Episódios de Quinta Misteriosa

Traição, Mentiras e Assassinato: O Caso Rosa Peral #613

28 de julho de 202631min
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Um agente da polícia municipal de Barcelona desaparece de forma súbita. Dias depois, seu carro é encontrado incendiado, longe de casa, com um corpo dentro. A investigação expõe uma rede de segredos dentro da própria corporação policial e coloca frente a frente a namorada dele e o amante dela — cada um apontando o dedo para o outro. #613

Participantes neste episódio1
G

Gisberta Salsi Jr.

Narrador
Assuntos6
  • Caso Rosa PeralPedro Rodrigues · Rosa Maria Peral Vinuela · Expulsão de coronéis · Guarda Urbana de Barcelona · Morte de Pedro Rodrigues · Investigação policial
  • Desaparecimento e Morte de Daiane AlvesDesaparecimento em 1º de maio · Corpo encontrado carbonizado · Identificação por prótese de titânio · Reação de Rosa Peral
  • Julgamento e CondenaçãoJúri popular · Cobertura da imprensa · Documentários e minisséries · Versões conflitantes · Condenação de Rosa Peral e Albert López Ferrer
  • Questões processuais e investigativasLocalização dos celulares · Acusação a Rubem Carbó · Prisão de Rosa Peral e Albert López Ferrer · Tentativa de contratação de assassino
  • Vínculo e Relacionamento SaudávelRosa Peral e Pedro Rodrigues · Rosa Peral e Albert López Ferrer · Ciúmes e traição · Relacionamento com Ruben Carbó
  • Passado Criminal de Albert López FerrerAgressões e condenações · Morte de José Antonio González · Acusações de Rosa Peral
Transcrição14 segmentosassemblyai/universal-3-5-pro

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?Voz C

Pedro Rodrigues nasceu em 1979 na Espanha. Para os amigos mais próximos, era só Pedrito. Não fumava, não bebia e não tinha nenhuma rede social. Algo raro o bastante para chamar atenção entre colegas de geração parecida. Ele gostava mesmo era de moto. E foi na unidade de motos da Guarda Urbana de Barcelona, no distrito da Zona Franca, que construiu boa parte da própria identidade profissional. Quem conviveu com ele descrevia alguém tranquilo, sem grandes dramas.

De colega que aparece, cumpre o horário e vai para casa. Ele tinha sido casado com Patrícia, com quem teve um filho ainda pequeno, mas o casamento não durou. Depois da separação, o Pedro seguiu como pai de fim de semana, tentando manter ali uma presença junto do menino sempre que a escala de trabalho permitia. Ele mantinha, além do apartamento em Barcelona, uma casa numa área arborizada perto de Altafula, onde gostava de passar as temporadas.

A única mancha que ele tinha no histórico profissional tinha contexto. Numa abordagem na Estrada de Rabassada, agrediu um motociclista que tinha furado um bloqueio de trânsito. O caso rendeu suspensão, mas o próprio motociclista retirou a queixa depois. E aí o Pedro voltou ao trabalho normalmente. Foi na unidade de motos que ele conheceu a Rosa Maria Peral Vinuela, colega de trabalho, nascida em Badalona, em 24 de outubro de 1983.

A Rosa já tinha na época uma vida bem mais complicada do que costumava aparentar. Ela foi casada com Rubem Carbó, hoje policial do Mossos d'Esquadra. Os dois haviam se conhecido quando ela tinha 16 anos e ele tinha 17. Juntos tiveram duas filhas e se casaram quando ela tinha 23 anos. Tempos depois, ela própria descreveria aquele casamento como uma relação que aos poucos tinha se tornado bastante tóxica e afirmaria que a relação nunca foi exatamente exclusiva.

A Rosa e o Pedro começaram a namorar no verão de 2016. E pouco depois foram morar juntos numa residência situada na fronteira entre Vilanova i la Geltrú e Cubelles. Cidades litorâneas, a menos de uma hora de Barcelona. O Pedro se dava bem com as duas filhas da Rosa. Ele viajava com a família nos fins de semana. E pessoas próximas diziam que ele parecia mais estável desde que estava com ela. Mas ainda assim, a relação já tinha atravessado ao menos uma crise conhecida.

Porque o Pedro soube que a Rosa mantinha contato com um ex-namorado. E os ciúmes se tornaram uma constante entre os dois. Segundo pessoas próximas do casal, eles pareciam ter superado esse momento. E esse ex-namorado da Rosa era o Albert López Ferrer, nascido também em Badalona, em 20 de junho de 1981. Colega de trabalho tanto da Rosa quanto do Pedro. O Albert já tinha, na época, duas condenações por agressão, em 2011 e 2012. Essa última, depois de ser filmado espancando um vendedor ambulante senegalês em pleno centro de Barcelona.

