“Sou velha para o Ballet?" A verdade sobre começar depois dos 20, 30 ou 40 anos!
"Tenho 30 anos, sou velha para começar no ballet?" Se você já se fez essa pergunta, esse vídeo é pra você. Aqui eu mostro, através da ciência da preparação física, por que a idade não é a barreira que a sociedade te faz acreditar que é. No ballet adulto o foco muda: não estamos buscando um contrato de companhia, estamos buscando nossa melhor versão, saúde articular e o prazer genuíno de dançar. A única idade que te impede de dançar é aquela que você coloca na cabeça como uma barreira intransponível.
Thamires Reis
- Preparação física para bailarinosSuporte muscular·Fortalecimento do core e costas·Prevenção de lesões
- Balé para adultosIdade como barreira mental·Foco na saúde e bem-estar·Consciência corporal adulta
- Benefícios do balé para a saúdeSaúde articular·Melhora de exames de sangue·Saúde mental·Tempo presente
- Flexibilidade e mobilidade no baléFlexibilidade como 30% do processo·Importância da mobilidade articular
- Subir em sapatilhas de pontaForça e estrutura do pé·Técnica de ponta·Balé 60 projeto
Ai, Thamires, eu tenho 30 anos de idade, será que eu tô muito velha para começar a dançar? Ai, minha filha também já passou dos 15, será que passou da idade de começar? Hoje eu não vou te dar apenas uma resposta motivacional sobre isso, mas eu vou te mostrar através da preparação física porque que o seu corpo é capaz de muito mais do que a sociedade diz. Roda aí, vida! E aí, meu povo bailarinitico, eu sou Thamires Reis, personal trainer de bailarinas, artista, e convido vocês a conhecerem o meu canal fala sobre preparação física, fala sobre a vida de uma personal trainer que também é bailarina e uma personal trainer que cuida de bailarinos, né?
Mas também é resenhas, vlogs, enfim, dicas para você melhorar sua performance. Então se você gosta desse tipo de conteúdo, você precisa desse tipo de conteúdo, já aproveita e se inscreve aqui no canal, porque toda semana tem vídeo novo e tem aí um acervo gigantesco para você maratonar. Então já se inscreve aí e já maratona. Vamos lá, quando a gente pensa em balé clássico, quando a gente pensa fora da bolha dentro do balé clássico, né, as pessoas imaginam que balé é sempre aquela menininha de 3 anos com o colanzinho rosa, com aquela faixa gigantesca na testa e com a sainha rosa, dizendo: ai, vou fazer balé, vou fazer balé, e fico dançando livre estou.
Mas para quem tá dentro da dança sabe que O balé é muito mais complexo do que isso. E isso faz com que as pessoas acham que o balé você precisa começar apenas quando você é criança, né? Uma coisa assim meio da ginástica, sabe? Quando o pessoal acha que para fazer ginástica você só tem que começar muito pequeno porque você precisa ser super flexível. Mas, gente, tem formas e formas para você começar. Eu acho que quando a gente fala sobre o mercado profissional, né, sobre profissão, Se você começar mais cedo, você tem um pouco mais de possibilidade de ir para frente, né?
Porque existe uma janela muito curta de aprendizado para companhias, né, para trabalho. Mas o aprendizado da dança, ele é para vida toda, toda. Eu falo isso porque eu passei pela formação, eu me formei como bailarina clássica, tirei o registro profissional. Dancei em companhia, me tornei professora de balé, saí do balé, voltei, e eu ainda tenho muita coisa para aprender. Porque o balé, ele é sobre aprendizado, ele é sobre processo.
Eu acho que esse é um dos grandes— a grande palavra do balé é processo. As pessoas hoje, elas têm um problema muito grande de já querer ver resultado. Mas antes de você ver resultado, você tem que passar pelo processo. E aí, quando você começa com balé adulto, e que na verdade até complexo falar balé adulto, né, porque engraçado que balé adulto hoje em dia é tipo acima de 16 anos, na verdade é balé iniciante, gente, iniciante independente da sua idade, é que o foco muda.
Né? A gente não busca aquela forma ideal que a gente vê em companhia, né? A gente não busca um contrato numa companhia em Nova York ou na Europa. A gente busca a nossa melhor versão, né? A gente busca atividade física, né? Exercício físico. A gente busca saúde articular, porque eu como profissional de educação física, eu acredito muito de que o movimento cura o movimento. Então você ficar, se você tem determinada dor ou doença, não é ficando parado que você vai sarar.
Então você precisa colocar o seu corpo em movimento. O nosso corpo é feito para se mexer, é feito para se movimentar. Então o foco no balé adulto é esse, você buscar outras formas de experimentar o seu corpo, de se conhecer, até uma forma de autoconhecimento também. Só que existe um aliado muito grande do balé adulto que pouca gente valoriza, né, que é a questão da própria preparação física. Porque uma bailarina adulta, ela tem algo que a criança ainda não desenvolveu, né, que é o fato de minimamente conhecer o seu corpo, uma consciência corporal.
