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O QUE ACONTECEU NAQUELE PASSEIO NO MAR? | Caso Max Devries #598

10 de junho de 202623min
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Em maio de 2004, uma mãe viúva levou os dois filhos para Aruba. Era uma tentativa de reconstruir a vida depois da morte repentina do pai. No resort, conheceram dois homens que se apresentaram como pai e filho adotivo. Dias depois, um deles convidou o menino de 14 anos para andar de jet ski. Max DeVries nunca voltou. #598

Participantes neste episódio5
M

Max Devries

Narrador
S

Speaker A

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S

Speaker B

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S

Speaker D

Narrador
S

Speaker E

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Assuntos4
  • Desaparecimento Max Devries ArubaMax Devries · Yvonne Devries · David Stacy Sr. · David Stacy Jr. · Aruba · Jet ski · Investigação policial em Aruba · Investigação do FBI
  • Histórico de David Stacy Sr. e Jr.David Stacy Sr. · David Stacy Jr. · Crimes contra crianças · Califórnia · Marinha dos Estados Unidos
  • Caso Natalie HollowayNatalie Holloway · Aruba · Mídia americana
  • Imprensa e Cobertura MidiáticaMax Devries · Paramount · Investigation Discovery
Transcrição12 segmentosassemblyai/universal-3-pro-async

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Max Devries:Max DeVries nasceu em 1990 em Brighton, Michigan, na região metropolitana de Detroit. Filho de Yvonne e George DeVries, sua mãe o descreveria anos depois como extremamente inteligente e aventureiro. Todo mundo gostava dele, ele tinha muitos amigos. A sua irmã mais nova, Dominique, 2 anos mais jovem, recordaria que ele era certamente um dos garotos mais populares da escola. O Max cresceu cercado de água. O pai havia transmitido aos filhos o amor por atividades aquáticas. Então ele aprendeu a nadar cedo, ele navegava em veleiros e conhecia barcos. Um amigo da família, capitão de barco fretado, ensinou sobre navegação. Aos 14 anos, o Max o ajudava como assistente. O que em linguagem náutica seria o primeiro imediato, a pessoa que auxilia o capitão. Era um adolescente que se sentia seguro e confortável na água. Em 10 de novembro de 2002, o George, o pai dele, sofreu um ataque cardíaco fulminante. Ele morreu aos 51 anos. A família ficou devastada. A Yvonne ficou viúva com dois filhos adolescentes. O Max tinha 12 e a Dominique 10. Nos 18 meses seguintes, a Yvonne tentou manter a família unida. Ela trabalhou, cuidou dos filhos, enfrentou o luto. Até que em maio de 2004, ela decidiu que eles precisavam de uma pausa. Ela queria que as crianças tivessem um momento de alegria, de descanso e de cura. Então ela planejou uma viagem para Aruba com os filhos e a cunhada. O David Jr. apresentou o Max ao seu pai adotivo, também David. Então eu vou me referir a eles como David e David Jr. E o pai dele tinha 56 anos. Ele contou à família DeVries que eles estavam em Aruba com o filho adotivo pra comemorar a finalização do processo de adoção. Ele disse que era um momento bem especial pros dois. A história pareceu muito comovente pra Yvonne, já que ela tinha perdido o marido. Então, eles começaram a conversar, acabaram ficando amigos ali na viagem. E acabaram fazendo várias atividades juntos. Então, eles jantavam juntos, conversavam pelo resort, enfim. Estavam ali sempre juntos. E aí, o David, o pai, perguntou pra Yvonne o que eles fariam no dia seguinte. Ela disse que eles fariam para sailing, que é aquele voo de paraquedas aquático. E aí, o David perguntou se ele e o filho poderiam se juntar a eles. E a Yvonne disse que tudo bem. E aí, eles foram todos juntos, foi super divertido, todo mundo adorou. E aí, no mesmo dia, mais tarde, o Max foi andar de jet ski com o David, o mais velho, né, o David pai. E aí, depois eles voltaram, o Max tava bem, tava em segurança. Poucos dias depois, o David convida o Max pra andar de jet ski com ele novamente, só os dois. E ele aceita.