A ONG SOS Racismo chegou a divulgar as imagens, chamando a ação de totalmente desproporcional. Mesmo assim, o caso foi tratado como uma simples infração administrativa. Com multa de 10 euros por dia durante 30 dias. E assim, o Albert seguiu trabalhando normalmente na corporação. Mas além disso, tinha um episódio mais grave e mais nebuloso no passado dele. No dia 9 de agosto de 2014, o José Antonio González, um vendedor ambulante espanhol natural de Utrillas, na província de Teruel, conhecido como El Boniato, morreu depois de cair de uma ladeira de cerca de 20 metros em Montjuïc.

Ele estava fugindo de uma abordagem da Guarda Urbana, da qual participavam Rosa, Albert e um terceiro agente, que morreria num acidente de moto no ano seguinte. O caso foi arquivado por falta de provas. Algum veredito oficial de morte acidental. Mas a versão da própria Rosa sobre aquele dia, porém, mudaria pelo menos 3 vezes ao longo dos anos. No primeiro momento, ela afirmou ter visto o homem se jogar sozinho. E alguns anos depois, ela disse que o próprio Albert teria confessado para ela, dizendo que ele o matou porque não suportava que tocassem na Rosa.

Então, naquele dia, durante a perseguição, o homem teria ferido a Rosa com uma faca. Então, ele tinha ferido a perna dela. A terceira versão foi que o homem a feriu, e aí o Albert começou a perseguir o homem, correr atrás dele. E aí, quando ela chegou, ele já tava morto lá embaixo. O Albert teria dito que ele matou o homem, mas ela disse que ela não tem certeza se ele fez isso ou se ele só falou isso para provocá-la. A Rosa também testemunharia sobre os 4 anos em que ela trabalhou com o Albert.

Ela disse que ele tinha sérios problemas de conduta. Ela alegou ter visto ele espancando outras pessoas e ela disse que ele se gabava de ter colocado fogo em um morador de rua. Essa alegação até hoje não foi comprovada, não tem provas de que isso de fato aconteceu. E além de tudo isso, ele disse ainda que ele já tinha quebrado as costelas de um colega de trabalho. O relacionamento entre a Rosa e o Albert tinha esfriado quando do Pedro chegou e ela começou a se relacionar com ele.

Mas aparentemente, eles nunca se distanciaram totalmente. Mas além dos dois, ali no ambiente de trabalho, tinha uma terceira pessoa. A Rosa tinha denunciado ter sido vítima de divulgação de uma imagem íntima dela sem a sua autorização. Atribuindo esse vazamento a um subinspetor da corporação com quem ela também tinha se relacionado. E esse processo ainda corria, né, enquanto as outras coisas iriam acontecer nesse caso. Então a gente tem que pensar que é nesse ambiente, com muito ciúme acontecendo ali, ciúme antigo, toda a pressão profissional.

E, né, dentro de um ambiente corporativo onde pareciam ter vários segredos ali, que o ano de 2017 começa. Naquele mês tinha muita tensão entre a Rosa e o Albert. E essa tensão foi documentada, ele mandou um email pra ela super longo. E dá pra ver que ele tava tomado por raiva. Ele dizia que tava disposto a deixar tudo por ela e que a corporação inteira acabaria descobrindo do relacionamento dela com o Pedro. E que ele odiava ela por isso.

Ela respondeu o email minutos depois, dizendo que o Pedro nunca a teria por completo. Porque ela sempre seria do Albert. Mais tarde, ela afirmaria que ela só escreveu isso para acalmar ali os nervos do Albert, que ela tinha medo que ele fizesse alguma coisa contra o Pedro. Mas o Albert sustentou que quem insistiu para voltar ali a conversar com ele foi a própria Rosa, que ela teria trocado várias mensagens com ele antes desse dia do email.

Esse email foi mandado no final de janeiro. Então agora a gente vai para abril, no dia 8. Era um sábado e a Rosa estava num café com as amigas. Ela tava contando para as amigas, super animada, que ela tinha sido pedida em casamento pelo Pedro. E aí o Albert aparece no café, ele coloca um anel de compromisso na mesa e fala para ela repensar. A Rosa fingiu surpresa na frente das amigas pelo Robert ter aparecido do nada ali de uniforme.

Só que na verdade ela tinha dito para ele aonde ela estaria. E aí as amigas contaram que depois que ele chegou e deixou o anel ali, ela colocou um anel em cada mão. Então em uma mão o anel do Pedro, na outra mão o anel do Albert, e ficou brincando ali com quem ela deveria casar, quem ela deveria escolher. Essa informação foi contestada pela Rosa. E aí 11 dias depois, numa quarta-feira, dia 14, ela liga duas vezes para o Albert.

