Cidadania, Compaixão e Perseverança
SALMOS 87-88
Nesses salmos, saímos da celebração das portas de Sião, onde até nações pagãs e históricas inimigas são registradas como cidadãs do Reino de Deus, para entrar na solidão profunda de um adorador que se sente abandonado nas trevas do abismo, consolidando a verdade de que a esperança messiânica de salvação coexiste com a realidade das noites escuras da alma.
No salmo 87, os filhos de Corá exaltam a cidade fundada nos montes santos, declarando que o Senhor ama as portas de Sião mais do que todas as habitações de Jacó. Em uma visão profética surpreendente, Deus menciona nações como o Egito, a Babilônia, a Filístia, Tiro e a Etiópia, declarando sobre cada uma delas: "Este nasceu ali", mostrando que o Senhor registra os povos como cidadãos da Sua cidade e a fonte de todas os seus mananciais. O salmo 88 é uma lamentação contínua de alguém atingido pela aflição desde a sua mocidade, sentindo-se contado entre os que descem à cova. O salmista clama de dia e de noite, mas enfrenta o silêncio divino, descrevendo seus amigos afastados e encerrando o poema sem nenhuma nota imediata de triunfo, tendo as trevas como sua única companhia.
#Cidadania #Compaixão #Perseverança
Pastor Sinésio
- Valor redentor do sofrimento· ReligiaoNoites escuras da alma·Aflição e dor·Silêncio divino
- Conteúdo Bíblico· ReligiaoVisão inclusiva do Reino·Japão·Nação
- Aplicação prática e oração· ReligiaoClamar no silêncio·Confiança na salvação
Olá, meus queridos irmãos, paz seja com todos. Mais uma vez por aqui, Pastor Sinésio, continuando com a nossa maratona bíblica, hoje lendo os Salmos 87 e 88. Nesses salmos nós saímos da celebração das portas de Sião, onde até as nações pagãs e históricas inimigas são registradas como cidadãs do Reino de Deus, entrar na solidão profunda de um adorador que se sente abandonado nas trevas do abismo, consolidando a verdade de que a esperança messiânica de salvação coexiste com a realidade das noites escuras da alma.
No Salmo 87, os filhos de Coré exaltam a cidade fundada nos Montes Santos, declarando que o Senhor ama as portas de Sião mais do que todas as habitações de Jacó. Em uma visão profética surpreendente, Deus menciona nações como Egito, a Babilônia, a Filístia, Tiro e da Etiópia, declarando sobre cada uma delas: Este nasceu ali, buscando que o Senhor registre os povos como cidadãos da sua cidade e a fonte de todos os seus mananciais.
O Salmo 88 é uma lamentação contínua de alguém atingido pela aflição desde a sua mocidade, sentindo-se contado entre os que descem a cova. O salmista clama de dia e de noite, mas enfrenta o silêncio divino, descrevendo seus amigos afastados e encerrando o poema sem nenhuma nota imediata de triunfo, tendo as trevas como a sua única companhia. Aplicações práticas desses salmos para o dia de hoje: cidadania, compaixão e perseverança.
A aplicação prática da cidadania está no Salmo 87. Ali nós vemos a visão inclusiva do Reino de Deus. A glória de Sião não reside em um privilégio exclusivo ou bairrista, mas no plano gracioso de Deus de adotar e registrar pessoas de todas as tribos, povos e nações como membros da sua família. Abandonemos qualquer preconceito ou barreiras em nossa caminhada de fé. Olhemos para o próximo com a visão do Reino, dedicando-nos a anunciar o Evangelho e acolher pessoas de todas as origens na comunhão da Igreja.
As outras duas aplicações práticas estão no Salmo 88. A primeira, a compaixão, nós vemos na realidade do sofrimento e da dor prolongada. A presença do Salmo 88 na Bíblia nos mostra que a vida cristã autêntica pode incluir períodos de profunda dor emocional, depressão, enfermidade ou solidão sem respostas imediatas. Validemos as dores e lutas das pessoas ao nosso redor sem julgamento ou frases feitas. Se nós mesmos estivermos passando por uma noite escura da alma, entendamos que sentir dor não é sinal de falta de fé ou abandono definitivo de Deus.
E a última aplicação prática da perseverança, ainda no Salmo 88, nós vemos na fidelidade de clamar mesmo no silêncio. O aspecto mais extraordinário do Salmo 88 é que, apesar de não receber um consolo visível, o salmista começa o poema dizendo: Ó Senhor, Deus da minha salvação, e continua orando de dia e de noite sem desistir. Por isso, queridos, mantenhamos a nossa rotina de oração e busca a Deus mesmo quando não sentimos respostas efusivas ou alívio imediato.
A perseverança na oração durante a escuridão é a expressão mais pura de confiança na salvação do Senhor. Fechando essa leitura de hoje, os Salmos 87 e 88 nos ensinam que Deus registra as nações na glória de Sião, mas também acolhe o clamor do aflito que chora nas trevas da solidão. O sucesso da nossa caminhada não consiste em vivermos livres de dores ou silêncios, mas em continuarmos clamando ao Deus da nossa salvação, mesmo quando as sombras nos cercam.
E fechando esse momento hoje, vamos falar com Deus, vamos falar com o nosso Pai. Ô querido Deus, nós te louvamos, ó Pai, nós te bendizemos. E te bendizemos porque sabemos que o Senhor nos ouve, sabemos que os seus olhos estão atentos às orações dos justos e os seus ouvidos atentos ao seu clamor. Mesmo que às vezes pareça para nós que o Senhor não está ouvindo, pareça que só existe o silêncio, mas como temos ouvido até, Pai, O silêncio também é uma resposta do Senhor, nos ensina a entender isso, Pai, nos ensina a perseverar em qualquer circunstância.
E Pai, no meio de tudo isso, que nós possamos entender também os teus propósitos em relação àqueles que nos cercam. Não importa a nacionalidade, não importa a classe social, Pai, não importa nada. O Senhor ama as pessoas, o Senhor quer restaurar as pessoas, aquelas que estão caídas, que estão em trevas, Pai. E nós somos, ó Deus, aqueles que já habitam na tua presença aqueles que já habitam em Sião, e nós podemos fazer, Deus, deles novos cidadãos celestiais.
Então que nós possamos também cumprir o nosso propósito a cada dia, sabendo que o Senhor não se esquece de nós e de nenhum outro sobre essa terra. Obrigado, Pai, por este dia. Guarda-nos de todo mal, em nome de Jesus. Amém. É isso por hoje, meus queridos. Deus abençoe a sua casa, a sua vida e a sua família. E E até a próxima, se o Pai permitir. Tchau, tchau!