Episódios de Como Eu Vim Parar Aqui

A crise dos 30: será que estamos atrasados? #269 | COMOEUVIM POCKET

04 de maio de 202635min
0:00 / 35:23

Se você já sentiu que está atrasado na vida, esse episódio é pra você.

Hoje nós mergulhamos na famosa crise dos 30 (ou crise dos 25 aos 35) aquela sensação terrível de que o tempo está passando rápido demais e que “já era” acabou nosso tempo. Falamos sobre pressão social, comparação, medo de não dar tempo, filhos, carreira, relacionamentos e todas aquelas cobranças (ou traumas) que a gente tem e nem sabe de onde vem.

Nesse bate-papo que virou praticamente uma sessão de terapia em podcast KKKKKK a gente compartilha nossas próprias travas, inseguranças e pensamentos que fazem a gente acreditar que está ficando “velho demais” pra certas coisas… mesmo sabendo que, no fundo, não faz sentido.

Então já dá o play, porque talvez você não esteja atrasado… só esteja se comparando demais.

📷 Instagram: https://www.instagram.com/comoeuvimpod

🎶 Tiktok: https://www.tiktok.com/@comoeuvimpod

🦋 Bluesky: https://bsky.app/profile/comoeuvimpod.bsky.social

🐥 Twitter: https://x.com/comoeuvimpod


💌 Contato: comoeuvimparar@gmail.com

Participantes neste episódio2
C

Carol

Co-hostApresentadora
T

Thaís

Co-host
Assuntos6
  • Crise dos 30 anosPressão social e comparação · Medo de não dar tempo · Cobranças e traumas de origem desconhecida · Crise existencial entre 25 e 30 anos · Finais de ciclos e transição de idade
  • Desigualdade SocialTrabalho precário na velhice · Condições de trabalho de idosos · Vulnerabilidade de grupos minoritários no mercado de trabalho
  • Bloqueio criativoMedo de não ter talento · Autossabotagem na arte · Pintura em tela como desafio pessoal · Grafite como forma de expressão · Cabelo colorido como expressão de identidade
  • Identidade e AutoestimaCrise de identidade na meia-idade · Insegurança com o guarda-roupa e estilo pessoal · Aceitação do envelhecimento · Superação de traumas pessoais
  • Paternidade e MaternidadePressão para ter filhos · Preparação para a maternidade · Impacto da maternidade na vida pessoal e profissional · Rede de apoio e flexibilidade na rotina com filhos
  • Envelhecimento e LongevidadeSensação de tempo esgotado · Esquecimento da própria idade · Comparação com a juventude
Transcrição97 segmentoswhispermlx/large-v3-turbo

Olá, ouvintes! Aqui quem fala é a Thaís. E hoje, pocketzinho, gostosinho, pra falar de quê, amiga? Pra falar das pessoas de 25 a 35, por aí, que acham que acabou a vida, né?

Gostei que você falou de 35, porque eu fiquei pensando. Eu falei 35. Eu fiquei pensando, se ela falar 30, aí já nem é nóis, né? Mas é nóis, é nóis pra caralho. Eu vi esse post no Twitter ou no Instagram, não sei. Que era um post muito engraçado e que eu super identifiquei, que era exatamente isso, né? Ninguém sofre mais do que pessoas de 25 há 35 anos.

Que acha que seu tempo acabou. E aí eu olhei essa frase e falei, caralho, né? Eita, como sofre, né? Aham, nossa, a gente podia estar evitando, né? Mas não, a gente sofre pra cacete. Dos 25 ali pra frente, foi só pra trás. Na verdade, eu acho que eu sinto que eu perdi todo o meu tempo do mundo desde sempre, né? Só um pouquinho dramática. Bem saudável, né? Super saudável, amiga, que isso? Meu Deus, a saúde é... Pô, personalização da saúde mental aqui, ó.

Tá entendendo? Não, mas é... Eu sinto que piorou ali dos 25 ao 30, eu acho que na faixa até de 28 a 32. Não, mas dos 25 aos 29, eu entrei numa crise existencial.

Tanto que foi a época que a gente fez o podcast, que a gente começou o podcast. E a gente começou por causa disso, né, na real. A gente tava perdidaça. Sim. E a ideia de que, tipo, mano, o que eu vou fazer da minha vida? A minha vida acabou e não sei o quê e caralho, o que eu faço? Agora eu senti que eu coloquei mais o pé no chão, uma nova fase depois dos 30. Mas ainda eu sinto que, tipo, mano, cara, eu preciso fazer uma coisa pro resto da minha vida. E se não, já era, tá ligado?

Parece muito com aquele drama de quando a gente tá perto de sair do ensino médio, né? Também. Eu acho que, assim, finais de ciclos, né? Porque a gente pode separar a vida, assim, sei lá, de 10 em 10 anos, não sei. Mas finais de ciclos, assim, não que a gente esteja num final de ciclo agora. Porque agora eu acho que o final do ciclo... Tá vendo? Eu já ia falar que é do 35 ao 70. Calma, calma lá. Calma, calma, meu amor.

Eu sou bem estressada com isso, amiga. Eu acho que a gente nunca trocou essa ideia de tipo, porra, mano, tá acabando a minha vida. Mas eu me estresso com esse bagulho, sabia? Direto eu acordo assim e penso, caralho, mano, tô quase com 35. Ah, você se estressa de, tipo, sofrer com isso. Sofrer com isso, né? Tá ligado? Tipo, caralho, se acontecer tal coisa agora...

Eu tô fodida. Eu nunca vou conseguir me restabelecer de novo. Porque eu já tenho 30 anos. Quem que vai me contratar? Onde eu vou arrumar um emprego? Como que eu vou sobreviver? E como que vai ser a minha aposentadoria? Porque eu fico pensando nesse o tempo inteiro. Para!

