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Ninguém se Parece com Jesus Sozinho - Washington Jr

04 de maio de 20261h7min
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A fé cristã não foi projetada para o isolamento, mas para a vida em comunidade, nos relacionamentos, no serviço e na construção de vínculos reais. É nesse ambiente que somos formados, confrontados, encorajados e transformados. Quando nos reunimos, participamos de algo maior do que nós mesmos: um só corpo, onde cada pessoa tem um papel e todos pertencem uns aos outros.
Assuntos8
  • Se parecer com JesusPropósito divino para semelhança com Jesus · Semelhança física vs. semelhança de caráter · Ideias erradas sobre o processo de semelhança · Download divino · Prova de resistência · Delivery espiritual · Chamado para andar com Jesus
  • Comunidade e RelacionamentosA importância da comunidade na formação cristã · O corpo de Cristo e a interdependência dos membros · Superando o individualismo e o egoísmo relacional · Vulnerabilidade e confiança nas relações · Relações utilitaristas vs. relações de serviço · Intolerância ao desconforto e frustração
  • Práticas ComunitáriasCultuar em comunidade · Participar de um pequeno grupo · Servir com dedicação
  • Pequenos GruposOportunidade para crescimento pessoal e estudo bíblico · Desafios de amar pessoas difíceis e a decisão de amar · Práticas dentro do grupo: intercessão, hospitalidade, confissão, confronto · A importância da confissão de fraquezas para cura e encorajamento · O confronto como oportunidade de aprendizado e partilha · Histórias de vida e celebração no pequeno grupo
  • Culto em ComunidadeEncorajamento mútuo e fortalecimento da fé · A igreja como lugar de abastecimento espiritual · A importância de não se reunir socialmente, mas espiritualmente · O culto como preparação para o encontro eterno com Deus · Deus falando através de outras pessoas · Superando o medo e a vergonha de participar
  • Servir com DedicaçãoSuperando a preguiça e o desânimo no serviço · O serviço como testemunho do evangelho · Jesus como exemplo de servo · Oportunidades de serviço na igreja
  • Egoísmo e HumildadeNão se considerar melhor do que realmente é · Avaliação honesta de si mesmo · A fé como medida da autoavaliação · A igualdade em Cristo, independentemente de origem ou status
  • O Plano de Deus para a Formação do CaráterDeus tem um plano antigo e maior para cada seguidor · O processo de se parecer com Jesus é lento e profundo · A igreja como instrumento de Deus para a formação · As dificuldades como instrumentos de Deus
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E aí

Bom dia, seja muito bem-vindo à Rede, que alegria te ter aqui pela manhã, esse domingo foi tão aguardado por nós, te receber aqui é uma alegria, é o motivo da nossa oração, viu? Nós queremos que ninguém se aproxima de Deus sem que o próprio Deus tenha decidido se aproximar dessa pessoa, então eu queria que você se desse conta, o que está acontecendo aqui é um milagre, estarmos juntos é um presente de Deus, então muito bom dia para você.

Se você não me conhece, sou o Washington, um dos pastores aqui da Rede. E nós estamos, desde semana passada, nessa série que chamamos Parecidos com Jesus. Vocês acharam os atores parecidos uns com os outros aqui?

Eu espero que sim. Se você acha que é mais parecido com alguém do que algum dos atores da nossa igreja que apareceram aqui, dê o seu nome lá no hall, tá bom? Nós estamos ainda atrás de pessoas que se parecem umas com as outras, especialmente os carecas, de dia em quando eles se parecem. Foi mal, foi uma piada. Muito bem.

Semana passada nós aprendemos que Deus tem um plano para nós, que ser um seguidor de Jesus não é um tipo de vida que te lança num abismo para que você tenha que descobrir por si mesmo para que você existe. Esse é um tema do nosso tempo, né? Descubra o seu propósito e quando você o descobrir a sua vida fará sentido.

E a gente percebeu que ser parecido com Jesus é o propósito de Deus para nós. Então, o tema da nossa mensagem, da nossa série, se baseia nessa verdade que o apóstolo Paulo escreveu aos romanos, capítulo 8, verso 29, que diz o seguinte, Deus...

Pois Deus conheceu de antemão os seus e os predestinou para se tornarem semelhantes à imagem de seu filho, a fim de que ele fosse o primeiro entre muitos irmãos. Então essa é uma boa notícia. O seguidor de Jesus descobriu, quando conheceu a Jesus, que Deus tem um plano muito mais antigo, muito maior para cada um.

de nós, para cada um dos seus seguidores. Plano esse, fazer com que a gente se pareça com Jesus. Por isso, tudo que nós fazemos como igreja, tudo que nós queremos que você conheça sobre Deus, tudo que nós somos, na verdade, é para que a gente se pareça com Jesus e vivamos esse processo de se parecer com Ele. É óbvio...

que isso não tem necessariamente a ver com uma semelhança física. Tem algumas pessoas aqui na igreja que estão tentando se parecer com Jesus fisicamente, deixando o cabelo e a barba crescer. E por mais que isso funcione nos nossos teatros, se parecer com Jesus é mais do que isso.

É andar como Jesus, é falar como Jesus, é agir e reagir como Jesus. E essa série, ela existe na nossa história desde semana passada até semana que vem para nos ajudar a se parecer com Jesus. Mas eu queria, desta vez, começar o nosso papo te fazendo essa pergunta. Como você...

acha que alguém se torna parecido com Jesus. Nós estamos descobrindo esse processo de se parecer com Jesus, mas deixa eu te perguntar uma coisa. O que você aprendeu sobre isso? Se você está aqui pela primeira vez, ou se você é um cristão há muito tempo, todos nós temos alguma ideia de como se tornar parecido com Jesus. Eu queria que você se desse conta da sua ideia. Você tem uma resposta organizada para essa pergunta?

Como alguém se torna parecido com Jesus? Eu queria que você se desse conta que nós, independente da nossa origem, independente das igrejas pelas quais passamos, independente da criação, educação religiosa que nós tivemos, a gente tem alguma ideia do que é se parecer com Jesus ou como se parecer com Ele. E eu reuni aqui algumas ideias erradas, mas que talvez, talvez...

permeiem a sua maneira de pensar esse processo de se parecer com Jesus. A primeira ideia é o download divino. O que seria isso? Seria aquela expectativa de que talvez em algum dia...

O sinal da internet entra, pareia o Bluetooth e Deus faz um download das virtudes de Jesus no seu coração. Você já foi, de alguma maneira, ensinado a esperar esse momento? Um download divino? Você fica lá na internet de escada, né? Quem é da época da internet de escada?

Já acusa a idade. Eu me lembro quando eu entrava na internet depois da meia-noite, porque era mais barato e funcionava melhor. E aí a gente esperava, o download demorava pra caramba. Mas muitas pessoas acreditam que se parecer com Jesus é uma espécie de download. Que é, você pede pra Deus e em algum momento encaixa. E aí Jesus entra na sua vida. Tem algumas pessoas que acham que esse download acontece no alto de uma montanha.

Tem umas pessoas que acham que esse download acontece num quarto com a porta fechada. Tem pessoas que acham que esse download acontece numa oração forte de uma irmã com o cabelo amarrado no coque.

Eu não sei por onde você passou, mas muitos de nós, quando olhamos para dentro de nós mesmos, para a nossa história, a gente parece que espera aquele dia, da noite para o dia, onde depois da oração, ou naquele sermão que um pastor pregou, que falou diretamente com a gente, pronto, a vida nunca mais foi a mesma. A gente...

Espera que isso acontecesse vez ou outra. Você também é assim? Eu não sei, quando a gente erra de novo, quando a gente vem para um culto com tanta gente, existe uma certa expectativa que hoje de manhã, uma certa expectativa de algumas pessoas, que hoje de manhã aconteça um download divino.

