Seu PÉ FALHA no salto ou na ponta? Faça isso para ter mais força!
Muitas vezes, a sapatilha esconde a falta de força real, e o segredo para ter pés de ferro no ballet não está na barra. Neste vídeo, eu mostro como parar de compensar o movimento. Afinal, fortalecer o pé serve para te dar suporte, e não para causar câimbras constantes.
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- Dor e lesões na dança· SaudeSapatilha de ponta·Tendinites·Inflamações·Entorses
- Forca e Estabilidade dos Pes· SaudeMusculaturas intrínsecas do pé·Arco plantar·Mobilidade de tornozelo
- Preparação física para bailarinos· EsportesFortalecimento do corpo inteiro·Prevenção de lesões·Treino complementar
- Treinamento com faixas elásticas· SaudeProgressão de carga·Mini band·TheraBand
Você faz 30 mil horas de aula com um monte de tendi, com um monte de dégagé, mas na hora de você subir na sapatilha de ponta você sente que o seu pé falha ou que falta força? Só que o segredo não tá no movimento grande, o segredo tá naquelas musculaturas pequenininhas que dão estabilidade. Então hoje eu vou te mostrar como treinar os seus pés para eles terem quase que uma vida própria e sustentar a sua dança. Roda aí a vinheta.
E aí, meu povo bailarínístico, eu sou Tamires Reis, personal trainer de bailarinos, e sejam muito bem-vindos a mais um vídeo falando sobre pés, que é um negócio muito doido, né? Bailarino ama falar de pé, trabalhar com pé, coisa de pé. Então vamos falar sobre isso, né? Então se você gosta desse tipo de conteúdo, de performance, de dicas para melhorar sua rotina, vlogs também de uma bailarina adulta que também é personal trainer, não se esquece de se inscrever aqui no canal porque toda semana tem sim vídeo novo para vocês conferirem.
E já tem aqui, ó, conteúdo de mais de 5 anos que você pode maratonar. Então já aproveita, se inscreve e maratona os outros vídeos também. Seguinte, primeiramente, quando a gente falar sobre sapatilha de ponta, eu acho que é interessante deixar muito bem informado que existe um período certo para você começar a usar sapatilha de ponta. E eu já falei sobre isso em outro vídeo que eu vou deixar fixado aqui ou no final do vídeo. Então se você acha que você está pronto para sapatilha de ponta, mas o seu professor não falou nada ainda, eu acho que vale a pena você conferir esse vídeo antes de qualquer coisa.
Com essas questões do fitting, né, de você descobrir melhores formas de você usar uma sapatilha de ponta, tem se falado muito sobre musculatura intrínseca. Só que quando a gente fala de biomecânica mesmo, a gente não precisa isolar variáveis. Na verdade, quando a gente fala de corpo humano, é muito complicado a gente isolar as variáveis. Então tem muita gente que fala assim, ai, tem que tem que trabalhar as musculaturas intrínsecas do pé, intrínsecos do pé, trabalhar arco plantar, trabalhar, mas nem tudo gira em musculaturas muito específicas.
O conjunto da obra também é muito importante. E quando eu falo isso, eu falo, por exemplo, da mobilidade de tornozelo, porque a bailarina, quando ela fica muito tempo na meia-ponta, ela tem um encurtamento de tendão. E aí esse encurtamento de tendão Além de refletir nos pliés, ele reflete também nesse rebote da sapatilha de ponta. Então, às vezes, você ter pouca mobilidade de tornozelo para você fazer um bom plié é o que vai te prejudicar muitas vezes em subir na ponta.
Então, trabalhar mobilidade de tornozelo, trabalhar essa flexibilidade, né, do tendão, também é tão importante quanto ficar lá só fazendo aquele exercício de puxar o paninho ou ficar usando o elástico e ficar fazendo só exercício de flex conta com elástico. Existem muitas outras estruturas que fazem parte desse processo também. Mas é claro que a gente também não pode deixar de falar sobre a importância, né, de você trabalhar e fazer alguns exercícios de elástico, né, com TheraBand e tudo mais.
O problema é que tem muita gente que tem uma certa dificuldade— eu não falo nem dificuldade, pode ser até uma falta de conhecimento— de que a pessoa tem uma única faixa e ela fica anos da vida usando aquela mesma faixa sem alterar intensidade, sem alterar, sem potencializar aquele movimento. Então assim, o que eu gosto sempre de falar para as minhas alunas lá da comunidade Bailarina Que Treina, que é minha comunidade de treinos específico para bailarinos, é que tudo existe uma certa progressão.
Então se você compra uma faixa elástica que na primeira puxada ela já estica muito, isso quer dizer que ela tem uma resistência baixa. Então você vai ter um certo trabalho, mas vai chegar uma hora que a sua musculatura vai ficar forte, e aí aquele elástico não vai funcionar mais. Então é bom ter sempre um arsenal, né, de faixas elásticas, seja elas a faixa grande, seja a mini band. E aqui no link da descrição eu tenho indicação de onde vocês podem comprar um bom kit de mini band pela Move com o meu cupom BALERINAQUETREINA.