Voz D:Então, os dois alugam vão fazer o passeio.

Max Devries:Mas eles acabaram ultrapassando a linha de segurança estabelecida pela empresa que eles alugaram o jet ski. Então, quando eles voltaram, o Max contou isso pra sua mãe. A Yvonne ficou desapontada pelo Max ter quebrado as regras. Mas ao mesmo tempo, ela ficou aliviada por ele ter contado. Ele sempre dizia a verdade, esse era um traço de caráter nele muito forte. Então, ela sabia que ele poderia ter escondido aquilo dela, mas ele decidiu contar. A Yvonne disse que não queria que ele fizesse esses passeios de novo. Então, passam mais alguns dias. E aí, o David convida o Max novamente pra andar de jet ski com ele. E aí o Max respondeu que ele não poderia ir, que ele já tinha ido com ele duas vezes e que a mãe dele disse que ele não iria mais e tinha que pagar pelo aluguel do jet ski, né. Então ele falou: "Ela com certeza não vai querer pagar, porque eles quebraram as regras." Então o David disse que ele mesmo conversaria com a Yvonne, pediria pra ela deixar e que ele faria o pagamento do jet ski. Então ele procurou a Yvonne, tentou convencê-la dizendo que ele cuidaria do Max, que ele mesmo pagaria pelo aluguel. E aí ela não queria. Deixar que eles fossem. Ele já tinha ido, né, duas vezes. Mas ele tava muito animado. Então, ela também não queria deixar o filho triste, né. Então, ela acabou deixando. Mesmo relutante, ela concordou, no fim das contas, né. Era uma quarta-feira, dia 12 de maio de 2004. Menos de uma hora antes de saírem pra esse passeio, o Max tava brincando com a Dominique, né, a irmã mais nova. Tem uma foto dele, que foi a última foto tirada dele, que ele tá com um bichinho de pelúcia dela. E fingindo que vai assar o bichinho numa churrasqueira. Então, na foto, ele tá feliz, tá sorrindo. E aí, depois, o Max e o David alugaram dois jet skis em um quiosque ali na praia, próximo do resort chamado Sunshine Water Sports. Então, os dois saíram pro passeio por volta das 3 da tarde. E a Ivone ficou ali na praia com a cunhada e a filha, esperando, né, até que eles voltassem. Aproximadamente uma hora depois, a própria empresa de jet ski acionou o resgate. Porque eles já deveriam ter voltado, então eles estavam demorando mais do que o esperado. Até que eles encontram o David Ele tava agarrado ali no jet ski, a mais ou menos 800 metros da costa. E o Max não estava com ele, então eles conseguem resgatar o David e trazer ele pra praia. E aí, ele tinha vários arranhões no pescoço, nos braços, nas mãos. Então eram ali uns arranhões bem visíveis. E aí, assim que ele chegou ali na praia, a Yvonne correu até ele e perguntou onde tava o Max. A resposta do David foi que o Max poderia ter sofrido um acidente infeliz. Ele disse que os dois saíram pra um passeio, que tava tudo bem. Passeio divertido, até que ele falou que a última vez que ele viu o Max, a distância entre eles era de cerca de 32 metros, o que é muito pouco. Então eles estavam perto, né, um do outro. E aí mais tarde, quando ele fosse conversar com a polícia e dar o seu depoimento, ele diria que os dois jet skis que eles alugaram deram problema meio que na mesma hora. E aí de repente eles pararam de funcionar. O David afirmou também que os dois estavam usando colete salva-vidas e que aí Nesse momento que o jet ski para de funcionar, eles ficam agarrados ao jet ski esperando por cerca de 1 hora. E ele disse que ele ficava olhando pro Max pra ver como ele tava. E disse que viu ele flutuando. E ele não