Como vai ser minha aposentadoria? Eu vou ser velha e pobre, fudida. Mano, eu fico pensando... A gente falou disso esses dias. Se o João Henrique termina comigo, eu tô fudida. Se o quê? Se o João Henrique termina comigo, eu tô fudida. Eu não tenho nada. Nada, gente. Direto eu entro nessa crise, mano. Nossa, eu tenho essa piramonte.

Eu tava falando um negócio de desculpa, eu sofri no meio do caminho. O que você tava falando? Não, a gente tá sofrendo aqui juntos. Esses dias a gente tava conversando que aconteceu uma coisa que acabou com o meu dia, né? Que eu pedi uma pizza. No dia da final do BBB, eu lembro. Eu pedi uma pizza, tava assim, felizinha que ia comer pizza. Fazia tempo que não comia pizza. Aí...

Fui lá buscar a minha pizza. Quem entregava, quem tava entregando a minha pizza era um senhorzinho, num frio lascado de moto. Eu falei pra Carol, mano, acabou com o meu dia, tá ligado? Nossa, ontem eu fiquei deprimida nessa Vibe também, que eu tava passeando com os cachorros. Quando eu tava chegando perto do meu prédio, eu vi um senhorzinho numa moto. Não, era numa bicicleta. Não, era numa moto.

E aí ele desceu dessa moto com uma bolsa desse tamanho, assim, lotada. Claramente, extremamente pesada. E ele trabalhava no correio. E aí ele foi lá entregar as cartinhas. Mas era senhorzinho, assim, senhorzinho, senhorzinho, tá? Então... Devia ter uns 60 e tantos anos. Tinha até um pouquinho de dificuldade de andar. E daí ele puxava a bolsa assim, porque a bolsa tava pesada, né? Então ele dava uma puxada assim. Aí eu fiquei olhando aquilo e falei, meu Deus, que vontade de morrer. Eu odeio capitalismo, Jesus Cristo.

É só me dar um botão, amiga. É o que a gente sempre fala. É só me dar um botão que eu acabo com a humanidade agora. Agora. É, mano. Me dá essa oportunidade, pelo amor de Deus. E aí, o que a Carol falou pra mim? Sabe o que é pior, amiga? Que se a gente não fica esperta, é a gente que vai estar lá com 60 e poucos anos num trabalho de merda pra poder sobreviver, mano. E muito pior, porque até a gente chegar lá, as coisas estão bem piores. O mundo vai estar muito pior. Nossa, o mundo vai estar muito pior.

É foda. E aí, é isso, entendeu? É uma crise diferente do final dos 29 ali, do final dos 20 anos, mas ainda é uma crise de identidade, crise de idade, de meia-idade, né? É uma crise, mano. É uma crise de meia-idade que a gente não compra, é um carro brega, a gente só fica em surto e depressão. Se a gente tivesse dinheiro, a gente ia comprar alguma coisa, coisa bem brega, provavelmente.

Realmente, realmente. Aí você é a bofada. O problema é que a gente não tem dinheiro. Isso é pior. A gente nem pode colocar nossa crise de meia-idade num bem material. Entendeu? Não. Porque aí, pelo menos, a gente ia ter algum bem. Mas não, a gente não tem. O que a gente tem? A gente tem nossos cachorros. É isso que a gente tem. Tem um podcast. É, tem um podcast que não dá dinheiro nenhum. É isso que a gente tem.

Então, aí a gente trouxe essa reflexão aqui e eu nem tenho muito o que falar, porque eu não consigo apaziguar esse sentimento de crise, entendeu? E aí eu faço o que, Caroline?

Ah, bom, é isso, galera. Esse episódio acabou por aqui, muito obrigada. Espero que vocês tenham gostado. Gente, eu não faço a mínima ideia, mas é muito foda essas crises que a gente tem, às vezes, porque é uma insegurança muito grande que eu sinto, sabe? Eu acho que até pra gente, que a gente tem o nosso podcast, você tem a sua loja e tudo mais, a gente não tem um CLT fixo ali, eu acho que fica um pouco pior.

Mas até pra quem é CLT, porque hoje em dia todo mundo é descartável no seu trabalho, sabe? Claro, amor. Então, é um medo real que a gente tem e vai ficando cada vez pior, porque a gente vai, a gente tá vendo na nossa frente exemplos de pessoas que era pra estar tranquilo, era pra estar recebendo a sua aposentadoria e vivendo na sua casinha e fazendo suas coisinhas de boa. Mas não, estão lá surtando pra conseguir pagar uma conta, às vezes estão trabalhando em coisa...

Não, verdade. A outra coisa que eu tinha falado pra você é que aqui do lado tem um mercado e no mercado a maioria dos empregados, gente. A maioria. É assim. Ou é LGBT. É LGBT que você vê que é aquela galera que tá... Como que é a palavra certa? Eu esqueci. É mais vulnerável.

Essa galera. Ou são idosos. Idosos, assim, que tem dificuldade de andar, que tem dificuldade de fazer coisas rápidas, que tem dificuldade pra fazer as coisas do dia a dia. São essas as pessoas que trabalham mais no mercado que tem aqui perto de casa. E aí eu tenho vontade de rasgar o meu cu toda vez. Ai, muito pesado, mano.

Toda vez que... Tem até um meme que eu já vi várias vezes, né? Toda vez que eu vejo um idoso num trabalho de merda, acaba com o meu dia, tá ligado? E não é poucas vezes que a gente vê, né? Mas a pergunta é, amiga, a gente precisa estar com essa insegurança e esse medo agora, aos 30 e poucos anos? Sim.

Você acha que, tipo, esse sofrimento de achar que o tempo tá acabando, ele é válido agora? Não que o tempo tá acabando, mas se preocupar com a nossa velhice. Não, tá, beleza. Agora o tempo tá acabando, não. Aí a gente tem que dar uma seguradinha no nosso cu que é um cofim demais. Porque o tema é esse, né? O tema é esse. A gente sofre porque acha que nosso tempo tá acabando.

