SEU CORPO FOI ENCONTRADO 3 ANOS DEPOIS... | Caso Megan Nichols #592
Em julho de 2014, uma menina de 15 anos desapareceu de casa numa cidadezinha do interior de Illinois. Deixou um bilhete de despedida, o celular apagado e duzentos dólares sacados do banco. A polícia acreditou que ela havia fugido. A mãe nunca acreditou nisso. #592
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Megan Page Nichols nasceu em 18 de julho de 1998, em Evansville, na Indiana, filha de Kathy Joe Nichols e John David Jackson Nichols. A sua mãe tinha 19 anos. O pai não permaneceu na vida dela. Quinze dias depois do nascimento, a Kathy se mudou com o bebê para Fairfield, Illinois, uma cidade pequena no sul do estado, com cerca de 5 mil habitantes, onde todo mundo se conhece. Era o tipo de lugar onde futebol americano é evento comunitário, onde as pessoas vão a igrejas domingos e onde os adolescentes sonham em sair dali assim que terminarem o ensino médio.
A Kathy criou a Megan sozinha nos primeiros anos, ela era muito jovem, mas construiu com a filha uma relação de proximidade que raramente se vê entre mães e filhas adolescentes. Anos depois, diria que não recomendava a ninguém ser mãe tão cedo, mas que aquilo havia criado um vínculo especial entre elas.
Quando Megan ainda era criança, a Ketis se casou com Jared Hutchcraft. Ele se tornou padrasto da Megan e os três formaram uma família em Fairfield. A Megan cresceu sendo exatamente o tipo de menina que todo mundo gostava de ter por perto. Animada, carismática, engraçada, ela participava de tudo na escola. Era líder de torcida, jogava vôlei, tocava na banda escolar, cantava no coral da escola e também no coral da igreja Batista de Fairfield, onde frequentava o grupo de jovens.
Amigos descreviam a Megan como alguém que tentava trazer alegria e risada para qualquer pessoa ao seu redor. Ela estudava na New Hope School, uma escola com menos de 200 crianças. Em 2013, ela havia se reconectado com o pai biológico que vivia em Oklahoma. Os dois haviam perdido contato anos antes, quando ela ainda era criança, mas a reaproximação foi boa. Megan sentia falta dessa figura paterna e os dois começaram a conversar com frequência.
No outono de 2013, a Megan foi ao Homecoming Dance da Fairfield Community High School. Só pra vocês entenderem, Homecoming é uma tradição americana de ensino médio. Um baile de boas-vindas que acontece todo ano no início do ano letivo, geralmente em setembro ou outubro, e que celebra a volta às aulas. Ele é diferente do Prom, que é o baile de formatura reservado apenas aos alunos do último ano. No Homecoming, toda escola pode participar.
Desde o Freshman, que é o primeiro ano, até o Senior, que é o último. Foi nesse baile que a Megan reencontrou o Brody Marburger.
Os dois se conheciam desde quando ela estava no ensino fundamental, mas eles nunca tinham sido próximos. O Brody era dois anos mais velho, ele estava em outra série. Os dois se aproximaram quando a Megan estava no oitavo ano. E ficaram ainda mais próximos quando ela entrou no ensino médio e se juntou ao Glee Club, que é o coral da escola. O Brody também fazia parte do grupo. Mas foi no Homecoming que a amizade deles virou um romance.
O Brody nasceu em abril de 1996, filho de Jason Marburger, um policial da Polícia Estadual de Illinois. A mãe do Brody havia morrido tragicamente em janeiro daquele mesmo ano, poucos meses antes do baile. Ela ficou presa numa enchente, o carro foi arrastado pela água e o corpo foi encontrado sob o gelo. A causa da morte foi hipotermia. O Brody estava de luto e durante o baile amigos notaram que ele mencionava frequentemente a morte da mãe.
Ele era aluno da AP Honors, cursos avançados de nível universitário oferecidos no ensino médio americano, e era considerado um dos garotos mais inteligentes da turma. Ele era loiro, atlético, espirituoso. Uma amiga da Megan, chamada Holden August, descreveria anos depois que ele era um gato. Era engraçado, mais esperto que a maioria das pessoas na sala, então dava pra entender porque alguém se apaixonaria por ele. Naquele Homecoming, o Brody tava acompanhado, ele tinha ido com uma namorada, e a Megan também tava acompanhada.
Mas aí eles se encontraram no meio da pista de dança e acabaram abandonando os pares e curtiram o resto do baile juntos. O garoto que levou a Megan ficou sozinho, né? Porque ela tinha passado toda a noite ali com o Brody e o Brody tinha ido com a namorada. Então a namorada vendo que tinha sido trocada, ela chorou na arquibancada. Foi um episódio bem dramático, toda a escola ficou sabendo, todo mundo ficou comentando.
O Brody encerrou a noite com a Megan, mas depois ele voltou com a namorada. Mas foi aí que começou realmente o problema, porque ele voltou pra namorada, mas ele não conseguiu se afastar da Megan. Então, ele trocava mensagens com ela, se encontrava com ela. Ele basicamente tava ficando com as duas ao mesmo tempo.
