Episódios de Quinta Misteriosa

A VERDADEIRA HISTÓRIA DE CAROLYN BESSETTE E JOHN F. KENNEDY JR #579

27 de março de 202652min
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Ela nunca deu uma entrevista. Nunca posou para uma capa por vontade própria. Construiu uma carreira brilhante, casou com o homem mais cobiçado da América — e pagou um preço alto por isso. Mas o pior ainda estava por vir, numa noite de julho de 1999, a bordo de um pequeno avião sobre o oceano escuro. #579

Participantes neste episódio1
G

Gisberta Salsi Jr.

Host
Assuntos4
  • Familia KennedyInfância e família · Carreira como promotor e editor · Relacionamentos famosos · Acidente e consequências
  • Carolyn BessetteInfância de Carolyn · Carreira na moda · Relacionamento com John F. Kennedy Jr. · Acidente de avião · Pressão da mídia
  • Influência da mídia na políticaPerseguição dos paparazzi · Reputação e imagem pública · Consequências emocionais
  • Possíveis causas do acidenteDesorientação espacial · Fatores de risco do voo · Teoria do desejo de morte
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Bom, todo mundo tá falando da série Love Story. Se você não sabe do que eu tô falando, é uma série que estreou no Disney+. E é sobre a Carolyn Busset e o John F. Kennedy Jr. Eu conheço sua história há muitos anos. Eu tive um hiperfoco, li muito sobre. E agora, tem muita gente que tá conhecendo hoje esse casal.

que foi extremamente famoso, né? E que tem muitas coisas, muitas polêmicas sobre eles e tudo mais. E eu sinto que a maioria das pessoas não conhece realmente a história deles, né? Tá conhecendo pela série. E é uma série, então é lógico que nem tudo vai ser 100% como realmente foi, né? É inspirado na história deles e tal. E muita coisa não tem nem como saber, né? Mas eu fiz um vídeo no TikTok falando que eu acho engraçado como as pessoas...

Tem essa imagem da Carolyn hoje que não tem nada a ver com a imagem real dela. Ela não era uma clean girl. Nem um pouco. E aí, vocês pediram muito pra eu trazer esse vídeo aqui. Então, hoje eu vou falar um pouco sobre a história dela, do John e o acidente fatídico.

pra vocês entenderem realmente a história real deles. Então, bora começar o caso de hoje. Caroline Jane Busset nasceu em 7 de janeiro de 1966, em White Plains, Nova York. Era a filha mais nova de William Joseph Busset, engenheiro que mais tarde se tornaria marceneiro, e da Anne-Marie Messina, administradora do Sistema Público de Ensino de Nova York.

A Carolyn tinha duas irmãs mais velhas gêmeas, chamadas Lauren e Lisa. As três nasceram com 18 meses de diferença, então as gêmeas nasceram em 64 e a Carolyn em 66. Desde cedo, a caçula cresceu entre essas duas irmãs mais velhas que a protegiam, provocavam ela e a conheciam melhor do que qualquer outra pessoa no mundo. As gêmeas eram inseparáveis entre si, mas nunca deixavam a Carolyn de fora. Ela era a terceira em tudo e que corria para alcançar as irmãs.

A família era de origens humildes e diversas. Ascendência franco-canadense pelo lado paterno, italiana e irlandesa pelo lado materno. Quando a Carolyn tinha oito anos, os pais se divorciaram. Então, o pai dela, William, saiu da casa e foi morar em outra região da cidade. A mãe, a Anne, ficou com as três filhas e criou elas sozinhas a partir dali, administrando casa, emprego e crianças com a disciplina silenciosa de quem não tem outra opção.

Foi nesse período que a Carolyn desenvolveu o que amigos descreveriam décadas depois como sua característica mais marcante. A capacidade de ler uma sala inteira, sentir o que as pessoas precisavam e decidir com precisão o que ela daria ou não de si mesma. Algum tempo depois, a família cresceu de um jeito inesperado. A Carolyn tinha um problema de saúde na infância, ela tinha escoliose, o que exigia acompanhamento médico regular e foi através desses atendimentos que a sua mãe conheceu o médico Richard Freeman, cirurgião ortopédico.

O Richard era viúvo e tinha três filhos. Os dois se apaixonaram e se casaram em 1977, quando a Carolyn tinha 11 anos. Então a família se muda pra Old Greenwich, em Connecticut, um subúrbio de classe média alta. De repente a casa tinha mais gente, então a Carolyn cresceu com as irmãs gêmeas e os três meio-irmãos, filhos do Richard, e uma mãe que havia reconstruído a própria vida do zero. A Anne era protetora com as filhas de um jeito que quem conviveu com ela nunca esqueceu.

Atenta presente e com opiniões claras sobre quem era bom o suficiente pras filhas.

Com o pai, a relação era distante. A Carolyn raramente falava sobre ele. Um colega da faculdade descreveu pra revista People, anos depois, que ela nunca mencionava o pai, que ele viajava muito e não havia muito contato com ele. Na escola, a Carolyn era popular sem ser superficial. Ela começou o ensino médio na Greenwich High School, mas a mãe a transferiu pra St. Mary's High School, uma escola católica, porque sentiu que ela não tava levando os estudos a sério.

Lá, a Carolyn encontrou seu ritmo. Ela era elegante, engraçada, ligeiramente irreverente e profundamente leal às amizades. Ao se formar em 1984, foi eleita pelos colegas a pessoa mais bonita da turma. A Carolyn foi estudar na Universidade de Boston, no programa de educação. Ela não era filha de ninguém famoso, não tinha conexões políticas, não tinha fortuna própria.

O que ela tinha era uma inteligência afiada, gosto apurado e uma capacidade incomum de fazer qualquer pessoa sentir que estava sendo realmente vista. Em 88, recebeu o diploma de bacharel em educação elementar, mas não foi para a sala de aula. Ela tentou brevemente uma carreira de modelo, chegou a contratar um fotógrafo profissional para montar um portfólio e apareceu na capa do calendário da Boston University daquele ano. Mas a carreira como modelo não deslanchou, então ela começa a trabalhar na loja da Calvin Klein no Chestnut Hill Mall em Newton, Massachusetts.

A Carolyn era vendedora, uma função que não tinha nada de glamour, mas que nela ficava diferente. Ela se movia entre os clientes com uma naturalidade que chamava muito a atenção. Um coordenador de vendas em visita à loja anotou ela e a recomendou a Susan Sokol, presidente da Calvin Klein Collection em Nova York. A Susan ficou impressionada e a Carolyn foi contratada para trabalhar na showroom da marca em Manhattan, onde a função era atender clientes de alto perfil.

atrizes, jornalistas, personalidades. Então agora, em Nova York, ali no mundo da moda, ela navegava ali naquele mundo com uma desenvoltura que parecia inata, mas que era na verdade construída com cuidado. Com o tempo, ela subiu na hierarquia até se tornar diretora de publicidade da marca. Aos 20 e poucos anos, ela era uma executiva respeitada dentro de uma das casas de moda mais influentes do mundo. Colegas e superiores se lembravam dela como alguém de confiança absoluta.

Nunca entregava segredos de clientes, nunca usava a posição pra se exibir, nunca deixava transparecer o que sabia sobre quem. No universo de fofocas que é a moda, essa descrição era uma forma de poder. A Carolyn era muito bonita, loira, alta, tinha 1,70 de altura, olhos azuis e traços angulosos. Ela combinava roupas com uma exatidão que os editores de moda tentariam copiar por décadas. E hoje...

