Rabugento e a menina do sorriso infinito - Rachel Porto
✨ Era uma vez… uma menina, um cachorrinho e um rabugento que talvez nem fosse tão rabugento assim 💛🐾
No episódio de hoje do A Mary Conta, vamos mergulhar na leitura do livro “Rabugento e a Menina dos Sorrisos Infinitos”, da autora Rachel Porto 📖✨
Uma história delicada e encantadora sobre afeto, amizade e o poder de um sorriso para transformar o mundo ao nosso redor.
Prepare o coração, porque essa história aquece a alma e faz a gente acreditar na gentileza 💫
Quer viver (ou presentear alguém com) uma história única e inesquecível?
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- História de RabugentoAmizade entre Rabugento e Luna · Transformação através do sorriso
Tá na hora de dormir, mas antes a Mari conta uma história. Era uma vez Rabugento e a menina do sorriso infinito. Em uma casa tranquila, no fim de uma rua cheia de árvores e coqueiros que dançavam com o vento, morava um cachorro idoso chamado Rabugento.
Ele era um bulldog de pelos cor de caramelo queimado, com orelhas sempre em alerta e olhos profundos, que pareciam guardar histórias de muitos carnavais vividos. Seu lugar favorito era uma almofada velha e mordida ao lado da janela, onde podia cochilar em paz, longe dos barulhos do mundo. Rabugento não gostava de confusão, detestava buzinas, o alto-falante do carro do gás,
visitas inesperadas e qualquer coisa que se movesse rápido demais. Tinha medo de trovões que sacudiam o céu, do aspirador de pó que rugia como um tigre, e principalmente de crianças que corriam como foguetes e falava alto como cigarras.
Foi então que num dia de sol e cheio de maresia no ar, chegou uma nova vizinha, Luna. Era uma menina de quatro anos com cabelos pretos brilhantes, olhos curiosos e um sorriso tão largo que parecia iluminar a rua inteira. Luna amava cachorros mais do que sorvete de morango e açaí.
E quando viu Rabugento pela primeira vez, seu coração disparou. Cachorrinho! Gritou ela correndo em direção ao cãozinho. Assustado, Rabugento deu um pulo, correu para trás de sua casinha e ficou lá resmungando baixinho, como se dissesse. O que essa pequena tempestade quer comigo?
Ele não gosta de mim, disse Luna com os olhinhos marejados. Mas Luna era feita de esperança. Todos os dias ela voltava. Levava bolinhas coloridas, ossinhos de brinquedo, biscoitos caninos e até desenhos feitos com lápis de cor. Rabugento, desconfiado, continuava em seu canto.
observando com os olhos semi-cerrados e o focinho enrugado. — Tudo bem, Rabugento, eu volto amanhã, dizia Luna sem perder o brilho no olhar. Até que num dia de céu nublado, Rabugento espiou, cheirou e com um suspiro quase imperceptível, pegou o biscoito, sem latido, sem festa.
Mas Luna sorriu, como se tivesse ganhado seu doce preferido. A cada novo encontro, Luna se aproximava com mais delicadeza. Às vezes oferecia um brinquedo, outras apenas um carinho de leve na cabeça. Rabugento ainda resmungava, mas já não corria mais. Ele começava a entender que aquele pequeno furacão de alegria não queria assustá-lo, queria ser sua amiga.
Um dia, Luna tropeçou no jardim e caiu. Seu joelho se ralou e lágrimas escorreram como chuva. Rabugento, com passos lentos e olhos atentos, se aproximou e lambeu sua mão com ternura. Luna parou de chorar. Você veio me consolar? Ela sussurrou surpresa. Rabugento se deitou ao lado dela. Pela primeira vez, ele quis ficar perto. A partir daquele dia, tudo mudou. Eles continuaram diferentes.
Luna era barulhenta, Rabugento era calado. Ela queria correr, ele queria dormir. Mas encontraram um jeito de brincar. Luna contava histórias e Rabugento as escutava com atenção. Histórias de leões corajosos, dinossauros dançantes e cachorros astronautas que voavam até a lua. Ela desenhava mundos coloridos e ele ficava ao lado, como um guardião silencioso.
Às vezes só ficavam juntos em silêncio, olhando as nuvens que passavam como navios no céu. Com o tempo, Rabugento passou a esperar por Luna na varanda. Ela chegava da escola, sentava-se ao seu lado e sorria fechando os olhinhos. E ele cheirava sua orelha com curiosidade e afeto. Eles não precisavam de muito para ser felizes, apenas um ao outro.
Luna aprendeu que amizades verdadeiras não nascem de um dia para o outro. São como jardins, precisam de paciência, respeito e carinho para florescer. E Rabugento aprendeu que mesmo depois de muitos carnavais, ainda é possível fazer uma nova amiga. Uma amiga com um sorriso infinito.
E assim, o cachorro Rabugento e a menina do sorriso infinito se tornaram os melhores amigos do mundo. Que sono! Vamos dormir? Boa noite!