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ENTENDENDO A ASSEMBLEIA DE DEUS - Farley Labatut

06 de maio de 20262h1min
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Mensagem de Farley Labatut: ENTENDENDO A ASSEMBLEIA DE DEUS.Pregada dia 26 de abril de 2026 no Culto de Domingo da Cornerstone Curitiba.Conheça a Cornerstone, acesse: www.icornerstone.com.brinstagram.com/cornerstonecuritbafacebook.com/cornerstonecuritiba///Inscreva-se no canal: https://bit.ly/3havhNjSiga também em:facebook.com/farleylabatutinstagram.com/farleylabatut

Assuntos3
  • Alinhamento ideológico da Assembleia de DeusDeus chama um povo, não indivíduos · Experiências pessoais vs. manifestações coletivas · A congregação no Antigo Testamento (Êxodo, Deuteronômio) · O ritual e a formação de identidade coletiva · A pandemia e a substituição da comunhão pela praticidade · A igreja como corpo, vínculo e mesa · A igreja como assembleia (Eclésia) · O discurso de Estevão em Atos 7 · O padrão bíblico de ajuntamento e congregação · A igreja no Novo Testamento (Atos, cartas apostólicas) · A assembleia final em Apocalipse · A perda da expectativa escatológica com o abandono do ajuntamento · A importância dos rituais e cerimônias (Levíticos) · A crítica de Byung-Chul Han sobre o desaparecimento dos rituais · Comunicação sem comunidade vs. comunidade sem comunicação · O tempo habitável e a perda de significado do tempo · A perda de estabilidade interior e convicção · A erosão da comunidade e o amor abstrato pela igreja · A substituição do símbolo pelo funcional · A perda do encanto e da festa · A liturgia do eu vs. a liturgia da dispersão · A resistência do culto público ao pensamento pós-moderno · A diferença entre consumir conteúdo e ser comunidade · O ambiente único da assembleia · A pedagogia do reino no contato e na assembleia · A tela treina para o fluxo, a assembleia para a permanência · A tela treina para o controle, a assembleia para a participação · A tela treina para a troca, a assembleia para a continuidade · A tela treina para a lógica de usuário, a assembleia para a lógica de povo · A tela treina para a conveniência, a assembleia para a aliança · A igreja como povo de Deus · A mesa aprofunda vínculos, a assembleia traz consciência do corpo · A igreja não é prédio, nem espiritualidade privada
  • A importância dos rituais na formação da identidadeMemórias de infância e a centralidade do domingo na família · O ritual como formador de identidade coletiva e senso de comunidade · A repetição dos rituais como forma de organizar e estabilizar a vida · A fidelidade como resultado da repetição e constância · A perda do encanto e da festa com o desaparecimento dos rituais · O ritual como marco na vida, gerador de memória e continuidade · A liturgia doméstica e a construção de identidade familiar
  • Crise da igreja pós-pandemia e o pensamento pós-modernoA pandemia como catalisadora da mudança na frequência aos cultos · A praticidade e o comodismo substituindo a comunhão · O consumo de culto online em vez de participação ativa · A perda da conexão com a comunidade e o ambiente do culto · A influência do pensamento pós-moderno na igreja · A dificuldade de comprometimento e a mentalidade de consumo · A dissolução dos rituais e a perda de solenidade na vida · A fragilidade da fé sustentada pela espontaneidade em vez da constância · A perda da percepção do 'nós' e do coletivo
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Queridos, quero começar agradecendo você que veio aqui hoje. Se você está ali no grupo da igreja, você recebeu uma convocação para você estar aqui nesse domingo. E realmente essa é provavelmente uma das mensagens mais significativas para a gente nos últimos tempos.

Eu quero, inclusive, não diferente de outros dias, mas em especial hoje, eu gostaria de incentivar você a anotar. Então, a gente vai correr por bastante coisa aqui, vai fazer uma construção. Então, eu incentivo você a anotar, seja no seu celular, seja aí com papel e caneta, você que é mais vintage. Eu voltei a escrever esses dias aqui com dor na mão.

Eu quero que você abra já sua Bíblia comigo em Êxodo, capítulo 19. Antes da gente ler o texto, eu quero orar com você. Senhor Jesus, nós te agradecemos por essa noite, Senhor. Nós te agradecemos pelo privilégio de estarmos reunidos aqui, Senhor, como igreja. E nós consagramos ao Senhor esse tempo.

Eu te peço que mais do que uma carga de ensino só, que haja realmente um ambiente profético, que o Senhor nos envolva com revelação nessa noite, que o teu Espírito seja o nosso professor, o nosso mestre, trazendo vida às palavras que são faladas aqui.

que tudo aquilo que não é Teu, que é da minha carne, caia por terra, Senhor, mas que aquilo que é genuinamente do Teu Espírito, possa encontrar um solo fértil no nosso coração, em nome de Jesus. Amém, gente? E o Exo do capítulo 19, a gente vai ler a partir do versículo 5, eu vou pular alguns versículos e você vai acompanhando comigo.

Então aqui Deus está dando uma ordem para Moisés, está falando com o povo e a palavra de Senhor diz assim, Agora se me obedecerem fielmente e guardarem a minha aliança, vocês serão meu tesouro pessoal dentre todas as nações. Embora toda a terra seja minha, vocês serão para mim um reino de sacerdotes e uma nação santa.

Essas são as palavras que você dirá aos israelitas. Moisés convocou as autoridades do povo e lhes expôs tudo o que o Senhor havia lhe mandado falar. O povo respondeu unânime. Repita comigo, o povo respondeu unânime.

Faremos tudo o que o Senhor ordenou. E Moisés levou o Senhor, a resposta do povo. Ele vai repetir isso muitas vezes. E o Senhor disse a Moisés, vá ao povo e congregue-o hoje e amanhã. Eles deverão lavar as suas vestes e estar prontos no terceiro dia. Porque nesse dia o Senhor... Desculpa, eu estou lendo o 10 agora. Eu pulei para o 10, tá?

porque nesse dia o Senhor descerá sobre o Monte Sinai, à vista de todo o povo. Pula comigo para o 14. Tendo Moisés descido do monte, consagrou o povo, e eles lavaram as suas vestes, e disse então ao povo,

Prepare-se para o terceiro dia e até lá não se acheguem a mulher. Ao amanhecer do terceiro dia, houve trovões e relâmpagos e raios. Uma densa nuvem cobriu o monte e uma trombeta ressoou fortemente.

Todos no acampamento, tremeram de medo. Moisés levou o povo para fora do acampamento, para encontrar-se com Deus e eles ficaram ao pé do monte. Então a primeira coisa que eu quero que você perceba nesse texto, não só no texto que a gente leu, mas nos destaques que eu dei, é que Deus, Ele não chama...

indivíduos isolados. Deus chama um povo inteiro e convoca esse povo a congregar. Então Deus podia aqui ter falado só com Moisés, mas Deus escolhe descer diante de todo o povo. Então a primeira coisa que eu quero que você guarde nessa noite...

É que existem experiências que são pessoais com Deus, mas há manifestações de Deus, a gente vai ver isso em toda a escritura, que Deus reserva para um povo reunido. Eu quero que você vá comigo agora para Deuteronômio, capítulo 31. Deuteronômio 31.

Versículo 12, Deus está dando uma ordem aqui e olha o que Ele diz.

Convoquem todos, homens, mulheres, crianças e os estrangeiros que vivem em suas cidades, para que ouçam esse livro da lei, aprendam a temer o Senhor, seu Deus, e a obedecer fielmente a todos os termos dessa lei. Façam isso para que os seus filhos, que não conhecem essas instruções, as ouçam e aprendam a temer o Senhor, o seu Deus. Façam isso enquanto viverem na terra da qual...

Tomarão por posse ao atravessar o Jordão. Queridos, então aqui Deus dá uma ordem, é muito interessante porque Deus é muito específico. Então Deus diz, olha, juntem todos, homens, mulheres, crianças, até o estrangeiro que está no meio de vocês. Por quê? Porque Deus está deixando claro que Ele não queria formar só crentes individuais. Mas o que Deus queria era formar um povo...

que tinha uma consciência coletiva. E para isso, era necessário que as pessoas e que todos fossem reunidos. A gente precisa entender uma outra coisa. A congregação aqui que Moisés reúne tinha cerca de 3 milhões de pessoas.

Então você entende o tamanho desse movimento. E queridos, porque eu quero vir construindo algo com você, e para isso eu quero compartilhar com você algo que é muito forte na minha memória de infância. Então eu quero que você entenda que isso não é só um parênteses aqui na mensagem, mas é importante que você acompanhe isso comigo, porque vai fazer muito sentido no decorrer da mensagem.

Queridos, quando eu, infelizmente eu sei que essa não é uma memória que é partilhada por todos, mas talvez a maioria de vocês saiba que eu nasci no lar cristão. E quando eu olho para trás, principalmente na idade ali dos 3, 4 até os 10 anos de idade, quando eu não tenho assim tanta clareza de tantas memórias,

Mesmo assim, existem algumas memórias que são muito vivas na minha mente, mesmo nesse período que eu não lembro de tanta coisa. Então, uma memória que é muito forte para mim, é a memória de que o domingo sempre foi um dia muito especial para a minha família.

Então, eu olho para trás e vejo que a família nunca deixou de congregar no domingo, nunca deixou de ir para a igreja no domingo. E isso acabou gerando algumas memórias que são tão significativas para mim, que eu percebo que com o tempo, até hoje, acabaram formando em mim, não só um senso de pertencimento da igreja, de entender que eu faço parte da igreja, do corpo de Cristo.

mas também de um senso de comunidade e tudo isso acabou influenciando muito na minha forma de olhar para a igreja hoje e a minha forma de entender o que a igreja é.

Então é claro que eu não estou falando de uma perfeição, nem estou tratando aqui de uma nostalgia, como tratar da ideia que antes que era melhor, antes que era mais importante. Não é isso, quando eu olho para trás eu consigo facilmente perceber que essa época ela tinha seus erros, tinha seus exageros, tinha suas próprias faltas. Então eu vejo muita coisa que faltava na igreja naquela época.

Mas eu percebo, por outro lado, que existiu uma coisa muito importante que vem se perdendo cada vez mais. E o que motivou essa mensagem, uma das coisas que motivou essa mensagem, eu acho que foi perceber um pouco melhor algumas coisas que a gente está perdendo e...

o tamanho, a consequência dessa perda. Então, eu quero que você entenda, e a gente vai voltar para essa palavra, eu vou usar várias vezes essa palavra ritual. Então, eu quero mostrar para você que existia um ritual que não era intencional, que era um ritual provavelmente não percebido pela gente, que envolvia o domingo, mas a repetição de algumas coisas... tá escrito tá escrito tá escrito tá escrito tá escrito tá escrito tá escrito tá escrito tá escrito tá escrito tá escrito tá escrito tá escrito tá escrito tá escrito tá escrito tá escrito tá escrito tá escrito tá escrito tá escrito tá escrito tá escrito tá escrito tá escrito tá escrito tá escrito tá escrito tá escrito tá escrito tá escrito tá escrito tá escrito tá escrito tá escrito tá escrito tá escrito tá escrito tá escrito tá escrito tá escrito tá escrito tá escrito tá escrito tá escrito tá escrito tá escrito tá escrito tá escrito tá escrito tá escrito tá escrito tá escrito tá escrito tá escrito tá escrito tá escrito tá escrito tá escrito tá escrito tá escrito tá escrito tá escrito tá escrito tá escrito tá escrito tá escrito tá escrito tá escrito tá escrito tá escrito tá escrito tá escrito tá escrito tá escrito tá escrito tá escrito tá escrito tá escrito tá escrito tá escrito tá escrito tá escrito tá escrito tá escrito tá escrito tá escrito tá escrito tá escrito tá escrito tá escrito tá escrito tá escrito tá escrito tá escrito tá escrito tá escrito tá escrito tá escrito tá escrito tá escrito tá escrito tá escrito tá escrito tá escrito tá escrito tá escrito tá escrito tá escrito tá escrito tá escrito tá

formava, na verdade, um ritual. Então, sempre tinha uma expectativa de que o domingo estava chegando, a casa acordava diferente de todos os outros dias da semana no domingo. Então, por quê? Porque a família toda estava envolvida em torno de uma mesma coisa, em torno de um compromisso que era comum de todos, que envolvia toda a família.

