SERÁ QUE MARY BLANDY ENVENENOU O PAI? | Castelo Prisão de Oxford #626
Mary Blandy foi uma inglesa acusada de envenenar o próprio pai, Francis Blandy, em 1751. Ela teria colocado arsênico na comida dele, supostamente para poder se casar com seu amante, William Cranstoun. Mas será que ela sabia que era veneno?
Jaqueline Guerreiro
- O caso de Mary Blandy, acusada de envenenar o pai em 1751Mary não casada aos 30 anos·apaixonou-se por William Cranston, já casado·Cranston enviou pó que seria poção do amor
- O julgamento e condenação de Mary Blandy por envenenamentoprimeira autópsia na Inglaterra revelou arsênico·Mary alegou que não sabia que era veneno·condenada à morte e enforcada publicamente
- A alta taxa de criminalidade em Oxford na era medievalOxford como palco de muitos crimes·taxa de criminalidade 4 a 5 vezes maior que Londres·assassinos eram estudantes da universidade
- A história e transformação do Castelo e Prisão de Oxfordconstruído em 1071 por Robert D'Oyly·de sede de poder a prisão notória·desativada em 1996 e aberta ao público em 2006
- As condições prisionais e punições no Castelo de Oxfordcrianças presas por crimes mínimos·prisão como refúgio para os pobres·sentenças como ficar preso em pé por dias
- O caso de assassinato de John Burrell por Nicholas de O'Leary em 1298discussão em taverna entre estudantes·John atacou Nicholas com espada·Nicholas usou machado em legítima defesa
- O assassinato da família Barber em 1909 e o veredito de insanidadeloja não abriu, vizinho preocupado·policiais encontraram a família morta·Emily matou James e os filhos, depois suicidou-se
- A fuga de Matilda do Castelo de Oxford durante o cerco de StephenMatilda cercada pelo primo Rei Stephen·vestiu roupas brancas para camuflagem na neve·fugiu pela janela e atravessou o rio congelado
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At participating UOL Oi, bonitas e bonitos, tudo bom com vocês?
Eu sou a Jaqueline Guerreiro e esse é o podcast Quinta Misteriosa.
Aqui eu posto novos casos toda segunda e toda quinta. Aproveita para me acompanhar nas redes sociais para conteúdo extra de séries, filmes, livros e, é claro, true crime. E agora bora começar o caso de hoje.
Oi, bonitas e bonitos, tudo bom com vocês? Começando mais uma Quinta Misteriosa aqui no canal e hoje estamos em um local diferente, como vocês podem ver. Eu vou passar meu dia em Oxford e eu vou levar vocês comigo porque Que apesar de ser uma cidade super histórica, muito linda, com muita cultura, também foi palco de muitos crimes. Principalmente na era medieval, acontecia muita coisa doida por aqui. A taxa de criminalidade era 4 a 5 vezes maior do que a de Londres, por exemplo.
O que é uma coisa que eu acho que quase ninguém espera. Então, ó, estou aqui numa ruinha super bonitinha e vou levando vocês comigo. Então, eu gravei um vídeo assim em San Diego, que inclusive vocês amaram esse vídeo. Então, se vocês gostam quando eu tô em viagem e trago casos pra vocês, comenta muito aqui pra eu trazer mais conteúdos. Conteúdos, porque dá muito trabalho, tá? Mas assim, eu amo. Então se vocês gostam, vocês têm que me contar aqui embaixo.
Já se inscreve no canal se você não tá inscrito, me segue nas redes sociais que eu posto muito conteúdo legal por lá. A playlist completa vai estar aqui na descrição para vocês. E agora bora, que eu tenho vários casos e coisas legais para mostrar para vocês aqui em Oxford.
Hoje Oxford parece uma das cidades mais tranquilas da Inglaterra, mas na Oxford medieval essa mesma cidade tinha uma taxa de homicídios estimada em 4 a 5 vezes a de Londres e York, e os assassinos eram estudantes da universidade. Em 1298, Oxford tinha cerca de 7.000 habitantes, dos quais talvez 1.500 fossem estudantes. Era quinta-feira à noite, em setembro de 1298. John Burrell estava em uma taverna de cerveja na região de High Street, pertencente a Thomas de Staunton.
Ele estava acompanhado de outros clerks, termo medieval que nesse contexto provavelmente se referia a estudantes ou membros da comunidade universitária. Em outro grupo estavam Nicholas de O'Leary, também descrito como um clerk da Irlanda, e John de Suffolk, além de outros estudantes. Em algum momento, começou uma discussão entre eles e a situação saiu do controle. O grupo deixou a taverna discutindo, o John puxou sua espada e atacou o Nicholas, que fugiu pela rua pedindo ajuda enquanto era perseguido pelo John.
