Episódios de A Mary Conta - Hora de Dormir

Hugo e os sete Hugos

25 de julho de 20266min
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✨ E se cada paixão de uma criança ganhasse vida?

Na história personalizada do Hugo, o amor pelo futebol, pelos livros, pelo LEGO, pelas viagens, pelas bandeiras e pela imaginação se transforma em uma aventura divertida e cheia de descobertas. Uma história criada exclusivamente para ele, com detalhes da sua vida, da sua família e dos seus sonhos.

Porque cada criança merece se reconhecer como protagonista da própria história. 💛

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Participantes neste episódio1
H

Hugo

Narrador
Assuntos2
  • Aventuras da GabiImaginação infantil · Diversidade de interesses · Colaboração e trabalho em equipe
  • Aprendizado e DiversãoSuperação de conflitos · Valorização das individualidades
Transcrição1 segmentosassemblyai/universal-3-5-pro
HHugo

Tá na hora de dormir, mas antes a Mari conta uma história. Era uma vez Hugo e os 7 Hugos. Hugo tinha 5 anos e um talento muito especial. Ele nunca brincava de uma coisa só. Quando começava uma partida de futebol, também era o narrador. Enquanto narrava, imaginava um estádio enorme. Depois desenhava o escudo do time. Construía arquibancada com Lego, inventava bandeiras para a torcida e, antes do jogo terminar, já queria viajar para outro lugar.

Sua cabeça era um parque de diversões. Certa tarde, enquanto chutava uma bola de espuma na sala, Hugo gritou bem alto: É agora! O maior gol da história! A bola bateu na almofada, depois no sofá, depois na estante E ploc! Um livro caiu no chão. Mas não foi só isso. Quando o livro se abriu, uma fumaça colorida saiu de dentro dele. E diante dos olhos de Hugo apareceu outro Hugo. Era exatamente igual, só que usava um microfone. Boa tarde, senhoras e senhores!

Começa agora mais uma aventura espetacular! Antes que Hugo entendesse qualquer coisa, ploc! Saiu o outro com uma caixa enorme de Lego. Depois outro cheio de tintas. Depois outro com uma prancha de surf debaixo do braço. Depois outro vestindo uma camisa do Fortaleza. Depois outro carregando um atlas cheio de bandeiras. E por último apareceu um Hugo usando mochila, chapéu e binóculos. Os 7 se olharam. Vamos jogar bola, disse Hugo Futebol.

Não, vamos construir uma cidade, respondeu Hugo Lego. Desenhar, gritou Hugo Pintor. Viajar, disse o Hugo Explorador. Aprender bandeiras, falou o Atlas. Surf, respondeu o outro. Enquanto isso, o narrador anunciava: Clima de muita confusão entre os Hugos. Ninguém entra em acordo. Em menos de 5 minutos, a sala virou uma bagunça. O Hugo Futebol chutou a bola. Ela derrubou a torre de Lego. O Hugo Lego reclamou. O pintor tentou desenhar uma nova torre.

O explorador saiu procurando uma saída pela casa. O surfista resolveu deslizar sobre um cobertor, como se fosse uma onda. E o narrador descrevia tudo com entusiasmo. Eduardo e Fabiane ouviram um barulho da cozinha. Quando chegaram, encontraram apenas um Hugo. Ou pelo menos foi o que pensaram. Na verdade, os outros 6 conseguiram se esconder bem depressa. Assim que os pais saíram, os Ugos respiraram aliviados, mas então perceberam um problema: nenhum deles conseguia voltar para dentro do livro.

Tentaram empurrar uns aos outros e nada. Tentaram fechar o livro, nada. Foi então que o menor deles, Hugo das Bandeiras, encontrou uma frase escrita na última página: quem tenta fazer tudo sozinho acaba dividido. Quem aprende a fazer junto volta a ser inteiro. Todos ficaram em silêncio. Então, precisamos brincar juntos? Perguntou o Hugo Futebol. Parecia simples, mas não era. Eles passaram o dia inteiro tentando. No começo, cada um queria mandar.

Até que surgiu uma ideia: e se criassem uma brincadeira onde todos fossem importantes? O Hugo Lego construiu um estádio. O pintor desenhou as linhas do campo e as bandeiras da torcida. O explorador inventou obstáculos secretos pelo caminho. O surfista criou um escorregador para chegar ao gol. O Hugo das Bandeiras escolheu representantes de vários países para formar os times. O Hugo Futebol organizou a partida. E o narrador? Bem, ele fez o que sabia fazer de melhor.

Senhoras e senhores, pela primeira vez na história, o Campeonato das Mil Brincadeiras vai começar! Foi a partida mais divertida que qualquer um deles já viu. Para marcar um gol, era preciso passar por um túnel de Lego, escorregar por uma onda imaginária, responder qual era a bandeira certa, desenhar uma nova torcida e ainda driblar obstáculos inventados pelo explorador. No último apito, algo curioso aconteceu. Os 7 começaram a brilhar.

Primeiro as mãos, depois os pés, os cabelos. Um a um deram risada, deram um abraço coletivo e voltaram a ser apenas um. Hugo abriu os olhos. Estava novamente sozinho na sala, ou quase. Sobre o tapete havia uma pequena torre de Lego. Ao lado dela, um desenho colorido, uma bola, uma mini bandeira ou um microfone de brinquedo. Hugo sorriu. Talvez os outros Hugos ainda estivessem por ali, não separados, mas morando todos dentro dele.

Porque algumas crianças não têm apenas um jeito de brincar, têm muitos. E isso não é confusão, é imaginação. Naquela noite, antes de dormir, Eduardo perguntou: Filho, qual foi a brincadeira de hoje? Hugo pensou, pensou e respondeu: Todas! E pela primeira vez, essa era exatamente a resposta certa. Que sono! Vamos dormir, Hugo? Boa noite!

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