tava tentando nadar, mas que ele se movia. E parecia que ele tava bem. Segundo ele, ele tentou ajudar o Max, mas a correnteza tava muito forte. E ele disse que os dois não ficaram conversando. E que depois de um tempo, ele não manteve mais contato visual com o Max. Mas ele reforçava ali o fato de que o Max estava usando colete salva-vidas. Assim que ele voltou pra praia, e depois ele foi que ele foi levado para delegacia, tudo no mesmo dia, ele foi autorizado a tomar banho antes de prestar o depoimento. Todas as evidências forenses, né, que poderiam estar ali no corpo dele, nos arranhões, possíveis vestígios embaixo das unhas, fibras, DNA, tudo foi lavado naquele banho. A operação de busca pelo Max começou ainda na tarde do dia 12 e foi a maior operação de busca já feita em Aruba até aquele momento. Equipes de busca e salvamento, helicópteros da Marinha Real holandesa, helicópteros de Curaçao, mergulhadores, centenas de voluntários e barcos de resgate vasculharam o mar durante toda a noite. Buscaram na área onde Max havia desaparecido, expandiram o perímetro e varreram quilômetros de costa. Eles não encontraram vestígios do Max, nem do colete salva-vidas que ele estava usando. Não encontraram nada. A Yvonne permaneceu na ilha com a filha e a cunhada, esperando notícias. A polícia de Aruba informou a família que Max havia se perdido no mar e declararam que foi um acidente. A Yvonne começou a notar inconsistências nas histórias contadas pelos Stacy, né, tanto pelo David quanto pelo David Jr. Inicialmente, o David Jr. havia dito que a mãe havia morrido um ano antes. E aí, durante um jogo de sinuca, ele afirmou que a mãe havia morrido quando ele era bebê. Depois, a história mudou pra narrativa da adoção recente. A Yvonne recordaria anos depois que era como se eles estivessem tentando espelhar a tragédia da família dela pra que ela acreditasse, pra que ela sentisse pena deles e que eles a pegassem desprevenida. Havia também a questão dos arranhões que eu falei pra vocês que estavam ali no corpo do David pai. Os jet skis são feitos de fibras de vidro, eles não causam arranhões e nem hematomas como os hematomas que o David apresentava no pescoço e nas mãos. Ele alegou que os ferimentos ferimentos eram de tentar subir de volta no jet ski. Mas essa explicação não condizia com o tipo da lesão. A explicação mais provável para aqueles ferimentos seria uma luta física. Yvonne também não conseguia entender porque o David não havia tentado chamar o Max, não havia gritado por ele, não havia feito contato visual depois de um tempo. Segundo o próprio David, ele simplesmente observou o Max flutuando e se afastando. Outra coisa importante é que o Max era um nadador experiente que havia crescido em barcos. Ele estava usando colete salva-vidas, então mesmo que eles tivessem se separado do jet ski, o colete o manteria na superfície. Mas no entanto, O David afirmou que o Max flutuava calmamente, sem tentar nadar. Mas aí havia algo ainda mais perturbador. Porque a polícia conversou com o David, né, logo depois que tudo aconteceu. Quando a polícia de Aruba começou a analisar os relatórios, eles perceberam que o David dava versões contraditórias sobre o que teria acontecido lá no mar. A primeira versão que ele deu, ele disse que o jet ski parou de funcionar. Ele disse que tentou rebocar o jet ski, mas que isso acabou fazendo com que os dois jet skis ficassem presos. Na segunda versão, ele disse que de alguma forma o Max escorregou do jet