POCKET | Aprendendo a gostar de Rush
DIRETAMENTE DO YOUTUBE | Thiago Cardim diz: "Eu era essa pessoa que não gostava de Rush. Aliás, uma pessoa que não gostava de rock progressivo como um todo. Pô, eu até dormi no meio de um solo do Neil Peart. Até que algumas coisas começaram a acontecer na minha vida e eu, digamos, comecei a enxergar (e ouvir) os caras com outros olhos (e ouvidos). Eu conto um pouco dessa história bem aqui......tudo isso num vídeo que fala também de Dream Theater, Edguy, Blind Guardian e Europe, entre outros. Né...?"
Thiago Cardim
- Músicas Favoritas do Rush· CulturaRush·Working Man·Fly by Night·Limelight·Nobody's Hero·Witch Hunt·Red Sector A·Europe
- Rush· EntretenimentoRush·Tom Sawyer·Closer to the Heart·Profissão Perigo·Geddy Lee·Alex Lifeson·Neil Peart
- Redescobrindo Rush com a esposa· EntretenimentoRush·Gabi·Simulacra·Tom Sawyer·Einstein's Seal·Geddy Lee Asks: Are Bass Players Human Too?
- Dificuldade com Rock Progressivo· CulturaRush·Dream Theater·Virtuosismo excessivo·Tamanho exagerado de músicas·Pedantismo de fãs e músicos
- Experiência com Dream Theater· CulturaDream Theater·Mike Portnoy·Especialista em música
- Turnê Rush Brasil· EntretenimentoRush·50th Something Tour·Geddy Lee·Alex Lifeson·Neil Peart·Anika Niles·Lauren Gold
- Show do Rush· CulturaRush·Vapor Trails Tour·Neil Peart·Solo de bateria
Momentos de Bezila, as suas dicas de filmes, séries, quadrinhos e discos. Oi, minha gente, Momentos de Bezila voltando aqui nas ondas do YouTube do Imagina Se Pega no Olho. Ou sei lá se você está escutando esse áudio depois lá no feed de áudio de podcast do Imagina Se Pega no Olho, que a gente tem publicado os áudios desses vídeos aqui mais curtinhos. Como edições pocket, para que você não fique com saudade entre um episódio e outro do Imagina, Pega no Olho.
Tem uma semana, tem uma edição pocket. Obviamente vocês que acompanham a gente em outras plataformas já perceberam isso, né? Então estão lá à disposição para que vocês relembrem um pouco das conversas que a gente anda tendo aqui no YouTube em formato áudio. Ou se você não é de YouTube, é só de podcast, de repente você escuta a gente falando. Então Seja no YouTube, seja no Spotify, no Deezer, sei lá onde diabos você escute, sabe que você está conosco mais uma vez.
Muito obrigado pela sua audiência, não importa se áudio, vídeo, os dois, tanto faz. Eu quis falar aqui um pouquinho sobre consciência social. Vou tirar um cílio do meu óculos. Eu quis falar aqui um pouquinho a respeito de uma banda que é engraçado, muita gente tem a sensação de que eu adoro, e as pessoas realmente se surpreendem quando elas descobrem que eu não gosto, ou não gostava. Talvez tenhamos uma mudança no meio do caminho.
Obviamente você deu o play aqui, você já deve ter visto a thumb do vídeo. Sem muito mistério, estou falando do Rush, que é o trio canadense clássico de gigantes do rock progressivo. Enfim, e deixa eu só fazer o disclaimer antes, mais até do que só o Rush em si, eu vou falar do Rush especificamente porque tem algumas particularidades aqui, mas Olhando mais para cima, de um jeito mais macro, apesar de ser um cara que gosta de rock, apesar de ser um cara que tá de alguma forma envolvido direto ou indiretamente com a cena, né, do rock, do punk, do metal, e por aí vai, né, eu sou um cara que sempre teve muita dificuldade com o rock progressivo.