No início de 2014, a mãe da Meghan, a Cat, descobre que a filha estava tendo ali um romance com o Brody e descobre também que o Brody tinha namorada. Então, obviamente, a Cat não aprovou, conversou com a Meghan, que não era legal ela estar com um garoto que estava com outra garota ao mesmo tempo, que ela merecia mais. Disse que aquilo não era saudável, que ele estava manipulando a Meghan. E a Meghan ouviu tudo que a mãe tinha para dizer, mas não concordou. Ela tinha só 15 anos e estava apaixonada.
Então, a Kathy decidiu ser mais direta. Usando o telefone da filha, ela ligou pro Brody e disse que ele tinha namorado e ela não queria mais ele próximo da sua filha. Então, ela falou que não era pra ele entrar mais em contato com ela. E ele não aceitou isso bem. Alguns dias depois, ele aparece na casa da Kathy, bate na porta, ela abre. E ele não se desculpou com ela, ele, na verdade, confrontou ela.
A Kathy, inclusive, disse que lembra as palavras exatas que ele usou. Ele disse, olha, você é controladora demais, você me preocupa, e eu acho que você deveria tomar remédio. A Kathy ficou chocada, o Brody era mais velho, né, que a Megan, ele tinha 18 anos, foi até a casa dela, e falou daquela forma com a mãe dela, então ela achou meio absurdo ele fazer isso e dizer que ela precisava tomar um remédio controlado. Antes de ir embora, ele deixou bem claro pra Kathy que ele não tinha intenção nenhuma de se afastar da Megan.
Dias depois, ele enviou uma mensagem pra Kathy, dizendo que ele tinha conversado com um orientador na escola. Na mensagem, ele disse que eles sabiam o que a Kathy estava fazendo com a filha dela. E ele disse, eu não quero envolver o serviço de proteção à criança de Illinois, mas eu vou se eu precisar. A Kathy decidiu não responder, mas ela guardou aquela mensagem.
A relação entre ela e a Meghan, que sempre foi muito boa, começou a ficar tensa por conta disso. Porque, obviamente, ela queria proteger a filha enquanto a Meghan tava apaixonada. Sentindo que a mãe tava sendo injusta quando a mãe queria, na verdade, proteger ela de um relacionamento tóxico. Então, por conta disso, as duas discutiam. Mas, obviamente, continuavam se amando muito. Entre dezembro de 2013 e fevereiro de 2014, a Meghan e o Brody trocaram cerca de 7 mil mensagens de texto.
E nessas mensagens eles falavam sobre tudo. Eles falavam sobre se amar muito, que eles queriam ficar juntos, sobre o que eles poderiam fazer e sobre fugir juntos. A Megan dizia nas mensagens que queria ficar com ele pra sempre. Eles conversavam sobre intimidade, sobre como seria se isso acontecesse. E aí, em algumas mensagens, o Brody dizia que eles deviam...
fugir de Fairfield, ir pra outro lugar e recomeçar do zero, sem ninguém atrapalhar a relação deles. Outras vezes ele dizia que ele iria sair de Fairfield sozinho, às vezes ele dizia que iria com a Megan. A Megan sempre dizia que ela iria com ele, se ele a chamasse, que ela tava pronta e que ela topava qualquer coisa.
Mas aí em fevereiro, o tom dessas mensagens que antes eram super apaixonadas e românticas começou a mudar. O Brody começou a mostrar irritação. Então ele falava pra Meghan que ela tava irritante, então ela cobrava atenção, ele recuava e aí começaram as brigas. O relacionamento começou a se tornar instável nesse ponto.
E foi em abril daquele ano que o Brody fez uma proposta estranha pro seu melhor amigo, Skyler Ellis, que inclusive era o seu melhor amigo desde o ensino médio. Os dois eram muito parecidos no sentido de que eles eram muito inteligentes e não queriam ficar naquela cidade pequena, porque eles sentiam que eles não se encaixavam naquele perfil de famílias rurais de Fairfield. Os dois queriam sair da cidade, eles queriam algo maior.
E o Skyler diria anos depois que o Brody era pra ele como se fosse um irmão. E aí, do nada, o Brody aparece na casa do Skyler sem avisar.
E aí, ele disse que queria vender tudo. Ele queria vender a sua moto, o videogame, as suas guitarras, absolutamente tudo que ele tinha. Ele ofereceu o pacote completo pro melhor amigo por 3 mil dólares. E o Scalier estranhou e perguntou por que ele tava vendendo tudo. O Brody respondeu que ele tava cansado da família, que ele queria fugir, queria sair dali. Com esses 3 mil dólares, os dois poderiam sair de Fairfield e começar uma vida do zero em outro lugar.
O Skyler não levou aquilo a sério, o Brody era dramático às vezes e falava muitas coisas sem pensar, então ele achou que o amigo só estava sendo exagerado, mas que ele não estava realmente planejando nada. Mas nas semanas seguintes, o Brody continuou falando sobre essa fuga, dizendo que ele ainda queria fugir dali. Às vezes ele dizia que queria ir sozinho, outras vezes dizia que iria com a Megan.