As garotas tentam copiar ainda. Mas quem a conhecia de perto dizia que o que realmente prendia atenção era outra coisa. A ironia gentil que ela encarava o mundo, a firmeza sem arrogância, a recusa em se deixar impressionar por qualquer coisa que não merecesse. Vivendo nesse mundo, a Carolyn era sociável. Ela bebia, fumava, frequentava festas. Parte do círculo animado de Boston e depois de Manhattan, que vinha junto com esse trabalho na moda.

Na Boston University, ela namorou o John Cullen, jogador de hockey da equipe da escola, que mais tarde seguiria carreira no esporte. Já em Nova York, ela se envolveu com o modelo Michael Bergen, um rapaz sem fortuna, nem sobrenome famoso, mas com quem ela tinha uma química intensa. Nesse ponto, ela era uma jovem comum, construindo uma vida comum. E foi nesse contexto, trabalhando no showroom da Calvin Klein, que em 1992, ela conheceu o John F. Kennedy Jr.

Então, falando sobre o John agora, John Fleet Gerald Kennedy Jr. nasceu em 25 de novembro de 1960 em Washington, D.C. Duas semanas após o seu pai ser eleito presidente dos Estados Unidos. John tinha uma irmã mais velha chamada Caroline, que nasceu em 1957 e os dois cresceram juntos na Casa Branca.

e se tornaram ao longo de toda a vida adulta os únicos que podiam entender a vida do outro sem precisar explicar nada. Em 22 de novembro de 1963, quando John tinha três anos, o seu pai foi assassinado em Dallas, no Texas, enquanto percorria a cidade em um carro aberto. No dia do funeral, que coincidiu com o aniversário de três anos do John, o menino vestido com um casaco de lã azul marinho parou na frente do caixão coberto pela bandeira americana e o saudou.

Essa foto circulou pelo mundo inteiro. Daquele instante em diante, John F. Kennedy Jr. não pertencia mais apenas à sua família. Ele já pertencia ao imaginário coletivo americano. A infância depois da morte do pai foi estruturada pela mãe, a Jacqueline Kennedy Onassis, né, a Jackie O, com uma disciplina quase monástica em relação à exposição pública. A Jackie lutou em tribunais para proteger os filhos de fotógrafos, viajou com eles para longe dos holofotes.

Construiu uma rotina que tentava simular a normalidade. Ela sabia melhor do que ninguém o que os paparazzis eram capazes de fazer. Ela havia sobrevivido ao assassinato do marido diante de câmeras e de toda a América. John estudou em escolas particulares, frequentou a Brown University, onde se formou em História, e depois fez Direito na New York University. Famosos o cortejavam desde antes dele ter uma profissão.

A relação dele com a irmã era próxima e intensa. Os dois compartilhavam uma solidão específica que nenhuma outra pessoa no mundo conhecia. Era de ter crescido sendo, ao mesmo tempo, filhos de um homem assassinado e símbolos públicos de um luto nacional. A Carolyn era dois anos mais velha, mais contida, mais cautelosa. O John era o oposto. Impulsivo, aventureiro, disposto a testar os limites de tudo. Mas a irmã tentava protegê-lo. E ele raramente deixava.

Como adulto, ele trabalhou como promotor de justiça no distrito de Manhattan por quase quatro anos. Em 1995, ele fundou a revista George, então isso eles mostram na série, né? Uma revista que tinha publicação mensal, que misturava política e cultura pop com celebridades na capa e análise política no miolo. A proposta era tornar a política acessível para quem nunca havia comprado uma revista política. No lançamento, a modelo Cindy Crawford apareceu na capa vestida de George Washington.

A revista vendeu, John usava a própria fama como ferramenta de negócio, com consciência e algum desconforto. A imprensa norte-americana nunca o deixou em paz. Ele tinha sido eleito o homem mais sexy do mundo pela revista People em 88, quando ele ainda era um estudante de direito sem licença para exercer a profissão, já que tinha reprovado duas vezes no exame da ordem, antes de passar na terceira tentativa.

O John tinha um histórico longo de relacionamentos com mulheres famosas e um padrão igualmente longo de recusar conselhos de pessoas mais experientes. O primeiro amor documentado foi Jenny Christian, colega em Phillips Academy, em Andover, Massachusetts, no fim dos anos 70. Descrita por Sasha Chermayef, amiga da infância de John e uma das pessoas que mais o conheceu de perto, como inteligente e engraçada, as qualidades que sempre atraíam John.

Depois vieram a Christian, regga-atriz com quem ele ficou 5 anos, entre 85 e 90.

E com quem ele quase morreu durante uma expedição de caiaque na Jamaica. Essa é uma história que muitas pessoas não sabem, mas que quando se fala, né, no acidente que aconteceu anos depois e tudo mais, algumas vezes essa história é relembrada. E eu acho importante citar, porque...

É pra gente tentar entender um pouco como o John era como pessoa. Eles estavam nesse dia em um caiaque. Sem colete salva-vidas. Sem experiência em mar aberto. Então, o John tava ali, levando o caiaque até próximo ao rochedo. O caiaque virou.

Então, a correnteza puxou os dois pro mar. E aí, a Christina até achou que ela fosse morrer, porque eles estavam sem coletes, no meio do mar aberto. Quando eles finalmente chegaram na Terra Firme, o John ficava falando várias vezes pra ela não contar pra mãe dele o que tinha acontecido. A Christina conta que ele tava atordoado, mas parecia que, ao mesmo tempo, ele tava muito animado.

com o perigo, com o que aconteceu ali. Tem até algumas fontes que dizem que os pescadores ajudaram eles e que eles falaram, não, a gente leva vocês, tá tudo bem, né? A gente vai ajudar vocês aqui. E ele não queria ajuda. Então, ele queria ele mesmo resolver a situação. A Christina falou sobre o episódio em suas memórias, em um livro chamado Come to the Edge.

publicadas em 2011, que mais tarde a jornalista Maureen Callahan usaria esse incidente específico pra falar sobre um padrão, né, que já antecedia muitos anos do acidente, né, um padrão da forma como o John lidava com as coisas. Em 88, durante uma pausa no relacionamento com a Christina, ele teve um breve romance com a Madonna. A mãe, a Jackie O, não aprovava, ela via como a Madonna tratava os paparazzi, como ela...

usava a fama a seu favor e ela não gostava disso, já que ela sempre fugiu disso tudo. Depois veio a Julie Baker, que é modelo, e eles namoraram entre 1989 e 1991. Ainda em 91, quando eles terminaram, o John namorou por cerca de seis meses a Sarah Jessica Parker. E ela disse para o New York Times em 92 que ela não sabia o que era fama de verdade até ela começar a sair com o John.

Também há alguns rumores que não são confirmados de várias outras pessoas que ele teria se relacionado. Como, por exemplo, como a Brooke Shields e a Sharon Stone. E dizem que nessa época ele queria muito colocar, né? Ele flertava com essa ideia de colocar a princesa Diana na capa da George, isso pouco antes da morte dela. Outra pessoa que ele não chegou a namorar, mas eu acho muito engraçado esse fato, que eu quero contar pra vocês, é que ele teve um encontro com a Xuxa.

E é muito doido. Eu não sei se vocês já viram um documentário sobre a história da Xuxa. Quando eu era criança, eu não era uma criança que assistia muito o programa da Xuxa e tal. Mas eu lembro que ela era muito famosa ali entre as crianças. As crianças gostavam dela. Mas eu não tinha ideia da fama dela até eu ver esse documentário. Ela era realmente gigantesca. Ela era gigante lá fora também. Era uma coisa muito doida. Então, é bem interessante ver o documentário. E ela teve um encontro com ele.