Isso inclui também o metal progressivo, tá. É por isso que algumas das bandas de metal espadinha, power metal, metal melódico, quero que seja, quando elas começam a fazer talvez flertes um pouco mais intensos com o rock progressivo, confesso que eu fico meio de bode. Não é tudo, não são todos os elementos do rock progressivo que eu tenho bode, Mas de qualquer forma, alguma coisa não se conecta comigo, tá? Talvez o excesso de virtuosismo, talvez o, às vezes, o tamanho exagerado de algumas músicas, talvez inclusive o pedantismo de alguns integrantes de bandas e de alguns fãs, inclusive, que costumam dizer que se você não gosta de rock progressivo, que é o mais próximo que o rock se aproximaria da música clássica, você não é um bom ouvinte de música, não entende de rock de verdade, blá blá blá blá blá blá blá blá blá.
Olha só, Aliás, eu, antes até de voltar ao assunto Rush, deixa eu fazer um parênteses aqui. Recentemente, quando o Dream Theater esteve no Brasil, rolou um papo que me deixou de bode tremendo assim, tremendo. Mas rolou um papo de que você só poderia dizer que não gosta do Dream Theater se você de fato é um especialista na banda. Porque se você tá falando que você não gosta, é sinal de que você não conhece direito a banda, você não ouviu como deveria ser ouvido, porque é como um vinho que se aprecia com calma e com tranquilidade, e que blá blá blá blá blá blá blá blá blá.
Bullshit, como dizem os americanos. Porra nenhuma, como a gente diz aqui no Brasil, tá? Não gosto da banda, acho a banda chata, tá? Acho a banda chata, acho quase como se fosse uma aula de matemática em formato de música, portanto chato, tá? Gosto do Mike Portnoy, passei a gostar. Aliás, gosto não, passei a gostar do Mike Portnoy, do batera, por acompanhar os trabalhos dele em outras bandas, né? Ou seja, o cara, eu acho que um cara, putz, foi lá, tocou com Twisted Sister, tocou com Avenging Sevenfold, lançou o Winer Dogs, que é uma banda sensacional.
Enfim, beleza. Mas eu acho a banda como um todo, acho que a produção, e já ouvi coisa para caralho, tá? Então assim, não vem me dizer que eu não, desculpa, vou mandar modéstia bem para casa do caralho, que eu sou jornalista especializado em música, em especial rock e metal no particular, já tem mais de 20 anos. Vou cagar uma regra aqui, falar o seguinte: ouvi tudo que eu poderia ter ouvido de Dream Theater, continuo ouvindo inclusive os discos que eles lançam, tá?
Continuo escutando discos que eles lançam, tem uma coisa ali, outra aqui que eu até gosto, não sei o quê, mas no geral não me agrada, ponto. Porque eu não entendo de música, não sei apreciar, não, eu simplesmente Não gosto, tenho direito de não gostar, assim como qualquer pessoa no mundo tem direito de não gostar do Desdentíter, assim como tem um monte de gente que não gosta de bandas que eu adoro. Eu amo Ed Gein, como já falei aqui neste canal, inclusive eu sei de um monte de gente que não gosta.
O que isso muda na minha vida? Nada, eu vou continuar gostando da banda. Olha só que demais, não mudou nada. O fato de ter pessoas que não gostam de uma banda que eu gosto não muda porra nenhuma na minha vida. Eu continuo escutando. Legal, ótimo. Acabei o parênteses, tá? Enfim, parênteses longo, mas acabei o parênteses. Sobre o Rush em específico, muita gente sempre achou que fosse uma banda do meu agrado porque os 3 caras são 3 nerdões, são 3 caras super simpáticos, super divertidos, foram sempre super solícitos.