ski na água. Na terceira versão, ele disse que viu o Max nadando em direção à costa. Eram 3 versões diferentes e incompatíveis entre si. E pra Yvonne, aquilo não fazia sentido. No dia 15 de maio de 2004, 3 dias após o desaparecimento do Max, a polícia encerra as investigações. O comissário da polícia, Jan van der Straven, disse que o David nunca foi considerado um suspeito e que ele e sua família não estavam sob investigação. Inclusive, a família do Max também não estava sob investigação. E que a conclusão que eles chegaram foi que o Max acabou se perdendo no mar sofreu um acidente. Depois disso, o David e o David Jr. receberam autorização pra deixar a ilha. O estabelecimento que eles alugaram, o jet ski, funcionava de forma irregular. Então, logo no dia seguinte ao desaparecimento do Max, eles fecharam. A Yvonne realizou uma cerimônia memorial ali na praia, jogando flores no mar. E depois, ela voltou pra Michigan com a Dominique, né, sua filha mais nova. E com a cunhada, que tinha ido junto na viagem. Mas sem o corpo do Max, porque o corpo nunca foi encontrado. Quando ela voltou pros Estados Unidos, ela ainda tava tentando entender o que tinha acontecido com o seu filho. Nada daquilo fazia sentido. Então ela começou a ligar pras autoridades. Ela tava procurando por respostas, né. Até que em 2005, ela entrou em contato com o Tenente Corey Williams do Departamento de Polícia de Livonia, no Michigan. E ele também acreditava que tinha alguma coisa estranha. Ele achava que a polícia de Aruba não tinha investigado direito. Ele revisou os documentos e declarou publicamente que desde a primeira vez que ele começou a ler os relatórios algumas coisas ali já pareciam que não faziam sentido. Com base no que ele encontrou, ele disse que ele sentia que eles não estavam sendo sinceros Não estavam contando a história direito. Foi nesse ponto que o Cory decidiu fazer uma investigação de antecedentes do David e do David Jr. Foi aí que ele encontrou algo que a polícia de Aruba teria encontrado também rapidamente, que parece que eles não haviam investigado essa parte, porque ele encontrou ali já alguns antecedentes de prisões anteriores lá na Califórnia. E mais do que isso, ele encontrou em 1981 um depoimento que o David Jr. tinha prestado à polícia dizendo que ele tinha sido vítima do próprio pai em crimes contra crianças. O David pai tinha escoteiro na Marinha da Califórnia, então ele tinha acesso a crianças. O Corey Williams, o tenente, ele se recusou a contar todos os detalhes que ele tinha descoberto sobre o David, né, mas ele disse que era o suficiente para ele acreditar que a história que havia sido contada em Aruba não estava completa. Ele disse que definitivamente havia mais investigações que precisavam ser feitas, então ele leva o caso para o FBI, e em 2006 eles oficialmente abrem um caso de investigação sobre isso. O caso foi aberto e autorizado em Washington, então os agentes começaram a investigação. Mas aí o FBI informou a Yvonne e o Corey que eles estavam dando prioridade ao 11 de setembro. Então todos os agentes estavam focados nisso. Ele disse que isso era uma propriedade federal e que os agentes estavam investigando todas essas questões de terrorismo. Mas essa explicação nunca foi verificada de forma independente. O mais provável que nenhuma fonte nomeia diretamente e que o conjunto dos fatos sugere é que na verdade não havia uma jurisdição clara. O Mark desapareceu em Aruba, um território holandês. O FBI, né, que