O CASO BIZARRO DE STEVEN AVERY E BRENDAN DASSE #596
Em 31 de outubro de 2005, Teresa Halbach, fotógrafa de 25 anos, desapareceu após visitar um ferro-velho em Wisconsin. Dias depois, seus restos mortais foram encontrados queimados no quintal de Steven Avery, um homem que tinha acabado de cumprir 18 anos de prisão por um estupro que não cometeu. #596
- História de JonasCondenação por estupro · Inocência comprovada por DNA · Processo civil contra o condado · Steven Avery · Gregory A. Allen
- Caso Bernardo BoldriniInterrogatório coercitivo de menor · Falsa confissão · Condenação baseada em confissão · Brendan Dassey · Barbie Dassey
- Desaparecimento de Teresa HalbachDesaparecimento de Teresa Halbach · Teresa Halbach · Wisconsin
- Produções cinematográficas inspiradas no casoExposição do caso ao público · Criação do movimento 'The Truthers' · Críticas à promotoria e polícia · Reação da família de Teresa Halbach · Kathleen Zellner · Ryan Hillegas
- Desaparecimentos e a investigação inicialDescoberta do carro de Teresa · Encontro de ossos e pertences · Suspeita e prisão de Steven Avery · Conflito de interesses na investigação · Pam Sturm · Sargento Andrew Colburn · Tenente James Lank
- Julgamento e condenação de Brody MarburgerArgumentos da promotoria · Argumentos da defesa · Veredito do júri · Ken Kratz
- Investigações e Ações LegaisTeoria de Kathleen Zellner · Recursos legais negados · Pedido de clemência para Brendan · Kathleen Zellner · Ryan Hillegas · Tony Evers
- Manipulacao de ProvasPlantação de sangue no carro · Plantação da chave do carro · Dificuldade em queimar um corpo · Dean Strang · Jerome Budden
- Jurisdição e Justiça Penal Federal Americana
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Voz B:"MUSIC" Theresa Marie Halbach nasceu em 22 de março de 1980 em Calumet, Wisconsin, filha de Richard e Karen. Ela cresceu numa fazenda de laticínios nos arredores de Green Bay, numa família profundamente católica e unida. Theresa tinha 4 irmãos, 2 irmãs chamadas Katie e Kelly, e dois irmãos chamados Timothy e Michael. Desde pequena demonstrava um amor pela fotografia que se tornaria sua paixão e sua profissão. Ainda criança, pedia emprestada a câmera dos pais pra fotografar os animais da fazenda e os irmãos brincando. A sua família era religiosa e participava ativamente da comunidade católica local. Frequentando a missa todos os domingos, a Teresa foi educada dentro dessa tradição, estudando em escolas católicas durante toda a infância e adolescência. Teresa era uma criança alegre, sociável e cheia de energia. Gostava de estar ao ar livre, ajudava nas tarefas da fazenda e cuidava dos animais. Os pais descreveram ela la como uma menina prestativa, responsável, que sempre estava disposta a ajudar. Durante o ensino médio, a Teresa começou a desenvolver o seu talento para fotografia de forma mais séria, fazendo cursos, estudando técnicas, praticando constantemente. E ela fotografava tudo: eventos escolares, jogos de futebol, festas de aniversário de amigos. Depois do ensino médio, ela foi aceita na Universidade de Wisconsin, onde ela cursou fotografia e artes visuais. Foi durante a faculdade que ela teve oportunidades que ampliaram seus horizontes muito além das fazendas de Wisconsin. Ela viajou para o México durante um semestre de intercâmbio, onde fotografou mercados paisagens coloridos, ruínas antigas e pessoas na rua. Ela também passou um tempo na Espanha percorrendo cidades históricas com a câmera sempre na mão. Ela estudou um período na Austrália, onde aprendeu a mergulhar e fotografou a vida marinha da Grande Barreira de Coral. Todas essas viagens moldaram a Teresa e deram uma perspectiva mais ampla do mundo. Ela voltava para casa com milhares de fotografias, com histórias para contar e com um olhar mais maduro sobre a arte. Depois que ela se formou na universidade, ela começou a trabalhar como fotógrafa freelancer em Green Bay. No início foram trabalhos pequenos, como casamentos, formaturas e eventos. Depois de alguns anos muito longe, a Teresa decidiu voltar a morar perto da fazenda dos pais. Alugou um pequeno apartamento, continuou trabalhando como fotógrafa e aos poucos foi construindo uma clientela estável. Aos 25, ela conciliava o trabalho em um estúdio fotográfico com ensaios externos que fazia pra revista Auto Trade Magazine, uma publicação especializada em anúncios de veículos. O trabalho era simples: ela ia até a casa ou negócio do vendedor, fotografava o carro ou a caminhonete que estava à venda, editava as fotos e enviava pra revista. A Teresa era uma jovem independente e trabalhadora, com planos pro futuro. Falava em abrir o seu próprio estúdio um dia, em se especializar em fotografia da natureza e viajar mais. Ela tinha toda a vida pela frente. Até que no dia 31 de outubro de 2005, no Halloween, ela recebeu uma solicitação de serviço da Outrider Magazine pra fotografar um carro num ferro velho em Mishkod, Wisconsin. Ela havia agendado a sessão com alguém identificado como "Bay Jenda", sem saber que esse era o nome da irmã de Steven Avery e que ele havia feito essa solicitação. Ela saiu de casa pela manhã, por volta do meio-dia, dirigindo seu Toyota 1999, uma caminhonete compacta azul escuro atura que ela usava para o trabalho. Ela saiu com sua câmera profissional, seu equipamento e seu celular. Depois disso, ela nunca mais foi vista. No dia seguinte, 1º de novembro, os seus colegas de trabalho foram os primeiros a notar que ela não tinha aparecido, que não era uma coisa que ela fazia. Então ela tinha agenda, tinha clientes esperando naquele dia, e ela simplesmente não tinha aparecido. Eles tentaram contato com ela mandando mensagens, ligando, e ela simplesmente não respondia. Então eles entram em contato com a família dela para ver se alguém sabia de alguma coisa. E aí eles também começam a se preocupar e começam a ligar para ela várias vezes. E aí família decidir ir até o apartamento dela. Eles entram, não tinha ninguém lá. E o carro dela também não estava na garagem. Nos primeiros 2 dias, a família tava preocupada com ela, mas era uma preocupação mais contida. Afinal, a Theresa era adulta, ela tinha as coisas dela, os amigos dela. Então, eles pensaram que talvez ela tivesse decidido fazer uma viagem de última hora. Talvez estivesse com amigos em algum lugar. Então, eles não se preocuparam tanto, não acharam que alguma coisa ruim tinha acontecido. Apenas que ela tinha planos ali, de última hora. Mas aí, quando chegou no terceiro dia e ela ainda não tinha aparecido, não tinha ligado, mandado mensagem, nem nada. Aí eles começaram a se preocupar. Foi no terceiro dia, 13 de novembro, que a família decidiu relatar oficialmente o seu desaparecimento na polícia de Kalamazoo County, onde ela residia. A polícia começa a investigar imediatamente. Então, eles começam conversando com os amigos dela, com os colegas de trabalho. Eles começam a rastrear os cartões de crédito dela e também o celular. Só que o celular tava desligado. E os cartões, ela não tinha usado desde o dia 31. Desde o Halloween. Então, a polícia decide checar as últimas coisas que ela tinha feito, né. Como, por exemplo, a sua agenda naquele dia 31. E aí, eles percebem que ela tinha alguns clientes. E o último endereço que ela precisava ir naquele dia tava listado como Ferro Velho em Mishkat, que pertencia à família Avery. Foi aí que a polícia decidiu ir até lá. E aí, no dia 5, a Teresa já tava desaparecida há 4 dias. Uma prima