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O ESTRANGULADOR DE SUFFOLK | Caso Victoria Hall #571

03 de março de 202623min
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Em setembro de 99, uma adolescente de 17 anos desapareceu após uma noite com amigos em Suffolk, Inglaterra. Cinco dias depois, seu corpo foi encontrado a 40 quilômetros de distância. O caso permaneceu sem solução por mais de duas décadas. Até que em 2006, uma série de assassinatos chocou a mesma região. O que um caso frio de 99 tem a ver com cinco mortes brutais em 2006? #571

Assuntos10
  • Poder JudiciárioDNA nas vítimas · Fibras forenses · Confissão de culpa · Sentença perpétua · Apelido de Strangler de Suffolk
  • Caso Stephen WrightIdentificação por DNA · Vigilância policial · Prisão e acusação · Evidências forenses · Julgamento em 2008
  • Desaparecimento de Victoria HallNoite em discoteca · Separação da amiga · Descoberta do Corpo · Estrangulamento · Investigação inicial sem sucesso
  • Séries de TV e StreamingVítimas trabalhadoras sexuais · Desaparecimentos em sequência · Corpos encontrados estrangulados · Posicionamento em forma de crucifixo · Pânico na cidade
  • Relacionamentos FamiliaresTrauma de Emily Dorty · Culpa de sobrevivente · Luto prolongado da família Hall · Morte da mãe antes de resolver o caso · Transformação emocional da amiga Emma
  • Tentativa de sequestro de Emily DortyAbordagem na madrugada · Fuga bem-sucedida · Reação da polícia inadequada · Informações sobre placa do veículo · Oportunidade perdida de investigação
  • Segurança OperacionalNova equipe de investigadores · Avanços tecnológicos · Revisão de evidências · Interrogatórios de Stephen Wright · Acusação formal em 2024
  • Investigação Casos HistóricosEntrevistas e câmeras de segurança · Acusação de Adrian Bradshaw · Absolvição do suspeito · Arquivamento como cold case
  • Legislacao e RegulacaoDescrença em vítima de sequestro · Falta de investigação de veículo · Notação sem ação · Oportunidades de prevenir outros crimes · Inquérito sobre oportunidades perdidas
  • Justiça tardia em casos friosFechamento para famílias · Reconhecimento de vítimas · Avanços tecnológicos em investigação · Persistência da polícia · Limitações da justiça
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Victoria Hall nasceu em outubro de 1981 em Trimley, St. Mary, uma pequena vila em Suffolk, na costa leste da Inglaterra. Ela cresceu em uma família amorosa com seus pais Graham Hall e Lorinda Hall. Trimley, St. Mary é uma vila tranquila, daquelas onde todo mundo se conhece. Fica apenas alguns quilômetros de Felixstowe, uma cidade portuária maior. Era o tipo de lugar onde crianças podiam brincar na rua com segurança, onde vizinhos eram amigos, onde nada de ruim parecia poder acontecer.

A Victoria era uma adolescente aplicada. Ela estava no sexto ano do ensino médio na Orwell High School,

agora conhecida como Felix Stowe Academy, estudando para seus A-levels, os exames que determinariam se ela entraria na universidade. Seus pais a descreviam como uma jovem inteligente com planos claros para o futuro. Ela sonhava estudar sociologia na Horenhampton University em Surrey. Em duas semanas, Victoria completaria 18 anos. Ela estava naquela idade em que tudo parece possível, em que o futuro é uma tela em branco esperando para ser pintada.

Ela tinha uma melhor amiga chamada Gemma Algar, que tinha 19 anos, e as duas eram inseparáveis. No sábado, 18 de setembro de 1999,

pra se encontrar com a Gemma. As duas tinham planos de ir ao Band Box, uma boate em Band Hill, Felix Toll. Era um programa normal pra adolescentes dançar, conversar com amigos, aproveitar a noite de sábado. Nada extraordinário. A Victoria e a Gemma chegaram no Band Box e passaram horas por lá, tanto que tem imagens nas câmeras de segurança. Dá pra ver as duas entrando, então a Victoria vem bem atrás da Gemma e elas pareciam bem felizes, prontas pra se divertir.

