Episódios de Quinta Misteriosa

O QUE ACONTECEU COM A FAMÍLIA BARRIO #594

25 de maio de 202632min
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Na madrugada de 7 de junho de 2004, três membros da família Barrio foram brutalmente assassinados em seu apartamento em Burgos, Espanha. Salvador, Julia e o filho Álvaro de 12 anos receberam 99 facadas. A porta não foi arrombada, não havia DNA e o assassino desapareceu sem deixar rastros. Vinte anos depois, ninguém foi condenado pelo crime. #594

Participantes neste episódio1
G

Gisberta Salsi Jr.

Host
Assuntos6
  • Homicídios em ItuclaroA descoberta do crime · A cena do crime e a brutalidade · A falta de evidências e a investigação inicial · A teoria do assassino conhecido e planejado · A investigação sobre Rodrigo Barrio · A investigação sobre Ángel Ruiz · Novas evidências e reabertura do caso · A prescrição do crime
  • Principais suspeitos investigaçãoRodrigo Barrio como suspeito · Ángel Ruiz como suspeito · A teoria do assassino profissional · Novas tecnologias forenses
  • O Caso Ángel Ruiz e o Desaparecimento de Shibiu AngelovAtropelamento de Rosalia Martínez · Descoberta de chaves e faca · Tentativa de contratar matador de aluguel · Desaparecimento de Shibiu Angelov
  • Casos de VítimasSalvador Criçanto Barrio Espinosa · Júlia dos Ramos Santa Marina · Álvaro Barrio dos Ramos · Rodrigo Barrio dos Ramos
  • A Vida na Aldeia de La Parte de BurebaComunidade e disputas locais · O papel do Al-Qaeda e Pedânio · Conflitos de vizinhança e propriedade
  • Rompimento FamiliarAcusações a terceiros · Perfil psicológico e desenhos perturbadores · Arquivamento da causa contra Rodrigo · Conflito com tios maternos
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Salvador Criçanto Barrio Espinosa tinha 53 anos no dia 7 de junho de 2004. Ele nasceu e cresceu em La Parte de Bureba, um povoado espanhol muito pequeno que pertence ao município de Ona, localizado em uma região de campos abertos onde se estendem plantações de cereais e girassóis até o horizonte. É o tipo de lugar onde todos se conhecem, onde as disputas entre vizinhos duram décadas e a memória dos conflitos nunca se apaga completamente.

Salvador havia se tornado Al-Qaeda e Pedânio, de la parte de Bureba, um cargo de liderança comunitária que funciona como representante oficial da aldeia. O Al-Qaeda e Pedânio é eleito pelos moradores para intermediar as questões da aldeia com a prefeitura principal, cuidar de assuntos administrativos locais e representar os interesses da comunidade nas reuniões municipais. Era uma posição de respeito e responsabilidade, embora sem o mesmo poder de um prefeito.

O Salvador era agricultor, ele plantava trigo e girassol nas terras áridas da comarca de Bureba e mantinha suas terras de cultivo ativas durante a semana e cumpria suas funções administrativas quando necessário. Era um trabalho físico, de sol a sol, que ele fazia com seriedade. Nos fins de semana, pegava o carro e ia para Burgos, onde a família morava, no quinto andar, número 14, da rua Jesus Maria Ordono. Segundo as fontes, Salvador havia acumulado uma pequena fortuna com seu trabalho.

E no fim de semana, de 5 e 6 de junho de 2004, ele estava negociando a compra de uma nova colheitadeira no valor de 120 mil euros. Era um equipamento que aumentaria sua capacidade de produção e lhe permitiria trabalhar também as terras de outros agricultores da região, investimento que era bem grande, mas calculado. Salvador era casado com a Júlia dos Ramos Santa Marina, que tinha 47 anos naquele ano, em 2004.

Júlia era natural de Queirogás, uma aldeia próxima de Verim, na província de Ourense e Galícia, e tinha vários irmãos, entre eles o Benito dos Ramos, que anos depois se tornaria o membro mais vocal da família nas entrevistas à imprensa. Longe da terra natal e da família numerosa com quem cresceu, Júlia havia construído uma vida em Burgos, ao lado de Salvador, e era ela quem mantinha a casa e cuidava dos filhos.

Os laços com a Galícia permaneciam fortes. Os irmãos a visitavam regularmente e todo verão a família fazia uma viagem de volta para Queirogás, onde a Júlia havia crescido. Ela costumava usar no pescoço uma corrente com o anel da primeira comunhão de Rodrigo, uma lembrança do filho mais velho. Pouco se sabe sobre a vida de Salvador antes dele se tornar o caio de pedânio e agricultor em La Pátrea e Bureba.

já que as fontes não registram informações sobre os seus pais, seus irmãos, infância ou como ele conheceu a Júlia. Também não se sabe sobre a vida da Júlia antes do casamento e sua profissão. A história do casal começa apenas quando já estavam estabelecidos, ele cuidando das terras e ela mantendo os laços com a família na Galícia e ambos criando os dois filhos entre aldeia e burgos.