Que você escute uma palavra de Deus que vai de encontro à sua necessidade. E se isso acontecer, agora você vai parar de fumar, agora você vai parar de beber, agora você vai parar de falar os palavrões que de vez em quando escorregam e saem. Você vai começar a amar mais a sua esposa. Tem muita esposa acreditando que trazer o marido para a igreja é expô-lo a possibilidade de um download para mudar o software, para ver se ele funciona diferente.

Os maridos também desejam isso vez ou outra. Mas deixa eu te frustrar um pouquinho. O processo de se parecer com Jesus não é tão imediato como um download de velocidade de internet na fibra ótica. Se parecer com Jesus é um pouco mais lento, na verdade, muito mais lento do que isso.

Outras pessoas acreditam que se parecer com Jesus talvez seja mais ou menos uma prova de resistência. Tipo assim, Jesus veio e salvou a gente, ele é o nosso salvador, perdoou os nossos pecados e agora nos deu uma nova vida. E pensar o processo de parecer com Jesus como uma prova de resistência é esperar, é entender a vida com Jesus como se ele estivesse lá na linha de chegada.

de uma grande prova de resistência, dizendo assim, vai lá filhão, você consegue, não desiste. E aí a gente vai domingo após domingo na igreja, aí a gente lê a Bíblia, a gente vai para uma escola, aprende teologia, a gente erra, a gente cai, mas no final, se parecer com Jesus, é alguma coisa que depende exclusivamente da nossa força de vontade. E o que Jesus pode fazer? Bom, ele já fez muito, ele já nos salvou, agora ele fica lá na linha de chegada esperando a gente chegar.

E, como toda prova de resistência, tem muita gente que começa bem, mas cai ao longo do caminho e a gente morre de medo de ser uma dessas pessoas. Quando eu penso em prova de resistência, eu lembro daquelas provas de resistência do SBT, do Silvio Santos, lembra? Com aqueles...

Aquelas coisas ficavam girando e as pessoas tentando sobreviver aos embates da vida. Parece que tem muita gente que acredita que a vida cristã é mais ou menos aquilo. Praticamente impossível chegar, mas Jesus acredita no nosso potencial. É assim que você pensa que a gente se parece com Jesus? Uma prova de resistência onde ele coroará os vencedores que resistirem até o fim?

Bom, uma última maneira de pensar, eu estou chamando de delivery espiritual, tá bom? Porque se no download divino a gente fica esperando por um dia que do nada a gente vai mudar, e se na prova de resistência tudo depende de nós, o delivery espiritual é o contrário. É alguma expectativa que nós temos no coração de que a gente orou um dia com fé para Jesus mudar a gente.

E assim como você pede lá um delivery, faz a compra, paga, depois que você paga, o que você faz para... O que você faz depois que você paga o delivery? Espera. Você às vezes até esquece. Quantas vezes eu já esqueci que pedi o hambúrguer e ele chegou, o motoboy está lá embaixo, louco, para me descer. Muitos de nós acreditam que a santificação, o processo de parecer com Jesus, depende tanto de Deus...

que a gente pede um dia, segue vivendo a vida de qualquer maneira, porque um dia a campainha toca e a transformação vai chegar. Será que é assim mesmo que a gente se parece com Jesus? Eu queria dizer que se você aprendeu, imagina ou acredita que o processo de se parecer com Jesus é assim, isso não tem nada a ver com o que a Bíblia nos ensina.

O processo de esparecer com Jesus é longo, demorado. Depende muito do poder, da graça, do próprio Deus em nós, mas também exige de nós uma resposta intencional, clara. E eu me dei conta disso algum tempo atrás, onde eu tinha perdido a paciência lá em casa com algum assunto.

E orando sobre isso com Deus, eu percebi que eu peço para que Deus me faça mais manso e humilde como Jesus. Em algum lugar eu percebi que eu não só peço isso para Deus, mas eu acreditava que Ele faria isso na próxima semana.

Você é assim também? Depois que você tem algum erro em casa, na profissão, ou quando você olha para o espelho e percebe que você não é tão parecido com Jesus assim, aí a gente ora, pede perdão. E o que a gente espera, na verdade? Como a gente espera que Deus atenda as nossas orações de nos fazerem mais parecidos com Jesus? Mais mansos, mais humildes, mais gentis, mais amorosos, com mais domínio próprio, mais esperançosos, mais alegres. Como a gente espera que Deus faça isso?

A maioria de nós espera que se a gente fizer a oração certa, com muita fé, nos próximos dias nós nunca mais erraremos da mesma forma. Mas, tem sido assim? Eu percebi que talvez a promessa de Deus fazer a gente parecido com Jesus é algo que está acontecendo imediatamente agora.

mas que não vai terminar daqui a algumas horas. Então, talvez, se você anseia em ser manso como Jesus é, deixa eu te encorajar, talvez isso vai demorar algumas décadas, tá bom? Talvez lá para os 60 anos você vai se tornar manso. Para alguns está quase aí. Para outros demora muito. Para outros já passou e não chegou ainda, né?

Mas o processo de se parecer com Jesus é um processo lento, profundo, misterioso. Mas, sobretudo, o que importa que nós saibamos é se nós estamos na direção certa. Por isso, isso pode nos encorajar, uma vez que pedimos por mansidão, por exemplo, que daqui a uma, duas semanas e você explodir de novo, não se preocupe.

Jesus está te ajudando a chegar lá. E eu quero te mostrar, então, que nada a ver com o delivery espiritual, o download divino, uma prova de resistência, o processo de se parecer com Jesus. É um chamado para andar com Ele. É um chamado para experimentar a vida dEle que está em nós, o que significa não controlar os processos, mas se manter fiel ao chamado de ser como Ele.

E por isso, já que nós estamos lendo partes do livro de Romanos desde semana passada, eu queria te convidar a abrir a sua Bíblia no capítulo 12, como semana passada, mas nós vamos avançar alguns versos, vamos começar lendo os versos 3, 4 e 5 de Romanos 12.

Como exatamente Jesus nos faz parecidos com ele, eu quero te mostrar um princípio muito importante e depois eu vou aplicar esse princípio para te ajudar a viver isso na prática. Romanos capítulo 12, versos 3 e 5, diz o seguinte.

Paulo, o apóstolo Paulo escrevendo aos somandos, ele diz, Com base na graça que recebi, dou a cada um de vocês a seguinte advertência. Não se considerem melhores do que realmente são. Antes, sejam honestos em sua autoavaliação, medindo-se de acordo com a fé que Deus nos deu.

Antes da gente continuar, deixa eu te explicar o que Paulo está dizendo aqui. Já que Paulo disse aos cristãos lá em Roma que receberam essa carta, que eles agora pertenciam a Deus, por isso não deveriam mais viver conforme o mundo.

esse chamado da renovação da mente, como a gente aprendeu semana passada, Paulo agora continua dizendo que, tendo como base a graça de ter clareza, de ser um instrumento de Deus, que ele recebeu de Deus para nos ajudar, ele pediu aos cristãos em Roma que não se considerassem melhor do que eles eram.

É curioso porque Roma era a capital do mundo naquela época. Então quando ele está escrevendo aos romanos, ele está falando para os romanos, que eram de origem romana e se orgulhavam por ser mais inteligentes, mais cultos, mais sofisticados que os outros povos. Mas ele também está falando para os judeus.

que ao longo de toda a história se achavam melhores do que os outros povos por terem sido escolhidos por Deus para ser o povo de Deus. E eles também estavam falando com os pagãos ou qualquer outro tipo de pessoa que pudessem se tornar um cristão, mas ainda trazer consigo uma autoavaliação enganosa sobre si mesmo.

