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A Voz do Pastor • Dom Geremias Steinmetz - Mensagem dos bispos do Brasil ao povo brasileiro 01

02 de maio de 20265min
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A Voz do Pastor • Dom Geremias Steinmetz (02/05/2026)- Mensagem dos bispos do Brasil ao povo brasileiro 01

Rádio Alvorada FM 106.3

Participantes neste episódio1
D

Dom Geremias Steinmetz

HostBispo
Assuntos1
  • Mensagem dos bispos do BrasilConferência Nacional dos Bispos do Brasil · Direitos humanos e sociais · Violência contra mulheres · Racismo e reparação · Narcotráfico e crime organizado
Transcrição15 segmentoswhispermlx/large-v3-turbo

Agora, na Rádio Alvorada, a voz do pastor, Dom Jeremias Steinmetz. Prezado irmão, prezada irmã, mais uma vez nós aqui estamos e queremos te saudar sempre com muita alegria, porque estamos aqui em comunicação contigo, aqui através da Catedral do Ar, a Rádio Alvorada, nesse programa A Voz do Pastor.

Então hoje, começando aí os trabalhos aqui no rádio do mês de maio, então eu pensei em partilhar com vocês durante todo esse mês praticamente as mensagens e reflexões que nós podemos...

Perceber e assim participar, porque foram compartilhadas na Conferência Nacional dos Bispos desse ano de 2026, que ocorreu na metade aí do mês de abril. A primeira dessas mensagens é justamente uma mensagem ao povo brasileiro. A CNBB se preocupa, sim, de falar a partir do Evangelho, Amém.

Falando, porém, a toda a sociedade brasileira. E começa, então, citando a bem-aventurança. Bem-aventurados os que promovem a paz, pois eles serão chamados filhos de Deus. Dizem os bispos, e eu falo aqui literalmente as palavras do nosso episcopado.

Nós, bispos católicos do Brasil, reunidos no Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida, de 15 a 24 de abril de 2026, por ocasião da 62ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, CNBB, dirigimos ao povo brasileiro nossa saudação fraterna, iluminados pela luz de Jesus ressuscitado. Obrigado.

Nestes dias, refletimos sobre a missão da igreja no Brasil, sobre sua presença na sociedade, próximos das alegrias e esperanças, das tristezas e angústias do nosso povo. Neste tempo pascal, celebramos com gratidão os sinais de esperança que já podem ser vistos.

A amizade social, a economia solidária, a responsabilidade com os mais pobres, a valorização da soberania e da democracia, a promoção da cidadania e a incondicional defesa da vida, desde a concepção até a morte natural, passando por todos os direitos humanos e sociais. São sementes que florescem em nossas comunidades.

Contudo, a alegria da Páscoa abre os nossos olhos para perceber também os sinais de morte em nossos dias. Vivemos tempos de incertezas e sofrimentos. Persistem guerras, violências, fome e destruição em muitas partes do planeta.

protagonizadas muitas vezes pelas grandes corporações e seus interesses. Como afirmou recentemente o Papa Leão XIV, o mundo está sendo devastado por um punhado de tiranos. Também em nosso país, coexistem dinâmicas de destruição da vida do povo. O narcotráfico, as milícias e o crime organizado produzem um regime exerciente. E aí

cotidiano de violência que vai muito além dos confrontos armados. Eles controlam territórios e enfraquecem a autoridade legítima das instituições. Nas periferias, a população passa a viver entre a ausência do Estado e a presença de poderes paralelos. Igualmente no campo...

O quadro é grave diante de situações historicamente injustas. As mulheres estão ameaçadas por violências que vão da agressão física, sexual e psicológica ao controle econômico. Na humilhação cotidiana há violência contra gestantes.

Das desigualdades no salário e na renda, a perseguição digital, ao assédio e a tentativa de expulsá-las dos espaços de poder. Crescem os casos de feminicídio. O quadro é ainda mais grave porque a mulher pobre, negra, periférica...

indígena ou rural, costuma enfrentar não só a violência, mas também a omissão institucional, a banalização social da dor e a cultura que a relativiza. A Assembleia Geral da ONU reconheceu o tráfico transatlântico de escravizados como o crime mais grave contra a humanidade.

O Brasil ainda não enfrentou corajosamente o racismo e nossa história tem uma dívida que exige reparação. Nas comunidades tradicionais, as disputas pela terra, pela água e por território produzem sofrimento, medo, expulsões e tragédias. E no próximo programa...

continuaremos com a carta ao povo, a mensagem ao povo brasileiro. Porque assim Deus quer nos abençoar, em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém.