Episódios de A Mary Conta - Hora de Dormir

Livia e a casa cheia de amor 🏠

19 de julho de 20265min
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✨ Algumas mudanças assustam. Principalmente quando o coração de uma criança está cheio de lembranças.

A história da Lívia foi criada especialmente para ajudá-la a entender que o amor não mora nas paredes de uma casa, mas nas pessoas que fazem dela um lar. 💖

Cada história da **A Mary Conta** é escrita de forma totalmente personalizada, com o nome da criança, sua família, seus medos, suas conquistas e tudo aquilo que faz parte da sua vida. Assim, a imaginação se transforma em uma ferramenta de acolhimento, afeto e conexão.

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Porque toda criança merece ser a protagonista da sua própria história. 📚💛

Participantes neste episódio3
L

Lívia

Narrador
P

Priscila

Narrador
R

Renato

NarradorAnalista de coisinha sênior
Assuntos2
  • Mudanca de ResidenciaLívia · João Barradas · Pilatos · Casa · Amor · Lembranças
  • O Amor ÁgapeCasinha · Coração · Pessoas · Lembranças
Transcrição1 segmentosassemblyai/universal-3-5-pro
LLívia

Tá na hora de dormir, mas antes a Mari conta uma história. Era uma vez Lívia e a casa cheia de amor. Era uma vez uma menina de 7 anos chamada Lívia. Ela era curiosa, alegre e fazia perguntas sobre tudo. Por que as estrelas piscam? Como os passarinhos sabem voltar para o ninho? E será que uma casa sente saudade quando a gente vai embora? Nos últimos dias, essa última pergunta não saía da cabeça dela. Lívia morava com a mamãe Priscila e adorava passar dias especiais na casa do papai Renato.

Desde que ela tinha apenas 2 aninhos, eles moravam em casas diferentes, mas havia um detalhe que fazia tudo parecer mais fácil: a casa do papai ficava bem na frente do prédio da mamãe. Ela conhecia cada pedacinho daquela casa, sabia exatamente onde o sol entrava pela janela de manhã, Sabia onde gostava de sentar para conversar com o papai. Era uma casa cheia de lembranças. Então veio a notícia: o papai iria se mudar. Não seria para longe, continuaria no mesmo bairro, bem pertinho da escola.

Inclusive, daria até para ir caminhando. A nova casa já tinha até um quarto lindo esperando por ela, pintado de um rosa delicado, exatamente como ela gostava. Mas mesmo assim, seu coração apertou. Na noite em que dormiu pensando nisso, Lívia teve um sonho diferente. Ela caminhava por uma rua iluminada pela lua quando encontrou uma casinha pequenininha com janelas brilhantes e uma portinha azul. A casinha sorriu. Sim, sorriu. Você está triste porque o seu papai vai mudar de casa, não é?

Lívia fez que sim com a cabeça. Tenho medo de esquecer a casa antiga. A casinha deu uma risadinha tão gostosa que parecia vento balançando as folhas. Ah, minha pequena, as pessoas sempre pensam que moram dentro das casas. E não moram? Não exatamente. Então onde elas moram? No coração uma das outras. Lívia ficou pensativa. A casinha continuou: Uma casa guarda grandes ecos de risadas, do cheiro do café, das conversas e dos abraços.

Mas tudo isso nasceu nas pessoas. Quando elas vão embora, levam junto. Então as lembranças vão também? Vão! E ainda criam espaços para novas lembranças. Nesse instante, várias bolinhas douradas começaram a sair da mochila de Lívia. Cada uma era uma lembrança: o primeiro bolo que fez com o papai Renato, uma tarde desenhando com a mamãe Priscila, as brincadeiras, Os abraços, as histórias, as gargalhadas. As bolinhas voaram até uma casinha novinha, de paredes claras.

Quando tocaram nela, a casa começou a brilhar. Está vendo? Disse a casinha. Uma casa fica feliz quando recebe uma família cheia de amor. Lívia olhou para o novo quarto. As paredes rosas pareciam dizer: Mal posso esperar para ouvir suas risadas. Ela sorriu pela primeira vez desde que soube da mudança. Na manhã seguinte, contou seu sonho para o papai Renato. Ele a abraçou bem forte. Filha, sabe o que mais eu vou levar para casa nova?

O quê? Você! Mais tarde, a mamãe Priscila também conversou com ela. Lívia, algumas mudanças dão friozinho na barriga, mas isso acontece porque o nosso coração demora um pouquinho para entender que o amor não muda de endereço. Ela pensou bastante nisso. No dia em que conheceu melhor a casa nova, entrou devagar no quarto rosa, passou a mão na parede, olhou pela janela, percebeu que dali também dava para ver um pedacinho do céu e descobriu que o caminho até a escola podia ser feito a pé, observando árvores, passarinhos e flores pelo caminho.

De repente, já não parecia um lugar estranho, parecia um lugar esperado por ela. Naquela noite, antes de dormir, Livi fez mais uma pergunta para si mesma: será que dá para amar duas casas? E seu coração respondeu bem baixinho: dá sim, porque algumas casas guardam nossas lembranças e outras guardam os nossos próximos capítulos. E o mais importante de tudo: não importa onde esteja a casa do papai Renato, nem onde fica o prédio da mamãe Priscila, enquanto existir abraços esperando por ela dos dois lados da rua, do bairro ou de qualquer lugar do mundo, Lívia sempre estará em casa.

E naquela noite ela dormiu tranquila, imaginando todas as novas histórias felizes que ainda viveria na casinha de paredes rosas, descobrindo que as melhores mudanças não levam embora o que amamos, elas apenas dão um novo lugar para o amor continuar crescendo. Que sono! Vamos dormir, Lívia. Boa noite.

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