"Moldados por uma nova Identidade" por Beto Lucio
Esse culto foi gravado na Igreja A Ponte em Recife/PE. Nossos encontros on-line acontecem ao vivo no nosso Youtube e presencialmente nas nossas unidades nos bairros de Boa Viagem, Recife Antigo e Casa Forte.
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Beto Lucio
- Identidade em CristoEvangelho como destruição e reconstrução · Medo da validação alheia · Hipocrisia na fé · Custo de viver a identidade cristã
- Confronto de Paulo e PedroCarta de Gálatas · Pedro · Paulo · Gentios e judeus · Lei mosaica e graça
- Graça e salvaçãoJustificação pela fé · Morte para a lei · Cristo vive em mim
- Corrosão silenciosa da féAdaptar-se para ser aceito · Validação humana vs. divina · Medo de perder algo
- Impacto da identidade cristãInfluência na comunidade · Não neutralidade do Evangelho · Sacrifício de Cristo
- Oração e féEntrega da vida a Deus · Busca pelo Espírito Santo · Missão cristã
Pronto. Precisa ligar pra funcionar, né? Irmãos, que alegria estar aqui. É um privilégio. Mas eu já quero começar dizendo o seguinte. Se você sente sua vida amarrada, se o emprego não está evoluindo, é porque você está em pecado, porque você ainda não foi na Ponte Caruaru, certo? Quer descobrir o que é prosperidade? É só ir lá, irmãos. É só participar da sua igreja. Andar na igreja que é nossa.
Nós estamos felizes, como o Ícaro falou, nós, eu e minha esposa, nascemos aqui, éramos de Candeias, toda a história que todo mundo já escutou, fizemos parte do núcleo fundador da ponte, mas há seis anos atrás, por conta da nossa família e um desejo de ficar mais perto dela, nós fomos para Caruaru sem intenção nenhuma de abrir ponte lá, mas eu acho que vocês conhecem um rapaz chamado Guilherme Franco.
A gente acha muita coisa, mas ele já acha coisas maiores. E no meio da pandemia surge o desafio e o chamado para abrir a igreja lá. E a Ponta em Caruaru tem cinco anos hoje de existência. Irmãos, seu...
para você ir, para ter onde passar. Então, se você vai engravatar e não desce, e não sobe até Caruaru para ir no culto, você está em pecado, eu sinto lhe dizer. Porque você fica lá engravatar, tem que ir para a igreja, irmão. Vá de manhãzinha, tem culto de nove e meia, tem culto de dezoito horas, então você vai ser abençoado. Para mim é um prazer estar aqui, e é um prazer estar aqui, porque esse final de semana, de fato, foi muito especial. Estivemos juntos desde sexta.
apesar de toda chuva, de todo sofrimento, e a gente vai falar um pouco sobre isso no final, mas a gente conseguiu estar junto enquanto família, muitos que não se encontravam há muito tempo, a gente teve um tempo junto de oração, de choro, de comunhão, e isso é importante para a Força OLC as nossas igrejas, saímos renovados e com a esperança que o Senhor vai fazer muito mais no nosso meio. Amém?
Irmãos, estamos no meio de uma série que Caruaro também está. Estamos juntos, lendo a carta de Gálatas, onde o apóstolo Paulo fala a uma igreja da Galáxia. E como já foi dito aqui, deve ter sido dito, o apóstolo Paulo estava um pouco irritado com aqueles irmãos.
No primeiro episódio, a gente falou sobre a necessidade de entendermos que o Evangelho não pode ser refeito. Só tem um Evangelho. O que não é ele é o não Evangelho. E a gente tem que ter cuidado. E a gente tem que manejar bem a palavra da verdade para que a gente não se permita ser enganado no não Evangelho. Semana passada, a gente falou sobre a graça. Como nós somos frutos da graça. Como a graça derruba dos tronos do nosso coração. E como isso é o que nos salva.