Os filhos eram Rodrigo Barrio dos Ramos, o mais velho, que tinha 16 anos, em 2004, e Álvaro Barrio dos Ramos, o mais novo, com 12 anos. Enquanto Rodrigo, mais velho, era descrito como um adolescente tímido, retraído e emocionalmente fechado, Álvaro era expansivo, falante e o centro das conversas da família.

Rodrigo estudava em regime de internato no Colégio dos Irmãos Gabrielistas, em Laguilera, na cidade de Aranda de Dueiro, a cerca de 45 minutos de Burgos. Alguns relatos afirmavam que o jovem teria ressentido a saída de casa e atribuía ao irmão menor a responsabilidade por ter sido mandado para o colégio. Mas se havia ou não uma tensão real entre os dois irmãos, os fatos disponíveis não permitem afirmar com certeza. A família passava os fins de semana juntos no apartamento de Burgos.

O pai, o Salvador, retornava para casa aos sábados, mesmo dia que o Rodrigo, o filho mais velho, voltava do internato. Para quem olhava de fora, os bárrios eram uma família normal de classe média espanhola. O Álvaro, filho mais novo de 12 anos, estava na idade em que tudo parece possível. Ele ainda não tinha ido para o internato, como o irmão mais velho, e ainda era o centro das reuniões familiares nos fins de semana. A vida da família girava em grande parte ao redor dele, do caçula.

Então, como de costume, o Salvador e o Rodrigo tinham voltado para casa naquele fim de semana de 5 e 6 de junho de 2004. No fim de semana, tudo ocorreu normalmente, não tem nenhum registro de que alguma coisa diferente tenha acontecido. No domingo daquele fim de semana, o Salvador levou o Rodrigo de volta para o internato e aí ele voltou para casa para dormir lá com a esposa e o caçula. Na segunda-feira, dia 7, ele voltaria para os campos em Bureba.

Mas aí, naquela segunda-feira dia 7, uma tia do Salvador, que não foi identificada, ligou pra polícia. Depois que ela não conseguiu entrar em contato com ninguém da família. Segundo os policiais, ela ligou várias vezes pra casa da família. E ela tinha o costume de ligar e ela sabia que nas segundas pela manhã, o Salvador ainda tava em casa e ele sempre atendia.

Então, ela ligou várias vezes e ninguém atendeu. Então, ela achou muito estranho e comunicou isso à polícia. A preocupação dela foi crescendo conforme as horas passavam e ela ligava de novo e ninguém atendia. Então, ela sabia que se o Salvador não estivesse em casa, a Júlia atenderia.

Ou então até mesmo o Álvaro, o caçulo, atenderia o telefone. Então ela ficou várias horas desde manhã ligando pra família, até que a preocupação cresceu muito, e aí ela ligou pra polícia e explicou tudo isso, que ela já tava muitas horas tentando falar com eles, e que aquilo não era normal. Os agentes foram até o apartamento da família, que morava no quinto andar de um prédio.

E aí, eles bateram na porta várias vezes e ninguém respondeu. Depois de várias tentativas sem sucesso, eles decidiram arrombar a porta, porque a tia do Salvador estava muito preocupada. E aí, no momento que eles arrombam e entram, eles encontram uma cena horrível. Salvador, Júlia e Álvaro estavam mortos dentro do apartamento e no total, contando com as três vítimas, foram 99 facadas. E com as demais lesões causadas por golpes que eles receberam, o número de ferimentos subia para 125.

Segundo os relatos das equipes que chegaram no local, o que eles encontraram foi uma cena extrema de brutalidade, o que era demais até para os investigadores que já estavam acostumados a atender casos desse tipo. O nível de violência, a quantidade de golpes e facadas, o fato de que os três membros da família foram atacados separadamente, o que mostrava ali uma determinação e uma raiva muito grande para cometer o crime.

O que deixou os investigadores chocados desde o início não foi só a brutalidade da cena, mas o fato de que não havia quase nenhuma evidência. A entrada não havia sido forçada, não tinha DNA do agressor na cena e também não havia testemunhas do crime. Nenhum vizinho ouviu, ouviu nada. Então, é meio bizarro pensar que três pessoas foram mortas em um prédio, em um apartamento, ninguém ouviu nada.

Posteriormente, uma mulher diria que ela ouviu gritos por volta das 5 e 40 da manhã. Ela disse que ouviu pedidos de socorro e a voz da mulher implorando para que deixassem ela sair, seguidos de barulhos. E aí ela ouviu também móveis sendo arrastados. E porque ela não ligou para a polícia, eu não consigo entender.