é americano, não tinha autorização para investigar em solo arubiense sem uma cooperação local. A polícia local de Aruba, como eu falei para vocês, encerrou o caso em 3 dias, sem corpo, sem crime formal e sem uma cooperação internacional, né, no caso do próprio FBI. O caso morria por falta de ancoragem jurídica e não por falta dos agentes quererem fazer investigação. A investigação foi perdendo prioridade até que em outubro de 2006 a Yvonne recebe uma ligação do FBI informando que eles estavam fechando o caso sobre o Max. O caso estava declarado como aberto no papel, mas sem movimentação concreta de investigação. Alguns jornalistas tinham entrado em contato com a polícia de Aruba tentando obter algumas informações, né, tentando começar ali uma investigação, mas eles não conseguiram que eles cooperassem. A polícia de Aruba nunca retornou essas ligações. E lá nos relatórios eles diziam que o David tinha declarado que ele não tinha matado o Max e que ele não fez nada para machucar o Max. E aí dessa forma eles encerraram o caso em 3 dias lá na época. Mas afinal quem era o David, né. Vamos falar um pouco sobre a família Stacy. David Russell Stacy nasceu por volta de 1948. E pouco se sabe sobre sua infância e família de origem. Nos anos 60 e 70, ele serviu na Marinha dos Estados Unidos, na Califórnia. E durante esse período, ele trabalhou como líder de escoteiros. Uma posição que lhe dava acesso frequente a crianças e adolescentes. Foi durante seus anos na Califórnia que ele conheceu um menino que vivia no Children's Baptism Home of Southern California, em Inglewood. Era um orfanato que abrigava crianças abandonadas, órfãs ou retiradas de lares abusivos. O menino tinha um nome diferente na época. E a sua identidade original nunca foi divulgada publicamente. O David manteve contato com o menino ao longo dos anos. A natureza exata dessa relação durante a infância do garoto permanece obscura. Depois de deixar a Marinha, o David cursou Direito. Acredita-se que ele tenha se formado pela Universidade do Tennessee, embora a data exata seja desconhecida. Ele se tornou advogado especializado em propriedade intelectual e patentes. Trabalhou como advogado sênior de propriedade intelectual na Square D Company, mais tarde adquirida pela Schneider Electric, uma multifuncional francesa de gestão de energia via automação. O escritório ficava em Palatine, Illinois, nos arredores de Chicago. O David vivia em Hoffman Estates, também na região metropolitana de Chicago. Ele era descrito como obeso e tinha dificuldade de mobilidade devido ao seu peso. Em algum momento da vida adulta, ele adotou formalmente aquele menino que ele havia conhecido décadas antes no orfanato da Califórnia. O processo foi concluído entre o final dos anos 90 e início dos anos 2000, e o filho adotivo passou a se chamar David Stacy Jr. Em 1981, 23 anos antes do desaparecimento do Max, o David Jr. havia prestado um depoimento à polícia da Califórnia. Nesse depoimento, ele afirmou que havia sido vítima do pai em crimes contra crianças. O registro policial existe, ele foi encontrado anos depois pelo Tenente Corey durante investigação sobre o Max, mas não há registro público de que o David Pai tenha sido processado ou condenado por qualquer crime relacionado a esse depoimento. E a polícia da Aruba nunca investigou esse histórico. Em maio de 2004, David Pai, então com 56 anos, viajou para Aruba com o filho adotivo, né, com o David Jr., que estava ali na casa dos 30.

