A menina que conversava com o céu
Tem histórias que abraçam. 💛
A Olívia tem 4 anos, ama desenhar, ouvir histórias e passar horas na biblioteca. Mas, como muitas crianças, começou a sentir um medo novo quando a noite chega… não do escuro, mas do céu lá fora, depois de uma nuvem que parecia assustadora.
Nessa história, a gente não apaga o medo — a gente transforma. Com imaginação, carinho e um pouquinho de coragem, Olívia descobre que pode redesenhar o que vê… e, aos poucos, o céu deixa de ser assustador e vira cheio de possibilidades.
Porque crescer também é isso: aprender novos jeitos de olhar para o que dá medo. ✨
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Maria Antônia
- Medo do céuTransformação do medo · Olívia e seus desenhos
Tá na hora de dormir, mas antes a Mari conta uma história. Era uma vez a menina que conversava com o céu. Era uma vez uma menina chamada Olivia, que tinha quatro anos e um talento muito especial. Ela sabia transformar o mundo em desenho. Se você desse um lápis para Olivia, ela fazia casas, árvores, bichinhos e até sentimentos viravam cor.
O azul poderia ser calminho, o amarelo poderia ser alegria e o roxo, ah, o roxo às vezes era mistério. Olívia morava com a mamãe Fernanda e o papai Felipe e três companheiros muito curiosos. O cachorro Finn, que achava que era guarda-costas da casa, a gata Tom Tom, que andava como se fosse dona de tudo e o gato pernoite, que como o nome dizia, adorava a noite.
Durante o dia, tudo era fácil. Olivia desenhava, coloria, ouvia histórias, ia à biblioteca e ficava encantada com os gibis da Turma da Mônica. Mas quando a noite chegava, algo mudava. Não era o escuro que assustava, era o céu. Uma vez, Olivia olhou pela janela e viu uma nuvem com um formato estranho, meio torto, meio assustador. Desde então, ela começou a pensar, E se tiver alguém lá fora?
E se alguma coisa entrar? E se o céu estiver olhando para mim? E aí, até coisas simples ficavam difíceis. Ir perto da janela, chegar perto da porta, fazer algo sozinha. Numa dessas noites, enquanto Olivia estava quietinha no sofá, abraçando um lápis de cor, o gato pernoite pulou ao lado dela.
Você sabia, disse pernoite com uma voz macia, que a noite também gosta de histórias? Olivia regalou os olhos. A noite? Sim, e o céu também. Só que às vezes ele esquece de mostrar seus desenhos bonitos primeiro. Desenhos? Uhum, disse pernoite. Aquela nuvem que você viu?
Ela não queria te assustar. Ela só estava tentando ser alguma coisa. Mas talvez tenha escolhido um formato meio estranho. Olivia pensou. Igual quando eu erro um desenho? Exatamente, disse Pernoite. E o que você faz quando não gosta do desenho? Ah, eu desenho por cima. Pernoite sorriu com os olhos.
Então que tal fazer isso com o céu? Na noite seguinte, com a mamãe Fernanda e o papai Felipe pertinho, Olivia criou o coragem e olhou para a janela. O coração bateu forte, mas ela segurou um lápis imaginário e sussurrou. Essa nuvem agora é um coelho.
Finn latiu baixinho como se concordasse. Tom Tom piscou todo elegante. Pernoite observava em silêncio. E aquela ali? Ah, aquela ali virou um castelo. E aquela outra? Um sorvete gigante. Aos poucos o céu foi mudando. Ou melhor, o jeito de Olivia olhar para ele mudou.
Naquela noite, ela ainda pediu companhia para ir perto da porta. E tudo bem. Na outra, foi até a janela de mãos dadas. E tudo bem também. Até que um dia, Olivia caminhou sozinha até a janela, olhou o céu escuro e sorriu. Hoje você está bonito, viu? E lá fora, bem quietinho, o céu parecia sorrir de volta, porque ele nunca quis assustar. Ele só estava esperando alguém como Olivia, para ajudá-lo a ser desenhado.
Que sono Vamos dormir, Olivia Boa noite