Por volta da uma da manhã do dia seguinte, 19 de setembro do domingo, elas decidiram

sair da boate e parar em algum lugar pra comer. Elas queriam comer batata frita. Então elas foram até o Bodgram Grill pra comer. E depois elas voltaram caminhando pela Chimley St. Mary. Então as duas caminhavam juntas, comendo batata frita, conversando, cantando. Até que elas chegaram na junção da High Row com a Falconer's Way. Isso era por volta das 2h20 da manhã. É nesse ponto que as amigas se separam, porque cada uma iria pra sua própria casa.

A Victoria tava a poucos metros da casa dela, então mais alguns passos ela já estaria em casa,

A Gemma se despede da amiga e vai caminhando pra sua casa. Ela disse que poucos minutos depois ela ouviu um grito. Ela pensou que fosse apenas jovens bêbados fazendo barulho, que era algo bem comum. Não foi nada que alarmou ela naquele momento, né? E como ela tava sozinha ali, ela continuou caminhando até a casa dela. Isso foi o que ela se lembra o que ela ouviu. Só que aí outras pessoas que moravam ali em casas próximas do local que elas estavam, também disseram depois pra polícia que ouviram gritos.

como gritos horríveis. Eles também disseram que ouviram o som de um carro com escapamento bem barulhento, saindo em alta velocidade. Depois disso, a Victoria nunca mais foi vista. Quando os pais dela, o Graham e a Lorinda acordaram, né, pela manhã, eles perceberam que a filha não tinha chegado em casa, então eles entraram em pânico. Eles sabiam que isso não era algo típico da Victoria, ela nunca ia pra algum lugar sem avisar, ou dormia na casa de alguém sem deixar que os pais soubessem, então ela era muito cuidadosa, muito responsável,

Ela não era uma garota rebelde. Então, pra eles, ela não ter chegado em casa, conforme ela disse, né? Que faria. Com certeza, mostrava que alguma coisa tava errada. Imediatamente, eles acionam a polícia. E aí, eles começam uma investigação de pessoa desaparecida. Durante cinco dias, a família Hall viveu um pesadelo. Porque eles foram pra TV, fizeram apelos públicos. Fizeram buscas em todos os lugares. Eles estavam esperando que ela aparecesse. Que um telefonema fosse feito. Qualquer coisa provando que a filha tava bem.

Mas isso não aconteceu. Na sexta-feira, dia 24, um homem estava passeando com o seu cachorro na Critting St. Peter. E foi nesse momento que ele fez uma descoberta horrível. Em uma vala ao lado de um campo em Critting Lane, o homem descobriu o corpo de uma jovem mulher. Critting St. Peter, o local onde ele estava, fica a 40 quilômetros de onde a Vitória foi vista pela última vez, quando ela e a Gemma se separaram. A polícia foi chamada imediatamente e, quando eles chegaram no local,

Victoria e a causa da morte foi determinada como estrangulamento, né? Uma morte por asfixia. Nesse ponto, a polícia lança uma das maiores investigações de homicídio que o condado já havia visto. Eles entrevistaram centenas de pessoas, eles revisaram todas as imagens de câmeras de segurança, procuraram por pistas, tinham alguns itens da Victoria que ela estava usando, que nunca foram encontrados, né? Quando o corpo foi encontrado, na verdade, ela estava nua.

Naquele dia, ela carregava uma carteira preta da marca New Look, que tinha um chaveiro escrito

lateral tava escrito Victoria e eles nunca encontraram. Ela também tinha alguns itens de maquiagem e até as palmilhas foram procuradas porque ela tinha grudado com fita adesiva essas palmilhas. E eles nunca encontraram esses itens. No dia 13 de novembro de 1999, mais de 300 pessoas se reuniram na igreja St. Martin pra fazer o memorial pra Victoria. A polícia investigou muito. Os pais pediam o tempo todo pras pessoas se alguém tinha visto alguma coisa, se alguém sabia qualquer informação e nada. Um ano se passou

a investigação não tinha avançado. Inclusive, quando completou um ano, os pais da Victoria foram até a TV e fizeram mais um apelo público pedindo que as pessoas ajudassem, porque eles queriam muito encontrar o assassinato da filha. E o pai dela, nesse apelo, disse que ele estava otimista. Até que em dezembro de 2000, mais de um ano depois da morte da Victoria, um empresário chamado Adrian Bradshaw, de 27 anos na época, foi acusado do seu assinato. O julgamento aconteceu na Norwich Crown Court em 2001, em novembro.