O Scalier continua achando que era drama, que era só conversa. E na época, a Megan morava com a mãe dela, o padrasto e a avó materna em Fairfield. E ela tinha 15 anos e estava prestes a completar 16. Até que na tarde de 3 de julho de 2014, a Megan pega sua bicicleta e sai de casa. Ela vai até um caixa eletrônico e saca 200 dólares de uma conta da família. Depois ela volta pra casa e disse que não estava se sentindo bem.
Mais tarde naquele dia, a Megan tava ajudando a mãe dela a arrumar as coisas de uma amiga que tava se mudando. Era uma quinta-feira e mesmo não se sentindo bem, a Megan tava com umas dores. Ela tava sendo ela mesma engraçada, divertida, sendo brincalhona como sempre. E aí, por volta das nove da noite, ela disse pra mãe que as dores estavam ficando piores, então...
A Kathy decidiu levar ela pra casa, deixou ela lá e voltou pra empacotar as coisas da amiga. Ela tinha dito pra Megan que ela voltaria em algumas horas, então ela deixou a Megan ali na frente da casa, ela entrou sozinha. E aí ela volta pra casa por volta de 11h30 e tudo parecia normal. Então a Kathy se preparou pra dormir, mas antes de ir pro quarto dela, ela vai pro quarto da Megan pra dar boa noite pra filha e percebe que ela não tava lá.
Então, a Kathy começou a procurar pela filha, foi em todos os cômodos, foi até o quintal, nada. Então, ela volta pro quarto da Megan e percebe que o celular da filha tava ali na cama, embaixo das cobertas. Ela pega o celular e ela nota que tudo do celular tinha sido apagado, ele tava zerado. Todas as fotos, mensagens, contatos, tudo tinha sido apagado, então o celular tinha sido zerado pra como ele chega de fábrica, como se ele estivesse novo.
A Kathy tava achando tudo muito estranho, então ela saiu do quarto e foi até a sala. E aí ela encontra um bilhete escrito à mão. O bilhete dizia, mãe, eu te amo, mas nunca vou conseguir ser verdadeiramente feliz aqui. Me desculpa por isso ter que acontecer. Por favor, não me procure, porque você vai desperdiçar a vida inteira procurando alguém que não quer ser encontrado.
A Cat leu o bilhete, mas imediatamente ela sentiu que tinha alguma coisa errada. A letra era da Megan, mas o jeito de falar não era. A forma que as palavras foram escolhidas não parecia que a Megan tinha realmente pensado em tudo aquilo.
Não era o jeito da Megan descrever, então a Kathy foi direto pra delegacia do xerife de Wayne County e relatou o desaparecimento da filha. O policial que tava de plantão tentou acalmar a Kathy, dizendo que os jovens faziam isso o tempo todo e que eles sempre voltavam no outro dia. Pediu pra ela voltar pra casa e esperar até de manhã, dizendo que provavelmente a Megan voltaria.
Mas a Cat estava com o sentimento de que não era algo assim e que ela não conseguiria esperar. Então ela volta pra casa e imediatamente começa a ligar pra todos os amigos da Megan, perguntando se alguém sabia dela, mas ninguém tinha ideia, ninguém tinha falado com ela.
Até que ela lembra do Brody. Às sete e meia da manhã do dia 4 de julho, a Kathy e a mãe dela foram até a casa do Brody e encontraram ele ali na garagem, lavando o carro. A Kathy desce do veículo e vai direto falar com ele, perguntando se ele sabia onde a Megan estava. O Brody disse que ele não sabia de nada, mas que ela provavelmente tinha ido embora, porque ela já tinha falado que queria sair dali e que ela queria ir pra Oklahoma morar com o pai biológico. A Kathy disse que aquilo não faria sentido, a filha não iria...
abandonar ela do nada, não iria pagar todo o telefone. E aí, deixar um bilhete daquele jeito e sumir. Então, ela continuou ali tentando insistir. E o Brody disse que ele não fazia ideia, mas que a Megan já tinha dito que ela queria ir embora e quem sabe ela finalmente teve coragem pra fazer isso. Ele disse que não tinha nada a ver com o desaparecimento dela e...
A Kathy não acreditou, mas ela não tinha nenhuma prova contra ele, né? Então, ela volta pra casa e mais tarde, naquele dia, a polícia consegue as imagens das câmeras de segurança de dois bancos de Fairfield. E assim, eles descobrem que no dia anterior, a Megan tinha ido até um banco e sacado 200 dólares.
Ela tinha feito isso por volta das duas da tarde e ela tinha ido sozinha de bicicleta. Então, a polícia mostrou, né, pra Kathy, dizendo que ela tava sozinha nas imagens, até que a Kathy percebe uma coisa que a polícia não tinha visto, que na mesma imagem, mais pra trás, dava pra ver um carro estacionado. Era um modelo Dodge Avenger, o mesmo modelo de carro que o Brody tinha.