O tempo de fazer o que a gente gosta, o tempo de se correr atrás dos nossos sonhos, tá ligado? Porque existe esse medo, existe essa aflição, tá ligado? É essa aflição que, tipo, que eu vi, né, nessa frase, que eu fiquei, tipo, caralho, mano, eu tenho muito isso, tá ligado?

É, eu acho que a gente tem alguns surtos que são válidos e outros não. Porque é aquele negócio que nunca é tarde pra você começar uma coisa nova que você gosta, um trabalho que você gosta, nunca é tarde. Só que tem algumas coisas que, na minha opinião, realmente são coisas que a gente tá acabando o tempo. Por exemplo, trago aqui a conversa de filhos.

Meu tempo tá acabando. Bora, querida. Bora. Assim, eu não tô afim de ter filho agora. Eu não tô afim de ter filho exatamente este ano, em 2026. A não ser que o universo seja muito engraçadinho e queira me fuder, talvez eu tenha um filho esse ano ainda. Mas eu não quero.

mas assim, porque eu não me sinto tão preparada, sabe amiga? Não sinto que eu tô tanto nessa vibe. Vai conversar com qualquer mãe aí, vai falar que não tava preparada. Nunca vai estar preparada. Ah, essa daí eu entendo. Mas eu entendo você, a gente já teve essa conversa várias vezes e tal, tem que estar pelo menos um pouco estável, né?

Sim, um pouquinho estável. Eu até tô um pouco estável, só que... Só que eu não sei, sabe quando você não tem aquele leve feeling? É aquele... É que não dá pra explicar. Pra quem não quer ter um filho assim, eu acho que não dá pra explicar. É o feeling do tipo, aí vamos. Nunca vai estar tudo preparado, nunca vai estar tudo arrumadinho. Isso é foda. Aí vamos. Eu tive esse momento uns três anos atrás. Graças a Deus, graças ao bom Deus, eu não engravidei naquela época, porque senão tava tudo escaralhado na minha vida agora.

Ou não também, né? Vai saber. Ai, amiga, levando em consideração. Até que a GG aqui. Você sabe da minha vida. Você sabe que eu tava uma bosta. E eu tava desgraça. Eu sei, eu sei, eu sei. Eu sei, eu sei. Ai, ai, até que a GG. Devo ter até ficado vermelhinho aqui.

Mas enfim, eu tava esperando esse moodzinho, sabe? E eu sinto que não é exatamente agora, mas tipo, ano passado, ano retrasado, quando eu não estava com vontade de ter filho, eu tava sentindo que assim, eu não estava afim de abrir mão de como a minha vida tava naquele momento. É aí que mora o perigo, não é o perigo, né? Não é nesse caso, não é o perigo. Mas é aí que mora a coisinha do bagulho de ter filho, mano.

Tá ligado? Eu falei a coisinha porque tem uma palavra, mas eu não sei. Mas assim, eu penso muito nisso. Esses tempos, esse bagulho que você falou de tipo ai, não tive o estralhinho pra eu falar vamos. Esses tempos atrás eu tive. Carol estava junto comigo nesse momento.

quero, tá ligado? Acho que é agora. Ah, e aconteceu uma desgraça, que bom que eu não tive, né? Aconteceu uma desgraça agora, não precisa saber, que bom que eu não tive. Mas, eu me pego pensando muito nisso, tipo, cara, eu faço tantas coisas legais que seriam minadas se eu tivesse uma criança, entendeu? Tipo, às vezes, por exemplo, eu e o Lodi agora vamos pro Rio de Janeiro do absoluto nada. Isso não...

Jamais aconteceria. Jamais aconteceria. Se eu tivesse um neném. Tipo assim, eu preciso ter noção de que se eu tivesse um bebê, se eu for ter um bebê, metade das coisas que eu faço já era. Pelo menos por um tempo, né amiga? Pelo menos por um tempo. Amiga, por um tempo muito grande.

Não, eu sei, mas eu acho que é assim, já convivi com muitas mães que têm uma rotina muito maluca, sabe? E dá pra ter uma rotina um pouco mais flexível se você tem rede de apoio e se sua criança tá um pouco maior. Entende? Mas quando a criança é muito pequena, ela depende muito de você, aí realmente, meu amigo, ó...

Beijinho pra todas as coisas que você podia fazer do nada, assim. Uma vida solteira, sem filho. Ainda com rede de apoio, uma criança um pouquinho maior, você consegue fazer algumas coisas. Sim. Mas ainda assim vai precisar de planejamento. Fazer coisas do nada. Não sei se é o meu estilo de vida também, tá ligado? Sim. Amanhã vão fazer uma coisa. Liga pra rede de apoio e fica com meu filho. Não é minha parada, tá ligado? Sim. Sabe? Sei lá.

É, se fosse eu com um filho, sei lá, tem um filho que tem uns 8 anos, 9 anos, aí me chama pra ir pro Rio de Janeiro que nem você assim. Ah, filho, você vai perder os dias de aula. Fazer o quê? Vamos pro Rio, entendeu? Já dá pra fazer com um nenenzinho. Eu acho que eu já ia fazer, já ia assim. Com um nenenzinho dá pra fazer isso? Nem fuder. Sei lá, mano. Mães que ouvem a gente, conta pra gente aí se vocês fazem loucuras do nada, viagens do nada, do absoluto nada.

Se vocês conseguem fazer coisas. Sim, conta aí pra gente. Na minha visão, eu acho impossível.