A briga só terminou quando o Nicholas, usando um machado de batalha, atingiu o John na cabeça. Todos eles foram presos e o John acabou morrendo na prisão. Já o Nicholas foi absolvido pelo veredito local, porque o relato dele dizia que ele agiu em legítima defesa. Esse não foi um caso isolado, já que como eu falei para vocês, a taxa de homicídios da época era enorme. Outro caso bastante conhecido aconteceu na manhã de 5 de abril de 1909.
A família Barber vivia e trabalhava no número 126 da Cowley Road. O James Thomas Barber era comerciante de alimentos e produtos de mercearia. Naquela manhã, sua loja não abriu. Um vizinho percebeu e ficou preocupado. Dois policiais foram chamados e eles acabaram forçando a entrada na propriedade. Lá dentro, encontraram uma cena terrível. James, a esposa Emily e os dois filhos do casal estavam mortos. Depois de analisar os corpos e as evidências disponíveis, o inquérito concluiu que a Emily havia matado o James e os dois filhos e depois tirado a própria vida.
O veredito registrou que ela estava mentalmente incapaz no momento dos acontecimentos. Isso é importante, porque não houve nenhum assassino desconhecido que fugiu da casa ou alguma coisa que alguém tenha visto. Então, poucos dias depois, a família inteira foi enterrada e o funeral atravessou as ruas de Oxford, com muitas pessoas presentes. Mas de 100 anos depois, o número 126 ainda aparece nos registros históricos desse crime.
Situado a uma curta caminhada do agitado centro de Oxford, fica o Castelo e Prisão de Oxford, que abriga mais de 1000 anos de história. Erguido a partir de 1071 pelo Barão Normando Robert D'Oyly, amigo de William, o Conquistador, A fortaleza original foi construída pra dominar a cidade após as turbulências da Conquista Normanda. Ao longo dos séculos, o local abrigou reis, testemunhou cercos e transformou-se gradualmente de sede de poder em uma das prisões mais notórias da Inglaterra.
No século 19, devedores, assassinos e presos políticos eram mantidos em confinamento entre suas muralhas de pedra. E execuções públicas chegavam a atrair multidões ao pátio do castelo. A prisão foi desativada em 1996, graças ao trabalho do Oxford Preservation Trust. Então, o local foi recuperado e aberto ao público em 2006. Hoje, os visitantes podem subir a Torre de São Jorge pra apreciar vistas panorâmicas das famosas torres, ou descer até a cripta de 900 anos, que eu já já vou mostrar pra vocês.
A gente acabou de subir, tem degraus. Na verdade, acho que só alguns. A gente vai subir mais e é muito íngreme e pequenininho.
E nessa sala bem aqui aconteceu um fato que eu preciso contar pra vocês. A Matilda era filha do Rei Henrique I da Inglaterra. Quando o irmão dela morreu sem deixar um herdeiro homem, o seu pai a declarou como a sua sucessora. Porém, quando ele morreu em 1135, muitos nobres ingleses não aceitaram que uma mulher ocupasse o trono. E aí, começou uma das guerras civis mais famosas da Inglaterra, Matilda versus Stephen. O primo dela, Stephen of Blois, tomou o trono e foi coroado rei.
Mas a Matilda reivindicou o direito ao trono. Esse conflito ficou conhecido como a Anarquia e durou aproximadamente de 1135 a 1153. Só que aí, em 1142, a Matilda tava aqui no castelo Nessa mesma sala, enquanto as forças do seu primo, o Rei Stephen, cercavam a cidade. Ele cercou o castelo durante o inverno, tentando obrigá-la a se render. Segundo relatos medievais, a Matilda percebeu que não conseguiria resistir por muito tempo.
Então, durante uma noite intensa de inverno, ela teria vestido roupas brancas para se camuflar na neve. Algumas pessoas dizem até que ela amarrou lençóis para conseguir fugir pela janela e assim sair do castelo e atravessar as linhas inimigas, mesmo com a cidade cercada pelo exército do rei. Inclusive ao redor do castelo pra impedir que ela escapasse, mas mesmo assim ela conseguiu. Depois, ela teria atravessado o rio congelado e escapado de Oxford.
Eu levei um susto. É tipo uma solitária. E ele começou a falar, eu levei o maior susto. Uma coisa muito doida é que, independente da idade, tinham vários presos, tanto homem quanto mulher, por coisas mínimas, tipo roubar um pão. A menininha foi presa Porque ela roubou um carrinho. E na época acharam que poderia ter um bebê ali. Mas na verdade, ela roubou pra colocar as bonecas dela. Gente, que dó! E aí, aqui tem vários presos.