Ele não atende, então ela deixa um áudio. Logo depois de enviar o áudio, ela apaga, mas a A polícia consegue recuperar o áudio meses depois. E no áudio, ela dizia que depois que eles tivessem resolvido aquilo, eles poderiam sair pra passear. No dia seguinte, o Albert compra um celular pré-pago que ficou 10 dias sem uso. Ainda em abril, no dia 30, era um domingo. A Rosa e o Pedro foram comer e depois passear na praia, como um casal normal.

E aí, na tarde do dia 1º de maio, no domingo, os 4, então, o Pedro, a Rosa e as 2 filhas dela, vão almoçar, passar o dia na casa dos pais da Rosa. E ela tira várias fotos e posta nas redes sociais. Horas depois, naquele mesmo dia à noite, um grupo de guardas urbanos se reúne pra uma festa. A Rosa aparece nessa festa junto com o Albert. Os dois pareciam bem próximos, bem juntos. Na frente de todo mundo, dos outros colegas policiais, eles não pareciam estar escondendo nada.

Então, um amigo do Pedro vê ela com outro homem e liga pra ele pra tentar avisá-lo. Só que o Pedro não atende. Naquele domingo à noite, o Pedro não volta pra casa. E as pessoas próximas do seu círculo não o veem mais. Aparentemente, não tinha nenhum motivo pra alarde. Porque ele já tinha desaparecido outras vezes. Que ele e a Rosa tiveram desentendimentos. Até que no dia 4 de maio, então 3 dias depois, um ciclista que passava pela região do Pântano de Foix avistou um Volkswagen Golf completamente incendiado.

Uma patrulha foi enviada ao local e no porta-malas do veículo eles encontram um corpo. Tava carbonizado a ponto de tornar impossível qualquer identificação visual ou por material genético convencional. A única pista inicial foi uma prótese de titânio implantada na coluna da pessoa que havia sido carbonizada, que resistiu ao fogo. O número gravado nela, cruzado com o registro de uma cirurgia, foi o que permitiu identificar o corpo.

Parte da numeração do chassi do carro, também preservada, ajudou a confirmar a identificação. Foi esse número que, checado no sistema, levou os investigadores até o nome do Pedro Rodrigues. Ele tinha feito uma cirurgia nas costas meses antes e ainda estava, inclusive, afastado do trabalho por conta da cirurgia. Quando a polícia foi até a casa da Rosa pra avisar ela, ela ainda estava se recuperando de outra noite de festa ao lado do Albert.

Na época, ela vivia de licença médica por depressão, recebendo o seu salário normalmente. A reação dela já chamou atenção ali dos investigadores. Investigadores desde o início, porque ela recebeu a notícia com muita calma, o que destoava do que eles esperavam. Segundo relatos, ela teria dito apenas, ah, bom, seco, sem lágrimas, ainda que aparentando estar em choque. Ao prestar o primeiro depoimento, a Rosa disse aos investigadores que ela e o Pedro haviam discutido na noite anterior ao desaparecimento, sem que ela soubesse dizer o motivo, e que ele tinha saído de casa sozinho sem que ela tentasse impedi-lo.

Ela insinuou que o Pedro se relacionava com pessoas estranhas. No funeral, ela abraçou a ex-mulher dele, consolou o filho pequeno do casal, pediu na sequência escolta policial, tendo temer por sua própria segurança depois do que tinha acontecido com o Pedro, o pedido que foi atendido pela polícia. Ainda naquele mesmo dia 4, a Rosa e o Albert compareceram juntos a um almoço organizado por colegas da corporação, e a Rosa tirou na ocasião uma fotografia em clima descontraído.

Para os investigadores, não fazia sentido aquele comportamento no mesmo dia que ela descobriu que o seu namorado morreu incendiado. Como assim uma pessoa em luto tava tão bem saindo com outras pessoas, tirando fotos e aparentemente bem tranquila? Uma equipe de 12 pessoas dos moços de esquadra assumem a investigação do caso, e como se tratava da morte de um policial, a primeira hipótese levantada foi uma morte por vingança, que seria ali relacionada a tráfico de drogas.

Essa linha, né, essa teoria foi descartada rapidamente. Então eles já viram que não tinha nada a ver com isso. Eles começam a investigar o círculo pessoal do Pedro, incluindo o comportamento da Rosa, que foi muito estranho, né, naquele almoço, no mesmo dia em que ela ficou sabendo que ele tinha sido morto. Foi aí que um dado técnico reorientou o rumo da investigação, porque eles descobriram que o celular do Pedro, da Rosa e do Albert estavam todos no mesmo lugar.

Os 3 aparelhos estavam dentro daquela casa na mesma noite em que o Pedro desapareceu. E até então, a Rosa tinha dito para os investigadores que ela não tinha mais contato com o Albert há tempos. Essa descoberta descartava completamente a versão que os dois tinham dado até então. A mesma perícia conseguiu reconstruir os últimos passos do Pedro através da localização do celular. No dia 2 de maio, o aparelho passava perto da casa do Rubem, ex-marido da Rosa, e uma mensagem foi enviada do número da Rosa para o celular do Pedro dizendo que ela o amava muito.