Tá ligado? Mas é isso, né? É que as nossas rotinas, elas impedem bastante umas loucuras assim, né? Mas assim, eu ainda não tive esse cliquezinho e daí isso é uma das piras, uma das poucas piras que eu tenho, que eu sei que realmente o tempo tá acabando. É, mas isso aí é mais uma questão biológica, né? É, agora sim. Aí realmente, a ciência falando, seu tempo tá acabando.

Você decide logo, mulher Mulher, você decide logo Né? Porque assim, vou fazer quantos anos? 33 agora em maio? É Ai, eu queria contar uma coisa assim, pra dar uma aliviada no clima Eu tinha uma ideia assim, de tipo Ai, quando eu fizer 33 anos Eu vou fazer um postizinho besta e tal Que negócio

com as piadinhas lá de 33 anos, a idade de Cristo, etc, e tal. E aí, eu tive meu aniversário de 33 anos, comemorei de boa aqui, não fiz nada muito grandioso, e eu só esqueci que eu tava fazendo 33. Na minha cabeça, eu estava fazendo 32. Aí, o meu irmão me lembrou que eu tenho 33 anos, tem um mês, um mês e meio, e daí eu fiquei chocada com a informação de que eu tenho 33 anos.

Às vezes eu esqueço também, mano. Esses dias eu também tava... Quantos anos eu vou fazer, mano? 72? 73? Aí eu nasci em 93, então é em 2026. Aí eu consigo fazer uma continha mais exata ali, né? Sim, eu fiquei muito triste, mano, quando eu descobri que eu tinha 33 anos. Você não fez a piada, pô! Você não fez a piada, eu perdi, amiga! Vou ter que fazer, amiga. Vou fazer por você. Ai, faz a piada por mim, por favor. Não deixa eu esquecer. Porra, eu deixei passar. Eu sofri de burra. Sofri de burra.

E esqueci que eu tava fazendo de T3. Não, mano, depois de uma idade a gente esquece, mano, que a idade que você tá fazendo é muito louco isso, sabia? Sim, pelo menos eu servi de entretenimento pro meu irmão, porque ele deu muita risada na minha cara. Ele se divertiu horrores quando ele viu. E a minha mãe, a minha mãe que fez 60, 60 ou 61? Alguma coisa assim. Mas quando ela foi fazer 60, ela achou que ela tava fazendo 59.

E aí, eu que falei pra ela, liguei pra ela e falei pra ela, você está fazendo 60 anos e tal. Aí ela, não, 59. Falei, não, mãe, 60. Tadinha. Agora você já é uma idosa. Porque depois de 60, não, 59. Aí a gente fez a conta junto assim. Era 60 anos e ela ficou chocadaça também que ela estava fazendo 60 anos.

Entendo você, tia, fiquei sofrendo aqui Com o fato de que eu tinha feito 33 Que eu já tenho 33 Parece que eu não aproveitei, sabe? Todos esses meses, esses 4 meses aí que passou De eu ter feito 33 E eu achando que eu tava com 32 Parece que eu perdi esse tempo que me foi roubado

esse tempo. Nada! Eu fiquei tipo, como assim? Eu tenho 33 anos, não faz sentido, eu tenho 32, cara. Você perdeu quantos meses? Cinco meses de 33? É, pô. Seus 33 vai ter um pouco menos de tempo esse ano. É, complicadíssimo, complicadíssimo, tá vendo? Ah, e mesmo sem saber a nossa cidade certa, a gente ainda entra em crise. Olha como é legal, olha que bacana. Não dá pra saber, né, se é uma coisa do capitalismo ou uma coisa do ser humano mesmo.

De achar que o... Porque o tempo tá voando, mano. Tá voando. E aí me dá essa sensação de tipo, caralho, mano, tá. Eu preciso fazer o... Eu preciso. É o capitalismo. Preciso fazer alguma coisa. Preciso fazer alguma coisa. Eu preciso sentir que a minha vida tem sentido, tá ligado? Sei lá. Todo aniversário que eu faço, eu penso, caralho, eu não tô pagando meu INSS, né?

Eu falei isso pra você. Não tô pagando meu INSS. Eu não tenho dinheiro pra pagar isso. Eu preciso pagar, preciso ir lá resolver isso daí. Preciso fazer tantas coisas. Eu preciso passar em médico, fazer check-up. Porque às vezes eu fico com umas dores no coração. Todo mundo da carga de economia família. Tudo ansioso, fodido. Ai, gente. Assim.

Eu acho que até a gente podia pensar, amiga, em coisas, agora pensando eu em você, né? Pensar em coisas que a gente possa fazer agora na nossa vida, que a gente, tipo, pensou que já acabou o tempo, que já passou, que não dá pra fazer, sabe? Pra gente parar com essa pira, porque a gente é nova, porra. A gente tem tempo, sim, de fazer as coisas.

Eu vou falar uma coisa aqui pra você, que você vai ficar... Você é a pessoa que vai ficar mais brava comigo. É a pessoa que vai ficar mais brava comigo quando eu falar com isso. Eu sinto que eu não posso pintar meu cabelo de colorido.

seu cu. E é muito louco, e é muito louco que tipo assim, sou eu, tá ligado? Você, não vejo problema, não vejo tipo, nossa, as pessoas estão vendo, não vejo problema e ninguém enveia de 80 anos pintando cabelo. A coisa pra mim, tá ligado? Eu falei pra você esses dias que eu tô, que as minhas roupas me fazem sentir o Didi e eu não quero me sentir o Didi.