Então tem várias crianças aqui. Então, por exemplo, o William Waknell tinha 11 anos. E ele roubou açúcar e ficou preso por 42 dias. Então assim, era absurdo. Qualquer coisinha, prisão. O que, na verdade, pra quem era muito pobre não era tão ruim. Porque na prisão você tinha 3 refeições por dia, uma cama pra dormir, por mais que fosse apertado. Pra quem não era rico, né? Mas muitas pessoas acabavam vindo pra cá meio que propositalmente porque teriam uma vida melhor do que sozinhos, porque era tudo caro e eles não tinham como sobreviver.
Então, ó, outro menino de 17 anos foi preso por 21 dias porque ele roubou pão. Mais uma coisa que eles faziam às vezes pras crianças ou pras mulheres era que durante os dias que elas ficavam presas, elas tinham que fazer algum tipo de trabalho, por exemplo, lavar as roupas. Então elas não ficavam na cela o dia inteiro, mas era algum tipo de labor que elas teriam tinha que fazer durante todo o tempo que elas tinham que cumprir a sentença.
Agora a gente vai entrar em algumas celas e eu vou contar um pouquinho da história para vocês. Então, por exemplo, aqui dá para ver no meio da parede uma divisão, então são duas celas aqui, ó. Parece uma só, mas são duas. E na época os pobres Independente se era homem ou mulher, era tudo misturado, criança, todo mundo junto, jogado aqui. E aí ficava todo mundo amontoado. Então às vezes era por uma semana, às vezes por muito mais tempo.
E dependendo da sentença, eles eram condenados à morte. E aqui tem, não é usado na época, mas é pra ter uma noção de como era. Então eles colocavam as pessoas aqui, né, a cabeça, os pulsos. E isso aqui era uma forma de sentença. Então a pessoa ficava presa aqui, por exemplo.
Cometeu um crime, a tua sentença é 3 dias aqui preso.
3 dias inteiros a pessoa ficava em pé, presa aqui. Tipo, essa era uma parte da sentença. E além de prender a mão, tinha esse aqui que eles prendiam as orelhas.
Ó, a orelha ficava presa.
Imagina a orelha ali machucando, presa. E às vezes no final eles tiravam um braço do preso, davam uma faca e falavam, agora você tira o outro. Aí ele tinha que cortar a orelha pra conseguir sair. Essa aqui era a cela que quem tinha muito dinheiro podia pagar. Então, literalmente, um quarto com cama, muito mais confortável. Então tinha uma cama, podia ter algumas coisinhas, tem espelho. Guarda-roupa e também uma mesinha pra pessoa comer, ler, fazer o que quiser.
Agora, uma história muito legal que aconteceu aqui na prisão foi a história da Mary. Inclusive, tô olhando aqui o nome dela. Miss Mary Blandy. A Mary tinha 30 anos ou mais de 30 anos e ela não era casada. Pra época, isso aí era um escândalo, você tinha que estar casada. Isso aconteceu por volta de 1700 e alguma coisa. E aí, como ela não tinha marido, o pai dela teve a brilhante ideia de Lê-lo-á, filha. Então, na nossa moeda hoje, seria em torno de quase 3 milhões.
Acho que ela falou 2,7 milhões. Aqui é Reino Unido, então libras era o valor pra você poder comprar a Mary e casar com ela. E apesar de ser muito bizarro, não era muito incomum que isso acontecesse. Inclusive, era considerado uma coisa boa, né, pelo valor. Então quer dizer que você era uma pessoa ótima pra se casar. Muitos homens queriam casar com ela, fizeram ofertas e tudo mais. Só que aí, é claro que ela se apaixonou por um homem que não era tão legal assim, o nome dele é William.
Ele parecia ser exatamente o tipo de marido que o Francis queria pra Mary, né. O pai dela, que inclusive era advogado e funcionário público local. Ele conheceu o Captain William Henry Cranston, que era um oficial do exército e membro de uma família aristocrática escocesa. E a Mary se apaixonou por ele.
E eles se apaixonaram, ele queria muito casar com ela. E ela queria casar com ele também. Só que meio que assim, todo mundo acredita que ele na verdade só queria o dinheiro dela. Porque ele sabia que ela era rica. Porém, além dele não ser rico, ele já era casado e tinha filhos, inclusive 2 filhos. Então eles estavam arranjando o casamento deles. Até que o pai dela descobriu e falou, de jeito nenhum, você não vai casar com ele, ele já é casado.
E aí acaba o casamento ali, acaba a festa, tudo. Só que a Mary continua conversando com ele, eles trocam cartas e ela estava muito apaixonada.
O Cranston começa a enviar para a Mary um pó que ele dizia ser uma espécie de poção do amor, algo que faria o pai dela mudar de opinião e aceitar o casamento. Segundo a versão apresentada pela acusação, a Mary passou a colocar pequenas quantidades do pó na comida e bebida do pai. O Francis começou a adoecer e ele faleceu em 14 de agosto de 1751. A Mary imediatamente passou a ser suspeita. Uma das provas mais importantes veio de uma empregada chamada Susanna Gunnel.