Uma visão de si mesmo que não era de acordo com a fé que Deus nos deu. Porque quando alguém recebe a Jesus como salvador e passa a fazer parte desse povo, não existe mais judeu ou romano, não existe mais judeu ou grego, não existe mais homem ou mulher, não existe mais paulista ou cearense, não existe mais palmeirense ou corintiano, nada que antes nos definisse é mais importante do que o fato de que Cristo alcançou a cada um de nós.

Por isso, a primeira lição da vida com Jesus é a humildade de olhar para si mesmo e para os outros como irmãos.

E aí Paulo continua dizendo o seguinte, da mesma forma que o nosso corpo tem vários membros e cada membro uma função específica, assim também é o corpo de Cristo. Somos membros diferentes do mesmo corpo e todos pertencemos uns aos outros.

Se você percebeu, Paulo saiu de uma imagem que era a da família, quando ele disse que Deus quer nos fazer a imagem do filho mais velho, lá em Romanos 8. E agora ele nos trouxe uma outra ilustração. Ele disse que nós somos membros de um só corpo, o corpo de Cristo. E por sermos membros uns dos outros, eu quero destacar essa frase, ele diz, vocês foram chamados para entender que vocês pertencem uns aos outros.

Isso é muito importante porque mora dentro de nós um egoísta em potencial. Nós estamos sempre lutando contra a certeza que temos de que nós somos mais importantes do que os outros.

que nós somos melhores do que os outros, que nós sabemos mais do que os outros. E quando a gente desconfia que a gente é mais importante que os outros, é porque a gente percebeu que alguém sabe mais do que a gente, é melhor, mais habilidoso que a gente, a gente fica triste por perceber que tem alguém melhor que a gente. Então Paulo está dizendo que se parecer com Jesus, é primeiro se entender parte do corpo de Cristo. Isso é de fundamental importância, porque se a gente está descobrindo que a gente está descobrindo.

que nós somos a soma dos nossos hábitos, das pessoas com quem a gente se conviveu, das nossas crenças que adquirimos ao longo da vida, e que se parecer com Jesus é viver nessa tensão entre amar mais a nós mesmos e amar mais a Deus que todas as coisas, entre ouvir o nosso próprio coração e ouvir o que Jesus nos ensina em sua palavra, entender cada um de nós como membros do corpo de Cristo,

vai nos ajudar a vivermos livres do individualismo que permeia o nosso mundo para viver a comunidade de Jesus. Então, eu quero te mostrar que ser parecido com Jesus é reconhecer que... Lembra os ídolos de semana passada que a gente descobriu que habitam no nosso coração? Cada um dos nossos ídolos... Não...

de uma maneira direta ou indireta, na verdade, eles são expressões do amor que nós temos por nós mesmos. Eles são expressões do desejo que nós temos de ser amado acima de todas as coisas, de sermos aceitos acima de todas as coisas, de sermos valorizados acima de todas as coisas e talvez uma das palavras mais importantes que definem o nosso tempo é que nós somos uma sociedade individualista.

E a ideia, o conceito de indivíduo, nos atrapalha de nos entendermos como parte do povo de Deus. Então, sabe qual é o maior fracasso dessa manhã aqui? Desse culto, desse encontro? É você achar que você veio para esse encontro para viver o seu projeto de se parecer com Jesus. E você encontrou aqui um ambiente favorável para você viver o seu projeto de se parecer com Jesus.

Você vai ter as informações que você precisa, o ambiente legal que você precisa, os sentimentos que você precisa para voltar para a sua vida e continuar a sua carreira solo, se parecer com Jesus. E aí quando você descobrir que tem muita coisa aqui dentro da igreja que não funciona direito, que às vezes as pessoas se esquecem de você, te decepcionam, te frustram, você vai trocar de ambiente para se parecer com Jesus, mas vai continuar no seu projeto de se parecer com ele à la carte.

como se Deus estivesse abençoando as suas ideias de se parecer com Jesus. Mas eu quero te mostrar que o que Deus tem para mim e para você é um convite para participar do plano dele de reunir para si um povo que se parece com Jesus. Então, quando eu entendo que se parecer com Jesus não é um plano meu,

que eu uso a igreja para chegar lá, mas um plano de Deus, que Ele me convida para participar do seu povo, tudo muda.

E aí as relações, e aí as rotinas, e aí os nossos ritmos, e aí os ambientes que nós frequentamos, as pessoas difíceis que encontraremos no caminho, as dificuldades que nos apertam e nos pressionam, serão um instrumento de Deus para a formação do caráter de Cristo em nós, e não necessariamente um obstáculo no caminho. O que eu quero dizer é o que o Henry Noah afirma da seguinte maneira. Ele diz o seguinte, Comunidade.

É obediência praticada juntos. A questão não é simplesmente para onde Deus está me levando como indivíduo tentando fazer a sua vontade. A pergunta mais básica e mais significativa é para onde Deus nos leva como seu povo.

Então, se você quer ser um seguidor de Jesus, se você quer participar do povo de Deus, se você entende que esse é o chamado de Deus para você, seja bem-vindo à igreja. Porque nós somos esse povo de Deus que, em comunidade, estamos aprendendo a sermos obedientes a Deus. E estamos sendo, por isso, livres de toda forma de individualismo.

que nos ensinou a ter medo da vulnerabilidade, é por isso que a gente não confessa as nossas fraquezas, nós nos escondemos uns dos outros. Viver livre das relações utilitaristas. Eu me lembro de uma vez que a minha esposa...

Ela me disse, ela falou assim, amor, tem uma pessoa lá da igreja que me chamou para tomar um café. Nossa, que legal, eu quero conhecê-la melhor. E aí elas foram tomar um café. E, na verdade, a Laís descobriu que aquele café não era para que elas se conhecessem melhor e se tornassem amigas. Na verdade, era uma proposta de network para que um pudesse trocar clientes com o outro. E a Laís saiu daquele café decepcionadíssima. Porque ela experimentou e a qualquer qualquer qualquer qualquer qualquer qualquer qualquer qualquer qualquer qualquer qualquer qualquer qualquer qualquer qualquer qualquer qualquer qualquer qualquer qualquer qualquer qualquer qualquer qualquer qualquer qualquer qualquer qualquer qualquer qualquer qualquer qualquer qualquer qualquer qualquer qualquer qualquer qualquer qualquer qualquer qualquer qualquer qualquer qualquer qualquer qualquer qualquer qualquer qualquer qualquer qualquer qualquer qualquer qualquer qualquer qualquer qualquer qualquer qualquer qualquer qualquer qualquer qualquer qualquer qualquer qualquer qualquer qualquer qualquer qualquer qualquer qualquer qualquer qualquer qualquer qualquer qualquer qualquer qualquer qualquer qualquer qualquer qualquer qualquer qualquer qualquer qualquer qualquer qualquer qualquer qualquer qualquer qualquer qualquer qualquer qualquer qualquer qualquer qualquer qualquer qualquer qualquer qualquer qualquer qualquer qualquer qualquer qualquer qualquer qualquer qualquer qualquer qualquer qualquer qualquer qualquer qualquer qualquer qualquer qualquer qualquer qualquer qualquer qualquer qualquer qualquer qualquer qualquer qualquer qualquer qualquer qualquer qualquer qualquer qualquer qualquer qualquer qualquer qualquer qualquer qualquer qualquer qualquer qualquer qualquer qualquer qualquer qualquer qualquer qualquer qualquer qualquer qualquer qualquer qualquer qualquer qualquer qualquer qualquer qualquer qualquer qualquer qualquer qualquer qualquer qualquer qualquer qualquer qualquer qualquer qualquer qualquer qualquer qualquer qualquer qualquer qualquer qualquer qualquer qualquer qualquer qualquer qualquer qualquer qualquer qualquer qualquer qualquer qualquer qualquer qualquer qualquer qualquer qualquer qualquer qualquer qualquer qualquer qualquer qualquer qualquer qualquer qualquer qualquer qualquer qualquer qualquer qualquer qualquer qualquer qualquer qualquer qualquer qualquer qualquer qualquer qualquer qualquer qualquer qualquer qualquer

o espírito utilitarista que permeia a maneira com que a gente se relaciona. Tem muita gente chegando nessa igreja e vendo essa multidão de pessoas e enxergando esse lugar como um terreno fértil de networking.