Entrevistas que eles dão, ou quando eles têm encontros com fãs, todo mundo diz que eles são caras super queridos e tal. Muito diferente, de novo, deste perfil do músico de rock progressivo que por vezes beira o insuportável, como é o caso, sei lá, de um Wing Malmsteen da vida. Enfim, E eu entendo, mas a música não falava comigo, para exceção de duas músicas, duas faixas. Uma delas, obviamente vocês sabem qual eu vou dizer, Tom Sawyer, que conversava comigo por conta do meu momento infância, pré-adolescência, assistindo Profissão Perigo aqui no Brasil, né?
Para quem não se lembra, Tom Sawyer foi a música escolhida, a Globo quando exibiu Profissão Perigo, a série do MacGyver, né, aqui no Brasil eles optaram por tirar a música de abertura original, que é um instrumental apenas tão somente, e colocaram Tom Sawyer do Rush. Nunca soube por quê. Inclusive é o tipo de coisa que eu adoraria poder perguntar para alguém dentro da Rede Globo para tentar descobrir a razão, né, deles terem escolhido essa música.
E eu gostava muito de Closer to the Heart, uma baladinha gostosa, tal, não sei o quê, sempre, sempre voltava aos meus ouvidos e eu acabei ficando com ela no coração, assim, closer to the heart. Enfim, trabalhando com música na finada, no finado portal AOL, América Online Brasil, eu cheguei a ir cobrir um show do Rush, inclusive, em novembro de 2002. Vou até checar a data aqui, que era a turnê do Vapor Trails. Eles tocaram no Morumbi e eu fui cobrir esse show, cobrir, né, fui lá e aí escrevi a crítica e tudo mais, né.
E tive a chance de entrevistar o Ged Lee e o Alex Lifeson. O Newport não era feito entrevistas, a gente sabe disso. Então ele não participou. A entrevista em si foi, infelizmente, essa entrevista ela foi gravada em vídeo também. É meio mídia perdida depois que a UOL aqui no Brasil acabou. Teve muito pouca coisa que eu consegui salvar. Tiveram algumas coisas que eu salvei no meu canal, no meu canal, né, no YouTube, que estão lá, enfim, abertas, mas que eu salvei meio para portfólio.
Mas teve muita coisa que eu perdi no meio do caminho, e essa entrevista é uma delas. Mas a lembrança que eu tenho é que a entrevista foi muito boa, muito, muito legal, muito legal de verdade. Mas lembrem-se, vamos fazer matemática aqui, né? A entrevista aconteceu em 2002, portanto 24 fucking anos atrás. Significa que eu era uma pessoa que tinha meus 20 e poucos anos de idade. Importante. Tudo bem, mas ainda assim foi muito legal a entrevista.
Eles foram super simpáticos. Eu lembro de ter dado muita— foi uma entrevista curta assim, né? Essas entrevistas que são, sei lá, eles dão uns intervalos de tempo para gente de 10 minutos, né, 15 minutos e tal. Assim, foi isso que eu tive, e ainda assim foi muito legal. Eles falaram sobre o Brasil, tal, sobre gostarem de voltar para ficar aqui, que o público é bem empolgado, não sei o quê. Isso foi na manhã do show. O show não tinha acontecido ainda.
Corta para noite, fui assistir o show tal. E aí tem um detalhe que eu conto e eu sei que causa espanto em algumas pessoas, fãs do Rush principalmente, óbvio. A minha esposa, que é fã, Dona Gabi, ela se sente indignada. Já foi motivo até de questionamentos domésticos a respeito disso, que é eu dormir no meio do solo de bateria do Newport. É verdade, gente, não tô mentindo. Ah, é o punk metaleiro que tá aí no fim das contas falando isso só para se fazer.
Não, não, sério, eu dormi mesmo. Achei, tava achando o solo, o solo demorou longos 10 minutos assim, eu tava achando o solo de fato longo. Enquanto eu tava vendo todos aqueles fãs fazendo air drums acompanhando ele, Levemos em consideração o contexto, levemos em consideração que na época eu morava em Santos e trabalhava em São Paulo. Santos, para quem não é daqui, é uma cidade litorânea que fica a cerca de 1 hora e meia de São Paulo, e eu tinha que subir a serra, portanto, né, para trabalhar.