O mais perturbador de toda a cena é que havia apenas uma pegada ensanguejada, que correspondia a um tênis de uma marca em modelo específico, que eu não conheço. E aí, a pegada era de número 42 ou 44. Essa era a única evidência forte que eles tinham apenas uma pegada, só que essa pegada só tava ali, depois ela desaparecia. Então, essa pegada não seguia.

para as escadas, para a calçada e nem mesmo para o corredor ali do prédio. Então era só isso, não tinha mais nada, nenhuma outra pegada, nenhuma gota de sangue. Os interruptores de luzes de todo apartamento estavam limpos, então aquilo provava que o agressor sabia, conhecia o local que ele estava, ele conseguiu se mover pelo escuro e ele provavelmente usou uma lanterna. A conclusão dos peritos foi a da teoria de que era uma pessoa conhecida.

a pessoa sabia onde ela estava, sabia o lugar que ela estava, e que ela teria trocado de roupa ali dentro do apartamento, por isso que eles não encontraram mais evidências. Para que essa teoria fizesse sentido, tinha que ser muito bem planejado, né? Então, eles achavam que a pessoa tinha entrado com uma roupa, mas tinha levado uma segunda roupa. Então, tinha cometido o crime trocado de roupa para não sair, todo ensanguentado, e dessa forma não tinha deixado basicamente nenhuma evidência ali.

A roupa usada pelo agressor durante o crime nunca foi encontrada, e nem a arma do crime.

Os investigadores também notaram que a chave do carro da família, que era um Audi, tinha sumido do apartamento. As chaves do carro nunca foram encontradas. A polícia vasculhou vários locais próximos ao apartamento para ver se eles conseguiam encontrar qualquer outra evidência, mas não tinha absolutamente nada. Alguém tinha entrado naquele apartamento, assassinado toda a família e desaparecido. Em poucas horas, a rua Jesus Maria Ordonho, a rua onde ficava o prédio que a família morava, estava tomada por policiais e agentes cercando tudo.

pra que os curiosos não conseguissem chegar perto, não conseguissem entrar no local. E aí, centenas de jornalistas começam a aparecer, assim que a notícia vazou, de que uma família tinha sido assassinada, que inclusive o Al-Qaíde de uma aldeia, como eu expliquei pra vocês, era um cargo alto, tinha sido assassinado.

dentro da própria casa com a esposa e o filho mais novo. Como o crime tinha acontecido em plena capital da província, rapidamente se tornou uma notícia nacional. A Guarda Civil assumiu as investigações e os agentes que chegaram no local, eles tiveram que documentar uma das cenas mais brutais que eles já tinham visto.

Os peritos da polícia científica fotografaram cada centímetro do apartamento, toda a cena, medindo cada mancha de sangue e documentando cada ferimento. Eles também recolheram amostras por todo o apartamento, tentando encontrar qualquer rastro do DNA do assassino ou até mesmo uma impressão digital. Aquela pegada de sangue do tênis que eu falei pra vocês foi encontrada também na porta do quarto do Álvaro. Então o assassino precisou chutar a porta pra conseguir entrar.

A marca do impacto na porta era muito forte, então ali demonstrava também a brutalidade do assassino, né? No quarto do Álvaro, os peritos encontraram algumas marcas que demonstravam que ele tentou se esconder, então a cama tava...

afastada da parede, tinham algumas marcas de arrasto, o que significava que o Álvaro tinha se escondido embaixo da cama e que o assino tinha puxado ele dali antes de matá-lo. Já no dormitório do casal, eles encontraram o corpo da Júlia, que também foi assinada de forma brutal, a sua garganta tinha sido cortada, e o corte era tão profundo que os peritos concluíram que ela provavelmente não teve nem tempo de reagir.

Já o Salvador tinha tentado lutar, então tinham manchas de sangue pelo corredor, que demonstravam que ele estava tentando fugir do local. Mas ele tinha 50 facadas, então as facadas demonstravam que, mesmo depois dele ter parado de reagir e tentado fugir, o assassino continuou deferindo golpes.

E aí tinha mais uma questão muito importante, que era a porta do apartamento que não tinha sido arrombada. Então, o assino tinha ali três opções. Ou ele tinha a chave para conseguir entrar no apartamento, ou alguém da família deixou ele entrar, né? Alguém abriu a porta para ele. Ou ele tinha a habilidade de conseguir destrancar ali a porta sem deixar nenhum vestígio. Além da chave do áudio, não tinha mais nada faltando. Então, eles encontraram todos os pertences de valor do casal, como joias.

dinheiro, a carteira do Salvador estava lá. Mas uma coisa que eles notaram é que os bolsos, tanto do Salvador quanto da Júlia, estavam para fora. Então parecia que a pessoa estava procurando alguma coisa específica. Sobre a chave do carro, só a chave estava faltando. Então o carro ainda estava na garagem, o que significava que a polícia achava que a pessoa tinha trocado de roupa e saído pela garagem. Dessa forma, ela teria usado o controle que estava junto ali da chave. Saindo pela garagem, a pessoa evitava ser vista por vizinhos, pelos corredores.