O caso que a polícia tinha montado contra ele desmoronou. Evou apenas uma hora pra que o júri absolvesse o Adrian. Então, o julgamento se encerrou ali no mesmo ano, né? 2001. Eles chegaram à conclusão que ele não era o assassino da Victoria. Mas a polícia disse que eles ainda tinham algumas pistas pra seguir. A investigação ainda tava aberta. Mas eles não tinham mais nada, assim. Nada de muito relevante. Nenhum outro suspeito grande igual o Adrian.

Os anos foram se passando. O caso acabou esfriando. E, né? Foi basicamente arquivado.

um cold case, né? Sete anos após a morte da Victoria, uma coisa horrível começou a acontecer em Ipswich, que é uma cidade que fica a 20 quilômetros de onde a Victoria foi morta, então era outono de 2006. Em 30 de outubro, Tânia Nicol, que tinha 19 anos, desapareceu da área de prostituição de Ipswich. Ela trabalhava nas ruas para sustentar o seu vício em drogas. Apenas duas semanas depois, em meados de novembro, outra mulher desapareceu.

Seu nome era Gemma Adams, ela tinha 25 anos e também trabalhava na prostituição. Assim como a Tânia,

Gemma também tinha crescido em uma família de classe média, então ela montava cavalo, tocava piano, tinha uma vida normal, até que um namorado a introduziu às drogas recreativas e aos 17 anos ela já estava viciada. O desaparecimento de duas mulheres na área da prostituição em um curto espaço de tempo desencadeou uma investigação. A polícia chamou toda essa investigação de Operation Summack. No dia 2 de dezembro, o corpo da Gemma foi encontrado em um riacho em Terps Hill, perto de Hintlesham.

E o corpo de uma terceira vítima é encontrado. O corpo estava em uma área da floresta perto da rodovia A14, próxima a Nacton, e a vítima era a Nelly Alderton, de 24 anos. A Nelly tinha sido uma aluna inteligente em Copleston High School. Ela perdeu seu pai, Roy, para um câncer de pulmão, quando ela tinha 16 anos, e ela acabou recorrendo às drogas para conseguir superar a perda.

tinha sido asfixiada. Ela estava grávida de apenas três meses quando morreu. Nesse ponto, a polícia de Suffolk decidiu fazer uma conferência de imprensa urgente. Eles alertaram todas as mulheres pra ficarem longe da área de prostituição em Ipswich porque tinham um assassino à solta. Dois dias depois, no dia 12 de dezembro, a polícia anuncia que o corpo de mais duas mulheres foi encontrado. Uma delas era a Paula Kline, o de 24 anos, e ela tinha três filhos.

Ela tinha desaparecido no dia 10 de dezembro. Alguns dias antes, ela tinha dado uma entrevista pra TV comentando sobre os assassinatos e dizendo que

ela tava com medo, mas é que ela tinha que continuar trabalhando. Seu corpo foi encontrado próximo a Levington e a causa da morte foi com pressão na garganta. A outra vítima era a Nette Nichols, conhecida como Nettie, de 29 anos. Ela era a mais velha de todas as vítimas e era a mãe de um menino chamado Farron. Ela tinha o sonho de se tornar esteticista, inclusive ela tinha terminado um curso de estética na Suffolk College, mas ela tinha vício em heroína, o que a impediu de continuar, né, buscando esse sonho.

Ela tinha desaparecido no dia 8 e a vítima anterior no dia 10, e ela também foi encontrada próxima a Levington.

Os corpos de Annette e Anely haviam sido posicionados em forma de crucifixo. Em apenas seis semanas, cinco mulheres haviam sido assassinadas e todas trabalhavam na área da prostituição. Todas foram estranguladas e seus corpos foram encontrados nus aos arredores de Ipswich. A cidade estava aterrorizada, então todas as mulheres que trabalhavam na área da prostituição começaram a ficar com medo, não saíam mais de casa. A mídia nacional começou a ir até a cidade para cobrir o caso.