E nas imagens, depois que a Kathy subia na bicicleta e saía, o carro também saía. A Kathy tentou mostrar isso pra polícia, que aquilo era estranho que ele estivesse ali, que aquele era o carro dele, que ele tava seguindo a Megan. Mas a polícia disse que aquilo era só uma coincidência, que aquele vídeo não provava absolutamente nada e que provavelmente a Megan tinha fugido.
A polícia de Fairfield era liderada pelo Kitco Klazer e desde o começo eles trataram o caso como um caso de fuga e não de desaparecimento. Eles assumiram isso desde o primeiro dia porque a Megan tinha apagado as coisas do celular, tinha deixado um bilhete, sacado dinheiro. Pra eles, era óbvio que ela tinha fugido. Pra eles, tudo confirmava essa teoria e eles até conversaram com o Brody nos primeiros dias e ele disse que ele não tinha nada a ver.
Com a fuga, o desaparecimento da Megan, ele disse que os dois eram só amigos e que eles não estavam envolvidos de forma romântica. Disse que não sabia de nada. Até que a polícia decidiu verificar o celular dele em controlar as 7 mil mensagens que eles trocaram e percebeu que pelas trocas de mensagens eles tinham um relacionamento sim, inclusive um relacionamento sexual, e que eles já tinham...
combinado de fugir juntos em vários momentos diferentes. O Brody muda a sua versão e ele disse que eles tinham sim um relacionamento, mas que naquele dia 3 de julho, quando a Megan desapareceu, ele estava na casa da namorada. A outra garota, né, ele ficava com as duas ao mesmo tempo, e ele disse que ele não tinha visto a Megan naquele dia. A polícia procurou a namorada e ela disse que realmente ele tinha passado algumas horas da noite com ela, mas ela testemunharia anos depois que, do nada, no meio da noite ele foi embora e só voltou horas depois.
O nome da namorada do Brody nunca foi divulgado, provavelmente porque ela era menor de idade, ela tinha a mesma idade da Megan. Inclusive, ela estava no mesmo Glee Club que a Megan, e ela é mencionada nos documentos do tribunal apenas como namorada do Brody. A polícia não conseguiu confirmar onde o Brody estava entre nove da noite e meia-noite.
Então, nessas três horas, eles não conseguiam nenhuma testemunha, nada que confirmasse o que ele estava fazendo, onde ele estava. Inclusive, era exatamente o período de tempo em que a Megan ficou sozinha e a mãe dela tinha saído. Então, foi no período que ela desapareceu, né?
A polícia registrou essa informação, mas eles não tinham provas, eles não tinham testemunhas, o corpo dela não tinha sido encontrado, eles não tinham nada pra poder avançar nesse sentido. E como eles não tinham provas, o Brody continuou a vida dele, então ele se formou na escola.
Ele foi pra faculdade na Universidade do Sul da Indiana pra estudar geologia. Então, ele se mudou pra Evansville, Indiana, com seu melhor amigo, Skyler. Eles moravam juntos. A Kathy continuou procurando pela Megan e a polícia de Firefield simplesmente encerrou o caso. A Kathy continuava não acreditando que a filha dela tinha fugido e que algo tinha acontecido.
Mas a polícia ali de Fairfield decidiu não reabrir o caso, eles inclusive passaram o caso, pra polícia estadual de Illinois, um ano depois, em 2015, mas lá a investigação também não andou, e ninguém sabia o que realmente tinha acontecido com a Megan. Até que no dia 26 de dezembro de 2017, três anos e meio depois do desaparecimento da Megan, um homem estava cortando lenha numa área rural, ao sul de Boylston, no condado de Wayne, que fica a menos de 15 quilômetros de Fairfield.
É uma área ainda mais isolada que Fairfield, inclusive, tem terrenos agrícolas, fazendas espalhadas e muito mato. É o tipo de lugar onde você pode dirigir por quilômetros sem ver uma única casa. O homem estava num terreno particular, longe da estrada principal, preparando lenha para o inverno, quando ele viu alguma coisa estranha no chão. Pareciam ossos, então ele chamou a polícia. Quando os investigadores chegaram, eles encontraram restos humanos numa cova rasa. O corpo estava envolto num cobertor e estava ali já havia alguns anos.
As autoridades recolheram os restos e os enviaram para Bloomingtown, Illinois, onde foi feita uma autópsia preliminar. Depois, eles transferiram tudo para o laboratório forense do FBI em Quântico, na Virgínia. Em 26 de janeiro de 2018, um mês após a descoberta dos restos, o FBI confirmou a identificação por meio de análise de DNA. Aqueles eram os restos humanos da Megan. A causa da morte foi determinada como homicídio.
A Megan havia sido estrangulada ou sufocada. O corpo estava enterrado a menos de 15 quilômetros de onde ela morava. E estava ali desde 2014. Com a confirmação de que a Megan havia sido assassinada, o FBI assumiu a investigação. O agente especial Ray Hart foi designado para liderar o caso.