Como não houve latrocínio, né, que é roubo seguido de morte, então ali pra pessoa era um crime realmente que poderia ser passional, de vingança, por ódio ou até mesmo crime pessoal, né. Então esse assassino tinha muita raiva da família pra ter cometido aqueles assassinatos com tanta brutalidade.

Posteriormente, a UDEV da Polícia Nacional assumiu o comando do caso, dada a complexidade e a repercussão do crime. A UDEV é uma unidade especializada que trabalha com os crimes mais complexos, aqueles que exigem investigação de longo prazo e técnicas especializadas. Assim que eles entraram no caso, os investigadores da UDEV começaram a observar o Rodrigo, o filho mais velho e o único da família que sobreviveu. Desde o início, ele foi observado não por suspeita imediata, mas porque, estatisticamente, em crimes familiares, os sobreviventes são sempre investigados.

O Rodrigo era o único membro da família que não estava no apartamento, e isso o tornava automaticamente uma pessoa de interesse. A polícia começou a verificar o álibi dele, que alegava estar no internato durante toda a madrugada do crime. Os investigadores falaram com funcionários do colégio, outros alunos, professores, e a versão oficial era que o Rodrigo estava lá. Porém, tinham lacunas.

O controle dos alunos durante a noite não era rigoroso e era possível, teoricamente, que alguém saísse e voltasse sem ser notado. A distância entre o internato, que ele morava em Laguilera, e o apartamento da família, em Burgos, era de aproximadamente 45 minutos de carro. Então, um adolescente de 16 anos poderia pegar um carro emprestado, ou roubado, e dirigir até Burgos, cometer o crime e voltar antes do amanhecer. Essa era uma teoria da polícia, mas era uma teoria sem provas.

Após a morte dos pais e do irmão, o Rodrigo foi levado pra Galícia pra viver com os tios. Os irmãos da Júlia, então, sob tutela legal, a partir daquele momento ele viveria com os tios maternos. E, né, ele tinha perdido toda a família. E ele também tava sendo ali colocado como um possível suspeito. As primeiras declarações que ele deu pra polícia eram um pouco...

estranhas, porque ele acusava várias pessoas. Então, ele acusou um primo do Salvador, né, do seu pai, um professor e também um colega de classe. Então, ele acusou essas três pessoas em momentos distintos. Cada vez que a polícia investigava uma dessas acusações dele, eles percebiam que não tinha embasamento nenhum. Então, por exemplo, o professor tinha um álibi sólido.

O primo do pai estava em outra cidade e o colega de classe era muito improvável. Então, rapidamente, a polícia descartou os três como possíveis suspeitos, mas eles começaram a prestar uma atenção ali no Rodrigo por ter falado sobre essas três, né, pessoas que poderiam ter cometido o crime e o fato dele falar em momentos diferentes e...

Tudo parecia muito instável, né? A partir do relato dele. Por que o Rodrigo estava acusando pessoas completamente aleatórias de terem assassinado sua família? Era confusão mental? Era trauma? Era uma tentativa de desviar a atenção dele na investigação? Os investigadores decidiram examinar como era a vida da família, a dinâmica deles, a rotina deles. Então, eles conversaram com várias pessoas, familiares, vizinhos, colegas. E aí, alguém teria dito...

que o Rodrigo culpava o irmão mais novo por ele ter sido mandado para esse internato. Segundo essa versão, o Rodrigo acreditava que o caçula era o favorito dos pais, então ele podia continuar vivendo com a mãe e com o pai ali na casa, enquanto ele tinha sido mandado sozinho para um internato.

O perfil psicológico do Rodrigo traçado pelos investigadores era de um adolescente muito tímido, retraído, emocionalmente fechado, com dificuldades de fazer amizades, de relacionamento, então ele era muito introspectivo. Mas nada disso era prova de que ele tinha cometido um triplo homicídio, eram apenas elementos ali da investigação. A polícia também encontrou alguns desenhos no apartamento, que eram desenhos bem perturbadores, eles nunca foram divulgados, então ninguém conseguiu ver esses desenhos além.

dos investigadores, mas disseram que eram desenhos com muita violência. A questão era quem havia desenhado aquilo, o Álvaro ou o Rodrigo? Eram desenhos antigos ou recentes? Aquelas eram perguntas que eles não conseguiram encontrar as respostas.

A teoria desenvolvida pela polícia era bem complexa, então eles acreditavam que o Rodrigo tinha conseguido um carro dirigido durante a madrugada do internato até a casa da família, aqueles 45 minutos. Ele teria entrado no apartamento com uma chave que ele tinha, ele teria sacado o pai, a mãe e o irmão, e depois voltado para o internato sem que ninguém tivesse visto nada.