Então eu olho para trás e eu lembro muito bem a correria que envolvia os domingos de manhã, principalmente para a minha mãe, normalmente são as mães que têm esse papel de arrumar os filhos. Então eu lembro da correria na casa para a gente não atrasar, porque a família não atrasava para chegar no culto. Eu lembro da gente todo domingo de manhã tomando café junto. Eu lembro de a gente escolhendo as melhores roupas para vestir.

porque era um dia que minha mãe não deixava a gente se vestir de qualquer jeito. Então, você colocava a melhor roupa, você não podia vestir o que queria. Eu lembro da minha mãe várias vezes arrumando o cabelo, arrumando a roupa, tentando deixar a gente mais alinhado que conseguia. E tudo isso acabava mostrando o quê? Que era um dia especial.

Então, hoje você precisa estar arrumado. Então, no meio, querido, de tudo isso, é claro que existiam coisas ruins, né? Então, eu não quero romantizar. Então, tinha o choro porque não queria sair da cama, porque queria continuar dormindo. Tinha criança reclamando que não queria ir para a igreja. Tinha criança emburrada porque...

ia ter que vestir uma roupa que não queria, tinha toda a pressão para não se atrasar, mas no meio de tudo isso existia um eixo comum.

Então, existia a clareza de que o domingo não era um dia comum, que era o dia de cultuar a Deus, que era o dia de agradecer ao Senhor. Eu lembro dos meus pais falando isso muito. Era o dia de encontrar os irmãos. Então, é tão interessante, porque eu lembro de algumas coisas que eu não tenho nenhuma outra memória relacionada a isso. Mas eu lembro, gente, talvez essas sejam lembranças de 4, 5 anos.

Eu lembro da família parada no ponto de ônibus para ir para a igreja. Eu lembro do trajeto, eu lembro da expectativa de encontrar alguns amigos que eu só via no domingo. Eu lembro das músicas que eram cantadas, eu lembro dos pares, eu lembro do prédio, eu lembro da minha mãe assando pão para levar de presente para algum irmão da igreja. Além, eu lembro de como era bom, eu descobria...

que a gente não ia para casa depois do culto, que a gente ia para casa de algum irmão. Isso era, assim, o domingo mais especial. Por quê? Porque além de comer uma comida boa, aleluia, que normalmente sempre envolvia queimar o sacrifício, eu ia ter uma tarde para brincar com alguns amigos que eu só via uma vez por semana. Então, queridos, como uma criança, é claro que eu não conseguia perceber que eu não conseguia perceber

isso na época, mas todo esse ritual constante, contínuo, que envolvia ir para a igreja, congregar, estavam formando muitas coisas dentro de mim, na minha identidade e da minha...

Família. Então eu olho para trás hoje e é muito claro para mim que esse ritual repetido toda semana acabava formando uma identidade coletiva. Então formava memória.

formava essa impressão de pertencer a alguma coisa que era maior do que a gente só, formava o senso de comunidade, formava essa ideia de que a fé não é uma coisa privada, não é só da minha família, da minha casa, mas que a fé é uma coisa compartilhada, que existem outros, que a fé não é só do meu núcleo familiar.

Então, levava esse entendimento de que a fé coloca a gente numa comunidade. E essa comunidade era percebida quando a gente se reunia. Então...

Isso tudo vinha pela constância de um ritual, de uma liturgia. Como eu falei aqui, o café, a correria, a roupa, o trajeto, o encontro, os rostos conhecidos, a adoração coletiva, a atividade dominical que cada...

A idade tinha ali na escola dominical, no domingo de manhã, a mesa com os irmãos, a comida de domingo. É claro que na época ninguém ia chamar isso de um ritual. Eu acho que se alguém sentasse na mesa e falasse, ó, a gente está aqui no nosso ritual de domingo, isso ia ser recebido até como uma coisa pejorativa. Mas, na verdade, o que estava acontecendo ali era exatamente isso, um ritual.

Uma liturgia. E o que isso significa na prática? Que a nossa vida estava sendo estruturada, organizada por um ritmo comum, comunitário. Onde você tinha inúmeras famílias que passavam pela mesma coisa. O gesto repetido, semana por semana, uma prática coletiva que envolvia...

tantas famílias e que com isso acabava por construir uma identidade coletiva. Então a verdade, queridos, isso aqui é muito importante, que sem dizer palavra nenhuma, sem o pai precisar sentar na mesa e falar olha o que a gente está construindo aqui semana após semana. A verdade é que o ritual, sem usar palavra nenhuma, estava dizendo a gente pertence a um povo.

Esse povo pertence a Deus e Deus está no centro do nosso domingo. Então, de uma forma ou de outra, esse o entendimento que estava sendo construído. Agora, sem que ninguém quase percebesse, algo mudou.

Então, é claro que isso não mudou só de uma vez, isso vem mudando com os anos, como toda cultura é transformada pelos anos, mas existiu uma coisa que aconteceu alguns anos atrás que foi determinante nessa mudança, que foi uma coisa chamada pandemia.

Então perceba que quando a pandemia veio e a gente já não podia se reunir mais, e essa igreja que nasceu no meio da pandemia, irmão, a única alternativa que sobrou para a gente, para a gente conseguir se comunicar com a igreja, eram os cultos online.

Então, eu quero dizer para você, eu não quero passar uma impressão errada, eu não tenho dúvida nenhuma de que ir para os cultos online era muito melhor do que não fazer coisa nenhuma, então eu não estou demonizando a transmissão.

Então, a transmissão, os cultos online, eles cumpriram um papel, eles serviram para um tempo excepcional, que foi um tempo único, diferente de todos os outros. Então, ela foi útil para um momento específico, só que o problema é que uma ferramenta, porque o culto online deveria ser só uma ferramenta.

O problema é que uma ferramenta que deveria ser para uma ação emergencial, para muita gente, acabou virando uma substituição permanente.

Então, aquilo que era para ser uma exceção acabou virando um hábito. Aquilo que era só para ser um remendo de momento acabou virando um estilo de vida. Então, uma coisa que eu percebo, a Dani tem um tio especificamente, ela perdeu um tio na Covid.

E um outro tio ficou com várias sequelas, ficou muitos dias na UTI, perdeu parte dos movimentos da perna, então ele ficou com sequelas. E a impressão que eu tenho é que, graças a Deus, a pandemia acabou, mas ela acabou deixando algumas sequelas na igreja.

A pandemia passou, graças a Deus, e quando as igrejas voltaram a poder se reunir, aconteceu uma coisa que talvez fosse inesperada. Em vez da igreja voltar a congregar com toda a força, com toda a intensidade, por perceber...

o quanto congregar é importante, o quanto está com as pessoas faz falta. Então, voltar a congregar com mais intensidade que nunca, por perceber a falta que congregar faz, a verdade é que nós acabamos negociando alguns tesouros muito preciosos. E a gente acabou trocando a comunhão por uma outra coisa.

E olha como é simples. Talvez, se você pensasse, eu estou dizendo que a gente trocou a comunhão por outra coisa, o que você colocaria? O que seria outra coisa? Mas, irmão, a verdade é que a gente trocou a verdade e o princípio da comunhão por duas coisas. Praticidade e comodismo.

E isso são características muito marcantes do que é o pensamento e o modelo de vida pós-moderno. Eu quero falar mais sobre isso. Então, a verdade é que a pandemia passou e as pessoas não voltaram a congregar como antes.

Algumas coisas são chocantes, porque você olha e as pessoas não deixaram de amar Deus, elas não deixaram de ter fé, de crer, por incrível que pareça. Eu até conheço pequenas igrejas que fecharam na pandemia, porque o recurso parou de entrar, mas essa é a exceção. Mas, no geral, as pessoas pararam de congregar nos cultos, na reunião pública, mas elas não deixaram de dizimar e ofertar.

Outra coisa, elas não deixaram, talvez na sua maioria ou em grande parte, de ouvir a mensagem. Então ele não vem para o culto, mas ele ouve a mensagem depois. Mas o que aconteceu é que talvez a maior parte da igreja acabou sendo enfeitiçada pela praticidade.

foi envolvida pela praticidade. O que eu quero dizer com isso? Irmão, olha o que aconteceu depois. Então, você que congregava quase todo domingo, depois da pandemia, talvez você tenha sido enfeitiçado pela praticidade. O que significa isso? Significa que o caminho da igreja parece muito longe agora. Então, ir para a igreja é longe, demora muito.

O culto online, ele faz você relaxar em relação à sua possível obrigação com Deus. Então, não é que eu não estou faltando culto, eu estou assistindo online. Então, as pessoas acostumaram a ficar em casa e assistir de casa.

as pessoas foram seduzidas pela praticidade do consumo. Então, a verdade é que quando você fica em casa e assiste um culto online, você não está cultuando, você está consumindo um culto online.

do conforto da sua casa. Muito prático, sem precisar arrumar as crianças, sem ter nenhum trajeto para ir e para voltar, sem gasto de combustível, sem compromisso, e sem perceber. A gente trocou a experiência de se reunir pela experiência da audiência. E o resultado disso, e agora você vai começar a me entender, porque eu fiz questão de mostrar a minha história para você.

O resultado disso é que o ritual foi abandonado. Então, não existe mais um preparo, as pessoas assistem o culto de casa usando pijama, largado no sofá. Então, o culto não envolve mais a família toda.

Por quê? Porque não tem a transmissão do culto infantil. E aí você não obriga as crianças a ficarem lá porque elas não têm paciência, porque a linguagem do culto para o adulto não fala com a criança. Então, o louvor também não é tão legal assistir de casa, a qualidade não é tão boa. Então, o que você faz? Você entra só na hora da palavra.

Então, eu olho aqui, eu vejo, a gente tem sempre uma quantidade de pessoas assistindo a gente online. Só que quando começa a palavra, quando está quase para começar a palavra, sei lá, esse número dobra, triplica. Por quê? Porque as pessoas ficam entediadas. Elas não conseguem ficar assistindo a adoração. Então, ela entra só para a palavra. Agora, qual é o problema? O problema...

É que além delas só entrarem para a palavra, elas assistem a palavra mexendo no celular, respondendo mensagem, cozinhando, varrendo a casa, fazendo qualquer outra coisa. E a verdade é que já não existe mais conexão, já não envolve mais outras pessoas, já não envolve mais a família toda.

é tomado por uma posição de consumo, então você muda de canal do YouTube, se a mensagem não está interessante, então você vai para outra igreja que está transmitindo o seu culto, ou você se distraiu em algum momento, e aí quando você volta, você perdeu o fio da meada da mensagem, aí o que você faz? Você já não assiste mais, você não termina de assistir. Irmão, tudo isso pode parecer pequeno.

