dramático.

Tipo assim, vamos lá, tem o pai e a mãe. A mãe, a mãe era delinquente, foi deserdada pela família. O pai, o pai era mais velho do que ela, foi professor na escola da mãe, o que é esquisito, e resolveu que ia casar com a menina, mas a família não gosta da mãe da Toru. E aí o pai morre antes e a família não quer saber da filha.

Porque essa menina esquisita que é filha da delinquente. E aí ela tem essas relações muito complicadas. Você vê que tem muito drama nos dois lados da família. E aí quando eles vão se mudar pra morar numa outra casa maior, não tem lugar para ela temporariamente. E aí o que ela resolve fazer, pra não dar trabalho pra ninguém, virar moradora de rua numa barraca de acampamento no meio da montanha, no meio de uma tempestade.

Então no começo da história ela fala bastante da mãe, mas o pai fica meio como um mistério. Num certo episódio, algum personagem fala pra ela, por que você sempre fala da sua mãe e não fala do seu pai? E ela tem um momento de ficar meio chateada com isso. Então essa é a preparação pra ter alguma importância o pai. E isso tem uma importância, tem um porquê. Só que eu acho que eles vão resolver esse bagulho no mínimo 40 episódios depois.

Porque muita coisa acontece entre isso. E não é 40 episódios depois onde o drama dela é desenvolvido paulatinamente. É 40 episódios onde a gente teve 40 dramas diferentes entre uma coisa e outra. Então, pelo menos pra mim, eu já falei algumas vezes que eu tenho certa dificuldade de fazer um mapa mental de certas histórias, quando elas são cheias de personagens e cada um tem uma coisinha e cada um tem uma relação diferente com o outro.

às vezes me dá uma certa dificuldade de acompanhar. E eu acho que isso deixa a história um pouco difusa demais. Em Fruits Basket tem esse problema. E isso vai causar um problema maior que eu vou falar depois. Se as tramas individuais são bastante difusas, elas têm um tema em comum. E isso é uma coisa muito interessante para mim. Vocês sabem que eu sou um cara do macro. Eu sou menos uma pessoa que se importa com o micro.

e mais uma pessoa que se importa com o macro, com o panorama geral, com estrutura, é a coisa que mais me atrai, inevitavelmente. Então eu gosto de perceber que o Futs Basket, por mais que pareça bastante difuso na maneira como ele conta a história, ele é bastante coeso.

Principalmente do ponto de vista temático. Ele é bastante coeso. Todos os personagens têm algum drama, quase todos os personagens têm algum drama ou algum trauma. E basicamente todos os dramas são dramas familiares. São vários dramas familiares diferentes. Tem muitas histórias que são problemas dos filhos com os pais.

Existe uma parte disso que é por conta da premissa da história. Você tem o Zodíaco e eles viram animais quando são abraçados. Isso é uma coisa conhecida na família Soma, mas é um segredo para fora da família Soma. Isso tem certo prestígio dentro da família Soma, dependendo de qual animal você é. E é muito desprestigiado dependendo do animal que você é. E tem diferentes maneiras que as famílias...

abordam ou reagem ao fato de nascer um filho do zodíaco, que se transforma no animal quando abraça. Tem algumas famílias que são, algumas pouquíssimas famílias ao longo da história, que tem uma relação normal. Tipo, ah, meu filho nasceu com essa característica e eu vou só seguir em frente. Somos uma família mais ou menos normal.

Eu acho que dá pra dizer isso, por exemplo, da menina que é o javali, que é a Kagura, que é uma personagem chatíssima, mas ela não tem esse drama, o drama dela é outro. E eu acho que da menina que é o tigre.

E também o menino que é o carneiro. Eles dois têm famílias mais ou menos funcionais. E os dramas deles são diferentes. Agora, boa parte deles... Você tem várias histórias, como por exemplo... A história do menino que é o coelho, que é o Momidi. O Momidi é uma história sobre depressão pós-parto. E esse é um problema de abordagem que eu tive ao longo da história. Se você ignorar a parte da metáfora e só pensar em o que a metáfora está querendo contar... Essa é uma história de depressão pós-parto.

Do personagem que é o Momidia. É o menino loiro e tal. Ele é mais ou menos andrógino. Quando criança. Quando mais novo. E depois ele tem um estirão de crescer. E ele vira um cara bonitão no meio da história. É uma coisa engraçadinha. O Momidia é um personagem que me irritava no começo. E eu passei a gostar muito no final da história.

Mas você tem essa história que é da mãe, que o filho nasce e ela abraça assim que ele nasce e ele se transforma num coelho. E ela fica, tipo, eu não quero olhar pra esse menino, sabe? Ela não quer, tipo, ela fica muito mal e com o tempo ela pede pra memória dela ser apagada. Porque tem um personagem específico que é o dragão do Zodíaco, que tem a habilidade de apagar memórias. Isso é um plot point ao longo de alguns dramas.

De Fruits Basket. E tem esse drama do Mumidi. Que a mãe rejeitou o filho completamente. E aí ela tem uma nova filha. Que não é do Zodíaco. E ela acredita que ela só tem uma filha. Mas ela tem um filho mais velho também. E ela conhece o Mumidi.

Ela dá oi e tudo mais. Eles se conhecem. Mas ela não sabe que ele existe. E ele olha para a mãe de longe. E a mãe pediu para não saber mais que a mãe dele. Então ele tem esse drama pessoal. Os principais dramas nesse sentido são obviamente dos dois. O gato e o rato. O Kyo e o Yuki. Mas isso não se limita a quem está na família Soma.

Então não é só porque existe a maldição do Zodíaco que existem dramas familiares relacionados a eles virarem animais quando são abraçados pelo sexo oposto. É um tema da história os dramas familiares. É um tema da história o problema com a geração anterior. Tem o núcleo das amigas da Toru, que tem a Wotani e a Hanajima, que inclusive são os melhores personagens dessa história. Eu me divirto demais com as duas. Eu gostaria que tivesse mais delas.

Mas tem uma coisa muito interessante que é a Hanadima, ela também tem poderes psíquicos. E ela, sei lá, sente ondas e lê mentes e tudo mais. E ela é toda dark, vestido preto, toda gótica, estereotipada. E a família dela é uma família normal. Ela tem outros traumas, mas o trauma não é a família olhar pra ela e falar Ah, meu Deus, ela é um monstro, ela é um demônio, ela tem poderes do mal.

Não. Os pais são pais muito fofinhos. Enquanto a outra que é uma delinquente, o pai é um bêbado e a mãe abandonou. E ela era delinquente quando mais jovem. Então, essa personagem também tem um problema de família. Tem um outro núcleo de histórias.

que é um núcleo adicionado depois do conselho estudantil para ser mais relacionado com o Yuki, que tem personagens que não tem nada a ver com a família Soma e que também tem problemas familiares muito parecidos com diferentes ramos da família, quem é beneficiado, quem é prejudicado, a pressão em cima da menina que agora tem que ser melhor do que o outro porque é da outra esposa, do marido e tudo mais. Então...

Um moleque fica ruim da cabeça por causa disso. A outra menina fica ruim da cabeça por causa disso também. Em paralelo, de formas separadas. Então, é um tema recorrente de Fruits Basket. E aí você tem um monte de personagem. E cada um desses personagens tem o seu drama. E você tem o episódio da Kagura.

O episódio da Hika. O episódio da Rin. O episódio da Wotani. O episódio do Momiji. E você tem um, dois, três, e aí vai seguindo. E isso vai deixando a história um pouco difusa às vezes. Como eu falei, algumas coisas são esquecidas ao longo da história. Talvez também tenha um pouco a ver com a maneira como este anime adaptou. Porque tem escolhas de onde mostrar o que, que aparentemente são diferentes do mangá. Como por exemplo, a história da mãe.

da Toru, a história da mãe da Toru foi deixada por um filme que foi anunciado que ia existir depois do anime acabar. Então, de acordo com a Ana, pelo menos, esse flashback está no meio da história, em algum ponto. Então, talvez fizesse uma ligação interessante. Inclusive, seria muito legal de ver essa história lá no meio, porque não só essa história se liga com o Kyo, porque ela conhece o Kyo antes,

como também é uma maneira de mostrar como ela foi uma mãe amorosa para Toru, porque ela não teve uma família amorosa antes, mas ela encontrou o amor através do marido e do pai do marido dela, e por isso ela se tornou uma mãe amorosa.

