"Moldados por uma nova Identidade" por Pipe de Lima
Esse culto foi gravado na Igreja A Ponte em Recife/PE. Nossos encontros on-line acontecem ao vivo no nosso Youtube e presencialmente nas nossas unidades nos bairros de Boa Viagem, Recife Antigo e Casa Forte.
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Pipe de Lima
- Hipocrisia ReligiosaPedro encenando religiosidade · Consequências de uma vida sem Evangelho · Checklist evangélico de performance · Santidade da gratidão vs. imposição
- Identidade em CristoCrucificado com Cristo · Viver pela fé no Filho de Deus · Graça de Deus e santidade pela gratidão · Imitar Jesus
- Conflito entre Paulo e PedroAtitude condenável de Cefas (Pedro) · Hipocrisia dos judeus e Barnabé · Verdade do Evangelho · Justificação pela fé em Cristo
- O Evangelho como meio de vidaEvangelho não é só porta de entrada · Evangelho para cristãos · Céu distante e pensamento grego platônico · Novos céus e nova terra
- Defesa do Evangelho e não dos evangélicosCoragem de defender o Evangelho · Repreensão de evangélicos que fraturam o Evangelho · Ódio e preconceito entre diferentes fés
- Avanços morais e cristianismoRacismo e preconceito · Valorização das mulheres · Relações interraciais · Direito universal · Faculdade e ciência
- Propósito da Lei e o EvangelhoRevelação de Deus · Incapacidade humana de cumprir a lei · Freio para a imoralidade · Lei cerimonial vs. moral e civil
protótipo em processo de transformação. Graças a Deus por Jesus Cristo. Vamos à carta aos Gálatas, no capítulo 2, verso 11. Eu leio na NVI, 11 a 21.
Quando, porém, Cefas veio à Antioquia, eu me opus a ele cara a cara por sua atitude condenável. Pois antes de chegarem alguns à parte de Tiago, ele comia com os gentios. Quando, porém, chegaram, afastou-se, separou-se dos gentios por medo dos que eram da circuncisão.
os demais judeus também se uniram a ele nessa hipocrisia. De modo que até Barnabé se deixou levar pela hipocrisia deles. Quando vi que não estavam andando de acordo com a verdade do Evangelho, disse a Cefas diante de todos, você é judeu, mas vive como gentio, não como judeu. Portanto, como pode obrigar os gentios a viverem como judeus?
Nós, judeus de nascimento, não gentios pecadores, sabemos que o homem não é justificado pelas obras da lei, mas sim pela fé em Cristo Jesus. Assim, nós também cremos em Cristo Jesus para sermos justificados pela fé em Cristo, não pelas obras da lei, porque pelas obras da lei ninguém será justificado. Se, porém, procurando ser justificados em Cristo, formos por isso tidos por pecadores, então Cristo é ministro do pecado?
De modo nenhum, se reconstruo o que destruí, constitui a mim mesmo um transgressor. Por meio da lei, morri para a lei, a fim de viver para Deus. Estou crucificado com Cristo. Assim, já não sou mais eu quem vive, mas Cristo vive em mim. A vida que agora vivo no corpo, vivo-a pela fé no Filho de Deus, que me amou e se entregou por mim.
Não anula a graça de Deus, pois se a justiça vem pela lei, Cristo morreu em vão. Nós estamos no mês de maio, e é um mês importantíssimo na minha vida, porque todo dia 15 de maio é o meu aniversário de ordenação pastoral. E eu estava vendo hoje lá o César sendo ordenado e vê um filme na cabeça.
Eu já sou líder de igreja há 23 anos, desde que eu era bem pequenininho, em 2003. Há 23 anos que eu lidero igreja e há 15 anos que eu sou pastor. E eu me lembro daquele dia.
Débora estava lá com a barriga desse tamanho, Henrique Prestes havia, nosso filho, que está prestes a fazer 15 anos. E eu me lembro de um presente que eu recebi, que vai estar nessa foto aqui atrás. Eu recebi...
do pastor Serafim Vorcaro, é isso mesmo, Serafim Vorcaro, avô do Daniel Vorcaro, que está preso, do caso lá do Banco Master, eu recebi do avô dele, um pastor, um homem piedoso, esse presente, o que é esse presente? É um prumo, o prumo ele serve para medir, nivelar, provar, comprovar,
que a parede está nivelada a 90 graus para que ela não cause dano na morada. E esse prumo eu guardo até hoje comigo, ele está lá na minha sala, eu guardo ele até que um dia eu encontrei ele onde as pessoas guardam o material de construção da igreja. Eu falo assim, o que o meu prumo está fazendo aqui, pelo amor de Deus?