Mas não é. As pessoas, e eu vejo que quando você cria um hábito...

E infelizmente a gente tem pessoas aqui, eu sei, que quase nunca vem no domingo, mas poxa, pastor, eu estou lá, eu estou assistindo online. E o pensamento qualquer, ah, mas é normal, hoje muita gente faz isso. E, querido, com isso a gente acaba normalizando uma coisa que é extremamente perigosa e que está roubando você e a sua família. E...

Olha que sério isso, irmão. E talvez você que é homem, que é o cabeça da sua casa, a gente costuma ensinar que você não é o sacerdote da sua casa, porque não existe nenhum sacerdote mais que não seja Jesus entre os homens e Deus. Então cada um é um sacerdote, sua esposa é um sacerdote, seus filhos são sacerdotes e eles têm que desenvolver o próprio sacerdócio. Você não é o sacerdote, mas você é o cabeça.

Mas provavelmente, quando chega num domingo, você que deveria estabelecer um padrão, é o primeiro a falar para a família, ah, vamos assistir de casa hoje? Então...

Querido, e aqui eu preciso que você entenda uma coisa importante. A questão do culto nunca foi sobre só ouvir a mensagem. Então, se fosse só sobre ouvir a mensagem, você ouvia de casa, você ouvia no carro, depois indo para o trabalho, né? Mas ser igreja nunca foi sobre entrega de conteúdo.

E quando você está com a ideia de que só ouvir a mensagem depois está resolvido, você está trocando o que é um culto de verdade por entrega de conteúdo.

Mas igreja não é entrega de conteúdo, igreja é corpo, igreja é vínculo, igreja tem comum, igreja é crer em comum, é celebrar em comum, igreja é povo, igreja é continuidade, igreja é presença, igreja é mutualidade, igreja é comunhão, igreja é família.

E como você deve saber muito bem, porque a gente bate muito nisso aqui, igreja é mesa. Mas ouça o que eu vou te falar e isso talvez seja uma das partes mais importantes dessa mensagem que eu vou construir para você depois. A igreja é mesa, ela é comunhão, mas a igreja também é uma assembleia.

E eu vou mostrar isso depois para você. Queridos, Deus já vinha falando algumas coisas com a gente sobre isso. E havia uma inquietação no meu coração. E eu quero ser claro e dizer que isso não é uma realidade aqui só da Cornerstone. Mas a verdade é que a frequência das pessoas nos cultos diminuiu muito. Isso eu sei que pelo menos no Brasil é uma realidade.

eu acredito que fora também, mas existe uma coisa que sempre me chocou, a gente teve 300 pessoas aqui no domingo, agora de manhã, e eu perguntei, eu já fiz isso várias vezes, falei, gente, por favor, deixa eu entender se é verdade, quem aqui veio para a igreja no domingo passado? Gente, eu acho que 30% levantou a mão, vamos fazer o teste aqui, quem veio domingo passado? Gente, olha isso.

Não dá 50%. Então, sei lá, a gente teve 300 pessoas de manhã, a gente teve, tem talvez 200 pessoas agora à noite. Então, são 500 pessoas. 30%, a gente tem 350 pessoas dessas 500 que não vieram no outro domingo. Isso é assustador para mim. Então, isso já vinha trazendo um incômodo. Mas eu quero que você ouça agora algo muito importante. Na semana passada, no sábado...

a gente teve o Cultura Cornerstone aqui. E no final do Cultura Cornerstone, uma irmã aqui da igreja, que tem, a gente conhece ela há muitos anos, ela tem um ministério profético muito reconhecido, ela chegou para mim e falou assim, pastor, eu precisava te perguntar uma coisa. Ela veio com todo cuidado e falou, pastor, na verdade ela estava me dando uma lapada, mas ela veio do jeito certinho, né?

Ela falou, eu queria te perguntar uma coisa. Irmão, quando ela falou isso, ela começou a falar, eu sabia que Deus queria falar comigo, e eu ouvi com toda atenção, como quem está ouvindo algo que vem de Deus.

E ela falou assim, pastor, eu ouço você falar sobre a importância da mesa, da comunhão, e gente, eu não estou mudando isso, quero deixar bem claro. Ela falou, pastor, eu vi você dizendo que uma pessoa que...

não vem quase no domingo, mas está na reunião das casas para você ser um membro, mas quem está em todo domingo, mas não vai na casa, não é um membro, é um visitante constante. E ela falou assim, pastor, eu entendo tudo o que você está dizendo. Ela falou, mas a impressão que eu tenho é que parece que você está diminuindo a importância da igreja congregar como um todo.

E cara, aqui ela foi voz de Deus. E ela falou, a consequência disso é que a igreja está perdendo algo importante. E aquilo caiu assim, foi como uma flecha no meu coração, sabendo que Deus estava me mostrando uma verdade.

E, queridos, eu comecei a voltar e pensar em algumas coisas, e eu lembrei que, além de falar isso sempre no Cultura Cornerstone, eu já falei isso em vários cultos. Eu sempre dei um exemplo sobre falar, irmão, entenda, eu não estou desfazendo nada do que a gente falou. Você está aqui todo domingo, mas você não tem comunhão, você não tem relacionamento. Isto não é ser igreja.

Então você precisa estar na casa. Você precisa ter entranháveis afetos. Eu não estou mudando isso.

Só que eu percebo que a gente passou uma aparente desvalorização do domingo, como se isso fosse só uma coisinha. Então, eu lembrei que eu sempre dou um exemplo, inclusive dei no sábado. Existe um irmão aqui chamado Walter, e o Walter pega três horas de ônibus para vir da Fazenda Rio Grande para o curso de domingo aqui. Então, normalmente, ele vem de ônibus e volta de Uber. E eu sempre dei o exemplo dele. Falei, gente, a gente está num bairro, mas não é uma igreja de bairro. Você já deve ter ouvido eu falar isso.

Então tem gente que mora muito longe, o cara não consegue estar aqui todo domingo, talvez ele venha um domingo por mês, um domingo cada mês e meio, mas ele está na casa. Irmão, e eu não percebia que em primeiro lugar, essa é a realidade de quase ninguém.

Talvez ninguém mais aqui gaste três horas para vir de ônibus. Talvez poucas pessoas venham de ônibus. Talvez você more longe, mas você tem um carro. E eu esqueci a outra coisa. O Walter, que é o cara que gasta três horas para vir até a igreja, é um cara que tem uma frequência muito assídua no culto. Então, justamente esse cara que gasta três horas de ônibus para vir, quase não falta.

Então, só que com isso, talvez eu tenha dado uma muleta para algumas pessoas, dizendo, não, eu vou ficar em casa e está tudo bem. Então, querido, eu percebo que talvez na tentativa de mostrar para você que a igreja não é a sua reunião no prédio, que a igreja, ela acontece na vida, no relacionamento, na mesa, e aí a gente se reúne junto, talvez na tentativa de mostrar para você que a igreja não é a sua reunião no prédio.

o quanto isso é importante, eu acabei desvalorizando uma outra coisa que também é importante. E dentro disso, eu quero pedir perdão para você, se eu passei uma imagem de que o culto público não era importante, porque ele é sim.

E outra coisa, a gente nunca pensou desse jeito. Deus sabe o esforço que eu faço muitos domingos para estar aqui. Por quê? Porque é importante. Então, por exemplo, sei lá, umas três, quatro semanas atrás, eu passei quatro dias em reunião da Ticum em São Paulo. Aí eu passei viajando a noite de sexta para sábado.

Cheguei de madrugada em Imperatriz do Maranhão. E ir para a Imperatriz, a Imperatriz fica quase, tipo assim, depois do Egito. Né? É tipo o irmão do céu, é longe. É tipo uma viagem internacional.

Aí viajei a noite, a maior parte da noite, indo para Imperatriz. A gente passou o dia em evento lá em Imperatriz. E aí eu saí uma hora da manhã, da noite de sábado para domingo. Cheguei em casa do aeroporto dez horas da manhã. Tomei um banho correndo. E cheguei aqui quase na hora de subir no púlpito para pregar.

Duas noites sem dormir. Por quê? Porque o culto público sempre foi importante para nós. Os meus filhos normalmente estão nos dois cultos. E olha o que esse ritual está ensinando para eles. A gente sai de férias...

Vai chegando quinta, sexta, eles já estão dizendo assim, aonde que a gente vai? Em qual culto que a gente vai? Por quê? Porque o sábado e domingo são dias de cultuar, são dias do Senhor. Então me perdoe se eu passei para você a imagem de que o culto público não é uma coisa importante, porque ele é sim, e eu nunca olhei para o culto público como uma coisa irrelevante.

Alguns dias atrás, eu e a Dani assistimos uma mensagem do Guilherme de Carvalho, que é um cara excepcional.

E ele apontou uma coisa no livro de Atos que eu nunca tinha percebido. Irmão, isso mudou o meu entendimento em muita coisa e encaixou perfeitamente naquilo que eu quero dividir com você. Então quando você vê, é quase um conceito geral entre os teólogos, que a igreja nasce no Pentecostes.

Certo? Então se você perguntar, isso vai ser quase um consenso, quando que a igreja começa? Tinha igreja no Antigo Testamento? Ah, não tinha. E a igreja nasce quando? A igreja nasce quando Jesus nasceu? Não, a igreja nasce no Pentecostes. Então qual é o entendimento teológico aqui, dessa eclesiologia? Então Jesus chega para os discípulos e fala, vocês vão receber o Espírito Santo?

E quando ele vier sobre vocês, vocês vão ser revestidos de poder. E então vocês serão minhas testemunhas. Em Jerusalém, Judéia, Samaria e até os confins da terra. Então quando o Espírito Santo vem e as testemunhas começam ali, a igreja começa. Então esse é um censo meio comum. Mas olha o que o Guilherme de Carvalho fala. A primeira vez que a palavra igreja, que no grego, talvez a maioria de vocês saiba, é a palavra eclésia.

A primeira vez que essa palavra vai aparecer na Bíblia, ou seja, Jesus não tinha falado isso, os discípulos não tinham falado essa palavra, a primeira vez em Mateus 16, 18. Quando Jesus chega para Pedro e diz assim, tu és Pedro e sobre essa rocha eu vou edificar a minha...

Igreja. A palavra ali traduzida como igreja, a palavra grega, eclésia. Agora o que é interessante aqui? Mesmo Jesus e os discípulos nunca terem usado essa palavra antes, Jesus não disse para Pedro, tu és Pedro e sobre essa rocha eu vou edificar a minha igreja. Agora Pedrão, senta aqui que eu vou te explicar o que vai ser esse negócio chamado igreja.

Jesus não explica para Pedro, por que Jesus não explica para Pedro? Porque a palavra Eclésia era uma palavra muito conhecida e muito usada. O que é a tradução literal de Eclésia? A tradução literal de Eclésia é? Alguém sabe? Assembleia.

A tradução literal é Assembleia. Então, por que Jesus não explica para ele? Porque Jesus estava falando de uma palavra que era muito conhecida. Então, quando o rei juntava toda a sua liderança e todo o seu conselho, isso era chamado de...

A eclésia do rei, ou assembleia do rei. Se você perceber, a gente usa essa palavra normalmente. Então a gente vai falar da assembleia de condomínio, a gente vai falar da assembleia legislativa, várias igrejas têm reuniões que chamam de assembleia. Então assembleia significa o quê? Assembleia significa ajuntamento.