Tá ligado? Tipo, mano, eu tô numa fase de, tipo, eu tô velha, mas eu tô... Lembra quando a gente é adolescente? Que a gente fica, tipo, eu não sou criança mais, mas eu também não sou adulto. Eu tô nessa fase. Eu não sou velha, mas eu também não sou jovem. Você tá na vibe da música da Sandy. Dos 30.

você tá nessa vibe aí ai, para de ser besta, pinta esse cabelo porra, Mari mas é uma trava que eu tenho, não é só pintar o cabelo é tipo, roupas sei lá, tá ligado eu tenho medo de sentir que eu tô fazendo coisas que eu não ai que loucura, né, falar sobre isso é bom, tá vendo só como é bom conversar no podcast

sentindo que eu tô fazendo coisas que eu não deveria fazer com 33 anos, é, tá ligado? loucura amiga, não faz o menor sentido, não faz, entendo o raciocínio mas que nossa, que raciocínio burro não, mas não é uma coisa tipo, é uma coisa que trava mesmo, tá ligado? não sei mano, a gente tava tendo essa conversa e a Carol sobre a gente não estar mais se identificando com as roupas que a gente sim, a gente tá nessa vibe, tá ligado? com o nosso guarda-roupa, a gente não tá mais se identificando com o nosso guarda-roupa י

foda. Mas aí eu fico pensando, é as coisas que eu gosto de vestir, tá ligado? Eu gosto de vestir uma calça larga e um cropped. É isso que eu gosto de vestir. Sim. Eu me sinto bem, mas e aí? Aí não. Não, e aí não. Complicado. É embaçado, mano.

Sim, nossa, a minha maior crise com meu guarda-roupa no momento são calças. Que todas as calças que eu tenho, eu detesto. Porque assim, eu tenho algumas calçadinhas, só que eu nunca fui a pessoa de gostar de calçadinhas. Eu tinha muitas, mano. Quando eu fui arrumar meu guarda-roupa pela última vez aqui, eu tirei praticamente todas. Mas eu acho que ainda ficou umas seis calças ali.

Eu não uso, eu não uso, não uso calçadinhos. Por que que eu tenho seis calçadinhos? Se eu não uso, e era pior, porque eu acho que eu devia ter umas 15 calçadinhos. Eu não uso calçadinhos, por que que eu tenho? Quinze! Eu tenho três e eu uso pra caralho.

Porque assim, teve uma vez que eu comprei calça jeans, que eu comprei acho que umas quatro, as outras foi tudo dado, sabe? Tipo, a minha tia não quer mais, a minha mãe não quer mais. Comprada mesmo, só tinha quatro. Mas assim, por que que eu tenho tanta calça jeans? Se eu detesto calça jeans. Eu não gosto, mas eu tô muito presa.

Não, e o pior, você fica lá as coisas que você não gosta de usar e você fica se sentindo mal, porque aquelas roupas tão lá e você não gosta delas. E você olha assim e fala, caralho, mano, não tem nada a ver comigo essa roupa, tá ligado? Nossa, mano, eu tô assim com várias roupas no meu guarda-roupa. Coisas que eu não gosto, elas tão lá e eu olho assim e falo, ah, mano, não gosto dessas roupas, mano, eu tô, ah, eu sou f...

feia, aí já vai pra crise de identidade. Aí eu sou feia, aí eu tô gorda, eu não sei o que. Calma lá. Calma, meu amor. Torcedores, calma. Torcedores, calma. Sim. E isso que eu fiz, amiga, uma puta de uma limpa no meu guarda-roupa. Dessa vez que eu fui fazer essa limpa, eu fui muito mais criteriosa, porque tinha coisa assim, sabe aquela roupa? Vocês sabem, aquela roupa. Dois tipos, né?

Aquela roupa que, primeiro, ela não cabe em você, mas você vai emagrecer e ela vai caber sim. Isso aí eu já não... Faz tempo que eu já não faço isso, tá? Eu tinha algumas peças ainda nessa vibe. Faz tempo, tá, mano? Vai tomando seu cu, vou doar. Pronto, não tenho mais. E o outro tipo de roupa é... Eu não gosto muito, mas, poxa, eu comprei, aí... Ou alguém me deu. E aí tem um apego com como aquela peça apareceu na sua vida. E não porque você usa ela. Você não usa.

O apega porque alguém te deu ou porque você comprou com seu dinheiro, tinha uma peça que era assim, sabe? Ou porque quando você comprou, você achou muito lindo e aí tipo, mano, uma hora eu vou usar, porque se eu gostei no dia que eu comprei, tá ligado? Eu tenho uma calça ali, uma cargo ali, que eu usei uma vez, eu usei muito, tá ligado?

Mas eu vi ela, e ela é linda, mas ela não casa com o meu corpo, tá ligado? E é isso, e ela tá lá. Sim, eu tô numa vibe agora que eu tô afim de mandar arrumar minhas máquinas de costura, porque eu tenho duas e eu sei que costurar. Fun fact aqui.

E eu quero mandar arrumar minhas máquinas, arrumar, pra eu comprar tecido e fazer calça do jeito que eu quero. Porque também, eu não me ajudo, amiga. Eu não me ajudo, porque o que eu quero... Não, você é uma safada, mano. Você sabe costurar, você sabe o que você quer. Você é formada em moda. Tá ligado, mano? É só fazer a porra da roupa que você quer do jeito que você quer, mano.

É o segundo episódio que você vem me expor, brigar comigo de uma coisa que nem era o que eu ia falar, tá bom? Segundo episódio. Eu fico puta, mano. Eu fico puta. Por que, mano, eu não sei costurar um buraco que tá na roupa, tá ligado? E a Carol sabe que tem todo o contexto. Ela manja de tudo. Ela manja de moda. Ela manja dos bagulhos.

Vai lá amiga, fala, desculpa. Mas o que eu ia dizer é que, o que eu não tô me ajudando no momento, é que eu não quero calça apertada, isso eu sei, eu não quero ficar andando com calça apertada. E eu não quero ficar andando com calça muito social. Eu queria um meio termo. É tipo, o tecido da calça social, mas um recorte diferente que deixa um pouquinho mais estilosa. Ela fica ali naquele meio termo, entra em um negócio... E aí

despojado e o social. Eu acho calça assim? Eu não acho. Eu não acho nunca calça assim. É um tipo de calça específico que eu quero. Então eu vou ter que mandar arrumar minhas máquinas, eu vou ter que comprar tecido e eu vou ter que fazer. Porque o modelo da calça tá aqui, ó, dentro do meu cérebro. Então eu vou ter que desenhar as calças do jeito que eu quero. Comprar a caralho do tecido e fazer. E é legal demais, mano. Mas enquanto isso acontece, eu vou estar me sentindo um lixo. Não sei o que eu faço com ela, chat.