E isso fez com que a Toru fosse quem ela é. E isso faz com que ela tenha uma função muito importante na história. Só que esse flashback é colocado num filme. Depois. Que poderia ter sido contado no meio da história. E seria muito bom tematicamente. Ou algumas coisas que são completamente esquecidas. Um dos moleques lá do tal do conselho estudantil. Ele tem um negócio de antagonizar a Toru. Que é preparado em uma ou duas cenas. Onde ele olha meio torto pra Toru e tudo mais. E isso não é resolvido.

E tem no mangá a resolução. A Ana me contou. Tem uma coisa do acidente que matou a mãe da Toru, que tem a ver com ter matado a mãe da namorada dele. E aí, tipo, ele fica com o Richard por causa disso, porque ele acha que no velório tava todo mundo mais consolando a Toru do que a namorada dele. E a namorada dele fala, mas eu não quero ganhar concurso de tristeza. Concurso de desgraça. Pelo amor de Deus, você não gosta da menina por causa disso? Tá maluco?

Eu não me importo com a morte da minha mãe. Não me importo com... Estavam consolando a menina. A mãe da menina também morreu. E isso é uma coisa muito interessante. E essa resolução não existe nesse anime. É um bagulho que é uma bola que foi levantada, não cortou e o anime acabou. Então, é tanta...

Coisa, são tantas... É um malabarismo tão grande de bolinhas jogadas no ar e algumas coisas vão ficando pelo caminho. Algumas vezes me parece que tem personagens que tem... O Yuki, por exemplo, parece que ele tem resoluções, tem epifanias sobre o próprio drama pessoal iguais umas duas ou três vezes ao longo da história. Porque ele precisa ficar reiterando coisas porque a história fica meio difusa.

De qualquer forma, tem várias dessas histórias que são muito fortes, que me marcaram. A história do Momiji, por exemplo, é uma história que me deixou bastante marcado. E como eu falei, é tudo bastante tematicamente coeso, porque todos os temas são muito parecidos, mas várias abordagens...

diferentes. Eles têm também o tema da exclusão. É muito importante essa história da exclusão. Quem se sente dentro, quem se sente fora, quem olha de fora e as impressões de quem olha de fora olhando para dentro e também o contrário. Então, isso é muito importante.

A história da mãe da Toru é uma história mais ou menos parecida com a história da Uotani, certo? Existe uma identificação entre as personagens, porque elas se conhecem num certo ponto da história. E tem a metáfora central do título da história. Que isso era um grande mistério pra mim, porque eu sabia a premissa. Eu sabia do negócio do zodíaco, eu sabia que eles se transformavam em animais. Mas eu olhava, mas o que se chama cesta de frutas, essa bosta?

Por que não o Zodíaco, Família Zodíaco, qualquer bosta assim? É porque tem uma historinha, eu acho que é uma brincadeira, na verdade, de criança, que é a brincadeira da cesta de frutas. E tem um pequeno flashback da Toru, quando pequena, participando da brincadeira da cesta de frutas entre as crianças.

E aí cada criança fala a fruta que ela quer ser e tudo mais. E aí sempre falam que a Toru é um onigiri. Ela não participa da brincadeira, porque ela não é uma fruta na cesta de fruta. Então ela sente a exclusão. Passa a infância toda sendo excluída pelas outras crianças, sofrendo um certo bullying. Tem bastante bullying ao longo da história também. Mas ela consegue, e aí essa é parte do que faz a Toru uma personagem especial e interessante. Ela consegue... E aí E aí

racionalizar isso de outra forma, que é, ela sentia a dor da exclusão, mas ela pensava, tá, eu sou um onigiri. Isso também é especial. E o que será que eu tenho dentro de mim como onigiri? Aí eu acho que, se eu não me engano, ela começa a fazer umas ligações com onigiri e fala que o Kyo tem um meboshi dentro dele, que é a mecha, né? Um negócio assim. Então tem muito dessa história de exclusão. O Kyo é excluído da família por ser o gato.

Porque o gato foi excluído do banquete do zodíaco. Então ele não é um dos doze signos. Mas ele tem o espírito do gato. Ele se transforma em gato. Então ele é excluído socialmente da família. E ele se sente excluído. Ele tem inveja de quem está dentro. Enquanto o Yuki olha para o Kyo de fora. Porque ele está preso.

nessa configuração familiar. Então ele olha para o Kyo de fora e sente inveja do Kyo. E outras características que os dois têm, que um sente inveja do outro, ao mesmo tempo que eles têm ódio um do outro. Tem uma rivalidade muito grande. Então é uma história muito coesa do ponto de vista temático. Isso eu acho muito interessante. Eu acho que para fazer com que todo mundo tenha dramas mais ou menos próximos,

tematicamente, alguns sacrifícios tiveram que ser feitos. Porque senão você teria que criar muito mais personagem. E tem muitos pais de flashback de Fruits Basket que não tem rosto. Literalmente não tem rosto. Tem um rosto desenhado com uma sombra no olho. Então...

Todo mundo é extremamente cruel. Todo mundo fala as maiores barbaridades na frente de criança. Eu não quero ver você na minha frente. Você é um monstro. Essa menina, o que ela está fazendo na minha frente? Sabe esse tipo de coisa? Para crianças pequenas, eles não têm rosto. Então eles são muito caricatos. Então existem vilões que são construídos ao longo da história. Vou chegar nesse ponto também. Que tem bastante desenvolvimento. Você entende... de...

de onde eles partem e que são tratados como seres humanos, de certa forma. Mas também tem muitos, porque se não ter que criar um monte de personagem, dar nome para mais um monte de gente, tem muito pai e mãe que não tem nome ao longo da história, que é só um rosto com cabelo genérico e uma sombra. E isso deixa tudo muito forçado para mim. Isso enfraquece esses dramas, porque é um monte de monstro sem motivação.

Fica muito melhor, por exemplo, quando você tem um rosto e tem uma personalidade. A mãe do Yuki é uma personagem. Você entende ela mais ou menos direito. Você, obviamente, entender não significa gostar do que ela faz, né? Ela é uma vilã. Ela está errada na história. Ela causou traumas no Yuki. Mas ela tem rosto.

Eu não sei se ela tem nome, mas ela tem rosto. Ela tem cenas onde ela age. Ela interage com outros personagens. Tem uma cena depois de um pequeno arco de uma reunião de escola ali, que ela está falando com a professora e ela maltrata o moleque. Inclusive, mais um desses momentos caricatos, que é a reunião de exame vocacional.

E aí ela chega pra professora do lado do filho e fala, bom, eu já decidi qual é a faculdade que ele vai fazer, porque esse moleque aí nunca teve opinião própria, ele não pensa sozinho, então eu já decidi tudo pra vida dele. Aí o que fala, não, mas como assim? Como você pode falar uma coisa? É, mas é verdade! Você é um idiota! Você não tem culhão, você não tem opinião própria, então eu decidi toda a sua vida. Enfim, é hiper dramático, porque tudo é muito forte, tudo é muito dramático.

E esse arco tem uma certa resolução. Uns dois episódios mais tarde, ela tem uma atitude ligeiramente diferente.

que vem de uma espécie de culpa e constrangimento depois daquilo que aconteceu. Então você vê que aquela é uma pessoa, que aconteceu uma coisa ruim, onde ela foi tratada como vilã e ela refletiu sobre aquilo fora de cena. E teve um início de mudança. Diferente, por exemplo, do pai do Kyo. O pai do Kyo que culpa o Kyo, que é o gato.

