Insights Investments #339 - Tecnologia, escala e impacto: a expansão da 99
Neste episódio do Insights, Ana Verroni, CMO da 99, compartilha as estratégias de inovação e escuta do consumidor que levaram a marca a um crescimento acelerado. Da mobilidade ao delivery, Ana revela os bastidores da expansão da 99 Food e o papel dos dados na construção de campanhas de impacto. É uma conversa sobre estratégia, experiência do cliente e o futuro dos superapps no Brasil. Confira como uma jornada ampla de escolhas para o consumidor se tornou um dos principais motores do crescimento da companhia. A apresentação é da Priscila Forbes, banker do Bradesco Global Private Bank.
O conteúdo a seguir exposto pela empresa convidada não representa, necessariamente, a opinião e as práticas utilizadas pelo Bradesco.
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Priscila Forbes
Ana Verroni
- Estratégias de MarketingFoco em dados para ouvir o consumidor · Hiperpersonalização · Uso de IA em algoritmos · Campanhas de impacto
- A jornada do cliente e a experiência invisívelQuebra de inércia e atração com cupons · Promessa de entrega rápida (29 minutos) · Flexibilidade de escolha · Acessibilidade em culinárias e preços · Construção de confiança e lealdade
- O Papel do Centrão na Política BrasileiraValores de marca: acessibilidade e diversidade · Conexão com paixões nacionais (futebol, música) · Uso de influenciadores (macro e micro) · Campanhas de sucesso (Carnaval, Lady Gaga) · Ivete Sangalo
- 99 Food· NegociosInvestimento e rápida expansão · Mercado de delivery no Brasil · Estratégia para restaurantes · Estratégia para entregadores · Estratégia para usuários
- Inteligência ArtificialAlgoritmos de rota e precificação · Otimização de entregas (99Food) · Personalização de conteúdo e ofertas · Previsão de trânsito e trajetos
- Evolução da 99Início como app de táxi · Unicórnio brasileiro · Expansão para delivery (99Food) · 99Pay
- X como super appConceito de super app no dia a dia · Mobilidade, pagamentos e delivery integrados · Jornada fluida do usuário · Desafios de awareness e experiência
- Pontos de apoio para trabalhadores de aplicativosRede de descanso e suporte · Infraestrutura (banheiro, comida, recarga) · Investimento em bem-estar do parceiro
- Sistema FinanceiroCarteira digital · Soluções de crédito · Pagamento de boletos · Investimentos
- Equilíbrio entre Vida Profissional e PessoalCarreira em marketing e dados · Malabarismo entre vida profissional e pessoal · Importância da escuta e construção
- Dicas culturaisLevar os olhos para passear · Criar repertório e viver a realidade · Inteligência Visual (livro de Amy Herman)
Insights, o podcast do Bradesco.
O marketing é a combinação, né? Então, marketing da 99, ele foca muito nos dados, nos dados para ouvir. Então, os insights, o porquê que eu faço as coisas, o que que O brasileiro precisa, o que que eu tenho ali que entregar e me conectar. O mercado fala muito de super app, né? Mas a gente é a primeira plataforma que entrega várias soluções pro dia a dia.
Que a ideia é que o usuário não tem que pular de um app pro outro, né? Ele resolve tudo no mesmo ambiente ali.
No mesmo ambiente. Então, diferente de outros super apps que entregam várias coisas dentro do mesmo tema, a gente entrega muita coisa dentro do tema dia a dia.
Olá, tudo bem? Você ouviu agora alguns destaques de hoje, mas tem muito mais. Eu sou a Priscila Forbes e este é o Insights, seu podcast semanal com ideias que provocam um novo jeito de pensar. A experiência do cliente define as novas escolhas, mas como as marcas têm investido em pesquisa, inovação e marketing para acompanhar a jornada dos consumidores? No delivery, por exemplo, a revolução começou há um ano e está em andamento.
A 99 investiu R$2 bilhões para entrar nesse mercado e em 45 dias fez 1 milhão de entregas somente em uma cidade. Hoje, a 99 Food está em mais de 70 cidades, com meta de chegar a 100 municípios. E campo é o que não falta. O Brasil é o 4º maior mercado de delivery no mundo e movimentou US$21 bilhões em 2025. Para conversar sobre o crescimento do setor e de outros mercados do portfólio, como Pay e Mobility, recebemos hoje no Insights, a CMO da 99, Ana Verrone. Ana, seja muito bem-vinda ao Insights.