Isso significa na prática que eu acordava de manhã todos os dias lá por volta de umas 5 da manhã para chegar aqui em São Paulo às 7 da manhã e voltar para casa no final do dia, 5 da tarde, 6 da tarde. Obviamente esse dia teve o show, eu não voltei, voltei muito depois, né, casa. Perdi o ônibus fretado, tive que dar outro jeito para voltar para casa. Enfim, então chegava um determinado horário, eu tava realmente cansado. E aí isso teve algum impacto, confesso, tá?
Mas sim, dormi pouco, assumo aqui, tá? É engraçado porque conforme os anos foram passando, eu passei a ter mais contato com o rush, a ponto de eu começar a pensar Acho que talvez fosse bom dar uma chance para banda, principalmente depois que eu casei com a Gabi, que é uma pessoa que gosta da banda. E geralmente quando a gente tava aqui em casa, sei lá, fazendo faxina, aquela história, a gente vive com música, né? Eu e ela, a gente vive com música, a gente toca música em tudo que é momento, né?
Então para fazer faxina, para, sei lá, que a gente tá cozinhando, enfim. A gente tá sempre cercado de música e as nossas playlists em conjunto, às vezes tem uma playlist minha, às vezes uma playlist dela, às vezes uma playlist em conjunto. E geralmente quando tinha uma coisa assim, pintava uma faixa do Rush. E geralmente não era as faixas que eu tava acostumado a escutar, né, porque eu ouvi bastante, mas não continuei ouvindo.
Então na verdade eu acabei não ficando habituado a determinadas músicas, né, fora as mais padrão. Mas quando a gente casou, e aí a gente começou a conversar e, né, e trocar ideia sobre música, e aí, né, um pouco das coisas que eu ouço começou a entrar nas playlists dela, um pouco das coisas que ela ouve começou a entrar nas minhas. Aí, em um determinado momento, eu comecei a falar, será Corta para Gabi na banda dela, na Simulaicra, que ela tem uma banda, né, de covers que toca principalmente anos 80, né.
Eles começaram a tocar Tom Sawyer e começaram a tocar Einstein's Seal. Que é uma música que eu tinha ouvido, sei lá, duas vezes na vida antes disso, era muito Não me chamou atenção, óbvio, tem o mesmo nome de uma música do Blind Guardian, In the Iron Hill. Mas fui nos ensaios, comecei a escutar, pois ao vivo comecei a escutar, e aquilo começou a me agradar. Legal, é boa essa música, hein? Gostei. Ou seja, já amplia um pouco os horizontes.
Aí a gente foi assistir junto uma série chamada Ged Lee Asks: Are Bass Players Human Too? Basicamente, Ged Lee pergunta: os baixistas são seres humanos também? Que é basicamente ele indo visitar 4 grandes baixistas em seus habitats naturais, conversando com eles sobre o instrumento, sobre a profissão, sobre a vida, sobre o que eles fazem quando não estão tocando, consumindo, compondo música. Série tá no Paramount Plus, inclusive, no serviço de streaming.
Ele vai na casa do Krist Novoselic, do Nirvana, da Melissa Auf der Maur, que era do Hole, tocou no Smashing Pumpkins também e tal, do Robert Trujillo, do Metallica, e do Les Claypool, do Primus. Tá, e cara, a série é muito legal. E vendo aquele cara, aquele velhinho simpático, gente boa, o Gedley, fazendo as entrevistas e se, meu, totalmente despido da postura de rockstar. Não que os três tivessem aquela coisa do que a gente entende como rockstar, de fato o Rush nunca teve, né, você não enxerga isso nele.
Aquilo começou a me bater um pouco. E aí, quando eles anunciaram recentemente o show que eles vão fazer em 2027, agora celebração dos 50 e poucos anos deles, né, de carreira, e uma celebração também à memória do Neil Peart, já falecido, eu conversei com a Gabi e conversei também com o queridíssimo Rato. Que é o nosso mestre de RPG, já esteve conosco no Imagina Se Pega no Olho falando de RPG, enfim. Já foi entrevistado no Imagina Se Pega no Ouvido, né, também no nosso podcast de música especificamente.