Pela morte da mãe. A mãe se suicidou. Claramente foi ele que fez a mãe se suicidar. Mas ele fala que foi o moleque. E ele tem um último confrontamento. Com o Kyo lá pro final da história. E ele não muda. Ele tem rosto e tal. Mas ele não muda. Ele é só tratado como um vilão. E ele é um arrombado. E acabou assim. Então tem muito personagem. É até engraçado. Fruits Basket tem um aprofundamento muito grande. Em muito personagem.

E também tem um exército de outros personagens que são intercambiáveis. É um monte de pai e filho da puta. Então eu sempre fico naquele meio termo. Tipo, nossa, que história bem escrita. E caramba, que cena gratuita. É muita coisa acontecendo. Então ele vai a uma...

Montanha-russa muito maluca, assim. De vai e volta, de olha que aprofundamento psicológico, olha que vilão caricato de novela da Seis. Agora, vamos para o que é, para mim, para mim, para mim, para mim, o cerne da questão e uma das coisas que mais me pegou durante a minha experiência de assistir todo o Fruits Basket, que é um problema central que eu tenho com a história. Um problema macro, um problema estrutural, que é, de quem é essa história?

Sobre quem é Fruits Basket? Eu não vou aceitar desculpas dizendo que não. Fruits Basket é sobre a família Soma. Não é isso que eu estou falando. Uma história precisa de um protagonista. E é difícil de definir o protagonista de Fruits Basket.

Porque a gente começa essa história com a Toru. Então você tem a Toru jogada pra rua pela própria família, morando numa barraca. Ela é acolhida por essa família e tem essa premissa engraçada de agora ela tá numa casa de três estranhos e ela foi acolhida como membro da família, mas a família tem um monte de problemas e eles viram bichinhos. Abraça, vira bichinho. Ela abraçou, virou um gatinho. Abraçou, virou um ratinho. Abraçou, virou um cachorrinho.

Então tem essa premissa. Então seria uma história de peixe fora d'água com um drama pessoal dela. Só que também tem o elemento do Triângulo Amoroso. Então se você pensar num Triângulo Amoroso, tem três protagonistas. E muito claramente, uma outra resposta possível é a história de Fruits Basket tem três protagonistas. Que é o Triângulo Amoroso, que se você pega qualquer cartaz, qualquer imagem de divulgação e tudo mais, tem os três.

E o Shigure ali em cima, porque ele faz boa parte das cenas, porque ele está na casa. Mas o destaque são os três. Mas antes,

Certo? É o Yuki, o rato, o Kyo, o gato e a Toru. Mas tem um detalhe muito importante, que é a Toru sempre se sentiu excluída. O Kyo sempre se sentiu excluído. Existe um flashback da Toru ouvindo a história do zodíaco da própria mãe e ela se identifica automaticamente com o gato. Ela tem essa coisa com o gato, que é ela gostaria de ajudar o gato porque o gato foi excluído na hora do banquete.

Ela tem essa empatia com esse excluído, porque ela é uma personagem muito empática. Então, você fica tipo...

Beleza, então o Yuki é um vilão da história? Porque ele é o rato que excluiu o gato? Não, não exatamente. É um triângulo amoroso. Porque é um romance. Então o casal principal vai ser ela e o gato. Tudo está meio que se movimentando para ser um destaque maior, pelo menos da onde eu entendo, de como a história está se apresentando, dos temas que estão sendo apresentados para a história. Parece que...

A Toru e o Kyo são muito mais importantes. O protagonista de Fruits Basket é o Yuki. Não tem jeito, não tenho o que falar. O protagonista de Fruits Basket é o Yuki. Talvez isso aconteça, porque o Yuki é um personagem mais estereotipicamente bichônen. Ele é mais próximo da beleza típica japonesa pra Shoujo.

Ele não é um homenzão. O Kyo, ele tem... O Kyo, o gato, né? Ele tem aquele estereótipo, aquele arquétipo mais molecão, brilhento, esquentadinho. Ele é o Bakugou, tá? Como personalidade, ele é o Bakugou do Mahiracademia. O Yuki não. Ele é mais autocentrado e ele é mais belo. Ele é tratado como um príncipe na escola. Ele tem um fã-clube das meninas e tudo mais. Então, é parte do drama dele ser assim.

Mas também tem o fato de que ele é desenhado para ser o bichônen, bonitão, galã, de traços delicados e mais femininos. Então talvez tenha a percepção da própria autora, ou o gosto pessoal da autora, ou a percepção de público e tudo mais, que é o pessoal quer ver o Yuki.

Vamos dar mais Yuki para quem quer ver o Yuki. Pode ser. Ou talvez seja por conta do fato de que o drama pessoal do Yuki é ligeiramente mais complexo, digamos assim, do que outros. Porque outros são um pouquinho mais diretos.

O Momiji foi rejeitado pela mãe. O Kyo é rejeitado pela família por ser o gato. E por uma outra questão que eu vou falar depois. Mas o Yuki é aparentemente um cara que tem tudo. Mas é extremamente traumatizado. Então como ele pode...

Ser uma pessoa com tantos privilégios, o privilégio da inteligência, o privilégio da beleza, o privilégio de ser o animal favorito do líder da família, que eu nem citei ainda, é o líder da família. E também, sabe, ter fãs na escola, ter um fã-clube, etc, etc. Mas os traumas deles são meio indiretos.

Tanto é que eu demorei um pouco pra comprar. Tem algumas coisas em Fruits Bers que eu demorei pra comprar, sabe? E eu demorei um pouco pra comprar esse drama do Yuki. Por exemplo, ele se sente excluído. Pra mim, é estranho...

ao longo da narrativa da história, dizer que o Yuki se sente excluído. A Ana, assistindo comigo, quando eu discuti isso com ela, ela falava, você nunca percebeu que o Yuki, ele tá sempre de canto quando tem reuniões de pessoas, de um grupo muito grande. E eu não sinto isso ao longo da história. Eu acho que a história quer que você sinta isso e eu não senti. Porque boa parte do foco do Kiyo é ele se excluir. O Kiyo é um personagem chato para um caralho.

Ele é o Iki de Fênix. Todo mundo tá em grupo e ele fica... Ele cruza o braço e ele vai pro quarto dele. Ele nunca tá junto com ninguém. Ele é um saco. Ele é excluído de várias coisas, enfim. Mas ele é um saco. Mas o Yuki tem um drama que é ele olhar para o Kyo e perceber como o Kyo faz amizade com muito mais facilidade.

Ele chegou na escola e fez um grupo de amigos de uns moleques lá. Que acho que nem tem nome esses moleques. Mas são uns dois moleques que são amigos do Kyo. Então ele chega e ele é tipo um cara. Um cara que faz amizade com os caras que jogam bola e tal. Esse tipo de coisa. E o Yuki, ele olha pra isso e fala. Eu queria ser como o Kyo. Que faz amizade com tanta facilidade. Só que o Yuki tá o tempo todo nas cenas do grupo. E o grupo inclui o Kyo também. Inclui a Toru, a Uotani e a Hanajima.

Então eu ficava... Cara, é porque ele se sente excluído? E aí você vai entender com os flashbacks, você vai entender com o abuso físico e psicológico que ele sofreu num quarto escuro pelo líder da família, que falava barbaridades no ouvido dele, falando que ninguém gosta de você, você não presta pra nada, você é um inútil e tudo mais, quando ele tinha, tipo, sei lá, seis anos de idade. Então ele tem uma série de traumas que foi difícil de comprar porque é aquela coisa. Você vê 15 episódios.

Do Yuki mais ou menos de boa, de certa forma. Sempre com algum drama dentro dele. Mas falando com pessoas, tendo amizades. Sendo uma pessoa normal. E aí de repente tem um flashback. Ah, não é verdade. Ele apanhava de vara de marmelo num quarto escuro. Aleatoriamente, é verdade. Tem isso.

