O segredo de Apollo
Algumas histórias fazem as crianças sonharem. Outras fazem com que elas se reconheçam dentro da própria aventura. 💛
Desta vez, Apollo, o fiel companheiro de Ana Beatriz e Maria Sofia, é quem conta a história. Entre passeios de bicicleta, momentos em família e o carinho de todas as noites, ele revela um segredo que só um cachorro muito observador poderia conhecer.
Uma história delicada sobre crescer, tentar de novo e descobrir que as aventuras mais bonitas acontecem bem pertinho de nós.
✨ Esta é uma história personalizada, criada especialmente para essa família.
Se você também deseja presentear uma criança com uma história única, feita a partir da sua personalidade, da sua rotina e das pessoas (e até dos pets!) que ela mais ama, faça sua encomenda pelo Instagram **@amaryconta** ou pelo site **[www.amaryconta.com.br](http://www.amaryconta.com.br)**.
Aurora
- Tecnicas NarrativasImaginação e aventura · Histórias antes de dormir · A magia das palavras
- Impacto no Aprendizado InfantilAprender a pedalar · Superar o medo · A importância da tentativa
- Revelações e descobertasCriatividade e imaginação · Alegria das descobertas
Tá na hora de dormir, mas antes a Mari conta uma história. Era uma vez o segredo de Apolo. Meu nome é Apolo, eu sou o cachorro da Ana Beatriz e da Maria Sofia. Na verdade, acho que elas pensam que são minhas donas e eu deixo. Todos os dias acordo antes delas, dou uma volta pela casa, espreguiço bem devagar e espero ouvir os passinhos correndo pelo corredor. Nunca sei quem vai chegar primeiro. Às vezes é a Ana Beatriz, às vezes é a Maria Sofia, mas uma coisa é certa: as duas sempre vêm me dar um abraço e eu adoro.
Conheço cada risada delas, sei quando uma está animada, quando a outra está pensativa, e também sei reconhecer aquele olhar que aparece quando elas pegam as bicicletas. Elas estão aprendendo a pedalar. No começo eu não Eu não entendia porque os humanos inventaram um brinquedo que cai para os lados. Eu tenho 4 patas e funciona muito melhor. Mas logo percebi uma coisa: cada tentativa fazia as duas sorrirem um pouquinho mais, mesmo quando precisavam colocar os pés no chão, mesmo quando uma dizia, quase consegui!
E a outra respondia, vamos tentar de novo! Eu corri ao lado delas como um treinador muito importante. Às vezes latia. Às vezes abanava o rabo. Na minha cabeça, isso significava: vamos, vocês conseguem! Quando o sol ia embora, acontecia o meu momento preferido. As meninas colocavam o pijama, escovavam os dentes, escolhiam um lugar bem quentinho na cama e começava a história antes de dormir. Eu fingia que estava cochilando, mas não estava.
Prestava atenção em tudo. Ouvia histórias de castelos, florestas, dragões, crianças corajosas, bichos falantes e lugares que só existem na imaginação. Cada história deixava o quarto diferente, mesmo sem ninguém perceber. Depois que a luz era apagada, eu ainda conseguia sentir. Ficava um restinho de aventura no travesseiro, um pedacinho de coragem na coberta, uma pitada de alegria espalhada pelo chão. As histórias nunca iam embora completamente.
Elas ficavam ali, esperando o dia seguinte. Foi então que tive uma ideia. Na manhã seguinte, antes que as meninas acordassem, comecei a esconder pela casa pequenos tesouros: uma folha em formato de coração que encontrei no quintal, uma pena bem macia que o vento trouxe, uma pedrinha redonda e brilhante, uma florzinha caída da árvore. Quando Ana Beatriz encontrou a primeira, sorriu. Sofia, olha isso! Maria Sofia encontrou outra perto da bicicleta.
Será que alguém deixou pra gente? Eu apenas balancei o rabo. Nos dias seguintes, continuei minha missão. As meninas passaram a procurar pequenos tesouros por toda parte. Cada descoberta virava uma nova história. A folha era de uma árvore encantada. A pena tinha pertencido a um pássaro viajante. A pedrinha era de uma estrela que tinha caído do céu. A flor era um presente da primavera. Enquanto inventavam tudo aquilo, nem percebiam que estavam crescendo, nem que já conseguiam pedalar cada vez mais longe.
Até que numa tarde aconteceu. Ana Beatriz saiu pedalando sem colocar os pés no chão. Maria Sofia foi logo atrás. As duas passaram por mim rindo, com o vento bagunceando laçando seus cabelos. Eu lati tão alto que até os passarinhos voaram da árvore. Elas tinham conseguido! Naquela noite, durante a história, antes de dormir, as duas estavam ainda mais felizes. Quando a narração terminou, Ana Beatriz fez um carinho na minha cabeça.
Acho que hoje foi o melhor dia. Maria Sofia concordou. E amanhã vai ter outra aventura. Fechei os olhos satisfeito porque elas ainda não tinham descoberto o meu segredo. Achavam que as aventuras moravam apenas nas histórias, mas eu sabia que não. Elas moravam nas manhãs em que a coragem vencia o medo, nas tardes em que uma ajudava a outra, nas gargalhadas depois de uma tentativa, nos passeios de bicicleta, nos abraços, e em todas as noites em que duas irmãs Um cachorro muito feliz e uma história dividiam o mesmo quarto.
Afinal, algumas aventuras são escritas em livros, mas as mais bonitas são aquelas que acontecem dentro de casa, bem diante dos nossos olhos. Que sono! Vamos dormir, Ana Beatriz. Vamos dormir, Maria Sofia. Boa noite.
Amary Conta
História personalizada para crianças