Não, não, mas fala aí, que é legal, que é legal, vai, continua aí, que eu tô sofrendo. Não, mas é muito legal, isso cai um pouco no, eu não sei se pra você, né, não sei o que você sente quando você costura e tudo mais, mas é uma coisa que a gente faz pela gente, tá ligado? Sim. Tipo, igual eu com meus desenhos, é uma coisa que eu gosto de fazer e que, igual você falou, né, vamos pensar em coisas pra gente fazer que a gente acha que tá acabando nosso tempo, não sei se a costura é uma coisa assim pra você, mas assim.

pintar, grafitar, é isso pra mim, tá ligado? Pintar também. Que é uma coisa que faz tempo que eu falo, tipo, mano, eu não vou parar, não vou parar. Eu vou continuar, não vou desistir, porque é uma coisa que eu sei que me faz bem, tá ligado? Sim. Pra mim, é fazer pintura em quadro.

Porque eu sei fazer pintura em tecido, sei desenhar, etc, etc. Mas eu nunca fiz um curso de pintura em tela. E eu sei que é muito diferente de todos os materiais que eu já trabalhei. E aí, o meu problema é que, assim, eu tenho essa vontade... Faz muitos anos, mano, muitos anos. Eu acho que desde que eu era muito novinha. Eu descobri o mundo da arte, com Van Gogh, não sei o quê. E aí, eu amo Van Gogh, inclusive essa tatuagem aqui, ó.

Deixa eu mostrar aqui pra vocês, ó. Bonito, do Van Gogh, né? Linda essa tatuagem. Lindíssima.

Mas enfim, eu tenho essa vontade de pintar quadros, mas eu sinto que já acabou o tempo pra mim, desde quando eu era nova. E que eu não tenho capacidade, mas que o que eu fizer não vai ser bom, entendeu?

Que eu não tenho talento. Talento, lembrei. Lembrei a palavra. Que eu não tenho talento pra isso. E que eu não devia nem tentar. Essa eu acho que é a maior pira. Do meu lado artístico. Eu acho que é a maior pira que eu tenho é essa. É pira, né? Não, eu entendo completamente de onde vem essa pira e tudo mais. Sei que não é uma coisa que você acredita, mas que tá aí. Mas, mano. Arte é uma parada que... Mano, eu, cê sabe, eu nunca...

Nunca tinha pintado na minha vida. E arte é uma parada que é só você começar. É só você fazer. Eu acho lindo, mano, as coisas que você faz. Não tem nada que te impeça. Não tem absolutamente nada. A única coisa que tá me impedindo sou eu mesma. Eu tenho plena consciência disso. Eu queria muito fazer um curso de pintura em tela. E parar de ser otária, sabe? Que eu faça só pra mim. Que eu não fique mostrando pros outros. Que eu guarde aqui em casa. Que, sei lá... Ok?

coisa, mas é uma coisa que eu sinto que, ai mano, já acabou o tempo, nem tenho tempo de fazer isso. Nossa, nada a ver, velho, nada a ver. Eu não tenho, é as duas piras, a maior pira eu acho que da minha vida talvez seja essa, realmente, é eu não tenho tempo e não tenho talento, então é melhor nem tentar fazer. Caralho, mano, nossa, não mano, não. Quem é o meu? Sabe uma coisa que eu faço muito com grafite que faz eu não ter essa pira?

É eu pensar quantos anos eu vou ter daqui a 10 anos e como eu vou estar pintando daqui a 10 anos.

Mano, daqui a 10 anos eu vou ter 43. Você, tipo, eu não vou ter envelhecido nada. E eu já vou ter uma carreira no grafite de 10 anos. Pensa, velho, o que é uma carreira no grafite de 10 anos, velho? Sim. É foda pra caralho. São... Tá ligado? É, são 10 dias, são 10 anos. É uma... Entendeu? Eu sempre coloco nessa perspectiva. Daqui a 10 anos, velho, 43 anos não é nada, mano. Sempre penso nisso, quando dá uma...

Ai, mano, eu não tô evoluindo, não sei o quê. Quando dá essas crises, assim, de artista, tá ligado? Eu já penso nisso, velho. Ai, vai dar uma bacana. Vamos pro próximo assunto. Você vai comprar uma telinha pequenininha.

E vai, essa é a sua tarefa de casa, Carolina. Vai comprar uma telinha pequenininha, pouquíssimas tintas e vai fazer uma coisinha. Só pra você ver. Pra você ver se é isso mesmo que você gosta, tá ligado? Que isso, claro. Não? Já, já. Não, já, já. Não, claro. Não.

Já, já, pô, que isso? É uma coisa que você quer, mulher. Eu sei. Mas é o que eu disse, é a maior pira que eu tenho, é o maior bloqueio que eu tenho. Porque todo o resto, amiga, você sabe, eu já melhorei, eu sei a qualidade do que eu faço, eu sei que eu sou boa no que eu faço e tudo mais, mas essa é a única.

pintura em tela é um bagulho que a minha mente, ela frita e eu fico muito mal. Muito mal mesmo. Que loucura, mano. É muito louco, né? É a única coisa na arte que eu sinto que eu não tenho talento, que eu sou uma inúdica, não devia nem tentar. Nossa, mano.