Mas hoje a gente vai avançar na leitura desse texto de Gálatas. Sabe, irmãos, para entender uma coisa, que existe uma diferença entre você saber quem você é e viver quem você sabe que é. Sabe, às vezes a gente tem clareza das nossas convicções. A gente sabe o que é certo, o que é errado, mas não são poucas as vezes que a gente se pega andando diferente daquilo que a gente mesmo acredita.
onde a gente se coloca diante de cenários que a gente não consegue fazer com que o que sai da nossa boca tenha conexão com o que as nossas mãos fazem. Não sei se é só comigo, mas a gente tem uma dificuldade de agir com medo e receio da validação do outro. A gente luta nessa terra para ser aceito.
Ser aceito pelos amigos, ser aceito pela família, ser aceito no trabalho. E em alguns momentos, para ser aceito, a gente defrauda, a gente corrompe aquilo que a gente acredita. É isso que o apóstolo Paulo vai falar aqui no encontro que ele teve com Pedro. Pedro, irmãos. Porque a gente vai entender que o verdadeiro evangelho não pode ser visitado, revisitado, revisado. Que é a graça que nos salva, mas que o evangelho não veio para nos melhorar.
o Evangelho veio para nos destruir e fazer de novo. A mensagem do Evangelho do Senhor Jesus não é um auxílio para que você seja uma pessoa melhor, mas é uma mensagem que lhe mostra que você precisa morrer e renascer em Cristo para que assim você seja de fato uma nova criatura.
Ele nos crucifica. E isso muda tudo. Como vivemos, como enxergamos o mundo e como reagimos ao mundo. É nisso que o texto fala. Eu queria que você abrisse a palavra do Senhor no livro de Gálatas. Capítulo 2. Vamos ler do versículo 11 ao versículo 21. Gálatas 2, de 11 a 21. Se você trouxe a sua Bíblia, seu celular que tem o aplicativo, abra. Vamos acompanhar a leitura. Diz assim a palavra do Senhor. Gálatas 2, versículo 11.
Quando, porém, Pedro veio à Antioquia, enfrentei-o face a face, por sua atitude condenável, diz o apóstolo Paulo. Pois antes de chegarem alguns da parte de Tiago, ele comia com os gentios. Quando, porém, eles chegaram, afastou-se e separou-se dos gentios, temendo os que eram da circuncisão. Os demais judeus também se oíram a ele na mesa da hipocrisia, de modo que até Barnabé se deixou levar.
quando vi que não estavam andando de acordo com o evangelho da verdade, declarei a Pedro, diante de todos, você é judeu, mas vive como gentil, e não como judeu. Portanto, como pode você obrigar que os gentios vivam como os judeus?
Nós, judeus de nascimento e não gentios pecadores, sabemos que ninguém é justificado pela prática da lei, mas mediante a fé em Jesus Cristo. Assim, nós também cremos em Cristo Jesus para sermos justificados pela fé em Cristo, e não pela prática da lei, porque pela prática da lei, ninguém será justificado.
Se, porém, procurando ser justificado em Cristo, descobrindo que nós mesmos somos pecadores, será Cristo, então, ministro do pecado? De modo algum.
Se reconstruo o que destruí, provo que sou transgressor. Pois por meio da lei eu morri para a lei, a fim de viver para Deus. Fui crucificado com Cristo. Assim, já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim. A vida que agora vivo no corpo, vivo pela fé no Filho de Deus, que me amou e se entregou por mim.
Não anulo a graça de Deus, pois se a justiça vem pela lei, Cristo morreu inutilmente.
O texto narra o encontro de Paulo e Pedro. Pedro, irmãos. Pedro, o apóstolo que negou Jesus, mas depois de ser visitado pelo Espírito Santo, deu um discurso que converteu mais de 3 mil pessoas. Pedro não era um menino novo, não era alguém que estava aprendendo o Evangelho. Pedro recebeu, lá em Atos 10, a narrativa que diz que Pedro recebeu uma revelação.
Pedro estava com fome, esperando o almoço, dormiu lá e foi revelado a ele, onde aparecia vários, um tecido cheio de animais impuros para os judeus. E Deus, na revelação, dizia, Pedro, mata e come. E ele dizia, não, não, não, não, não, não, não, não posso. A lei diz que eu não posso comer. Ele diz, não.
Diga que é impuro aquilo que eu purifiquei. Pedro recebe essa revelação, desce para casa, batiza todos os gentios romanos que estavam ali, Cornélio entre eles. É esse Pedro.