Que é muito doido também. Mas entre todos os relacionamentos, o mais duradouro foi com a Daryl Hannah. Que é a atriz e que foi de 1988 a 1994 entre idas e vindas. A Jackie mais uma vez não aprovava o relacionamento. Ela, no geral, não aprovava muito.

atrizes como um todo. Ela tinha uma desconfiança antiga, porque ela sentia que as atrizes tinham que cultivar a fama delas ali com a mídia. Era uma coisa que ela não gostava. E a relação também era um pouco complicada, porque a Daryl já tinha morado com o cantor Jackson Brown, antes do John. Quando o relacionamento com a Daryl chegou ao fim, o John tinha 32 anos.

Ele era o solteiro mais cobiçado de Nova York. Ele tinha uma carreira que tava ali meio que começando, né? Tinha a revista dele. E tinha essa questão de ter a mídia muito em cima dele, por ser de uma família muito famosa. O que atrapalhava qualquer relação que ele quisesse ter, né?

As versões de como os dois se conheceram, de fato, elas divergem um pouco. E nenhuma foi 100% confirmada. A versão mais aceita pelos biógrafos é o momento em que ele foi até o showroom da Calvin Klein em 92. E a Carolyn foi a pessoa que atendeu ele, né? Como ela atendia cliente de...

Alto perfil, ele era um desses clientes. Então, ele foi fazer uma prova de roupas, ela atendeu ele. E aí, um amigo dele disse, mais tarde em entrevista, que ele ficou completamente fascinado pela Carolyn desde o primeiro dia que ele conheceu ela. Que foi uma força da natureza e ele já dizia que ele queria se casar com ela. Uma segunda versão diz que os dois se conheceram no Central Park, que é um lugar que ele frequentava muito.

Tem milhares de fotos dele se exercitando, correndo, fazendo esportes no Central Park. Então...

Vocês vão achar várias fotos sobre isso. E aí, tem uma terceira versão que foi adotada na série pelo Ryan Murphy, né? Que fez a série Love Story. Pra quem não sabe, o Ryan Murphy também fez American Horror Story. Então, ele gosta de pôr um quê, assim, mais dramático nas produções dele. E a versão que ele adotou, que foi a de que o próprio Kelvin, né? Teria apresentado a Carolyn e o John em uma festa. E aí... E aí

O próprio Calvin já desmentiu essa versão, disse que isso não aconteceu. Mas que sim, o John e a Carolyn já frequentavam os mesmos ambientes. Mas o que todas essas versões têm em comum é a forma como a Carolyn reagiu depois de conhecer o John. Então, ela obviamente sabia quem ele era, mas...

ela tinha sido apresentada a ele, né, pela primeira vez. E aí, ela quis mostrar que ela não tava impressionada. Ela tava, mas ela não queria demonstrar isso. Dizem que no evento da Calvin Klein, o John convidou ela pra se sentar na mesa dele. E ela olhou e tinha uma mulher ao lado dele. E ela imaginou que poderia ser namorada dele ou um date. Então, ela recusou.

Teve uma festa depois que ela não foi. E aí, ele chamou ela pra jantar e ela não quis. Nessa época, o John ainda tava em relacionamento com a Daryl, né? Aquele relacionamento de idas e vindas. E foi mais ou menos nesse mesmo tempo que a Jackie O, né? A mãe do John faleceu de câncer. No dia 19 de maio de 94 aos 64 anos. Então, ela já tinha saído com o John, a Carolyn. Eles já estavam ali se conhecendo. E ele nunca conseguiu apresentar a Carolyn pra mãe dele. Já que o namoro dos dois ainda não tinha se consolidado.

Isso foi uma coisa que mexia muito com ele. Dizem que esse acontecimento pesou muito pra ele, que ele nunca superou isso. E foi depois disso que a relação com a Carolyn ganhou outro peso. Eles começaram a namorar oficialmente em 94. E tem várias histórias sobre o relacionamento deles e coisas que aconteciam ali antes deles se casarem.

A Carolyn já tinha terminado o relacionamento com o Michael, que eu citei pra vocês. E aí, o John acaba recebendo uma carta anônima, e isso mostra na série, dizendo que a Carolyn só estava com ele pela fama. Por conta dessa carta, os dois ficaram sem se falar por um período. E aí, ela se aproxima de novo do Michael, né? Nesse período que eles não estavam se falando. E o Michael escreveu um livro, que chama The Other Man, no qual ele afirma que o envolvimento dele com a Carolyn, que foi antes dela conhecer o John...

E ele disse que continuou depois que ela conheceu ele, inclusive quando eles já eram casados. Ele confirmou no Good Morning America isso e disse que foi errado da parte dele e da parte dela, mas alguns amigos dela negaram. Segundo a Rosemary, Terenzio, o John sabia da existência do Michael e ele tinha suas inseguranças em relação a ele. O gerente do Michael chegou a dizer que toda vez que a Carolyn e o John estavam brigando ou que ela queria alguma coisa dele, ela jogava o Michael na cara dele.

E o John era a única pessoa que realmente acreditava que a Carolyn poderia deixá-lo pra ficar com o Michael, mas ninguém mais achava que ela ia fazer isso. O John chegou a dizer pra um amigo chamado Stephen Gillum que de todas as pessoas que ele se envolveu, a Carolyn era a única que batia de frente com ele e que não ficava intimidada por seu sobrenome. Esse amigo disse que o John precisava disso até certo ponto e que a relação dele com a Carolyn era de igual pra igual.

Era uma relação entre duas pessoas que se amavam muito, mas não sabiam administrar.

esse relacionamento sem atrito. Em 4 de julho de 1995, eles foram passar o fim de semana em Martha's Vineyard, e foi lá que o John pediu a Carolyn em casamento. Eles estavam pescando, os dois juntos, então eles estavam em um barco de pesca, e ele disse que a vida era muito melhor com alguém do lado. E aí, ele mandou fazer um anel pra ela, pra pedir ela em casamento, que era muito parecido com o anel que a Jackie O usava quando ela nadava.

Então, a Carolyn olhou o anel, colocou no dedo, mas não respondeu que sim ou que não. Ela levou três semanas pra responder.

A Rosemary, que é a assistente pessoal do John, disse que a Carolyn entendia essa formalidade e que era algo importante pro John, pra esse lugar, né, que ele ocupava no mundo, a forma como ele foi criado. Então, em algumas coisas, ele era antiquado. Ele sabia que não podia ficar solteiro pra sempre, que ele já tinha trinta e poucos anos e que as pessoas esperavam que ele se casasse. Dessa forma, por gostar muito da Carolyn, ele tava muito ansioso por essa resposta que levou três semanas.

E aí tem a famosa briga entre eles que aconteceu em 25 de fevereiro de 96. E foi através dessas fotos que eu conheci a história da Carolyn anos atrás. Onde eles estavam no Central Park com o cachorro. E eles estavam noivos há sete meses. Os dois moravam em um apartamento em Tribeca. Então eles saem do apartamento, vão pro Central Park pra caminhar com o cachorro. E tinha um paparazzi, né? Uma mulher que tava tirando fotos deles.

E também tinha uma pessoa filmando de longe, assim. E eles conseguiram filmar tudo que aconteceria a seguir.

Os dois começaram a discutir e a brigar ali no meio do Central Park, mas não foi qualquer briga. Foi uma briga muito intensa. Tem fotos dos dois gritando na cara do outro. O John tentou arrancar o anel do noivado na mão dela. Tem fotos da Carolyn pulando nas costas dele quando ele tentou fugir, né? Sair dali. Tem vídeos disso também. Tudo isso com o cachorro ali do lado. Então, tem muitas fotos sobre esse dia depois dos dois sentados.

claramente muito bravos ali um com o outro. Tem fotos do John no meio fio. E ela tentando ali... Ele tava chorando. Ele coloca o anel de volta no dedo dela. E tudo isso sendo fotografado. O New York Daily News publicou as fotos. E toda a briga. E eles publicaram em oito páginas do jornal. Então foi uma humilhação ter aquilo estampado.