Ele revisou tudo desde o início, os interrogatórios de Brody, as mensagens, as declarações, e decidiu investigar algo que a polícia local havia testado anos antes, mas sem sucesso, que era o carro do Brody. Em 2014, logo após o desaparecimento da Megan, a polícia havia encontrado uma mancha escura no porta-malas do Dodge Avenger, do Brody, aquele mesmo carro que aparecia nas imagens. Eles fizeram um teste preliminar e o resultado foi negativo para sangue. Mas em 2016, o Brody sofreu um acidente de carro.
Ele passou mal ao volante, desmaiou e bateu numa árvore. O carro foi declarado com perda total e vendido para um ferrovelho. Esse ferrovelho vendeu o carro para um casal em Missouri. O Ray, o agente especial, conseguiu localizar esse casal e pediu autorização para examinar aquele veículo novamente e o casal deixou. Dessa vez, o FBI fez testes mais detalhados, testes forenses completos. E aí, o resultado foi positivo. A mancha no porta-malas era sangue e o DNA provava que era o sangue da Megan.
Quando o FBI confrontou o Brody, né, mais uma vez, três anos depois, ele mudou a sua história de novo. O Brody disse que aquele sangue dela era de um encontro sexual que eles tiveram e que ela sangrou, e ele usou a camisa dele pra limpar o sangue, depois ele jogou essa camisa no porta-malas. E ele também disse que o porta-malas do carro vazava água, que foi uma coisa que o pai dele confirmou, então ele disse que provavelmente foi o que fez aquele sangue se espalhar no porta-malas.
Ele disse que depois ele jogou fora aquela camisa manchada numa vala. Então parecia uma coisa que poderia ter acontecido. Mas não provava a inocência do Brody. Então eles continuaram investigando e decidiram conversar com o melhor amigo dele, com o Skyler. Em 2018...
o FBI procura o Skyler e conversa com eles, falando sobre essa teoria que eles tinham, sobre o sangue, sobre o relacionamento do Brody com a Megan, e perguntam se ele toparia usar um gravador e tentar confrontar o melhor amigo sobre a Megan, pra ver se ele admitiria alguma coisa.
O Scalier hesitou. Eles eram amigos de anos, eles eram melhores amigos, dividiam um apartamento, um confiava no outro. Mas aí o FBI insistiu mais um pouco e começou a mostrar as evidências que eles tinham, né? Que eles já tinham conversado com o Brody em outras ocasiões e ele tinha mentido várias vezes que tinha essa questão da mancha de sangue que tinha o DNA da Megan.
Todas as inconsistências que levavam eles a pensar que o Brody tava mentindo. Então, o Skyler concordou. Durante duas conversas diferentes, o Skyler ligou o gravador e começou a conversar com o Brody, citando a Megan pra ver se ele falava alguma coisa. Então, ele tava tentando ali realmente extrair uma confissão. O Brody não confessou, mas ele falou uma coisa que naquele ponto ninguém tinha pensado, né? Então, ele disse assim, alguém poderia estar com muita raiva da Megan e poderia ter estrangulado ela.
Que essa pessoa com problemas de raiva poderia ter descoberto alguma coisa e essa poderia ser a forma como ela tivesse morrido. Então, ele estava teorizando. Isso foi muito importante para a investigação, porque eles não tinham divulgado essa informação. Essa informação que a causa da morte era sufocamento ou estranho, não era uma informação pública. Então, como que ele teria chegado nessa teoria específica? Aquela era uma informação que só os investigadores e o assassino poderiam saber.
O Skyler entregou o gravador pra polícia e ele disse anos depois que foi a coisa mais difícil que ele teve que fazer, que foi uma traição enorme ao melhor amigo, mas que ele sabia que ele precisava fazer aquilo. Então, no dia 7 de outubro de 2020, seis anos após o desaparecimento da Megan, o Brody é preso. Ele estava trabalhando em Evansville quando policiais do estado, que estavam trabalhando em coordenação com o FBI, chegaram no local, abordaram ele e ele foi detido sem resistência.
Logo em seguida, uma equipe realizou um mandado de busca no apartamento dele, que ficava no complexo Lakewood West. Então, nesse ponto, seis anos depois, ele não morava mais com o Skyler. Os dois tinham se afastado depois das gravações que ele entregou para o FBI. Então, o Skyler queria cursar direito, então ele volta para Fairfield. Enquanto o Brody continua em Evansville morando sozinho. E aí, o Skyler diria mais tarde que ele não ficou surpreso com a prisão, né? Porque desde o dia que ele conseguiu aquela...
informação, aquela teoria do Brody, na gravação ele sabia.
que tinha sido ele. Ele disse, entre aspas, eu sabia o que ele era, mas era muito difícil de aceitar, porque ele era o meu melhor amigo. Já a família do Brody, o pai dele, os familiares nunca falaram nada publicamente sobre o caso. Vários membros da família recusaram pedidos de entrevista, mas o pai do Brody falou em sua defesa no julgamento, dizendo que o carro realmente entrava água e vazava ali, então isso poderia ter ocasionado aquela mancha, mas ele nunca disse nada fora do tribunal.