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Max Devries:Rated PG. Rise era que estavam celebrando a finalização do processo de adoção, dizendo que era um momento especial pros dois. Porém, o processo de adoção havia sido concluído anos antes. A versão sobre a morte da mãe do David Jr. mudou várias vezes, como eu disse pra vocês. Primeiro disseram que ela tinha morrido um ano antes. Depois, que ela tinha morrido quando ele era bebê. E por fim, apresentaram essa narrativa da adoção como se fosse algo recente. Inocente, e não era. A Yvonne acreditava que eram histórias fabricadas e projetadas para criar empatia, para espelhar a tragédia que a família DeVries estava enfrentando, né. Com a morte do George, o David Pye tinha registros de prisão anteriores na Califórnia, embora os detalhes específicos nunca tenham sido divulgados ao público. Após o desaparecimento do Max, nenhum dos dois, o David Pye nem o David filho, foram formalmente acusados. Nenhum dos dois foi interrogado pelo FBI e nem enfrentaram consequências legais. Os dois retornaram à Illinois e o David Pye continuou trabalhando como advogado de patentes. Os dois vivem livres até hoje. Ao longo dos anos seguintes, duas mulheres entraram em contato com a Yvonne contando que elas eram ex-parceiras do David Jr. As duas preferiram manter suas identidades em sigilo. As duas fizeram declarações que aludiam ao fato de que tanto David pai quanto David Jr. estavam envolvidos no desaparecimento do Max. Elas sugeriam que o destino do Max foi bem mais obscuro do que simplesmente ter se perdido no mar. Mas as declarações que elas deram nunca foram investigadas formalmente pela polícia da Aruba. Lá em Aruba, inclusive, algumas pessoas começaram a espalhar outra teoria em forma de fofoca. Eles alegaram que o desaparecimento do Max foi uma fraude de seguro. E que ele e a família estavam bem, vivendo em algum lugar da América do Sul. Um agente de seguros teria ido até Aruba pra conversar com essas pessoas e discutir essa possibilidade do Max estar vivo. E aí, ele investigou e descobriu que a Yvonne nunca entrou em contato com nenhum tipo de seguro relacionado ao desaparecimento do filho dela, né. Então, era mais uma fofoca mesmo. Por mais que não tivessem nenhuma prova disso, em Aruba Eles continuaram falando sobre essa teoria por muito tempo. Então, as pessoas que moram lá realmente acreditavam que era isso que tinha acontecido. Então, parecia que eles queriam tirar as atenções ali de Aruba sobre o caso, né. Dizendo que eles estavam bem em outro lugar. Mas os jornalistas nunca acreditaram nisso. Era uma teoria que circulava apenas entre os moradores mesmo. Mas aí, tem outra coisa que aconteceu em Aruba exatamente um ano após o desaparecimento do Max. Outro adolescente desaparece por lá. Esse foi um caso muito grande que ganhou uma cobertura gigantesca da mídia americana. Inclusive, eu já contei aqui no canal duas vezes, vou deixar o mais recente para vocês, porque é um caso realmente grande, tem documentário sobre, etc. E como o caso dela acabou atraindo muita mídia, o caso do Max, que tinha acontecido apenas um ano antes, acabou sendo ofuscado. A Ivone até tentou chamar atenção para o caso do filho, mas a mídia tava muito focada no caso da Natalie. Foram dois casos casos separados, né, mas que aconteceram ali com diferença de um ano em Aruba, com dois jovens desaparecendo misteriosamente, dois casos sem solução e dois casos em que não encontraram os corpos. Anos depois, a Yvonne diria que todo mundo conhece o nome Natalie Holloway, mas que poucos conhecem o nome do Max. Mesmo com tudo isso acontecendo, a Yvonne nunca parou de buscar respostas sobre o que aconteceu com seu filho. Ela criou a campanha Max to the Millions, onde ela queria que o caso fosse reaberto, que fosse investigado. Ela queria que eles reabrissem a investigação e basicamente o nome da campanha era justamente pra que milhões de pessoas conhecessem a história do Max, que não fosse ofuscado daquela forma. Quase 20 anos após o desaparecimento do Max, a Paramount decidiu fazer um documentário sobre o caso. Foram 2 episódios dedicados ao desaparecimento do Max, intitulados Nightmare in Paradise. Eles fazem parte da 5ª temporada da Never Seen Again, estrearam em outubro de 2023. O caso também apareceu no Investigation Discovery no mesmo ano, em 2023, num episódio chamado The Stuff of Nightmares. Da série Still a Mystery. Então, no mesmo ano, a gente teve ali 3 episódios dedicados ao caso do Max. O que acabou trazendo o