Episódios de A Mary Conta - Hora de Dormir

Maria Clara e o mundo de aventuras

26 de abril de 20263min
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Uma infância cercada de natureza, bichos, histórias e muita imaginação ✨🌿

Maria Clara nos leva entre o mar de Santos e as aventuras na chácara, mostrando que crescer livre, curiosa e conectada com o mundo é uma das maiores magias que existem. Entre desenhos, cerâmicas, mergulhos e descobertas (até as que doem um pouquinho), ela constrói uma história cheia de vida e encanto 💛

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📚✨

Participantes neste episódio1
M

Maria Antônia

HostNarradora
Assuntos1
  • Aventuras de Maria ClaraCrescimento livre e curioso · Conexão com a natureza · Histórias e imaginação · Aprendizados da natureza
Transcrição10 segmentoswhispermlx/large-v3-turbo

Tá na hora de dormir, mas antes a Mari conta uma história. Era uma vez Maria Clara e um mundo de aventuras. Era uma vez uma menina chamada Maria Clara de seis anos, que parecia ter o coração feito de vento, sol e um pouquinho de terra molhada.

Ela morava em Santos, bem pertinho do mar. Todos os dias, quando acordava, gostava de escutar o som das ondas como se fosse um segredo sendo contado só para ela. Na casa dela viviam também Luna e Noé, dois gatos cheios de personalidade. O Pepito, um dico curioso que adorava observar tudo em silêncio. O Bob, um papagaio falante e uma calopsida que cantava como se desse bom dia para o mundo todo.

Mas se Maria Clara já era feliz na praia, seu sorriso ficava ainda maior quando chegava o fim de semana. Era dia de ir para a chácara. Lá o mundo parecia mais amplo, mais vivo. Tinha galinhas ciscando pelo quintal, um jabuti que andava devagar, como se tivesse todo o tempo do mundo, e até um teiu que aparecia de vez em quando, como um misterioso visitante.

Uma vez apareceu até uma cobra grande e a Maria Clara aprendeu que a natureza é linda, mas também pede respeito. Ela corria pelo chão de terra com seu carrinho de rolimã, o vento bagunçando os cabelos, o riso solto, livre. Subia em árvores, inventava histórias, colecionava pedrinhas e folhas como se fossem verdadeiros tesouros. Maria Clara também amava criar.

Sentava ao lado da mãe Gabi e moldava a cerâmica com as mãos pequenas, mas cheias de imaginação. Às vezes saía um vasinho tortinho, às vezes um bichinho inventado, mas sempre saía algo bonito, porque vinha do coração.

E quando o sol esquentava mais, ela corria para a piscina. Nadava com confiança, como quem nasceu amiga da água, mergulhando e voltando à superfície com um sorriso brilhando no rosto. Mas nem todos os dias eram só de aventura.

Teve um dia em que a Taturana cruzou o caminho da Maria Clara. Ela encostou sem saber e, ai, doeu. Doeu bastante. Foi um choro apertado daqueles que fazem a gente querer colo. Mas também foi um dia de aprendizado. Maria Clara descobriu que até as coisas pequenas da natureza precisam ser observadas com cuidado. E mesmo assim, ela não deixou de amar o mundo lá fora. Porque a Maria Clara sabia de uma coisa importante. Música

A natureza não é só sobre o que é fácil, é sobre o que ensina. A noite de volta para casa ou na chácara vinha um dos momentos preferidos dela. Seu pai Marcelo ou sua mãe se sentavam com o livro nas mãos. E então as histórias começavam.

Maria Clara ouvia com os olhos brilhando, às vezes ria, às vezes ficava em silêncio, imaginando. Porque assim como gostava de viver aventuras, ela também amava viajar pelas palavras. E aos poucos, sem perceber, Maria Clara estava criando algo muito especial. Uma vida cheia de histórias, vividas, inventadas e sonhadas. E dizem que quem cresce assim, nunca deixa de ter um pouco de magia dentro de si.

Que sono Vamos dormir, Maria Clara Boa noite