Olá, Priscila, obrigada a todos pelo convite, prazer estar aqui hoje.
Prazer te receber aqui. Ana, a 99 nasceu como um app de táxi lá em 2012. Eu lembro porque eu fui uma early adopter, uma das primeiras usuárias do aplicativo, e rapidamente se tornou o primeiro unicórnio brasileiro já em 2018. Conta um pouco para a gente sobre essa essa trajetória e de que maneira isso moldou a estratégia de marketing da 99 hoje?
Acho que isso é uma excelente pergunta, né? A 99 tem muito de ouvir o que o usuário precisa e disruptar o mercado. Então essa parte de disrupção e inovação é algo muito presente no DNA da companhia e da marca. Então lá atrás, como você disse, a gente começa com táxi e a gente traz o carro por aplicativo justamente porque era uma necessidade do brasileiro. Só tinha uma marca presente e a 99 chega para dar uma opção. E quando a gente pensa nos dias atuais, isso acontece novamente com 99Food.
Então era um mercado que não tinha mais opção e a gente entra novamente para trazer uma fonte de escolha para esse usuário brasileiro.
E qual o tamanho da 99 hoje? A gente falou um pouco aqui, né, do recorde de entregas, mas dá para a gente um pouco dessa sensibilidade do tamanho e da base de clientes e de parceiros?
99 tá crescendo muito, né? Então lá em 2024 a gente falava, até lançamos uma campanha na época, né, que falava todo o Brasil vai de 99. A gente falava de mais de 40 milhões de usuários. Hoje a gente fala de mais de 80 milhões de usuários, né? Então amplamente dobramos aí o negócio. A gente pensa em motoristas, motociclistas parceiros, a gente tem mais de 2,5 milhões.
Caramba!
Então é muito, né? Mas a gente é líder em cobertura de mobilidade. Então a gente tem o serviço em mais de 4.400 cidades ao redor do Brasil. Food, a gente já tá em mais de 70 cidades do Brasil, que nos garante uma cobertura de 70% do mercado. Então grandes números aí e muito mais por vir.
E o mercado de delivery é dominado por poucos players, né? Então como surgiu o insight para criação da 99 Food e como tem sido o retorno?
Acho que o mercado mudou muito, né, desde a criação lá atrás até nosso retorno. Então era um mercado de monopólio de restaurantes, então entra aí o CAD para ajudar esse mercado e ter uma disrupção desse monopólio. Apesar de no passado ter muitas marcas, poucas conseguiram atuar. Hoje a situação era bem diferente, a gente praticamente tinha um monopólio de marca. E aí o restaurante, usuário, precisava de uma opção. Então isso foi o que chamou a gente, 99food, a atenção pra gente trazer o retorno de uma escolha.
A 99food entra nesse mercado pra dar justamente a escolha para os 3 pilares do mercado. Então a gente traz para o restaurante menores taxas e muito mais flexibilidade para ele organizar o negócio dele como ele quiser, com diferentes opções de contrato. A gente entra numa segunda parte que é o motociclista e o courier parceiro. Então para eles tem mais incentivo também, mas a gente é a única plataforma que possibilita que ele ocupe o espaço de durante o dia de acordo com o que ele quer.
Então, como a gente é uma plataforma também de mobilidade, eu permito a ele fazer entregas de itens, fazer entregas de documentos, levar passageiros em cidades do Brasil, além do delivery de comida. Então, isso possibilita vários ganhos e até uma otimização do tempo dele. E a gente entra para o usuário com muita flexibilidade de escolha. Então, eu entro com o desafio de quebrar a inércia, né? Isso é um desafio muito grande e difícil, mudar o comportamento.
Então, a gente traz vários pilares pra marca e pro usuário. Então, desde a atração dos cupons pra ele experimentar, uma oferta de preço interessante, uma oferta de restaurantes culinárias e flexibilidade ali pra ele poder escolher o que que é interessante para esse momento, além de essa ampla disponibilidade de outros serviços que ele tem na plataforma para além do delivery de comida.