Então, essas coisas difusas que fazem a história ser um pouquinho confusa de vez em quando. Mas é isso que eu digo que talvez o mistério, o drama do Kyo, houvesse a percepção por parte da autora de que eu preciso dar um tempo para que se sinta esse drama com mais profundidade. Para que quem está vendo realmente entenda.

E ele é um pouco mais indireto. Tem alguns personagens, tipo, a família rejeitou. Ah, porque teve uma vez que ele ia casar com a Mina, mas não pôde e teve que tirar a memória dela. Porque ela ficou traumatizada com não sei o quê. E ele tá triste desde então. Ponto. É muito mais direto. O dele não, é um pouquinho mais...

indireto. É o fato de ele se sentir adorado de fora pra dentro e isso fazer com que ele sinta distância das pessoas. E ele não quer distância. Ele quer proximidade, mas ele não sabe ter essa proximidade.

O Yuki é muito foda, porque tem muito a ver também com a divisão de temporadas e tudo mais. O Yuki é praticamente metade da primeira temporada. Aí a primeira temporada termina com um foco no Kyo, e nas questões Kyo, nas questões Gato, do Zodíaco. A segunda temporada é basicamente só o Yuki. O Yuki ganha um anime à parte. Ele ganha um...

núcleo de personagem só pra ele. Pra ele resolver os traumas dele com um novo núcleo de personagens. E aí ele resolve a questão dele com a Toru. Ele resolve a questão dele com relacionamento com as pessoas. Ele resolve, ele conhece pessoas diferentes que tem que tirar ele da zona de conforto.

que é o pessoal do conselho estudantil, que tem um moleque chato lá, o Nabe, a menina chamada Mate. Então ele tem que lidar com pessoas diferentes do que ele está acostumado a lidar, sem ser só da família Soma ou um núcleo ligado a Toru, que é uma muleta dele. A Toru é um porto seguro. Ele cria essa relação com a Toru, que inclusive tem mais essa característica que talvez seja uma das coisas mais interessantes da história, para mim, que eu não sei o quanto isso é diferente de outros shoujos.

Eu acho que seria spoiler. Então eu acho que eu daria pra eu fazer esse podcast todo sem dar spoilers de tudo, só falando em termos gerais. Então eu não vou dar explicação específica. Mas existe uma resolução para o Triângulo Amoroso que passa por um entendimento do Yuki sobre os sentimentos dele em relação a Toru, que é pra mim uma percepção interessantíssima, que me parece muito diferente de outras soluções...

de outros mangás e animes românticos. É ele perceber o que ele sente. Ele chegar a uma conclusão que, não, peraí, eu tô confundindo os meus próprios sentimentos aqui, não é isso que eu sinto. E isso, pra mim, é bastante complexo, bastante rico. Então eu acho que a história teve que dar um tempo maior para o Yuki resolver o próprio drama.

Mas a consequência disso é que a gente fica quase 25 episódios com o Kyo, por exemplo, de escanteio. Sabe, até o aspecto do triângulo amoroso é deixado basicamente de escanteio por uma temporada inteira no anime. Porque o drama do Yuki é um drama específico do Yuki. Então não tem exatamente a ver... Ele tem as resoluções que ele tem em relação ao sentimento dele em relação a Toru. Mas não existe uma disputa direta pela Toru. E aí

Porque o próprio Kyo, o tempo todo da segunda temporada desse anime de 2019, ele aparece em cena e ele sai de cena. E a história praticamente não aborda ele. Tem, mais ou menos no meio, naquele arco da viagem pra casa de verão da família Soma. Tem ali uma questão do líder da família chegando e falando que vai fazer coisas com Kyo e tudo mais. E aí a Toru ficando muito preocupada.

Mas esse trecho também tem muito a ver com o líder da família chegando para o Yuki, tentando colocar o Yuki no lugar dele. Sabe, também tem a ver com isso. E pior pra mim, o pior de tudo, é que enquanto a história está resolvendo o Yuki, a Toru é quase que completamente deixada de escanteio.

Porque existe uma característica da personagem da Toru que eu não entendo muito bem por não ser um leitor de shoujo. Que talvez seja uma coisa comum. E eu vou dizer que eu tenho uma pequena evidência disso porque eu trapaceei, eu menti para vocês. Antes de assistir Fruits Basket, o primeiro anime que eu e a Ana escolhemos para virar nossa novelinha aqui recentemente foi Kamisama Hadimemashita. Que tem uma premissa extremamente parecida com Fruits Basket.

extremamente parecida, é muito estranho Kamisama Hadbemashita com certeza é de uma autora que leu o Fruits Basket tá? Eu também não sei se essa premissa central que envolve uma menina sendo colocada numa casa com outros seres mais ou menos sobrenaturais

E aí servindo como uma âncora emocional para essas pessoas. Eu não sei se isso é uma coisa muito recorrente em Shoujo. Assim como no Shonen de Luta tem a rivalidade. O Goku Vegeta, Teku Bakugo, Naruto Sasuke, etc, etc. O menino do Black Clover com o outro menino do Black Clover. Eles têm nome. Deve ter nome. Com certeza alguém cita o nome deles em algum ponto. Então tem essas relações que são muito recorrentes.

Talvez hoje tenha muito desse tipo de história. Mas tanto no Camisa Mal, Red Man, Machi, Tá, quanto nesse, eles têm uma característica que é a personagem principal tem um drama que deveria ser mais central para a história, mas ela serve mais como uma maneira de resolver o drama de todos os outros.

todos os outros. Sim, os dramas da Toru são abordados. Como eu disse, a história de Fruits Basket é muito rarefeita. Ao mesmo tempo que muita coisa acontece, muita coisa demora para acontecer, para um caralho. E a história melhora muito para mim na terceira temporada do anime, porque ela foca mais...

No centro da família Soma, que é Akito, líder da família, no Kyo e na Toru. Então, a terceira temporada é muito esses três. E isso, pra mim, é mais interessante, porque de fato está resolvendo a história. O Yuki, de certa forma, quando você começa a entender a configuração da família toda, o Yuki é só mais um drama dentro daquela família.

Só que aí a história toda se desvia pra resolver esse um drama, e aí o centro da história é resolvido na terceira temporada, que é mais curta, inclusive. E como a personagem da Toru é usada para ser uma âncora emocional e um centro por onde, ao redor do qual, muitos dramas acontecem, ela...

por muito tempo da história, parece que ela deixa de ser uma pessoa e ela vira uma agenda, sabe aquelas agendas que toda página tem uma frase motivacional em cima, uma citação bonita, pra você todo dia que você vai virar a página, tem que frase bonita

A Toru é isso. A Toru é o discurso no Jutsu. Todo episódio acontece algum drama e a Toru tem uma frase pronta, bonita pra alguém. Tem alguma metáfora bonita que vai ajudar essa pessoa a superar uma parte do seu trauma, porque depois vai acontecer isso de novo, e ela vai dar outra frase e vai ajudar a superar uma outra parte do trauma dessa pessoa. Então, ela vai servindo como terapeuta de todo mundo.

ela é o café com Deus Pai vivo. Então, todo mundo chega nela, abraça ela, deita no colo dela e ela resolve os problemas dos outros. O que tem a ver, por exemplo, com a... Obviamente, todas essas coisas que eu estou reclamando são reclamações.

do ponto de vista de como a história é narrada. E não que essas coisas não façam sentido. Isso de ela ser esse porto seguro emocional para as pessoas tem a ver com a resolução da questão romântica do Yuki com ela. Do que o Yuki esperava, queria dela, precisava dela. Boa parte dos personagens de Fruits Basket, isso é importante, eu já citei para vocês,

Fruits Basket é uma história sobre traumas familiares. Boa parte desses traumas familiares são pais ou mães, ou ambos, negligentes. Ou diretamente agressivos, ou simplesmente negligentes. É um monte de gente que não tem figura materna.

ou figura paterna, seja o que for, e vê na Toru essa figura materna. O que é muito interessante, sabe? Tem até a ver com o plano, porque o Shiguri, que é um cara que parece super bonachão, gente fina, também é um cara cheio de maquinações e tudo mais, e parte da maquinação dele é usar a Toru pra colocar um elemento de fora, pra começar, pra desencadear uma mudança na família Soma, que tem a ver com o líder da família.