Eu peguei ele, enrolei ele e levei. E hoje, essa mensagem tem tudo a ver com esse prumo.
porque, de fato, o que Paulo está trazendo nesse texto é justamente uma construção de um homem que experimentou dos ensinamentos de Jesus, mas muito mais que isso, que experimentou do perdão de Jesus e muito mais que isso, experimentou da regeneração por meio de Jesus pelo Espírito Santo a favor da sua relação com o Pai.
Este homem que aprendeu tete a tete, face a face com Jesus, estava chegando em Antioquia, e ao chegar ele estava comendo frango ao molho pardo com todo mundo, churrasquinho com todo mundo, não tinha problema nenhum, ele estava sentando com a gente, porque aqui só tem gentio, só gente que é dos confins da terra, não judeu por raça. E Pedrão estava com a gente.
Cuscuz, baião de dois, estava tudo gostoso. Mas, de repente, ele muda do nada. Uma das coisas que eu quero te lembrar, para que você entenda melhor o que Paulo está falando, Paulo está falando de uma questão de pureza.
Pedro estava com um pensamento dúbio sobre a qualidade da pureza ou a capacidade do Evangelho de Jesus Cristo em fazer com que aqueles gentios se tornassem semelhantes à pureza que ele observava dos judeus.
por meio da lei, no Evangelho. Nesse sentido, uma das coisas que eu quero te lembrar é que versículos anteriores, Paulo está dizendo que quando ele foi a Jerusalém, ele esteve com Pedro, com João, e eles apertaram a mão de Paulo reconhecendo que ele foi a Jerusalém.
que o evangelho que Paulo pregara era o evangelho para os gentios, para os incircuncisos, e que estava tudo bem. Eu sei que você lembra, porque você já deve ter lido, em Atos 15, quando o concílio de Jerusalém deixa muito claro que está tudo bem, porque Deus estava cumprindo agora, por meio dos apóstolos, a promessa que ele fez a Abraão.
a Moisés, a Davi, a todos os profetas, que os judeus seriam uma força de ação redentiva no mundo, um reino de sacerdote, uma nação santa. Então, eles reconheceram, estendendo a mão, falaram assim, cara, nós estamos no mesmo barco, nós estamos no mesmo propósito. Mas...
A gente também não pode deixar de lembrar que Pedro teve a sua própria experiência com o Senhor Jesus, em Atos 10, dizendo que todos os gentios, que o Cornélio, que ele estava para pregar a boa notícia do Evangelho, era um homem piedoso, um soldado romano, um homem totalmente...
tido como inimigo da pátria, mas que Deus havia purificado, enviado, e a boa nova também era para um romano como Cornélio. Aí você olha para esse texto e fala assim, por que Pedro fez isso?
É engraçado porque quando a gente olha para o texto e para os personagens, a gente não pode deixar de olhar para nós como personagens afetados pelo texto. E uma das coisas que eu vejo é que é muito fácil a gente entender o Evangelho como porta de entrada e não como meio de vida.
Uma das coisas que eu, que vivi muitos anos em igreja, que celebra a salvação de almas por meio de apelos, a gente percebe que as pessoas do mundo, as pessoas da igreja, talvez você também tenha entendido assim, é como se o evangelho fosse uma notícia para te dar a certeza da vida após a morte.
E o que você faz depois disso, até chegar, enquanto você paga os seus boletos, ah, meu amigo, é performance religiosa e o evangelho é só a porta de entrada. E eu vim aqui para te dizer, por meio desse texto, a partir do apóstolo Paulo, que o evangelho também é para cristãos.
O Evangelho não é só para o pagão, não é só para o desviado. O Evangelho, ele não é apenas para que você tenha a sua alma segura no céu. Até porque se nós formos ler a Bíblia como ela é de fato, nós vamos entender que esse tal de céu distante não está na Bíblia. Está no pensamento grego platônico. E não no pensamento da sabedoria hebraica e da revelação do Evangelho.
A gente sabe que no final de tudo, quando Jesus voltar, haverão novos céus e nova terra. Ou seja, o céu e a terra serão a mesma coisa e será exatamente nesse lugar em que habitamos, de uma forma maravilhosa que a gente não sabe descrever. Nesse sentido, é muito possível que você esteja aqui e você tenha uma vida que precisa de um prumo novamente.