Essa estratégia do cupom funciona super bem, né, para você adquirir o cliente, né, para você atrair ele. E como que você garante, uma vez que ele veio atraído por uma promoção, que ele tem alguma fidelização ali na plataforma?
A gente trabalha vários pilares ali dentro. Então o cupom é sim sempre um atrativo imediato, mas a gente trabalha também com uma experiência. Então a nossa experiência é amplamente reconhecida, né? Então a gente lança a campanha com essa quebra de inércia que fala Quem pede, pede 99. A gente convida o usuário pra conhecer a plataforma. Hoje, a gente tá com outro momento de marca nas cidades que a gente já tá estabelecida, que fala muito dessa experiência boa que ele tem no nosso delivery, né?
E vem justamente com a mensagem de que pode ser melhor. Então, a gente tem uma entrega média de 29 minutos. Então, a nossa campanha atual é sobre isso, é sobre esse convite pra ele ter uma experiência melhor. Então, a gente vem com: Ivete Sangalo, que é nossa embaixadora, né?
Nossa também, do Bradesco, né?
Exato. E ela traz essa voz da consciência, né, pra você repensar suas escolhas. E João Gomes, que também traz esse enredo de, puxa, a gente não consegue, fica mal quando a nossa comida atrasa.
Então os 29 minutos são essa média aí, é um claim extremamente importante pro nosso E a experiência do cliente, claro, né, em se tratando de transporte e de delivery, claro que rapidez é um ponto-chave, mas o que mais entra ali na experiência do cliente, você acha?
Quando a gente pensa em mobilidade, entram várias coisas como recursos de segurança, achar um carro rápido, ter modalidades que ele possa escolher.
Conforto também, né?
Conforto também. Então, se a gente pensa no nosso portfólio de mobilidade, a gente tem desde carros eletrificados, a gente tem os carros confortáveis, né, a nossa opção de Plus, até agilidade com moto. A gente é a única plataforma que o usuário pode escolher mais de uma opção ao mesmo tempo.
E o que vier mais rápido, veio.
E o que vier mais rápido, que é exatamente essa necessidade da conveniência, da agilidade. Chega, né? Então a gente tem essa inovação dentro de mobilidade e dentro de food especificamente a gente tem tanto as ofertas, a gente trabalha um pilar muito importante que é acessibilidade. Isso permeia todos os negócios, né? Acho que um pouco do que falei agora em mobilidade, mas em food acessibilidade é várias culinárias, pratos de todos os tamanhos para famílias pequenas, para individual, para grupos grandes, ofertas dentro de todo esse portfólio, é tanto a diversidade de regiões, né, restaurantes em todas as regiões ali você vai encontrar, como a experiência, né.
Então tem a experiência dos 29 minutos, tem uma outra experiência que é muito importante, que se seu pedido atrasar você tem um cupom de desconto. Então tudo que preza e tange esse bom relacionamento e boa experiência, a gente cuida para entregar.
Então realmente tem um compromisso com essa promessa dos 29 minutos, né?
É, tem o compromisso numa entrega, tem uma entrega média em 29 minutos, mas a gente também tem uma entrega que não necessariamente todos os restaurantes são 29 minutos. Às vezes eu quero um restaurante que demora mais no preparo de uma culinária. Se o seu tempo de espera for maior do que o previsto dentro do aplicativo, a gente te dá um cupom de desconto.
Perfeito. Ana, a 99 tem hoje o que a gente chama de super app, né, que junta mobilidade, pagamentos e delivery. Como o marketing atua para integrar esses serviços como uma única solução?
A gente lança isso, acho que o mercado fala muito de super app, né, mas a gente é a primeira plataforma que entrega várias soluções para o dia a dia.
Que a ideia é que o usuário não tem que pular de um app para o outro, né, ele resolve tudo no mesmo ambiente ali.