Algumas hipóteses sugeriam que ele poderia ter roubado um carro de um dos professores. Mas haviam muitos problemas nessa teoria da polícia. Primeiro, não tinha nenhuma evidência de que ele teria pegado o carro de um dos professores. Ninguém tinha dado falta de nenhum carro. Ninguém tinha visto ele sair do internato ou voltar para o internato. Não havia DNA dele na cena do crime, além do esperado. Porque, obviamente, era a casa da família dele. Então, tinha DNA dele na casa, mas não...

especificamente na cena do crime, aquela marca de tênis também. Os tênis que eles encontraram dentro do apartamento não pertenciam ao Rodrigo. E a polícia continua investigando, examinando pertences do Rodrigo, roupas, DNA, enfim, qualquer coisa que pudesse ligar ele à cena do crime e eles não encontraram nada. Além dele, tinha uma segunda pessoa sendo investigada, que era o Angel Ruiz. Enquanto a Júlia e o Álvaro foram enterrados em Galícia, o Salvador foi enterrado em terras da família.

No dia do seu enterro, tinha um homem que estava acelerando um trator próximo ali do local onde ele estava sendo enterrado. Então, estava causando muito barulho. Eles precisaram parar várias vezes no enterro por conta disso. Aquele som muito alto do motor do trator ficava rasgando ali aquele momento de silêncio da família que estava ali enterrando, né? Uma pessoa próxima e aquilo era claramente um sinal de desrespeito. Horas depois, o mesmo homem foi visto no cemitério, pichando a lápide do Salvador com vários xingamentos.

palavrões e também a frase você mereceu. Esse homem, né, o Ángel Ruiz Pérez, era conhecido no vilarejo de La Paz de Bureba como Angelilo. Ele tinha 52 anos na época e era uma figura conhecida na aldeia por razões que não eram boas. Ele tinha má fama, histórico de conflito com vizinhos.

e uma relação declaradamente hostil com o Salvador. La Parte de Bureba era o tipo de lugar onde as disputas entre vizinhos podiam durar gerações. Uma aldeia pequena onde todos se conhecem, onde as famílias têm histórias que remontam a séculos. As terras, a água, os limites das propriedades, tudo podia se tornar motivo de conflito. E esses conflitos raramente são esquecidos. As fontes apontam que havia disputas entre o Ângel e o Salvador por questões de terras e de negócios rurais,

já que o Salvador, como Al-Qaeda e Pedânio, tinha poder administrativo sobre a aldeia. Então ele tomava decisões sobre obras, sobre o uso de espaços públicos, sobre questões que afetavam todos os moradores e nem todas as decisões agradavam o Ângel. Uma das disputas documentadas envolvia a construção do mausoléu da família Barrio, no cemitério local.

Para a construção, foi necessário cortar a rama de uma árvore. Segundo a versão do Ângel, era uma árvore que seu pai tinha plantado, e para ele, aquilo foi uma afronta pessoal, uma falta de respeito à memória do seu pai. Mas havia outras disputas, questões sobre o uso de caminhos rurais, questões sobre o acesso à água para irrigação e questões sobre limites de propriedades.

O tipo de conflito que em uma cidade grande seria resolvido com advogados e tribunais, mas em uma aldeia pequena do interior da Espanha, essas coisas eram resolvidas de outra forma, ou não eram resolvidas nunca. A hostilidade do Ângel em relação a Salvador era conhecida por todo mundo da aldeia. Não era um segredo, era uma coisa pública e declarada. No dia do enterro, o Ângel fez questão que todos soubessem exatamente o que ele pensava do Salvador.

Então assim, em março de 2005, ele foi detido como autor das pichações, e durante a detenção, a polícia fez uma busca na sua casa e ele foi...

Ele admitiu que ele fez as pichações e ele disse que fez por conta da árvore, mas ele negou qualquer envolvimento no triplo homicídio. A polícia investigou. O Ángel tinha um álibi para a noite do crime. Segundo sua versão, ele estava em casa, em La Parte de Bureba, e não havia testemunhas que o colocassem em Burgos.

E segundo investigadores da época, seria improvável que ele conhecesse o apartamento do Salvador na capital. Como eu falei pra vocês, o Salvador e a Júlia passavam os fins de semana em Burgos. Mas eles mantinham sua vida privada separada da vida da aldeia. Então não tinha registro de que o Angel alguma vez tivesse estado no apartamento deles. Três dias depois, o Angel foi liberado.

havia sido condenado pelas pichações, pagou uma multa, mas a juíza titular ordenou o arquivamento da causa no que dizia a respeito ao triplo homicídio, porque não havia provas, não havia conexão material, só havia hostilidade pública, o que naquele caso não era crime. Muitas pessoas têm inimigos, muitas pessoas têm conflitos com vizinhos, mas isso não faz dessas pessoas assassinas. A polícia precisava de mais do que hostilidade, eles precisavam de provas materiais.

E essas provas não existiam, pelo menos não naquele momento. As investigações continuaram, os anos começaram a passar, e três anos depois do crime, em junho de 2007, a polícia considerou ter evidências suficientes para prender o Rodrigo, o filho de 19 anos, como suposto autor material dos assassinatos, e ele foi detido e acusado formalmente.