Você precisa, como todos os dias, pegar esse prumo que eu recebi do pastor Serafim Vaucaro e colocar na sua parede do Evangelho, na parede da sua vida e começar a pensar, será que eu estou de acordo com a moralidade cristã? Não, será que eu estou de acordo com o Evangelho?
Porque uma das coisas que a gente precisa entender é que Paulo, ao questionar Pedro, ao colocar o dedo na cara de Pedro, ele não chama Pedro de racista. Ele não fala que Pedro estava tratando aquelas pessoas mal. Ele não briga com Pedro porque Pedro estava sendo preconceituoso.
mas ele briga com Pedro porque Pedro estava andando em desacordo com o Evangelho. Por quê? Porque o racismo, o preconceito, todas essas coisas, elas são consequências de uma vida sem o Evangelho. Ou seja, nós precisamos entender que aquilo que Paulo está chamando de hipocrisia não é uma hipocrisia de uma performance moral.
Eu já sou crente há muito tempo, pastor também há muito tempo, para perceber que muita gente continua lidando com Deus como se fosse qualquer outra religião. Ou seja, Deus, o Senhor me salvou, mas agora...
Puxa a minha ficha do Serasa, Val. Pode puxar. Puxa a minha ficha. Vê se eu tenho alguma dívida no meu nome. Vê se eu tenho alguma coisa. Deus, eu não sou casado, eu estou namorando certinho. Eu não transei antes de casar. Senhor, olha só, eu não minto.
Ou seja, falta só tocar a música do Falcão, não bebo, não fumo, não cheiro. É a mesma coisa, como se um checklist evangélico de performance fosse te dar habilidades para estar diante de Deus exigindo coisas. E é por isso que a nossa vida desfalece, o evangelho se torna insípido, superficial, quando os problemas acontecem.
Irmãos, eu não sei aqui, mas a Ponte BH é uma igreja infantilizada demais. O povo lá não é crente não, Val. Tem alguns assim. Aí Deus manda para cá, tipo o Lucas. A gente estava todo feliz, achamos um crente lá na ponte e tal, que é tanto de gente, aí Deus manda para cá. Agora a gente precisa que vocês mandem o Lucas e a Bruna, tipo os deles, de volta para lá, porque a gente está precisando deles.
Porque lá, eu sei que aqui não acontece, mas lá as pessoas têm uma dificuldade de ler a Bíblia. As pessoas têm uma dificuldade de entender aquilo que Paulo está dizendo a Pedro. Pedro.
você colocou alguma coisa de importância maior do que o Evangelho do nosso Senhor Jesus Cristo, que te fez operar, se afastar das mesas, tratar as pessoas diferentes, que é justamente o peso cultural que você colocou com a chegada.
desses irmãos da Judéia, militantes judaizantes, que estão dizendo e continuam defendendo que, para ser puro, você precisa do evangelho e mais alguma coisa.
Você precisa do evangelho e mais a circuncisão. Você precisa do evangelho e mais alguma coisa. Ou seja, e a gente acha que a gente não tem disso. Por quê? Porque o tempo todo a gente está crendo que o evangelho é a porta de entrada. Então, eu preciso de mais alguma coisa.
Eu preciso o tempo todo, e quando Deus permite que eu passe por tempestades, ou Ele mesmo manda tempestades no compromisso de transformar a minha vida, eu mudo de igreja, eu mudo de religião, eu esfrio na fé. Por quê? Porque eu estou achando, olha Deus, aqui meu checklist. Não é possível que eu perdi o emprego.
Não é possível que aquela menina me dê o toco. Não é possível que aquele pastor não me dê atenção. Não é possível que isso, que aquilo. Ou seja, não é possível, Deus, porque olha a minha ficha. E o contrário também é verdadeiro. Quando a gente sabe que a gente não está vivendo a luz do Evangelho com uma santidade da gratidão,
e não da imposição, e a gente começa a se afastar da igreja, porque a gente sente vergonha. A gente começa a faltar aos GES, porque a gente sente vergonha. A gente começa a se afastar das pessoas, porque a gente sente uma inadequação cultural. Por quê? Obviamente, a ponte tem a sua cultura.
a sua maneira de ser. E quando a gente começa a achar que o Evangelho é a porta de entrada para essa ideologia, essa cultura de um jeito de ser, quando a gente culturalmente é inadequado, a gente começa a reagir. E é nesse sentido que Paulo briga com Pedro. E Paulo não briga com Pedro assim, fala assim, eu discordo de você.