No mesmo ambiente. Então, diferente de outros super apps que entregam várias coisas dentro do mesmo tema, a gente entrega muita coisa dentro do tema dia a dia, né? Então, como você disse, pode pegar um carro, pode pagar um boleto, pode pedir uma comida, pode entregar um documento, né? A gente tem o serviço de entrega, dentro de São Paulo tem o serviço de frete. Então tem muitas coisas. A gente lança essa, esse conceito, né? A gente apresenta ele pro usuário este ano.
A gente começa o ano falando disso na nossa campanha de primeiro trimestre, Carnaval, e apresentando esse super app pro usuário. E aí traz um monte de desafios, né? Então, primeiro, o usuário saber que é um super app, o que que é um super app, né? Essa coisa de multi-serviços que resolvem a rotina dele. Mas também traz um desafio de como eu gerencio essa pessoa dentro desse aplicativo. A experiência precisa ser única, ela não pode ser dentro apenas daquela modalidade de serviço que ele tá experienciando nesse momento.
Então existe toda uma experiência de jornada dentro do app que visa melhorar ali o dia a dia dele, ao mesmo tempo que eu consigo apresentar pra ele novas soluções. Então a marca, ela vem com o desafio de awareness, né? Ela vem com o desafio de apresentar isso pro usuário. E a plataforma, né, a companhia tem um desafio de tornar essa experiência, essa jornada mais fluida, né? Um pouco mais suave pra ele dentro do próprio aplicativo da 99.
E com essa quantidade gigante de pessoas como clientes, né, e consequentemente uma quantidade enorme de transações, é natural que vocês produzam muitos dados, né? E isso permite uma hiperpersonalização nas estratégias de aquisição e retenção da 99. Você pode dar alguns exemplos de como isso acontece?
Posso. Então hoje, se você entrar na página da 99, ela já sabe por exemplo, seu destino mais frequente de acordo com o dia da semana.
Já sugere ali, né?
Então ela já sugere. Ah, de terça-feira ela sabe que é meu dia de trabalhar no lugar X, então ela já vai sugerir lá como meu destino preferencial e eu escolho. Então a 99 já sabe que minha rota mais frequente é determinada rota, então ela sugere que eu coloque essa rota como uma rota favorita para ter desconto. Quando a gente pensa em categorias que eu uso, ela já seleciona e aparece primeiro as categorias que eu uso mais. Quando eu penso em comida, em 99 Food, se é uma aba que eu peço mais, ela já aparece primeiro para mim.
Então existem várias facilidades que a gente já apresenta ao usuário e já melhora essa experiência, mas existem outras que não são visíveis necessariamente para o usuário. Então, se eu peço muito determinado restaurante, eu vou provavelmente ver mais cupom daquele restaurante. Determinada culinária, ela vai estar dentro, presente ali nas culinárias que me vão ser apresentadas. Então, existem, existe um trabalho que o usuário vê e um trabalho que ele não vê, mas torna o dia a dia dele melhor, mais fácil.
É que no final o objetivo é isso, né? Reduzir a fricção O mínimo possível.
Exato. Não, que isso, acho que isso tudo, até pegando o gancho, é uma experiência de super app, né?
Então você ter facilidade em resolver a vida da pessoa no dia a dia, né?
Exato. Em qualquer coisa que você busque ali, ali é o melhor lugar, porque te conhece, sabe dos seus hábitos, sabe o que que faz sentido para você e o que não faz tanto sentido.
Traz conveniência, né?
Traz conveniência.
Legal. E vários elementos hoje influenciam as decisões e o comportamento desse consumidor, o que faz a confiança nas marcas cada vez mais uma fortaleza, né? Algo a ser construído pelas marcas, né? Como que a 99 trabalha e olha para esse tema de construção da confiança de marca e consequentemente do loyalty, da fidelização desse cliente?
Acho que nos tempos atuais confiança é algo que as pessoas buscam muito, né? A gente vê mundialmente uma questão de confiança muito tênue entre marcas, enfim, entre várias coisas. Então, pra 99, a gente é muito consistente nos valores, né? Principalmente valores de marca. Então, a gente busca primeiro a questão que eu trouxe anteriormente de ser uma marca acessível. Então essa acessibilidade ela permeia muito o que a gente faz em qualquer uma das categorias.