Então, ela ser esse tipo de pessoa, eu não sei como o Shiguri sabia que ela era a encarnação viva do livro Café com Deus Pai. Porque ela só apareceu ali do nada. E o Shiguri não tem dom premonitório. Enfim, ele só vou colocar essa menina aqui dentro e vamos ver no que dá. Ele deu sorte ele deu sorte que ela nasceu pra ser mãe. E ela já é mãe de todo mundo. Mas sim, essas coisas estão amarradinhas.

Mas eu fiquei boa parte da história olhando pra ela e pensando, mas meu Deus do céu, e a Toru? Ela é uma pessoa também. Eu quero que essa história seja mais sobre a Toru. Ela tem um drama foda. Jesus amado, ela começa a história como sem teto. Sendo excluída pela família. Ela foi morar numa tenda no meio do mato.

Eu gostaria que isso fosse abordado mais vezes. Isso é tipo, abordado aqui e ali. Ela começa a morar com os caras e aí sei lá quantos, 30 episódios depois, tem um confronto, acho que dos dois, do Kyo e do Yuki, com a família dela. Porque eles estão sendo babaca, de forma caricata novamente, com ela. Então eles vão lá e enfiam o dedo na cara deles e levam a Toru de volta. O único que não é arrombado é o Vô. O Vô é gente fina.

Mas é isso, tipo, tem um pouquinho aqui no começo, aí tem um episódio aqui, e aí mais lá pra frente tem questões que envolvem a maneira como ela pensa na mãe, de como ela tem a dor da perda da mãe e ela se sente culpada por estar superando o trauma, o que é uma coisa muito interessante também.

ela tem agora uma família nova de certa forma, ela sente amor em outras pessoas, ela acreditava que ela tinha que sofrer eternamente pela morte da mãe, então ela tem esse conflito interno e isso é muito interessante porque depois amarra com, enfim já chego nesse ponto

Então, quando tá focando na Toru, também é muito interessante. E a história deixa isso de lado por muito tempo, porque tem muita coisa pra fazer. Eu acho que esse é o meu problema central, no fim das contas, em Fruits Basket. É muita coisa. E esse muita coisa desvia muito a atenção de coisas que deveriam ser o centro. E aí parece que a importância é a mesma entre diversas coisinhas, assim.

E não é, simplesmente não é. Então quando a história foca em Akito, líder da família, Toru e o Kyo, que é terceira temporada, final da história, a história parece que anda, finalmente. Obviamente, né? Depois de construir isso por 50 episódios.

Tinha que começar a resolver as coisas. Mas eu gosto bastante do final. Eu acho que o final consegue amarrar coisas do tema do que está sendo contado e ligar ideias que eu não tinha ligado antes, que são muito boas. E eu acho que aqui não tem jeito. Spoiler, tá? Spoiler. Pule para 58 minutos e 20 segundos.

E aí você volta daqui a pouco pra gente concluir Fruits Basket. Um elemento que eu comentei bem pouco nesse podcast até agora é o elemento de Akito. O grande vilão dessa história, no fim das contas. Vai aparecer uma nova vilã no terço final, eu acho bem fraco, que é a mãe do Akito. Mas Akito é construído ao longo de toda a história. Eu já tô falando na parte de spoiler, então acho que eu posso falar no gênero certo.

Akito é mulher, é a Akito. Inclusive tem uma coisa muito engraçada, porque no Crunchyroll tem um episódio, antes da revelação, que tá todo no feminino. Todas as vezes que se refere a Akito, se refere no feminino. E eu olhei e falei, caramba, será que eles estão errando? Ou Akito é mulher? E a Ana ficou puta. Pô, os caras deram spoiler. É, Akito é mulher. Caralho, os caras revelaram antes. Porque depois no próximo, volta a ser masculino ou neutro. Porque dá pra você fazer frases sem gênero. Eu fiz até agora.

Mas um episódio, talvez a outra pessoa que fez naquele ali, e ficou tudo no feminino. E não foi corrigido, não foi passado pra neutro, não foi passado pro masculino, e acabou dando spoiler. Enfim. A Akito é um elemento da história que é construído ao longo de um bom tempo, que eu também demorei muito pra comprar. Porque a Akito, ela é a líder da família, por muito tempo é o líder da família, e assim, talvez seja só uma bobagem da minha parte.

Por outro lado, também é uma revelação. Era um mistério que tem uma revelação depois. Eu não sabia, eu não saquei, eu não previ que Akito era Deus na grande maldição. Porque tem os 13, os 12 mais o gato, na lenda, e tem Deus.

E na minha interpretação, é aquilo que eu falei, depende de como você interpreta, ou de como você quer olhar para as histórias, eu estava olhando para a Fruits Basket, das coisas do ponto de vista mais metafórico, digamos assim. Então, eles viram os bichinhos, eles fisicamente viram os bichinhos. Tudo bem, mas esse é o único elemento para mim.

Para mim, por um tempo, eu achava que esse era o único elemento. E que não tinha exatamente magia acontecendo, tirando a piada deles virarem os bichinhos. Só que o Fruits Basket é muito mais literal do que isso. De fato, essas coisas acontecem. Obviamente que eles viram os bichinhos fisicamente, mas tem outros elementos. A Hanadima tem, de fato, poderes psíquicos, por exemplo.

Eu interpretava que o Deus da história seria só Deus. A ideia genérica, uma nuvem, um éter de energia que convocou os animais. E aquela era a lenda e tudo mais. Não que teria também uma pessoa que nasça na família que era o Deus da lenda do Zodíaco. Que teria...

14 com a maldição. Eu achava que teria 13 com a maldição, não que teria 14. Mas o líder da família, que é uma mulher, que é Akito, é literalmente o Deus. Então eu demorei muito pra entender, e talvez isso seja a cabeça de Shonen, cabeça de quem era leitor de Shonen, de entender as amarras desse drama. Porque tem amarras. Os personagens se sentem presos.

A Akito. E eu olhava pra isso e falava. Porra, mas tá todo mundo já vivendo a própria vida. Sabe? Por exemplo, o fato de que os três. Mais a Toru. Moram naquela casa. A casa é na propriedade do Soma. Mas isso faz tão pouca diferença.

Além do fato de que toda hora ela vai para a propriedade do Soma, mas na verdade ela vai para a propriedade principal do Soma, porque eles são ricaços, então eles têm um, sei lá, eles têm um parque nacional inteiro para eles, né? Então, tipo, tem a propriedade principal, mas tem três que já moram numa casa mais afastada, então tanto faz, o resto do pessoal tem a própria vida. E aí você olha e fala, por que eles se sentem tão presos? Aí, tipo, todo mundo tem medo dessa pessoa, mas é tipo um moleque franzino.

Ah, porque bateu em alguém. Por que ninguém deu um empurrão nessa pessoa? Por que ninguém teve uma reunião? Por que não está acontecendo? Por quê? Porque essas amarras são mágicas. São reais. Elas são e não são.

Sabe, existe um questionamento. Existe até uma questão, por exemplo, de que o pai da Akito, acredito eu que era Deus antes, ou alguma coisa do tipo, depois nasce a Akito e ela é o Deus agora. E é esse pai que fica falando, você é especial, você nasceu para ser amada, você nasceu para serem gentis com você e tudo mais. Tem uma coisa muito forte de gentileza da Akito, que ela quer que todo mundo seja gentil com ela, ela exige gentileza via de mão única.

pra ela. E aí quando ele morre, a família dá uma caixa pra ela e fala aqui está a alma do seu pai. E aí aqui tu fala, tipo, eu acreditava e não acreditava que a alma do meu pai tava ali. Então aquilo era meio que uma ilusão. E a ilusão já era poder de qualquer forma.