Mas mesmo assim, a gente está com a ideia de que a Assembleia de Deus, que não é a da Rua Azusa, começou aqui. Mas o que o Guilherme de Carvalho aponta? No capítulo 6 e 7 de Atos...

antes de Estevão ser apedrejado, ele faz um discurso, uma pregação, aonde Estevão era tão ninja de Bíblia, que ele faz um resumo do Antigo Testamento. Então você fala assim, cara, como que seria um resumo do Antigo Testamento? Você não precisa nem imaginar. Vai lá no discurso de Estevão e o discurso...

O discurso dele é um resumo da história de Deus e um resumo da história do povo de Deus. Então ele começa lá desde o começo e vai falando sobre a história de Deus e do povo de Deus até Jesus e os seus discípulos. Só que no meio disso...

Estevão fala, claro, não tem como você contar a história do Antigo Testamento, sem passar por Moisés e pelo povo do deserto. E aí ele destaca esse trecho na pregação de Estevão. Então eu quero que você vá comigo para lá, Atos capítulo 7. Versículo 34.

Atos capítulo 7, versículo 34, você vai ver é muito simples, ele está falando aqui do processo de Deus em levantar Moisés e resgatar o povo do Egito. E olha o que a Bíblia diz, então atos 7, 34. Por certo, tenho visto a aflição do meu povo no Egito, tenho ouvido seus gemidos e desci para libertá-los. Agora vê, pois eu o envio de volta ao Egito, ele está falando de Moisés.

Esse era o mesmo Moisés que o povo havia rejeitado quando lhe perguntaram, quem o nomeou nosso líder ou juiz? Por meio do anjo que apareceu a Moisés no arbusto em chamas, Deus o enviou para ser o libertador, assim como muitas maravilhas e sinais, ele os conduziu para fora do Egito, pelo mar vermelho e pelo deserto durante 40 anos.

Esse mesmo Moisés disse ao povo de Israel, Deus levantará para vocês um profeta como eu do meio do seu povo.

Moisés estava com nossos antepassados, agora a parte mais importante, Moisés estava com nossos antepassados, a congregação do povo de Deus no deserto, quando o anjo lhe falou no monte Sinai, e ali Moisés recebeu as palavras que dão vida para transmiti-las a nós. Então olha só.

Ele está falando aqui do primeiro nível de ajuntamento que teve. E o que Estevão está dizendo aqui é que Moisés tinha uma congregação do povo de Deus no deserto. Quando você vai para a palavra original ali no discurso de Estevão, sabe qual palavra Estevão usa? Eclésia.

Então o que Estevão está fazendo é chamar esse ajuntamento do povo de Deus, lá em Êxodo ainda, lá em Deuteronômio, de igreja de Deus, ou assembleia de Deus.

Então, querido, aonde eu quero chegar com tudo isso? A gente precisa entender que, entre outras muitas coisas, como a igreja, ela é os relacionamentos profundos, os entranháveis afetos, como Paulo falou, a igreja é mesa, a igreja são esses vínculos profundos, mas a igreja também é uma...

Assembleia, a igreja é também o ajuntamento dos santos, o que Estevão está mostrando para nós, é que desde o início, Deus tinha um padrão de lidar com o seu povo, desde o começo, e esse padrão de Deus envolvia ajuntamento. Qual é a verdade por trás disso? A verdade é que Deus não salva só...

Indivíduos. Deus forma um povo. Por isso que ele vai dizer, vocês vão ser uma nação de sacerdote. Um povo de minha propriedade exclusiva. Então Deus não chama só as pessoas uma por uma. Deus convoca uma assembleia.

E a gente vai ver isso se repetir inúmeras vezes nas Escrituras. Então, se você estiver anotando, você pode anotar, mas eu não vou pedir para você abrir cada texto, mas eu só queria dar alguns exemplos de como isso vem sendo construído na Bíblia. Então, êxodo 19, Deus convoca todo o povo para o Monte Sinai.

Em Deuteronômio 31, 12, Deus dá uma ordem clara, a gente leu, a juntar todos, homem, mulher, criança, o estrangeiro. Em Joel 2, a ordem de Deus, no meio de um jejum, é congregar o povo e...

E santificar a congregação. Em 2 Cronicas capítulo 20, Josafá, a Bíblia diz que ele reúne o povo inteiro para buscar o Senhor. Em Neemias capítulo 8, a Bíblia fala de todo o povo se reunindo para ouvir a lei. Em Levíticos 8 e 9, eu gosto muito dessa expressão, o texto vai falar dos ajuntamentos solenes para culto.

Em 1ª Reis, capítulo 8, Salomão reúne uma assembleia para dedicar o templo. E em Joel, capítulo 1, você não precisa abrir, mas eu quero ler, inclusive, o que a Ticum faz, que chama de assembleia solene, vem desse texto. Então, Joel, capítulo 1, versículo 14, diz assim, promulgai um santo jejum.

E convocai uma assembleia solene. Congregai os anciãos, todos os moradores dessa terra para a casa do Senhor, o vosso Deus. E clamai ao Senhor. Então gente, você percebe um padrão aqui?

A gente olha para as escrituras, você vai ver Deus se movendo nas casas, se movendo nas tendas, Deus se movendo nos quartos, nos caminhos, no deserto, nas cavernas, mas também você vai ver repetidamente Deus convocando um povo...

inteiro. Então qual é a verdade? Nada substitui o seu tempo devocional com Deus. Nada vai substituir você entrar no seu quarto e fechar a sua porta em secreto. Mas a gente precisa entender também que nada substitui a congregação, vê a congregação.

Você perceber que você faz parte de algo maior. E é muito interessante, porque a gente vai correndo a Bíblia, você vai perceber que isso não termina no Novo Testamento. Então, Atos vai começar, olha só.

Como Atos começa? Com o derramamento do Espírito Santo. Agora, se eu perguntar para você aqui, quais são as características importantes de Atos, uma das primeiras coisas que você vai falar, provavelmente, é a reunião nas casas. Agora, quando o Espírito Santo vem, eles não estão na casa. A ordem de Jesus é...

permaneçam unânimes no mesmo lugar. Então não foi com várias reuniões nas casas e de repente o Espírito Santo veio. Jesus fala, não se dispersem, fiquem todos no mesmo lugar. E tinha 120 pessoas reunidas no mesmo lugar quando o Espírito Santo vem.

A igreja, ela cresce nas casas, mas ela é percebida publicamente. Eu não vou destrinchar isso aqui, porque eu falo isso numa das mensagens da cultura da mesa. Então, você vê, na minha cabeça, a importância de congregar era tão clara, né? Mas a Bíblia diz que eles se reuniam, a igreja se reunia no pátio do templo, no pórtico de Salomão. A igreja aqui já tinha pelo menos 5 mil pessoas.

E a Bíblia diz que o povo lhe atribuía grande respeito, mas que ninguém ousava se juntar a eles. Por quê? Porque a comunidade da fé podia ser vista. Além de estar nas casas, esse povo se juntava, a igreja era reconhecida, era pública.

A Bíblia fala, por exemplo, de Paulo em Éfeso, diz que ele vai pregar, além de estar reunindo as pessoas na casa dele, se reunir em outras casas, os textos deixam claro isso, a Bíblia diz que ele ia pregar na sinagoga. A Bíblia diz que quando os judeus começam a resistir, ele sai da sinagoga e fica só nas casas. Não, a Bíblia diz que ele vai para a escola de um cara chamado tirano.

Então mesmo assim ele escolhe um lugar onde ele consegue congregar bastante gente. A Bíblia vai repetir várias vezes em atos, no templo e de casa em casa. Então era assim que a igreja se movia, que a igreja crescia.

Se olha para a orientação apostólica, quando se olha para as cartas de Paulo, Paulo escrevia as cartas para Corinto, para Galáxia, aos romanos, e ele falava, reúna o povo e leia a carta publicamente. Ele falava, estou escrevendo essa carta para vocês e estou escrevendo para os corintios, estou escrevendo uma carta para outro povo aqui. Ele diz, a carta deve ser trocada e vocês devem ler essa carta em público.

Então, a reunião da congregação, a disciplina era comunitária, a ceia era comunitária, e a Bíblia vai terminar como, irmão? A Bíblia vai terminar com uma grande assembleia final. Então, Apocalipse não vai mostrar para a gente um monte de espírito independente, ou usando uma figura caricata comum.

A história de Deus na Bíblia não acaba com cada um com um mazinha tocando uma harpa na sua própria nuvem. A história, apocalipse, mostra uma multidão que ninguém podia enumerar.

Esse é o quadro do final. A Bíblia fala uma multidão que ninguém podia enumerar, gente de toda tribo, língua, povo, nação reunida diante do trono de Deus. A história bíblica termina em uma congregação, o fim é uma assembleia. Então a gente precisa entender, e guarda isso, que pode, eu não quero que isso seja só uma frase perdida aqui no meio.

Mas quando a igreja se reúne, a igreja não está só cumprindo uma agenda, mas a igreja está ensaiando a eternidade. Porque na eternidade nós vamos estar juntos. Então, querido, é por isso que abandonar o ajuntamento público não é só uma mudança de rotina. Isso acaba... tá ligado tá ligado tá ligado tá ligado tá ligado tá ligado tá ligado tá ligado tá ligado tá ligado tá ligado tá ligado tá ligado tá ligado tá ligado tá ligado tá ligado tá ligado tá ligado tá ligado tá ligado tá ligado tá ligado tá ligado tá ligado tá ligado tá ligado tá ligado tá ligado tá ligado tá ligado tá ligado tá ligado tá ligado tá ligado tá ligado tá ligado tá ligado tá ligado tá ligado tá ligado tá ligado tá ligado tá ligado tá ligado tá ligado tá ligado tá ligado tá ligado tá ligado tá ligado tá ligado tá ligado tá ligado tá ligado tá ligado tá ligado tá ligado tá ligado tá ligado tá ligado tá ligado tá ligado tá ligado tá ligado tá ligado tá ligado tá ligado tá ligado tá ligado tá ligado tá ligado tá ligado tá ligado tá

empobrecendo não só a rotina, mas empobrecendo a nossa expectativa escatológica, da nossa visão daquilo que espera a gente. O povo de Deus deixa de se ver como o povo. Qual que é a consequência disso? A falta de comunhão com o todo é que a nossa fé vai encolhendo para a nossa experiência pessoal. Você não partilha da fé dos outros, você não é alimentado com isso.

E veja, não é só a Assembleia que é importante. O processo reunido, o processo envolvido em reunir a Assembleia é muito importante. E é disso que eu quero falar agora. Eu queria que você fosse comigo para Levíticos. Eu quero voltar a falar da importância dos rituais. Levíticos capítulo 8.

Levíticos capítulo 8, versículo 1. Então, olha só, eu quero que você perceba, Deus não faz nada por acaso. Então...

O que Deus está fazendo aqui é congregar o povo, juntar o povo. Mas junto disso, existia toda uma cerimônia, um ritual que era envolvido. Então olha só, Levíticos capítulo 8, a partir do versículo 1. A palavra do Senhor diz assim. Então o Senhor disse a Moisés, tragarão os seus filhos as roupas sagradas.

o óleo da unção, o novilho para oferta pelo pecado, os dois carneiros e o cesto de pães sem fermento. E reúna toda a comunidade à entrada da tenda do encontro. Moisés seguiu as instruções do Senhor e toda a comunidade se reuniu à entrada da tenda do encontro. É isso que o Senhor ordenou que façamos, anunciou Moisés.