Acessibilidade em— sou líder em cobertura, tô em mais de 4.400 municípios, chego em todo lugar. Você pode chamar dentro do centro, fora do centro, tem um 99 para te atender. 99 dentro de 99 Food, com vários cardápios que me atendem em determinadas ocasiões, experiências. Tô com grupo, tô sozinho, gosto de comer comida brasileira, japonesa, enfim, lá dentro eu vou encontrar. Um preço acessível, né, seja através de promoção, seja através de um preço que o próprio restaurante coloca de uma forma mais acessível, mais barata.
Quando a gente pensa em Acesso ao crédito também dou através de 99Pay. Então essa busca por acessibilidade é um pilar extremamente importante. Existe um segundo pilar muito importante que é a diversidade. Então diversidade permeia tanto internamente a gente na companhia quanto externamente. Então a gente tem um cuidado grande com o nosso casting para que ele reflita o que é a população brasileira. A gente tem um cuidado com a linguagem pra ser uma linguagem tanto acessível quanto diversa, próxima.
E a gente, o terceiro pilar muito importante pra gente é essa conexão com o brasileiro. Tá sempre ouvindo, então a gente roda pesquisas mensais enormes. Mais de 2 mil respostas de motociclistas e motoristas parceiros. Mais de 2 mil respostas por mês dentro de usuários. Sejam de 99, food, sejam usuários de mobilidade, buscando ali o que que o usuário precisa. E a gente se conecta respondendo, buscando responder a eles em necessidades como lançar delivery, lançar moto, lançar modalidades, quanto dentro das paixões, conexões com paixões importantes nacionais.
Futebol, música, futebol, música, entretenimento, carnaval. Então a gente tá dentro desses territórios que conectam muito com as emoções que o brasileiro, né, vivencia.
Bacana. A gente quer, eu quero explorar essa parte da emoção, mas queria voltar no ponto que você falou de pagamentos. Fala um pouco como é que funciona a plataforma de pagamento. Você falou que vocês têm crédito também, conta um pouquinho.
Sim, dentro de 99Pay ele tem um ecossistema financeiro, então ele pode usar uma carteira digital para pagar a própria corrida, a própria comida, né. Então existe lá um depósito, você sobe créditos ali. Isso, você sobe, você faz um aporte e você utiliza, né? Você ganha cashback em momentos ali de acordo com o seu uso. Existe também soluções para crédito, né, de forma rápida. Existem soluções para você pagar um boleto, existem soluções se você quer investir algum valor, então você recebe um rendimento ali dentro desse valor que você aporta.
Então existem várias soluções financeiras para facilitar esse dia a dia do brasileiro.
Iana, a inteligência artificial já tá, né, no coração da 99, né? Os algoritmos de rota e de precificação são super exemplos, né, de utilização de IA. Como que a IA pode ser transformadora na experiência dentro de um super app?
Eu acho que você trouxe um pouco Dentro desse ecossistema, a gente tem cases muito emblemáticos e práticos, né? Então a gente tem AI nos nossos mapas, então permite um casamento perfeito ali entre o restaurante e o motociclista ou courier parceiro que vai buscar. Então é uma solução de considerar o momento ideal de chamar um motociclista, um courier. Ele não espera muito no restaurante e ao mesmo tempo o restaurante não espera muito, então a comida não esfria.
E o próprio cálculo do tempo estimado, né? Quando você faz o pedido, ele já te dá uma estimativa ali de tempo pra entrega.
Exato. Então, isso é uma vantagem de uma plataforma de mobilidade, né? Sabe muito sobre as ruas, quais os trajetos são melhores pra...
O trânsito em determinados horários.
O trânsito. Então, se você pede hoje um... Um carro por aplicativo, você consegue ver se o carro tá parado no semáforo ou não. Essa mesma inteligência vem pra 99Food, nessa escolha do motociclista, do tempo estimado, do melhor trajeto. Então, existe um amplo algoritmo ali pra facilitar esse movimento, né? Seja do pedido, seja da pessoa. Existe também um grande movimento de algoritmo, se a gente pensa numa solução de o que eu vejo, o que eu não vejo, o que faz sentido pra mim, o que não faz.
Então, se você nunca pediu pra entregar um documento, a gente já te apresentou, já mostrou ali uma solução no app e você não pede, a gente entende que isso não faz sentido.