O motivo real dessa briga, segundo o Steven, foi porque a Carolyn tava dizendo que o John deixava as pessoas pisarem em cima dele. O gatilho específico da briga seria um casamento, que eles foram convidados, e o John tinha sido convidado pra ser padrinho, mas era de uma pessoa que ele não era muito próximo. A Carolyn achava que aquela pessoa queria apenas usar o sobrenome dele, queria aparecer ali no jornal.

E ela queria que o John negasse, mas ele não fez isso. O sócio do John na revista, na Georgia, era o Michael Bierman. E ele ficou furioso quando isso aconteceu. Falou pro John, como que você deixou isso acontecer? Você é muito burro. Ele disse, você tá tentando fazer dar certo uma revista sobre política. Mas aí você aparece brigando com a namorada no parque, na frente de todo mundo. Mais tarde, o John disse em uma entrevista que tinha sido apenas uma briga idiota.

E aí, sete meses depois dessa briga, no dia 21 de setembro de 1996, os dois se casam numa cerimônia secreta na primeira igreja batista africana na Cumberland Island, uma ilha remota da Georgia, que era acessível apenas por barco. O John escolheu o local por razões práticas, era muito difícil de chegar até lá.

e não havia correspondência de voo rastreável. Os convidados, cerca de 40 pessoas, receberam instruções vagas até o último momento, porque eles não queriam que a informação vazasse. Então, ao desembarcar na ilha, cada um precisava apresentar uma moeda específica, que era uma rara moeda indígena para ter acesso à cerimônia. Qualquer um sem essa moeda seria retirado.

A irmã do John, a Carolyn Kennedy, era a madrinha de honra. O Anthony Reddwell era primo e o melhor amigo do John era o padrinho. As filhas da Carolyn, Rose e Tatiana, eram damas de honra. E o filho dela, Jack, era o portador dos anéis. Assim como mostra na série, a Carolyn chegou atrasada. O vestido de crepe de seda marfim criado por Narciso Rodrigues, então praticamente desconhecido e amigo pessoal dela, precisou de um ajuste de última hora.

Quando ela finalmente entrou naquela pequena igreja de 100 anos de idade, o sol já estava se pondo.

E ali não tinha iluminação elétrica, então eles tiveram que acender velas por toda a parte. E a leitura dos votos foi feita com uma lanterna. A Anne, mãe da Carolyn, fez um brinde no jantar de ensaio que ficou gravado na memória de todos. O amigo Robert Little descreveu em suas memórias, entre aspas. Ela não disse as palavras exatas, mas estava claro que ela estava preocupada com a filha. Ela não tinha certeza se aquela união era o melhor pra ela.

O John ficou visivelmente magoado e o Robert escreveu que em retrospecto é assustador.

O casal tinha planejado tudo com precisão, então a partir do momento que eles deixassem a ilha, a assistente pessoal do John iria publicar um comunicado falando do casamento. Esse comunicado viria com apenas uma fotografia, tirada pelo fotógrafo Dennis Reddy, que foi contratado pelo casal. E a imagem escolhida, direto da ilha, mostra a Carolyn descendo os degraus da igreja, enquanto o John beija sua mão.

E é uma das fotografias de casamento mais reproduzidas do século. Eu acho essa foto linda. E mostra realmente que eles só queriam se casar. Não importava se era um grande casamento. Eles queriam apenas estar juntos. Pra mim é o que essa foto mostra, sabe?

Mas alguém chegou antes, o Patrick, que é primo do John, foi em um evento no dia seguinte. E ele disse, ah, o John se casou ontem. E aí, o telefone começou a explodir de pessoas ligando pra Rosemary, que é a assistente do John. Perguntando antes mesmo que ela conseguisse finalizar o comunicado que ela tava escrevendo. Nesse ponto, elas não faziam ideia que quem tinha contado era o primo do John. Então, a Rosemary ligou pra Carolyn pra contar e as duas riram sobre isso, achando que era uma loucura.

Sem que elas e nem o John soubessem que alguém da família tinha contato. A perseguição pelo casal era muito grande. Não só nos Estados Unidos. Mas na lua de mel deles também, na Turquia. Eles tinham viajado para Istambul, estivados sob o pseudônimo de Sr. e Sra. Haines. Mas paparazzis e turistas americanos seguiram eles por todo lugar que eles iam. Então, há fotos de agência dos dois tentando passar despercebidos pelas ruas.

Segundo a biógrafa Elizabeth Beller, a lua de mel foi marcada por essa perseguição constante, embora amigos do casal descrevessem a viagem como o celestial, no geral. Os funcionários do Yacht, onde ficaram parte do tempo, os protegeram e não venderam imagens. Quando eles voltaram para Nova York, tinha uma multidão de repórteres na porta do apartamento deles.

Os fotógrafos seguiam eles por toda parte, gritando, perguntando se a Caroline tava grávida. Ela raramente respondia, e aí, quando ela não falava com os fotógrafos, eles até xingavam ela, na esperança de provocar alguma reação. Uma amiga próxima dela, chamada Amy Jade, escreveu depois que ela havia achado que o interesse diminuiria, depois do casamento, que deixariam os dois em paz.

E foi mais uma forma dela ver o seu espírito livre, confinado. O John parou diante das câmeras e disse Casar é uma grande adaptação pra nós dois. Pra Carolyn, que é uma pessoa privada, ainda mais. Peço que deem toda a privacidade e espaço que puderem. Mas eles não deram nenhuma dessas duas coisas.

Logo depois do casamento, a Carolyn sai da Calvin Klein por livre e espontânea vontade. Ela percebeu que havia ali um conflito de interesses entre o trabalho dela na marca e o trabalho do John na revista política dele, que falava sobre política, mas usava as celebridades e o mundo da moda como uma ferramenta também. A Sasha, que é uma amiga do John, até falou sobre isso. Então, ela conta que...

A Carolyn teve que abrir mão de tudo da vida dela pra que o John tivesse uma carreira que fosse palatável pro mundo, né? Que as pessoas vissem ele realmente tendo uma carreira e que não era comum ver mulheres nos anos 90 tendo...

grandes cargos e sendo importantes, né? Elas não eram vistas como pessoas muito importantes, assim como os homens. A Carolyn não tinha mais emprego. Ela tava casada, ela não dava entrevistas. E ela odiava essa perseguição dos paparazzi. Ela odiava que ficassem seguindo ela pra cima e pra baixo. E dessa forma, ela não tinha também um meio pra que ela pudesse falar. Diferente dos Kennedy, ela não tinha um canal oficial, né? Pra responder a qualquer...

Coisa que estivessem falando sobre ela, enfim. Dessa forma, ficando sempre em silêncio, a mídia tentava preencher esse silêncio com o que eles quisessem. Então, como ela nunca falava com os paparazzi, ela nunca dava entrevistas, não respondia as perguntas, eles postavam, né? Postavam, não. Publicavam as fotos em revistas e jornais com perguntas. Será que ela é antipática? Ela tá drogada? Ela é instável? Ela é fria? Eles interpretavam o rosto fechado dela como um drama doméstico. Então...

Ela sempre tentava fugir dos paparazzi. Como eu falei, ela não falava com eles. E aí, ela não sorria pras fotos. Ela não queria que aquilo ali estivesse acontecendo, né? Ela até às vezes acordava bem cedo pra sair do apartamento antes que os paparazzi chegassem. Pra que eles não pudessem fotografá-la.