Pedro que tinha a convicção do que Cristo tinha feito. Irmãos, Pedro escutou as palavras de Jesus ao seu ouvido. Pedro viu com seus olhos Jesus se manifestando, fazendo a sua obra. Pedro recebeu a visita plena do Espírito Santo sobre ele com poder e começou a anunciar a salvação. E através dele milhares e milhares de pessoas recebiam o Evangelho e entregavam a vida para Jesus.
Mas Paulo diz que a cena que ele viu foi que Pedro estava sentando com os gentios, comendo na mesa. E naquele tempo, sentar na mesa ainda é hoje, mas naquele tempo era muito forte. A mesa significava conexão. Sentar na mesa de alguém significava que você tinha um elo com essa pessoa. E Pedro estava com os gentios, porque ele teologicamente sabia que os gentios não precisavam obedecer a lei judaica para não ser salvos. Então ele estava lá.
Mas bastou aparecer os de Tiago, que Pedro olhou e ele se levanta da mesa. Ele sai. Sabe quando você está em algum lugar com alguém e você tem vergonha desse alguém e chega alguém importante? E você, irmão, você sabe do que eu estou falando. Você finge que a pessoa não está mais, se afasta e vai para outro lugar porque você não quer ser visto com ela.
Sabe, muitos teólogos dizem que os da circuncisão, que Paulo fala que estava chegando lá, eram pessoas cruéis, e Pedro poderia estar com medo de ser morto, apedrejado, qualquer coisa do tipo. Ou outros dizem que não. Era porque Pedro estava com receio das consequências sociais que ele sofreria ao ser visto com os gentios por aqueles irmãos que defendiam que sim, Cristo é Senhor. Mas precisamos obedecer a lei judaica, precisa ser circuncidado.
Pedro se levanta da mesa. Pedro sabia que não era errado o que ele estava fazendo. Pedro sabia e tinha convicção do que ele tinha ouvido do Senhor Jesus. Não foi porque ele teve dúvida do que ele cria, mas foi por medo que ele se levanta da mesa e nega a verdade do Evangelho.
Sabe, irmãos, o maior risco da vida cristã, para muitos, às vezes, parece ser abandonar a fé. Abandonar a fé parece ser a coisa mais perigosa que a gente pode viver. Mas não é. O maior risco da vida cristã é a corrosão silenciosa das estruturas daquilo que a gente acredita. É a gente começar a parecer crente e não ser filho de Deus.
É a gente se adaptar ao ambiente para ser aceito, inclusive ao ambiente religioso dessa igreja. Você ajusta o que você fala, você se veste diferente, você entra nos grupos, você participa das ações sociais. O perigo da vida cristã é quando isso é simplesmente uma ferramenta que eu e você usamos para validarmos.
para a gente se sentir aceito pelo outro, e a gente esquece, como Pedro esqueceu e teve medo, que a nossa validação não vem de homens, mas do Senhor. A identidade, ela nasce de um encontro com Jesus, a identidade vem, quando a gente entende o preço que foi pago na cruz do Calvário por nós, é quando viramos nova criatura, e isso muda tudo.
O texto diz, passou a retirar-se e a separar-se porque tinha medo. Pedro não se levanta e faz um desculpa, dizendo, eu estava aqui sentado, mas está errado. Não, ele caladinho se levanta e sai. Paulo chama ele de hipócrita.
que a atitude que ele estava tendo era hipócrita. Hipocrisia é atuar com um papel que não é seu. É você fazer algo que não é a sua própria identidade. É agir diferente do que você crer. Isso é ser hipócrita. E Paulo acusava Pedro de estar agindo com hipocrisia diante daqueles que estavam chegando. Não porque Pedro não sabia o que fazia, mas por medo.