Que você não tem necessidade daquilo, né?
Não tem necessidade, então a gente não mostra mais, para de mostrar. Essas soluções, elas buscam dentro dos algoritmos facilitar tanto esse trabalho interno de uma experiência melhor, né, que não necessariamente o usuário vê, mas que faz total diferença na experiência dele.
Legal. E voltando a falar aqui de paixões, né, a 99 investe em influenciadores locais e e de algumas comunidades também. E você citou aqui figuras de alcance nacional, né? Você falou da Ivete, do João Gomes, todo mundo conhece, né? E essa é uma forma de se conectar com o DNA do brasileiro, né? E da marca, com essa construção de confiança. Fala um pouco sobre as campanhas de maior sucesso aí da 99.
Sim, então sim, trabalhamos super Pensando em influenciadores, a gente trabalha...
Porque tem o macro e o micro, né?
Tem o macro e o micro, exatamente. Então a gente vai desde influenciador grande, Ivete, Pedro Sampaio, João Gomes, Sabrina, Pablo, enfim, tem uma ampla... Nomes de alcance nacional, né? Isso, de nomes de alcance nacional. A gente trabalha os micro também, que são importantes quando eu lanço uma cidade. Então eles conversam melhores com... Conversam melhor com uma população que tá próxima ali do dia a dia. A gente se conecta também numa perspectiva de influenciador com comunidades, não só na presença de um influenciador, mas de uma comunidade que tem uma paixão de cultura, né?
Em termos de cultura. Então, se a gente pega um grande case, foi Carnaval, né? Carnaval é um movimento cultural que a gente já convive com ele, já é o terceiro ano da gente no Carnaval. Então, a gente começa com Carnaval em Rio de Janeiro, Rio de Janeiro e Salvador. Esse ano já é o nosso segundo ano também de São Paulo. Então a gente ia falar, ia puxar a sardinha aqui para São Paulo.
A gente também tem um carnaval de respeito aqui.
Então quando a gente pensa nessa, nessa paixão, né, do carnaval, a gente ouviu o brasileiro e a gente trouxe pela primeira vez Ivete Sangalo no carnaval de São Paulo e Rio, que era uma coisa que as redes sociais pediu muito, né? Ivete no carnaval de São Paulo e Rio, nunca tinha tido uma presença dela num frio nesse momento. A gente traz um pouco dessa vivência de Salvador aqui para São Paulo e Rio. Foi, foram recordes históricos, né? Mais de 1 milhão e 500 mil pessoas em São Paulo.
Foi em bloco de rua, né?
Foi em bloco de rua, completamente acessível, era aberto.
Qualquer um poderia, pode chegar, poderia chegar, né? Como diz a letra da música da Ivete.
Trazendo essa acessibilidade, né, que é importante para marca. Então a gente teve uma grande memorabilidade de marca, durante o Carnaval. Então, dentre os segmentos que a gente participa, foi a marca mais lembrada. Então foram, foram recordes impressionantes. A gente também conecta quando a gente pensa nesses grandes, nessas grandes paixões ou comunidades. Temos exemplo de Lady Gaga, Todo Mundo no Rio, foi um grande evento.
O show na praia de Copacabana, né, histórico, recorde de público, né?
Recorde de público. Esse ano a gente também fez Todo Mundo no Rio com Shakira, foi segunda marca mais lembrada. Então foram recordes importantes que mostram pra gente que essa conexão de comunidade, paixão nacional, é sempre algo que mobiliza as pessoas.
E quando você tá lá num momento de emoção do cliente, grava muito mais, né?
Grava, grava. Já tem estudos que mostram, né?
Legal. E a 99food, ela busca equilibrar 3 públicos, né? O consumidor, os restaurantes e os entregadores. Todos esses públicos são desafiadores para o marketing? Tem desafios particulares de cada um, né? Você pode dar também alguns exemplos de atuação nessas 3 frentes?