Mas não é sobre isso o que Deus está fazendo entre nós. Porque o espírito individualista no nosso tempo faz com que nós sejamos egoístas relacionalmente, pensando só em nós mesmos. Faz também com que a gente seja extremamente intolerante ao desconforto.

Ou seja, se não funciona para mim, eu troco de igreja. Se não me ligaram como prometido, eu troco de pastor. Se eu não gostei da palavra, eu vou na outra igreja porque lá é melhor. E os desconfortos da vida em comunidade vão fazendo com que pessoas que estão num projeto só de se parecer com Jesus troquem de ambiente.

Mas deixa eu te falar uma coisa, se nós pertencemos uns aos outros, e se o chamado de Deus para a gente se parecer com Jesus é para a gente viver em comunidade, então Deus quer te levar do medo da vulnerabilidade a uma vida que constrói confiança.

uns com os outros, que se abre, que transparece o coração, que confessa pecados. Ele quer te levar de relações utilitaristas que veem os outros como oportunidades de ganhar algo e passa agora a entender os outros como pessoas que carecem do nosso serviço, relações de serviço. Deus está nos livrando desse egoísmo relacional que pensa as relações só a partir de si mesmo, do que eu posso ganhar, e nos leva...

Há uma disposição de ouvir o outro com atenção, com simpatia, com carinho. Deus está nos livrando dessa intolerância ao desconforto para vivermos em comunidade, vivendo tolerantes às frustrações, porque a única pessoa perfeita entre nós é o próprio Jesus. A igreja, então, é esse lugar.

que Deus decidiu fazer a gente se parecer com Jesus. Por isso, a minha grande afirmação para a nossa mensagem hoje é que ninguém se parece com Jesus sozinho.

Tudo que nós vamos conversar daqui em diante, e tudo que eu já tentei te explicar até aqui, é para que você aprenda, creia e viva a verdade. Que ninguém pode se parecer com Jesus sozinho. O projeto de Deus para fazer com que você se pareça com Jesus compõe muitas pessoas. Muitas pessoas. Você já se deu conta disso? Que você só está aqui hoje. Que você só está dando atenção a essa mensagem. Porque um monte de pessoas que você se pareça com Jesus.

foram usadas por Deus para que você chegasse aqui?

E eu nem estou falando só do pessoal que abriu a porta mais cedo para o auditório ficar aberto. Nem mesmo dos voluntários do estacionamento que separaram uma vaga para você chegar. Eu não estou falando nem mesmo da banda que acabou de cantar. Eu não estou pensando nem em mim mesmo que vim aqui pregar a palavra para você. Eu estou pensando na sua família, nos seus amigos, em alguém que um dia orou por você, na sua tia, na sua avó.

Eu não sei quem, mas nós somos alvos do plano de Deus que passa por um monte de pessoas.

Esse projeto de fazer com que Jesus seja tudo em nós é um projeto que nós não vivemos ele sozinho. Então, para você guardar...

Ninguém se parece com Jesus sozinho. E baseado em Romanos capítulo 12, eu tenho três práticas comunitárias para te ajudar a se parecer com Jesus. Eu quero te explicar essa expressão, práticas comunitárias, porque se parecer com Jesus pode, em muitos aspectos, ser algo muito abstrato, muito teórico para a maioria de nós.

É como um sentimento gostosinho no coração, de, nossa, eu fui lá e eu quero ser como Jesus. Mas como na prática a gente pode ser com Jesus? Como isso muda a minha segunda-feira? Então, semana que vem, nós vamos falar sobre práticas pessoais. Coisas que só você pode fazer por si mesmo para se parecer com Jesus. Mas hoje, nós vamos nos concentrar em práticas que nós fazemos juntos.

Porque afinal de contas, nós éramos órfãos, estávamos separados da família de Deus. Mas Deus, em Cristo, nos adotou como filhos. E nós agora somos órfãos que ganharam uma família cuja Deus é o Pai.

Jesus é o filho mais velho e nós, como irmãos, estamos aprendendo a viver nesse novo lar. Tem coisas que têm a ver só conosco, são práticas pessoais. Mas hoje eu quero te dar pelo menos três práticas comunitárias que Deus deu para o seu povo para que a gente juntos possamos nos parecer com Jesus. Vamos nessa? Pode ser?

Três práticas comunitárias para se parcer com Jesus. A primeira delas, cultuar em comunidade. É difícil você achar um crente de verdade, alguém que realmente se parece com Jesus, que não tenha em sua vida uma rotina de cultuar a Deus junto com seus irmãos.

Então a primeira prática é cultuar em comunidade. Hebreus capítulo 10, 25 diz o seguinte. E não deixemos de nos reunir como fazem alguns, mas encorajemo-nos mutuamente, sobretudo agora que o dia está próximo. O autor ao Hebreus está dizendo que quando o povo de Deus se junta, uma vez por semana,

uma vez por mês, seja lá qual a frequência, mas quando o povo de Deus se junta, existe um potencial de encorajamento nesta reunião que nenhuma outra coisa nesse mundo pode gerar em nós.

E ele diz aqui aos hebreus porque muitas pessoas pela perseguição estavam se esquivando, estavam com medo de se unir com seus irmãos. E quanto mais afastados eles estavam uns dos outros, menos encorajados eles ficavam para esperar o dia que o Senhor voltaria, para permanecer firme na fé.

E aí o autor diz, não nos deixemos de nos reunir, como fazem alguns, mas nos encorajemos. Então o que está acontecendo aqui hoje é um culto em comunidade, mesmo que você não se dê conta, você vai sair para a sua vida com alguma esfera, com algum aspecto, com alguma linha a mais de coragem para continuar seguindo a Jesus na sua vida e nos seus desafios pessoais.

Escolher não cultuar a Deus é escolher ser uma brasa longe das outras que fatalmente esfriará a sua fé e o seu amor por Jesus. Mas quando nós viemos para cá, nós percebemos que a nossa vida...

Que os temas da nossa história não são os mais importantes, que a nossa dor não é a única. Que a nossa esperança não também é a única, pelo contrário, que nós somos parte de uma família que está sendo formada, abençoada, fortalecida, revigorada pelo próprio Deus, domingo após domingo, culto após culto, reunião após reunião.

E isso é uma coisa que começou lá, quando Jesus ressuscitou. Os discípulos de Jesus estavam reunidos, amedrontados pelos romanos, tristes porque o seu mestre havia sido crucificado na sexta-feira, mas ainda assim reunidos. E foi numa reunião de domingo de manhã que eles receberam a boa notícia de que Jesus ressuscitou.

E aquilo os encorajou e eles chamaram mais pessoas. E há mais de dois mil anos é isso que os discípulos estão fazendo. Reunidos juntos, uns dos outros, encorajando-se mutuamente até o dia que o Senhor voltará. Então o que está acontecendo aqui não é uma mera reunião social.

Não é um movimento antropológico. Pelo contrário, o que está acontecendo aqui é algo profundamente espiritual. Nós estamos recebendo coragem da parte de Deus para que as nossas histórias possam converter-se, convergir na grande história de Deus, história de um pai que ama os seus filhos e os encoraja dentro da família.

É isso que o bispo anglicano William Temple diz o seguinte, ele disse, adorar é vivificar a consciência com a santidade de Deus.