Ele ficou comigo de pagar o preço por saber quem era. Porque quando eu sei quem eu sou, irmãos, e quando a gente entende a nossa identidade em Cristo, isso custa. Há um custo.
como houve custo para todos os apóstolos que viveram a vida com Cristo, e todos eles foram mortos e assassinados, presos, apedrejados, porque dentro da sua vida internalizaram que não é a obediência à lei que levava à salvação, mas é a mudança da identidade ao encontrar Cristo, que os fazia agir da forma que agiam, e eles não tinham medo de agir dessa forma, porque entenderam.
que a identidade deles era uma outra coisa, e eles não tinham como agir diferente, Pedro estava passando por esse processo ainda, Pedro, o apóstolo, teve medo, e quando teve medo, saiu da mesa, e negou o que Cristo ensinava, a pergunta que fica no nosso coração é, se você for responder honestamente, quantas mesas eu e você temos nos levantado?
quando o medo e a pressão chegam perto de nós. O medo de desagradar outras pessoas, o medo de ser excluído do grupo que a gente está, o medo de ter um preço social e profissional se eu manter as características da identidade que eu tenho em Cristo. Sabe, eu trabalho num banco.
E quando eu cheguei nesse banco, logo no começo, eu fui trabalhar com vários empresários. E muitos deles, não todos, mas muitos deles, irmãos, tinham uma vida podre. E os assuntos eram horríveis. Eu, com medo de desagradar clientes, ficava... Sabe quando você fica constrangido, mas fica calado, dando risadinha? Mas você não se posiciona?
Não que eu fiz nada, mas eu podia falar alguma coisa, mas eu tinha medo. Medo de dizer, oxê, esse daqui é como assim? Medo. Quantas vezes eu e você temos negado a identidade que Cristo nos deu por medo ou por pressão? O apóstolo Pedro se levantou da mesa. De quantas mesas você tem se levantado?
Sabe, irmãos, a vida cristã é a vida que é moldada em uma nova identidade. Como essa ilustração mostra, não é algo de fora para dentro. É o evangelho de Jesus que modifica o nosso DNA, nos fazendo nova criatura. É algo que brota dentro, no encontro com Cristo. Isso leva um tempo, mas precisa ser encarado, porque o desafio da vida cristã é se colocar em situações, ou estar em situações em que a sua identidade vai lhe levar a um custo.
Eu demorei anos e ainda estou aprendendo e sendo moldado pela graça do Senhor Jesus. Mas a gente vai melhorando. E eu lembro que há um mês atrás eu trabalho em outra agência agora e eu fui visitar o prefeito da cidade. E eu chego lá no prefeito, mesa de prefeitura, irmãos, o prefeito está lá sentado, é um assessor falando, é outro falando e você tentando falar alguma coisa no meio da confusão. E eu chego lá, começo a falar com o prefeito, ele nem olhando para a minha cara estava.
aí chega um secretário, aí ele olha para mim, aí ele diz, eu conheço o senhor, se é, é, da onde? Da ponte, lá de Caruaru, eu vou lá direto, digo, é, aí quando ele falou isso, o prefeito parou, olhou para mim e fez, oxe, e tu é pastor também? Eu digo, sou pastor, da ponte lá em Caruaru, igreja cristã, sabe, pois fique de pé e vamos orar agora, porque a gente está precisando de oração aqui, aí está eu, bancário, orando pela prefeitura.
quando a gente assuma a nossa identidade em Cristo, quando a gente entende que não são regras morais que definem a nossa salvação, mas é o que Cristo fez por nós, foi o sacrifício na cruz que nos restaurou, isso muda aqui dentro, irmãos. Isso começa a incomodar o nosso coração, e as transformações fluem pelo seu Santo Espírito para fora de nós.
Mas Pedro nesse momento teve medo, como eu e você temos medo em muitos momentos. A gente precisa manter a nossa posição irmãos, não por vanglória, mas porque nós somos nova criatura. As coisas velhas já passaram, tudo se fez novo. Nós somos outras.
coisa, porque vivemos no Evangelho, era isso que Paulo estava dizendo a Pedro, ele não estava sendo contra Pedro, ele estava sendo contra a atitude de Pedro, que é parecida com a nossa atitude, que abandona a sua nova identidade, quando tem medo de perder algo.
Pedro teve medo de encarar a luta. E Paulo dizia a ele, você tem que sentar nessa mesa e encarar as dificuldades que a vida que Cristo lhe chamou a viver tem para você. Não se levante da mesa. Encare a pressão, encare o medo de morrer, porque você é uma nova criatura, não tem sentido. Não tem sentido.