Tudo isso acontecendo ali num tempo que a justiça concluiria depois que o Pedro já estava morto. Diante disso, a Rosa procura os investigadores para jogar a culpa no próprio Rubem, dizendo que ele poderia ter feito alguma coisa, alegando até que ele conhecia muito bem a região ali do pântano, que ele corria por ali. Então os investigadores vão conversar com o Rubem, e aí que eles descobrem que a separação da Rosa e dele aconteceu por conta de uma traição por parte dela com um colega que também era policial, né, no caso o Albert.

Ou seja, ela teve um relacionamento com 3 policiais ali da corporação, e os investigadores chegaram à conclusão nesse ponto que que eles só passaram próximos da casa do Rubem com o celular do Pedro para que as suspeitas caíssem sobre ele. Eles não acreditavam que o ex-marido dela, né, o Rubem, tinha nada a ver com isso. Então eles decidem apreender os celulares da Rosa. E é justamente isso que levaria, né, a toda a conexão que eles fariam dela com o crime.

Pouco depois disso, ela se apresenta na delegacia com a intenção de colocar toda a culpa no Albert, dizer que ele tinha planejado tudo, que ele tinha feito tudo sozinho. Mas nesse momento que ela chega na delegacia para falar isso, eles prendem ela. Ela foi informada ali mesmo que a prisão dele também tava acontecendo naquele naquele mesmo momento que os dois estavam sendo detidos. E aconteceu no mesmo dia, no dia 3 de maio, então exatamente 9 dias após o corpo ter sido encontrado.

A partir dessa prisão, uma nova linha investigativa começa a ser traçada. O Juizado de Vendrell passou a investigar se a Rosa teria contratado alguém para matar o seu ex-marido, o Rubem. Isso anos antes, quando eles se separaram, numa disputa que eles estavam fazendo ali pela guarda das filhas. Essa é uma suspeita que até hoje não resultou em nenhuma acusação A Rosa chegou a participar de uma reconstituição do crime na casa onde o crime teria acontecido, ali junto com os policiais.

Mas o relato que ela deu não coincidia com o relato do Albert em pontos centrais do caso, que acabava aprofundando ainda mais as suspeitas da polícia contra os dois. Os dois foram presos em maio de 2017 e ficaram presos por quase 3 anos até o início do julgamento, sem que em nenhum momento durante esses quase 3 anos eles deixassem de acusar um ao outro. Eles sempre jogavam a culpa um no outro. Nesse ponto é muito importante citar para vocês que nesse período, desde a prisão deles até o início do julgamento, o caso tinha se tornado um fenômeno da imprensa, que até viraria motivo de estudo, porque foi extremamente coberto pela mídia em todos os formatos.

Falavam muito sobre o caso, e foi uma cobertura tão intensa que virou até motivo ali de estudos acadêmicos sobre o jornalismo policial na Espanha, de tanto que eles cobriram esse caso. E boa parte dessa cobertura da imprensa girou em torno da vida sexual da Rosa, dos relacionamentos que ela teve, que como eu disse para vocês, foi dentro da própria corporação. Então ela se relacionou com 3 colegas de trabalho, as fotos íntimas vazadas dela, o caso paralelo que ela tava tendo com o Pedro e com o Albert ao mesmo tempo.

Então tudo isso meio que se tornou o ponto central da cobertura da imprensa e não de fato as provas, as evidências. A própria advogada que defendeu a Rosa por anos, chamada Núria Gonzalez, disse que eles criaram uma imagem dela ali de femme fatale, que ela já tinha sido julgada dessa forma pelo público, né, por conta da vida sexual dela, e que por conta disso o veredito ali do julgamento já tinha sido dado antes mesmo dele começar.

Ela disse que ela tinha sido sentenciada antes de chegar à sala de julgamento por conta de toda essa cobertura excessiva da mídia. Mas nem todo mundo concorda com essa leitura. Analistas ligados à investigação criminal falam que na verdade o que aconteceu foi o contrário, que parte da cobertura mais recente, incluindo um documentário da Netflix, foi na direção inversa, destacando apenas aspectos superficiais da personalidade dela para retratar a Rosa como uma vítima de um processo sem provas e deixando de lado a real gravidade dos fatos.

De um jeito ou de outro, o julgamento, que teve um júri popular, começou em 2020. E boa parte do público, como consequência, alguns dos jurados já conheciam o caso, já tinham ouvido falar no caso. Então eles com certeza já tinham ali as próprias teorias, a própria opinião formada sobre o caso, pelo que eles já conheciam antes do julgamento, antes que eles pudessem de fato ouvir as provas sendo apresentadas oficialmente em juízo.