Ela disse pra uma amiga que era a única forma de ter paz pela manhã. Ela disse pra um amigo chamado Jonathan Sorrell que ela queria o emprego, ela queria trabalhar, mas ela não conseguia procurar o emprego sem que todo mundo acusasse ela de estar usando a fama do marido. Quando ela tentou uma entrevista na Ralph Lauren, que é a concorrente direta da Calvin Klein, ela foi seguida pelos paparazzis até a porta do local. Então, antes mesmo dela conseguir fazer a entrevista, isso já era notícia.

Em agosto de 97, a princesa Diana morre em um acidente em Paris, quando ela tava em um carro que tentava fugir da perseguição dos paparazzi. E essa notícia parou o mundo. Eu achava que as duas não tinham se conhecido, mas eu encontrei umas fotos delas e fui pesquisar o que era. E elas foram no funeral do Gianni Versace. Então, tem fotos das duas sentando próximas uma da outra. Então, elas não eram amigas, assim. Mas elas se conheceram e, na época, as duas já eram ícones fashion muito grandes.

Quando a princesa Diana morreu, a Carolyn se viu ali no meio daquele pesadelo e pensou, talvez agora eles vão me seguir, seguir o John ainda mais. Óbvio que ela sabia que a Diana era muito mais famosa que ela. Na época, a Diana era a pessoa mais fotografada do mundo. Então, não era essa a comparação que ela tava fazendo com si mesma, mas sim de entender.

o que a Diana tava passando tentando fugir dos paparazzi, porque era uma coisa que ela fazia todos os dias. Então, quando a princesa Diana morreu, isso realmente deixou a Carolyn muito mexida. O Edward Klein publicou um livro chamado The Kennedy Curse, que em tradução seria A Maldição dos Kennedy. Foi publicado em 2003 e consolidaria as versões mais negativas sobre a Carolyn. Então, ele dizia que ela era usuária de cocaína, que havia muitas ameaças de divórcio no relacionamento deles.

E que ela era uma pessoa agressiva. Amigos próximos do casal negaram completamente essas alegações. Dois amigos que conviviam com o casal disseram que realmente ela sofria muito com toda essa questão do assédio da mídia e que era muito difícil pra ela lidar com isso. Mas negaram as outras coisas, enquanto outras pessoas do meio, do meio da moda, disseram que sim, que ela usava drogas. Era uma coisa comum ali. A gente tem que também tentar entender...

A época, né? Os anos 90, ali, a época da moda. Era uma coisa que acontecia, que era comum entre eles. Em festas e eventos. Então, tem várias versões sobre isso. Mas a maioria fala que sim. Que ela usava drogas, usava cocaína às vezes. E que ela fumava muito. Os amigos também negaram que tivesse essa crise ali no casamento dos dois. E essas ameaças de divórcio.

E uma coisa que vários amigos dizem é que os dois brigavam, sim. Mas como qualquer casal. Que a pressão da mídia era um tópico constante nas brigas entre os dois. Principalmente porque a Carolyn queria viver a vida dela livre. Como ela fazia antes de se casar com o John. Ela queria o anonimato. E o John nasceu já sabendo que isso nunca aconteceria.

Pra ele, né? Em 1998, o Anthony, primo e melhor amigo do John. Inclusive, a esposa dele, a Carol, era amiga íntima da Carolyn. As duas eram muito próximas. Em 1998, ele foi diagnosticado com câncer raro em estágio avançado. Essa doença do Anthony criou mais um peso sobre a vida do casal.

A Carolyn era um suporte emocional constante pra Carol, né? A esposa do Anthony. E o John passou a repensar todas as suas prioridades na vida, né? Então, ele já tinha perdido a mãe. Ele tava ali vivendo um período de luto antecipado, vendo o primo doente daquela forma. Então, em março de 99, os dois começam a fazer terapia de casal. Em junho, eles buscaram orientação espiritual. E pra mim é muito óbvio que o casamento deles...

Era difícil por conta de todas as circunstâncias em que eles viviam, né? Então, era muita pressão da mídia. Uma pressão que a maioria das pessoas jamais vai conhecer. E todas as questões que estavam acontecendo na família, né? Em 1999, no Memorial Day, o John decidiu ir pra Martha's Vineyard sozinho. Ele não avisou ninguém. Ele praticou um esporte e fraturou o tornozelo. No dia seguinte, ele teve que fazer uma cirurgia. Ele usou gesso nesse tornozelo esquerdo por semanas.

O gesso só foi removido no dia 15 de julho, um dia antes do desastre acontecer. Na manhã do dia 16 de julho, John estava em Nova York em reunião com os financiadores da revista George. A publicação enfrentava dificuldades financeiras há meses. E os sócios estavam pressionando por mudanças na revista. Então ele teve ali conversas muito tensas naquela manhã. Na noite anterior ele tinha ido pra um jogo do Yankees.

E depois saiu com os amigos até tarde. Ele tinha dormido pouco. Ele tinha 38 anos na época. E tava com o tornozelo ali. Recém tirado o gesto, né? Então, tava se recuperando ainda. O plano dele pra aquele fim de semana. Era ir no casamento de uma prima. Da Rory Kennedy. Com o Mark Bailey. Que tava marcado pro dia seguinte. Em Hinesport, Massachusetts.

A Carolyn Kennedy, irmã do John, estava em férias com os filhos em Idaho e ela disse para o John que ela não poderia comparecer por conta disso e pediu que ele fosse para representar a família. Então, a rota seria voar de Caldwell, New Jersey para Martha's Vineyard para deixar a Lori, uma das irmãs da Carolyn, e aí os dois iriam para a Hyanness para poder comparecer ao casamento.

É importante citar que na tarde daquele dia 16, o John tava mancando e usando uma bengala. Ele sai de Manhattan dessa forma, acompanhado da sua cunhada, da Lauren, em direção ao aeroporto do Condado de Sex, onde o avião tava lá esperando por ele. A Lauren era a vice-presidenta Morgan Stanley. Esse cargo dela era bem importante, então ela tava em uma reunião na Broadway, e por conta disso a reunião...

Se alongou por um tempo. Acabou atrasando o horário deles. Então, eles chegam até lá. E a Carolyn chega mais atrasada ainda. Ela tava com um motorista particular. Que era um serviço. Chamado Town Car. Que é basicamente pra pessoas que queriam... Carros mais discretos. Pra que não vissem quem tava ali e tal. Então, ela chega depois deles. Nos anos seguintes, iria circular um rumor. De que ela se atrasou. Porque ela tava fazendo compras e fazendo as unhas.

A biógrafa Elizabeth Bellard desmentiu dizendo que várias testemunhas viram ela saindo do salão às 5 da tarde e que viram ela indo na Fifth Avenue pra fazer umas compras. E que o que realmente atrasou ela naquele dia foi o trânsito, que foi a mesma coisa que atrasou o John e a Lauren. O Kyle Bailey, que é piloto, ele descreveu o que ele viu naquele dia. Então, eles chegam no local e ele disse que viu o John e a Carolyn tendo uma conversa privada.

Só os dois perto ali do avião. E não dava pra ouvir o que eles estavam falando. Ninguém sabe o que os dois conversaram. Dizem que o casamento estava sob tensão naquele período que antecedeu ali o acidente. Que os dois estavam vivendo meio separados. E que foi a própria irmã da Carolyn, a Lauren, que organizou um almoço entre os dois. Pra tentar reaproximar eles ali que estavam passando por essas dificuldades. Então, ela estava tentando ajudar ali da forma que ela pudesse. E ela iria junto.

naquele avião, pra talvez também tentar diminuir a tensão entre os dois. Às 8h38, o John, pilotando o avião, sai ali do aeroporto com as duas dentro do avião, elas estavam de costas pra ele, então a Caroline e a irmã dela, Lauren, e o John era o único piloto. Uma coisa que é

muito esquisita e que eu acho importante citar e que eu li muito sobre isso, né? Porque como eu falei pra vocês, eu já conheço esse caso há muito tempo então eu lia muito pra tentar entender o que levou ele a tomar essa decisão o John

simplesmente não teve nenhum piloto com ele, como eu disse. Ele não registrou nenhum plano de voo e não houve nenhum monitoramento feito para aquele voo que ele estava fazendo. O John tinha licença de piloto privado desde 1998, com cerca de 300 horas de voo acumuladas. Então, fazia pouco mais de um ano que ele tinha essa licença. Mas o John não tinha habilitação para voos por instrumentos, que é quando você tem que voar no escuro, né? Ele dependia dessas referências visuais para conseguir voar. Ele precisava ver.

