O arco-íris do outro lado do mar 🌈
Do outro lado do mundo, entre arco-íris, unicórnios, sereias e muita saudade do Brasil, Aaliyah descobre que carregar duas culturas no coração é um tipo de magia ✨🌈
Uma aventura cheia de coragem, amor, família, bichinhos fofos, pão de queijo, brigadeiro e um potinho mágico capaz de guardar memórias especiais 💛
Essa foi mais uma história personalizada da Mary Conta, criada com carinho para transformar memórias e afetos em aventuras inesquecíveis 📚
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- História de Ló e AbraãoCultura e identidade · Família e saudade do Brasil · Amizade com animais · Superação do medo de aranhas · Gentileza como magia
- Evolução da Consciência e as Cores da RosaAmeaça das aranhas cinzentas · A importância da gentileza · A magia de carregar dois mundos
- Memórias e IdentidadeConexão com as raízes brasileiras · Guardar memórias afetivas
Tá na hora de dormir, mas antes a Mari conta uma história. Era uma vez a Lia e o arco-íris do outro lado do mar.
Lá no outro lado do mundo, onde as montanhas parecem tocar as nuvens e o mar brilha como vidro azul, vivia uma menina chamada Alia. Alia morava na Nova Zelândia com sua família especial. Seu pai Thomas, que conhecia todos os caminhos verdes das trilhas e parques da cidade. Sua mãe brasileira, que enchia a casa com cheiro de pão de queijo e brigadeiro. E seus dois cachorros inseparáveis.
Hannah e Shadow. A Lia tinha cabelos muito longos, castanhos e com cachinhos dourados nas pontas, que brilhavam quando o sol tocava seus fios. Ela dizia que o próprio sol tinha pintado seu cabelo de ouro. E talvez tivesse mesmo, porque havia algo mágico em a Lia.
Ela amava unicórnios, sereias, borboletas, arco-íris, princesas, coelhos, capivaras, gatos, praticamente todos os animais do planeta. Todos, menos aranhas.
Nem pequenas, ela dizia escondendo o rosto. Sua parte favorita do dia era andar de bicicleta procurando os parquinhos mais divertidos do bairro. Alguns tinham escorregadores enormes, outros tinham pontes de madeira, túneis secretos e balanços que quase tocavam as nuvens.
Certa manhã, depois de uma chuva leve, a Lia percebeu algo diferente enquanto pedalava. Um arco-íris gigantesco apareceu no céu, mas não era um único arco-íris comum. As cores brilhavam como se dançassem, e bem no final dele havia uma pequena porta dourada. Mamãe, papai, vocês estão vendo isso? Perguntou ela.
Thomas apertou os olhos. Eu nunca vi nada parecido. Shadow latiu. Hannah saiu correndo. E então a porta dourada se abriu sozinha. De dentro dela surgiu um coelho branco, usando um pequeno chapéu azul. Finalmente encontrei você, Alia, disse ele apressado. O reino das cores precisa da sua ajuda.
A Lia regalou os olhos. Um coelho? Falante? Sim, sim, depois eu explico. Não temos tempo. As aranhas cinzentas estão roubando as cores do reino. A Lia congelou. Aranhas? Infelizmente, ela pensou em desistir. Mas então, Hannah latiu de novo. Shadow ficou ao seu lado. E Thomas colocou a mão em seu ombro.
Coragem não é não sentir medo, disse ele, é continuar mesmo tremendo um pouquinho. Sua mãe sorriu, igual quando sentimos saudades do Brasil, mas seguimos enchendo nossa vida de coisas bonitas aqui também. A Lia respirou fundo.
e atravessou a porta dourada. Do outro lado existia um lugar impossível. Borboletas brilhando no céu, sereias nadando em rios coloridos, coelhos tomavam chá perto das árvores lilases, capivaras descansavam em jardins cheios de flores e unicórnios corriam livres deixando rastros de glitter colorido. Mas as cores estavam desaparecendo, as flores estavam ficando cinzas.
O céu perdia o brilho. Até os arco-íris pareciam cansados. As aranhas da fumaça estão escondidas na floresta nebulosa, explicou o coelho. Elas se alimentam de alegria. Ali a engoliu seco.
Ela realmente não gostava de aranhas, nem um pouquinho, mas então teve uma ideia. Talvez elas estejam tristes, disse baixinho. Todos ficaram em silêncio, então a Lia abriu sua mochila. Lá dentro havia algumas coxinhas, pão de queijo e brigadeiros que sua mãe sempre levava nos passeios. Ninguém consegue ficar bravo comendo brigadeiro, ela afirmou.
O coelho concordou imediatamente. Hum, isso faz muito sentido. Então eles seguiram até a floresta. Quando chegaram, encontraram pequenas aranhas cinzentas escondidas entre as árvores. Não eram monstruosas assim, pareciam assustadas. Uma delas falou. As cores machucam nossos olhos, então escondemos tudo.
A Lia percebeu que elas não eram más, só não sabiam viver junto com as outras criaturas. Então ela teve outra ideia. Com a ajuda dos unicórnios, das sereias, das borboletas, criou um lugar especial na floresta.
cantinho mais calmo, com luz suave e flores prateadas, onde as aranhas poderiam morar sem medo. Depois disso, as aranhas devolveram todas as cores do reino. O céu voltou a brilhar, os rios ficaram azuis, as borboletas dançaram e um arco-íris enorme apareceu sobre todos eles.
O rei dos unicórnios agradeceu a Lia. Você trouxe algo raro ao nosso reino. O que? Ela perguntou. Gentileza. Antes de ir embora, o coelho entregou a ela um pequeno pote de vidro com um brilho colorido dentro.
Sempre que você sentir saudade da vovó Marli e do vovô José, abra este pote. Naquela noite, já em casa, a Lia abriu o potinho devagar. Lá dentro surgiram imagens brilhantes do Brasil. Risadas da família, cheirinho de comida gostosa, abraços apertados e memórias cheias de amor.
Ela sorriu, porque entendeu uma coisa muito importante. Mesmo vivendo do outro lado do mar, ela carregava dois mundos dentro do coração. E isso fazia dela alguém verdadeiramente mágica. Vamos dormir, Alia. Boa noite.
Amary Conta
História personalizada