distante dela, chamada Pam Sturm, que também era voluntária e participava de buscas organizadas na comunidade, faz uma descoberta horrível. A Pam tinha pedido pediu permissão pra família Avery pra fazer umas buscas ali pela propriedade deles. E eles deixaram, então ela tava com sua filha pequena e uma câmera filmando, né. O ferro-velho da família ocupava 40 acres. Então tinham muitos carros ali, muito ferro-velho, carros empilhados, cobertos de vegetação. E ela tava ali com a filha dela, fazendo algumas buscas e documentando tudo em vídeo. Como tinham muitos carros ali, se por exemplo eles precisassem procurar um carro específico, seria como buscar uma agulha no palheiro, porque tinha muita coisa. A Pam tava lá fazendo a sua busca e ou ela teve muita sorte, ou talvez intuição Então, em 30 minutos, ela encontrou o carro da Teresa. O carro estava estacionado em uma área menos movimentada, um pouco mais afastada. E ele tava coberto por galhos. Então, parecia que alguém tinha estacionado ele ali e propositalmente colocado esses galhos meio que pra tentar esconder o carro. A Pam se aproxima do carro, verifica a placa. E aí, ela percebe que aquele realmente era o carro da Teresa. Então, ela não mexe em nada, não abre porta, não faz nada. Ela simplesmente liga pra polícia, relata o que ela descobriu e fica ali esperando os investigadores. A polícia chegou, isolou a área e imediatamente começou a trabalhar. Eles perceberam que tinham muitos carros lá, mas que o carro da Teresa tava com esses galhos, né, como eu falei. Parecia que alguém queria realmente esconder o carro ali. E aí eles abrem o carro e encontram manchas de sangue no interior. A partir do momento que o carro da Teresa é encontrado na propriedade dos Avery com sangue dentro, a polícia começa a virar os olhos para a família Avery, especialmente para o Steven Avery, que era a pessoa que tinha feito, né, aquele pedido para ela ir fotografar o carro naquele dia. Nos dias seguintes, a polícia conseguiu os mandados de busca para poder procurar em não dá propriedade de qualquer sinal ali da Teresa. Até que no dia 8 de novembro, 7 dias após o desaparecimento dela, a polícia faz a descoberta mais macabra até aquele ponto. Eles encontraram fragmentos de ossos humanos carbonizados dentro de uma fogueira. E essa fogueira estava atrás do trailer do Steven. Naquele momento, eles percebem que a fogueira tava fria, né. Então aquilo tinha acontecido provavelmente alguns dias antes. E aí, eles começam a peneirar os fragmentos que estavam ali dentro e começam a encontrar pequenos pedaços de ossos, tão pequenos quanto uma moeda. Pedra, alguns um pouco maiores, todos mostrando sinais de exposição a fogo intenso por um período prolongado. Os ossos foram coletados e levados para análise forense. Eles continuaram procurando por ali. Como a propriedade era muito grande, tinha uma parte que era tipo do Avery ali, do Steven Avery, que era o quintal dele, onde eles encontraram a fogueira, que tinha também o trailer dele. E aí, procurando no resto da propriedade, eles encontraram fragmentos do celular da Teresa e da sua câmera fotográfica derretidos, misturados às cinzas de um barril de queima próximo à fogueira. A polícia continua a busca e dentro do trailer do Steven, eles encontram a chave do carro da Teresa. A chave tava no chão, atrás de um móvel, parcialmente escondida. Com essas evidências em mãos, o Steven foi preso no dia 9 de novembro e formalmente acusado de posse de arma de fogo por pessoa condenada. Era basicamente uma acusação preliminar enquanto a investigação ainda corria. 2 dias depois, no dia 11, ele foi formalmente acusado do assassinato da Teresa. A notícia chocou a comunidade de Wisconsin e logo se tornou uma notícia nacional, porque o Steven não era uma pessoa qualquer. A sua história era extraordinária. E o momento da sua prisão não poderia ser mais carregado de ironia e suspeita. Pra entender por que as pessoas ficaram tão interessadas nesse caso tão rapidamente, é preciso entender a história do Steven. Steven Allen Avery nasceu em 9 de julho de 1962, no condado de Manitowoc, em Wisconsin. E era um dos 4 filhos de Alan Avery e Dolores Avery, uma família que operava um ferro velho em Two Rivers. O Steven cresceu trabalhando desde muito jovem no negócio da família, cercado por sucata e carros abandonados, numa vida de trabalho físico poucos recursos. A família Avery não era rica, eles viviam modestamente do ferro velho e na comunidade local tinha reputação de ser diferente, marginalizada. Segundo relatos da sua mãe Dolores, o Steven estudou numa escola primária para crianças com dificuldades de aprendizado e os registros escolares mostram que seu QI era de apenas 70, muito abaixo da média de 90 a 110, onde se encontra o 95% da população. O Steven tinha sérias dificuldades de aprendizado, de concentração e problemas de comportamento. Ele abandonou os estudos cedo e foi trabalhar em tempo integral no ferro velho. A família Avery era vista pela comunidade local com desprezo. Eles eram chamados de white trash, um termo pejorativo usado nos Estados Unidos para descrever pessoas brancas de classe baixa consideradas ignorantes, preguiçosas e marginais. Os vizinhos não escondiam o desdém que sentiam pelos Avery, que viviam à margem da sociedade respeitável, em meio à sucata e à pobreza. No dia 24 de julho de 1982, o Steven se casou com a Lori Mathieson. Cerca de um mês depois, no final de agosto de 1982, ele foi considerado culpado de crueldade contra animais. Um episódio particularmente chocante: ele e ele e o amigo jogaram gasolina e óleo sobre um gato da família e o jogaram numa fogueira, assistindo o animal queimar até a morte. Steven foi condenado a 9 meses de prisão, cumprindo pena até agosto de 83. Depois de sair, ele voltou pra casa com a Lori, e entre 1983 e 85, o casal teve 4 filhos: Rachel, Jenny e os gêmeos Steven Jr. e Will. No entanto, antes disso, Steven já tinha outro histórico criminal. Aos 18 anos, ele foi condenado por assaltar um bar com um amigo, cumprindo 10 meses de uma sentença de 2 anos. Esses antecedentes, embora graves e perturbadores, mas não o preparavam pro que estava por vir em 85, quando ele foi condenado a passar quase duas décadas atrás das grades. No dia 29 de julho de 1985, a Penny Beershteyn, uma mulher de 36 anos, estava correndo numa praia em Two Rivers quando foi abordada por um homem que a arrastou pra uma área de mata próxima e abusou dela. A Penny conseguiu escapar e correu pedindo ajuda. Ela deu à polícia uma descrição detalhada do agressor. Ela disse que o homem era branco, tinha cerca de 1,70m de altura, cabelo castanho e olhos azuis, com algumas cicatrizes de acne no rosto. A polícia imediatamente suspeitou do Steven. Ele tinha antecedentes criminais, morava na área e fisicamente se assemelhava àquela descrição. Alguns dias depois, a polícia convenceu o Steven a participar de uma rua de reconhecimento. Então colocaram ele numa fila com outros homens e pediram pra Penny identificar o seu agressor. Ela apontou pro Steven. Baseada nessa identificação e numa análise posterior de um fio de cabelo encontrado em suas roupas, que supostamente era consistente com o cabelo do Steven, a promotoria o acusou formalmente de estupro e agressão sexual. O julgamento aconteceu em dezembro daquele ano. A defesa do Steven apresentou 16 testemunhas testemunhas que juraram que ele estava em outro lugar no momento do crime, num evento familiar a