Vez por outra ele é um frequentador assíduo de shows em São Paulo, vez por outra tem vídeos que ele faz para gente captando pequenos trechos de shows para mandar para a gente colocar nas nossas redes lá, tal, enfim. Muito bem. Eu pedi para os dois então algumas indicações de músicas do Rush que eles gostavam, mais do que eu ir lá ouvir a discografia inteira outra vez, né? Eu já escutei em algum momento, mas escutei meio chutado assim, né?
Tipo, quase me sentindo obrigado quando eu tava fazendo o estudo para a cobertura do show 20 anos atrás. Mais do que isso, mais do que, ah, vou lá escutar à torta e à direita, não. Músicas que vocês gostam, músicas que eu sei que vocês curtem, que de alguma forma tocam vocês. E eu montei uma playlist que inclusive vou deixar o link aqui na descrição do vídeo, caso tenha alguma pessoa como eu que está aprendendo a gostar de Rush.
Mas eu vou ter uma playlist E fui escutando e confesso que teve muita coisa que eu gostei, para além das músicas que eu já ouvia e já conhecia, tá? Mas eu confesso que tiveram músicas que eu curti bastante, mais até do que eu imaginaria curtir, para ser total e completamente honesto com vocês. Vou falar um pouquinho de 5 delas, talvez as 5 músicas que eu mais tenha gostado dessa playlist. Essa playlist tem umas 20 e poucas, quase 30 músicas.
Vou falar para vocês pelo menos 5 músicas que eu curti bastante. Bom, vamos começar por Working Man. Working Man é um hardão, hein? É um hardão belíssimo, inclusive. É a música que é do disco homônimo, né, de estreia deles, ainda sem o Neil Peart, inclusive, que foi uma música que ajudou a tornar a banda popular nos Estados Unidos, né, para além do Canadá. Olha, sim, ela é pesada, corpulenta, bacana, e ainda assim grudenta, né?
Acho que é. E eu sei que a música historicamente teve também, ressoou nos ouvidos e no coração da classe trabalhadora, tal qual acontece até hoje com o The Boss, também conhecido como Bruce Springsteen, ou ao contrário, enfim. Eles, essa música ajudou a conversar com a classe trabalhadora americana, e por isso que a banda acabou ganhando tração nas rádios rock, e o resto é história, né? A outra música, que talvez seja a música que eu gostei, elas são na ordem aqui, tá na ordem que estavam na playlist inclusive, mas essa talvez tenha sido a música que eu mais gostei.
Fora as que eu já conhecia, né, essa aqui eu não lembrava dela, que é Fly by Night, a faixa título do disco, que é bem, ela é melódica para caramba, mas ao mesmo tempo ela é bem ardida assim, é bem, sabe, tem uma dureza, uma espinheza e tal, um peso que eu acredito Eu nem cheguei a procurar, tá? Se vocês se lembrarem, inclusive falem aí nos comentários. Mas eu honestamente acho que é uma banda, que uma banda, uma música que tranquilamente podia se transformar num cover de uma banda de metal.
Tranquilamente uma banda de metal fazer uma versão dessa música, meu, construção estrutural, construção da música tá na medida certa para botar ainda mais peso e virar um negócio Até cabeça legal, bonito. A terceira aqui é Limelight, que é do Moving Pictures. É um disco dos anos 80, então acho que o Rush ali tava talvez quase como um reflexo do que eram os anos 80, né? Tem uma guitarrona bem pontuda, assim, bem firme, mas no fim da pontuda eu falei: olha aí, hein, cuidado.