Então a gente vai ver várias vezes nas Escrituras que existem momentos que Deus claramente, Ele exige um testemunho coletivo. Ele quer que todo mundo veja. Ele não quer só falar com um indivíduo. Deus quer que o povo veja, Ele quer que o povo participe, Ele quer que o povo discirna. Então quando você olha para a Bíblia, você vê quantas festas Deus estabeleceu.

Então, quando você vê, olha para as festas, as festas envolviam uma coisa cerimonial, ritual. Então, o que Deus está dizendo? Vocês vão fazer isso todo ano. Isso vai envolver dias. Vocês vão ter que comer isso específico, vocês vão ter que fazer essa oração, vocês vão fazer esse cântico, vocês vão comer essa comida.

E Deus diz, vocês vão repetir. E toda festa tinha um significado. Então Deus tem essa pedagogia da repetição. Então com as festas, Deus está mostrando, isso precisa ser coletivo, isso precisa ser frequente, isso precisa envolver todo mundo. Era um ritual, gente. Não tem outra palavra para isso. Queridos, a maioria das coisas que eu leio, talvez, sei lá, 90%, tá ligado tá ligado tá ligado tá ligado tá ligado tá ligado tá ligado tá ligado tá ligado tá ligado tá ligado tá ligado tá ligado tá ligado tá ligado tá ligado tá ligado tá ligado tá ligado tá ligado tá ligado tá ligado tá ligado tá ligado tá ligado tá ligado tá ligado tá ligado tá ligado tá ligado tá ligado tá ligado tá ligado tá ligado tá ligado tá ligado tá ligado tá ligado tá ligado tá ligado tá ligado tá ligado tá ligado tá ligado tá ligado tá ligado tá ligado tá ligado tá ligado tá ligado tá ligado tá ligado tá ligado tá ligado tá ligado tá ligado tá ligado tá ligado tá ligado tá ligado tá ligado tá ligado tá ligado tá ligado tá ligado tá ligado tá ligado tá ligado tá ligado tá ligado tá ligado tá ligado tá ligado tá ligado tá

São livros cristãos. Mas eu leio algumas coisas que não são de autores evangélicos ou protestantes. Existe um cara que eu gosto muito de ler, que é um sul-coreano chamado Bayong Shul-han. Parece aqueles nomes daquele filme, daqueles japonês com aquele chapéu, parece um prato.

que luta com aquelas roupas voadoras, e aí ele está lutando com bastão e dá um pulo e cai em cima da casa, né? Não parece? Então, esse cara, na verdade, ele é um sul-coreano, ele começou com um metalúrgico, mas com 22 anos, se eu não me engano, ele foi para a Alemanha e ele começou a estudar filosofia.

E esse cara, ele é relativamente jovem, ainda novo, esse cara acabou se tornando um dos pensadores, cientistas pensadores mais influentes da atualidade. Então, se a gente fosse elencar aqui os filósofos, pensadores mais reconhecidos, lidos, estudados, tidos como referência na história hoje...

Se ele não fosse o primeiro, com certeza ele estaria na lista entre os primeiros de qualquer filósofo. Então, esse cara é muito bom. Eu comecei, quando eu comecei a ler alguns livros dele, ele tem uma coisa muito interessante, porque ele faz vários livretos pequenos.

Se você se interessar por ler, é uma linguagem bem acadêmica mesmo, então é denso de ler, não é simples. Mas ele tem alguns livros bem conhecidos, os mais conhecidos eu acho que é Sociedade da Transparência, Sociedade do Cansaço. E são pequenos livros fazendo uma crítica de um aspecto específico do pensamento contemporâneo. E esse cara no meio, ele fala muitas coisas sobre a igreja e sobre Deus.

E eu fiquei curioso sobre isso, eu falei, poxa, como será que é a história desse cara? E aí eu descobri que ele se identifica como católico, isso já é uma coisa bem diferente, né? Porque muitos desses cientistas são ateus, mas ele se identifica como católico, inclusive ele fez teologia formal católica, né?

Então ele acaba, você vê essa influência do pensamento cristão na escrita dele. É claro que ele não escreve como um teólogo, ele não escreve como um cristão, ele escreve como um filósofo. Então eu tenho que ser honesto com você, é o tipo de coisa que você tem que ler com filtro, porque ele acaba tendo influência também do pensamento oriental, religioso. Mas a verdade...

É que esse cara, ele faz diagnósticos, isso não é coisa do pensamento dele, a gente está falando de ciência. E ele faz um diagnóstico muito preciso da sociedade que a gente vive hoje. Então, é claro que como filósofo, esse cara não tem todas as respostas, mas eu olho para ele e vejo que pelo menos ele está fazendo as perguntas certas.

Se a gente fosse pegar um tema central do que ele fala, ele faz principalmente uma crítica sobre o que está acontecendo com o ser humano na era digital. E ele diz assim, e você vai entender porque isso casa tanto com o que eu quero compartilhar com você. Ele diz que a nossa geração está perdendo algumas coisas essenciais e não consegue nem perceber isso. E eu olho, querido, eu estou citando ele.

Porque eu vejo que esse cara fala algumas verdades muito profundas que a igreja precisava ouvir.

Então, um dos livros dele, que é o livro que eu mais usei algumas referências para compartilhar com você, que é chamado de O Desaparecimento dos Rituais. Então, ele diz, por exemplo, o seguinte, ele diz assim, a nossa geração está perdendo os rituais e, com isso, está perdendo a capacidade de viver em comunidade.

Então, olha que coisa louca, ele vai relacionar os rituais com essa capacidade de ser comunidade. Então, quando ele fala de ritual, ele resume assim, os rituais são atos simbólicos que representam e transmitem os valores e os ordenamentos sobre os quais uma comunidade é formada.

Os rituais trazem à tona uma comunidade sem comunicação. Hoje, porém, prevalece a comunicação sem comunidade. Então, olha o que ele quer falar. Eu vou exemplificar de uma forma simples para você. Quando ele diz que o ritual, ele traz à tona, o que ele quer dizer? O ritual mostra uma comunidade sem comunicação.

Vamos lembrar da minha história. Eu falei para você, quando a família se reunia toda semana, e meu pai não precisava dizer para ninguém, olha, isso aqui é um ritual para revelar para você o que é essa igreja. O que estava acontecendo? O ritual, sem precisar dizer, sem precisar comunicar, estava mostrando o que é comunidade. Aí ele diz que hoje a gente tem a comunicação e não tem a comunidade.

Gente, isso é muito profundo, é muito forte, porque o que ele está fazendo é descrever uma doença dos nossos dias. Porque a verdade, a gente se comunica o tempo inteiro. Então, não é comunicação que falta para a gente. O tempo inteiro a gente está se comunicando, a gente está mandando mensagem, a gente está comentando, compartilhando link.

a gente assiste a mesma coisa sem estar junto, a gente reage, a gente curte, a gente encaminha, a gente fala, a gente dá opinião, mas, ao mesmo tempo, cada vez menos a gente tem pertencimento. Então, você é o cara que tem 5 mil amigos no Facebook,

Você tem uma parte disso que interage com você e provavelmente você não conhece bem nenhum deles ou quase nenhum. Então ele está dizendo assim, a gente tem a comunicação sem a comunidade. E aí, querido, ele constrói...

a ideia, a gente tem até um livro aqui que usa essa expressão, às vezes eu fico me perguntando por que os caras que falam coisas tão profundas usam alguns termos que só dificultam o entendimento. Mas eu vi outro cara, eu esqueci o nome, tem um livro aqui chamado Como Habitar o Tempo. Então ele... Hã? James Smith. E ele diz o seguinte...

que o ritual faz com que o tempo seja habitável. O que ele quer dizer? O ritual, ele coloca você num lugar, no tempo de verdade. Por quê? Porque o tempo está sendo diluído. O tempo acaba perdendo o significado. Então ele diz assim, o ritual...

dá forma ao tempo e impede que todos os dias sejam iguais e pareça um pedaço solto na agenda. O que ele quer dizer com isso? Eu vou pegar um exemplo muito simples. Quando você consome culto online, isso...

perde o significado do tempo, porque você assiste o dia que você quiser, a hora que você quiser, você pausa se você quiser, você volta se você quiser, você para de assistir se você quiser, você fica 10 dias assistindo um pedaço.

Você aumenta a velocidade se você quiser e isso vai trazendo uma desconexão com o tempo. E vira uma coisa solta. Se você pode assistir um culto de domingo a qualquer dia, já não tem um dia importante.

Já não tem um dia solene para alguma coisa. Então ele diz o seguinte, que os rituais, eles acabam trazendo marcos na nossa vida. Os rituais, eles geram memória, o ritual, ele dá uma percepção de continuidade, de uma construção que é sendo feita, ele cria valor no tempo. E o ritual, ele traz o senso de pertencimento.

Mas o mais importante, querido, é que eu acho que algumas coisas que esse cara escreveu me ajudaram a perceber, né? Você vai tendo algumas impressões e aí depois você começa a juntar essas coisas e você vai percebendo.

as consequências na estrutura do ser humano, na nossa forma de se mover, a nossa forma de agir, a nossa forma de lidar com a igreja, a nossa forma de pensar o que a morte, o desaparecimento dos rituais vai gerando de consequência na gente. Então perceba que abrir mão de um ritual, como sair todo domingo com a sua família para ir para a igreja,

Pode parecer uma coisa pequena, pode parecer só uma mudança de costume, mas na verdade não é uma mudança só de costume, mas é uma mudança de estrutura de vida, do jeito de organizar a vida. Então, a repetição dos rituais...

É uma forma de organizar e estabilizar a vida. Então, o que eu quero dizer com isso? Aquilo que eu repito, domingo após domingo, pode parecer só repetitivo, mas, na verdade, isso vai criar em mim uma disciplina e vai criar um senso de pertencimento.

Eu não posso só assistir em qualquer horário, de qualquer jeito. Por quê? Porque eu pertenço a esse grupo para quem isso é direcionado. Então, essa disciplina, ela traz para nós esse entendimento que a gente faz parte de uma coisa que é maior do que nós.

Eu costumo dizer quando eu vejo as crianças aqui, às vezes isso é uma das coisas que mais toca meu coração, porque eu fico pensando, cara, essas crianças aqui, daqui a pouco vai ser o ministro de adoração, vai ser o pastor que a gente vai estabelecer, vai ser o missionário que a gente vai mandar para algum lugar. Então eu estou construindo aqui, nós estamos construindo juntos uma coisa que as nossas famílias fazem parte e que é maior do que nós.

porque talvez eu não esteja aqui, mas o ritual traz a percepção de continuidade, não sou só eu avulso aqui, a construção da fé envolve fidelidade.

Então, quando você vai tirando esse aspecto da fidelidade, a fé vai sendo diluída. Agora, olha uma coisa que é importante, que é uma leitura do pensamento pós-moderno. Presta atenção nisso e você vai conseguir identificar muito bem. A gente vive uma geração que não quer estar presa a nada. Parece que tudo que exige uma constância é opressor.

Então, eu quero organizar a minha vida de um jeito que nada me prenda. E, querido, isso é chocante para a gente perceber como uma coisa simples, como congregar, que para a minha geração é uma coisa elementar. Então, eu pregava as mensagens sobre a cultura da mesa com o pensamento. Cara, eu não preciso dizer para ninguém que congregar é importante. E é tão interessante porque duas semanas atrás, a gente estava reunido com a liderança lá em casa.