quilômetros de distância da praia onde o crime aconteceu. Ele tinha 16 testemunhas, 16 pessoas dispostas a jurar que o Steven não poderia ter cometido aquele crime porque ele estava com elas. Mas o júri acreditou na identificação da pele e na análise do cabelo. Então, no dia 14 de dezembro, Steven foi considerado culpado e sentenciado a 32 anos de prisão. Ele sempre manteve sua inocência durante todo o tempo em que ele esteve preso. Ele escreveu cartas, preencheu apelações e tentou todos os caminhos legais disponíveis para provar que era inocente. Os Os anos se passaram, 1, 5, 10 anos, 15 anos, e o Steven envelhecia na prisão por um crime que ele não havia cometido. Enquanto a sua esposa Lori, incapaz de suportar a situação, se divorciou dele em 1988. E aí, em 2001, 16 anos depois da condenação, o Wisconsin Innocence Project, uma organização dedicada a exonerar condenados injustamente através de testes de DNA, assumiu o caso do Steven e solicitou novos testes nas evidências guardadas já há muitos anos. Os resultados foram devastadores para acusação original. Final. Um único pelo encontrado nas roupas da Penny foi testado e o DNA não era do Steven, era do Gregory Allen, um homem que já estava preso por outros crimes sexuais e que se parecia fisicamente com o Steven. Mais chocante que isso é que em 1995 o Gregory havia confessado a um detetive que havia cometido um abuso em Manitowoc County, exatamente como o de Penny, e que outra pessoa havia sido condenada injustamente por esse crime. Mas as autoridades nunca investigaram a fundo essa confissão. Condenação. Nunca confrontaram Steven com ela, nunca fizeram testes de DNA para verificar. Então, no dia 11 de setembro de 2003, depois de 18 anos, 2 meses e 15 dias atrás das grades, o Steven foi finalmente libertado. Ele saiu da prisão aos 41 anos e passou a buscar reparação judicial pelo erro da condenação. Quando ele saiu da prisão em 2003, ele foi recebido como um herói pela comunidade de ativistas contra condenações injustas. Sua história era emblemática: um homem pobre, de baixa condenado apesar de ter 16 testemunhas, ignorado pelo sistema durante anos. A mídia cobriu extensivamente a sua libertação. O Steven deu entrevistas para jornais, ele apareceu em programas de TV e se tornou um símbolo das falhas do sistema judicial americano. Mas o Steven não queria apenas ser um símbolo, ele queria justiça, queria compensação pelos 18 anos que haviam sido roubados dele. Então, em 2004, ele entrou com um processo civil contra o condado de Manitowoc, contra a polícia que o havia investigado, contra os promotores que o haviam processado, pedindo a impressionante quantia de $36 milhões em indenização por condenação injusta. O processo avançou, testemunhas foram convocadas, policiais que haviam participado da investigação original de 85 foram obrigados a depor sob juramento. Começaram a surgir evidências de má conduta policial, de pressão sobre testemunhas, de negligência na investigação de outros suspeitos. O processo civil aumentou a pressão sobre o condado. Se eles perdessem, isso podia gerar uma indenização milionária contra eles. As carreiras de vários policiais e promotores estariam arruinadas e a reputação de todo departamento seria destruída. E foi exatamente nesse momento, nesse contexto, que foi justo enquanto o processo do Steven andava, enquanto ele tava ali prestes a conseguir a justiça e a indenização, que a Teresa desapareceu. Pra todo mundo que acreditava na inocência do Steven, essa coincidência era muito grande pra ser ignorada. O homem que estava prestes a receber milhões em indenização, o homem que estava lutando ali contra a corrupção da polícia local, que tava processando eles por terem levado ele à prisão injustamente, de repente se vê acusado. Acusado de assassinato, né, uma acusação muito maior. Além de tudo isso, também tem outra coisa que não dá para ignorar, é que várias evidências foram encontradas pelos mesmos policiais ligados ao mesmo condado que ele tava processando. Quando as investigações sobre o desaparecimento da Teresa começaram, já tinha um problema enorme ali já no início. O próprio condado de Manitowoc, o mesmo, né, que tava sendo processado pelo Steven, não poderia investigar o caso porque obviamente havia conflito de interesse. Dessa forma, o xerife do condado de Calumet, Jerry Pageau, assumiu a investigação. Foi acordado publicamente que policiais do condado de Manitowoc não poderiam participar dessa investigação, não poderiam procurar por evidências nem colher essas evidências. Mas não foi isso que aconteceu. Apesar das ordens claras e dessa declaração pública, os policiais do condado de Manitowoc estavam participando da busca mesmo assim. Então eles estavam lá coletando evidências, procurando por provas, e eles não poderiam ter feito isso, né? E mais do que isso, dois deles haviam sido nomeados especificamente no processo civil que Steven tava movendo contra o condado, e esses dois, né, oficiais encontraram evidência muitas lá, inclusive evidências extremamente importantes para aquele caso. O Sargento Andrew Colburn e o Tenente James Lenk eram dois policiais que haviam sido questionados sob juramento no processo do Steven, isso apenas algumas semanas antes do desaparecimento da Teresa. Ambos tinham sido forçados a admitir erros e negligências na investigação de 85, e foram esses dois oficiais que encontraram a chave do carro da Teresa dentro do trailer do Steven na quinta busca. Então eles já tinham feito, né, a polícia já tinha feito 4 buscas lá, eles não tinham encontrado nada, e aí Na quinta busca, onde esses dois oficiais estavam presentes, eles encontram a chave. A defesa do Steven argumentou que isso era uma violação grosseira dos procedimentos padrão, que criava aparência de impropriedade, mesmo que não houvesse má conduta real, e que qualquer evidência coletada por esses oficiais deveria ser considerada contaminada. Mas o juiz permitiu que essas evidências fossem processadas e o caso seguiu. A promotoria construiu o seu caso contra o Steven baseado em várias evidências, evidências essas que foram confirmadas com DNA. Então, por exemplo, havia sangue do Steven dentro do carro dela, a chave do carro que foi encontrada no trailer dele, os fragmentos de ossos que foram encontrados dentro de uma fogueira atrás do trailer dele, e também os fragmentos do celular e da câmera da Teresa. Eu vou falar sobre cada uma dessas evidências que foram examinadas pela promotoria, e eu também vou falar sobre os argumentos da defesa sobre essas evidências e por que elas são suspeitas segundo defesa. A promotoria alegou que havia sangue dele ali dentro porque provavelmente depois de cometer o assassinato ele dirigiu o carro da Teresa até o ferro velho para esconder o carro. Já a defesa do Steven contra-atacou com uma teoria explosiva. Eles acreditavam que aquele sangue tinha sido plantado dentro do veículo por conta de uma amostra de sangue que a polícia tinha coletado durante a apelação do Steven em 1996. Eles acreditavam que essa amostra estava armazenada sem a devida segurança no condado de Manitowoc. O advogado da defesa, Jim Strang, mostrou pro júri esse frasco de sangue. A caixa que continha o frasco, né, uma evidência que tava ali armazenada, estava aberta. A fita que fechava ali, que lacrava, estava arrebentada. E mais chocante que tudo isso é que bem na tampa do frasco tinha um pequeno furo do tamanho de uma agulha hipodérmica. O Jim