O abraço viajante
Clara estava prestes a viver algo inédito: passar alguns dias longe da mamãe pela primeira vez.
Então nasceu "O abraço viajante", uma história sobre saudade, amor e a descoberta de que alguns abraços são tão especiais que conseguem atravessar qualquer distância.
Porque crescer também é aprender que quem amamos continua presente nas lembranças, nas risadas, nos cuidados e no coração. ❤️
Cada história da Mary Conta é criada a partir da vida, dos sentimentos e das particularidades de cada criança, transformando momentos importantes em memórias que podem ser guardadas para sempre.
✨ Esta é uma história personalizada.
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- Viagens e PerrenguesClara · Saudade · Amor · Abraços que viajam · Estrelinha dourada
- Desenvolvimento Humano e EducacaoDescoberta de que quem amamos continua presente · Memórias · Coração
Tá na hora de dormir, mas antes a Mari conta uma história. Era uma vez o abraço viajante. Era uma vez uma menina chamada Clara, mais conhecida por Teteba. Tinha seis anos e algumas certezas muito importantes sobre a vida. A primeira era que os cafés da manhã precisavam ser grandes, bem grandes.
A segunda era que o papai Paulo fazia as melhores brincadeiras. E a terceira, a mais importante de todas, era que dormir de grudinho a bracinho com a mamãe era uma das melhores coisas do mundo. Por isso, quando soube que a mamãe passaria alguns dias fora, Clara sentiu uma coisa estranha no coração.
Era como se uma nuvenzinha de perguntas tivesse aparecido dentro dela. Quem vai me dar boa noite? Quem vai me abraçar para dormir? E se eu sentir saudade? Na noite anterior à viagem, Clara ficou pensando nisso enquanto observava as estrelas pela janela. Foi então que algo aconteceu. Uma estrelinha dourada piscou três vezes. Pisca, pisca, pisca. E uma voz suave chegou até ela.
Clara, você sabia que existem abraços que aprendem a viajar? Clara regalou os olhos. Abraços viajam? Alguns sim, respondeu a estrelinha. Principalmente os abraços das mamães.
Mas como? Quando mamãe ama muito o filho, o abraço dela cresce tanto que não cabe apenas nos braços. Ele vai morar também nas lembranças, nas risadas, nos cheiros, nas histórias e dentro do coração. Clara ficou pensativa. A estrelinha continuou. Quando você comer uma fruta no café da manhã e lembrar da mamãe dizendo, experimenta essa também, o abraço dela estará ali.
Quando o papai Paulo fizer você rir, o abraço dela estará ali. Quando você encontrar uma surpresa deixada por ela, o abraço dela estará ali. Quando você assistir a um vídeo que ela gravou, o abraço dela estará ali. E quando chegar a hora de dormir, a estrelinha brilhou ainda mais forte. Ah, na hora de dormir acontece a parte mais especial.
Uau! Os abraços viajantes se transformam em cobertores invisíveis. Clara sorriu. Sério? Sério! Você não consegue vê-los, mas consegue sentir. Eles ficam enroladinhos ao redor do coração, lembrando baixinho. Eu amo você. Eu estou pensando em você. Logo estaremos juntas novamente.
Naquela noite, Clara dormiu imaginando um enorme cobertor de abraços viajantes. No dia seguinte, a mamãe partiu. E sabe de uma coisa? A saudade apareceu. Porque quando amamos alguém, a saudade também gosta de aparecer. Mas Clara descobriu algo novo. Descobriu que sentir saudade...
Não significa estar sozinha. Ela tomou café da manhã com o papai, encontrou surpresas, assistiu aos vídeos, brincou, riu, contou histórias e toda vez que sentia aquele apertinho no peito, colocava a mão sobre o coração.
Porque agora ela conhecia o segredo. Os abraços da mamãe tinham aprendido a viajar. Quando finalmente chegou o dia do reencontro, Clara correu para os braços da mãe. Eu senti tanta saudade. Eu também, respondeu a mamãe. Mas sabe de uma coisa? O quê? Seu abraço ficou comigo o tempo todo. A mamãe sorriu. Porque aquele era justamente o maior segredo do amor.
Quando o amor é verdadeiro, ele não vai embora quando alguém se afasta por alguns dias. Ele encontra um jeito de ficar. E o de Clara era tão grande, tão brilhante e tão forte que conseguia atravessar qualquer distância. Até a distância de algumas noites sem dormir de grudinho abraçadinho. Que sono! Vamos dormir, Teteba. Boa noite!