caso de volta pra atenção pública, né. Pra que as pessoas lembrassem do que tinha acontecido. Ou pra quem nunca ouviu falar, conhecesse a história do Max. A Yvonne participou, deu várias entrevistas. E ela sempre falava sobre as inconsistências da investigação em Aruba. Até o Corey, o tenente que tentou investigar o caso, encontrar uma resposta, ele já era aposentado em 2023. Mas ele também deu uma entrevista. E ele pedia que o FBI reabrisse a investigação. Investigação do caso, dizendo que agora, 20 anos depois, as tecnologias são bem mais modernas e que com elas era possível que eles conseguissem chegar numa resposta. Era possível descobrir o que realmente aconteceu com o Max naquele dia. Em entrevista, a Yvonne também explicou que o caso chegou até o FBI, que havia um caso aberto com o número tudo registrado sobre esse caso, e tudo que ela precisava é que eles reativassem a investigação do caso, porque ele já tava lá arquivado. E de novo, o FBI mantém a investigação em aberto, mas a investigação não está ativa. Então assim, Mesmo com tudo isso, o David pai e o David Jr. nunca foram oficialmente investigados. Por conta disso, os veículos americanos evitam falar o nome deles, já que a própria polícia nunca fez uma investigação sobre eles. A Dominique, irmã mais nova do Max, tinha 12 anos quando ele desapareceu. Então ela perdeu o pai aos 10 anos e o irmão aos 12. 20 anos depois, em entrevistas, ela fala sobre a perda do pai, depois do irmão, e como foi, né, viver esses 20 anos sem ele e sem respostas, né, sem saber o que realmente aconteceu com ele. Ela apoia a mãe na campanha e ela Ela fala sobre o fato deles nunca terem encontrado um corpo. Então, ela fala que ela e a mãe nunca puderam realizar um enterro. Então, elas nunca tiveram um fechamento do caso. Esse é um caso que não teve explicação. Então, ela fala que ela quer que o caso seja investigado da forma correta, de uma forma que nunca foi investigado antes. E que o irmão dela merece, né, ter uma certidão de óbito. Que isso não existe ainda. Se o Max estivesse vivo hoje, em 2026, ele teria 36 anos. A sua mãe, Voni, continua lutando pra que o caso seja reaberto, pra que o caso seja investigado. Continua acreditando que o David, pai, sabe muito bem o que aconteceu com o Max naquele dia. Ela inclusive tem várias perguntas sobre teorias que ela acredita que só seriam respondidas se houvesse investigação. Como por exemplo, ela pergunta: "O meu filho foi escolhido e preparado para ser levado em Aruba?" Será que ela foi seguida e perseguida e aí o filho dela foi levado de alguma forma? Será que ele foi sequestrado? Será que ele foi vendido? Será que ele foi molestado e depois morto e seu corpo jogado na água? Além disso, tem outra dúvida que que nunca foi esclarecida e pra mim é um absurdo, né, que é sobre o David Jr. Aquele passeio foi o David pai e o Max, mas onde estava o David Jr.? Ninguém sabe, ninguém sabe onde ele tava durante todo aquele tempo do passeio, onde ele tava antes, onde ele tava depois. Ninguém nunca respondeu essa pergunta. Será que ele tava na praia? Será que ele tava no resort? Talvez em outro local? Será que ele tinha um álibi que pudesse confirmar o paradeiro dele, que pudesse confirmar que ele também não tava lá em alto mar? A polícia da Aruba nunca conseguiu responder essas perguntas. A gente não sabe nem sequer se eles tentaram esclarecer essas dúvidas, se isso foi uma dúvida para eles na época. Esse caso permanece oficialmente classificado em Aruba como perdido no mar, sem acusações e sem suspeitos formais. Atualmente a investigação não está ativa. O que existe hoje é uma campanha que a Yvonne continua fazendo nas redes sociais. Ele desapareceu no mar naquele dia em 2004 e até hoje ninguém sabe o que realmente aconteceu com ele. Quero muito saber o que vocês acham desse caso. Esse é um dos casos eu acho assim que dos mais recentes que eu contei aqui no canal, que tem uma investigação mais mal feita de todos. Porque é muito absurdo que em 3 dias ele tenha sido fechado sem que eles tivessem as respostas, né, sem que eles tivessem realmente investigado a fundo. Eles não investigaram nem os antecedentes do David, e aí simplesmente mandaram ele de volta para o país dele. Então eu quero muito saber o que vocês acham que aconteceu. Me conta aqui nos comentários, não esquece do like, me ajuda muito na divulgação E é isso! Pra mais casos, siga o podcast Quinta Misteriosa e aproveite pra avaliar em 5 estrelas se você gostou. Obrigada por ouvir e até o próximo caso!