E é uns bagulho pesado, do jeito que eu tô falando aqui pra você. Enquanto você tava falando aí, tipo... Ai, não, porque eu vou pensar que daí eu vou estar 10 anos no grafite. E aí, tipo, era pra eu pensar também, ai, eu vou estar 10 anos pintando quadros, então vai ser muito melhor. E eu só conseguia pensar, daqui 10 anos eu vou continuar um lixo.

Que loucura, amiga. Caralho. É muito ruim essa sensação. Por que você tem isso, mano? Será que é um trauma de alguma parada? Porque não faz sentido, tá ligado? É, com certeza não. Porque, assim, realmente, é um material diferente e tudo mais. Mas, assim, é só pegar e fazer, tá ligado? Eu sei, cara. E você não precisa fazer um curso, igual você tá falando. Ai, eu não preciso queira fazer um curso. Não, mano, é só pegar e fazer. É muito louco.

chocada. Eu vou pesquisar depois aqui, um quadrinho pequenininho, enquanto que fica um quietezinho de pintura, porque pincel eu tenho aqui, né? Porque eu pinto um monte de coisa, tenho aqui. Mas eu vou dar uma olhada. É igual pintar em folha, só que com material diferente, tá ligado? Tipo... Vou pensar, vou tentar. Tenta, amiga, tenta. E muito provavelmente, eu digo aqui, ó, com 99,9% de certeza, eu vou fazer isso e eu não vou falar pra mim.

Não precisa. Só meu marido vai saber porque ele mora comigo, né? Fazer o quê? Não precisa, mano. É só pra você mesmo, tá ligado? Tipo, pira, Carolina. É muito grande essa pira, né? É um bagulho muito, muito fodido. Talvez eu queira colocar fogo no quadro depois. Aí, se tiver a notícia que pegou fogo na minha casa, você já sabe o que que foi. Não, achar que ficou uma bosta é normal, mano. Porra, você pinta na hora. Eu te falei esses dias, falei no podcast? Esses dias? Do My Name Is que eu tinha desenhado? Ah, falou no podcast.

O dial que você faz é na hora, mano Você termina e fala legal, pô, nossa, que bosta É instantâneo, velho Normal Mas, pô, você tem que fazer É, tá bom, eu puxei o negócio falando Que a gente tinha que fazer uma coisa que a gente acha Que perdeu tempo, aí eu tomei no meu cu Porque a única coisa é justamente A minha maior trava Ai, que legal, filha da puta Caralho, foda que a Carol, mano Carol tatuadora, desenha pra caralho Ah, י י י י י י י י י י י י י י י י י י י י י י י י י י י י י י י י י י י י י י י י י י י י י י י י י י י י י י י י י י י י י י י י י י י י י י י י י י י י י י י י י י י י י י י י י י י י י י י י י י י י י י י י י י י י י י י י י י י י י י י י י י י י י י י י י י י י י י י י י י י י י י י י י י י י י י י י י י י י י י י י י י י י י י י י י י י י י י י י י י י י י י י י י י י י י י י י י י י י י י י י י י י י י י י י י י י י י י י י י י י י י

Ah, tipo, dê pra lá, mulher. Levar a Carol pra pintar umas paredes aí, ela vai destravar. Sabe o que é pior? Que eu tenho muita vontade de fazer grafite. Você fez mais de boa de fazer grafite do que pintar tela. Pra mim, eu ia fazer grafite tranquilamente. Se ficasse uma bosta, não tava nem aí. Eu ia ficar feliz, porque eu ia falar, porra, tá. Muito bom. Agora, a caceta do quadro, aí é realmente... Vem pra cá, porque eu quero começar a desenhar tela também.

Você tem que vir pra cá, e a gente fica lá na loja, que agora tem um espaço enorme, e a gente fica lá pintando.

Vou, vou ter que fazer isso, amiga. Ia ser gostoso. Sim, vai ser literalmente uma terapia, né? Porque é o único trauma aí fodido que eu não consigo desbloquear. Era um maço, né? Nada a ver, mano. Bom, mas eu acho que a gente já falou bastante do meu trauma, você já comeu muito meu cu. Nossa, velho, a gente viajou, velho. Que tal eu falar de você? Qual que vai ser o seu, amiga? Amiga, mas assim, eu faço as coisas que eu gosto, tá ligado? Eu acho que o bagulho de tempo que eu fico...

aflição e tudo mais, é mais uma questão de idade, mais uma questão de... Porque eu faço todas as coisas que eu gosto. Hoje em dia eu tô 100% resolvida com as paradas que eu gosto. Terapeutizada, né? Nossa. Terapeutizada. Que delícia. Eu faço meus grafitis, eu quando eu quero tocar violão eu toco. Eu tava no apírio esses dias que eu queria tocar teclado.

Falei, nossa, porque eu tava ouvindo uma música da Ana Vitória, que eu gosto muito, que chama Cecília, e ela é toda no piano. Piano é um pouco mais difícil de eu arrumar um, né? Mas um tecladinho, eu acho que eu conseguiria destravar umas coisinhas ali, tá ligado? Sozinha, aqui em casa, assim. Mas é a pira que eu te falei, sem pretensão de, tipo...

mostrar pros outros, sei lá, só pra mim mesmo. É que nem eu tinha falado do negócio de canto, sabe? Que aí, de vez em quando... Lembro. De vez em quando, agora que, né, minha mãe não tá mais morando aqui, eu fico a maior parte do tempo só eu e os cachorros, aí eu fico cantando de vez em quando, assim. Eu gostei. Vejo uns treininhos de voz, né, pra fazer, aí eu faço, tô de boinha com isso, sabe? Mas eu acho, agora pensando em tudo que você falou aí, que já que não tem uma grande pira, assim, de tempo, talvez seja cabelo colorido. Né?

resolver a minha identidade. Ai, amiga, nossa, chegou. Oh, me deu uma frição. Oh, mano, será que é a mesma coisa que você sente com pintura? Sim, é a mesma coisa. Me dá frição, mano. Eu queria chorar aqui. É a mesma coisa. Queria encerrar a ligação, fazer parar tudo. Porque, porra, pelo amor de Deus. Oh, me deu um frio na barriga, mano. Caralho. Sim, amiga.

