O mistério do sinal do corpo
Toda criança tem seu jeitinho único, suas descobertas, seus medos e suas pequenas grandes aventuras. 💙✨
Na história de hoje, o Fran embarca em uma missão muito especial: aprender a ouvir os sinais do próprio corpo. Com muita imaginação, diversão e o jeitinho engraçado dele de falar “Pô, cara… na verdade…”, essa aventura mostra que crescer também é aprender coisas novas, no próprio tempo. 🚲⚽🕷️
Essa é uma história personalizada, criada com carinho para transformar momentos da infância em memórias afetivas e histórias cheias de significado.
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- Leitura de sinais corporaisFome · Sono · Vontade de brincar · Necessidade de ir ao banheiro · Francisco (Fran)
- O corpo falaO corpo como amigo · Mensagens do corpo · Superpoderes
Tá na hora de dormir, mas antes a Mari conta uma história. Era uma vez o mistério do sinal do corpo. Era uma vez um menino chamado Francisco, mas quase ninguém chamava ele assim.
E aí, Fran, bora brincar? Chamavam os amigos. E o Fran era daqueles meninos que pareciam ter energia guardada nos pés. Corria no parquinho, chutava bola, pedalava tão rápido na bicicleta que parecia ter foguetes escondidos nas rodas. E quando saía pedalando por aí, falava com seu jeitinho carioca. Pô, cara, olha eu passando. Não acredito que eu consegui.
Fran também adorava a cor azul, gostava do Homem-Aranha e achava que todo dia podia virar uma aventura.
Mas existia um mistério que ele ainda não tinha conseguido resolver. Um mistério muito importante. O mistério do sinal secreto do corpo. Tudo começou num dia em que Fran estava brincando no parquinho imaginário lá no quintal. Ele pedalava, chutava bola, corria de um lado para o outro, quando, de repente, seu corpo fez uma coisa estranha. Blup!
Fran parou. Depois veio outra sensação. Blub, blub. Fran colocou a mão na barriga. Pô, cara, não acredito. Então apareceu uma teia azul descendo do céu. Porque em histórias tudo pode acontecer. Nela estava pendurado um pequeno herói mascarado. Fran, Fran, atenção, atenção.
Fran regalou os olhos. Cara, Homem-Aranha? O herói deu risada. Na verdade, hoje eu vim numa missão diferente. Missão de vilão? Não. Missão de dinossauro? Também não. Missão de bicicleta turbo? Quase. Ele apontou para a barriga de Fran. É uma missão sobre os sinais do corpo.
Fran olhou confuso. Sinais? Isso mesmo. O nosso corpo é muito inteligente. Ele conversa com a gente o tempo todo. Fran ficou pensando. Tipo quando eu tô com fome? Exatamente. Tipo quando eu tô com sono? Isso. Tipo quando eu quero brincar mais e minha mãe fala. Fran, você já tá quase dormindo em pé?
Isso também, respondeu o herói rindo. Então ele explicou. E sabe aquela sensação na barriga que fala blup? Fran fez cara de pensador. Ela não é um problema, não é um susto, não é um monstro.
É só o seu corpo dizendo, Ei Fran, tá na hora de fazer cocô. Fran regalou os olhos. Sério? Sério. E sabe qual é o superpoder? Qual? Avisar alguém. Fran ficou olhando. Mas só isso? Só isso. Você pode dizer mãe, pai, neves, vó ou qualquer adulto que estiver com você.
Fran pensou mais um pouco. Então eu não preciso esperar? Não. Nem fugir? Não. Nem fingir que não ouvi? O herói balançou a cabeça. O corpo é seu amigo, Fran. Ele só manda mensagens. Fran abriu um sorriso, respirou fundo e disse. Pô, cara, na verdade eu acho que entendi.
Quando meu corpo fizer blup, eu posso falar. Ei, alguém, meu corpo tá me chamando. E o Homem-Aranha abriu um sorrisão. Missão quase concluída, parceiro. Quase? Quase. Porque todo super-herói aprende no seu tempo.
Fran sorriu, pegou sua bicicleta e saiu pedalando pelas ruas de aventura gritando. Pô cara, o corpo só estava conversando comigo. E naquela noite antes de dormir, ele ficou pensando. Talvez os maiores superpoderes não sejam soltar teias. Talvez sejam aprender coisas novas sobre a gente mesmo. Que sono. Vamos dormir Fran. Boa noite.
E aí
Amary Conta
História personalizada para crianças