Então o júri popular começa ali no início de fevereiro, em uma audiência em Barcelona. E é importante eu citar desde já que não existe nenhuma prova física direta ou testemunhal que prove de fato o momento em que o crime aconteceu. A acusação se apoiou 100% nas provas indiciárias, ou seja, mensagens de texto, a geolocalização dos celulares dos acusados, inconsistências nos depoimentos e também o comportamento deles conforme o corpo foi encontrado.

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?Voz C

Promotoria pediu 24 anos de prisão para o Albert e 25 para a Rosa, alegando assassinato por premeditação e no caso da Rosa com agravante de parentesco, já que ela vivia né, com o Pedro, além de uma indenização de cerca de 785 mil euros para o filho do Pedro, o pai dele, os irmãos e a ex-companheira dele, mãe do filho dele. Foi só nesse momento, durante a apresentação da acusação, que toda a reconstrução foi feita daquele dia em que o Pedro desapareceu.

Tudo começa com uma ligação às 9:53 do dia 1º de maio. A Rosa faz uma ligação do próprio número para o Albert, uma ligação que durou ali entre 4, 5 minutos. Ela tinha chegado em casa havia menos de 20 minutos depois de passar o dia com os pais dela. É a partir daí que os 3 celulares, o do Albert, da Rosa e do Pedro, contam versões diferentes. O celular do Albert só registrou um deslocamento até a casa do casal, né, do Pedro e da Rosa, às 2 horas da manhã.

Ou seja, 4 horas depois da ligação que a Rosa fez pro Albert. Já o celular do Pedro seguiu ali mandando mensagens e emails até depois das 10 horas da noite. Sinal de que ele ainda estava vivo depois da ligação que a Rosa fez pro Albert. Então a polícia tinha nessa investigação com 3 relógios diferentes. O relógio que contava ali com a ligação do Albert e da Rosa, o relógio do deslocamento dele, 2 horas da manhã, né, do Albert, e o relógio celular do Pedro ainda mexendo no celular e trocando mensagens.

A polícia não conseguiu provar a partir desses 3 aparelhos exatamente o que aconteceu. Era uma janela muito grande, né, das 10 da noite até as 2 da manhã, sem saber de fato o que aconteceu entre os 3. Por conta disso, sem conseguir apresentar uma linha do tempo ali que fosse concreta, eles apresentam 3 hipóteses para o júri. A primeira é que o Albert tivesse matado o Pedro sozinho. A segunda é que a Rosa tivesse matado o Pedro sozinha.

E a terceira é que eles tinham cometido o crime juntos. Eles tinham essas 3 hipóteses e eles não descartavam nenhuma delas. A terceira hipótese foi a que a acusação decidiu defender. Então eles acreditavam que a Rosa tinha drogado o Pedro ou medicado o Pedro em casa antes do Albert chegar, para que no momento que ele chegasse o Pedro tivesse desacordado e assim não haveria nenhuma luta entre eles, a vítima não teria nenhuma chance de reação e eles poderiam cometer o crime.

Ainda seguindo essa teoria, no dia seguinte eles teriam colocado o corpo do Pedro no porta-malas do carro dele, dirigido o carro dele até o pântano e ateado fogo ao veículo. E aí eles tinham uma última prova que chegou pouco antes do julgamento começar, era o registro de uma ligação feita dos celulares pré-pagos da Rosa e do Albert no dia em que o crime aconteceu. Essa ligação durava cerca de 4 minutos e eles acreditavam que eles tinham comprado, né, esses celulares pré-pagos justamente para não usar os próprios celulares e ficar ali conseguindo se comunicar fora do radar.

Também veio à tona outra coisa que aconteceu 2 dias depois da morte do Pedro. A Rosa teria mandado fotos com teor sexual para um vizinho, que ela já tinha tido um caso com esse vizinho, eles já tinham tido encontros no passado, e ela trocou fotos e mensagens com ele. Uma coisa que a acusação usou contra ela para questionar o estado emocional que ela alegava estar vivendo naqueles dias. Durante as audiências, o Albert e a Rosa deram versões opostas.

Então a Rosa disse que o Albert tinha cometido o crime sozinho por ciúmes dela e que ela mesma tinha medo dele. Ela alegou que ele a pressionava já há muito tempo, dizendo que ele machucaria as filhas dela se ela não ajudasse ele a esconder o corpo do Pedro. Já a versão do Albert disse que quem matou o Pedro foi a Rosa depois de uma discussão, e que ela fez isso sozinha, e que ela ameaçou o Albert caso ele não ajudasse a esconder o corpo, chegando a afirmar que foi a própria Rosa que instigou ele a agir, dizendo que ela tava sofrendo agressões do Pedro.

Os peritos ouvidos pela acusação discordaram dessa versão da Rosa, onde ela dizia que ela tinha medo do Albert, destacando que era incompatível alguém manter esse suposto temor por 12 dias seguidos com liberdade de ação sem que essa pessoa morasse com ela. Os mesmos peritos descartaram a hipótese da Rosa ter algum tipo de transtorno mental que a impedisse de compreender os próprios atos, embora eles tenham identificado sinais de ansiedade que, segundo eles, os testes de personalidade mostravam que isso tava exagerado forçado ou até simulado por ela.