Inclusive, logo após a prisão, o advogado do Brody também foi procurado pela imprensa e ele também não disse nada. O Brody foi transportado para a cadeia do condado de Vanderbilt, Indiana, onde ele ficaria aguardando a sua extradição para a Illinois. Em 25 de setembro daquele mesmo ano, um grande júri de Illinois havia indiciado o Brody em seis acusações.
três de homicídio em primeiro grau, uma de ocultação de morte por homicídio e duas acusações de invasão de domicílio. Os promotores alegavam que Brody havia invadido a casa da Meghan na noite do dia 3 de julho de 2014 e que havia estrangulado e sufocado ela até a morte. Depois ele transportou o corpo no porta-malas do seu carro até Boyle's Town, onde ele enterrou a Meghan numa cova rasa em uma área rural. A teoria da acusação era que a Meghan e o Brody tinham combinado de fugir juntos naquela noite. A Meghan sacou o dinheiro, preparou uma mala, estava pronta para partir.
Só que aí, no último momento, o Brody desistiu. Os dois discutiram, a Meghan pode ter ficado chateada, emotiva, e o Brody perdeu o controle. No tribunal, ele se declarou inocente. O julgamento começou no dia 3 de outubro de 2022, no tribunal do condado de Wayne, em Farfield. O juiz Michael Moach presidiu o caso e advertiu os jurados de que seria um julgamento difícil e complicado e que duraria cerca de duas semanas.
foram convocadas 29 pessoas para a seleção do júri. Apenas oito foram selecionadas no primeiro dia. Muitos já tinham ouvido falar no caso porque Fairfield é uma cidade muito pequena, então todo mundo conhecia a história da Meghan. A defesa do Brody, liderada pelo advogado Christian Barrell, tentou mover o julgamento para outra cidade. Argumentou que a publicidade do caso, incluindo um episódio do programa Dateline da NBC, havia contaminado a população local.
Ele pediu também para contratar um especialista para fazer uma pesquisa telefônica que comprovasse o preconceito, né? Então, o pedido foi negado.
O julgamento durou duas semanas e foram ouvidas 38 testemunhas. A acusação foi conduzida pelos promotores assistentes do procurador-geral de Illinois, Michael Falagario e Myra Yael Clark. A tese da acusação era simples. Megan e Brody haviam planejado fugir juntos. A Megan sacou o dinheiro e estava pronta para ir. Mas no último momento, Brody desistiu. Os dois discutiram, Brody perdeu o controle e a matou.
A Kathy nunca acreditou completamente nessa versão, porque ela sabia que a Megan e o Brody tinham conversado sobre fugir, e as mensagens provavam isso. Mas a Kathy não acreditava que a Megan estivesse realmente planejando partir naquela noite. Ela disse que a Megan estava a 15 dias do seu aniversário de 16 anos. Era o aniversário que ela esperava a vida inteira, o dia em que finalmente poderia namorar oficialmente, e por que ela fugiria faltando 15 dias para isso.
A Kathy acreditava em outra versão, que o Brody chamou a Megan pra sair naquela noite, que Megan foi encontrá-lo, que ele a convenceu de sacar o dinheiro, dizendo que eles precisariam fugir imediatamente, e que quando a Megan hesitou, quando ela percebeu que não queria realmente abandonar a família dela, o Brody explodiu. A Kathy acredita que o Brody não conseguiu aceitar o não, mas a promotoria seguiu com a tese do plano conjunto, porque era isso que as mensagens de texto indicavam.
E porque era a versão que mais se encaixava nas evidências, o dinheiro sacado, o bilhete e o celular apagado.
Um dos promotores diria durante o julgamento. Ela tinha ido ao caixa eletrônico, feito a mala, estava pronta para partir. Então, quando o Brody desiste, dá para imaginar como ela reagiria. Ficaria chateada, emotiva. Chegou um ponto em que ele perdeu completamente o controle e reagiu agressivamente. A acusação apresentou as 7 mil mensagens de texto. Apresentou o sangue no porta-malas, apresentou as gravações que o Skyler fez e apresentou as múltiplas versões contraditórias que o Brody havia dado à polícia ao longo dos anos.
E aí eles apresentaram pro júri outra prova que era crucial ali no julgamento, que era o fato de que o Brody disse pra várias pessoas que naquele dia 3 ele foi até a casa da Megan pra procurar por ela às 9h30. Ele disse isso pra justificar que ele já tava procurando por ela depois que ela fugiu. Porém, 9h30 era o horário exato em que ela tinha desaparecido. A promotoria argumentou que no momento em que o Brody admitiu estar na casa da Megan procurando por ela às 9h30, colocava ele exatamente no local em que um crime provavelmente aconteceu.
A defesa argumentou que todas as provas eram circunstanciais. Que não havia nenhuma prova direta que mostrasse realmente que o Brody matou a Megan. Que o Sully no porta-malas realmente poderia ser de um encontro sexual que eles tiveram. Eles falaram que não havia nenhum motivo para o Brody ter matado a Megan. E que não havia evidência física de estrangulamento, uma vez que o corpo já estava muito decomposto.