Eu penso diferente. Não. Isso é coisa de pós-moderno. A gente faz isso. A gente vê alguém fraturando o evangelho de Jesus Cristo e fala assim, olha, eu penso diferente dele. Se fosse Paulo, ele faria totalmente diferente daquilo que a gente faz. Paulo diz no texto, eu me opus a ele cara a cara.
Primeiro, Paulo não mandou WhatsApp. Quando Pedrão chegou e ele saiu fora, o texto dá a tensão do momento. E uma das coisas que eu quero te ensinar nesse dia é que o Evangelho não é apenas para ser crido e vivido como meio de vida. Ele é também para nos levar...
a escolher as guerras do Evangelho. Quais são as guerras do Evangelho? Não são contra as pessoas que não creem no Evangelho. Porque o próprio Paulo vai dizer aos Efésios que a nossa luta não é contra a carne ou sangue, mas contra todo o principado e potestade das regiões celestiais.
O nosso problema, como diz Andy Stanley, é que a gente exige dos pagãos, dos não cristãos, que eles sejam uma coisa, enquanto nós cristãos, nós somos exatamente aquilo que eles são. Ou seja, a igreja exigindo do mundo ser como a igreja, sendo que a igreja é como o mundo.
E é isso que leva Paulo a fraturar, a se opor, não porque a igreja é assim, mas porque a igreja não entendeu que é o evangelho que a permanece, a faz permanecer numa santidade gratificadora e não numa santidade performática.
E isso é tão profundo para nós, que talvez você está aqui me ouvindo e fale assim, puxa vida, pastor, eu sei o tanto que é difícil obedecer a Deus. É difícil mesmo. Ainda mais se o evangelho for apenas a porta de entrada da sua vida. Mas não é isso que Paulo está dizendo. Paulo está dizendo, Pedro, você se esqueceu que você entrou pelo evangelho.
Você caminha pelo Evangelho e você terminará por meio do Evangelho. Nesse sentido, eu gosto porque Pedro, ele é hipócrita. A gente adora essas palavras. Essa palavra, ela tem essa ideia de uma encenação. Mas aquilo que eu quero te chamar a atenção, não é que Pedro passa a encenar agora, mas ele sempre encenou.
O problema é que o Evangelho, ele nos demonstra não apenas os nossos problemas aparentes, ele escancara os problemas do coração.
E é isso que acontece com Pedro, porque enquanto os de Tiago não estavam em Antioquia, Pedro estava com os judeus encenando uma religiosidade que ele não tinha resolvido no coração. E aí, quando ele se distancia, não é que agora ele se torna hipócrita, agora é evidente a sua hipocrisia.
quando você demonstra cabalmente que valores culturais ou pessoas ou ideias colocam outras pessoas, outros valores ou qualquer outra coisa à frente do evangelho, você não está sendo hipócrita ou encenando ator, atriz no momento que você coloca à frente.
mas você percebe que havia alguma coisa na sua encenação evangélica religiosa. E é isso que eu quero chamar a sua atenção. Por quê? Porque talvez você está aqui e você está encenando uma espiritualidade que o evangelho não afetou na sua vida. E é engraçado, porque Pedro já tinha vivido isso.
Ele já tinha sido arrogante com o próprio Senhor Jesus. Ele falou assim, eu não vou te negar nunca. Ele falou assim, que é isso, Pedrão, ainda hoje. Pedro vivencia a aceitação de Cornélio, Pedro vivencia tantas coisas e ele continua encenando uma espiritualidade performática.
Sabe como que a gente sabe que isso está diante da nossa vida? É quando a gente começa a medir as pessoas pelas nossas concordâncias com elas. Sabe por quê? Porque o que o Pedro precisa entender é que ele está permitindo que diferenças culturais antes mesmo antes mesmo antes mesmo antes antes mesmo antes mesmo antes mesmo antes mesmo antes mesmo antes mesmo antes mesmo antes mesmo antes mesmo antes mesmo antes mesmo antes mesmo
ganhassem maior importância que a unidade do Evangelho. Ele está permitindo aquilo que até hoje a gente fala no mundo, que é o quê? Em pleno século XXI, não é possível que ainda exista racismo. O quê? O mundo não teve avanço moral nenhum, se não pelo pensamento cristão.