É suprir a mente com a verdade de Deus. É purificar a imaginação com a beleza de Deus. É abrir o coração ao amor de Deus, constragar a vontade ao propósito de Deus. Então eu sei que você chegou aqui semana passada, se você veio, você ganhou um abastecimento espiritual para a sua vida. E segunda-feira foi muito legal. Você arregaçou as mangas e foi para cima. E aí deu um monte de coisa errada na segunda.

E aí, terça, você acordou dizendo, onde estão as misericórdias de Deus? Porque se elas chegarem antes do café da manhã, talvez seja difícil. E você aguentou a terça com a esperança de que a sexta-feira, que era feriado, seria um bom dia? E foi quarta, e foi quinta, sexta mais ou menos, sábado, eu não sei como foi, mas se você chegou aqui meio de tanque vazio, é possível. Você está preparado para encher o tanque de novo? Porque todas as vezes que o povo de Deus se reúne,

Deus enche o nosso tanque de coragem. Deus nos lembra que as nossas histórias não são mais importantes do que a história que Ele está escrevendo no mundo. Que as nossas dores estão a ponto de encontrar consolo. Que os nossos consolos estão a ponto de serem repartidos com pessoas que também sofrem como nós. Nós somos o povo de Deus.

Nós somos o povo de Deus. E o povo de Deus na história conta para o mundo todo que existe um único Deus, Senhor e Salvador. Ele é o alfa e o ômega, é o princípio e o fim. Independente do que aconteça, nós o conhecemos, Ele nos ama e tudo dará certo. Amém? É por isso que nós estamos aqui. E o que é mais engraçado?

que neste mesmo momento, em partes diferentes do mundo. Alguns têm telão de LED, outros não. Alguns têm chão batido, outros piso de mármore. Alguns falam no microfone, outros gritam na própria garganta. Seja lá onde tem um povo de Deus. Domingo é um dia onde nós estamos juntos. E nem precisa ser no domingo. Eu fiquei pensando nisso. Já parou para pensar?

Que domingo, segunda, terça, quarta, quinta, sexta, sábado, de manhã, de tarde, de noite, seja lá em qual hora, em qual lugar do mundo, existe uma fração do povo de Deus dizendo Santo, Santo, Santo é o Senhor.

E em cada um desses contextos, em cada um desses ambientes, independente da sua precisão teológica, independente do seu fervor ao cantar, independente da denominação, o povo de Deus não só está reunido, como está sendo preparado pelo próprio Deus para o grande dia onde todos nós estaremos diante dele.

Então o que está acontecendo aqui é um prenúncio, é um treinamento, é uma preliminar daquilo que Apocalipse capítulo 7 verso 9 diz, depois disso eu vi uma imensa multidão, grande demais, para ser contada de todas as nações, tribos, povos e línguas em pé diante do trono e diante do cordeiro.

Nós precisamos cultuar a Deus em comunidade, vez após vez, dias após dia, porque nós somos o povo que está se preparando para fazer isso eternamente diante do trono do Cordeiro. Se isso não faz sentido para você, volte uma casa. Porque quem conheceu a Jesus vive para encontrar-se com Ele. E o que nós fazemos a cada domingo?

É nos preparar para isso. E o que nós queremos contar ao mundo é que eles são bem-vindos para ser parte desse povo, se tornar filho e filha de Deus e se preparar para se encontrar com o nosso Criador. Por isso, quem você espera ver e ouvir quando você vem ao culto? Eu tenho certeza que todos que vêm para cá para um culto como esse esperam ver e ouvir a Deus.

Uma palavra de Deus, um consolo de Deus, um confronto de Deus. Mas você já percebeu que todas as vezes que você veio à espera de ver e ouvir a Deus, o que você viu e ouviu foi uma outra pessoa falando em nome de Deus. E eu não só estou pensando no pastor que pregou de maneira poderosa. Eu estou falando daquelas pessoas que foram abraçadas por Deus por meio de um abraço que receberam no hall de entrada.

Eu estou lembrando de história de mães que chegaram desesperadas, vulneráveis, lá no Kids, com as crianças subindo pelas paredes. E alguém chegou e disse assim, calma mãe, eu vou te ajudar. E elas se lembraram que Deus se importa com elas.

Eu estou falando de casais que não tiveram a coragem de dar as mãos aqui dentro quando chegaram. Mas por meio da lembrança de outros casamentos que foram restaurados, por meio da persuasão da palavra de Deus, saíram daqui de mãos dadas.

porque Deus nos encorajou a continuar lutando por aquela família. Você já percebeu que todas as vezes que Deus fala com você e todas as vezes que você tem certeza que Ele esteve do seu lado, tinha alguém lá? Quem você espera ver e ouvir quando vem ao culto?

Pode ter certeza que Deus vai usar muitas pessoas para te encorajar a amar Ele até o último dia, até que você o encontre. Então a primeira prática comunitária para pessoas que querem se parecer com Jesus é cultuar em comunidade.

E é curioso porque eu me lembro de uma pessoa recentemente que me disse assim, Washington, eu não fui na rede, mas se eu for lá, as pessoas vão perguntar como está o meu casamento, vão perguntar por que eu sumi, vão perguntar por que eu não estou bem, por que eu não voltei mais. Então, eu vou resolver essas coisas e depois eu volto. E eu balancei a cabeça, como às vezes os conselheiros fazem, discordando plenamente do que as pessoas falam, mas pelo menos deixando-as terminar a frase.

E eu me lembrei que se você algum dia tomou uma decisão de não vir à igreja por medo, por vergonha dos seus irmãos, isso não foi uma ideia de Deus. Porque talvez aquilo que aquela pessoa precisava era justamente naquele domingo se lembrar que aqui existem pessoas que se importam com ele. Pessoas que vão perguntar, e aí, como está o casamento mesmo? Cadê sua esposa? Cadê seu marido?

E por meio desse desconforto da vida incomunitária, eles vão se lembrar que são parte do povo de Deus. Vão encontrar amigos, vão sair dali com alguém dizendo, eu vou orar por você essa semana. Quantas vezes eu saí de casa com meu pai quando eu era adolescente, desviado da igreja, separado do povo de Deus. E quando eu chegava na porta da igreja, alguém que me recebia dizia, ei, como é que está o seu pai? E eu sempre dizia a mesma coisa, ele está em casa.

E todas as vezes que essa pessoa me perguntava onde estava o seu pai, e eu respondia, ele está em casa, ele diria, nós estamos orando por ele. E um dia ele vai voltar. E eu já não sei mais contar quantos anos fazem que meu pai voltou para a igreja, voltou para o povo de Deus. Com certeza por meio da oração de muitas pessoas. Então se você está nos assistindo pelo YouTube, ou se algum de nós em algum momento acreditou que é uma boa ideia não cultuar Deus em comunidade, de quem...

Está te persuadindo a isso é o seu próprio coração, não é o próprio Deus. Porque Deus quer que o seu povo viva em comunidade. A primeira prática é comunitária, cultuar em comunidade. A segunda, participar de um pequeno grupo. Olha o que diz Romanos capítulo 12, vou usar alguns versos do capítulo que nós estamos estudando aqui na série. Diz o seguinte, ame as pessoas sem fingimento.

Odeiem tudo que é mal, apeguem-se firmemente ao que é bom, amem-se com amor fraternal e tenham prazer em honrar uns aos outros. É curioso porque Romanos 12 começa com o chamado de não vivermos conforme este mundo, mas para transformar a nossa mente, sermos transformados pela renovação da mente, a fim de que vivamos de maneira que Deus se agrada. E aí você vai ver Paulo... E...

metralhando a gente de ordens, de imperativos, de maneiras de viver essa vida transformada. Aqui na altura do capítulo 9, ele diz amem as pessoas sem fingimento. Difícil isso aqui, hein? Amem as pessoas sem fingimento. Odeiem o que é mal. Amem-se.