explicou que os frascos coletados em evidências assim, eles ficam lacrados, eles não deveriam ser abertos e obviamente não deveriam ter furos na tampa. Ele disse que aquele furo só deveria estar ali se alguém tivesse usado uma agulha para conseguir extrair o sangue. E aí, dessa forma, eles poderiam ter feito isso e plantado essa prova dentro do carro. A presença daquele furo, né, dentro de uma evidência que deveria estar lacrada, mostrava exatamente isso, sugeria que alguém teve acesso àquele frasco e que alguém retirou o sangue dali. Para refutar essa contra-acusação da defesa, a promotoria solicitou que o FBI realizasse testes de detecção de EDTA, que é basicamente um conservante químico que é adicionado no sangue quando ele é coletado, para evitar aconteça a coagulação do sangue. Então o raciocínio ali da promotoria era simples: se aquele sangue encontrado no carro tivesse EDTA, isso provaria que realmente aquele sangue tinha sido retirado do frasco. Se não tivesse, seria fresco e teria saído direto do Steven. O FBI realizou os testes e o resultado foi que não havia EDTA ali naquela amostra de sangue. No entanto, a defesa apontou problemas gravíssimos nesse teste. Primeiro, o FBI não realizava esse teste desde o caso do O.J. Simpson em 1995, e naquela época a própria a comunidade científica já tinha questionado a confiabilidade desse teste. Segundo, FBI desenvolveu aquele teste especificamente para o caso, ou seja, em questão de meses sem validação da comunidade científica, eles realizaram o teste. E terceiro, FBI não estabeleceu limites de detecção adequados para esse teste, ou seja, eles não sabiam até que ponto o EDTA poderia estar presente sem ser detectado. Então assim, eles fizeram um teste que eles desenvolveram na hora, o EDTA poderia estar ali presente quente. E como o teste era um teste novo, poderia ser que naquela quantidade ele não fosse detectado. Então o Jim, o advogado, ele declarou para CBS que o FBI não sabia os limites de detecção do EDTA no teste que eles estavam realizando. Eles não sabiam o nível mínimo que o teste deixaria de detectar o EDTA. Como eu expliquei, isso significa que mesmo que ele estivesse presente naquelas amostras, esse teste poderia não ter sido sensível o suficiente para conseguir detectar, especialmente considerando que a amostra tinha sido colhida 11 anos E o EDTA poderia ter sido degradado, né, nesse tempo. A revista National Geographic, em análise científica do caso publicada anos depois, corroborou essa crítica, afirmando que mesmo após o julgamento não existe um teste comum e aceito em laboratórios forenses para EDTA, e que questões sobre o poder e a confiabilidade do teste assombram esse caso desde então. A revista concluiu que métodos que consideramos garantidos, como medir um produto químico específico, podem ser difíceis e estão longe de serem infalíveis. Então assim, para mim, já essa primeira evidência deles, que era sangue já não deveria ser considerada para o caso, já que eles não tinham certeza absoluta, não tinha como comprovar 100%, entendeu, que a amostra era fresca ou não. E querendo ou não, a amostra que deveria estar lacrada tinha sido aberta e tinha um furo nela, né. Então enfim, fiquem com isso na cabeça. A segunda evidência era a chave do carro. Como eu falei para vocês, já tinham feito buscas lá na propriedade, no trailer, 4 vezes. Em 4 vezes não acharam nada. Nessas 4 buscas anteriores uma equipe específica tinha realizado as buscas. De repente, na quinta busca, que de repente tinha o Tenente James nela, como eu falei para vocês, um dos policiais mencionados no processo civil do Steven, ele encontra essa chave de repente dentro do trailer. A defesa argumentou que era extremamente conveniente que na busca que ele tava presente uma evidência fosse encontrada, inclusive uma evidência extremamente crucial, né, que era a chave do carro da vítima. E aí, no momento que a investigação não tinha achado nada, parecia estar estagnada, a chave aparece. Além disso, quando essa chave foi examinada sacada, a polícia encontrou o DNA do Steven, mas não tinham impressões digitais da Teresa, o que não faz sentido nenhum, já que era a chave do carro dela. A teoria da defesa era que a polícia pegou a chave, eles usaram qualquer objeto do Steven para colocar o DNA dele ali, então poderia ser uma roupa, uma escova de dentes, e aí eles plantaram essa evidência lá naquele dia. Já a promotoria argumentou que o Steven poderia ter limpado o DNA da Teresa da chave e deixado o DNA dele que era aquele lugar. A defesa contra atacou dizendo que isso não fazia sentido nenhum, porque ele limparia a chave para tirar o DNA dela e deixaria o seu. E outra, porque ele deixaria a chave tão mal escondida daquele jeito? Aí, a terceira evidência era os fragmentos de ossos que foram encontrados naquela fogueira. A promotoria alegou que o Steven tinha queimado o corpo da Teresa ali naquela fogueira para se livrar das evidências, e que os ossos encontrados ali provavam que o assassino era ele. Mas aí a defesa apontou vários problemas nessa teoria. Primeiro é que nenhum DNA do Steven foi encontrado nesses restos mortais, seria altamente improvável se ele tivesse manuseado, né, o corpo, arrastado o corpo até aquela fogueira, e se ele fosse a pessoa que tava ali alimentando aquele fogo por horas para que queimasse tudo. E segundo, que eu acho que até mais importante para rebater essa teoria, é que segundo especialistas forenses, para conseguir queimar um corpo humano até aquele estado que os restos foram encontrados, precisaria de uma fogueira muito maior do que a que foi encontrada no quintal do Steven, e numa temperatura muito maior para conseguir chegar naquele resultado. Esse processo levaria muitas horas, possivelmente dias, e uma pessoa precisaria ficar ali alimentando aquela fogueira o tempo todo. E também geraria um cheiro muito forte, o que com certeza iria alarmar a vizinhança. O Steven vivia num trailer na propriedade dos Avery, onde moravam outros membros da família, que não só moravam ali, mas trabalhavam ali também. Então, se ele estivesse há dias alimentando uma fogueira. Para queimar um corpo humano, alguém teria visto, alguém teria sentido o cheiro, mas ninguém viu nada. Terceiro é que outros fragmentos foram encontrados na propriedade, além ali da fogueira, uma pedreira, em uma distância ali do trailer foram encontrados alguns restos em barris de queima. A defesa argumentou que o corpo dela poderia ter sido movido, então poderia ter sido queimado em outro local e só os restos teriam sido levados até lá, que facilmente alguém poderia fazer isso e colocar esses restos ali nas coisas do Steven para incriminá-lo. Além dos restos mortais, também tinha os fragmentos da câmera e do celular da Teresa que foram encontrados queimados no barril de metal que era usado para queimar lixo ali na propriedade do Steven. Esses itens estavam parcialmente derretidos, mas ainda assim reconhecíveis como sendo da Teresa. A promotoria alegou que isso era mais uma prova de que o Steven tava tentando destruir as evidências. Enquanto a defesa não contestou isso exatamente, mas eles argumentaram que aqueles barris de queima eram usados por qualquer um que ali qualquer pessoa da família Avery. Qualquer pessoa que tivesse acesso à propriedade poderia ter colocado ali, não precisava ser o Steven. O julgamento do Steven começou no dia 12 de fevereiro de 2007 e durou 6 semanas. So good, so good, so good.