O mundo teve, sim, e continua tendo avanços tecnológicos. Mas avanços morais? Desconheço. Desconheço os avanços morais que o mundo não teve, se não pelos pensamentos e ideias do cristianismo que inundaram a sociedade. Valorização das mulheres. Feminismo, não. Cristianismo.
Relações interraciais, cristianismo. Direito universal de todos, cristianismo. Faculdade e ciência, cristianismo. Aí a gente quer ser pagão e ateu no solo dos cristãos. Quando a gente coloca...
E a gente passa a entender que o Evangelho é só uma pochete, um adendo, no meu conjunto de ideias, eu fraturo não apenas o Evangelho, mas eu fraturo as minhas relações. Porque naquela época, se assentar com as pessoas não era igual hoje. Hoje a gente vai lá no shopping e fala assim, está lotado, aí você acha o primeiro lugar vazio. Você pergunta, eu posso sentar aqui?
Você não sabe nem quem é a pessoa e não faz diferença nenhuma. Naquela época, não. Você dar a destra, como Pedro fez versículos anteriores, e você se assentar, como Pedro estava fazendo, é você concordar e convidar a pessoa à sua intimidade, à sua história. Nesse sentido...
Pedro, ele se afasta daquelas pessoas porque ele não tinha certeza se elas eram puras o suficiente como aqueles que chegaram e estavam dizendo que não eram. Ele se deixa levar, e uma das coisas que mais me chama a atenção nesse texto, e talvez não chame muito, porque não é talvez o mais importante, mas o apóstolo quer dar citação a isso, então se ele dá, é importante.
quando ele fala que até Barnabé. Quem era Barnabé? Ah, Barnabé era o cara. Barnabé, em Atos 4, ele é o contraste de Atos 5. Ananias e Safira. Se você for lá em Atos 4, no finalzinho, finalzinho, você verá que Barnabé, o encorajador,
Ele é aquele que doou um terreno, diferentemente de Ananias e Safira. Barnabé é aquele que os apóstolos de Jerusalém enviaram para Antioquia, quando viram o movimento do Espírito Santo naquele lugar. Falou assim, vai lá espiar esse negócio, vai ver se esse trem presta. Como um bom mineiro, esse trem presta. Porque tudo é trem para nós.
Então, tudo é trem, é OC, está tudo certo. Vai lá, Barnabé, vê se esse trem presta. E Barnabé não só vê que esse trem presta, mas ele, ao ver que o trem era grande e genuíno de Deus, ele lembra de um cara, que cara? Paulo. E ele vai buscar o Paulo, por quê? Porque ele enxergou que Paulo era útil à igreja da Antioquia. E agora?
Esse Barnabé, que começara a fazer viagens missionárias com Paulo, estava também vendo que a sua vida espiritual no Evangelho tinha coisas para resolver.
porque até Barnabé se deixou levar. Então, se até Barnabé se deixou levar, é algo que a gente precisa parar e pensar, porque nós também somos pessoas capazes de nos deixar levar a ideologias, a pessoas importantes, a ideias. Nós também somos corruptíveis. E uma das coisas, então, mais importantes que eu quero ressaltar aqui é que a gente tem que escolher a guerra do Evangelho.
Guerra não nesse sentido bélico, mas no sentido de posicionamento. Sabe por quê, irmãos? Eu disse que eu ganhei o prumo do avô do Daniel Vorcaro, que é hoje o maior escândalo nacional ou mundial que nós estamos diante. Um cara que era da minha célula.
Alguém que eu já viajei junto. O que aconteceu? Claramente, não é que ele deixou de performar a religião evangélica. Não é que ele deixou de cumprir o checklist. É que ele não deixou de...
que o Evangelho transformasse os pressupostos da vida dele. E ele ficou apenas com essa certeza de que Jesus iria dar a ele uma vida após a morte, e ele recebeu dos pastores em volta dele tanta bajulação, tanta bajulação, de que ele seria abençoado, que ele...
que seria alguém que iria provar do melhor dessa terra. Então, o que ele recebeu não foi o Evangelho, foi um outro Evangelho, que Paulo já disse no capítulo anterior, que ele falou assim, eu fico assustado, como que vocês já pularam para o outro Evangelho tão rápido? Ou seja, irmãos, existem coisas que a gente tem que pôr o dedo na cara, e falar assim, esse Evangelho seu não é o Evangelho, é outro Evangelho.
Porque se Paulo colocou o dedo na cara de Pedro, a gente tem que ter coragem de defender o Evangelho, e não os evangélicos. Porque quando os evangélicos fraturam o Evangelho, eles têm que ser repreendidos da mesma forma que qualquer outra pessoa.