Então é só clicar aqui no link da descrição que vai ter aqui os equipamentos da Move. Mas é importante assim você ter essa consciência de que chega uma hora que a sua musculatura ela precisa de uma progressão maior. Então, por exemplo, quando você tá com uma faixa que ela tá esticando demais, uma dica que você pode fazer é dobrar essa faixa no meio. Então dobrar essa faixa no meio e continuar fazendo os exercícios é uma forma de progredir carga, é uma forma de melhorar o seu, a sua ativação muscular.
Ou, por exemplo, você já sabe que mesmo dobrando aquela faixa ela continua fraca. Combinar mais de uma faixa também é uma dica interessante, porque você tem ali uma faixa leve e aí você já não tá usando mais ela numa faixa leve. Você combina com uma outra faixa leve, ela já não fica tão mais leve. Ou você tá usando uma faixa média, mas você ainda não consegue ir para uma faixa mais forte, usa uma média junto com uma leve. Que aí você já consegue ter um bom trabalho.
Então é interessante também fazer essa progressão para não ficar sempre nos mesmos exercícios. É que nem assim, gente, sabe aquela premissa de que se caminhar levemente fosse bom, todo carteiro seria ótimo, todo catador de lixo seria tipo super bem de saúde? Porque na verdade existe uma coisa chamada progressão. Então se você caminha sempre numa mesma velocidade, se você faz aquele exercício sempre numa mesma intensidade, o seu corpo ele vai falar, ah, beleza, é como se ela tivesse sentada no sofá, sabe?
Então precisa assim dessa, dessa evolução, digamos assim, sabe? A gente não evolui de um relevé passé para uma meia pirueta, de uma meia pirueta para uma pirueta inteira, de uma pirueta inteira para duas, de duas para três. Então existe também essa progressão nos treinamentos. Mas eu acho muito importante dizer como profissional de educação física que sou, de que muitas vezes não adianta só ficar usando faixas muito pesadas. Porque às vezes você pode até estar usando uma faixa muito pesada que você acha incrível, mas você tem que estar atento ao seu joelho, ao seu quadril, a posição que você apoia da faixa.
Então não é só simplesmente colocar lá e ficar fazendo. Tem um jeito que é mais eficiente, digamos assim, né? Porque É complicado falar que aí existe um jeito certo, porque cada pessoa tem um corpo. Mas não é só chegar e pegar uma dica aleatória e sair fazendo. Tudo tem um propósito, tem um porquê de ser feito. E às vezes só você colocar a faixinha de qualquer jeito, com joelho XYZ, às vezes não é o que vai resolver. Mas é importante sim, e é relevante em vários casos.
E por último, e não menos importante, gente, Balé bom não é só balé com dor. Então eu sei que tem caído por terra, né? Graças a Deus, com o advento do fitting, a gente tem visto que essa questão de ter muito sangramento nos dedos não é um bom sinal de que a sapatilha tá adequada. Você ter ali joanete, você ter um monte de calo, a gente sabe que isso tem mudado bastante e isso tem acabado. Porém ainda se normaliza as tendinites, né, ainda se normaliza as inflamações, os desconfortos, os entorses.
Então assim, você fazer uma aula de ponta com uma dorzinha no tornozelo porque, ah, eu acho que tá bom, não é normal, galera. Pode ser que alguma coisa ainda não esteja correta. E isso assim pode acontecer porque Às vezes você achou uma sapatilha correta ou achou uma ponteira que vai te ajudar, e aí a partir disso outras musculaturas que você não usava, elas passam a ser usadas, e aí gera até uma sobrecarga ali, né, que faz com que você comece a sentir um desconforto.
Por isso que é tão importante fazer treinos complementares, porque foi o que eu falei, não é só colocando a faixinha lá a faixa elástica e fazendo exercício. Às vezes você tem uma questão de uma pisada, às vezes você tem até uma condição de, por exemplo, sei lá, um calo ósseo, você tem ali um edema, você tem uma inflamação que é aguda e virou crônica. Tudo isso vai contribuindo para que você comece a compensar na sua sapatilha de ponta, e isso pode virar um problema muito maior.
Então assim, não dá para ficar sentindo câimbra o tempo todo, não dá para você ficar o tempo todo nas pontas e na hora que você desce você sente o seu tendão até latejando de tanta dor. Tipo, não é para você sentir isso, é para você sentir o suporte da sapatilha. Se ele dói de uma forma aguda, pontual, uma vez, pode, sei lá, ter sido que você dormiu mal, colocou a sapatilha errado. Agora, se aquilo persistir por muito tempo, é porque alguma coisa não tá certa.
E aí você precisa conversar com seu professor, né, conversar com a sua fitter, conversar com profissional de saúde, como por exemplo seu próprio personal, ou até um caso de um fisioterapeuta, se você já está em tratamento de alguma coisa. E se for o caso, fazer algum outro exame de imagem, né, porque geralmente assim, quando a gente fala de dor no pé, o procedimento padrão, digamos assim, é vamos fazer uma análise Primeiro, de como que tá o estado, né, da pessoa.