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Voz B:Simples. Ele disse que a Teresa foi vista pela última vez na propriedade dos Avery e que o carro dela foi encontrado lá. Os ossos foram encontrados lá, tinha sangue do Steven dentro do carro dela e a chave foi encontrada no trailer dele. Para ele, as coincidências eram grandes demais e tava mais do que claro que o Steven era o culpado. Ele disse que as tentativas da defesa de sugerir conspiração policial eram fantasias desesperadas para tentar confundir o júri. Já a defesa foi liderada pelo Dean Strang e pelo Jerome Butting, dois advogados criminalistas clientes, que construíram toda a estratégia em torno da teoria da plantação das evidências. Eles argumentaram que o condado de Manitowoc tinha os meios, os motivos e a oportunidade para incriminar o Steven. O motivo seria os 36 milhões de dólares que o Steven tava pedindo, né, por conta da prisão dele, o que poderia falir o condado. A oportunidade foi porque os policiais estiveram presentes numa investigação ali, numa, no momento que eles iam procurar por evidências e tal, onde eles não poderiam estar. E os meios, que foi o acesso ao frasco de sangue Steven que estava ali nas evidências do caso anterior. Durante o julgamento, a defesa apresentou testemunhas forenses que questionaram a confiabilidade do teste de DNA, testemunhas que descreveram as condições precárias de armazenamento do frasco do sangue do Steven, e testemunhas que explicaram como seria difícil queimar um corpo numa fogueira a céu aberto. A promotoria apresentou testemunhas que juraram ter visto Steven alimentando uma fogueira grande na noite do dia 31 de outubro, testemunhas que disseram que o Steven havia pedido o dia de folga no trabalho especificamente para estar em casa quando a Teresa chegasse, testemunhas que afirmaram que o Steven tinha feito comentários inapropriados sobre ela em encontros anteriores. O júri ouviu tudo. Foram dias e dias de testemunhos técnicos, de discussões sobre DNA e testes químicos, e teorias sobre conspirações policiais. No dia 18 de março de 2007, depois de deliberar por 3 dias, o júri retornou com o veredito de culpado. Steven foi considerado culpado de homicídio em primeiro grau e de mutilação de cadáver. Foi sentenciado à prisão perpétua sem possibilidade de liberdade condicional, uma sentença que significa que ele morreria na prisão. Na sala do tribunal, Steven olhou para o júri expressão. Sua família chorou. A família da Teresa também chorou, mas eram lágrimas diferentes, lágrimas de alívio de que finalmente havia justiça para ela. Mas a história tava longe de terminar, porque havia uma segunda parte desse caso que chocaria ainda mais o público e que convenceria milhões de pessoas de que o Steven ainda era inocente. Talvez o aspecto mais perturbador de todo esse caso da família Avery, e aquele que mais convenceu o público da inocência do Steven, seja o tratamento dado ao seu sobrinho. Então agora entra mais uma pessoa nesse caso, que é o sobrinho dele chamado Brandon Ray Desi, que nasceu em 19 de outubro de 1989. Ele é filho da Barbie Jane, da Carrie, mãe do Steven, e do Peter Desi. Ele cresceu na mesma propriedade onde ficava o ferro velho da família Avery, numa casa próxima ao trailer do Steven. Brandon era um adolescente quieto, tímido e com poucos amigos. Gostava de videogames, de assistir TV, de passar tempo em casa. Não era problemático, não se metia em confusões, era apenas um garoto comum de uma família de classe trabalhadora. Ele tinha um QI de 69, abaixo da média, como do seu tio, Mas isso não o tornava incapaz, só significava que ele tinha dificuldades de compreensão, dificuldades de processar informações complexas e dificuldades de entender consequências de longo prazo. Ele estudava numa escola regular, mas recebia apoio especial para alunos com necessidades educacionais. Ele tinha 16 anos em outubro de 2005, quando a Teresa desapareceu. Nos primeiros meses de investigação, ele não foi considerado suspeito. Ele vivia na propriedade, mas era apenas um adolescente sobrinho do Steven, sem nenhuma conexão aparente com o crime. Mas aí, em fevereiro de 2006, 4 meses após a prisão do Steven, os investigadores começaram começaram a prestar atenção no Brandon. Alguns colegas de escola haviam contado a um orientador educacional que o Brandon havia comentado algo sobre ter visto partes de um corpo na fogueira do Steven. A informação chegou à polícia. Em 27 de fevereiro de 2006, os detetives Mark Wegerth e Tom Fassbender chamaram o Brandon para uma entrevista na escola. Disseram que só queriam conversar, esclarecer algumas coisas, não era nada sério. Mas aí eles levaram o Brandon para uma sala privada. Então estavam só os dois detetives e ele. Não tinha nenhum adulto que fosse responsável por ele ou que pudesse de gelo, aconselhá-lo. Ele tava ali sozinho com dois detetives, sem nenhum adulto e sem nenhum advogado. Eles começaram fazendo perguntas mais comuns sobre aquele dia 31 de outubro. Então eles perguntaram se ele tinha visto alguma coisa, se ele tinha visto a Teresa. Perguntaram o que ele tinha feito naquele dia. E o Brandon respondeu da forma que ele pôde. Como eu falei, ele tinha dificuldades cognitivas. Então ele deu respostas mais rasas, respostas confusas. E ele com certeza tava nervoso e assustado com o que tava acontecendo ali. E aí os detetives começam a pressioná-lo. Começaram a falar pro Brandon que eles sabiam que ele tava escondendo que ele tinha visto uma coisa e tava com medo de falar. Disseram que seria melhor se ele contasse a verdade. Então, o Brandon, que tava completamente assustado, começa a inventar detalhes. Primeiro, ele disse que tinha visto dedos na fogueira. Então, os detetives começaram a pressionar mais. De repente, ele disse que tinha visto um estômago. Mais perguntas. E aí, ele disse que tinha visto pés. Tava claro que o Brandon só tava dizendo o que ele acreditava que os detetives queriam ouvir. Mas os detetives usaram essa conversa com ele como uma confissão. Pediram que o Brandon continuasse aquela conversa com eles no dia seguinte. Então, no dia seguinte, 1º de março de 2006, o Brandon vai até o escritório do xerife do condado de Manitowoc. E novamente ele chega lá sozinho, sem advogado e sem um adulto responsável. Os mesmos detetives conversaram uma segunda vez com o Brandon e basicamente o interrogaram por mais de 4 horas. As gravações desse interrogatório, que mais tarde seriam vistas por milhões de pessoas ao redor do mundo, são basicamente um documento de horror judiciário. O Brandon tava visivelmente confuso, assustado e tentando falar e agradar os detetives. Quando eles faziam perguntas, ele parecia tentar adivinhar o que eles queriam ouvir. Os detetives usaram técnicas durante o interrogatório conhecidas como técnicas coercitivas. Eles usavam técnicas para minimizar a gravidade do crime, dizendo que eles entendiam porque o Brandon fez o que fez. Eles prometiam que as coisas seriam melhores se ele simplesmente contasse a verdade. Eles dizem pro Brandon que eles já sabem o que aconteceu, que eles já têm todas as evidências e só precisam que