E se você não sabe, a gente dividiu a liderança aqui da igreja em quatro grupos de mais ou menos 25 pessoas. Então, todos os líderes vão passar pela minha casa pelo menos uma vez por mês. Então, toda terça-feira à noite a gente recebe um desses grupos. Das oito às dez da noite a gente tem uma reunião de alinhamento, de perceber a igreja, de perceber alguma dificuldade, de alinhar alguma doutrina. E aí das dez às vezes até a meia-noite a gente come junto.

para ter comunhão. E nessa última reunião que a gente fez de terça-feira, a gente estava falando sobre a dificuldade com a falta de comprometimento que a gente tem das pessoas em coisas simples. Falta de comprometimento com o discipulado. Por quê? Porque qualquer coisa... Tipo, cara, o discipulado... Eu não vou poder ir no discipulado hoje, 8 horas da noite. Por quê? Não, porque amanhã eu vou ter que acordar uma hora antes para ir para o trabalho. Cara!

Não, mas é verdade, gente. Creia. Eu também não criei no começo, mas era verdade. Então você vê, por exemplo, a dificuldade de você ter as pessoas para trabalhar no departamento infantil. Tem um monte de gente aqui que tem filho. Um monte de filho, às vezes, nunca foi trabalhar no departamento infantil. É normalmente a área mais difícil de achar gente para trabalhar.

Então, hoje a Dani não está aqui agora, por quê? Porque está trabalhando e faltou gente. Então, irmão, o compromisso e o senso de comunidade deveriam trazer o tipo de compromisso que é, eu estou comprometido com a minha comunidade. Então, eu não posso ver faltar gente para cuidar das crianças, que inclusive eu tenho cinco filhos e deixo lá.

Mas eu tenho uma mentalidade de consumo. Eu quero ser servido. Eu quero que cuidem dos meus filhos para eu poder assistir. Isso é falta de senso de comunidade. Porque o que uma pessoa que entende comunidade deveria fazer é... Gente, eu tenho três filhos. Eu tenho filho aqui também. Então, no mínimo, pelo menos uma vez por mês, eu deveria me comprometer para ajudar a minha comunidade. A comunidade da que eu faço parte. Eu não estou aqui para consumir.

Então a gente estava falando da dificuldade do compromisso dos colaboradores, o pessoal que trabalha. Por quê? Porque o cara está numa escala de domingo, para o culto domingo, seis horas da tarde, que o pessoal de serviço chega uma hora, uma hora e meia aqui, aí o cara manda uma mensagem duas horas da tarde dizendo, não vou poder ir hoje. E dane-se!

Não vou dizer que não vai acontecer imprevisto de verdade, mas normalmente as pessoas não dizem nenhum motivo. Só, cara, não vou. Por que não? Porque eu tive outra coisa.

Então, a consequência é que essa necessidade de ser livre, esse desejo do pensamento pós-moderno, que é de não estar preso em nada, acaba gerando pessoas que são fragmentadas e que essa pseudo-liberdade gera a falta de comprometimento, a falta de coisa sólida, a falta de repetição constante.

Então, a gente precisa entender, querido, que as coisas importantes da vida, elas são repetição. Vou dar um exemplo para você. Casamento é repetição. Oração é repetição. Devoção é repetição. Ceia é repetição. O...

O culto de domingo, como eu vivi com a minha família, o mesmo ritual todo domingo, foi uma repetição indispensável para a minha formação, para formar a minha estrutura de vida, o meu entendimento de família, de compromisso, meu casamento, tudo. Então, entenda, a fidelidade só vem com repetição.

Você nunca vai poder dizer que alguém é fiel em alguma coisa se não tem constância, não tem repetição. Então existem muitos prejuízos, querido, que vêm para a nossa estrutura de vida quando alguns rituais desaparecem. E eu queria elencar quatro para você.

Então, o primeiro é uma perda de estabilidade interior. Então, a verdade é que os rituais, eles ajudam a organizar, a ordenar e a trazer uma certa estabilidade para a vida. Sem os rituais, a vida fica volátil. Então, você não tem nada que ordene. Qual é a consequência disso? A sua vida vai ser ordenada por outras coisas.

Se os rituais não ordenam sua vida, sabe o que vai ordenar? O que vai ordenar, vai governar sua vida, vai acabar sendo aquilo que é?

Imediato. Você vai acabar sendo ordenado pelo humor que você está no dia. Dependendo do humor que você acordou no dia, isso define o que você vai fazer. Você acaba sendo governado por aquilo que parece mais conveniente no momento. Você acaba sendo ordenado, coordenado por aquilo que é mais importante, parece mais importante naquele momento. E você segue só o fluxo da vida.

Isso traz desordem, estabilidade, tudo fica volátil. E você tem cada vez menos coisas que são sólidas na sua vida. Tipo, domingo é o meu dia de cultuar ao Senhor. Com essa volatilidade, você tem cada vez, querido, menos coisas sólidas e a consequência é que você tem menos convicção também.

Então, você chega a um ponto que, quando você percebe, não existe compromisso real. Então, se eu quiser, eu vou. Se eu estiver animado, eu participo. Se eu acordar bem, eu me conecto. Se eu não estiver sentindo, semana que vem eu vou. Talvez.

Agora, uma vida espiritual sustentada apenas por essa vontade espontânea, ela nunca vai amadurecer, gente. Por isso que a gente tem uma igreja de cristãos tão imaturos. Por quê? Porque ninguém amadurece só com intensidade. A gente amadurece com constância.

Você pode vir aqui e sair queimando de um culto. Dura uma semana. Então, a intensidade, a importância é, mas ela precisa ser sustentada pela constância. Outra coisa que a morte dos rituais acaba mexendo na nossa estrutura é uma erosão do que é...

comunidade, então quando a gente deixa de perceber a igreja como uma assembleia, então a igreja é só as outras coisas, então o que acontece, e eu percebo, é que a pessoa ainda ama a igreja.

Mas esse amor acaba sendo um amor abstrato, que não tem aplicação real. Então, se ama a igreja, ela sente que ama. Mas, cara, o que que prova esse amor? Então, é subjetivo, é abstrato. Então, já não tem mais essa percepção do nós. Eu dei o exemplo aqui agora da mãe que tem filhos pequenos e nunca ajudou no departamento infantil.

O que é isso? Isso é falta da percepção do nós, a nossa comunidade. Então eu vou ajudar a nossa comunidade, por quê? Porque é a minha comunidade, porque eu faço parte, essa percepção do movimento que é coletivo, que é de todo mundo, ela desaparece.

a gente vai perdendo a percepção daquilo que Deus está fazendo como um todo. Então, gente, eu vou te falar, eu acredito que tem gente que não chega a vir uma vez por mês. Eu vou falar depois sobre isso, mas eu não estou falando só sobre frequência, sobre a gente aumentar a frequência, eu estou preocupado com que você e seus filhos vão perder.

Então quando a pessoa diz, ah, eu sou membro da Cornerstone, mas o cara não está vendo a comunidade, ela perde a visão daquilo que Deus está fazendo na família como um todo. Ela já não entende o que está acontecendo, ela perde o senso de continuidade, ela não viu aquele cara que veio chorando aqui se reconciliar com Deus, que estava desviado, e agora está liderando um grupo pequeno.

Ela não vê a família que não podia ter filho e a gente orou e está apresentando um bebê. Ela não viu aquela família que a gente orou aqui enviando para a Turquia e de repente voltou aqui para dar seu testemunho. Então ela perde o senso de continuidade comunitária, ela perde o rosto dos irmãos. Ela diz que ela é parte da Corners, mas ela vem num culto e não conhece ninguém.

vai diluindo, ela perde a liturgia do encontro, da construção que envolve encontrar, ela perde, irmão, a Bíblia fala de saudar com ósculo santo, que é o beijo no rosto, eu faço isso com alguns, não é com todo mundo.

Mas a gente precisa entender que todas essas coisas que Deus estabeleceu, Paulo vai falar, saudai-vos com ósculo santo. Por quê? Porque existe uma pedagogia do reino no contato. Quando você está beijando, quando você está abraçando, quando você está tocando, quando você está vendo, tem uma liturgia do encontro, tem uma pedagogia nisso.

A pessoa vai perdendo a adoração coletiva. Ah, eu sou membro da Cornerstone, mas talvez uma das coisas mais fortes na nossa característica como família espiritual é esse ambiente de adoração. Mas de repente o cara só está assistindo a pregação, ele já não consegue cantar as músicas. Ele não conecta do mesmo jeito, ele não sente a mesma liberdade para cantar. Ele perde isso aqui, que é estar todo mundo junto ouvindo a mesma coisa.

de estarmos todos juntos na mesma cerimônia, no mesmo tempo. Então, a consequência disso é que você chega ao cúmulo de dizer que faz parte de uma família espiritual, mas não conhece quase ninguém dessa família espiritual, a não ser as 10, 12 pessoas do seu grupo pequeno.

Então, você vai perdendo, irmão, essa conexão com comunidade. Você perde as músicas que nasceram de uma forma espontânea aqui e foram gravadas depois. É a sua comunidade. Eu lembro, a Irene está aí, né? Eu vi a Irene. Cadê a Irene? A Irene, eu falo que a Irene é nosso termômetro aqui. A presença de Deus vem vindo. Quando o pau fecha, ela começa a cantar.

E eu lembro que quando saiu o primeiro álbum que a gente gravou, que foi o álbum anterior, eu fui ouvir a primeira música que foi, que saiu.

Eu fiquei na expectativa de ouvir a Irene. E aí daqui a pouquinho eu ouvi ela lá no fundo. Eu falei pro Diego, agora é o som da nossa casa mesmo. Aí eu cheguei pra Irene e falei, Irene, se eu não ouvisse você cantando, ia ficar chateado. Porque não seria a gente se não fosse você. Então pra ser a gente, tem que ter a Irene. Isso é a gente. Isso é o entendimento de comunidade.

Então, você não sabe as coisas novas que a igreja está fazendo, você não sabe os ministérios que estão nascendo, você não está vendo os novos líderes que são levantados. Você perde momentos especiais quando a gente tem um culto diferente, que tem uma manifestação diferente, que vai ficar guardado na nossa história. Eu posso dizer aqui uns, a gente teve uma noite aqui, uma reunião de líderes, que os filhos de quase todos os pastores foram batizados no Espírito Santo na mesma noite.

Você perdeu. Teve um culto de domingo, acho que era o Ludi que estava ministrando, ou era, agora eu não lembro, ou era o Oziel, porque o Oziel, ou eu falo, Oziel, se nós fizermos uma transfusão de sangue para você, para uns 10 depressivos, nós curamos 10.

E cara, de repente, num culto de domingo normal à noite, era cadeira para cima, era o povo vir. Cara, era um ambiente especial. Você não veio, você perdeu. É a sua história, a história da sua comunidade. Então você vai perdendo a conexão com a adoração coletiva, você vai perdendo o sentimento de estar em casa quando você entra aqui.

Você vai perdendo o crescimento, as pessoas que estão chegando, ou seja, você vai perdendo o senso de pertencimento. E ser igreja é pertencer.

Em terceiro lugar, outra consequência é a substituição do símbolo, do ritual, para alguma coisa que é só funcional. Então, o que isso significa? A gente fica tão apegado ao que é mais prático, que é mais funcional, como, por exemplo, assistir de casa. É prático e é funcional, irmão.