Sabe, quando a gente sai da mesa por medo de pressão e abandona a nossa identidade, nós somos hipócritas. Estamos atuando em um papel que não é nosso. Nós somos filhos de Deus. Filhos de Deus. Lavados pelo sangue de Jesus. Nós somos nova criatura. O problema de Pedro não era a falta de conhecimento.
era que o conhecimento ainda não havia se tornado e moldado profundamente a sua identidade. Porque nós precisamos ser moldados pelo evangelho da verdade. Ele não teve força para resistir. Em Gálatas 2,18 diz, o apóstolo Paulo, se torna a edificar aquilo que destruí, mostro-me, transgressor.
Paulo identifica que o movimento de Pedro não era neutro. Porque o texto diz que foi Pedro se levantar da mesa, quando, veja, Pedro, se Pedro está se levantando da mesa, os outros irmãozinhos que estavam do lado, diziam, opa, levantam junto. O apóstolo diz que todos se levantaram, porque quando você larga a mão da sua identidade em Cristo, você se torna um transgressor. Você passa a reconstruir os muros que Jesus destruiu.
E você passa a fazer mal a vida da sua comunidade. O apóstolo Pedro estava levando seus irmãos a pecarem. Porque teve medo de assumir a sua identidade e as consequências que isso traz. Quando a gente não assume a nossa identidade e as consequências, a gente diz que o evangelho não é suficiente. Jesus não é tudo isso assim.
Porque no primeiro movimento de pressão, a gente, sabe? Espera aí, Jesus, só um tempinho aqui.
Nossa maneira de viver o Evangelho ou de não viver o Evangelho afeta você que é pai, os seus filhos, você que é mãe, os seus filhos, os seus amigos, a sua família, a comunidade em qual você está inserido. A maneira de viver o Evangelho ou a maneira de não viver o Evangelho não tem como ser neutro. Você vai ser um ponto referencial querendo ou não querendo.
Lá no texto diz que se a justiça viesse pela lei, então Cristo teria morrido em vão. Recuar por medo é dizer Cristo não é suficiente. Irmãos, C.S. Lewis disse que se você quer uma vida fácil, eu não indico o cristianismo. Porque essa é a verdade. Viver a nova identidade em Cristo.
nos chama a uma luta contra nós mesmos, matar o velho homem, morrer para nós mesmos, pegar a nossa vanglória, o nosso orgulho, a nossa vaidade, e enterrar nos pés da cruz de Cristo. Viver o Evangelho não é buscar benefícios para si. Viver o Evangelho não é buscar um Deus que me dá. Viver o Evangelho é buscar o Deus que me destrói e me reconstrói.
Esse é o verdadeiro evangelho. Para nos provar que não são os nossos méritos que ganham a atenção de Deus, mas foi o sacrifício de Cristo na sua cruz que chamou a Deus a nos reconectar com Ele. Essa é a nossa identidade. Isso tem que estar dentro de nós, internalizados, para nos dar força, para resistir ao dia mau, para sustentar a nossa palavra quando as coisas não estiverem bem, mas para que a gente não abra mão da nossa identidade.
Não precisamos da aprovação do grupo. Meu irmão, deixa eu lhe dizer uma coisa. A gente luta para ganhar carinho, amor e aprovação dos outros. É natural. É um desejo de todos nós. Quem não gosta de ser amado? Mas se para conquistar o amor das pessoas que estão ao seu redor, ou para conquistar a possibilidade de fazer parte desse grupo,
Você precisa abrir mão da sua identidade. O amor que lhe sustenta não vem desse lugar. A palavra do Senhor lhe diz, preste atenção, por mais que ninguém tenha lhe dito antes, ou por você viver uma vida de abandono, por ter sido machucado ou machucada, a palavra do Senhor lhe diz que o Senhor Jesus o transformou em filho. Filho.
E o transportou para o reino do Filho do seu amor. Cristo é aquele que valida quem você é. A aprovação que você precisa não vem das pessoas ao seu redor. Vem da certeza e da fé que carregamos que o sacrifício de Cristo na cruz foi por você. Quando estava na cruz e olhou para mim e para você dizendo, pai, perdoa eles.