próximas informações da investigação. No dia 17 de dezembro de 2006, pouco tempo após essa onda de assassinatos acontecer, a polícia recebe uma pista importante. O DNA encontrado nas vítimas correspondia a um DNA que a polícia tinha no banco de dados. Esse DNA pertencia a um homem chamado Stephen Gerald James Wright. Ele foi colocado sob vigilância policial e apenas dois dias depois, no dia 19, ele foi preso em sua casa. Já no dia 21, ele foi formalmente acusado dos cinco assassinatos. O julgamento do Stephen Wright começou no dia 14,

de 2008, na Ipswich Crown Court. O mundo inteiro estava assistindo. Steven se declarou inocente de todos os cinco assassinatos. A promotoria apresentou evidências devastadoras. O DNA do Steven foi encontrado em três das vítimas. Manchas de sangue de duas delas foram encontradas em sua jaqueta, dentro da sua casa. Fibras ligadas às suas roupas, casa e carro foram encontradas nas mulheres. O Steven admitiu ter tido relações com as mulheres nas noites em que desapareceram, mas ele negou qualquer envolvimento em suas mortes ou no descarte dos corpos. Os promotores argumentaram que

havia sistematicamente selecionado e assassinado as mulheres. Ele foi visto circulando pela área de prostituição na época em que cada uma delas desapareceu. No dia 21 de fevereiro de 2008, o juro retornou com seu veredito. Steven Gerald James Wright foi considerado culpado de todos os cinco assassinatos. O juiz Gross proferiu uma sentença rara, a sentença Whole Life Order, que é uma prisão perpétua sem possibilidade de liberdade condicional. A mídia o apelidou The Suffolk Strangler, o estrangulador de Suffolk.

Long Larting, em Worcestershire, onde permaneceria pelo resto da vida. Mesmo após a condenação, ele nunca admitiu ter cometido os crimes. Apesar dos apelos de suas vítimas e até do seu próprio pai, Conrad Wright, que em 2016 pediu publicamente para o filho confessar, o Stephen manteve a sua história de inocência. Mas afinal, quem é Stephen Wright? Stephen Gerald James Wright nasceu em 24 de abril de 1958, em Erpingham, Norfolk, na Inglaterra.

Ele era o segundo de quatro filhos de Conrad Wright, policial militar, e Patricia, enfermeira veterinária.

O pai do Stephen servia nas Forças Armadas, então a família viveu em Malta e em Singapura durante a infância de Stephen. Quando ele tinha seis anos, sua mãe deixou a família. Seus pais se divorciaram em 1978 e ambos se casaram novamente. Stephen e seus irmãos viveram com um pai que teve mais dois filhos com sua segunda esposa, Valerie. Em 1974, quando ele tinha 16 anos, o Stephen deixou a escola sem nenhuma qualificação. Ele se juntou à marinha mercante, tornando-se chefe em Ferris, que navegavam de Felix Towell, em Suffolk.

de cruzeiro por vários anos. E durante esse período, ele admitiu mais tarde que começou a contratar trabalhadoras sexuais regularmente. Steven teve vários relacionamentos ao longo da vida. Ele foi casado duas vezes e teve dois filhos. Mas os seus relacionamentos eram instáveis. Em 2001, ele conheceu Pamela Wright, que apesar do mesmo sobrenome, eles não tinham nenhum parentesco. E eles começaram a namorar e acabaram morando juntos.

Steven se juntou a um clube de golfe local e era lembrado por seu modo afiado de se vestir. Pra todos os efeitos, ele parecia um homem comum. Seis meses depois de começar

para a Pamela, ele começou a contratar prostitutas para sexo. Ele fazia isso regularmente, especialmente quando a Pamela começou a trabalhar em turnos noturnos. Foi nessa época que ele foi preso por roubar 80 libras do pub que ele trabalhava. Parecia um crime menor, mas aquela prisão significava que o seu DNA seria coletado e colocado no Banco de Dados Nacional. Aquelas 80 libras acabariam sendo a sua ruína. Em 2004, Steven e Pamela se mudam para Ipswich.

Em 2006, eles se mudaram para uma casa na London Road, bem no coração da área de prostituição de Ipswich. O Steven tinha 48 anos,

e ele parecia ser um homem tranquilo, mas nervoso. Seus vizinhos o descreviam como alguém que mantinha tudo pra si mesmo, mas ninguém suspeitava do monstro que vivia entre eles. E aí, já indo pra 2019, em setembro, exatamente 20 anos após o assassinato da Victoria, a polícia de Suffolk fez um anúncio importante. O caso Victoria Hall, conhecido como Operation Naval, era agora uma investigação ativa novamente e estava sendo totalmente reinvestigado por uma nova equipe de detetives.