Sim, são desafios, são linguagens completamente diferentes, né? Então, se a gente pensa em restaurante, também tem uma pluralidade. Tem restaurantes pequenos que eu preciso ajudá-los a crescer. Eu tenho restaurantes médios, eu tenho grandes redes. Então são linguagens diferentes e necessidades diferentes, né? Então quando a gente pensa em restaurantes como proposta de valor, a gente tem uma questão ali de contratos flexíveis, a gente tem uma tarifa diferente para o que ele precisa, uma tarifa menor de mercado.
Mas eu também tenho, numa perspectiva de marca, diferentes realidades. Pequenos restaurantes, eu trabalho muito materiais que eles precisam, sacolas, adesivos, que são necessidades desse dia a dia, né, do pequeno e médio. Quando eu penso em redes maiores, também a gente faz muita parceria, campanhas em parceria. Quando eu penso nos couriers ou entregadores parceiros, eu tenho a questão de incentivos, né, eu tenho uma questão de um, de uma opção de, para além de entrega de comida, eu dou para ele uma solução para o dia todo.
Então pode decidir trabalhar entre o tempo que ele entrega comida, porque a comida vai sair nos horários de pico, né, em torno do almoço e do jantar. Aí, para não ficar ocioso, né, nesses, entre os picos, ele pode fazer courier, pode, ele pode começar o dia, né, fazendo transporte de pessoas, pode entregar coisas, pode entregar comida, pode decidir parar o trabalho naquele momento, pode decidir continuar o trabalho à tarde com entrega de coisas, entrega, né, transporte de pessoas.
Então é a única plataforma que permite isso a ele. E quando a gente pensa no usuário, tem toda essa equação, né? Se a gente pensar hoje, esse mercado pode crescer muito. Acho que você falou um pouco no começo, né? É um mercado gigante. Mas se a gente pensa outros benchmarks, como até a China, que é um grande mercado, Existe muita possibilidade de consumo diário, né? Nosso consumo não é diário ainda. Então, a partir do momento que a gente acredita que trouxer mais acessibilidade, seja em tipos de comida, em tipos, né, dessa refeição e até no valor dessa refeição, a gente acredita que esse mercado pode crescer muito mais do que do tamanho que ele é hoje.
Então, acho que o desafio do terceiro pilar, que é o usuário, é quebrar essa inércia de um hábito convidá-lo com uma experiência muito boa, com um sortimento bom, né, com uma qualidade de restaurantes, uma qualidade de atendimento, para ele poder também ter essa outra opção.
E Ana, você citou aqui os entregadores, né, que são o motor aí da 99. Então queria falar aqui sobre a criação dos pontos de apoio, né, dos pontos de descanso, pontos para eles, sei lá, recarregarem o celular, né, e terem um momento ali que eles também precisam almoçar e jantar, né. Eles vão parar em algum momento. Então conta um pouco sobre essa, essa rede dos pontos de apoio em algumas cidades e como que isso acaba fazendo parte do atendimento aos 3 públicos, na verdade, né?
É, isso é muito importante para gente, né? Então ele faz parte, faz parte de um aporte que a gente tá fazendo de R$50 milhões para construir, para trabalhar junto com a rede pública para isso. A gente já tem 9 pontos de apoio em 6 cidades diferentes. Então nesse ponto de apoio, acho que você trouxe um pouco, né? Ele pode fazer uma pausa, ele pode usar um banheiro, que é uma realidade muito difícil para o entregador, né? Ele pode esquentar uma comida que ele vai comer, ele tem um lugar para comer a comida, ele pode beber uma água, ele pode descansar, ele pode carregar o celular, que é um um meio de trabalho, né, uma ferramenta.
Então é extremamente importante. A gente como companhia tá pondo muito esforço nisso.
Bacana. E depois da meta de 100 municípios, a 99food deve chegar a quantas cidades e qual o investimento necessário para cumprir essa meta?
A gente tá muito feliz com o ritmo, tá? Então o que a gente pensa agora é continuar esse ritmo. Então a gente tá mais de 70 cidades, né? A gente tem a meta de 100. A gente já tá presente nas— em todas as regiões do Brasil, a gente tá presente em todas as grandes cidades do Brasil. Isso já nos dá 70% de cobertura. Acho que o nosso desafio agora é continuar nessa consistência do atendimento, da experiência do super app, e evoluir para isso.