ele fale. O Brandon acaba acreditando neles, que o melhor seria que ele confessasse "Conte tudo agora." Então basicamente os detetives começam a conduzir a narrativa. Primeiro perguntam se o Steven fez algo na casa com a Teresa. O Brandon responde que não sabe. Os detetives começam a insistir que ele sabe sim, que ele precisa dizer a verdade. Tentando agradar, o Brandon de repente fala que sim, que o Steven fez algo. Eventualmente, depois de muitas horas de interrogatório, o Brandon acaba fazendo uma confissão de uma história ali sobre o caso bem elaborada. Então ele acaba dizendo que a Teresa chegou lá que ela foi levada pra dentro do trailer do Steven, que ela foi amarrada, que ela foi abusada pelo Steven e pelo próprio Brandon, que ela teve a garganta cortada, que ela foi baleada na garagem e depois eles queimaram o corpo dela. No final, né, nessa confissão final, era uma história cheia de detalhes horríveis. E também é uma história claramente sugerida pelos detetives pra que o Brandon acreditasse e acabasse falando aquelas coisas. O Brandon basicamente está repetindo as informações e dizendo que ele acredita digita que os detetives querem ouvir. Em vários momentos da gravação, o Brandon pergunta pro detetive se ele pode voltar pra escola, que ele tem uma aula que ele não quer perder. Ali ele tá demonstrando que ele não entende a complexidade daquele interrogatório, que ele não entende que ele está simplesmente confessando um assassinato, não só do tio dele, mas confessando a sua participação naquele crime, né. Ele acha que depois de ter falado todas aquelas coisas, ele poderia simplesmente voltar pra escola. No final do interrogatório, o Brandon pergunta se ele vai voltar pra escola porque ele tem um projeto pra entregar vai pegar naquela cesta. Mas na verdade ele tava prestes a ser preso. Então a mãe dele, a Barbie, é chamada, ela chega, os detetives informam o que o Brandon teria confessado para eles e ela fica em completo choque. Ela pede para falar com ele. Quando finalmente deixam ela conversar com o Brandon, ele tá chorando, tá muito assustado, e ela começa a perguntar se é verdade aquilo que ele falou, se ele realmente tinha feito aquilo. E ele responde que os detetives estavam pressionando ele e que aquilo não era verdade, ele tinha inventado tudo aquilo, ele tava com medo, mas era tarde demais porque eles já tinham uma confissão gravada. Especialistas em interrogatórios analisaram todo o interrogatório que foi feito com o Brandon. E eles identificaram dezenas de técnicas coercitivas e práticas questionáveis. Pra eles era muito claro que aquela confissão do Brandon era um exemplo clássico de falsa confissão obtida através dessas práticas. Mas no tribunal, aquela confissão foi admitida como evidência. O julgamento do Brandon começou em abril, poucas semanas depois do julgamento e da condenação do Steven. Como a promotoria tinha poucas evidências contra ele, o julgamento dele foi bem mais curto. Na verdade, eles não tinham nenhuma evidência física que ligasse o Brandon ao crime. Não tinha DNA dele em absolutamente nada, nem no carro, nem nos ossos, nem no trailer, em nenhum lugar. A única evidência que eles tinham contra ele era sua própria confissão. Já a defesa do Brandon foi liderada por advogados públicos, que fizeram o melhor que eles podiam, né, com recursos limitados. E eles disseram que eles só conseguiram aquela confissão dele porque o Brandon não entendia o que ele tava dizendo, e que ele disse aquelas coisas sob pressão para tentar agradar, né, os detetives, que foi tudo feito de forma coercitiva. Eles apresentaram especialistas em psicologia que testemunharam sobre sobre o QI do Brandon, que era baixo. Eles falaram sobre pessoas, né, com deficiência cognitiva, o quanto eles podem ser vulneráveis, aquelas técnicas que foram usadas para que ele falasse aquelas coisas. Mas aí a promotoria argumentou que a confissão que eles tinham do Brandon tinha sido voluntária, que ele sabia o que ele tava fazendo, que ele forneceu todos aqueles detalhes que eram consistentes com as evidências que eles tinham do crime. E aí o júri acreditou na promotoria. E no dia No dia 8 de abril, o Brendan foi considerado culpado de homicídio em primeiro grau como cúmplice do tio dele. Ele foi acusado de abuso e mutilação de cadáver. Ele foi sentenciado à prisão perpétua com possibilidade de liberdade condicional depois de 41 anos cumpridos. Ele tinha 17 anos quando ele recebeu essa sentença. Para muitas pessoas que observavam, né, o caso, a sentença que ele recebeu era ainda mais injusta que a do Steven. Nos anos que seguiram, né, depois dessa condenação, os advogados dele começaram ali a tentar todos recursos disponíveis no sistema para tentar a liberdade dele. Em 2010, a Suprema Corte do Wisconsin negou o recurso. Em 2013, um tribunal federal também negou. Mas aí, 3 anos depois, em 2016, aconteceu algo extraordinário. Um juiz federal chamado William Duffy decidiu anular a condenação do Brandon. Ele determinou que a confissão havia sido obtida de forma involuntária e que seus direitos constitucionais tinham sido violados. Na decisão, o juiz disse que os detetives tinham feito falsas promessas pro Brandon. Eles prometiam que ele seria tratado com leniência se ele confessasse. E que um adolescente com as limitações cognitivas do Brandon não tinha como entender o que tava acontecendo ali. O Brandon foi ordenado a ser libertado enquanto o estado apelava. Por alguns dias, parecia que o Brandon finalmente seria livre e a sua família comemorou. Os advogados estavam trabalhando nos detalhes da sua libertação. Mas o estado de Wisconsin apelou imediatamente dessa decisão do juiz. E um painel de 3 juízes do 7º Circuito de Apelações suspendeu essa ordem de libertação enquanto eles revisavam julgavam o caso. Em junho de 2007, o 7º Circuito, em decisão dividida, então dos 3 juízes teve 2 votos para 1, revertendo a decisão do juiz William. Então eles basicamente reinstauraram a condenação do Brandon, o que significa que ele não sairia da prisão. A corte determinou que, embora os métodos de interrogatório fossem questionáveis, não violavam claramente os precedentes constitucionais estabelecidos. A única que votou contra foi uma juíza. Seu nome é Ilana Hovner e ela teve o voto dissidente. E o que ela escreveu foi devastador. Ela escreveu que aquela decisão da maioria abandona os princípios fundamentais do direito constitucional e que a confissão do Brandon foi tão claramente involuntária que simplesmente ela não compreende como seus colegas podem concluir o contrário. O Brandon e seus advogados apelaram para a Suprema Corte dos Estados Unidos, mas em junho de 2018 a Suprema Corte recusou a ouvir o caso, encerrando efetivamente os recursos do Brandon no sistema judicial federal. Dessa forma, ele permaneceria na prisão, mas Foi aí que um documentário foi feito e mudou tudo. Quem já conhece esse caso, com certeza foi através do documentário Making a Murderer, que eu assisti já há muitos anos. E esse é um dos casos que mais me deixa com raiva do sistema judiciário. Porque é muito absurdo acreditar que tudo isso aconteceu. E