A caixa tinha o significado mesmo que não tivesse a alma lá dentro, porque era um símbolo. E os laços que eles têm eram mágicos. Eles existiam, mas eles também eram questionados ao longo da história. Mas, de fato, todos os personagens tinham essa ligação real com a Akito.

E também tem essa coisa mágica como uma metáfora. E eu entendia mais como metáfora, mas me parecia mais fraco como metáfora. Mas depois ficou tipo, tá, eu acho que eu posso entender. A questão de relações tóxicas e relações de dependência dentro de família. Eu sei como é. Eu tô ligado.

todo mundo tem alguma experiência próxima disso, ou teve, ainda está tendo, espero que quem não teve nem está tendo não chegue a ter, mas a questão de, às vezes, você ter uma relação que você não consegue, qualquer pessoa de fora vai olhar para você, como eu estava olhando para a Fruits Basket, a pessoa de fora vai olhar para você e falar, cara, só dá um pé na bunda da pessoa e vai embora.

Para de falar, corta a relação. Apaga o contato do celular e o problema acabou. Mas não é bem assim pra pessoa. Não é tão fácil você só simplesmente... Não, eu vou chegar nessa pessoa e vou falar, ó, cortamos relações, não fale mais comigo. E não vai ter nenhuma consequência. Não é assim que a banda toca, muitas vezes. Então é uma relação tóxica, é uma relação, tipo, deles com o líder de um clã.

Então tem relações sociais muito complexas acontecendo ali. Mas eu demorei muito pra comprar esse drama. Mas no final de Fruits Basket. O anime começa a fazer uma relação desse drama com a Toru. E isso pra mim foi uma coisa que eu simplesmente não pensei ao longo da história. E quando começou eu falei. Caralho, isso aqui é muito interessante. Isso aqui é muito bom.

Que é, como eu já falei, o fato de que a Toru, quando ela começou a perceber que ela estava apaixonada pelo Kyo, ela começa a perceber que o luto pela mãe dela está ficando um pouco mais fraco. E ela não consegue lidar com isso. Porque ela acreditava que essa relação tinha que ser do mesmo jeito para sempre. Era uma relação de dependência que ela tinha também. De dependência com uma memória. Uma dependência que ela mesma criou.

Enquanto a Akito também criou essa relação de dependência com o resto do Zodíaco. Ela era obcecada em todo mundo ser só dela. Ela pirou, principalmente no momento que um laço, que é com o Coreno, que é o galo, que um laço simplesmente rompeu. E ela olha, o moleque ainda era criança, ele não fez nada pra isso acontecer, e ela pira. Ela fala, não, você não pode me abandonar, você não pode ir embora. Porque ela acreditava que todo o valor dela... ...

estava em ser o Deus e ser adorado por todo mundo. Então, a história fazer essa relação de duas pessoas que são completamente antagônicas ao longo da história toda, enquanto a Toru quer acabar com o sofrimento causado pela Akito, a Akito está causando o sofrimento em todas as pessoas que importam pra Toru, elas olham uma pra outra e falam, pelo menos a Toru consegue isso primeiro, depois a Akito entende, consegue ver aí e fala, não, peraí, a gente é parecido pra caralho.

A gente não quer mudança. E a gente tem que deixar as pessoas irem. A gente tem que entender que a gente não pode prender ninguém. Ela não pode prender a memória da mãe. Ela não pode prender a vida dela por causa da memória da mãe. Enquanto a Akita não pode prender todo mundo a ela por causa desse laço. E tem uma coisa também que eu achei muito interessante. Que é a maneira como a história é contada nessa última temporada. Porque, de certa forma... A gente tem que aproveitar este leino. E aí

Esse conflito central, que é o conflito do drama que causa todos os dramas, porque todos os dramas da história voltam para Akito. Todo mundo, em algum momento, tem algum trauma relacionado com Akito. Então, é a menina que apanha porque o outro menino falou que gostava dela. Porque tem duas meninas. Ela tem muita inveja das mulheres da história.

Ela quer os homens pra ela e ela odeia as mulheres do Zodíaco porque é uma ameaça pra ela, como exclusiva. Então tem aquele menino Hatsuharu, e aí ela vai lá e bate na menina que é a Rin, a Isuzu, porque o Hatsuharu começa a namorar com a Rin, os dois são da família, é o boi e a cavalo, que inclusive ela é um cavalo, mas ele é uma vaca, enfim.

Mas eles começam a namorar. E ela vai lá e joga a menina. De dois andares que bate a coluna numa pedra. Rola muito. Muita coisa nessa história que pessoas deviam ter ficado. Ou mortas ou paraplégicas. Tá? Muito. Fica tudo bem com todo mundo. A menina fica com uma cicatriz nas costas e só.

Mas ela joga essa menina de dois andares. Aí tem um outro menino mais novo que vê isso acontecer e também antes disso tinha contado pra líder que gostava da outra menina. É o menino que é o carneiro que gosta da menina que é o tigre. E aí a Akito vai lá e dá uma surra na menina. Todo mundo tem um drama que chega no Akito de alguma forma.

E o drama é resolvido faltando mais ou menos uns 4 episódios. Resolvido no sentido de Akito percebe tudo o que fez de errado e os laços são mais ou menos, eu acho que todos os laços, num certo ponto, são rompidos. E aí tem mais uns 4 episódios pra acontecer ainda.

Porque Fruits Basket, como é o modus operandi dele ao longo de toda a história, Fruits Basket tem um tempo. As coisas, tipo, não vai só ter um diálogo, e aí esse um diálogo resolve tudo. Ele toma um tempo de, tipo, tá, agora que isso aconteceu, agora vai ter...

Uma pequena conversa aqui, tem um outro tempo a colar. Os personagens tomam o seu tempo pra absorverem as mudanças. Nem todo mundo fica tudo bem com essas mudanças. A menina que foi jogada de dois andares não perdoa. A Kito, por exemplo, no fim da história. Então eu gosto como tem um certo tempo pras coisas acontecerem e não ser tudo repentino. Não é resolver esse negócio e aí acabou. Último episódio. Não. Tem um tempo, tem um cooldown pras coisas se resolverem. Pros personagens tomarem decisões. Não é tipo...

O vilão foi vencido e pediu desculpas e agora tudo ficou bem com todo mundo. Não, aí, depois que tudo muda, todo mundo tem que tomar uma decisão sobre a própria vida, do que vai acontecer daí pra frente. Isso é bem legal. E um outro detalhe que eu acho muito interessante também é o fato de que...

E aí eu posso estar um pouco viajando, mas existe uma coisa que é uma característica de Fruits Basket, que é o fato de que inação também é conflito. Não fazer coisas também é conflito. E não poder fazer coisas também é conflito. Não adianta muito. Tipo, tem vários personagens, é até engraçado, a menina cavalo que é jogada de dois andares e bate a coluna e não fica paraplégica.

Ela é uma das poucas personagens que estão tentando quebrar a maldição. E tentar quebrar a maldição significa nada. Significa que ela é vista em alguns episódios andando nas sombras. O que ela está fazendo para quebrar a maldição? Não sei. Por quê? Porque não tem nada para fazer.

No meio da história, quando a Toru descobre que os laços são quebrados, é possível quebrar os laços porque o laço do Kurei não foi quebrado sem ele ter feito nada, ela também começa a ter uma postura mais proativa. Mas a postura mais proativa é ela dizer que quer quebrar a maldição. E às vezes falar com alguém para ver se dá. Mas é só, porque não tem o que fazer. A inevitabilidade daquilo é parte do conflito.