Eles argumentaram que, na época, o Brody era um adolescente desajeitado que estava sob muita pressão, lidando com muitos rumores de que ele estava envolvido no desaparecimento da Megan, que ele estava nervoso durante os interrogatórios e que era por isso que, às vezes, as versões mudavam. Isso aconteceu porque ele estava muito confuso e assustado. Então, no dia 12 de outubro, a defesa fez algo arriscado. Eles decidiram colocar o Brody no banco de testemunhas.
Ele testemunhou durante horas, repetiu a história do sangue no porta-malas, repetiu ter jogado aquela camisa fora numa vala e repetiu que ele não tinha nada a ver com o desaparecimento da Mega. Só que aí, no interrogatório cruzado, os promotores confrontaram ele com todas as versões diferentes que ele deu, com todas as contradições, com as mentiras, e aí, no dia seguinte, os argumentos finais foram apresentados. O júri saiu para deliberar às duas da tarde e às três eles já estavam de volta, então levou apenas uma hora para eles chegarem a uma conclusão.
O veredito foi lido como o culpado de homicídio em primeiro grau. O uocio foi a câmera da câmera da câmera da câmera da câmera da câmera da câmera da câmera da câmera da câmera da câmera da câmera da câmera da câmera da câmera da câmera da câmera da câmera da câmera da câmera da câmera da câmera da câmera da câmera da câmera da câmera da câmera da câmera da câmera da câmera da câmera da câmera da câmera da câmera da câmera da câmera da câmera da câmera da câmera da câmera da câmera da câmera da câmera da câmera da câmera da câmera da câmera da câmera da câmera da câmera da câmera da câmera da câmera da câmera da câmera da câmera da câmera da câmera da câmera da câmera da câmera da câmera da câmera da câmera da câmera da câmera da câmera da câmera da câmera da câmera da câmera da câmera da câmera da câmera da câmera da câmera da câmera da câmera da câmera da câmera da câmera da câmera da câmera da câmera da câmera da câmera da câmera da câmera da câmera da câmera da câmera da câmera da câmera da câmera da câmera da câmera da câmera da câmera da câmera da câmera da câmera da câmera da câmera da câmera da câmera da câmera da câmera da câmera da câmera
Brody não demonstrou nenhuma emoção, ele permaneceu sentado, imóvel. A Kathy chorou, ela tava sentada na primeira fileira com a mãe dela e as duas se abraçaram e choraram. O Gerald, que é o padrasto da Megan, também tava lá, ele tinha testemunhado sobre o dia em que a Megan desapareceu. Já o pai biológico da Megan, o John, ele tinha sido descartado como suspeito logo no início da investigação e ele decidiu não participar do julgamento e aí do outro lado estava a família do Brody.
O pai dele que tinha testemunhado a favor do filho estava lá. E depois que o veredito foi lido, a família dele não deu nenhuma declaração para a imprensa. O Skyler também não estava presente naquele momento do julgamento. Mas ele tinha testemunhado dois dias antes. Inclusive, tinha sido um dos momentos mais tensos. Então, ele falou sobre tudo. Sobre a sua amizade com o Brody. Sobre o momento em que ele gravou as conversas. Sobre a teoria do Brody do nada.
E aí o promotor perguntou pra ele como ele se sentia traindo o seu melhor amigo. E ele disse que não estava traindo o seu melhor amigo, e sim buscando justiça pra Meghan. A Katie saiu do tribunal chorando, mas aliviada, porque depois de oito anos, finalmente a justiça pela sua filha tinha sido feita.
No dia 25 de janeiro de 2023, era o dia em que o Brody precisava voltar ao tribunal para ouvir sua sentença. O juiz Michael Moat disse que ele estava profundamente perturbado por conta de todas as evidências apresentadas. Várias cartas foram lidas em defesa do Brody, cartas de amigos e familiares, dizendo que ele merecia uma segunda chance, que ele era uma boa pessoa. E o Brody também falou, mas ele foi bem breve. Ele disse, sou incapaz de cometer assassinato, mas não me sinto completamente inocente.
A Kathy leu sua própria carta, falou sobre a dor de ter perdido a filha, sobre todos esses anos imaginando o que tinha acontecido com ela. Falou sobre o fato de que ela nunca teve a chance de fazer um enterro apropriado pra filha. E o juiz disse que ele considerou todos os fatores atenuantes. Então, por exemplo, ele considerou a idade do Brody na época, que ele tinha 18 anos, que ele tinha se formado no ensino médio com honras, que ele tinha entrado na faculdade, que ele trabalhava.
Então ele considerou essa parte boa do Brody, mas ele também considerou o fato de que ele simplesmente escondeu o corpo durante todos aqueles anos. Ele também considerou o fato de que ele mentiu várias vezes e que ele não parecia ter um remorso genuíno.