Eles não sabem o que fazem. É a maior prova que há um Deus que te ama e que te validou na cruz e ressuscitou para com você lhe ofertar uma nova vida, uma nova identidade. Você não precisa depender do amor se você já tem o amor em você. O apóstolo Paulo diz, já não sou eu quem vive, mas não sou eu quem vive.
mas Cristo vive em mim. E aqui é que está o coração de tudo isso que a gente conversou. Paulo não olha para Pedro e diz, seja corajoso, Pedro. Se esforça, Pedro. Fica firme, Pedro. Ele não se levantou da mesa e disse, Pedro, e deu uma palavra de motivação a Pedro.
O apóstolo Paulo olha para Pedro e diz, Pedro, você esqueceu que você não é mais quem você era antes. Porque já não sou eu que vivo, mas Cristo vive em mim. Muitas vezes, quando eu era mais novo, eu escutava essa expressão e achava que isso era porque o apóstolo Pedro era muito santo, muito forte. E ele tinha o poder de dizer isso, porque como ele era muito santo, ele dizia, opa.
Eu sou tão bom, que não sou eu mais quem vivo. Mas é Cristo que vive em mim. Mas não é isso, irmãos. Não é o seu mérito que faz Cristo viver em você. É a sua rendição. É a fé.
Nós somos falvos pela fé do que Cristo fez em nosso favor. Você e eu, em Cristo, podemos dizer, já não sou eu que vivo, é Cristo que vive em mim. Porque Cristo é a minha nova identidade. É Ele que define quem eu sou. É Ele que diz o que eu faço ou o que eu não faço. É nele que eu me sustento, é nele que eu me abraço. É Ele que acalenta a minha dor. É Ele que me orienta na vida, é Ele que me pega quando eu estou com medo. É Ele, só Ele, Cristo.
Vive em mim. Já não sou eu que vivo. Eu sou outra coisa. Eu sou nova criatura. Eu sou filho de Deus. Vivemos numa sociedade que as pessoas buscam nos grupos que frequentam, nas causas que abraçam, nas redes que alimentam, uma resposta para se descobrir. Quem sou eu? Quem sou eu?
E constrói essa identidade de fora para dentro. Na igreja. Bota o crachá. Você já parece crente, irmãos. Posta o seu versículo. Que você nem leu. Mas você posta.
Você parece. Buscam através de obedecer a rituais ou culturas de qualquer tipo de encontro religioso. Parecer-se. Isso somos nós, os nossos pecados. Parecer-se. Tim Keller tem uma frase que diz assim.
O Evangelho nos liberta da necessidade de provar a nós mesmos ou de ser aceitos pelos outros, porque já temos a única aprovação que realmente importa. Eu e você somos de Cristo, crucificados com Ele, ressuscitados com Ele, filhos de Deus por pura graça. Não é porque você é bonitinho, não é porque você distribui cesta básica, irmãos.
Sabe, se você se acha bom, eu acho que ninguém aqui se acha, mas se há alguém entre nós que acha, não, peraí, peraí, pastor, tem gente ruim, mas eu não mato ninguém, eu não roubo, eu acho que eu sou legal.
Enquanto nós estávamos aqui, enquanto você está aqui no ar-condicionado, tem pessoas aí fora que a sua casa está alagada e você e eu não estamos nem aí. Sabe o que se chama isso? Pecado. Enquanto nós estávamos conversando aqui, muitas mulheres foram estupradas e você e eu não estamos nem aí. Porque se fosse importante para mim, para você, provavelmente você não estaria aqui sentado no ar-condicionado.
Enquanto nós estamos aqui, crianças estão passando fome, enquanto eu e você sabemos o que vamos comer daqui a pouco, quando esse culto acabar. Não existe um bom sequer. Só ele é bom. Então, irmão, minha irmã, nossa identidade é fruto da graça. Da graça que alcançou o pecador, como eu. Da graça que ofereceu amor quando eu não tinha nada para dar.
da graça que me fez nova criatura em Cristo Jesus. Sabe, irmãos, pense assim, pense num cachorro. Cachorro. Se você pegar uma bola, eu tenho um cachorro em casa, uma cachorra. Se eu jogar a bola para ela, ela sai correndo. Porque isso é coisa de cachorro.