Então eles não tinham certeza se de fato ela tinha toda essa ansiedade. A acusação argumentou que os dois tinham cometido o crime juntos para que eles pudessem tirar o Pedro de cena e seguir com o relacionamento deles. Vale destacar que o motivo apresentado pelo Albert e pela Rosa também eram diferentes. Para o Albert, o motivo foi relativamente concreto: evitar que o Pedro contasse à corporação sobre o envolvimento do Albert na morte daquele homem que eu citei para vocês em 2014, somado à raiva e o ciúme que ele sentia de ver a Rosa construindo uma vida com o Pedro.

Já motivo atribuído a Rosa nunca foi apresentado de forma muito direta. O promotor Félix Martins chegou a dizer no início, ali na abertura do julgamento, que o mal gratuito existe. E ele descreveu o triângulo amoroso como uma rede de mentiras e manipulações e toxicidade, uma formulação que fala mais sobre o acúmulo de pressão do que um motivo direto. Então não há nas fontes públicas do caso um motivo único, isolado e conclusivo atribuído diretamente a Rosa.

Então tem essa tuna ali que segue alimentando várias teorias sobre a solidez da condenação que ela recebeu. Um dos pontos mais delicados e contestados vem da companheira do Rubem, a Antônia. Lembrando que o Rubem é o ex-marido da Rosa, então a Antônia é a madrasta das duas filhas deles. Então lá no começo, na fase de instrução, teve 3 depoimentos diferentes da Antônia, onde ela afirmou que a filha mais velha da Rosa veio contar para ela ter visto a mãe com sangue nas mãos descendo as escadas, segurando uma Arca e carregando o Pedro como se ele fosse um robô, e que a Rosa teria limpado tudo com água sanitária dizendo que não tinha mais ninguém ali.

Um relato que, se fosse verdadeiro, excluiria o Albert da cena do crime. Só que esse depoimento específico da Antônia não chegou a ser formalmente aceito no julgamento, porque o responsável legal pela menor, né, pela filha da Rosa, invocou o direito da criança não testemunhar contra a própria mãe. Esse relato, por mais que não tenha sido aceito no julgamento, ele circulou ali entre os jurados durante todo o processo, e segundo analistas, pode ter pesado na decisão decisão do júri.

A Rosa negou essa versão contada pela Antônia, dizendo que isso não poderia ter acontecido, já que as duas filhas estavam dormindo naquela noite em seus quartos e não teriam visto nada. E ela disse que a Antônia inventou essa história porque as duas não tinham uma relação boa. Já Antônia, por sua vez, disse publicamente que ela mantém o que ela contou sobre juízo, dizendo que sim, a filha da Rosa teria realmente dito aquilo a ela, que não era uma invenção.

Também teve uma presa chamada Anilie, que dividiu a cela com a Rosa, que prestou depoimento afirmando que a Rosa contou detalhes do crime para ela, incluindo uma versão que se provou falsa, onde ela dizia que o corpo do Pedro tinha sido desmembrado, e isso não aconteceu. E a Rosa alegou que ela mesma teria esquartejado a vítima. Então, como isso vai contra, né, as evidências, obviamente foi uma mentira que ela inventou. Além disso, a mesma detenta disse que a Rosa teria tentado, através dela, contratar um matador de aluguel para assassinar o Rubem, seu ex-marido.

Essa denúncia nunca foi comprovada, mas levou o Rubem a andar com escolta policial por um tempo para garantir a proteção dele. E depois de 6 dias de deliberação, 8 dos 10 jurados julgados populares consideram a Rosa culpada e 7 dos 10 consideram o Albert culpado, ambos por assassinato com premeditação. Essa é uma decisão majoritária e não unânime, o que por si só já sugere o quanto o caso dividiu opiniões mesmo dentro da sala do júri.

A Rosa foi condenada a 25 anos de prisão, o Albert a 20, ambos com mais de 10 anos de liberdade vigiada depois de cumprida a pena. Os dois também foram condenados a indenizar a família do Pedro em cerca de 800 mil euros, valor do qual anos depois a Rosa pagaria apenas 1.655 euros e o Albert 20 euros. Eles recorreram da sentença ao Tribunal Superior de Justiça de Catalunya e depois ao Supremo Tribunal Espanhol, que confirmou a condenação em definitivo em setembro de 2021.