Pra conseguir voar. Tinha um instrutor que aparentemente sabia disso. E se ofereceu pra acompanhar o John e as duas naquele voo. Porque sabia que ele não tinha experiência em fazer esses voos, né? À noite. Mas o John recusou. Disse que queria fazer sozinho. Que ele conseguia. Então, esse é um comportamento que, segundo várias fontes...

nem todas confirmadas, era um comportamento dele mesmo, de querer fazer as coisas sozinho, de sentir que ele conseguia, não querer ajuda, que lembra, mais uma vez, o incidente que aconteceu com a outra namorada dele, em alto mar, que também era uma coisa que ele não sabia que ele estava fazendo direito, e que, mesmo assim, ele queria fazer. Então, a primeira parte do trajeto sobre terra transcorreu sem problemas. Então, a cerca de 55 quilômetros de Martha's Vineyard, o avião saiu da costa de Rhode Island sobre 30 milhas de oceano aberto.

Isso era noite, com neblina se adensando. Outros pilotos que voavam pela mesma rota naquela noite relatariam depois ao National Transportation Safety Board, que é o órgão federal americano responsável por investigar acidentes de transporte, incluindo aviação, né? Eles declararam naquela noite a mesma experiência, voando com muita neblina. Ao cruzar sobre a água, o horizonte desapareceu completamente.

Não havia luzes na superfície, não havia distinção entre o que era o mar escuro e o que era o céu escuro. Um piloto descreveu a sensação naquela noite como pular do limite da Terra para uma escuridão total. Eles disseram que sem horizonte visual, um piloto sem habilitação por instrumentos perde a capacidade de saber se está subindo, descendo, virando, mesmo que sinta que está voando reto. Esse fenômeno tem um nome, desorientação espacial. Ocorre quando os sentidos do corpo discordam dos instrumentos.

O piloto sente que está em posição nivelada enquanto o avião gira. Quanto mais ele tenta corrigir, com base na percepção corporal, mais ele aprofunda o problema. Sem treinamento específico para ignorar os próprios sentidos e confiar apenas nos instrumentos, no caso, o treinamento que o John não tinha, a trajetória pode se tornar fatal em questão de minutos.

Os dados de radar registraram tudo. O avião começou a descer de forma irregular a cerca de 55 quilômetros da costa. Variou entre 480 metros de descida por minuto. Fez uma curva direita, subiu de volta a 800 metros, fez uma curva à esquerda, desceu novamente, dessa vez a 900 metros por minuto. Entrou em outra curva direita. A taxa de descida aumentou para 4.700 metros por minuto. O avião bateu no oceano em posição de nariz para baixo. Era 9h40 da noite.

O impacto foi instantâneo e os três morreram no momento da colisão. O avião estava a apenas 11 quilômetros da costa de Martha's Vineyard. Quando o avião não chegou, ao horário previsto, que era às 10, os amigos da Lauren e Martha's Vineyard, que deveriam buscá-la, acionaram um funcionário do aeroporto. O funcionário ligou para a Federal Aviation Administration, que havia autorizado a decolagem, mas como não identificou de qual aeroporto estava ligando, foi informado de que dados de rastreamento não podiam ser fornecidos por telefone.

Então, as buscas não começaram de verdade até a madrugada, de 17 de julho às 2h15 da manhã, quando a Carolyn entrou em contato com a Guarda Costeira em Woods Hole, Massachusetts. O Dan Samson, que é amigo e sócio de negócios do John, estava esperando por eles em High Ness Port, e quando o John e a Carolyn não chegaram, ele ligou para a Carol e ela acionou as autoridades. No dia 17, as operações de busca se expandiram rapidamente.

A Força Aérea, a Marinha, a Guarda Costeira mobilizaram embarcações e aeronaves.

O presidente Bill Clinton acompanhava o caso pessoalmente e expressou solidariedade à família Kennedy. A imprensa foi se instalando no perímetro e a América assistia. No dia 20, uma mala preta que pertencia à Lauren foi encontrada numa praia de Martha's Vineyard. Era o primeiro sinal físico do que tinha acontecido.

No dia seguinte, no dia 21, mergulhadores da marinha localizaram os destroços do avião no fundo do oceano, a cerca de 36 metros de profundidade, a 11 quilômetros a sudoeste de Martha's Vineyard. Os três corpos foram recuperados. John ainda estava preso à cadeira do piloto. As duas irmãs estavam próximas da fusilagem. As autópsias foram realizadas pelo legista do condado. O resultado foi que os três morreram no impacto.

Testes toxicológicos não detectaram álcool nem drogas no sangue de nenhum dos três. No dia 22, os corpos foram cremados no cemitério Mayflower, em Massachusetts. A família Kennedy e a família Bassetti reuniram a bordo para a cerimônia final. As cinzas foram espalhadas no Oceano Atlântico, próximo ao local do acidente. Na semana seguinte, houve três serviços memoriais distintos. Uma missa na igreja de St. Thomas More, em Nova York.

A paróquia que o John frequentava com a mãe e a irmã. Então, o presidente Clinton estava presente.

Uma segunda cerimônia particular para a Carolyn e para a Lauren na Igreja de Cristo, em Greenwich, Connecticut, onde as irmãs cresceram. E uma missa pública organizada pela comunidade irlandesa-americana de Nova York, na velha Catedral de St. Patrick. A Anne, mãe da Carolyn e da Lauren, entrou com um processo civil contra o espólio de John F. Kennedy Jr. por morte culposa e dor e sofrimento conscientes de suas filhas. Esse caso foi resolvido extrajudicialmente. A Carolyn tinha 33 anos e a sua irmã tinha 34.

25 dias depois, em 10 de agosto de 99, morre Anthony Redswell, o primo do John. Seis dias após completar 40 anos, o primo e o melhor amigo do John, que havia sido padrinho no seu casamento, que era basicamente o irmão que o John nunca teve e que tinha lutado contra um sarcoma raro durante 10 anos. A Carol, esposa dele, disse depois que não se lembrava das três semanas entre o acidente e a morte de Anthony. Ela disse que na noite do acidente, ela já estava de luto pelos quatro.

No funeral do Anthony em East Hampton, foi Carolyn Kennedy quem deu o discurso. A única sobrevivente daquele círculo de quatro pessoas que havia sido o núcleo de uma vida. Agora eu vou falar um pouco sobre o relatório oficial do acidente, que saiu quase um ano após o acidente, no dia 6 de julho de 2000. A conclusão foi direta.

A causa provável desse acidente foi a falha do piloto em manter o controle do avião durante uma descida sobre a água à noite, resultante de desorientação espacial. Os fatores do acidente foram a neblina e a noite escura. Esse relatório não absolveu e nem condenou o John explicitamente, mas os especialistas em aviação que o leram foram unânimes.

A combinação de fatores, piloto com pouca experiência, sem habilitação por instrumentos, voando à noite sobre o oceano aberto, com neblina, com o tornozelo recém-operado, estresse acumulado, tendo recusado a companhia de um instrutor, tornava o acidente uma sequência previsível de erros de julgamento.