Apeguem-se firmente ao que é bom, amem-se com amor fraternal e tenham prazer em honrar uns aos outros. Olha que legal. Participar de um pequeno grupo, seja aqui na nossa igreja, seja lá o que você entende como pequeno grupo para estudo bíblico, crescimento pessoal, é uma oportunidade, uma panela de pressão para ver isso aqui.

Aqui na Red nós temos pequenos grupos de longa duração, de curta duração. Nós também entendemos que as escalas de voluntariado funcionam como grupos de relacionamento. E é muito engraçado, eu estou liderando pequenos grupos há alguns anos aqui na nossa igreja, e todo semestre, quando a gente monta novos grupos, a ladainha é a mesma. É gente falando... Tem pessoas que só entram em contato comigo de um ano e meio a um ano e meio.

que é o tempo que os pequenos grupos duram na rede. E todas elas dizendo, Washington, sabe o que é? É porque eu tenho umas amigas aqui, dá para a gente ficar no mesmo grupo? E aí teste um monte de argumento do porquê ficar no mesmo grupo. E no final das contas, o que as pessoas estão dizendo é, tem pessoas que eu gosto e eu quero ficar com elas, e às vezes tem pessoas que eu não gosto e eu quero ter certeza que eu não vou ficar com elas de novo. Se você riu,

Você pensou em alguém. Mas participar de um pequeno grupo talvez seja a experiência mais sólida da vida em comunidade. Porque todo pequeno grupo, quando começa, nós reunimos pessoas que não se conhecem. E essas pessoas que não se conhecem estão se perguntando, será que vai funcionar isso aqui? Aí eu olho para uma e falo assim, hum, metida.

Aí o outro, nossa, 15 minutos de atraso, vai ser assim sempre? E aí a gente olha uns para os outros e a gente precisa tomar uma decisão. Ou a gente acredita no plano de Deus, de usar o povo dele para formar o caráter de Cristo em nós e se tornar participante ativo disso. Ou a gente volta para o projeto particular de ser parecido com Jesus e vai escolhendo as pessoas que a gente quer que Deus use para fazer isso com a gente. O problema é que a alternativa B nunca dá certo.

Porque Deus começou e vai terminar a sua obra e Ele vai colocar na sua vida um monte de gente difícil de amar. Porque o amor só começa quando ele deixa de ser um sentimento e parte para ser uma decisão de amar quem não merece. E aí Paulo está dizendo, amem as pessoas sem fingimento. Odeem o que é mau, se apeguem ao que é bom. Tenham prazer em honrar uns aos outros.

E é que legal, porque dentro do pequeno grupo acontece um monte de coisas, eu separei algumas para te mostrar elas funcionando no grupo. Coisas como confronto, hospitalidade, confissão, intercessão, e essas são marcas de Jesus no seu povo. Então, vamos começar, por exemplo, pela intercessão. Olha o que Romanos 12, 12 diz, Alegrem-se em nossa esperança, sejam pacientes nas dificuldades e não parem de orar.

Se você participa de um pequeno grupo, você sabe o quanto que os motivos de oração fazem parte da nossa dinâmica.

E é no meio das dificuldades. Olha isso. Alegrem-se. Não é se alegre, mas sejam vocês alegres na esperança que vocês compartilham. E mais, sejam pacientes quando as coisas forem difíceis, não parando de orar. Eu me lembro que em outubro passado, talvez algumas pessoas se lembrem disso, eu tive uma forte dor no peito. E do nada eu saí da sala da minha casa e fui parar na emergência do hospital da cidade.

Eu tinha acabado de dar uma aula de quatro horas no Red College. Cheguei em casa acreditando que eu ia poder assistir um Netflix com bolo e leite. Era a minha refeição da noite. Eu só queria paz. E do nada, uma dor veio no meu peito. E um homem de 1,80m de altura ficou ajoelhado no chão, dizendo, Jesus, se for para voltar, que seja agora, por favor. Lá eu chamei minha mãe.

E fui parar no AOC. Fiquei quatro dias lá, tentando descobrir o que aconteceu. E a frase que eu mais ouvi de um jeito ou de outro foi Nós estamos orando por você. Então, naqueles quatro dias, o céu, a caixa de entrada de Deus, ela explodiu. Porque o que tinha de irmãos e irmãs, gente que eu nem sei o nome, que até hoje me para no hospital e fala assim, estou orando por você, como é que está a saúde? E eu fico, meu Deus.

Porque o povo de Deus, no meio das dificuldades, ao invés de abandonar uns aos outros, nós oramos uns pelos outros. Porque nós nos tornamos parte do plano de Deus, de fazer a gente mais parecido com Jesus. E nós fazemos isso porque é exatamente o que Jesus está fazendo nesse momento por cada um de nós. Você sabe onde Jesus está agora? Assentado, à destra do Pai, intercedendo por nós. E por isso, quando nós oramos uns pelos outros, nós estamos nos parecendo com Jesus.

Eu fui prova disso e eu estou bem, se você está preocupado comigo. Tirei a vesícula, eu acho que não vai rolar de novo aquela dor. Mas pessoas oraram por mim, oraram pela minha esposa, confortaram as minhas filhas. E nós vencemos juntos aquela dificuldade.

Uma outra coisa que acontece na vida em comunidade é a hospitalidade. Em dias onde os nossos apartamentos são cada vez menores, onde o nosso dinheiro e a nossa rotina estão cada vez mais se privando de outros, a hospitalidade é uma marca de quem se parece com Jesus. Romanos 12, 15 ao 16 diz, quando membros do povo santo passarem por necessidade, ajudem com prontidão. Estejam sempre dispostos a praticar a hospitalidade.

A hospitalidade não é um movimento de a sua casa se tornar um hotel, um Airbnb de graça. Não, hospitalidade é a disposição de fazer com que o estranho se torne conhecido e o conhecido se torne amigo.

Por isso, eu achei engraçado que eu ensinei às minhas filhas que a hospitalidade é uma marca do cristão. E eu li o texto de Hebreus dizendo que pessoas que hospedaram estranhos receberam anjos sem saber que eram anjos. E aí, esse final de semana, a gente vai estar com amigos lá em casa e a minha mais velha perguntou assim, papai, a gente vai praticar hospitalidade esse final de semana? Eu falei, é. Será que a gente vai receber anjos? Tomara.

Ser hospitaleiro é fazer com que o estranho se torne conhecido e o conhecido se torne um amigo. Como anda a hospitalidade na sua vida? Eu me lembro aqui no nosso pequeno grupo que nós temos um exercício que se chama Vida na Vida.

Os nossos líderes são treinados para sortear as pessoas e fazer com que pessoas se encontrem com pessoas. Casais com casais, homens com homens, mulheres com mulheres. E nós descobrimos, em um dos nossos pequenos grupos, que existe um casal, e a gente só soube isso depois, que já morava em Dayatuba há cinco anos e nunca tinha recebido ninguém em casa.

E as desculpas eram as que nós damos. Ah, preciso reformar, está meio sujo, não tenho tempo, não tenho dinheiro e tudo mais. Mas aí o pequeno grupo não deu muito espaço, e eles sortearam e receberam pela primeira vez um casal. E foi uma noite maravilhosa.

E quando aquele casal foi embora, o casal que hospedou, que recebeu, disse assim, como é bom viver em comunidade. Depois de cinco anos, nós nos lembramos que é assim que Deus quer que a gente viva. E até hoje eles continuam recebendo pessoas em sua casa. Uma outra prática comunitária, ou que faz parte da vida em pequeno grupo, é a confissão. Paulo diz, vivam em harmonia uns com os outros, no que depender de vocês, vivam em paz com todos. Ah, isso aqui é tão importante.

Sabe quando nós celebramos o sucesso de um grupo? Seja uma escala de voluntariado, seja um grupo de amigos, seja o nosso programa de pequenos grupos, sabe qual é o nosso maior sucesso? Que a gente chama de maior sucesso? É quando alguém confessa as suas fraquezas. É quando alguém tem a coragem de, diante dos seus irmãos, na família de Deus, dizer eu tenho uma tentação.