E esse é o nosso problema. A gente passa pano entre nós, uns para os outros, enquanto a gente destila ódio e preconceito a quem não tem a mesma fé da gente.
E é isso que Israel fez, é isso que Pedro está fazendo, é isso que esses irmãos que vieram da Judéia estão fazendo. Se você não performar igual a gente, se você não for santarrão igual a gente, você não é tão puro igual a gente. A gente tem dúvida da sua conversão. Ou seja, para mim, o verso mais importante desse texto é o 14.
quando ele diz, quando vi que não estavam andando de acordo com a verdade do Evangelho. Existe uma palavra grega que dá o tom de tudo aquilo que eu estou falando, que é a palavra de onde vem a nossa ortopedia.
Paulo está dizendo, Pedro, você deixou de usar os calçados ortopédicos do Evangelho. Você parou de andar em linha reta. Você desviou a sua vida. Em algum lugar você parou de usar, de andar, segundo o Evangelho. O que isso quer dizer?
que o coração de Pedro estava encenando uma espiritualidade regional, cultural, em detrimento de uma encenação do Evangelho. Por quê? Porque esse é o chamado de todo discípulo.
Eu gosto de um autor maravilhoso, chama Kevin Van Rooza, que ele vai dizer que nós temos que encenar o drama da doutrina. Nós temos que encenar o Evangelho, e que isso não é hipocrisia, isso é discipulado. Mas quando eu estou encenando algo que não faz parte de mim, eu sou hipócrita, porque aquilo não me pertence.
Ou seja, o que a gente percebe é que muitas vezes nós estamos precisando do prumo, do prumo da graça, para te levar a voltar a enxergar que a sua parede, que o seu chão, que a sua casa está em linha reta, está no ângulo de 90 graus, está no momento, mas como? Pela sua força, pela sua performance? Exatamente não.
mas pelo poder do Evangelho. Nesse sentido, eu gosto de uma frase do reverendo Tim Keller, que diz que o Evangelho não é o ABC da vida cristã, mas o abecedário inteiro.
Ou seja, eu não preciso apenas de Jesus para me salvar, mas eu preciso de Jesus para todas as coisas. Nesse sentido, eu quero lhe apresentar o conceito de santidade que o Evangelho tem. O Evangelho, ele não destrona a lei, ele não discorda da lei, ele a cumpre.
Eu não vou falar muito da lei aqui, porque no próximo capítulo, o Val vai dar uma aula aqui do propósito da lei, porque é questão mais aprofundada no próximo capítulo. Mas, rapidamente, a lei tinha três propósitos simplórios. A revelação de quem Deus é. Um aio para a nossa salvação, ou seja, para nos mostrar que nós somos incapazes de cumpri-la.
e um freio para a nossa forma imoral de viver. A lei, nesse sentido, é como a lei do Brasil. Se você matar, você vai preso. Isso freia o pecado. Isso freia a nossa vida. Então, eu não vou matar, porque senão eu vou preso.
Ou seja, mas o principal ponto que a lei é apresentada aqui no livro de Gálatas é que a lei serve para a mesma coisa que as pessoas da série Chapolin, que se você não lembra, é da minha época. Peço perdão por exemplos antigos.
quando tudo dava errado no Chapolin, qual era a pergunta? E agora? Quem poderá me defender? O propósito da lei é justamente para que os judeus e qualquer um que tivesse noção da lei falasse assim, e ferrou, e agora? Quem poderá me defender? Porque a própria lei tinha as suas resoluções de sacrifício.
Se a lei fosse salvífica, ou seja, se obedecer a lei fosse salvar alguém, não tinha a lei cerimonial, só a lei moral e civil. Nesse sentido, é o que Paulo está nos mostrando, ou seja...
A gente precisa entender que não é que agora a gente vai tomar para nós o profeta Lulú Santos e achar que está tudo resolvido. Vamos viver tudo que há para viver, vamos nos permitir. Não. O que o Paulo está dizendo é o contrário disso.
É, Pedro, você não se torna santo, você não é santo por causa da sua performance, por causa da sua raça, até mesmo porque nós, judeus, recebemos a palavra da verdade. Não, meu amigo Pedro. A gente se torna santo por causa do evangelho, que por causa do evangelho é a boa notícia de que Deus está redimindo o mundo, enviou o seu espírito e esse espírito nos dá poder para...
pelas sandálias do Evangelho, pela ortopedia do Evangelho, para colocar os nossos passos no lugar. Então, o que nos leva à santidade? A gratidão pela salvação que o Evangelho nos dá. Eu não sou alguém que quer ser santo porque eu quero agradar a Deus.