O relatório também registrou que o John havia selecionado, inadvertidamente, as frequências de rádio incorretas para as duas estações meteorológicas automáticas durante o voo, o que pode ter comprometido a sua capacidade de receber atualizações climáticas em tempo real. A Aircraft Owners and Pilots Association, a maior associação de pilotos dos Estados Unidos, compilou uma análise do acidente que listava 10 fatores de risco presentes naquele voo.

Avião recém-adquirido com apenas 36 horas de voo acumuladas, ausência de plano de voo arquivado, sem qualificação para voo por instrumentos, travessia noturna sobre água com neblina, recusa do instrutor, tornozelo lesionado, estresse elevado pela crise na George, piloto automático desligado, transmissor de emergência não ativado e frequências de rádio meteorológico incorretas.

Outro detalhe registrado importante citar é que eles deveriam sair às 6h30 naquele voo, onde provavelmente ainda teria luz do dia, mas por conta dos atrasos tanto da Lauren e do John quanto da Carolyn, que só chegou depois deles, eles saíram depois das 8h. O avião decolou às 8h38, quase meia hora depois do pôr do sol. Se eles tivessem saído no horário planejado e ainda tivesse luz do dia, talvez o acidente não tivesse acontecido.

Mas não dá pra culpar nenhum dos três pelo atraso. Os três se atrasaram. E tem a questão também do John não ter aceitado um copiloto. A Rosemary, assistente pessoal do John, publicou um livro de memórias chamado Fairytale Interrupted, que seria Conta de Fadas Interrompido, onde ela fala sobre um detalhe importante também, eu acho, de citar. Essa informação nunca tinha chegado a público. Ela disse que a Carolyn não queria voar.

naquele dia, que ela não queria ir. Teria dito pra ela que não queria ir nesse casamento, que o John iria sozinho. O John disse pra Rosemary que não queria brigar com a Carolyn sobre isso, e foi ela quem conversou com a Carolyn, dizendo que era importante que ela estivesse presente com o John ao seu lado, que era um evento de família, isso era importante. Então, foi ela quem convenceu a Carolyn de ir com ele naquele dia.

Gente, online tem muitas teorias sobre esse caso. Eu pesquisei essas teorias, li essas teorias e eu... Não quero nem citar, porque a maioria é muito maluca. E não tem praticamente nada que eu possa falar sobre essas teorias que realmente chegue nem perto de comprovar alguma delas. Então, não tem nem por que eu ficar citando pra vocês. Mas tem uma, que agora que o caso voltou é à tona e tal, que...

É importante citar porque é a que mais faz sentido quando a gente fala sobre provas concretas. Em 2024, a jornalista Maureen Callahan publicou um livro chamado Ask Me Not, The Kennedys and the Women They Destroy. Que basicamente, em tradução, é os Kennedy e as mulheres que eles destruíram. Ela dedica um capítulo inteiro do livro pra falar sobre a hipótese que, pra ela, faz mais sentido nesse caso. Que é a de que o John tava em um voo suicida e levou duas mulheres junto com ele.

Os argumentos que ela usa são fatos vistos de outro ângulo. Então, pra gente entender, são várias coisas. Primeiro, em julho daquele ano 99, o John e a Carolyn estavam vivendo separados. Ele tinha se mudado no apartamento que morava com a Carolyn fazia pouco tempo.

A revista dele, George, estava em colapso financeiro. Os investidores pressionando pelo fim da revista, enquanto ele via o casamento dele também entrar em colapso. Naquele dia, ele tinha dormido pouco. Ele tinha participado dessas reuniões super tensas. Ele chegou usando uma bengala no aeroporto. E a Maureen até fala sobre a hipótese dele ter chegado segurando uma garrafa de vinho.

Dizem que essa garrafa estava aberta, ele estava segurando essa garrafa. E outros pilotos se recusaram a voar naquele dia justamente por conta da previsão do tempo. Então, eles teriam até aconselhado o John a não voar, que o tempo não estava bom para isso. E ele teria respondido sem chance. Tem a questão dele ter recusado a companhia de um piloto bem mais experiente do que ele. Diz que queria fazer sozinho.

Tem a questão deles terem se atrasado bastante, então o voo saiu bem depois do planejado. Ao invés do John seguir o caminho pela costa iluminada de Rhode Island, que seria o caminho mais seguro para ser feito, caminhos que outros pilotos experientes usaram naquele dia, ele decidiu fazer o caminho mais curto que era pelo mar aberto. Ele não ligou os rádios, manteve silêncio total nos rádios durante o voo. Em nenhum momento ele pediu socorro. Ele não usou...

todos os equipamentos ali do avião em momento algum pra pedir ajuda. Ele não tentou retornar à costa quando a neblina começou a piorar. Ele não usou o piloto automático do avião. Em cerca de 14 segundos, o avião caiu 670 metros pra baixo no mar. A Maureen não chama isso de assassinato. Ela usa o termo death wish, que seria desejo de morte.

Ela fala sobre o John já ter vários episódios repetidos, onde ele era... Ela usa a palavra reckless. Que em uma tradução literal seria irresponsável, então, o fato dele já ter voado à noite mesmo sem experiência. O fato dele quase ter se afogado junto com a namorada no caiaque. Essa recusa sistemática dele em vários momentos em pedir ajuda. E além de tudo isso, ele tava com mais duas vidas, né? Duas pessoas com ele.

Então, essa teoria tem um problema que os defensores dela reconhecem, que é a Lauren. Então, o John e a Carolyn estavam realmente enfrentando muitas coisas no momento em que o desastre aconteceu. Mas a Lauren estava ali meio que talvez para mediar os dois, para tentar...

ajudar no casamento da irmã e ela não ia no mesmo evento que eles iriam no casamento. Ela iria, na verdade, descer em Martha's Vineyard, como eu falei pra vocês, e lá ela iria se encontrar com o primo do John, dizem que eles estavam namorando. Então, ela nem iria com eles até o destino final, que era lá no casamento. Então, essa teoria onde fala que ele realmente queria que o acidente acontecesse, tem a Lauren ali. Ela não tinha nada a ver com todos os problemas que ele tava passando na vida dele.

No casamento. Então, incluir mais uma pessoa num plano, né? Se ele realmente tivesse esse plano suicida, não faz sentido. A não ser que o plano não fosse realmente um plano, mas simplesmente uma indiferença do John ao que poderia acontecer. Não tem nenhuma evidência que realmente confirme essa teoria de que ele...

tinha esse death wish que ele fez de propósito. O que a gente sabe de concreto é tudo que eu falei pra vocês. Ele não tinha muita experiência, ele teve desorientação espacial, neblina e tudo mais, e que isso provocou o acidente. Mas essa é uma teoria bem famosa, que faz muito sentido, até certo ponto. Eu acho que o que faz mais sentido nela é, na verdade, falar sobre como o John era, como pessoa mesmo, por ele realmente não gostar de pedir ajuda, querer fazer as coisas sozinho, muito mais do que realmente querer.

provocar o acidente, na minha humilde opinião. Além disso, também tem a maldição Kennedy, que eu quis colocar nesse vídeo, porque com certeza vocês já ouviram falar. A família Kennedy é uma família que passou por muitas tragédias. Essa é apenas mais uma delas. E é uma coisa que acontece por muitas gerações e é...

Basicamente impossível de ignorar. Começando pelo John F. Kennedy, que foi assassinado em 63. E isso eu tenho certeza que todo mundo conhece. E aí teve o irmão dele, o Robert F. Kennedy, que também foi assassinado, mas em 68, durante a sua campanha presidencial. O irmão, Ted Kennedy, causou em 69 um acidente em que a sua secretária, Mary Jo Copatini, morreu afogada depois que o carro caiu de uma ponte. Mas ele sobreviveu.