Mas consegue carregar uma doçura melódica barra melancólica, saca? É uma música que fala sobre, né, o não querer na verdade se entregar a esses excessos da fama, né, desse típico perfil do rockstar, que inclusive vinha ganhando corpo no período em que saiu esse disco, né? Ou seja, só lembrar, óbvio, de toda a magnitude, o tamanho que ganhou ali toda a cena do rock glam barra farofa, como queira chamar, ali da Sunset Strip, né, em Los Angeles e tal.
Então, com os laques e calças de tigrinho, que eu adoro, veja, não É esse ponto, tá? Mas que obviamente era uma coisa que é um tipo de rock e um tipo de cena muito ligado aos excessos, né? Nunca a tríade sexo, drogas e rock and roll esteve tão em alta, talvez mais até do que nos anos 70, veja só, do que nessa década, nesse período específico. Então, né, nesse recorte, aliás, específico Então eu acho que a música falava um pouco sobre isso.
Então por isso que a música soa até um pouco melancólica, mas a música é bem bonita, bem bonita mesmo. Aí a gente tem Nobody's Hero do Counterparts, de 93, ou seja, já é de uma década para frente. Essa música eu não conhecia de fato, e engraçado que eu me lembrei dela Aliás, me lembra, me conectei com ela de imediato assim por causa do nome, porque a música tem o mesmo nome de uma música do Edguy, que é um hardão assim bem anos 80 e tal, que não é o caso dessa música, né?
Essa música, no fim das contas, é um rocão, rocão bem bonito, bem vistoso, corpulento e elegante, justamente soando talvez como uma contraparte aí com perdão do trocadilho, né, o nome do disco e tal, mas soando talvez como uma contraparte absolutamente— poderia estar de alguma forma conectada, mas falava de forma diferente com aquele tipo de rock mais cru, mais básico que a gente vinha ganhando, vinha vendo, né, ganhar forma ali a partir do comecinho dos anos 90 até a metade dos anos 90 e tal, com o grunge.
É aquele rock já mais despido dos exageros, aquele rock que já tendia a conversar mais com o punk, inclusive. E aí acho que aqui talvez possa soar como uma espécie de resposta. Enfim, não o tema da música. O tema da música é uma outra questão, tem a ver com um assassinato, enfim, acho, de uma garota, né? Mas acho que aqui vale essa reflexão em termos de som, né? E aí, por último, uma música que eu acho que é o Rush flertando com o metal, metal mesmo, que é o Witch Hunt, que também é do Moving Pictures, que é uma música super climática, uma coisa meio climão de filme de terror assim, né?
Tem até uma pegada meio Doom, eu diria assim, no começo pelo menos. Pã, pã, sabe? E aí ela vai ganhando esse volume, ganhando essa força ao longo da música, mas sempre parecendo de novo uma trilha de filme de terror assim, meio uma coisa sombria, meio setentista, sabe? Sei lá se não é uma canção que eu não imaginaria, por exemplo, um Kendall Mars da vida, por exemplo, tocando. Tem uma curiosidade, tem uma bônus track aqui. Vou roubar no jogo, tem uma bônus track, mas é uma curiosidade que é: tem uma música em específico que ficou uma coisa, ser um negócio tão específico que vocês vão fazer e vão querer até ouvir a música para ver se eu não tô pirando aqui.
Mas tem uma música que é do Grace Under Pressure que é o disco de 84, chamada Red Sector A. Essa música, ao longo da música, o tempo todo nunca tinha passado pela minha cabeça. Já tinha ouvido a música antes, mas ouvindo agora com ela, com atenção devida, confesso que em um certo momento— e meu, pouco antes de gravar esse vídeo, escutei a música mais uma vez para ver se essa sensação continuava batendo, e continuava batendo, enfim.
Até agora é uma música que eu escuto, eu imagino o Europe tocando, mas não Europe do The Final Countdown, tá? Sim, se você não conhece o Europe para além do The Final Countdown, deveria. Não que Final Countdown seja uma música ruim ou disco seja um disco ruim, pelo contrário, aliás, é um discaço fodido, tá fazendo 40 anos inclusive esse ano, escutem. Mas Eu acho que é um quase como o Europe pós anos 2000. Quem escutou o Europe a partir do Secret Society sabe exatamente a que eu estou me referindo, né?