foi justamente esse documentário que mudou tudo. A Laura e a Moira eram duas estudantes de cinema de Nova York. E quando elas leram sobre esse caso, né, o caso do Steven, em 2005. Elas ficaram fascinadas pela história. Um homem que passou 18 anos preso injustamente foi libertado e então foi acusado de assassinato pelos mesmos policiais que o haviam condenado antes. As duas decidiram fazer um documentário sobre isso. Elas passaram os 10 anos seguintes filmando, acompanhando o julgamento do Steven, o julgamento do Brendan, os recursos, as visitas à prisão, as reuniões com advogados. Elas gravaram centenas de horas de material. Em dezembro de 2015, a Netflix lançou o documentário Making a Murderer, um documentário de 10 episódios que contava toda a história desde a condenação injusta de 1985 até a condenação controversa de 2007. O impacto foi instantâneo e global. Milhares de pessoas ao redor do mundo assistiram chocadas a história do Steven e do Brandon. Viram as gravações dos interrogatórios que até então não haviam sido amplamente divulgadas. Ouviram os argumentos da defesa sobre plantação de evidências. Conheceram os advogados Dean e Jerome, que se tornaram celebridades instantâneas por sua defesa apaixonada do Steven. O documentário não escondia simpatia pelo Steven e pelo Brandon. Apresentava o caso como uma história de injustiça, de da repressão policial, de um sistema judicial quebrado que massacra os pobres e marginalizados. A resposta do público foi imediata e poderosa. Uma petição online no site change.org pedindo o perdão presidencial do Stephen Dubrandon acumulou mais de 500 mil assinaturas em poucos dias. As redes sociais explodiram com discussões sobre o caso. Pessoas debatiam as evidências, analisavam os testemunhos, discutiam teorias sobre quem realmente matou a Teresa, até que surgiu um movimento online chamado os truthers, que seriam os adeptos da verdade, que acreditavam firmemente na inocência do Steven e do Brandon e que dedicavam horas para investigar o caso e procurar por novas evidências e pressionar por novos julgamentos. O fenômeno foi tão grande que o termo making a murder se tornou sinônimo de questionamento do sistema judicial americano. Um artigo do jornal espanhol El Confidencial resumiu o impacto: making a murder conseguiu o que o sistema não conseguiu, colocou em xeque a justiça de Wisconsin e forçou uma apresentação do caso. A National Geographic, em sua análise, observou que o documentário prestou um serviço ao fazer as pessoas se interessarem por algo tão obscuro quanto os testes de EDTA, e ao mostrar porque os crimes da vida real não são resolvidos de forma tão limpa quanto os crimes ficcionais. Mas nem todos ficaram impressionados. A promotoria, os policiais envolvidos no caso e, crucialmente, a família da Teresa sentiram que o documentário havia distorcido os fatos e omitido evidências prejudiciais a Steven e dado uma plataforma para um assassino condenado. O promotor Ken Kreitz escreveu um artigo listando o que Making a Murderer não te contou, detalhando evidências que supostamente foram omitidas no documentário, incluindo o histórico de violência doméstica do Steven, ligações telefônicas que ele fez para Teresa usando asterisco 67, que acaba ocultando o seu número, e o suor do Steven supostamente encontrado no carro dela. A família da Teresa emitiu comunicados pedindo privacidade, dizendo que a atenção renovada ao caso estava causando sofrimento desnecessário, que eles acreditavam que a justiça tinha sido feita e que queriam poder processar seu luto em paz. Mas o debate público já tinha sido lançado e não tinha como voltar atrás. Em janeiro de 2016, poucos dias depois do lançamento do documentário, o Steven conseguiu contratar uma nova advogada chamada Kathleen Zellner. A Kathleen não era uma advogada qualquer, era uma especialista renomada em condenações injustas, com escritório em Chicago, e que tinha exonerado mais de 20 clientes ao longo da sua carreira, muitos deles através de novos testes de DNA. A sua taxa de sucesso impressionante. Ela havia libertado homens que passaram décadas na prisão por crimes que não cometeram. Ela tinha uma reputação de ser brilhante, implacável, disposta a trabalhar anos num caso até encontrar a verdade. E ela acreditava que o Steven era inocente. Ela adotou uma abordagem completamente diferente dos advogados anteriores. Ao invés de apenas contestar as evidências da promotoria, ela começou a sua própria investigação do crime usando detetives particulares, peritos forenses independentes e tecnologia moderna que não estava disponível 2005. Em junho de 2017, ela protocolou uma moção de 1.272 páginas pedindo um novo julgamento pro Steven. O documento que ela escreveu era explosivo. Ela apresentava uma teoria completamente nova sobre quem matou Teresa e como. Ela argumentou que o verdadeiro assassino era o ex-namorado da Teresa, o Ryan Hillegas. O Ryan tinha namorado a Teresa por vários anos e eles tinham terminado o relacionamento alguns meses antes do desaparecimento dela. E ele inclusive tinha sido uma das primeiras pessoas a organizar uma busca por ela. A Kathleen alegou no no documento que o Ryan tinha acesso irrestrito tanto à propriedade Avery quanto à casa da Teresa, que ele tinha um completo controle das evidências, e que quando ele foi interrogado pela polícia, ele tinha várias marcas de arranhões e ferimentos visíveis nas mãos, que ele deu informações falsas à polícia, no caso sobre o seu relacionamento com a Teresa, e que ele fez todas aquelas buscas e tava procurando por ela justamente para que eles não pensassem que ele tava envolvido. Fora que a presença dele buscas, seria mais fácil para que ele pudesse manipular as evidências. A Katherine também apresentou novos testes forenses que mostravam que aquelas manchas de sangue encontradas dentro do carro da Teresa não poderiam ter vindo de uma ferida que o Steven tinha na mão em 2005, porque o padrão de manchas não era consistente com aquele tipo de sangramento. Ela apresentou também uma análise da trajetória de tiros que sugeria que a Teresa não foi morta na garagem do Steven, porque não havia respingos de sangue no chão, nas paredes da garagem, que tinham que ser consistentes com um tiro na cabeça, que era a teoria que a promotoria promotoria defendia. Ela apresentou evidências que o carro da Teresa tinha sido movido várias vezes e não só uma vez, o que indicava que muitas pessoas poderiam ter entrado naquele carro. A moção da Kathleen era detalhada, agressiva e técnica. Então ela não tava ali só tentando provar que o Steven era inocente, mas ela atacava ativamente a investigação policial, a promotoria, e ainda vinha com um novo suspeito alternativo que durante a outra investigação, né, não foi considerado um suspeito tão forte assim. O estado de Wisconsin respondeu acabou rejeitando todas as alegações dela. Eles diziam que suas teorias eram especulações não fundadas em evidências e que o Ryan já tinha sido investigado na época e eliminado como suspeito. Em outubro de 2017, um juiz negou a moção dela para um novo julgamento pro Steven, dizendo que ela não tinha apresentado