Um último recurso ao Tribunal Constitucional também não teve sucesso. Em janeiro de 2022, o caso ganhou uma minissérie documental de 4 episódios chamada El Crimen de la Guardia Urbana, dirigida por Carles Porta. Segundo a própria Rosa diria depois, ela assistiu aos episódios e não gostou. Ela disse: tem muita coisa que fica no ar. Ela avaliou mantendo ainda assim a mesma versão que ela defendeu no julgamento. Já em 8 de setembro de 2023, a Netflix estreia duas produções sobre o caso no mesmo dia: a minissérie de ficção El Cuerpo en Llamas, estrelada por Úrsula Cubero, e o documentário Las Cintas de Rosa Peral, com a primeira entrevista dela desde a prisão.

Nessa entrevista, gravada por videochamada, já que a Rosa não podia ser filmada presencialmente, ela dá uma versão mais completa e pessoal, né, desde desde as versões que ela já tinha oferecido publicamente sobre os próprios atos. Ela disse que ajudou a esconder o corpo por medo do Albert, que a pressionava havia anos e que, segundo ela, era o verdadeiro autor do crime. Ela contou que nos dias seguintes à morte do Pedro, ela seguiu um roteiro que o Albert teria ditado, inclusive mandando a mensagem de amor para o celular da vítima, porque ela tinha medo do que ele faria se ela não colaborasse.

A Rosa afirmou ainda ter sido vítima de um julgamento midiático moralista sobre a própria vida sexual anterior ao julgamento oficial do caso, e disse que quando finalmente chegou ela tivesse passado do tribunal, o público já considerava culpada. E que ela sentiu que precisava provar o contrário mais do que efetivamente ser julgada pelas provas. Ela fez questão de dizer que não pretendia necessariamente dar a própria versão dos fatos, mas sim mostrar como o caso já tinha virado um espetáculo midiático antes mesmo do processo formal começar.

Ao mesmo tempo, no próprio documentário, ela expressou arrependimento por não ter ido à polícia assim que soube o que o Albert tinha feito. A repercussão do documentário foi imediata e dividida. Mais da metade dos participantes do documentário, incluindo dois jornalistas, o promotor Félix Martinho e o advogado da família do Pedro, denunciaram publicamente que a produtora os havia enganado sobre o real motivo do projeto, que na visão deles era de melhorar a imagem da condenada.

O promotor reagiu com desconforto público, afirmando não ter sido informado de que o projeto adotaria o ponto de vista de uma das condenadas e criticando a ausência das provas apresentadas no julgamento nesse documentário. Outra parte da crítica e do público, porém, viu no documentário uma reflexão legítima sobre como a cobertura midiática de casos como esse pode reforçar estereótipos de gênero e influenciar julgamentos populares antes mesmo de começarem.

Inclusive comparando o filme a outros documentários do gênero em que o condenado mantém a própria inocência sem apresentar provas exculpatórias novas. Foi também nesse documentário que ela falou pela primeira vez publicamente sobre a morte da própria mãe. A mãe da Rosa já não tinha condições mentais de depor no julgamento de 2020. No documentário, a Rosa disse que segue sem conseguir assimilar a perda. E atribui parte do sofrimento da mãe ao próprio processo.

Ela afirmou publicamente não ter recebido nenhum pagamento da Netflix pela participação. Nem pelo documentário, nem pela minissérie de ficção. Ela viria a mover depois uma ação civil contra a produtora. Arcadia Motion Pictures e a Netflix, alegando que a minissérie de ficção viola o direito à honra, à própria imagem e à intimidade dela e da sua filha menor de idade, que também aparece representada na ficção. Esse processo segue em aberto na justiça.

Um estudo acadêmico sobre o perfil psicológico da Rosa, produzido após o caso, destacaria a presença de traços de psicopatia, histrionismo, maquiavelismo e narcisismo em seu comportamento, com padrão recorrente de triangulação amorosa. Peritos ligados à defesa da Rosa contestaram esse tipo de leitura em outras ocasiões do processo. Em janeiro de 2024, pouco antes do Supremo Tribunal confirmar em definitivo a sentença da Rosa, ela transferiu para o nome do seu pai a metade do que ela possuía da casa onde o crime tinha acontecido, além de um carro dela.

Então ela passa, né, transfere isso para o pai dela. E a família do Pedro denunciou essa manobra como uma tentativa de se declarar insolvente para não pagar a indenização. Já o Albert, por outro lado, colocou o próprio apartamento em Badalona à disposição da justiça para quitar a parte que que cabia a ele. Em janeiro de 2024, a Rosa e o pai dela foram formalmente acusados de alienação fraudulenta de bens. O pai dela, Francisco, foi posteriormente absolvido no processo e o julgamento da própria Rosa pelo mesmo caso está previsto para junho de 2027.

Em abril de 2024, o caso ganhou um novo importante capítulo. O Albert, pela primeira vez desde a condenação, teria manifestado formalmente concordância com os fatos tal como descritos na sentença, deixando de contestar a própria autoria no crime. A defesa da Rosa classificou a mudança como um reconhecimento de culpa por parte dele e passou a usar esse novo posicionamento como base pra pedir a revisão da condenação da Rosa perante o Supremo Tribunal.