Ana, agora falando de você, né, você é uma executiva sênior, trabalhou em grandes empresas e há 4 anos já você tá à frente do marketing da 99. Você é mãe também, então conta um pouco dessa sua trajetória, como você faz para equilibrar essa dupla jornada.
É, eu sou do interior, né, interior de São Paulo, então vim fazer faculdade aqui, acabei ficando, né, em São Paulo casei, sou mãe de duas crianças, já descobri que não existe equilíbrio, né? Não dá para equilibrar. A gente prioriza ali o que é importante, mas é um malabarismo, é um malabarismo. Acho que é esse o termo correto, né? A gente escolhe ali o que que a gente não pode abrir mão e a gente segue, segue com isso, né? Especificamente em carreira, comecei em dados dados.
Então eu comecei em pesquisa, né, e bem analítico assim, bem analítico. E eu acredito muito que o marketing é a combinação, né. Então marketing da 99, ele foca muito nos dados, nos dados para ouvir. Então os insights, o porquê que eu faço as coisas, o que que o brasileiro precisa, o que que eu tenho ali que entregar e me conectar. Para construir. Então eu ouço, depois eu construo. Então como que eu construo as campanhas vencedoras?
Qual que é o insight vencedor? O que que eu preciso trazer? Então daí que nasce o Brasil Todo Mundo Vai, o Brasil Vai de 99. Depois a gente evolui para o Pede, né? Então o Brasil Pede, porque ele abraça as categorias. E também o terceiro pilar que eu acho que dados é fundamental digital é para a gente otimizar, né? Então eu lanço a campanha, eu faço a campanha, mas eu também preciso buscar essa eficiência, né?
Você vai testando em tempo real, né? Então se algo não gerou engajamento que você esperava, você consegue pivotar em outra direção, né?
Ajustar o criativo, mudar, pivoto, mudo o jeito de falar, categoria, o que que eu tô falando. Então é para mim como carreira, eu acho que tem tudo a ver. Eu acho que vai, vai por aí mesmo.
Legal. Ah, porque dados são a base, né, de qualquer campanha, né?
Sim.
Legal. Ana, a gente tá encerrando aqui a nossa conversa no Insights e como não poderia deixar de ser, a gente tem uma tradição aqui que é pedir para os nossos convidados compartilharem dicas culturais ou algo que você ache relevante.
Nossa, eu fiquei pensando, né? Isso é muito difícil, né? Essa é sempre a pergunta mais difícil dos nossos É, eu acho que eu vou pegar emprestado aqui uma fala do Romeu Bussarello, que é uma grande pessoa ali de marketing, né, professor. E ele fala sempre de levar os olhos para passear, né. E eu acho que faz total sentido criar repertório, criar repertório, viver o que tá sendo vivido pelas pessoas, né. Então vamos em exposições, mas vamos em feiras livres, né.
Vamos ficar atento ao que tá acontecendo ali ao lado da gente, a conversa, né, da pessoa do seu lado na fila.
Ficar de antena ligada.
Ficar de antena ligada, né. Eu acho que isso é essencial hoje, se a gente pensar no profissional, pra ele saber o que que tange as tendências, né.
Não dá pra gente ficar lá na nossa caixinha, né. Tem que olhar pra fora.
O que tá pulsando, né. O que tá pulsando na realidade. E aí, uma coisa mais pragmática. Acho que eu li há algum tempo um livro que me marcou muito, chama Inteligência Visual. É um livro da Amy Herman. E ele fala um pouco como você treina o olhar. Então ela traz, ela treinou as pessoas do FBI lá nos Estados Unidos para treinar o olhar, porque muito passava desapercebido. Então como você treina o seu olhar para as coisas que realmente são importantes de serem vistas, né? Então acho que essas seriam minhas duas dicas.
Bacana, levar os olhos e os ouvidos para passear, né? Também é isso. Muito bem, este foi mais um episódio do Insights, o podcast do Bradesco. Tive prazer de conversar com Ana Verrone, CMO da 99. Ana, super obrigada!
Bem, obrigada de novo pelo convite, adorei o papo.
A gente também. E você pode conferir o Insights no YouTube do Bradesco ou na sua plataforma preferida de podcast. Tchau, até a próxima!