Avanços em tecnologia forense significavam que evidências que não puderam ser analisadas

realizadas adequadamente na época, em 1999, agora podiam revelar novos segredos. A equipe revisou mais de 9 mil declarações, documentos, mensagens e relatórios do arquivo original como parte da reinvestigação. Eles avaliaram os movimentos de mais de 70 pessoas naquela noite em que a Victoria desapareceu. Em 2020, a polícia havia feito novos apelos a qualquer pessoa que estivesse caminhando ou dirigindo pela Trimland St. Mary entre 2 e 4 da manhã na noite em que ela desapareceu. Eles pediram que entrassem em contato com a polícia,

Em julho de 2021, a polícia fez um anúncio importante. Steven Wright, que já estava cumprindo prisão perpétua pelos cinco assassinatos de Ipswich desde 2008, foi formalmente detido e interrogado sobre o assassinato de Victoria. No dia seguinte, o jornal Telegraph revelou a notícia. A polícia de sufoque não confirmou nem negou publicamente, mas Steven havia sido levado para interrogatório específico sobre o caso Victoria. Após o interrogatório, ele foi devolvido à prisão e a investigação continuou.

Em dezembro de 2023, ele foi novamente interrogado pela polícia sobre o caso Victoria.

Em 22 de maio de 2024, o Crown Prosecution Service autorizou a polícia de Suffolk a formalmente acusar o Stephen Wright de três crimes. Ele foi acusado do sequestro e assassinato da Victoria, além de uma tentativa de sequestro ocorrida na noite anterior ao desaparecimento da Victoria. Esse incidente na noite anterior, nas primeiras horas da manhã do dia 18 de 1999, aconteceu entre 3 e 4 da manhã com uma mulher de 22 anos chamada Emily Doherty. Ela foi abordada por um homem em High Road, East Falikstown.

estrá-la, mas ela conseguiu escapar e relatou o incidente à polícia. Horas depois, na mesma área, a Victoria não teve a mesma sorte. A promotoria argumentou que tinham semelhanças marcantes entre os casos, então as seis vítimas foram asfixiadas e seus corpos foram deixados em locais similares. Além disso, elas tinham um tipo físico muito parecido. A promotoria também queria apresentar evidências de que o Steven conhecia muito bem aquela área de Creighton St.

Peter, onde o corpo da Victoria foi encontrado. E muitas testemunhas disseram também que ele frequentava bem aquela área.

O julgamento estava programado para começar no dia 2 de fevereiro desse ano em Old Bailey, em Londres. E o Steven se declarou inocente de todas as acusações e estava pronto para lutar no tribunal da mesma forma que ele fez em 2008. Mas aí algo extraordinário aconteceu, porque naquele primeiro dia de julgamento, o Steven decidiu mudar tudo. Ele apareceu careca usando óculos e um suéter azul marinho com cinza e sentou no banco dos réus.

Ele estava sendo julgado pelo assassinato da Victoria Hall, que tinha 17 anos na época.

de 26 anos depois. E antes que o júri pudesse ser empossado, ele decidiu mudar a sua declaração. O Steven decidiu se declarar culpado pela morte da Victoria e também pela tentativa de sequestro que ele teria feito um dia antes, que eu falei pra vocês, né, que a vítima era uma garota chamada Emily. Essa era a primeira vez que ele admitia um crime, então por anos as famílias das vítimas suplicaram pra ele e ele não admitiu. O pai dele pediu muito também, ele também não admitiu, essa era a primeira vez. O juiz disse que iria sentenciar

o Steven só no dia 6 pra que desse tempo da família da Victoria ir até lá, né, e que eles pudessem dar suas declarações de impacto. A promotora disse que a Gemma, a melhor amiga da Victoria, também ia dar uma declaração de impacto, assim como a Emily, que foi a vítima que sobreviveu. Então, na sexta-feira, dia 6 de fevereiro, o Steven compareceu ao tribunal pra ouvir as declarações de impacto das vítimas. E, obviamente, pra ser sentenciado também, então, uma das pessoas que falou foi a Gemma, que era a melhor amiga da Victoria, e ela disse que aquele era só mais um dia