O juiz decretou a internação do Rodrigo no centro de menores em Zambrana, em Valadolid. Mas após três dias de internamento, o juizado de menores de Burgos decidiu pelo fim da medida cautelar e ordenou a sua aposta em liberdade. O Rodrigo foi liberado em junho, mas continuou sendo investigado até 2010, quando a juíza de menores de Burgos arquivou definitivamente a causa contra ele, afirmando em sua decisão que o que a acusação havia apresentado eram, nas suas palavras, meros indícios.

Sintos, conjecturas, hipóteses e suspeitas, o que era insuficiente para abrir um processo judicial. Entre os elementos examinados estavam tênis que poderia corresponder às pisadas encontradas no apartamento e também havia desenhos encontrados no imóvel que os investigadores consideraram perturbadores. Porém, nada disso constituiu uma prova. Não havia DNA, não havia testemunhas, não havia evidência material que conectasse o Rodrigo ao crime de forma conclusiva.

Dessa forma, ele foi libertado, mas os tios maternos, os irmãos da Júlia, não absolveram.

O Benito dos Ramos, o irmão da Júlia, se tornou um porta-avó da família materna. Ele declarou publicamente anos depois que a visão dos fatos que ele tem está muito formada. Ele continua pensando que o Rodrigo foi o assassino da família. Então a família ficou dividida. A família materna acreditava que o Rodrigo era culpado, enquanto a paterna achava que ele não era o culpado. O Rodrigo viveu com os tios maternos sob a tutela deles por três anos.

Até que ele decidiu sair da casa deles e ele foi viver com a família paterna em Verim.

Em 2011, ele denunciou os tios por ameaças, disse que familiares da sua mãe, da Júlia, teriam ameaçado ele enquanto ele estava no trabalho. Então, esse conflito dentro da família deles chegou até a esfera judicial. Foi também em 2011 que o Angel voltou a ser notícia e dessa vez eles tinham certeza que ele era o culpado. Ele atropelou uma vizinha chamada Rosalia Martínez, de 85 anos, com o seu carro.

Tudo tinha começado com uma disputa típica ali da aldeia. Ela teria passado com o seu trator por cima de girassóis do Ângel. Então, ela teria destruído parte da colheita dele no terreno dele. O Ângel, obviamente, ficou furioso. Ele discutiu com o filho dela, mas aí a discussão acabou escalando. E aí, o Ângel decidiu se vingar. Ele pegou um carro que não era dele e foi atrás da Rosalia. Ele encontrou a mulher de 85 anos na rua. Ele atropelou ela, ela morreu.

Então, dessa vez, não tinha como escapar, né? Ele tinha assassinado ela de propósito e tinha testemunhas. Angel foi preso, julgado e condenado a 18 anos de prisão pelo assassinato da Rosalia. A sentença era de homicídio doloso premeditado. Pra polícia, era claro que o Angel era capaz de cometer assassinato e isso tava aprovado. A questão era, será que ele tinha matado antes?

Durante as investigações da morte da Rosalie, a polícia começou a fazer uma busca minuciosa em todas as propriedades do Ângel. E o que eles encontraram acabou abrindo ali uma brecha para que eles voltassem a colocar ele como suspeito do triplo homicídio. A polícia encontrou uma caixa e nessa caixa tinham muitas chaves. Então, eram chaves de várias propriedades que não eram dele. E a polícia não sabia como ele tinha conseguido todas aquelas chaves.

Então, ele não tinha nenhuma justificativa aparente do porquê, ele tinha todas essas chaves. E aí, dentre elas, a polícia encontrou a chave do escritório do Salvador. Como o Salvador era o Caíri Pedânio, ele tinha um escritório no edifício municipal, que era onde ele tratava das questões da aldeia. Então, era para assuntos administrativos. Só ele deveria ter aquela chave, porque...

que o Anhel tinha uma chave. Como ele conseguiu essa chave? E a pergunta mais importante de todas, pra quê? A teoria dos investigadores era de que o Anhel, tendo acesso ali ao escritório do Salvador, ele poderia ter acesso também a documentos pessoais dele, como, por exemplo, descobrir o endereço de onde a família dele morava.

Ele também poderia ter pegado as chaves do Salvador e ter feito uma cópia dessas chaves pra ele. Então, era uma possibilidade. Mas não havia provas de que o Angel, de fato, tivesse feito uma cópia das chaves do apartamento ou que ele estivesse no apartamento, entrado no apartamento em algum momento, né? Era só uma teoria.

Mas aí a polícia encontrou mais uma coisa que chamou a atenção deles, que foi uma caixa de um tênis, modelo muito específico, que era o Dunlop Nave Flash, exatamente o mesmo que eles encontraram a pegada manchada de sangue no apartamento. E o tamanho também correspondia, que era 42-44. Mas aí tinha um problema nisso. Era um tênis e um modelo muito comum.