Nós, como casal, estamos passando por um momento difícil. Eu tenho dúvidas sobre a minha fé. Eu estou triste essa semana. Eu estou sofrendo. Pessoas que confessam o que ninguém saberia se não fosse por livre e espontânea vontade de se mostrar vulnerável. Porque quando irmãos e irmãs, num ambiente seguro de um grupo,

decidem revelar quem realmente são, dizer como realmente estão, reconhecer os seus próprios erros, eles serão consolados por esse povo, eles serão encorajados, eles destravarão recursos de Deus para perseverarem, continuarem a se parecer com Jesus. Eles terão agora a condição de viver em harmonia uns com os outros.

onde ninguém é mais importante do que o outro, onde ninguém é melhor do que o outro, e na confissão, uns aos outros, eles descobrem isso. É o que diz capítulo 5 de Tiago, confessais vossos pecados uns aos outros e sereis curados.

Talvez existem muitas pessoas que me ouvem hoje aqui, que estão há muito tempo no meio do povo de Deus, mas ainda vestem máscaras, mas ainda se escondem atrás de um sorriso, atrás de uma camisa de voluntário, atrás de um jeito legal de cumprimentar as pessoas. Mas o que existe dentro do seu coração são pecados não confessados, são fraquezas veladas. É um você que a gente não conhece. E nós não podemos te ajudar como povo de Deus se você...

Não confiar no povo de Deus, não confiar no Deus que cuida desse povo e abrir o seu coração. E dizer para todo mundo o que nós já sabemos sobre nós. Somos fracos, somos pecadores, precisamos de Jesus, precisamos uns dos outros. Porque se eu, como cristão, conheci a vergonha de Jesus na cruz, Deus.

e reconheci que o que é tão vergonhoso para Jesus na cruz foi o meu pecado, não existe nenhum outro pecado que algum irmão meu possa confessar que não seja mais vergonhoso do que o meu. Então todas as vezes que alguém decide na comunidade confessar os seus erros, bem provavelmente o que ele ouvirá do outro lado é, eu te entendo, eu também. Vamos amar mais a Deus diante disso.

Por isso, no que depender de vocês, vivam em paz com todos os homens. Eu sei que existem pessoas que estão me ouvindo, que estão brigadas com seus irmãos aqui, agora. Eu sei que existem pessoas que estão aqui na rede há algum tempo e quanto mais o tempo passa, menos ele gosta de alguém. Que tal vivermos em harmonia como irmãos e irmãs em Cristo?

Que tal confessarmos nossos erros? Que tal perdoarmos uns aos outros e experimentar a perfeita, boa e agradável vontade de Deus, que é a vida em comunhão? Dentro do pequeno grupo também acontece uma coisa que eu chamo de confronto. Olha o que diz Romanos 12,16. Não sejam orgulhosos, mas tenham amizade com gente de condição humilde e não pensem que sabem tudo.

Uma certa vez, um membro da nossa igreja me ligou e disse assim, Washington, eu me inscrevi no PGRPense. E eu fui lá participar do PGRPense, mas sabe de uma coisa? Eu sou crente há muito tempo, eu participei de uma igreja, era professor lá nessa outra igreja. Estou aqui agora, fui lá para o PGRPense. E deixa eu ser sincero, eu achei o conteúdo muito embrionário, muitos anos iniciais.

Sabe, tem como arrumar um outro lugar, um outro grupo para mim? Porque eu já sei aquelas coisas. E esse é o momento que o pastor respira fundo. Pergunta para Jesus, como amar o meu irmão? Mas aquela conversa foi muito útil, porque eu conto ela desde então para todo mundo. Porque eu acho que o Espírito de Deus desceu de uma maneira especial em mim. E eu disse assim, cara, sabe o que é?

É porque os nossos grupos não são organizados para que as pessoas aprendam o que não sabem. Os nossos grupos são organizados para que as pessoas possam ter a chance de repartir o que tem. Então, se o conteúdo estudado para você lá está sendo meio embrionário, eu tenho certeza que tem alguém do seu lado que nunca ouviu nada daquilo, então você tem a oportunidade de repartir o que você tem com seu irmão.

Porque os nossos grupos não funcionam como uma escola onde você aprende e sobe para o próximo nível e não convive mais com os que estão no nível anterior. E assim a gente vai se dividir por escolaridade bíblica. Não. Os nossos grupos são mais parecidos com uma mesa. A comunhão. Onde cada um traz o que tem. E Jesus alimenta cada um de nós com aquilo que cada um conseguiu repartir.

Ele disse, entendi, Washington, tá bom, beleza. E até hoje ele é uma das pessoas que aproveitam bem os espaços de pequenos grupos para viver em comunidade. Sabe por quê? Porque algo dentro de nós nos diz que nós já sabemos tudo. O que nos convence de que nós não podemos aprender nada com alguém que a gente não admire no primeiro momento. Mas há se você viver em comunidade.

você vai ter a oportunidade de perceber que Deus nos chamou para repartir o que Ele deu para cada um. Algum tem sabedoria, o outro dúvida. Algum tem uma dor para repartir, mas aquele ali tem um consolo. O outro tem uma convicção, o outro está fraco. E seja lá o que cada um trouxe para essa mesa, Deus usa a comunhão do seu povo para fazer com que todos nós nos pareçamos com Jesus.

Ah, se eu pudesse te contar as histórias que eu sei de pequenos grupos. Essa aqui é a imagem de algum dos meus pequenos grupos, eu e minha esposa lideramos. Ele já tem algum tempo que acabou, mas esse em especial, eu acho que a gente tinha um problema para tirar foto, porque elas nunca saíam muito legais. Mas nesse grupo aqui, teve gente que ganhou neném. E a gente pode celebrar esse momento tão especial na vida deles. Teve gente que perdeu bebês. A gestação não...

prosperou e a gente pôde orar por eles e consolá-los. Teve gente aqui que se casou, não era casado e encontrou no grupo a razão para se comprometerem com o matrimônio um com o outro. Nesse pequeno grupo teve até pedido de casamento em um dos nossos encontros. Nesse pequeno grupo teve gente perdendo o emprego e vivendo uma crise financeira séria. Mas a gente também pôde ver se a mesma pessoa arrumou um emprego novo e viveu um novo tempo na sua vida.

A gente viu pais tendo problema para cuidar dos filhos enquanto o grupo acontecia, mas a gente também viu esses pais sendo mais sábios alguns meses depois para lidar com isso. Teve amizades sendo construídas. Teve o que acontece quando o povo de Deus se reúne para viver a comunhão. Quais são as suas histórias de pequeno grupo, hein? Eu sei que todas elas nem sempre são tão mágicas, inspiradoras, muitas delas difíceis.

mas todas elas colaboram para que nós nos pareçamos com Jesus. Nós cremos que Deus tem um propósito específico para cada grupo e um propósito específico para cada pessoa dentro de cada grupo. E esse propósito tem a ver com fazer a gente mais parecido com Jesus. É por isso que muitas pessoas, quando me param em algum lugar aqui no nosso espaço e digam Washington, eu não estou me sentindo muito conectado com a igreja, as pessoas são frias, a igreja é grande demais, a minha pergunta sempre é, você participa de algum grupo?

Você já fez o processo de membresia? É parte de algum grupo? E sempre, invariavelmente, a resposta é não, ainda não. Então eu sei a resposta. O ambiente do culto é mais vertical do que horizontal. Aqui nós adoramos a Deus juntos.

Mas é lá nos grupos que nós conhecemos uns aos outros. Suas histórias, suas lágrimas. E nos tornamos amigos. Você precisa participar de um grupo. E eu tenho certeza que Deus tem ótimas histórias para te contar e te mostrar. E para fazer você viver por meio deles.

