Cici e o bosque lilás dos sorrisos
Cada criança tem um jeitinho único de enxergar o mundo. E é exatamente isso que transforma uma história personalizada em uma lembrança para a vida toda. 💜
Nesta aventura, Cici embarca em uma viagem até o Bosque Lilás dos Sorrisos, onde descobre que um gesto de alegria pode colorir o coração de muita gente. Com seu inseparável Coin, muito carinho e uma palavra capaz de arrancar gargalhadas, ela vive uma história feita especialmente para ela.
As histórias personalizadas da Mary Conta são criadas a partir da personalidade, dos gostos, da família e das pequenas características que tornam cada criança única. O resultado é uma história exclusiva, narrada com afeto e que pode ser ouvida muitas e muitas vezes.
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Porque algumas histórias não são apenas contadas. Elas são criadas para morar no coração. 📚💜
Cici
Luciano
Natália
- O sorriso e suas nuancesJoão Barradas · Coelhinho · Borboleta Lilás · Animais sérios · Alegria e risadas
- A Origem e Significado da Ode à AlegriaEspalhar alegria · Mundo colorido · Estrelinha lilás
Tá na hora de dormir, mas antes a Mari conta uma história. Era uma vez Cici e o Bosque Lilás dos Sorrisos. Era uma vez uma menina muito especial chamada Cecília Foles, mas todo mundo a chamava de Cici. A Cici tinha 6 anos e encantava qualquer pessoa com seus olhos grandes, muito expressivos, de um castanho lindo que parecia contar histórias antes mesmo de ela dizer uma palavra. Seu cabelo maravilhoso, comprido e cheio de vida, balançava enquanto ela corria, brincava e descobria o mundo com sua imaginação sem fim.
Sua cor favorita é lilás. Sempre que encontrava uma flor, uma borboleta ou um pedacinho do céu dessa cor, abria um sorriso e dizia: Acho que isso foi feito especialmente para mim. Todas as noites, antes de dormir, ela abraçava seu inseparável coelhinho, seu cheirinho favorito. Com o coelhinho nos braços, parecia que todos os medos iam embora e só sobravam sonhos felizes. Numa noite de lua brilhante, aconteceu algo mágico. Quando Cici fechou os olhos, o coelhinho começou a brilhar bem fraquinho.
Primeiro como uma estrelinha, depois como um vagalume, até iluminar o quarto inteiro com uma luz lilás.— Cici, você está pronta?— sussurrou uma voz doce. Ela abriu os olhos e viu uma pequena borboleta lilás.— Venha comigo, o Bosque dos Sorrisos precisa da sua ajuda. Sem nem pensar duas vezes, Cici segurou firme o coelhinho e atravessou uma portinha de luz. Do outro lado, havia árvores lilás. Flores que cantavam baixinho, passarinhos coloridos e nuvens que pareciam algodão doce.
Mas havia um problema: todos os bichinhos estavam muito sérios. Ninguém sorria, nem os coelhos, nem os esquilos, nem os passarinhos. Ceci perguntou: O que aconteceu? Uma corujinha respondeu: Esquecemos como dar risada. Ceci pensou, pensou, pensou, até que teve uma ideia. Ela respirou bem fundo e falou bem alto: Peixoto! Por um segundo ficou um silêncio enorme. Então um coelhinho deu uma risadinha. Depois uma esquila começou a gargalhar.
Os passarinhos riram tanto que quase caíram dos galhos. A coruja ria sem conseguir parar. As flores balançavam de tanto rir. Logo o bosque inteiro estava dando gargalhadas. E quanto mais todos mais as árvores ficavam coloridas, mais as flores brilhavam, mais estrelas apareciam no céu. A Rainha das Borboletas sorriu e disse:— Sisi, você descobriu o segredo mais poderoso de todos! Ela perguntou:— Qual?— Quem espalha alegria faz o mundo inteiro ficar mais colorido.
Como agradecimento, a rainha entregou uma estrelinha lilás. Sempre que você for gentil, corajosa ou fizer alguém sorrir, ela vai brilhar no seu coração. Quando a aventura terminou, Cici voltou para o seu quarto. Mamãe Natália entrou bem devagar, deu um beijinho na sua testa e ajeitou o coelhinho em seus braços. Logo depois, Papai Luciano abriu a porta só um pouquinho e cochichou: Boa noite, minha princesa. Cici sorriu sem abrir os olhos.
Ela tinha certeza que ninguém acreditaria na aventura. Mas antes de adormecer completamente, ouviu bem baixinho uma borboleta sussurrar: Obrigada, Cici! E abraçada ao seu coelho, ela dormiu profundamente, sonhando com um bosque inteiro pintado de lilás. E de vez em quando, alguém bem longe gritava: Peixoto! E o bosque inteiro caía na gargalhada mais feliz do mundo. Que sono! Vamos dormir, Ceci? Boa noite.