Não falo da consciência corporal específica para gestos finos, tipo, ai, coordenação Mas a bailarina adulta, ela conhece o seu corpo, ela tá ali há anos vivendo com o seu corpo. Então ela sabe um pouco mais sobre os seus limites, coisa que quando a gente é criança, se a professora fala assim: se joga de cabeça, dá 3 piruetas, a gente se joga de cabeça, dá 3 piruetas. Adulta não, adulta reflete, ela percebe se aquilo é para ela, né?
Então Na verdade, o que impede uma bailarina adulta de evoluir não é a idade, né? É a falta de um suporte muscular para aquela prática. E é por isso que você precisa, é imprescindível fazer uma preparação física. E quando eu falo preparação física, gente, não é, não é tipo aula de preparação física, é ir para academia, fazer musculação, sabe? É tipo se fortalecer, que seja duas vezes na semana, faz um treino de braço, faz um treino de perna, sabe?
Tipo, você criar um suporte muscular para que você possa sustentar também a sua arte. Então, se você fortalece, tipo, minimamente o seu core, se você fortalece as suas costas, né, o seu risco de lesões cai. Porque aquilo, a gente que é mais velha, a gente é um pouco mais medroso quanto isso porque a gente sabe que qualquer coisa fora do lugar, a gente pode ficar mal, né? Pode travar uma coluna, né? Pode dar contratura, pode não conseguir levantar no dia seguinte para trabalhar, porque a gente trabalha, né?
A gente não trabalha dançando, a gente tem outras coisas para fazer. Então, o fato de você ter um corpo mais forte, e não é forte, mas com tono, sabe? Faz com que a sua evolução seja mais segura também. Você percebe um pouco mais a sua evolução porque você consegue entender e processar isso do seu corpo, como que aquela técnica está chegando, e você consegue evoluir de fato, né? Porque um corpo forte pode tudo, gente. É só, é só olhar, sabe essas tiazinha que vai fazer academia na praça, sabe, 7 horas da manhã, vai dançar zumba.
Olha a disposição delas, sabe? Olha essa disposição. E muitas delas fazem academia também, tá? Não é só a zumba não, elas fazem academia sim. E aí você percebe que exames de sangue ficam melhores, doenças metabólicas acabam saindo. Até acompanhei o caso de um cara, foi até no TikTok, que eu acho que era o pai dele, uma coisa assim, que a glicemia glicada dele tava tipo 200 e pouco, quase 300, e com 6 meses de treino baixou para 70.
Então assim, vai além disso. E aí a preparação física ela te coloca num lugar para que você aproveite melhor esse seu processo de evolução dentro da dança, sabe? Então é muito importante. Não, não, ele tem toda razão. Outra coisa também que é um limitador mental do balé adulto é quando fala sobre flexibilidade. Ai, mas eu queria tanto fazer balé, mas eu não sou flexível. Mas, gente, flexibilidade no balé adulto é tipo, sei lá, 30% do processo.
Você não vai fazer uma coreografia que vai te colocar num espacate. Você não vai fazer uma coreografia para colocar a perna aqui. Você pode fazer tudo dentro da dança sem precisar ser extremamente flexível e continua sendo bonito e continua sendo plástico e continua sendo estético, porque vai muito mais da sua linha do que de fato da flexibilidade. Então eu vejo bailarinas adultas, gente, com os pés lindos, com umas pernas lindas, e elas não precisam estar com arabesco em 180 graus.
Se elas estão no arabesque ali, ó, 60 graus colocado, tá lindo, fica lindo. Então não é sobre a flexibilidade, eu acho que é muito mais sobre a mobilidade, sobre como as suas articulações elas podem se tornar um pouco mais móveis, um pouco mais flexíveis. E isso é trabalhado, cara, isso se faz dentro de uma preparação física, isso se faz dentro de um treino de musculação. Sabe? Eu tô passada, chocada! Meu Deus, Jesus! E também a questão das pontas, né?
Tipo, ai não, porque eu sou muito velha para subir na ponta, papapá, papapá, porque eu acho que eu vou quebrar, eu acho que eu vou cair, eu acho que eu tô gorda. Gente, se o seu pé ele tá forte, estruturado, como uma, com uma rotina de fortalecimento boa, com uma técnica de ponta boa, né, com um trabalho muscular que a sua professora faça com você e ela te coloca como apta para subir numa sapatilha de ponta, é possível, não é impossível.
Eu conheço muitas pessoas, principalmente do projeto da Lu do Balé 60, não sei se vocês conhecem, mas vocês precisam conhecer, né, que ela levou o balé para mulheres acima de 60, 70, 80 anos. As de 80 eu não cheguei a ver elas com sapatilha de ponta, mas a própria Lu consegue colocar sapatilha de ponta, fica uma linha bonita, não fica aquela, aquela ponta que fica tipo só encostadinha aqui, sabe? Não, ela tem ali uma projeção, porque foi o que eu falei já em um outro vídeo aqui para o canal: estar em pontas não é só subir na ponta, estar em pontas é encostar toda a plataforma no chão.