Eu quero ser santo porque eu quero ser como Jesus, porque Ele me salvou. Nesse sentido, nós temos antíteses, contrastes. Às vezes você acha que para você se manter no Evangelho, você tem que fazer um monte de coisa. Mas eu estou aqui para te dizer que não, que é Deus que te mantém no Evangelho.
E aí você começa a viver um monte de coisa. Nesse sentido, é que é nossa função colocar tudo que faz parte da nossa vida em conformidade com a direção, com o sentido para o qual o Evangelho nos impulsiona. Por que eu não minto? Não é porque Deus não gosta. É porque eu também agora não gosto.
Porque Deus me cativou de forma maravilhosa e eu quero andar ortopedicamente segundo Ele andou. Por que eu trato as pessoas com dignidade? Por que eu elevo as pessoas o seu valor? Por que eu apoio que todo ser humano é digno de respeito? Porque todo ser humano é a imagem de Deus. Isso é o Evangelho que nos traz o poder para tratarmos uns aos outros dessa maneira.
Nesse sentido, eu gosto de outra frase do Keller que diz, se eu acho que a obediência é o que me faz ser amado e aceito, eu não entendi o Evangelho. E as circunstâncias da vida só desmascaram a minha encenação religiosa hipócrita.
Mas, se eu entendo que eu já sou amado e aceito por Deus, eu enceno, continuo encenando, continuo como um ator. Mas não numa falsidade, mas numa relação de cópia. Eu tenho três filhos. O Henrique de 15, o André de 12 e a Luísa de 5.
O Henrique já está doido para ter as suas ideias. E é uma fase difícil da vida. Mas sabe o que me chama a atenção nele? É que todas as vezes que eu viajo, ele pega o copo do pai dele. Para beber a água, a Coca-Cola Zero, o mate no meu copo.
Todas as vezes que eu faço algo, ele quer fazer igual. Todas as coisas que eu tenho, todos os doces que eu como, todas as coisas que eu valorizo, ele vai lá e quer fazer igual. Aí o irmão quer fazer igual e a irmã que é mais libertária ainda quer ser diferente. Sabe por que eu quero ser santo? Não é porque eu quero permanecer sendo amado por Deus.
Eu quero ser santo porque eu olho para Jesus que me amou e eu quero brincar com Ele de imitá-Lo. Eu quero brincar de ser como Ele é. Eu quero encenar no meu trabalho, na minha família, eu quero encenar na sociedade, eu quero encenar em Recife, em Belo Horizonte. Eu quero brincar, aquela brincadeira que a gente vê Jesus andando e a gente vai atrás.
Isso é o que o Paulo está brigando com o Pedro, falando assim, você parou de fazer isso, Pedro. E as pessoas vão parar de fazer por quem você é, Pedro. Talvez você fale assim, não, mas isso é coisa de Pedro, o apóstolo, não. Isso é coisa de todo cristão. E diante disso, Paulo termina dizendo, já não sou mais eu quem vivo.
O que ele está dizendo categoricamente? Eu entendi. O Evangelho me disse que a lei me matou. O pecado me matou. Mas o Evangelho disse que eu não tenho condições de lidar com essa morte.
Mas Cristo tem. E Cristo o fez. Naquela cruz do Calvário. E Deus o ressuscitou dos mortos ao terceiro dia. E é por isso que Paulo diz, estou crucificado com Cristo. Ou seja, toda a minha performance religiosa, tudo aquilo que eu quero ser, todas as minhas ideias de vida, todas as minhas ideologias estão com Ele. Estou crucificado. Assim, por causa disso?
Já não sou eu quem vive. Ou seja, eu posso viver de uma outra maneira. Grato e encenando.
Eu posso copiar Jesus, sem o medo de errar, sem o medo de não acertar. Por quê? Porque a minha identidade não é definida por essa encenação. Mas a minha vida é consequência da obra de Jesus que me dá capacidade de viver agora encenando.
E ele diz, agora eu vivo no corpo, eu vivo agora, vivo pela fé no Filho de Deus. Ou seja, eu confio naquilo que Ele fez por mim e que Ele me leva do ponto A ao ponto B em segurança. Porque Ele me amou e se entregou por mim.