Então, apesar de ser um modelo específico, muitas pessoas tinham aquele tênis. Então, ele poderia ser apenas uma dessas pessoas que também tinham tênis. Não havia como provar que aquele era o tênis que tinha estado no apartamento em 2004. O tênis estava limpo, não tinha nenhuma gota de sangue, nada nele. Não tinha DNA, né? Alguma coisa que pudesse comprovar.

E aí, eles também encontraram uma faca. E examinando a faca, ela poderia ter sido a faca usada para cometer o crime, de acordo com o diâmetro e tudo mais. Só que, novamente, não tinha sangue, não tinha DNA, não tinha nada. E também era uma faca bem comum. Praticamente todos os agricultores da região tinham facas como aquela, né? Para fazer os trabalhos no campo. Mas foi aí que a polícia descobriu uma informação nova que foi muito perturbadora.

Anos antes, o Anhel tinha tentado contratar um matador de aluguel, um búlgaro chamado Shibiu Angelov, e ele queria que ele cometesse um assassinato em Bulbao. Então, assim, eles tinham essa informação, mas o assassinato nunca aconteceu. Eles também não sabiam quando ele teria tentado contratar esse matador, eles não tinham certeza da data. Mas a polícia decidiu investigar mais a fundo essa teoria. Em algum momento, o Shibiu, esse matador de aluguel, simplesmente desapareceu.

O carro dele foi encontrado queimado em um caminho rural, e ele foi encontrado queimado.

E o corpo não foi encontrado, então o desaparecimento dele era misterioso. Durante as investigações do desaparecimento dele, a polícia encontrou algumas imagens de câmera de segurança em uma estação de ônibus que mostravam um homem muito parecido com o Angel, que usava várias camadas de roupa. Esse homem aparecia nas filmagens durante os dias que o Shubil desapareceu e a polícia acreditava que aquela pessoa era o Angel. A teoria deles era que ele colocava várias peças de roupa pra depois de cometer o crime ele poder se livrar daquelas peças e...

ter outras, né, por dentro, onde ele poderia simplesmente sair do local. E eles achavam que ele tinha feito isso também no caso da família. Porém, tem algumas fontes que apontam o desaparecimento do Shibiu pra 2013. E naquele momento, o Angel tava preso, então não tinha como ser ele. Mas tem algumas fontes que acreditam que ele desapareceu antes do Angel ser preso. E que a polícia só pode ter investigado ou encontrado o carro depois.

O fato é que o Angel foi considerado o principal suspeito no desaparecimento do Shibiu, mas a polícia nunca conseguiu provar que ele era o culpado.

Dessa forma, o caso foi arquivado sem solução. Com todas essas descobertas sobre o Ângel, ele virou o suspeito principal do caso da família. Dessa forma, o caso foi reaberto por conta de algumas evidências que os investigadores encontraram, como a chave do escritório do Salvador, o tênis, que era o mesmo modelo, o mesmo número, e a faca que foi encontrada em sua posse também. Então, eles tinham essas coisas, mas eram provas circunstanciais.

E além de tudo, também tinha uma questão muito importante, que era como o Ângel conheceria o apartamento, como ele andaria no apartamento só com uma lanterna e saberia exatamente onde ir, sendo que ele provavelmente nunca tinha entrado lá. Não havia nenhuma evidência disso, né? Que ele tinha entrado em algum momento, e ele morava na aldeia. Então, ele teria que ter ido até a capital e teria que ter encontrado o endereço.

de onde Salvador morava lá com a família pra conseguir chegar até o apartamento. E também ele raramente saía da aldeia. Então, apesar de ter essas coisas, eles não tinham nenhuma prova mais forte, uma prova de DNA, por exemplo. Em julho de 2021, quase 17 anos depois dos assassinatos, a Polícia Científica de Ourense realizou uma nova inspeção no Audi A6, que havia sido apreendido como evidência em 2007. O carro pertencia ao Salvador e estava guardado na Comissária Provincial de Ourense.

A esperança era que as técnicas forenses modernas pudessem revelar algum indício que as ferramentas de 2004 não tinham detectado. No carro foram encontrados restos de sangue do Salvador e da Júlia no controle remoto da garagem, assim como um pelo humano. A família da Júlia acompanhou a notícia com esperança. O Benito declarou à imprensa que ele estava contente que a investigação continuasse, mas que ele ainda estava convicto.

de que a linha correta da investigação era outra. Por um momento, abriu-se uma pequena porta de esperança para a resolução do crime, mas essa pista também acabou sendo um beco sem saída. Os resultados dessa inspeção não foram divulgados publicamente de forma conclusiva, mas aparentemente não trouxeram nenhum avanço significativo, já que em 2023 a causa contra o Angel foi arquivada novamente. O juiz determinou que não havia evidências suficientes para levá-lo a julgamento pelo triplo homicídio.