Quando a gente abre a porta de casa, é uma agonia, é um desespero. Se você tem cachorro, você sabe como é. E pula em cima e morre de pé. E não para até você parar para abraçar, até ela se acalmar. É dez minutos ali porque fica desesperado. Porque isso é coisa de cachorro. Agora imagina que amanhã esse cachorro vira um gato. Se você jogar a bola para o gato, ele vai olhar.
porque isso é coisa de gato. Irmão, se você ama gato, tudo bem. Isso não é pecado, está certo? Quando o dono chega, o gato, ele só levanta a cabeça, olha. Porque isso é coisa de... Paulo não está dizendo a Pedro, Pedro, se comporta melhor. Pedro, o que eu estou querendo dizer a você, é que você é outra coisa.
Pedro, você não é o homem que se levanta da mesa. Porque Cristo Jesus lhe ensinou que você é o homem que fica na mesa. Não é por medo do que Cristo pode fazer contra você porque você se levantou da mesa. É porque ficar na mesa é quem eu sou. Eu sou filho de Deus e filho de Deus fica sentado na mesa. Independente do medo e da pressão que a sociedade colocar sobre a nossa vida, nós ficamos na mesa.
porque muito mais importa agradar a Deus do que a homens, porque nenhum homem me deu a salvação, só o meu Senhor me salvou, só o meu Senhor me abriga, só o meu Senhor me sustenta, só Ele me mantém de pé, então só a Ele eu devo honra e fidelidade, e a ninguém mais, porque isso é quem eu sou, eu sou filho de Deus, e filho de Deus não se levanta da mesa quando a pressão chega.
Não é porque somos corajosos, mas é porque sabemos quem somos. Você fica na mesa, como diz o bom e regional português nordestino, torando o aço. Mas você fica, dizendo, Senhor, eu estou com medo. Mas quem eu sou não me permite me levantar, porque eu sou teu filho. Então me ajuda no meu medo. Me ajuda a sustentar essa pressão que está chegando perto de mim, pedindo para que eu seja desonesto.
Me ajuda a perdoar as pessoas quando todos olham para mim e dizem, tu vai ser besta, tu vai perdoar essa pessoa. Me ajuda a permanecer sentado na mesa. Porque o Evangelho precisa nos moldar profundamente. A pergunta não é mais o que vão pensar de mim. A pergunta é, quem eu sou de fato? E como eu devo viver sabendo quem eu sou?
Tim Keller tem outra frase que diz assim, a identidade baseada no desempenho oscila a cada fracasso. A identidade baseada no evangelho descansa em algo que você não fez e não pode desfazer. Nada nos separará do amor de Deus que está em Cristo Jesus. Nem altura, nem profundidade.
Não tem como você desfazer o que Cristo fez mesmo. Pastor, mas você não conhece a minha história. Eu ainda tenho errado muito. Não há o que você faça que apague o que Cristo fez por você. A nossa identidade está segura porque o que Ele fez, Ele fez. E nós não temos capacidade de desfazer. Isso se chama graça.
A identidade não é um conjunto de regras para viver e seguir. É uma realidade onde eu habito. Cristo vive em mim. Cristo vive em mim. Precisamos entender que para ser moldado, nós precisamos saber quem somos. Quem somos?
Você não é fruto do seu desempenho. Você não é fruto das qualidades que Deus te deu. Você, como eu, é só um mendigo que estendeu as mãos dizendo, Senhor, não tenho nada. Mas eu te peço, me ajuda. E o Senhor de toda bondade olhou para mim e para você, dizendo, te darei uma nova identidade.
Você não é mais aquela pessoa, você é agora meu filho. Meu filho. Minha filha. E não importa quanto, minha irmã, você foi rejeitada, agredida. Em Cristo a segurança. Em Cristo a paz. De sermos quem somos nele.
É isso que nos faz ser diferentes. Vivemos na ética do novo reino porque nós somos moradores do novo reino. E como moradores de um novo reino, nós agimos como moradores do novo reino. Não por medo do inferno. Não por medo de Deus olhar para mim e dizer, não conto mais com você. Mas porque é quem eu sou, filho de Deus.