Em 1948, a Kathleen Kennedy, irmã do presidente, morreu num acidente aéreo na França. Em 1984, David Kennedy, sobrinho do presidente, morreu de overdose de drogas. Em 1997, o Michael Kennedy, o primo do John, morreu num acidente de skin em Aspen no dia do ano novo. Dois anos depois, em julho de 1999, o John morreu.

Foi o senador Ted Kennedy quem, em 1969, depois do acidente da ponte, disse ao público em determinado momento naquela noite, me perguntei se alguma maldição havia caído sobre todos os Kennedy. E a morte do John reviveu essa pergunta que ele fez. O próprio Ted Kennedy pediu pessoalmente que a cerimônia de espalhamento das cinzas fosse realizada a bordo de um contratorpedeiro da Marinha.

o que é uma distinção reservada para membros das Forças Armadas, mas que foi concedida como gesto de reconhecimento à família. O testamento do John deixava seus bens pessoais, propriedades e posses para sua esposa, e como ela morreu junto com ele, tudo passou para os três filhos da sua irmã Carolyn, Rose, Tatiana e Jack.

O único item mencionado explicitamente no documento era um conjunto de scrimshaw, que são esculturas tradicionais feitas em dentes de baleia, que é uma arte típica de marinheiros, que havia pertencido ao presidente Kennedy. Esse item ficou com o Jack. A revista George publicou sua última edição em janeiro de 2001, quase dois anos após a morte do fundador. A revista, que misturava política e cultura pop, vendeu bem no lançamento, mas acumulou prejuízos.

A parceira de John's Negócios decidiu fechá-la em março de 2001 por queda na receita dos anúncios.

E como eu falei pra vocês, a Carolyn, irmã do John, sofreu muito também. Então, primeiro ela sofreu a morte do pai, que foi assassinado. Sofreu com a morte do tio, com quem ela tinha um forte laço afetivo. Depois, a sua mãe faleceu. E aí, o seu irmão faleceu em um acidente de avião. E mais recentemente, ano passado, a sua filha Tatiana... Então, com 35 anos, revelou ter sido diagnosticada com câncer terminal. E também faleceu.

Então, olha quantas perdas ela teve que enfrentar. Então, agora, falando sobre o legado da Carolyn, ela nunca deu entrevista, nunca publicou um artigo em seu nome, nunca foi capa de revista por vontade própria. Então, em sete anos de vida pública, desde quando ela foi descoberta como namorada do John pelos tabloides, até o acidente, ela não deixou nenhum registro deliberado de si mesma para o mundo.

Mas o que ela deixou foi a sua imagem, que é muito forte e é muito usada, né, por muitos anos como referência e agora voltou a ser falada. Mas que com certeza pra qualquer pessoa que gosta de moda já conhecia a Carolyn Busset antes da série. Dizem que várias personagens da ficção foram inspiradas nela. Mas o que ninguém conseguiu registrar era quem ela realmente era, segundo quem a conhecia. Quem existia dentro do apartamento, longe das câmeras.

Os amigos dissem que ela era engraçada, calorosa e irreverente, com uma lealdade feroz aos amigos que escolhia. Que ela acordava cedo pra ter pelo menos uma hora de paz antes do mundo começar a existir ao redor dela. Que ela sabia muito bem o preço do sobrenome que tinha adotado e que ela pagou esse preço sem se dissolver nele até onde ela conseguiu.

Quando o avião deles desapareceu, a assistente pessoal do John, a Rosemary, ligou pra Anne, mãe da Carolyn e da Lauren, em pânico. E a Anne respondeu entre choro e raiva. Eu disse a ele que nunca colocasse as duas ao mesmo tempo num voo. Ela tinha avisado o John pra não fazer isso. Proibido até onde uma sogra podia proibir. Ela não queria as duas irmãs num único voo. Mas ela não foi ouvida.

A mãe da Carolyn faleceu em 24 de abril de 2007, aos 67 anos, e ela não deu entrevistas, não publicou nenhum livro com as suas memórias e cumpriu até o fim a descrição que tinha ensinado as filhas. Entre as três irmãs, a irmã gêmea da Lauren, a Lisa, é a única que ainda vive, mas mantém-se longe da mídia desde 99. Ela nunca falou sobre as irmãs, ela segue em silêncio.

Já do lado do Kennedy, a única sobrevivente direta do núcleo imediato do presidente é a Carolyn, hoje com 68 anos. A única filha viva de John F. Kennedy e da Jackie. A história dela também é bem interessante de pesquisar. Ela perdeu uma das filhas, como eu disse, mas ela ainda tem o Jackie e a Rose.

O Jack, hoje, com 32 anos, ele tem uma semelhança com o John e ele é a voz pública mais ativa da família. Ele é candidato ao Congresso pelo 12º Distrito de Nova York e crítico aberto do primo Robert F. Kennedy Jr., cujas posições anti-vacina a sua mãe, Carolyn, chamou publicamente de hipócritas irresponsáveis.

Inclusive, foi o Jack quem tomou a frente da polêmica, né, com a série Love Story. Ele disse, entre aspas, se você quer falar com alguém que nunca conheceu ninguém da minha família e não sabe nada sobre nós, chame o Ryan Murphy. Ele pediu que parte dos lucros da série fossem doados à biblioteca presidencial Kennedy. Já o Ryan Murphy, que fez a série, respondeu que era uma escolha estranha ficar com raiva de um parente que você realmente não chegou a conhecer.

A série, que estreou em fevereiro desse ano, acumulou mais de 25 milhões de horas assistidas nas primeiras semanas.

E também tem uma pessoa conhecida dos Kennedy, que é o primo do Jack, o Connor Richardson Kennedy. Ele é filho do Robert F. Kennedy Jr. com a Mary Richardson Kennedy, que se suicidou em 2012, quando o Connor tinha 17 anos. Ele é hoje o Kennedy que une a dinastia americana ao Brasil. Aos 18 anos, ele teve um breve romance com a Taylor Swift.

E aí, em 2021, ele e a cantora brasileira Julia Biss se encontraram pela internet. E em agosto de 2024, o casal anunciou o noivado. O casamento tá marcado pra acontecer em novembro desse ano. Então, tem essa curiosidade que ele vai se casar com uma brasileira. O Conor é sobrinho-neto do presidente John F. Kennedy e sobrinho do John. Bom, gente, esse é o vídeo. Então, agora vocês conhecem a história dos dois.

Tem muitas coisas sobre a família Kennedy. Então aqui eu foquei realmente no John. A série que eu usei pra vocês aqui várias vezes chama Love Story no Disney+. Eu tô assistindo a série, tô gostando. Eu sempre falo, e vou repetir aqui, quando a gente vai assistir alguma coisa baseada em fatos reais, você tem que ter isso na sua cabeça, que é baseado. E que nem tudo vai ser 100% como realmente foi.

né? Então, por isso que é importante se informar e por isso que eu fiz aquele vídeo dizendo que a Caroline não é exatamente aquela pessoa polida daquele jeito que parece na série, né? Ela era... mais livre, né? Digamos assim. Então, agora, trouxe aqui a história pra vocês. Espero que vocês tenham gostado. Não esquece do like se você gostou, me ajuda muito na divulgação. E é isso. Pra mais casos, siga o podcast Quinta Misteriosa e aproveita pra avaliar em cinco estrelas se você gostou. Obrigada por ouvir e até o próximo caso.

A VERDADEIRA HISTÓRIA DE CAROLYN BESSETTE E JOHN F. KENNEDY JR #579 | Castnews Index — Castnews Index