Insight Executivo #56 – 02.07
Confira os destaques de hoje da economia do Brasil e do mundo como nossos especialistas da Pesquisa Econômica e Tesouraria do Bradesco.
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Rafael Muhler
- Dados de Inflação nos EUAFederal Reserve · Kevin Walsh · Política monetária
- Acordo Brasil-EUA sobre tarifasMário Elias Rosa · Investigação Seção 301 · Setores sensíveis (pesca, madeira, têxtil, calçados)
- Custo do crédito no BrasilBanco Central · Taxa Selic · Crédito livre · Crédito direcionado
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Olá, eu sou Rafael Muhler, economista do Bradesco, e estas são as principais notícias econômicas desta quinta-feira, 2 de julho. Na edição de hoje: o presidente do Federal Reserve sinaliza menor risco de inflação nos Estados Unidos, o crescimento do crédito no Brasil perde ritmo, E o governo brasileiro argumenta contra a tarifa de 25% dos Estados Unidos. O presidente do Federal Reserve, Kevin Walsh, disse ontem, no Fórum de Sintra, que as expectativas e os riscos de inflação nos Estados Unidos recuaram nas últimas 4 semanas.
Declaração que fez o dólar e os rendimentos dos Treasuries perderem força. Walsh evitou se comprometer com os próximos passos da política monetária americana, e reforçou a independência do Fed. O sinal pode indicar algum espaço adicional de manobra para o Fed adiante, o que tende a ser acompanhado de perto por empresas com exposição cambial. O estoque total de crédito no Brasil cresceu 9,5% em 12 meses até maio, segundo os dados do Banco Central, um ritmo abaixo dos 10,4% registrados no fim de 2025.
A desaceleração se concentrou no crédito livre, cujo crescimento recuou de 11,5% para 6,9% no período, enquanto o crédito direcionado, que inclui rural e imobiliário, manteve um ritmo acima de 12% ao ano. Para as empresas, os novos empréstimos aceleraram no mês, puxados pela antecipação de recebíveis de cartão e por operações de capital de giro. Para administradores de empresa, o crédito segue disponível, mas o custo tende a permanecer restritivo no curto prazo, principalmente por conta da postura mais cautelosa do Banco Central com relação à taxa Selic.
O governo brasileiro apresentou ontem sua resposta formal à investigação da Seção 301 conduzida pelos Estados Unidos. Contestando a base usada para justificar a tarifa de 25%, sobre produtos brasileiros, prevista para entrar em vigor após o dia 15 de julho. O ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Mário Elias Rosa, afirmou que o governo buscará negociar redução, suspensão ou exclusão de setores sensíveis, como a pesca, madeira, têxtil e calçados, caso a tarifa avance.
Para as empresas exportadoras, a incerteza tarifária deve persistir nas próximas semanas, o que reforça a necessidade de planos de contingência nos setores atingidos até a data limite de 15 de julho. E essas foram as notícias de hoje. Até a próxima edição.
Este foi o Insight Executivo do Bradesco, sua fonte diária de informação.
Bradesco