Quando a Mary percebeu que aquele pó poderia ser veneno, ela teria tentado se livrar dele queimando o restante, mas a empregada conseguiu recuperar parte do material. Isso se tornou uma peça importante da acusação. Depois da morte do pai, a Mary tentou fugir, mas ela foi pega e presa e levada para Oxford Castle, onde ela ficou encarcerada aguardando o julgamento.
E a parte mais interessante dessa história para mim é que... A primeira autópsia feita na Inglaterra foi a dele. Porque ele era um homem muito rico e tal, muito conhecido.
E a polícia não tava acreditando que ele tinha morrido naturalmente.
Então, a primeira autópsia foi a dele. E descobriram que ele foi envenenado com arsênico. Então, o pozinho branco era isso. Veneno! Ele foi envenenado. E aí, a Mary foi mandada pra prisão. Porque acreditavam que ela realmente tinha colocado na comida e tal. E aí, nunca conseguiram comprovar se ela tinha colocado de fato, se ela sabia o que era aquilo que ela tava colocando. Ou enfim, não tem como saber se era um plano dos dois, tipo, vamos matar o meu pai, porque assim a gente consegue casar.
Ou se talvez o William tenha inventado alguma coisa e falado pra ela, e ela não sabia o que realmente ia acontecer. Tem essas duas opções, não se sabe, né. Até porque eles trocavam muitas cartas, mas todas as cartas foram queimadas. Então a evidência que eles tinham, que poderia comprovar se ela era culpada ou não. Foi queimada, não tem como provar. E é óbvio que ela não ia dizer que ela tinha matado o pai, caso realmente ela soubesse o que era aquilo.
Mas aí, ela tinha muito dinheiro, então ela ficou presa nesse quarto enorme. E ela tinha mais 2 quartos aqui. Tinha um outro quarto que era dela, tinha um quarto pras empregadas dela, as amas. E ela tinha uma vida bem tranquila aqui, porque ela podia até fazer chás com as amigas, podia ver as amigas que vinham visitar ela. Então, realmente é uma coisa que só o dinheiro compra. E aí, eles deixam aqui o quartinho justamente para mostrar a diferença da Mary, que viveu assim aqui, e de uma pessoa comum que era jogada na minicela, todo mundo apertado, jogado lá, mas ela ficava aqui vivendo bem tranquila.
O julgamento aconteceu em Oxford no dia 3 de março de 1752. A Mary era uma mulher educada, de família respeitável, acusada de algo considerado especialmente monstruoso na sociedade da época, que era matar o próprio pai. A acusação apresentou diversas testemunhas, incluindo o médico que investigou o envenenamento. A defesa da Mary, entretanto, apresentou uma história muito diferente. A Mary dizia, em essência, que o Crownston havia enganado os dois, ela e o pai.
Ela sustentava que acreditava que o pó era uma espécie de poção destinada a fazer o seu pai gostar dele e permitir o casamento. Só que essa versão nunca convenceu o júri e ela foi considerada culpada. Segundo os relatos históricos, quando Francis percebeu que estava morrendo e suspeitou que a própria filha pudesse estar envolvida, ele não teria demonstrado ódio por ela. Pelo contrário, há relatos de que ele demonstrou preocupação com o destino dela.
Isso tornou a história ainda mais dramática para o público na época. A Mary foi condenada à morte. No dia 6 de abril de 1752, ela foi levada para fora de Oxford Castle e enforcada publicamente. Ela tinha aproximadamente 31 anos. Pouco antes de morrer, ela produziu uma narrativa defendendo a sua versão da relação com o Crownstone e das circunstâncias que levaram à morte do seu pai. Essa narrativa escrita por ela foi publicada e é uma das fontes históricas mais interessantes pra entender como a Mary queria que a sua história fosse contada.
Então, até hoje, na história, é uma coisa discutida. Ela matou o pai ou não? Não tem como ter certeza, não tem como saber. Mas enfim, ela foi sentenciada à morte, então ela foi enforcada. Eu fiquei com muito dó dela, porque talvez ela seja inocente. Talvez ela realmente não sabia o que era o tal do pó. Enfim, tadinha da Mary. Eu fiquei com dó dela, e vocês? Esse era o quartinho.
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E como todo bom tour, tem uma lojinha no final. Eu sempre pego um ímã. Eles tiram fotos também, só que a minha foto não deu certo. Então, acho que não era pra eu comprar a minha foto. Porque ela sumiu. Sumiu junto com o fantasma da Mary.
Então é isso. Pra mais casos, siga o podcast Quinta Misteriosa. E aproveite pra avaliar em 5 estrelas se você gostou. Obrigada por ouvir e até o próximo caso.