duas, coisas que elas já tinham feito várias vezes, que a amiga tava muito animada em completar 18 anos, que isso nunca aconteceu. Ela teve muita dificuldade em falar sobre a vitória, então ela lutava contra as lágrimas. Ela falou sobre como elas eram inseparáveis e que depois daquele dia tudo mudou e que ela nunca vai esquecer a sensação que ela sentiu no estômago dela quando ela ficou sabendo que ela tinha chegado em casa, mas a sua melhor amiga não. Ela disse que depois da morte da amiga, ela não tinha que lidar só com isso,

com o fato de que ela tava aterrorizada, e que ela mudou como pessoa, ela se tornou uma pessoa extremamente nervosa até hoje, e ela acredita que é por conta disso. Ela disse que a morte da amiga alternou o rumo da vida dela pra sempre, e outra pessoa que falou foi o irmão da Victoria, o Stephen Hall, que tinha 15 anos quando a irmã foi morta, então ele leu uma declaração em nome dele e do pai. Ele disse que a mãe faleceu em dezembro, então ela nunca pôde descobrir o que aconteceu com a filha, quem era o culpado, e que já fazem 26 anos,

nunca passa, mas que eles aprenderam a viver com ela. Ele disse que agora, independente da sentença que for dada pro culpado, nada vai mudar tudo que já causou na família. E aí o pai também falou um pouco, ele disse que em 1999 eles eram uma família normal, até que o Steven Wright, né, o assino apareceu, tirou a filha deles e que a vida deles mudou pra sempre. E que a dor que eles sentiram naquela semana seguiu eles até hoje. Ele disse que sente falta da filha todos os dias e que o Steven não tirou só ela da família, como tirou

Todos os anos que ela não pôde viver, que ela não pôde se formar, casar, ter filhos. E além da família, também teve a Emily, que foi a vítima, né? Que conseguiu fugir do Steven Wright. Então, ela disse que ela tava furiosa, porque na época, trataram ela como uma menina boba, quando ela foi até a polícia. Ela disse que naquele dia, 18 de setembro de 1999, ela conseguiu fugir. Ela correu até a casa de um casal, pedindo ajuda. Isso ela disse que era entre 3 e 4 da manhã. E quando a polícia chegou, a primeira pergunta que eles fizeram foi,

Ela disse que eles não acreditaram nela, que eles não fizeram anotações e falaram pra ela simplesmente esquecer do que tinha acontecido. Ela disse que ela nunca tinha ficado tão assustada em toda a sua vida como naquele dia quando ela fugiu. Ela pensou que o coração dela fosse explodir de tão rápido que batia, que ela correu muito rápido, que ela pulou o muro da casa do casal, que ela nunca tinha feito nada disso. Ela disse que por 25 anos ela se perguntou se eles tivessem anotado o que aconteceu com ela, se a Victoria estaria viva hoje, se eles tivessem anotado tudo o que ela disse.

depois de ter fugido, se talvez eles conseguiriam pegar ele mais rápido, né? Que não fosse levar todo esse tempo, todos esses anos. E se até mesmo ele for o assassinato de todas as outras vítimas que eu citei pra vocês, se talvez algumas estariam vivas, caso ela tivesse sido ouvida. Ela disse que hoje ela sente uma culpa de sobrevivente, uma culpa por não ter sido mais forte, por não ter ido atrás de um delegado, por não ter forçado esses homens a ouvirem o que ela tinha pra dizer.

E aí ela falou sobre outra coisa que eu fiquei chocada nessa parte da informação,

porque, apesar de tudo que ela passou, ela conseguia lembrar de uma parte da placa do Steven, e ela disse essa informação pra polícia. Ao todo havia 56 veículos em Suffolk que tinham aquela placa, né? Então, era um número bem pequeno pra eles investigarem, e se eles tivessem ido mais a fundo, né, na investigação, no sentido de que ela disse como era o carro, a cor, esse número cairia pra 10. E assim, eles com certeza chegariam no Steven, mas eles nem se deram trabalho. Inclusive, o carro do Steven tava nessa lista, né?

não seguiram com a investigação. Então, um policial sênior fez uma anotação sobre isso em 2000. E ele marcou essa pesquisa como sem ação adicional necessária. Ou seja, não seguiram com a investigação e se encerrou ali. O juiz Benetton questionou se a polícia de Suffolk poderia ter feito essa conexão na época. Ele observou, no entanto, que dado que o assassinato de Vitória aconteceu tão rápido, logo após a tentativa de sequestro da Emily, que é difícil pensar que o Steven teria sido preso a tempo de prevenir a morte da Vitória.