Não anulo a graça de Deus. Ou seja, eu não acho que a graça de Deus é apenas para que eu seja, sabe, alguém que vai ter uma vida eterna depois de, sabe, que eu morrer, não. Eu não anulo isso. Mas eu continuo na graça, vivendo a santidade pela gratidão, daquilo que Jesus fez por mim.
Eu gosto dessa frase de João Calvino, que eu trouxe aqui para você, e com ela eu encerro o meu sermão. Quando ele diz, eu desisti de tudo por Cristo. E o que eu encontrei? Eu encontrei tudo em Cristo. Encontrei tudo nele. Como?
Da maneira correta, na ordem correta, na atenção correta, na beleza correta. Talvez você diz assim, mas eu tenho que perder tudo para Jesus? E você acha que você vai perder tudo. Deixa eu te lembrar uma coisa. Quando você perde tudo para Jesus, como diz João Calvino, você não encontra só essa salvação temporal.
você encontra toda uma nova vida orquestrada por Jesus, feita por Jesus, mantida por Jesus, empoderada por Jesus, capacitada por Jesus. E você ainda ganha a presença de Jesus. Será que nessa noite a gente pode reafirmar a nossa fé em Jesus?
Dizendo, Jesus, eu desisto da minha vida. Eu desisto de tudo. E eu quero passar tudo o que eu penso, tudo o que eu tenho, tudo o que eu imagino. No escrutínio, nas lentes do teu evangelho. Talvez você está aqui e você tem relacionamentos totalmente fragmentados, rompidos.
Deixa o Evangelho entrar nesse relacionamento. Talvez a sua vida é uma encenação falsa de uma religião. Você é ponte para lugar nenhum. Você é mais muro que ponte. Mas você arroga ser ponte. Você não é ponte, você é muro. Você é ponte para lugar nenhum. As pessoas estão desviando do Evangelho pela sua performance hipócrita.
Mas nessa noite, eu não vim aqui para te condenar. Eu vim aqui para fazer o que Paulo fez com Pedro. Como um bom ortopedista, pastor. Vai doer, mas o seu osso vai voltar para o lugar. A gente vai pôr gesso, uma tipoia.
com uma botinha, talvez você vai ficar aí alguns dias, tendo que andar meimã, com o braço preso, vai precisar. Mas eu vim aqui para colocar os nossos ossos no lugar, pela causa do Evangelho. Para que você possa sair por toda Recife, andando como Paulo falou com Pedro.
Pedro, você parou de andar na ortopedia do Evangelho. Volta. Porque só assim você vai tratar o dinheiro da forma que o dinheiro deve ser tratado. Só assim você vai tratar as pessoas como as pessoas devem ser tratadas.
Só assim você vai tratar o poder como ele deve ser tratado, o trabalho como ele deve ser tratado, os pastores, as autoridades, só por meio do Evangelho que a gente vai parar de bajular as pessoas para ter alguma coisa, só por meio do Evangelho que a gente vai parar de buscar acesso, pagar dinheiro, pagar milhares de reais para ter ambiente, para ter acesso às pessoas, para fazer negócios, só assim a gente vai ver que a gente pode andar pelo Evangelho.
E pelo Evangelho traduzi todas essas coisas. Porque pelo Evangelho a gente encontrou todas elas totalmente diferentes. Porque estão redimidas pela obra do nosso Senhor Jesus Cristo. Por isso eu gostaria que você fechasse os seus olhos. E eu quero orar por você. Senhor Deus e Pai, nessa noite nós reconhecemos.
que os nossos ossos precisam ser colocados no lugar. Porque o nosso testemunho, muitas vezes, não é aquilo que nós gostaríamos que eles fossem. Ou às vezes, Pai, nós estamos aqui encenando para que a gente seja alguém que a gente não precisa mais.
Talvez, Senhor, a gente ainda carrega esse peso de constituir a vida para nós mesmos, de ser alguém a partir daquilo que a gente acha que pode ser. Por isso eu oro, Pai, para que todos aqueles que se sentem pesados, pelo peso da vida, de serem alguém, de se fazerem alguém, Senhor, que esse peso da identidade seja levado embora pelo Espírito Santo do Senhor.
mas também todos aqueles que pela palavra, pelo seu espírito, sentem a exortação do espírito para que os ossos sejam trazidos para o lugar. Eu oro, Pai, para que a gente aceite essa exortação e deixe a correção do evangelho nos levar de uma encenação hipócrita para uma encenação de discurso.
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