E por fim, a última prática comunitária que eu quero compartilhar com você essa manhã é servir com dedicação. Cultuar em comunidade, participar de um pequeno grupo e servir com dedicação. Olha o que Romanos 12, 11 diz. Jamais sejam preguiçosos, mas trabalhem com dedicação e sirvam o Senhor com entusiasmo. Deixa eu te ajudar a ler a Bíblia direito. Todas as vezes que a Bíblia te manda fazer alguma coisa, é porque não é natural que você faça.

Porque se precisasse te dizer alguma coisa que você faz facilmente, ela não diria. Então quando Paulo diz, jamais sejam preguiçosos, é porque existe alguma coisa no meu e no seu coração que nos leva à preguiça. E ele diz, mas trabalhem com dedicação, porque ao longo do tempo é bem possível que você afrouxe as suas mãos e perca a visão. E se ele diz, sirva ao Senhor com entusiasmo, é porque às vezes a gente perde o entusiasmo.

Mas se tem uma coisa que eu celebro a Deus pela nossa igreja, é porque tem muita gente aqui servindo a Deus com entusiasmo e trabalhando com muita dedicação. Quantas são as histórias de pessoas que conheceram a Jesus por conta de voluntários, que se dedicaram com excelência a compartilhar o evangelho, a servir, a ajudar alguém.

Você conhece a história da mulher que chegou aqui, o pneu furou e os nossos voluntários mandaram ela ir para o culto e quando ela voltou o pneu estava cheio. Eles levaram o carro na boacharia, trocaram o pneu para que aquela mulher não perdesse a oportunidade de ouvir a palavra de Deus aqui no culto. Você conhece a história da criança que perdeu os brinquedos e os nossos voluntários foram lá no shopping, compraram um kit novo de carrinhos Hot Wheels e quando a criança saiu ela foi consolada com novos brinquedos?

A gente nunca pediu ninguém para fazer isso, mas porque elas amam a Jesus e servem com entusiasmo, fez todo sentido amar essas pessoas dessa maneira. Por isso, nós estamos, como igreja, sendo inspirados por Deus a amá-lo no culto, vivendo a comunhão entre os irmãos e os pequenos grupos, mas encontrando oportunidades de influenciar e testemunhar o evangelho para fora, por meio do serviço.

E o que é mais legal, ninguém se parece com Jesus se não for tão servo como ele. Porque o nosso Deus, o nosso próprio Jesus, não teve a disposição de se agarrar a quem ele é. A sua glória, a glória como filho único de Deus. Mas antes ele humilhou a si mesmo e se tornou servo, viveu entre nós. E não só nos serviu, mas nos serviu até a morte e morte de cruz.

Por isso todos aqueles que querem se parecer com Jesus fazem o mesmo. Não se apegam às ilusões que tem sobre si. Mas se tornam servos. Se dispõem a servir e vão até o fim. Para que outras pessoas possam conhecer o evangelho por meio do nosso serviço.

E não importa o tipo de serviço, seja estender uma cortina, seja lavar uma roupa, seja cuidar da segurança, seja fazer um misto para os voluntários, seja regular o som para que todos possam ouvir, seja apertar um botão, seja abraçar uma pessoa, seja ensinar uma criança. Nós temos muitas oportunidades para que você se pareça com Jesus servindo. Mas quem hoje pode agradecer a Deus por você?

Muito se fala em procurar igrejas saudáveis e muito pouco se fala em se tornar um membro saudável. Alguém cuja igreja pode dizer graças a Deus porque ela está aqui. Eu queria que você olhasse para a sua rotina, eu queria que você olhasse para as últimas semanas, eu queria que você olhasse para a sua vida. Porque se Deus está usando o povo dele para cuidar uns dos outros, ele tem usado você especificamente para amar alguém, para cuidar de alguém.

Alguém pode dizer, Senhor, obrigado por você? Então eu queria também fazer um checklist para a gente encerrar essa manhã, para você pensar na vida em comunidade. Primeiro, seu coração e agenda tem espaço para viver em comunidade ou nunca dá tempo?

Seu coração e a sua agenda tem espaço para ver em comunidade? Dois, como anda a qualidade dos seus relacionamentos? Porque segundo a carta do apóstolo João, é impossível amar a Deus, a quem a gente não vê, e não amar ao meu irmão, a quem eu vivo. Logo, maturidade espiritual.

é medido na qualidade dos nossos relacionamentos. Pessoas que estão seguindo Jesus e se parecendo com Ele, estão aprendendo a amar mais e melhor os outros. Como anda a qualidade dos seus relacionamentos? E uma última pergunta. Quais exatamente são as pessoas que você precisa amar mais e melhor hoje? Eu não estou te encorajando a amar as pessoas. Talvez seja mais objetivo você amar alguém especificamente.

E eu espero que você já tenha essa pessoa em mente. Quem Deus está te chamando para amar mais e melhor hoje? Para interceder por ela, para consolá-la, para ser hospitaleira, para ser generosa com ela, para perdoá-la, para pedir perdão, para confessar os seus Deus. Quem você pode amar mais e melhor hoje? Eu gosto muito do que o Bonhoeffer diz.

O pastor e teólogo Leomão diz o seguinte, facilmente esquece-se que a comunhão dos irmãos cristãos é um presente gracioso procedente do reino de Deus. Que pode nos ser tirado a qualquer hora e que talvez um prazo muito curto de tempo esteja nos separando da mais profunda solidão. Foi o que eu experimentei quando fui para o hospital em outubro.

No sábado à tarde, dando uma aula com os meus irmãos. No sábado à noite, me preparando para o dia do batismo, que seria o domingo seguinte, uma grande festa em comunidade. E num passe de mágica, sozinho na emergência do hospital. Então é muito fácil esquecer a graça, a preciosidade disso. E ele continua dizendo.

Por isso, quem pode até este momento viver em comunhão com os outros irmãos, que louve a graça de Deus do fundo do coração. Agradeça a Deus os joelhos e reconheça. É graça. Nada mais do que graça. Eu queria que nós terminássemos essa manhã reconhecendo. Que viver em comunidade não é só a graça de Deus, mas é o lugar onde Ele quer nos fazer parecidos com Jesus. Por isso, se você quer se parecer com Jesus...

A minha recomendação é que a partir de hoje você ame a Deus e ame as pessoas mais e melhor. Isso faz sentido para você? Queria te convidar a fechar os seus olhos e dizer, Senhor, obrigado, porque eu tenho uma família da qual eu posso pertencer. Queria te convidar a dizer, Senhor, me perdoe por usar tão mal as vezes de relacionamentos que o Senhor me deu para desaparecer contigo.

Também queria te encorajar a dizer, Senhor, me ajude a amar ao Senhor e as pessoas mais e melhor. Essa é a nossa oração, Senhor. Nós reconhecemos que o Senhor nos amou tanto, que o Senhor enviou o Seu Filho para que nós nos tornássemos Seus filhos. Para que nós fôssemos irmãos uns dos outros. Mas nem sempre é fácil para nós amar aqueles que são diferentes.

Nem sempre tem sido fácil para nós lidar com frustração, decepção. Mas, por favor, nos ajude a receber a comunhão como um presente. A receber o privilégio das relações que o Senhor nos deu como uma maneira de se parecer com o Senhor. E nos ajude, Pai, a amar o Senhor e as pessoas como Jesus te amou.

Essa, Senhor, é a nossa oração nessa manhã. Nós queremos ser o seu povo, que canta com alegria o fato de sermos seu povo, mas que também ama uns aos outros como o Senhor nos amou. Essa oração que fazemos em nome de Jesus. Amém?

Ninguém se Parece com Jesus Sozinho - Washington Jr | Castnews Index — Castnews Index