Ristretto | Salmo 5.1-3
Reflexões curtas e pessoais do Rev. Moacir Gabriel a partir das suas leituras devocionais.
Rev. Moacir Gabriel
- Salmo 121esperança no Senhor · amor aos inimigos · justiça divina
Olá, seja muito bem-vindo, seja muito bem-vinda a mais um Ristreto. Hoje eu gostaria de compartilhar com você Salmos 5, versículos 1, 2 e 3. Assim diz o texto, Escuta, Senhor, as minhas palavras, considera o meu gemê.
Atenta para o meu grito de socorro, meu Rei e meu Deus, pois é a Ti que imploro. De manhã ouve, Senhor, o meu clamor. De manhã te apresento a minha oração e aguardo com esperança. Quantas não são as vezes em que a gente precisa aguardar com esperança, não é? O problema, me parece...
É que às vezes também, às vezes, por vezes, para ser bem sincero, de vez em sempre, a gente confunde essa esperança no Senhor, nosso Rei e Deus, com a esperança da destruição dos nossos inimigos. — Sim, o salmista...
por assim dizer, vai por esse caminho, não é? E nós também vamos, de vez em sempre. De vez em sempre a gente confunde a nossa esperança do socorro divino com a destruição daqueles que nos fizeram mal. E há sim muita gente que nos faz mal.
Simples assim, a gente não precisa negar a realidade. Mas a gente também precisa, em seguindo os passos do autor da vida, a saber, Jesus de Nazaré, o Cristo ressurreto, a gente precisa, em seguindo os passos do autor da vida,
não mais confundir ou condicionar nossa esperança com a destruição dos nossos inimigos. Nós podemos, sim, sermos resgatados, salvos, sem que isso signifique a destruição dos nossos inimigos.
Também é verdade, pode ser que nossos inimigos venham a padecer. Mas a gente não deve se alegrar com isso. Não deveríamos orar por isso.
Nós somos chamados a amarmos nossos inimigos. De modo que a nossa esperança no Senhor toma contornos distintos, diferentes. O quadro a ser pintado e desejado já não é mais um quadro onde o inimigo é destruído.
É outro quadro. É sim um quadro onde somos socorridos, onde a justiça é feita. Mas a nossa esperança deixa de ser uma esperança que também espera pela destruição do outro.
E passa a ser uma esperança que está interessada, não apenas na nossa redenção, mas na redenção de todos. Até o próximo restrito.