Você não tem tempo de deslocamento, você não precisa se arrumar, você não precisa arrumar as crianças. Só que a gente acaba sendo tão prático e funcional que a gente perde a percepção do que os símbolos e os rituais são capazes de formar na nossa vida. Por quê? Presta atenção no que eu vou te dizer. O culto...

público, a função dele não é ser prática e funcional. A função do culto, o culto não existe só para entregar conteúdo para você e para ser prático. Não é para isso o culto.

Mas entenda que quando a pessoa não vem cultuar, mas assiste depois, ela está com a impressão que é quase a mesma coisa. Cara, sem querer, você está sendo engolido pelo pensamento pós-moderno, que é o quê? Que é entrega de conteúdo.

Então, para que o curso existiu? Para me entregar o conteúdo. Agora, existe uma dimensão simbólica do ritual que ela é formativa, ela forma a gente. Então, o caminho até a igreja importa, a preparação importa, o horário importa.

O fato de separar esse tempo importa, o fato de entrar numa lógica que é coletiva e que não é só individual, de fazer parte de uma assembleia importa. O fato de fazer parte de um ambiente que todo o povo está.

Que seus filhos estão vendo você. Seus filhos estão vendo você cultuar. Seus filhos estão vendo que você faz parte de algo maior. Seus filhos estão vendo que você tem relacionamento. Isso importa. E em quarto e último lugar, a dissolução dos rituais.

Gera a perda, irmão, do encanto, a perda da festa. Coisas que são importantes vão perdendo valor. Quando os rituais vão desaparecendo, a vida vai ficando sem solenidade. A vida vai ficando sem densidade, sem celebração. E aí, quando você abre mão disso, o que sobra? Sobra sobrevivência.

Você está só sobrevivendo, que sobra, tudo vira correria, tudo vira utilidade, tudo vira tarefa, tudo vira consumo. E de repente até o culto de domingo, que era para ser um dia especial, acaba virando só mais uma das lives que você assiste durante a semana. Você entende que o valor está sendo fragmentado?

Então, o culto passa a ser algo que precisa me agradar, que precisa combinar com o meu momento. Então, se eu não gostei, eu mudo. Se eu cansei, eu pauso. Se eu me distrair, eu volto. Entenda, irmão, que isso não é só comodidade. Isso é o mundo pós-moderno doutrinando você.

Você está sendo mudado, moldado pelo pensamento contemporâneo. E isso acaba moldando a nossa forma de viver, de ver a vida.

vai formando pessoas que são incapazes de se submeter ao tempo comum. O que eu quero dizer com isso? As pessoas perdem a capacidade de se envolver com uma coisa que ela não controla tudo. Então, olha só, está falando com isso com o Diego ontem à noite. Irmão, se a gente voltar 20 anos atrás aqui, você tinha três canais lá de TV aberta.

talvez um pouco mais de 20 anos. Então, você tinha três canais de TV aberta e todo mundo estava conectado na mesma coisa. Então, olha só, eu lembro que tinha, até eu não lembrava o nome, perguntei para o pessoal, mas a Globo tinha, na segunda-feira à noite, o quê? Tela quente.

Então, olha só, existia uma expectativa, uma espera para assistir aquele filme que ia passar na segunda-feira à noite. As pessoas se comentavam, elas falavam, olha, segunda-feira à noite vai passar aquele filme. Ela comprava alguma coisa para comer na hora do filme. E aí a família se juntava junto para assistir.

Então, apesar de eu entender que a particularização, não era essa palavra que eu queria usar? Personalização dos acessos, ele tem sua parte positiva. Mas o resultado, irmão, é que a gente vive num tempo totalmente diferente. Então, hoje, é impossível para a gente assistir uma coisa junto. Só quando eu obrigo.

Porque, cara, eu já peguei com a minha família e tipo assim, vamos parar para assistir um filme. Fazia a abençoada da pipoca, abençoava o refrigerante, ficava 1h15 discutindo o que ia assistir.

E eu, como sanguíneo colérico, chegava uma coisa e falava, ah, desgraça, me dá aqui essa pipoca. Enfixavam toda a pipoca na boca. Não quero ver porcaria, guspindo pipoca, não quero ver porcaria de filme nenhum. Não dá pra assistir nada com vocês. Por quê? Porque a comodidade, o individualismo tomou.

Você tem dificuldade de se envolver em coisas coletivas. Então se você vai assistir o culto de casa, você assiste a hora que você quiser, em quantas partes você quiser, na velocidade que você quiser. Você pausa quando você quer, você volta quando você quer, e você larga a mão quando você quer também. Agora, quando você é obrigado a esperar o culto começar, o culto tem um tempo, não dá para acelerar.

Chega uma hora que você vai perdendo a capacidade de se envolver com isso. Irmão, olha o que isso faz com as famílias. Está cada um no seu canto. Então, durante muito tempo, o culto de domingo não era só uma programação religiosa, mas ela tinha uma liturgia doméstica, acordar, se preparar, sair, encontrar comunidade, almoçar junto.

E tudo isso constrói identidade. Então, talvez ninguém fizesse um discurso teológico dizendo, olha, estamos aqui no ritual agora do domingo e isso é muito importante. Mas a verdade, irmão, é que sem ninguém precisar falar para mim, sem meu pai precisar sentar na mesa do café e falar, isso é importante porque é um ritual que constitui o entendimento de comunidade.

Mas eu fui aprendendo, como? Pelo hábito, pela repetição, por ver o compromisso. Com tudo isso eu fui entendendo que Deus tinha um povo, que esse povo se reunia num dia da semana, e que a minha família fazia parte desse povo. Então se a gente não cuidar, a próxima geração vai aprender outra liturgia. Que é a liturgia do eu.

É do jeito que eu quero. A liturgia da dispersão, aonde você não faz nada, com ninguém. Cada um no seu horário, cada um na sua tela, cada um na sua bolha, cada um no seu algoritmo, cada um no seu nível de atenção, cada um no seu culto privado.

E o que para a gente foi uma perda já, de uma flexibilização da importância do culto, para a próxima geração, para os nossos filhos, o normal vai ser só assistir de casa.

Então, para a gente que é esporádico, para a próxima geração vai ser um abandono de verdade. Então, irmão, por que essa mensagem é tão importante? Porque uma das coisas que ela é, é um alerta geracional, gente.

Quando você olha, deixa eu voltar para a coisa, todo mundo assistiu o mesmo filme. Então hoje cada vez é mais assim. Então o algoritmo, o que o meu Instagram sugere para mim, é só para mim.

Hoje eu estou usando muito o chat GPT para pesquisa, para algumas coisas. Eu fiquei uma semana só refinando a ferramenta. Qual que é o resultado disso? É que quando eu faço uma pergunta para ele, a resposta que ele vai dar para mim, ele não vai dar igual para ninguém.

Então, tudo é personalizado. Existe algo positivo nisso? Existe. Mas a gente vai perdendo a capacidade de perceber e entender a importância do que é coletivo. Então, eu quero que você entenda que a gente não está falando aqui só sobre frequência de culto.

A gente está falando de um entendimento do que é ser igreja. A gente está falando a diferença, presta atenção no que eu vou te dizer. A diferença entre um grupo que consome um bom conteúdo bíblico, uma vez por semana, da Cornerson.

A diferença entre isso, um público que divide o consumo de um produto específico e do outro lado o que é realmente uma comunidade, de um povo que se reúne em torno de Deus e de quem ele é. E aqui eu preciso deixar uma coisa bem clara para você.

Irmão, a gente não pode se enganar. Assistir culto de casa não é congregar. Congregar envolve assembleia. O Diego falou, cara, a verdade é que não existe culto online, porque culto é público.

Você pode fazer o seu culto individual em casa. Agora, esse conceito de culto, ele é público. Então, quando você assiste o culto online, preste atenção nisso, isso é muito importante. Agora eu estou caminhando para o fim. Quando a gente...

abre mão de estar no culto para assistir o culto, a gente já perde o significado do culto, que é a reunião da assembleia, mas existe uma outra coisa que assistir de casa, depois, nunca vai ser capaz de reproduzir. Nunca. Que é o ambiente.

Então, a mensagem pode ser reproduzida, o ensino bíblico pode ser reproduzido por vídeo, a explicação pode ser reproduzida, a música pode ser reproduzida, algum nível de emoção até pode ser compartilhado, mas o ambiente não, o ambiente é único. Então, existem coisas que acontecem no ambiente de culto que não vão nunca mais se repetir.

O peso espiritual da Assembleia, ele não pode ser reproduzido. Quando a gente está junto aqui, cantando, adorando, ouvindo a igreja cantar, isso nunca vai ser reproduzido. Olha como você vai perdendo o senso de comunidade. Você está aqui no meio da adoração e você vê que pessoas em volta de você estão chorando.

Você vê que está gente indo para o chão. Você vê que tem gente aqui chorando, se reconciliando. Você percebeu os comentários na pregação de uma palavra, como está acontecendo aqui que alguém fala, uau, é isso. Você vai perdendo, você está perdendo a conexão de comunidade.

Você vê as crianças que estão aqui crescendo, envolvidas, cultuando junto, fazendo parte de um mesmo movimento, ao mesmo tempo, isso não é reproduzido, isso só acontece na Assembleia. Vê as pessoas quebrantadas, vê a palavra sendo liberada para as pessoas.

Então essa pedagogia do reino, ela traz uma marca, ela ensina, ela amplia o entendimento do que é ser povo de Deus. Então entenda, existem coisas que Deus só vai fazer no seu secreto. E isso não pode ser substituído por nada.

Existe coisa que Deus só faz na mesa, na casa, e um culto público nunca vai substituir isso. Mas sem dúvida, existem coisas que Deus só faz na Assembleia. E querido, quando a gente olha para essa descrição do pensamento pós-moderno no nosso tempo, como...

As pessoas vão perdendo a capacidade de permanência, de silêncio, de se envolver com a solenidade, com o ritmo comum. A gente é corroído pelo excesso, pela hiperestimulação.

E a gente vê que o mundo digital, ele dissolve algumas coisas. Então, por exemplo, ele dissolve a nossa habilidade de esperar. Então, tudo é no meu tempo, tudo é do jeito que eu quero, não tem mais espera, não tem mais o dia que é sagrado. E quando a gente vai aplicar isso para a igreja, eu fiquei fazendo uma comparação e contraste aqui.

E eu queria ler para você mesmo. Mas olhe o que o pensamento pós-moderno e a lógica de tela forma em nós, em contrapartida com o entendimento de comunidade. A tela treina a gente porque é fluxo. A Assembleia nos treina para a permanência.

A tela treina a gente para o controle, você domina tudo, tudo do seu jeito. A assembleia treina a gente para participação. A tela treina a gente para trocar. A assembleia treina a gente para continuar. A tela treina a gente para uma lógica de usuário. E a assembleia treina a gente para uma lógica de povo.

A tela treina a gente para conveniência, mas a Assembleia treina a gente para aliança. E querido, eu olho para tudo isso e para mim o culto público hoje, ele é uma resistência ao movimento de Satanás, do mundo, de uma forma como ele nunca foi antes.

Então, para mim, o culto público é uma resistência contra essa fragmentação e diluição do tempo. E, mais uma vez, o cristianismo é uma contracultura. Então, só o fato da gente congregar hoje já é uma contracultura. Toda vez que a igreja se reúne com fidelidade, ela está dizendo para o mundo e para si mesma.