Porém, em setembro de 2025, o Supremo rejeitou o pedido. Então, onde estão hoje, né? A Rosa segue presa desde 2017. Ao longo dos anos, ela foi transferida pra unidades prisionais diferentes porque ela tinha alguns problemas de comportamento, incluindo desentendimentos com funcionárias dos presídios pelos quais ela passou. Em abril desse ano, ela foi transferida de novo. Então agora ela tá em um presídio em Barcelona, após suspeitas que ela teria ficado obcecada por uma funcionária da penitenciária que ela tava antes.

E que ela teria ordenado que outras detentas agredissem essa funcionária. Ela ainda não recebeu o terceiro grau e nem qualquer permissão penitenciária. Porque a legislação espanhola exige o reconhecimento da autoria do crime. Coisa que até hoje ela não fez. Ela segue negando até hoje ter assassinado o Pedro. Ela fala que quem cometeu o crime foi o Albert, ela apenas ajudou a esconder o corpo. E ela recebe visitas sempre do seu pai e das suas filhas na prisão.

Em 2026, a Prefeitura de Barcelona decidiu retirar a medalha de honra e mérito policial que ela tinha recebido anos antes. A Núria González, advogada que defendeu, né, a Rosa por muitos anos e que publicamente defendia ela também, renunciou formalmente a todos os processos relacionados à Rosa em maio desse ano, num comunicado protocolar e sem nenhum motivo específico declarado publicamente. Até hoje, né, o momento que eu tô gravando esse vídeo para vocês, nenhuma advogada foi anunciada publicamente para defender a Rosa.

Já o Albert cumpre pena em um presídio em La Roca de la Valls, onde ele tem cursado criminologia, inglês e um programa de relações trabalhistas. Como eu disse para vocês, tem essa lei na Espanha, né? Então, depois dele aceitar formalmente os fatos descritos em 2024, ele passou a ter acesso a saídas supervisionadas de poucas horas em grupo. E a ex-advogada da Rosa resume a diferença de tratamento dizendo que enquanto o Albert sai em excursões, a Rosa permanece presa porque ela não quis admitir sua própria culpa.

A Rosa tem duas filhas com o Rubem, que tinham 6 e 4 anos de idade quando o crime aconteceu. Então hoje elas devem ter 15 e 13 anos, e elas vivem sob a guarda do pai. No início, o Rubem não permitiu que as filhas visitassem a mãe na prisão. Então só depois de 2 anos, em 2019, que ele deixou que elas fossem visitar a mãe, porque as psicólogas das meninas orientaram ele que deixasse. Hoje elas visitam a Rosa cerca de uma vez por mês, sempre acompanhadas pelo avô, pelo pai da Rosa, que segue defendendo a inocência da sua filha.

Já a família do Pedro, da vítima, eles acompanham tudo que acontece, né, com o caso bem de perto. Depois das entrevistas que a Rosa deu em 2023, eles disseram que eles estavam completamente indignados, mas eles optaram por não processá-la, citando o direito dela à liberdade de expressão. O Pedro, como eu falei para vocês, tinha se casado anteriormente, então ele teve um filho com a ex-companheira dele. Não há informações sobre esse filho, o que aconteceu, né, nos últimos anos.

A cobertura do caso, de modo geral, sempre dava voz à família do Pedro através do advogado deles. Então era ali como um todo e não de forma mais individual. Então a gente não consegue saber muito o que aconteceu com a família do Pedro depois, além do fato deles estarem acompanhando o caso sempre de perto, né? Então é isso, quero muito saber o que vocês acham.

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Principalmente das versões. Se eles cometeram crime juntos, se foi o Albert, se foi a Rosa, eu acho que eles cometeram crime juntos.

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E é engraçado, né, que até hoje eles não tenham chegado a uma versão completa. A Rosa continua alegando que ela não cometeu o crime, que quem cometeu foi o Albert, e ela só ajudou a esconder o corpo porque ela se sentia pressionada. Então não sei se eu acredito nessa versão também, eu não sei. É muito difícil porque a gente não tem muitas evidências, né. Eu gosto de me basear em evidências para dar minha opinião, mas nesse caso não tem muitas, apenas os celulares, né, com os horários.

Mas não sei, o que me pega um pouco é o fato que os dois tinham celulares pré-pagos para se comunicar. Então talvez isso para mim jogue mais a culpa para os dois, mas eu posso estar errada também, não sei. Quero saber o que vocês acham, então me conta aqui nos comentários. Não esquece do like, me ajuda muito na divulgação do vídeo. E é isso, para mais casos siga o podcast Quinta Misteriosa e aproveite para avaliar em 5 estrelas se você gostou. Obrigada por ouvir e até o próximo caso.

Traição, Mentiras e Assassinato: O Caso Rosa Peral #613 | Castnews Index — Castnews Index