Ah, palpou, não tá doendo nada. Primeiro caso é o raio-X. Raio-X vai avaliar osso. Geralmente, para esses tipos de dores, não é o osso que vai, que vai indicar. Então, geralmente, a gente pede a ressonância, porque a ressonância ela vai ver ali as questões do tendão, questão da musculatura, de outras estruturas que podem estar inflamadas. Então, às vezes, é o caso de você fazer uma ressonância para ver se tem algum, alguma fissurinha, alguma distensão, alguma inflamaçãozinha, para ver o porquê que você tá tá sentindo essa dor.
Mas assim, gente, dor nunca é normal. Ela acontece, mas a gente não pode normalizar. E o outro ponto também que eu acho muito importante falar, porque eu fiz curso de fit, eu não atuo como fitter hoje em dia, mas eu fiz o curso, completei o curso e tudo mais, então sei dos princípios. Uma das coisas também que se fala muito sobre essa questão de sapatilha de ponta é que coisas demais também não ajudam, tá? Então eu vi casos, por exemplo, de meninas que usam duas ponteiras, três ponteiras, ponteira com separador de dedo, com não sei o quê, não sei o quê.
Começa a colocar coisa demais, também te atrapalha, atrapalha muito. Então assim, quanto menos coisas você usar com menos dor é mais interessante. Então se você tá usando muita coisa na sua ponta, pode ser que a sua ponta ainda não esteja correta também. Então não é interessante porque isso vai alterar sua pisada, isso vai, enfim, tantos fatores, galera, tantos fatores. E às vezes não vai nem alterar sua pisada, às vezes vai alterar o modo como você sobe, que vai refletir no joelho, que vai refletir no quadril.
E aí muitos bailarinos falam assim: nossa, eu tô com uma dor lombar. Às vezes é porque justamente tem alguma coisa ali no seu pé que tá irradiando no seu corpo inteiro, entendeu? Então é muito importante a gente deixar isso claro, de que nem tudo é absoluto. A gente precisa investigar sempre. E sapatilha de ponta é um negócio que a gente vai estudando pelo resto da vida, porque como eu disse no começo do vídeo, existe progressão.
Então hoje você tem uma sapatilha que é boa, só que aí você começa a desenvolver melhor essa musculatura, e aí aquela sapatilha que era boa ela já fica ruim, porque você tá com outra força, você tá com outra estrutura, você tá com outra capacidade. Então tudo é uma progressão. Então dizer que, ai, eu usei a mesma sapatilha para sempre, você até consegue, mas a sua estrutura muda, a sua musculatura muda, e a gente tem que acompanhar essa mudança toda.
Não, não, ele tem toda razão. Não é só fazendo mais tendi que você vai melhorar, não é só fazendo mais relevê que você vai melhorar. Não é só fazendo mais exercício com TheraBand, exercício com paninho, enfim, não é só isso. Existe tudo que você faz no seu corpo, ele reflete nele completo. Então eu sempre vou defender e sempre vou falar da importância de você fazer uma preparação física, um treino de fortalecimento para o corpo inteiro, porque como eu disse, você pode até fortalecer o pé Mas se o seu joelho não tiver preparado, se o seu quadril não tiver preparado, o resto da sua estrutura pode dar problema.
É sempre muito importante sim cuidar do corpo de uma maneira completa. Até porque, gente, se você parar para pensar, eu sempre falo aqui no canal, você pega um corredor de rua, um corredor amador, corredor daqueles que corre de domingo para ganhar medalhinha em uma banana, eles fazem treino completo. Eles fazem sim treinos específicos, né, de o que eles chamam de É, os educativos fazem, mas eles estão lá na musculação fazendo leg press, eles estão lá na musculação fazendo supino.
Ai, mas é corrida, mas faz supino também, faz remada também, faz tudo quanto é coisa. Por quê? Porque o corpo ele é sistêmico, tudo que você faz de um lado ele reverbera no outro. Então é importante sim você cuidar do corpo de uma maneira completa. É só olhar os bailarinos de fora daqui do país. Gente, que companhia hoje em dia que não tem uma academia lá dentro? Praticamente nenhuma. Só aqui no Brasil, né, que tem essa palhaçada de que tem gente que ainda acha que academia não funciona, e ou que precisa só, só precisa é contratar fisioterapeutas, sendo que antes da fisioterapia, se você treinasse, você nem precisaria da fisioterapia, né?
Mas é só olhar lá para fora. Que a gente vê que, que o caminho é mais fácil do que a gente imagina, mas se a gente fizer da maneira correta. Então é isso, meu povo! Espero que vocês tenham gostado desse alerta, né? Acho sempre importante falar dessa importância. E não se esquece de maratonar os outros vídeos que eu deixei fixado, vou deixar aqui no final do vídeo para que vocês possam desenvolver cada vez melhor a técnica de vocês com segurança e sem dores.
Então já se inscreve aí no canal, ativa o sininho, compartilha com suas amigas, que eu vejo vocês então na semana que vem. Um beijo e até lá!