Episódios de A Mary Conta - Hora de Dormir

O dia em que o quintal resolveu crescer

01 de agosto de 20266min
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✨ E se o quintal da sua casa escondesse a próxima grande aventura?

Nesta história, Alice e Miguel descobrem que a imaginação é capaz de transformar qualquer cantinho em um mundo cheio de descobertas, dinossauros, brincadeiras e momentos inesquecíveis.

Cada detalhe foi criado especialmente para eles, com suas personalidades, seus apelidos, seus brinquedos favoritos, seus cachorros e tudo o que faz essa infância ser única. 💛

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Participantes neste episódio1
M

Mary

NarradorContadora de histórias
Assuntos3
  • Quintal como laboratórioAlice e Miguel · Imaginação infantil · Descoberta de dinossauro
  • Aventura e jogoColina e pomar · Lago rasinho · Pegadas de dinossauro · Filhote de dinossauro
  • DinossaurosCorrer e cabana · Piquenique · Esconde-esconde
Transcrição1 segmentosassemblyai/universal-3-5-pro
MMary

Tá na hora de dormir, mas antes a Mari conta uma história. Era uma vez o dia em que o quintal resolveu crescer. Quando o papai Rafa abriu a porta dos fundos naquela manhã, estranhou. Érica, você plantou alguma coisa ontem? A mamãe olhou para o quintal. Não. Alice também olhou. Miguel olhou. Mística olhou. Kurama olhou. Tudo parecia igual. O balanço estava no lugar, a bicicleta encostada no muro, as árvores balançando devagar. Só havia uma diferença: o quintal parecia maior.

Não muito, só um pouquinho. Alice apertou os olhos. Ela sempre reparava nas pequenas diferenças. Deu 7 passos até a cerca. Normalmente eram 10. Voltou, contou de novo. Agora eram 12. Estranho. Miguel não perdeu tempo pensando, saiu logo correndo. Quanto mais corria, mais espaço aparecia na frente dele. Alice arregalou os olhos. O quintal está crescendo! Miguel deu uma gargalhada. Era exatamente o tipo de notícia que adorava. Os dois seguiram andando e descobriram que quanto mais curiosidade levavam, maior o quintal ficava.

Primeiro apareceu uma colina, depois um pomar, depois um lago rasinho onde dava vontade de colocar os pés. Miguel entrou antes mesmo de tirar os sapatos. As gotinhas espirraram para todo lado. Alice riu:— Você nem perguntou se podia! Miguel respondeu do jeito dele: Pode! E continuou brincando. Mais adiante encontraram uma clareira. Não havia flores nem pedras. O chão inteiro era coberto por pegadas. Pegadas grandes, pequenas, redondas, pontudas.

Alice se ajoelhou imediatamente. Adorava descobrir como as coisas funcionavam. Passou o dedo sobre uma delas.— Ah, essa é uma pata de cachorro! Kurama latiu.— Outra! Essa também! Mística abanou o rabo. Depois encontrou uma enorme, com 3 dedos. Alice abriu um sorriso.— Dinossauro! Miguel abriu a boca.— Di! Seguiram as pegadas. Elas terminavam atrás de uma moita. Lá encontraram um filhote. Não era do tamanho de uma montanha. Era do tamanho de um bezerro, verde, curioso e completamente atrapalhado.

Tentava alcançar folhas altas, mas era baixinho demais. Alice se aproximou devagar. Acho que ele é um herbívoro. Miguel esticou uma folha. O dinossauro comeu com tanta vontade que fez cócegas nas mãos dele. Os dois caíram na risada. Depois resolveram mostrar o quintal ao novo amigo. Brincaram de correr. Miguel disparou na frente. O dinossauro tentava acompanhar. Alice narrava tudo como se fosse uma grande aventura. Quando chegaram perto da bicicleta, o dinossauro inclinou a cabeça.

Parecia curioso. Alice explicou como funcionavam os pedais. Ele tentou, não conseguiu. Tentou outra vez, também não conseguiu. Na terceira, conseguiu dar duas pedaladas. Miguel bateu palmas. Como se tivesse acabado de assistir ao maior espetáculo do mundo. Depois montaram uma cabana. O dinossauro era tão grande que o teto ficou torto. Precisaram aumentar tudo. Mística entrou primeiro. Kurama entrou logo depois. Miguel trouxe o Sansão.

Alice apareceu com o Minhocão e o Pernalonga. Quando perceberam, até a arara de pelúcia já fazia parte da brincadeira. Na hora do lanche, estenderam uma toalha. Frutinhos para todo mundo: maçã, banana, melancia. O dinossauro descobriu que adorava melão. Alice fez uma anotação em um caderninho: alimento preferido: melão. Miguel experimentou dar uma uva. O dinossauro fez uma careta tão engraçada que todos riram. Depois do piquenique, resolveram construir o maior esconderijo do mundo.

Mas toda vez que Miguel se escondia, começava a rir antes que alguém o encontrasse. E toda vez que Alice se escondia, deixava pistas de propósito, porque dizia que era uma brincadeira boa, precisava durar bastante. Quando o sol começou a descer, ouviram a voz da mamãe: Crianças, hora do banho! Alice olhou para trás, o dinossauro também. O quintal começou a diminuir bem devagar. A colina desapareceu, depois o lago, depois o pomar, até que restou apenas o quintal de sempre.

O filhote encostou o focinho na mão da Alice, depois deu uma leve trombadinha carinhosa em Miguel. Com três passinhos desajeitados, entrou atrás da moita e sumiu. Naquela noite, depois do banho, da história, do podcast e de muitos abraços do papai Rafa e da mamãe Érica, os dois cochilaram juntos na rede, agarradinhos seus ursinhos. Miguel abraçado a Sansão, Alice com o Minhocão e o Pernalonga. Antes de fechar os olhos, Alice cochichou: Você acha que o quintal vai crescer de novo?

Miguel sorriu daquele jeitinho sapeca: Amanhã. Ela sorriu também, porque no fundo já tinha entendido o segredo. O quintal nunca crescia sozinho. Ele crescia toda vez que duas crianças chegavam com vontade de imaginar. Enquanto existisse Alice, Miguel, uma bicicleta, dois cachorros, alguns ursinhos, um punhado de frutinhas e muitas perguntas esperando respostas, sempre haveria espaço para mais uma aventura. Que sono! Vamos dormir, Alice? Vamos dormir, Miguel. Boa noite.

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