E pessoas também saberem de certas situações, como por exemplo é o caso de que o Kyo vai ser trancado num quarto para todos sempre porque ele é o gato, porque ele é um monstro. Os personagens sabem disso e não fazem nada, porque as coisas são assim. E isso é um elemento muito interessante da história. E eu acho que pode ser um comentário sobre mudança de geração.

existe, e aí é mais uma daquelas análises sociopsicológicas de boteco do Kitsune da Semana do meu pouco, parco e indireto conhecimento de como a sociedade japonesa funciona, existe muito uma ideia de as coisas são assim

Sempre foi assim, sempre vai ser assim. A gente desenvolve a tecnologia, a gente tem um monte de telão de LED em Ikebukuro, e não sei o que, não sei o que lá. Mas assim, a maneira como as famílias funcionam é a mesma desde sempre.

A forma como o trabalho funciona é a mesma desde sempre. E se você questionar, é demais. Não é para questionar, não é para encher o saco dos outros. Então, parte da história de Fruits Basket é o fato de que existem esses laços nessa família desde sempre. E a família é configurada ao redor dessas relações.

Existe uma ideia nesse ponto da história que é essa é a primeira vez que todos os signos nasceram na mesma geração, porque aparentemente em outras gerações, sei lá, você tem o deus da geração, aí você tem o cachorro e o galo, aí o galo morre, nasce mais duas crianças, que é o tigre e o carneiro.

E aí é meio separado. É a primeira vez que tem todos os 13, incluindo o gato. E isso é meio que evidência de que a maldição está sendo quebrada. E o que quebrou a maldição foi só o tempo. É só as coisas mudam com o tempo.

Mas existe uma resistência muito grande de deixar as coisas mudarem, de deixar a configuração das famílias, de deixar as relações entre as pessoas serem diferentes, de dar mais liberdade e dar menos ênfase nos papéis que cada um tem que cumprir. E é só a mudança dos tempos.

Tanto é que a solução da maldição é só esperar. Isso também é parte do conflito. É tipo, a gente percebeu que vai ser quebrado e a gente não pode fazer nada. A gente tem que ter a sorte de as coisas acontecerem mesmo. De a maldição ser quebrada a tempo de não acontecer uma catástrofe. Mas não tem muito o que fazer.

Mas eu acho muito interessante um momento que é lá pro final, que é a senhora cuidadora da família, sei lá, governanta, que é mais ou menos a responsável pelo Akito. E ela, depois de tudo mais ou menos se resolver, ela faz um breve discursinho que é...

Vocês jovens podem simplesmente mudar a maneira como vocês vivem. A minha vida sempre foi essa. Eu sempre vivi assim. Eu não sei o que fazer agora. É muito interessante porque ela é uma personagem bem mais velha. Eu não sei nem se ela tem nome, sinceramente. Mas ela é desenhada para ser... Tem poucos idosos na história, mas ela é uma idosa.

E ela é uma idosa que fica chateada quando coisas se resolvem positivamente pra um monte de gente. Traumas são superados. Por quê? Porque aí a maneira como a família funciona vai mudar. E essa é a única maneira que eu sei de viver. Porque o meu trabalho é ser a governanta nesse sistema.

E aí se cada um vai para o seu canto, o que eu faço? É muito interessante isso. Então talvez seja, parte de Fruits Basket, direta ou indiretamente, seja um comentário sobre essa diferença geracional. Sobre o quanto existe uma sociedade extremamente antiquada e as pessoas estão todas presas nesses laços e presas nesses hábitos e elas não podem sair, mas elas não podem sair de uma coisa que é só fazer diferente. É só você resolver que não.

Eu não quero mais assim. Mas não é só isso. Não dá pra você só decidir. Que eu quero ser diferente. Não. Porque tem um monte de dogma. Um monte de sistemas construídos em cima disso. E às vezes. Você não pode fazer nada. Ao mesmo tempo que você saber que as coisas são assim. E escolher não fazer nada. Também faz com que você tenha culpa nisso. Que é o caso do Shiguri, por exemplo. Quando ele confessa no meio da história.

Então, essas coisas, quando a história começa a afunilar e resolver esses temas, eu gosto muito mais de Fruits Basket. Eu acho que o meio do Fruits Basket me cansou muito. E ele me cansou muito por quê? Porque é só Yuki, a Toru é deixada de lado, e o Kyo fica um personagem insuportável. Porque a história toda do Kyo fica on-road. A história do Kyo tem um momento, que é o momento, e depois nada acontece até o final.

que é o fim da primeira temporada, quando ele vira um monstro. Pelo amor de Deus. Por quê? A trama do Kyo, ele é excluído. Se você pegar só a parte da lenda e da família, tá muito claro. O pai ficou paranoico, fez a mãe ficar paranoica, a mãe se matou, o pai põe a culpa no filho.

Drama. E a família exclui o gato porque o gato não é do zodíaco, e aí tem os banquetes anuais onde todos se reúnem ao redor do líder da família, e ele não pode ir pro banquete, exclusão. E aí ele sente inveja do Kyo, porque o Kyo tem tudo que ele gostaria de ter, ele é inteligente, ele é bonito e tudo mais. Isso já é drama suficiente. Já é drama pra caralho. Mas antes,

Quem é o gato é um monstro. Isso não é um spoiler, isso é revelado mais ou menos no terço final da primeira temporada e é uma realidade para todo o resto da história. Acontece uma vez só, que é o clímax da primeira temporada. Mas é uma ameaça constante ao longo da história.

Ele tem um bagulho no braço esquerdo, umas miçangas, quando tira aquelas miçangas, ele vira um bicho. Ele vira uma espécie de Mewtwo Quadrupe de Gosmento. Digamos. Ele nem vira. Isso eu acho que é uma característica boa, tá? Ele não vira, tipo, um gato gigante. Ele vira um bicho feio.

Mas por quê? Qual a necessidade? Ah, porque também tem o negócio do gato ser... Daria, por exemplo, que tem o negócio do gato ser um monstro e aí quem é o gato é aprisionado numa cabana afastada pelo resto da vida. Daria pra só falar que eles são aprisionados na cabana por serem o gato. Porque eles são excluídos, eles não são do Zodíaco. E ter esse... Porque tem uma contagem regressiva na história.

é se até o fim do ano ele não conseguir vencer o Yuki, que aí vem o elemento de artes marciais, ele tentar lutar contra o Yuki, e eu acho também muito fraco, porque, sei lá, eu acho que ele interpretou que vencer é na porrada, e aí ele treina artes marciais e ele vai querer bater no Yuki. O Yuki também treinou artes marciais, mas ele nunca consegue vencer o Yuki. Mas o Yuki como um cara exímio das artes marciais é muito fora do personagem dele, porque o Kyo treina todo dia artes marciais, ou três vezes por semana, num dojo.

E o Yuki não. O Yuki faz porra nenhuma na vida. Ele é um moleque franzino. Por que o Yuki sempre ganha do Kyo? É uma idiota essa parte. Eu não gosto dessa parte não. Mas tipo, daria só pra prender ele. Sem ter que prender porque ele é um monstro. É um dos elementos mais idiotas da história. E no fim do anime, no fim da história toda, tem a revelação da lenda original. Porque a lenda original não é exatamente como aquela. A história original... Mas antes, E aí

O gato é o primeiro amigo de Deus. Ele rejeitar a imortalidade. Também no tema de deixar as coisas passarem. Deixar a vida seguir o seu fluxo. Abraçar a efemeridade da vida. E aí os outros animais, o zodíaco, eles excluem porque tipo, pô, como é que você pode rejeitar um presente de Deus?

Não tem nada que faça na lenda original, nem na primeira versão, nem na segunda versão, com que o gato seja um monstro nojento. É o elemento mais estúpido de Fruits Basket. Infelizmente. Podia só não ter.