A sentença de homicídio em primeiro grau em Illinois varia de 20 a 60 anos de prisão. O juiz sentenciou o Brody a 50 anos de prisão e mais 3 anos de liberdade condicional supervisionada. Ou seja, o Brody teria direito a pedir por liberdade condicional quando ele tivesse completado 85% da sua pena. Isso significa, na prática, que ele só vai ser elegível para liberdade condicional em 2073.
quando ele tiver 77 anos de idade. E imediatamente a defesa entrou com um pedido de reconsideração, mas ele foi negado. E aí eles entraram com uma apelação com três argumentos principais. Primeiro, que o julgamento deveria ter sido movido por conta de que as pessoas conheciam muito o caso. Segundo, que o Brody tinha direito a uma audiência especial, porque ele era muito jovem na época em que o crime aconteceu. Eles pediram a aplicação das proteções estabelecidas pela decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos, no caso Miller vs. Alabama.
que limita sentenças de prisão perpétua para menores de idade. E terceiro, que duas das três acusações de homicídio deveriam ser anuladas, já que havia apenas uma vítima. O Tribunal de Apelações de Illinois analisou os argumentos e decidiu que sobre a mudança do local, o Brody não havia provado que seria impossível encontrar um júri imparcial em Wayne County e o fato de que algumas pessoas conheciam o caso não significava um preconceito automático.
Sobre a proteção para jovens, o tribunal decidiu que a decisão Miller vs Alabama só se aplica a menores de 18 anos, e o Brody já tinha 18 anos e 3 meses. Quando a Meghan desapareceu, então ele não se qualificava. Sobre as múltiplas acusações do homicídio, o tribunal concordou que era tecnicamente incorreto, mas que as acusações adicionais não tinham resultado em pena adicional. A sentença de 50 anos era baseada em uma única acusação e não em três.
As outras duas, no caso, eram redundantes, mas não mudavam o resultado prático. Ou seja, a apelação foi negada e a condenação foi mantida. Hoje, a Kathy continua vivendo na mesma casa em Fairfield. Todo dia 18 de julho, no aniversário da Megan, a Kathy vai até o cemitério, leva flores e canta as músicas que a Megan cantava no coral da igreja.
Ela fala que a filha tinha uma voz linda e que ela nunca vai esquecer. Desde a morte da Megan, ela trabalhava pra manter viva a memória da filha. Ela criou a campanha Megan pra Milhões, com o objetivo de fazer com que milhões de pessoas conheçam a história da Megan e saibam que seu assassino foi condenado. Ela também trabalha pra arrecadar fundos pra construir um abrigo em memória da Megan no Love of Mike Park, em Fairfield, e no terreno da New Hope School.
Ela disse em entrevistas que ela acha que seria bom ter um abrigo onde as pessoas pudessem passar tempo com suas famílias e criar boas memórias, que ela tenta se concentrar em fazer os outros sorrirem. Ela também contou que sua maior dor é a perda da filha e não saber o que realmente aconteceu com ela naquele dia. E ela completou, o que quer que você valorize, certifique-se de que você valoriza isso todos os dias, porque quando você acorda, você não sabe se esse será o último dia com eles.
Em outubro de 2023, a NBC exibiu um episódio especial do programa Dateline sobre o caso da Meghan. O título do episódio era The Note, que em tradução seria O Bilhete. A Kathy e o Skyler participaram das entrevistas e essa foi a primeira vez que o Skyler falou publicamente sobre ter usado o gravador escondido. Como eu tinha falado pra vocês, ele voltou pra Fairfield, ele se formou em Direito, e ele raramente fala sobre o caso, mas quando fala, diz que fez a coisa certa.
que a Meghan merecia justiça e que toda a sua amizade com o Brody era baseada em uma mentira. O Brody hoje cumpre pena na penitenciária correcional de Mannard, no sul de Illinois. Ele será elegível para a liberdade condicional no dia 7 de outubro de 2070. Após isso, ele cumprirá mais três anos de liberdade condicional supervisionada. Uma coisa sobre esse caso é existem muitas evidências, né, que apontam todas para ele, mas as evidências são circunstanciais e apesar até do sangue no carro,
Ele nunca confessou, ele nunca contou o que realmente aconteceu naquele dia. A Megan estava há poucos dias de completar 16 anos, e tudo o que a família dela tem são as teorias do que pode ter acontecido naquela noite, já que ele nunca quis contar e confessar realmente.
O que aconteceu? Fairfield, aquela cidade onde todo mundo se conhece, nunca mais foi a mesma depois do que aconteceu com a Megan. Se ela estivesse viva, hoje ela teria 28 anos, provavelmente estaria formada, casada e talvez até com filhos. Mas ela nunca chegou a completar nem os seus 16 anos.
Bom, gente, é isso. Quero muito saber o que vocês acharam. Me conta aqui nos comentários. Não esquece do like, que me ajuda muito na divulgação do vídeo. E é isso. Pra mais casos, siga o podcast Quinta Misteriosa e aproveita pra avaliar em 5 estrelas se você gostou. Obrigada por ouvir e até o próximo vídeo. Oi! Eu tenho aqui um recado do Léo Santana pra você.
Escuta aí. O GG na área pra dizer o seguinte. O Magalu e eu queremos convocar todos os brasileiros pra gente voltar a se ver do tamanho que, de fato, somos gigante. Chega de se ver pequenininho. Bora botar o Brasil no telão. Ouviu? E mais. Em qualquer compra a partir de R$199, você ainda pode concorrer a uma sala completona. São seis salas por dia até a nossa estreia. O próximo caso.