Eu acho que você vai ter que pintar o cabelo. Eu acho que você vai ter que vir aqui em casa. Não faz sozinha não, pelo amor de Deus. Mas você vai sim. Eu vou comprar a caceta do quadro e as tintas. Você vai pintar o seu cabelo sim. Nem que seja porra de uma mexinha. Vai sim. Meu.

Ou você, você tem duas opções Eu tenho duas opções Ou você vem aqui e eu faço Ou você vai abrir uma chamada de vídeo comigo Eu vou te ensinando coisinha por coisinha De como descolorir o seu cabelo Pra você não fazer merda no seu cabelo Eu vou aí, porque eu não tenho as moral De fazer esses bagulhos, mano, primeiramente Não

deixar pra mim aí que eu não vou fazer mesmo, tá ligado? Tem isso bom também. Realmente, aí você é... É, você vai ter, você vai ter. Você vai escolher a cor que você vai fazer. Me deu 100% de agonia, mano. Viu, vai ter que pintar o cabelo. Não precisa ser que nem eu, assim, tudo, sabe? Mas é aquele rolê das drogas leves. No começo, no comecinho, lembra que, né, eu falava que quem tinha cabelo colorido não tinha personalidade.

Certo? Certo. Então, eu queria meio que... Ui, ai, eu vou pintar só um pedacinho, mas ninguém vai ver, tá escondidinho. Ai! Então, eu pintei umas mechinhas da minha nuca. Começou assim, aí depois foi uma pontinha assim. Pera aí, deixa eu colocar na câmera que tá. Aí foi uma pontinha assim. Uhum. Aí depois foi assim. Aí depois assim. E aí, pfff, foi tudo. Então, vamos aos pouquinhos, amiga. Vamos... Ou você faz uma nuquinha. E, ó, tem um que é bem bonito, que é parecido com esse daqui que eu tô fazendo.

Não aqui na frente, né? É só aqui na lateralzinha. Ai, esse é lindo. E na nuca. Não, o loirinho, eu até já fiz, lembra que eu fiz? Não, mas isso não conta como cor fantasia. Então, é isso que eu tô falando. Isso aí é suave, tá ligado? De fazer. Isso aí eu não vejo problema. Eu digo lugar de fazer, tipo assim, você mexe aqui do cantinho e vai pra nuca. Porque daí fica um charminho, assim, quando você mexe o cabelo assim, ó. Aí aparece um coloridinho, entendeu? Assim, no meio do seu cabelo natural. Vai ter que pintar o cabelo sim.

Fala que cor que vocês gostariam de ver no meu cabelo. Vamos fazer, vamos fazer. Me deu agonia? Me deu. Mas a Carol vai pintar, então eu vou pintar também. Carol, vou pintar quadro. Eu vou pintar o quadro e você vai pintar o seu cabelo. Quer dizer, eu vou pintar o seu cabelo. Você vai vir aqui pra pintar o seu cabelo. Você vai pintar as duas coisas e vai ser você. É, é. Eu não vou fazer nada, eu vou ficar bem quieta lá. Agonia, em constante agonia. Ah, tá isso assim, ó.

E eu falando, amiga, para de se mexer. Enquanto eu faço o seu cabelo, sim. Eu acho que vai ser isso. Já se arrependeu agora de ter escolhido esse tema de episódio? Já, gente. Porque eu me arrependi. Espero que vocês tenham gostado, tá? É, é. Eu espero que vocês tenham gostado. Espero que tenha sido bom pra vocês. Espero que vocês tenham pensado em algo que deu tanta agonia. Isso foi muito uma sessão de terapia, né? Foi. Claramente uma conversa que eu teria com a minha psicóloga. Do começo ao fim do bagulho, né?

E não ironicamente, o nome da psicóloga dela era Carol. Beijo pra minha psique. Não sei se ela escuta, mas ela sempre tá curtindo as coisas do podcast. Saudades dela. Mas é, mas é claramente uma conversa que eu teria com a minha psicóloga. Que engraçado. Pois é, serviria, que loucura. Bom, aí a gente expôs uma terapia pro nosso público. Espero que vocês tenham gostado desse episódio. Espero que vocês tenham gostado, né? Eu acho que sempre tem uma... É que a gente sempre para num certo ponto, né? Nesse a gente foi com Deus, né?

Né? A gente puxou assuntos muito, muito pessoais aqui. Falamos de filho, falamos dos traumas. Não, o trauma tava de boa, o fita de boa, a roupa tava de boa. Aí começou a ir pra pintura ali, ir pra pintar o seu cabelo de colorida e fudeu. Aí ali, ali... Eu fiquei travado. Essa parte... Eu tô até com calor. Viu? Eu senti que eu fiquei meio rosadinha até aquela hora. Se fudeu também, otária.

Espero que vocês tenham gostado desse episódio, gente. Não esquece de dar like, comentar aqui. Comenta, por favor, qual que é a coisa que vocês vão ter que fazer. Que dá dor física igual deu na gente, sabe? Que faz assim, a cara rosar de nervoso só de pensar. Ai, meu Deus do céu. Conta aqui nos comentários. E a cor que eu pinto meu cabelo. Isso, e a cor também. Aí, se vocês forem fazer, se for coisas que vocês quiserem compartilhar com a gente.

Aí, tira foto quando vocês fizerem. Marca a gente lá no Instagram pra gente ver, tá bom? Um beijo e tchau.

A crise dos 30: será que estamos atrasados? #269 | COMOEUVIM POCKET | Castnews Index — Castnews Index