O Rodrigo, que após ser inocentado em 2010, passou a atuar como acusação particular contra o Ángel. Ele recorreu da decisão do arquivamento, mas sem sucesso. Em junho de 2024, o triplo crime de Burgos completou 20 anos. Para qualquer pessoa que não tenha sido formalmente investigada, o crime prescreveu. A lei espanhola prevê que os delitos de homicídio prescrevem após duas décadas, quando não há um acusado formal. Para os dois investigados formais, as regras são diferentes.

No caso do Rodrigo, a prescrição ocorre em 2027, calculada a partir da abertura do processo judicial contra ele. Já no caso do Ângel, se encerra em 2034 pela mesma razão. Como ambos foram formalmente investigados, o crime não prescreveu para eles. Enquanto isso, o Ângel cumpre prisão pelo assassinato da Rosalia e o Rodrigo segue em liberdade em local não divulgado pela imprensa.

A ODEV continua formalmente responsável pela investigação, mas não há indícios públicos de que qualquer avanço substancial tenha ocorrido. O ex-subspensor da Polícia Nacional, Carlos Sagarra, que formou parte da ODEV e esteve à frente da investigação do triplo homicídio, com alguns intervalos desde 2004 até 2014, declarou à imprensa em 2022 que a nível policial nenhum caso se arquiva. Qualquer novo indício será investigado até o final. O Carlos teve sucesso na resolução de outros casos complexos da Espanha.

Ele manifestou que, enquanto não prescrever, há a possibilidade de resolvê-lo. Ele destacou que as novas tecnologias forenses podem ser a chave para encontrar novas pistas. O caso da família Barrios se tornou um dos crimes não resolvidos mais emblemáticos da Espanha. É um crime que captura a imaginação pública, não apenas pela brutalidade, mas pela frustração de ser um caso sem solução. Em Burgos, o caso deixou marcas profundas.

A rua Jesus Maria Ordônio nunca mais foi a mesma depois daquela madrugada de junho de 2004.

Os vizinhos que viviam no prédio naquela época se lembram do dia em que acordaram e viram a polícia bloqueando a rua. Alguns se mudaram. Outros ficaram, mas nunca esqueceram. O apartamento da família, no quinto andar, ficou vazio por anos. Ninguém queria morar ali. A cidade inteira sabia o que tinha acontecido lá dentro. Eventualmente, o apartamento foi vendido e reformado, e novos moradores se mudaram. Já em La Paito de Bureba, na aldeia, a situação é ainda mais tensa.

É uma aldeia pequena, todo mundo se conhece. E todo mundo tem uma opinião sobre quem matou o Salvador e sua família. Alguns acreditam que foi o Ângel, outros acreditam que foi o Rodrigo. E há aqueles que acreditam que foi alguém que a polícia nunca sequer considerou. As divisões dentro da família são profundas e dolorosas.

O Rodrigo perdeu o contato com metade da família e foi acusado publicamente por seu próprio tio. Para Benito, a polícia está procurando no lugar errado. O caso também levantou questões sobre a eficácia da investigação criminal na Espanha. Como é possível que, com tantos recursos, tanta tecnologia forense moderna, nenhuma prova conclusiva tenha sido encontrada? A resposta é complexa. Primeiro, o crime foi extremamente bem executado.

O assassino não deixou DNA nem impressões digitais identificáveis. Ele não deixou rastros de sangue fora do apartamento.

Ou o assassino teve muita sorte, ou ele planejou meticulosamente. Segundo, as primeiras horas após um crime são cruciais. É quando as evidências estão mais frescas. Mas nesse caso, o crime foi descoberto horas depois de ter acontecido. O assassino teve tempo de fugir, de se livrar das evidências e de estabelecer um álibi. E terceiro, a ausência de testemunhas, que acabou complicando muito o caso porque ninguém viu nada.

Uma única vizinha ouviu alguns gritos, mas ela não viu o agressor e também não ligou para a polícia. Então, em um prédio residencial, em uma rua movimentada de burgos, ninguém notou nada estranho. Isso é possível, sim. Mas também é muito frustrante para os investigadores. Além de que as duas linhas de investigação nunca produziram provas materiais suficientes para a condenação. Esse caso ilustra uma verdade desconfortável sobre investigações criminais.

Às vezes, mesmo com todos os recursos do mundo, alguns crimes simplesmente não são resolvidos.

Não por falta de esforço ou por incompetência, mas porque o assadino foi cauteloso o suficiente e teve sorte o suficiente para não deixar o rastro que os investigadores precisam. Bom, gente, esse foi o caso de hoje. Eu quero muito saber a opinião de vocês. Se vocês acham que foi o Rodrigo ou o Ângel, ou se vocês acham que foi uma terceira pessoa que a polícia nunca sequer nem considerou. Me conta aqui nos comentários. E é isso.

Para mais casos, siga o podcast Quinta Misteriosa e aproveite para avaliar em 5 estrelas se você gostou. Obrigada por ouvir e até o próximo caso.

O QUE ACONTECEU COM A FAMÍLIA BARRIO #594 | Castnews Index — Castnews Index