Eu muito imaginei o Europe tocando essa música de verdade mesmo. Red Sector A. Se alguém fã do Europe tá escutando isso, faça um favor de me dizer se eu não tô ficando doido. Muito bem. Bom, além disso, é importante ressaltar que o Rush volta ano que vem ao Brasil. Isso não é uma publi, tá? Gostaria que fosse, eu faria com o maior prazer do mundo. Se inclusive a empresa tá trazendo o Rush para cá, quiser usar esse vídeo como ferramenta promocional, fique absolutamente à vontade, tá?
Porque enfim, Se fosse uma banda que eu odeio, não seria possível. Mas definitivamente já não é tanto o caso assim, já é uma banda que eu passo, posso dizer agora que eu tenho um olhar um pouco mais simpático, carinhoso, digamos assim. Mas lembrando que em janeiro e fevereiro de 2027 eles vão estar aqui no Brasil de volta. É uma turnê que vai passar por Curitiba, São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Brasília. É a 50th Something Tour.
E o Guedlin e o Aleph Slavson, eles vão estar na verdade acompanhados pela Anika Niles, que é a baterista. Ela já tocou como baterista da banda solo do Jeff Beck. E tem também um outro integrante que passa a ser um integrante da banda, ou seja, a banda não é mais um trio, vai ser de fato um quarteto, porque vai ter um tecladista, né? E para o Rush, quem escuta os sons deles, principalmente ali anos 70 e 80, sabe que o teclado é uma coisa bem presente, né, que estava presente ou de forma mecânica ou de forma oculta, né?
Ou seja, tinha um tecladista, mas tecladista ali meio escondido, quase como músico de suporte. Aqui não, ou seja, é um músico que de fato tem o nome nos créditos do show. A gente tá falando do Lauren Gold, que vinha tocando com o The Who, né, nessa atual formação, e também na banda solo do Roger Daltrey, tá? Então, só recapitulando aqui para você que ainda não foi atrás dos ingressos: 22 de janeiro, Curitiba, na Arena da Baixada. 24 de janeiro, no Allianz Parque aqui em São Paulo.
Essa primeira data já está esgotada. Dia 26 de janeiro também no Allianz aqui em São Paulo. Aí dia 30 de janeiro no Estádio Nilton Santos, Engenhão, lá no Rio. Dia 1º de fevereiro no Mineirão em Belo Horizonte. E dia 4 de fevereiro na Arena Mané Garrincha lá em Brasília. É isso, minha gente, queria compartilhar um pouco com vocês essa minha experiência de aprender a gostar do Rush, redescobrir o Rush, enfim, perder um pouco do ranço com o Rush, o ranço do rock progressivo como um todo, que eu acabei instaurando como parte, né, da minha relação com a banda.
E que eu posso enxergar talvez até menos como uma banda de rock progressivo, ponto. Como uma banda que de alguma forma faz rock progressivo, mas não só. Enfim, espero que vocês tenham gostado. Se gostou, deixa o like no vídeo. Se não gostou, deixa o dislike, tá tudo bem também. Deixa sua opinião aí nos comentários. Qual é sua relação com a banda? Gosta? Não gosta? Quais são suas músicas favoritas? Seus discos os discos que você acha que eu deveria ouvir, músicas que eu deveria colocar na playlist.
Veja só, óbvio, compartilha esse vídeo com o máximo de pessoas que você conseguir, se inscreva no canal para não perder nenhuma atualização dos vídeos maiores, os vídeos mais curtos, os nossos episódios dos podcasts que entram aqui também. E por favor, por favor, Além do link da playlist, né, que eu falei agora, aqui nos nossos, na descrição do vídeo vai ter também o link da nossa lojinha, tá, que é uma loja da Amazon feita especificamente por mim e pela Gabi.
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