Então, isso a gente até pode levar em consideração, mas enquanto as outras cinco mulheres,

de Ipswich, em 2006. Todas elas poderiam ter sido salvas. O juiz anunciou que haveria uma investigação sobre as oportunidades perdidas pela polícia de Suffolk. E aí, depois de tudo isso, veio a sentença. O juiz olhou pro Steven Wright e disse, entre aspas, Victoria Hall era uma adolescente típica, brilhante e animada. Seu pai descreveu como uma criança feliz e amorosa. Ela passava horas ao telefone com sua melhor amiga. Estava estudando pra seus A-Levels, tinha um emprego de meio período e adorava sair pra dançar.

Por razões que só você conhece e que a maioria das pessoas nunca começará a compreender, você sequestrou a Victoria e esmagou

sua vida jovem. O juiz detalhou os crimes que o Steven havia estado à espreita em Falexto naquele fim de semana de setembro de 99, e quase sem dúvida, apenas motivado sexualmente, ele era um predador à caça de sua presa, procurando uma jovem mulher pra sequestrar. Victoria foi asfixiada dentro de uma ou duas horas após ser sequestrada. Ela foi abusada de alguma forma. Seu corpo nu foi descartado em uma vala, como se não fosse mais importante que uma mercadoria descartável.

Horas depois, o Steven foi a um posto de gasolina às 5 e 15 da manhã. As câmeras de segurança mostram ele usando um moletom cinza.

o trabalho nas docas de Félix Toll como se nada tivesse acontecido. O juiz disse que a confissão tardia do Stephen significou que a Lorinda, que morreu em dezembro, né, a mãe da Victoria, morreu sem saber que o assassino da sua filha finalmente havia sido trazido à justiça. Stephen Gerald James Wright foi condenado à prisão perpétua com prazo mínimo de 40 anos pelo assassinato da Victoria Hall, 12 anos pelo sequestro dela e 9 anos pela tentativa de sequestro da Emily. Todas as sentenças concorrentes. O juiz disse, entre aspas,

O Stephen Wright estava usando um moletom cinza e ele não demonstrou nenhuma emoção durante toda a sua audiência. Mas quando ele foi levado do tribunal, ele deu um leve sorriso. A Samantha Woolley, que foi a promotora do caso, ela disse que esse é mais um caso que mostra e prova que às vezes não importa quanto tempo passe, mas que é possível sim ter uma acusação bem sucedida, né? Mesmo depois de tanto tempo com o caso não solucionado.

só vai continuar tentando solucionar todos esses casos que ficaram congelados no tempo e que não chegaram a uma conclusão como o caso da Victoria. A subcomissária Alice Scott, que é da polícia de Suffolk, expressou satisfação por finalmente ter entregue justiça pra família da Victoria depois de quase 26 anos. Mas ela também reconheceu que apesar da condenação do Steven e do fato de que agora a família sabe quem é o culpado e que ele vai morrer na prisão, isso não anula o fato de que ele assassinou a Victoria e tirou ela da família.

idade tão jovem em circunstâncias tão horríveis. Isso é uma coisa que acontece muito, né? Então, geralmente em casos assim que leva anos pra ser solucionado, a família sempre fala que traz um fechamento, mas que não anula tudo que aconteceu, não traz a pessoa de volta, né? Então, eu imagino que continua sendo horrível, mas não tão horrível quanto não saber quem é o culpado, né? Então, quero muito saber o que vocês acharam desse caso.

Me conta aqui nos comentários e não esquece do like, que me ajuda muito na divulgação do vídeo. E é isso.

mais casos, siga o podcast Quinta Misteriosa e aproveite pra avaliar em 5 estrelas se você gostou. Obrigada por ouvir e até o próximo caso.

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