Porque quem eu sou grita, já não sou eu quem vivo, mas que Cristo vive em mim. Pedro nos mostra que é possível saber de tudo e ainda assim recuar. Que o conhecimento do Evangelho por si só não é garantia de firmeza. O que nos sustenta não é só o conhecimento.
mas é a identidade moldada pelo Evangelho que ao contempo vai se aprofundando e vai tornando cada vez mais impossível a gente viver de outra forma. Com Cristo. Andando com Cristo. Vivendo com Cristo. Chorando com Cristo. E Cristo vai nos falando. E o Seu Espírito que habita em nós e nos foi dado, porque na oração que o Senhor Jesus fez por nós, diz Senhor, não tira eles do mundo, mas livra do mal.
E Ele olha para mim e para você e diz, fiquem tranquilos, eu lhes enviarei o Espírito Santo e Ele os lembrará de cada uma das minhas palavras.
E à medida que o nosso relacionamento com Cristo vai se tornando profundo, e à medida que eu permito que essa palavra me molde, a identidade de filho vai se tornando mais forte, e o velho homem vai ficando para trás, vai ficando para trás, e você vai percebendo que você começa a reagir de forma diferente, não porque você ficou mais forte, porque agora você sabe quem você é. Filho de Deus.
Não são regras novas. Não é ajustar o seu comportamento, meu irmão. É uma nova criatura que vive pela fé no Filho de Deus. Que o amou e se entregou por você. É chegar no ponto da sua vida que você diz, eu não consigo viver de outro jeito. Porque eu sou filho de Deus.
E Deus vai lhe levar, passar por pressões. Não para lhe provar, mas para forjar o nosso caráter. Porque tem pessoas que precisam que você permaneça na mesa. Tem pessoas que precisam que você seja fiel ao Senhor Jesus. Para que você seja moldado pela graça. E elas encontrem a graça. Vamos ficar de pé?
Eu não conheço, não conheço, irmão, e gostaria de conhecer a história de cada um aqui. Como pastor, o nosso desejo é ouvir, conhecer, entender. Mas o que eu mais creio é que tudo que conversamos aqui não é uma ideia filosófica que nos disseram. É a realidade de um Deus que está presente aqui, vivo.
Aqui, disponível, para mim e para você, aqui, a presença de Cristo é real. O que falamos não são histórias contadas apenas lá atrás de algo que foi. O que falamos aqui é a presença real do Cristo que é, que está ao seu lado, que enxerga a sua dor e o seu medo, mas que em vez de lhe abandonar, ele jogar fora nessa noite.
diz para você, eu estarei contigo todos os dias. Eu vou lhe ensinar a ser meu filho, porque eu tenho uma missão para você. Seja aqui, seja no Canadá, seja na sua família, seja no seu trabalho, nós somos chamados a encarnar a nossa nova identidade. E ela é Cristo vive em mim.
Mas se você está aqui nessa noite e ainda não encontrou esse Cristo, a boa notícia é que não precisa de nenhum ritual. Que não precisa de nenhum pagamento. O que precisa é que você deposite a sua fé nele. Dizendo, Senhor, eu não sei o que será da minha vida, mas eu entendo que eu não consigo viver de outro jeito.
Eu só consigo viver com o Senhor ao meu lado. E contigo ao lado, eu quero ser uma nova criatura. Me faz de novo. Feche seus olhos. Entregue a sua vida ao Senhor. Entregue os seus dias ao Senhor. Se está pesado, diga a Ele.
Se você está com medo de segurar firme naquilo que Ele chamou a ser, diga a Ele. Clame ao Santo Espírito que aqui está e Ele lhe revestirá de poder, diga a Ele. Vem sobre nós, Senhor. Abre os nossos olhos para vermos a nova identidade que temos em Ti.
para te obedecer não por medo ou por necessidade de ser aceito, mas para fazer a tua vontade, porque isso é quem somos. Nossa identidade é Cristo vive em mim. Vem sobre nós, Santo, Santo Espírito. Toca no coração dos tristes e cansados. Renova a força daqueles que não têm.
Perdoa os nossos pecados. E nos faz viver a nossa nova identidade conquistada na cruz. Com um preço muito alto. Para que possamos levantar de uma mesa por medo. Nos ajuda a permanecer sentados. Na mesa que o Senhor tem para nós. Em nome de Jesus.
Ora ao Senhor.
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