evidências suficientes para um novo julgamento. A Kathleen apelou e a sua apelação foi negada. Ela apelou novamente e foi negada de novo, mas ela não desistiu e continuou investigando. Ela continuou apresentando novas moções, novas apelações, e até que a Netflix lança a parte 2 do documentário Making a Murderer, dessa vez acompanhando investigação da Kathleen e os novos desdobramentos do caso. A segunda temporada mostrava a Kathleen reunindo todas aquelas evidências, conduzindo experiências forenses, entrevistando testemunhas, construindo a sua teoria alternativa do crime. Também mostrava toda a frustração dela e da família Avery cada vez que a moção dela era negada. Então, dito tudo isso, chegamos a esse ano, né, 2026. O Steven tem hoje 63 anos e ele continua cumprindo pena em uma prisão de segurança média que ele foi transferido em 2022, que fica em Fox Lake, que tem alguns programas vocacionais onde os presos podem fazer tipo umas oficinas, marcenaria, soldagem, entre outras coisas. O Steven nunca parou de declarar sua inocência e ele continua pedindo por um novo julgamento. A Kathleen continua sendo sua advogada e continua investigando e trabalhando nas moções. Em junho de 2025, a Suprema Corte de Wisconsin negou o recurso mais recente do Steven, encerrando sua quarta tentativa pós-condenação ação no nível estadual. Foi um golpe devastador. O Steven havia esgotado efetivamente todas as suas opções dentro do sistema judicial de Wisconsin. Mas a Kathleen imediatamente anunciou que entraria com um pedido de habeas corpus em tribunal federal, o que representaria a primeira vez que o caso do Steven chegaria ao sistema judicial federal, fora do controle dos tribunais de Wisconsin que o condenaram. Ela também continuou pressionando por novos testes de DNA usando tecnologias mais avançadas do que as Steven em 2007. Ela argumenta que esses testes podem finalmente provar a inocência do seu cliente, identificar o verdadeiro assassino. Em entrevistas recentes, a Kathleen disse que está confiante de que eventualmente conseguirá a liberdade do Steven, mas ela reconhece que o processo está levando muito mais tempo do que ela esperava. Já o sobrinho do Steven, o Brandon, hoje tem 36 anos e continua cumprindo pena em uma prisão de segurança média em Wisconsin. Antes ele tava numa prisão de segurança máxima, mas ele foi transferido em 2019 por tiver um bom comportamento. A sua sentença determina que ele só poderá pedir liberdade condicional em 2048, quando ele vai ter 59 anos. Isso significa que ele passará pelos 41 anos preso antes de ter a primeira chance de sair. Isso nem significa que ele vai conseguir sair. Em 2019, a sua equipe legal apresentou um pedido de clemência ao governador do Wisconsin, Tony Evers, pedindo que a sentença fosse reduzida. O pedido foi negado. O governador argumentou que só concede perdões para pessoas que já cumpriram suas sentenças e foram libertadas, não para quem ainda está preso. Em janeiro de 2024, os advogados Dean Strang e Jerome Budding, que representaram o Steven no primeiro julgamento, né, no original, escreveram uma carta pública ao governador pedindo novamente que considerasse clemência para o Brandon. Argumentaram que o Tony Evers não estava usando completamente o seu poder constitucional de clemência executiva. Até maio de 2026 não houve uma resposta à ação do governador. Dessa forma, o Brandon continua preso hoje. Ele mantém sua audiência e aguarda, né, até que chegue 2048 para ter a sua primeira chance de pedir a liberdade condicional. A sua mãe Barbie visita ele regularmente, diz que ele tá bem, que está trabalhando na prisão e que mantém a esperança. Mas é muito difícil imaginar o que significa para alguém com as limitações cognitivas do Brandon passar décadas atrás das grades. Já a família da Teresa, incluindo seus pais e seus irmãos, continuam a viver com a dor da perda. Eles se recusaram a participar do documentário Making a Murderer e têm se mantido em grande parte afastados do holofote da mídia. Quando falam publicamente, expressam frustração com a atenção dada a Steven e a teoria da conspiração em torno da sua inocência. Para eles, as evidências são claras: a condenação do Steven foi justa e o documentário distorceu os fatos e deu plataforma a um assassino condenado. Eles dizem que toda atenção midiática causa sofrimento desnecessário e impede que processem seu luto em paz. Após quase 20 anos desde o desaparecimento da Teresa, o debate sobre a culpa ou inocência do Steven continua acalorado. O caso se tornou um dos crimes mais emblemáticos da história americana moderna, não porque o crime em si seja particularmente simplesmente misterioso, mas porque circunstâncias que o cercam desafiam a crença. É um caso que expôs falhas profundas no sistema judicial americano e mostrou como a pobreza, a baixa escolaridade e a marginalização social podem tornar alguém vulnerável a condenações injustas. Também levantou questões sobre o papel de documentários de true crime no sistema judicial. Making a Murderer foi criticado por ser tendencioso, por omitir evidências prejudiciais a Steven e por transformar um caso criminal real em entretenimento, mas também foi elogiado por trazer atenção a questões importantes sobre por fazer milhões de pessoas se interessarem por questões de justiça criminal e por mostrar que o sistema não é infalível. Esse é um caso que eu conheço já há muitos anos. Eu lembro que na época que saiu o segundo documentário e tal, eu sempre comentava com vocês o quanto esse caso me deixava muito brava. Eu acho assim que quando a gente fala do caso do Steven, não dá para simplesmente esquecer, né, que ele já tinha um histórico ali criminal e tudo mais. "Mas... como assim, gente? Ai, eu não consigo. Eu não consigo ser parcial nesse caso." Eu quero muito saber o que vocês acham, porque pra mim é muito claro, tem muitas pessoas envolvidas. Tem pessoas com os meios, né, tem policiais envolvidos. Os mesmos oficiais do primeiro caso, que estavam lá nas investigações da Teresa. O que eles não poderiam estar, né. Enfim, são muitas coincidências pra simplesmente ignorá-las, sabe? E eu acho que pior de tudo isso é o Brandon, que tinha 17 anos, gente, menor de idade. Na escola. Tipo, os detetives foram pegar ele na escola pra conversar com ele, sem nenhum adulto, sem advogado, sem ele entender o que ele tava... aonde ele tava se metendo e que ele tava confessando um crime que eu realmente acredito que ele não fez. E ele tá preso e vai ficar preso por muitos anos, vai sair de lá... se conseguir sair, né, vai ter perdido toda a sua vida. Então, é uma coisa muito séria, né. Quero muito saber o que vocês acharam de tudo isso, se vocês já conheciam esse caso ou já viram o documentário.
Voz A:Comentário.
Voz B:Quero muito saber a opinião de vocês, porque esse caso realmente ele é muito, muito extremo, né, de várias formas. Então me contem aqui nos comentários e não esquece do like, me ajuda muito na divulgação desse vídeo. E é isso, para mais casos siga o podcast Quinta Misteriosa e aproveite para avaliar em 5 estrelas se você gostou. Obrigada por ouvir e até o próximo caso.