Só não colocar isso em Fruits Basket que foda-se. Não ajuda em nada uma história que já martelou muito bem, trabalhou muito bem, aprofundou muito bem e resolveu muito bem todos os seus temas.

Eu vou fechar esse podcast com isso, porque pra mim esse é o pior bagulho de Fruits Basket. Eu já deixei claro pra vocês que tem muita coisa que eu acho interessantíssima em Fruits Basket. Eu gostei, eu achei muito divertido de assistir. Fruits Basket é engraçado. Tem um episódio de uma peça de teatro, protagonizado pela Hanadjima. Mais uma vez, Hanadjima e o Otani, as duas amigas. Melhores personagens de todo o Fruits Basket.

Sabe, se tivesse um spin-off só delas, eu não vou garantir que eu leria, mas eu ia ficar feliz.

Mas tem um episódio que é uma peça de teatro que é a Cinderela. E aí colocam a gótica inexpressiva pra fazer a Cinderela. E a peça toda muda pra acomodar o jeito que ela é. E é muito engraçado. É o melhor episódio de Fruits Basket do ponto de vista cômico. E ela é usada pra trama, inclusive. Porque ele continua... Ele é uma ponte pra uma catarse emocional de uma trama que envolve o Cureno e a Wotani. É bem legal. Enfim.

Fruits Basket, muito legal. Recomendo. Você não conhece? Você é um shonenzeiro? Você está na expectativa para o anime do Kagura Bate? Assista Fruits Basket. Deve ser bem melhor, inclusive.

E vamos para os comentários do Kitsune da semana sobre The Boys temporada 3. Gente, só avisando, eu comecei agora a temporada 4, o que significa que eu vi um episódio, tá? Então eu não sei de nada, ainda não vi a quinta, a quinta tá saindo agora. Inclusive vou falar aqui, tem um comentário no Spotify, que é do Vitor Botelho. Avisar pro Kitsune que pra assistir The Boys 4 tem que ver Gen V é considerado spoiler?

Então, eu não quero ver Gen V, tá? Geração V. Eu não quero ver. O que eu vi foi um resumo das duas temporadas. Eu fui pro YouTube e falei, pô, eu só quero saber o que acontece. E como eu comecei a ver a quarta temporada, eu já percebi que tem elementos que são trazidos de lá, né? Tem citações de acontecimentos.

Mas agora eu já sei o que acontece no Geração V, eu não preciso ver a série. Eu só preciso saber quais são os elementos trazidos de um pra outro. Tá ótimo. Um comentário aqui de Ariso. Eu acho engraçada essa ideia de que o Huey é um bostão, entre aspas, porque isso meio que é a reação sempre que você coloca uma pessoa realista na história. Tipo, imagina um maluco chegar em você, que é uma pessoa normal, e pedir pra colocar um grampo no QG de Super Series. Eu gosto que tenha um personagem nessa linha.

É a mesma coisa de você chegar numa pessoa normal e falar, então, a gente precisa de você pra grampear o Planalto Central. Você pode invadir o Palácio do Planalto e colocar grampo na mesa do Lula e você é só e eu sou, tipo, o tradutor de gibi. Não, eu não posso não, cara.

Eu não posso, não. Aqui os comentários um contra o outro aqui, hein? Rafael H. No nosso Discord dos apoiadores, fala, eu também acho a terceira a melhor temporada. Inclusive, Kendi no nosso Discord fala que, pra mim, a terceira temporada foi o ponto mais baixo e a quarta é a melhor. E essa é a primeira vez que eu vejo alguém dizendo isso, hein? Mas aí Rafael H. fala que acha também a terceira a melhor, mas também fala, não que a quarta seja ruim, mas ela tem umas barrigas, digamos assim.

Aí ele diz, sobre o Leitinho, eu sempre vi ele como um cara equilibrado do grupo. O freio do carro desgovernado que é o bruto. Ele também fala que o passado do Black Noir pra ele é a melhor parte dessa temporada. Muito melhor do que nos quadrinhos onde ele é só um clone do Capitão Pátria. Eu tinha esquecido disso, né? Porque eu acho que o Stormfront, que virou na segunda temporada mulher...

E tem um caso com o Homelander. Eu acho que é o Stormfront, que é o pai do Homelander nos quadrinhos. Então ele é filho do nazista imortal. E o Soldier Boy é só mais um cara. E aí o Black Noir é o clone do Capitão Patron. Talvez nos quadrinhos o Homelander é um clone do Soldier Boy? É isso? Acho que tem alguma coisa assim.

E aí aqui no Spotify, o Eduardo Serpa fala que a presença do Soldier Boy foi um fio condutor muito forte na progressão dos conflitos da terceira temporada, talvez tirando o plot da Vought. Tendo acabado de ver a quarta, eu acho que acaba não tendo um elemento à altura. Então fica menos coeso. Isso é interessante. Mas ainda tem algumas plotlines bem fortes. Eu vou chegar lá. Eu vou chegar lá. E tem o comentário aqui de Luiz Felipe Alves Herrera.

Kitsuri, confesso, adorar o M&M nessa temporada. Eu acho que eu falo isso nesse podcast também, né? Que o M&M fica muito melhor nessa temporada.

Porque uma coisa, continuando no comentário dele, uma coisa é a N ser contra eles usarem o composto V, pensando nas seguranças e saúde deles. Ela até pensa que isso é errado, é cruzar a linha. Mas esse pensamento tem mais força quando sai da boca do M&M, que assim como os outros, é só um cara.

Eu curto muito ele falando que se a gente cruza a linha, como a gente diferencia nós deles, ele mostra aquela virtude incooptível tipo Batman sendo só um cara. Eu acho isso sensacional. É isso. Deixa a decisão dele mais forte e deixa o contraste com os outros mais forte também. Então a gente precisava desse contraste. Então tem isso. E pra terminar, aqui, Luiz Fernando, a ideia que o Kitsune tinha do Herogasm...

É o que o Flex Mentalo faz na série Patrulha do Destino. E eu acho que é exatamente isso. Porque eu acho que eu misturei as duas ideias na cabeça. Porque eu sabia. Eu não li Patrulha do Destino. Mas eu tô ligado o que acontece. Já me contaram várias vezes.

Então talvez eu tenha confundido na cabeça e achado que uma coisa era a outra e apagado. Principalmente o Flexmentado é um personagem que eu esqueço que existe o tempo todo. Um personagem que parece muito interessante e eu esqueço que ele existe. Então eu acho que eu só confundi, eu só misturei as coisas. Acho que é por aí. O vovô, gente, o vovô, ele confunde as coisas. Ele tem uma memória meio ruim. Sabe? Então vocês têm que ter paciência com o vovô, tá? O vovô não entende dessas coisas de tecnologia, sabe? Então é isso.

Então, muitíssimo obrigado a todos vocês que ficaram aqui no podcast até o final. Muito obrigado a todos vocês que já apoiam, que mandaram comentários e tudo mais, e que apoiam o nosso projeto no financiamento coletivo, principalmente o nosso top tier, os maiores apoiadores do Kitsune da semana.

Peterson Fernandes Araújo, Luiz Guzzi, Luiz Fernando Ferreira, Sombra Louca Cash Store, José Simões Neto, Raul Barros de Luna, Lucas Lima, João Vitor Alves, Eromax, Edson Fontana, Rafael HQ, Alexandre Amorelli, Cláudia Camargo, Vitor Costa Curta, Luan Barreto, Bruno Bronze, Guilherme Ferreira dos Santos e Yuri Petnis.

Esse foi o Kitsune dessa semana. O Kitsune da próxima semana, em tese, será Kamisama Hajime Mastá. É o que eu quero fazer em seguida. O próximo Kitsune da semana. Talvez eu tenha um Kitsune do dia no meio. Não sei. Mas o que eu quero fazer em seguida é Kamisama Hajime Mastá. Então, aguardem. Muito obrigado. É nóis. Falou. Tchau.

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