Então, se você tiver isso aqui fora, vamos supor que você tá aqui, ó, se você tiver isso aqui fora do chão, você não está em ponto. Você tem que estar completamente em cima da ponta. Se você tem essa força, se você tem essa mobilidade e você tem essa, esse corpo preparado, gente, dá para fazer coreografias lindas, lindas. Com a técnica que você tem. Então é de fato ter um corpo pronto, um corpo preparado, um corpo forte que sustente, né, isso.
E aí a preparação física, gente, olha, eu vou continuar falando, a preparação física nesse processo é fundamental. E claro, né, o benefício que eu falo que é invisível, além dos exames de sangue em dia, né. Eu sempre gosto de falar dos exames de sangue porque a gente só percebe que o nosso exame de sangue tá bom quando a gente faz exame de sangue. Se você não faz exame de sangue, você não consegue saber se você está bom. Mas que é também a saúde mental, a disciplina, a coordenação, a musicalidade, e principalmente nos tempos atuais, o tempo presente.
Porque estar numa aula de balé é você ficar por pelo menos uma hora desligado do celular, desligado do trabalho, desligado dos seus problemas, fazendo uma atividade em que você está inteiramente de corpo presente para aquilo. Aí tem gente que fala assim, ah, mas no balé eu saio meio frustrada, no balé. Mas, gente, aí é porque você tá colocando uma carga que não precisa. Se você colocar ali e minimamente agradecer, sabe, tipo, caramba, eu tenho espaço para poder ter uma hora do meu dia para ouvir música clássica e movimentar meu corpo, cara, isso é lindo, isso é incrível.
É maravilhoso. E eu falo muito disso, né, tanto que eu faço bastante vlogs aqui no canal, né, principalmente desse processo de estar hoje numa escola especializada em balé adulto. Então tem aqui os vlogs dos espetáculos que eu fiz, né, dos espetáculos que eu também ajudei nessa escola, dos ensaios gerais e tudo mais, do quanto que é gratificante Olhar pra sua colega do lado, uma colega que é uma advogada, que é uma médica, que é uma publicitária, que é uma psicóloga, que é uma terapeuta ocupacional, que é tipo qualquer outra profissão super exigente, né, na sua proposta, e ver que ela tá ali e ela tá dançando.
E ela não está dançandinho, ela está dançando. Ela está fazendo uma boa técnica com o corpo que ela tem. Isso é uma coisa que eu acho que na minha escola é É um negócio extraordinário assim. E no momento que eu tô gravando esse vídeo, a gente tá perto do nosso espetáculo, né? A gente vai montar lá Esmeralda inteiro só com bailarinas adultas. E a gente tem Esmeralda de 40 anos, Esmeralda de 30 anos, a gente tem um cisne de 50. Então quando tiver o vlog aqui Já aproveita, se inscreve aí no canal, porque tô até empolgada, porque vai ser muito lindo, como sempre é, né?
Você vê aqueles corpos maduros executando balé de verdade, sabe? Então, galera, a única idade que te impede de dançar é aquela que você coloca na sua cabeça, tá? Ai, mas eu fiz balé com 6 anos, eu queria voltar com 18. Filha, você tá nova. Você não tem noção do quanto que você tá ótima para voltar a começar a dançar. Ah, mas eu tô com 25, tá nova. Ah, mas eu tô com 30, tá nova. Conheço gente que começou balé com 70, eu conheço homens que começaram balé depois.
Então assim, só lucro. Então é isso, galera. Façam preparação física, vão para musculação. Se vocês não sabem como ir para musculação ajudando da forma que você precisa para o balé, clica no primeiro link da descrição, conheça lá os planos do Bailarina Que Treina, que é a minha comunidade de treinos específica para bailarinos, né? Eu que sou personal trainer especializada em bailarinos. E se joga, se joga. Você só tem a ganhar para sua vida, né?
E se você gostou desse vídeo, comenta aqui com quantos anos você começou a fazer balé, né? Escreve aqui nos comentários porque eu quero que as outras pessoas que assistam esse vídeo se inspirem. Eu comecei com 25, eu comecei com 30, comecei com 18, comecei com 50, comecei com 40, para ver que tudo é possível, né? Então é isso, meu povo. Espero que vocês tenham gostado, espero que isso tenha te motivado. Se precisar de indicação de escola também, Pergunta aqui, coloca a região onde você mora.
Quem sabe a gente consegue até achar uma escola para você fazer aula. E vamos dançar e ser feliz, com segurança, com o corpo preparado, certo? Um beijo e até semana que vem!
Bailarina Que Treina
Comunidade de treinos específica para bailarinos