Nem tudo vai ser governado pela conveniência, porque eu vou escolher uma coisa que não é tão conveniente. Nem tudo vai ser governado pela...

produtividade, nem tudo vai ser submetido ao meu humor, então o meu humor é que vai governar, nem tudo vai ser reduzido a conteúdo, porque culto não é só entrega de conteúdo, nem tudo vai ser reduzido ao privado, que é meu, nem tudo vai ser reduzido ao algoritmo, nem tudo vai ser...

resumido ao consumo, por quê? Porque existe um povo, esse povo tem um Senhor, ele tem uma aliança com o seu Senhor, e essa aliança, ela se expressa também em a gente se reunir como assembleia de uma forma constante. Então, irmão, eu não quero que você receba essa mensagem como uma chamada de atenção para aumentar a frequência.

é muito maior do que isso, o que eu estou chamando a igreja, é para a gente recuperar, restaurar a nossa consciência, do que é ser povo de Deus, a gente não está falando só sobre, frequência de culto, a gente está falando sobre, um tipo de cristianismo que a gente está construindo, a gente está falando de uma coisa que é bíblica, no templo, e de casa em casa, tá ligada a gente tá ligada a gente tá ligada a gente tá ligada a gente tá ligada a gente tá ligada a gente tá ligada a gente tá ligada a gente tá ligada a gente tá ligada a gente tá ligada a gente tá ligada a gente tá ligada a gente tá ligada a gente tá ligada a gente tá ligada a gente tá ligada a gente tá ligada a gente tá ligada a gente tá ligada a gente tá ligada a gente tá ligada a gente tá ligada a gente tá ligada a gente tá ligada a gente tá ligada a gente tá ligada a gente tá ligada a gente tá ligada a gente tá ligada a gente tá ligada a gente tá ligada a gente tá ligada a gente tá ligada a gente tá ligada a gente tá ligada a gente tá ligada a gente tá ligada a gente tá ligada tá ligada tá ligada tá ligada tá ligada tá ligada tá ligada tá ligada tá ligada tá ligada tá ligada

A mesa, ela aprofunda os vínculos, mas a Assembleia, ela traz essa consciência do corpo como um todo. A mesa, ela dá particularidade do rosto para nós, mas a Assembleia, ela mostra para a gente que a gente faz parte de um povo maior.

A mesa, ela ensina a gente a repartir a vida, né? A gente sempre fala, quando você dá tempo para alguém, se dá mesmo para alguém, você está dividindo a sua vida e da vida de Jesus que está em você com outras pessoas. Mas quando a gente está em assembleia, a gente percebe que o dar a vida é muito importante, mas que a gente faz parte de algo muito maior, que vai além da nossa própria vida. E que um dia, quando a gente não estiver aqui, isso vai continuar.

E eu queria terminar dizendo que a igreja não é um prédio, mas a igreja também não é uma espiritualidade privada, sozinha. Ela não pode ser avulsa. E se fosse para você guardar uma frase dessa mensagem hoje, eu queria que você gravasse o que eu vou te dizer agora.

Deus não está formando consumidores de conteúdo religioso. Deus está formando um povo para Ele. E esse povo dEle se reúne, como sempre foi. E querido, eu queria terminar fazendo um comunicado para você.

A gente está tão convicto disso que eu estou pregando aqui, que a gente decidiu, por período indeterminado, a gente não sabe quanto tempo vai durar, a gente não sabe se vai mudar, mas nós vamos parar com a transmissão dos cultos online.

Então, na terça-feira, a mensagem vai subir para você assistir, você que teve um compromisso, estava com toda a sua família em casa, você que teve que viajar, que não pôde congregar, você vai poder assistir a mensagem depois. Eu sei que tem pessoas de outras cidades, de outros estados, de outros países que acompanham a gente.

Quanta mensagem você, pastor, estou sozinho, não tem uma igreja aqui que dê para congregar. A gente insiste, cara, congrega. Mas esse cara se alimenta da gente. Então, provavelmente a gente vai fazer é abrir um cadastro para a gente mandar um link toda semana privado para essas pessoas. Agora, se você é de Curitiba e região metropolitana, você rodou.

venha e a grande verdade irmão, é que e não tem problema nisso mas, né cada vez as igrejas estão investindo mais na qualidade dessa reprodução do conteúdo ao vivo, sabe porque a gente não fez isso? porque a gente é muito espiritual não, porque a gente não teve dinheiro mas não, porque a gente não fez

Como eu ouvi uma frase uma vez, se eu não me engano, foi Charles Swindle que disse, ele diz assim, a voz do povo raramente é a voz de Deus. Então não importa o que todo mundo está fazendo, a gente quer ir na contramão mesmo. A gente está fazendo aqui um apelo, porque quando você não congrega, a sua família perde. Eu não quero trazer uma imagem errada.

Então você chega para mim e fala assim, pastor eu gasto 100 reais de Uber para vir aqui para a igreja, eu não consigo, eu já tive situações assim aqui. Eu não consigo vir todo domingo e em toda a living, em toda a igreja caseira, toda semana. Eu diria para você priorizar ainda a living. Por outro lado, para que você entenda a importância que eu dou.

Eu falei para essa pessoa, inclusive, eu já fiz isso mais de uma vez. Eu falei assim, mas você gasta 100 reais por dia? É, pastor, 200 por semana, se eu viesse. Eu falei, você está vindo um culto por mês? É. E três você não vem? Não. Então é o seguinte, eu vou te dar 300 reais por mês. Para você conseguir vir em toda a igreja caseira e em todos os cultos.

Por quê? Porque o culto é sim importante. Se tivesse que escolher, a comunhão profunda, ela ainda vem em primeiro lugar. Irmão, talvez um dia a gente não possa cultuar assim. Mas vai ser muito triste se isso acontecer. Por quê? Porque Deus tem um povo e Deus com frequência reúne o seu povo. Amo, ame sua família.

Ame seus filhos, ame ao Senhor. Trate essa comunhão dos santos, essa assembleia. Você pode dizer, mas a comunhão eu tenho na Livi. É verdade. Então deixa eu usar outra expressão. Entenda que a igreja de Jesus também é uma assembleia. E essa assembleia faz parte do que é ser igreja. Guarda sua família.

Guarda seu coração. Não deixa essa distorção pós-moderna. Essa falta de compromisso vai deixando a gente meio perdido no tempo, irmão. Você fica meio avulso. Isso vai fragmentando todos os valores, tudo que é sólido internamente. Eu não sei se foi esse cara mesmo, o Han, ou se foi o...

O Bauman que falou, ele falou, olha, existe um movimento das pessoas de comprarem coisas antigas. O cara que é o carro antigo, o cara que é o frigobar antigo, o cara que é o relógio antigo. E ele fala, olha, isso na verdade é um grito que existe no coração das pessoas, porque a gente está num tempo que é líquido, porque tudo é. Você já viu que quando a gente tirava foto com o filme, cara, olha o rolê que era.

Você tinha que comprar o filme, era caro. Aí se tirava a foto, você nunca sabia como que a foto ia ficar. Aí se tinha que pagar para revelar. Aí levava três dias para revelar. Você tinha que pegar o carro, o ônibus para ir pegar 36 poses. Aí se ficava todo na expectativa. Aí o cara saia de olho fechado, saia reflexo do sol. Você pagava as 36 poses e aproveitava 10 fotos.

mas você colocava num álbum, você recordava, você mostrava para os amigos, agora você tem um celular na mão, você tira foto de tudo e nunca volta para ver nada, porque tudo é líquido, e ele diz, esse movimento das pessoas de comprarem coisas antigas, é porque eram coisas que duravam para a vida toda, é um grito do coração do homem, procurando por coisas que são sólidas.

A família de Deus é sólida. A igreja é sólida. A assembleia é sólida. Não abra mão disso. Você recebe essa palavra? Queria fazer uma coisa diferente do que eu fiz de manhã. Eu quero que você tenha liberdade. Você pode ficar aí sentado. Você pode ajoelhar. Você pode ficar em pé, andar, vir aqui pra frente.

Mas eu queria que você orasse e pedisse para Deus para guardar essa verdade no seu coração. Irmão, eu tentei compartilhar essa mensagem com você da melhor forma que eu pude. Eu fiquei quatro dias preparando essa mensagem. Eu estou preparando ela, eu acho que desde quarta-feira. E eu terminei, que eu fechei.

O iPad eu falei assim, terminei. Foi ontem, nove horas da noite. Então eu compartilhei isso da melhor forma que eu pude. Mas a verdade é que é necessário que o Espírito Santo torne essa palavra viva pra você. Que ela enraize no seu coração. Que você saia daqui falando, cara, eu ouvi uma verdade, eu entendi.

E eu vou mudar. Eu vou cuidar da minha vida, do meu coração, da minha mente. Eu vou cuidar da minha casa. Eu vou cuidar da minha família. Meus filhos vão crescer sabendo que Deus tem um povo. E que nós somos parte desse povo. E esse povo se reúne.

Você pode orar, eu vou orar aqui também, mas você não precisa ficar prestando atenção na minha oração. Eu quero que você peça para que o Senhor te ajude, para que você guarde isso no seu coração. Ai, Jesus, nós te agradecemos pela igreja, Senhor. Nós te agradecemos pela igreja. O Senhor nos deu uma família, Senhor. O Senhor nos deu um povo. O Senhor nos deu o pertencimento.

O Senhor nos tirou da solidão, o Senhor nos tirou do egoísmo. O Senhor nos deu uma casa, o Senhor nos deu uma família. O Senhor nos deu irmãos e irmãs, amigos e amigas. Nos ajuda a entender que o Senhor nos perdoe por toda vez que a gente desvalorizou, menosprezou, tratou isso com um valor que não era devido.

Nos perdoa por toda vez que a gente tratou o culto como apenas uma coisa que nos fornecia conteúdo. Que nos fornecia conhecimento. Nós estamos aqui na Assembleia dos Santos. Nós estamos aqui na Assembleia do Deus vivo.

O Senhor tem um povo que é eterno, o Senhor vai estar conosco para sempre. O Senhor vai reinar de Jerusalém com o Seu povo, mas o Seu povo já está aqui junto, anunciando isso. Nós nos unimos e nós vamos nos juntar para sempre, Senhor. Para sempre, por toda a eternidade. Nós vamos nos juntar em torno do Senhor, de quem o Senhor é, do nosso amor mútuo.

Aqui está a sua igreja, Senhor. Nós somos a Assembleia do Deus vivo. Juntos, Senhor. Em seu nome, em torno do Senhor. Que o Senhor grave isso no nosso coração. A gente nunca perca isso, Senhor. Em nome de Jesus, Senhor.

Nunca mais a vida, pois doutro poder estar. Nunca mais a vida.

tá E aí

Marana

E é o verdadeiro, foi tu que prometeste, Deus que vem no cinema, estou esperando, e eu estou...

Logo vem agora.

Eu sou um argentino

Vamos juntos, fiel e verdadeiro Fiel e verdadeiro Ei! Sim! Eis que venho sem demorar

tá tá E aí É Volta

Eu te quero mais que tudo Mais que o mundo volta pra mim Eu te amo, eu te quero mais que tudo

Volta pra mim, volta pra mim. Maranata. Maranata, ora vem. Maranata. Maranata, ora vem.

Eu te quero mais que tudo, mais que o mundo. Falta pra mim, falta pra mim, falta pra mim. Eu te amo, eu te amo, eu te quero.

tá tá Volta pra nós Volta pra ti Volta pra ti Volta pra nós Volta pra nós Volta pra nós

Volta pra nós, volta pra nós.

Yeah, West Or West

Legenda Adriana Zanotto

tá Tu és o ser Tu és o motivo

tá tá tá tá tá! tá! tá! Legenda Adriana Zanotto

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