Insight Executivo #69 – 22.07
No Insight Executivo, reunimos diariamente os principais fatos e análises do dia, traduzindo tendências e movimentos que impactam o mercado, a economia e o ambiente de negócios. O conteúdo é preparado pela Pesquisa Econômica e Tesouraria do Bradesco.
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Rafael Muhrer
- Tarifas dos Estados UnidosTarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros · Setores atingidos: madeira, químicos e máquinas · Nova rodada de tarifas (10% a 12,5%) · Governo brasileiro: via diplomática, sem reciprocidade · Programa Brasil Soberano
- Petroleo IraBrent acima de US$91 · Tensão no Oriente Médio · Conflito Estados Unidos e Irã · Pressão no mercado de derivados (diesel, gasolina) · Atenção aos custos de energia e frete
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Olá, eu sou Rafael Muhrer, economista do Bradesco, e estas são as principais notícias econômicas desta quarta-feira, 22 de julho. No episódio de hoje: o novo tarifação americano entra em vigor e a reação do governo brasileiro, E o petróleo sobe com a tensão no Oriente Médio. A tarifa adicional de 25% dos Estados Unidos sobre os produtos brasileiros passou a valer hoje, com setores como madeira, químicos e máquinas entre os mais atingidos.
Uma nova rodada de tarifas, de 10% a 12,5% sobre 60 países, deve ser anunciada ainda esta semana pelos Estados Unidos, substituindo a tarifa global de 10% da Seção 122, que perde validade em breve. As notícias sugerem que o Brasil poderá ficar com a tarifa de 12,5% adicional à tarifa de hoje, levando a taxação média dos nossos produtos a 18,5%, isso considerando que a mesma lista de exceções será aplicada. Mesmo assim, o governo brasileiro tem optado por manter a via diplomática, sem acionar a lei de reciprocidade por hora e concentra os esforços em ampliar o acesso ao crédito do programa Brasil Soberano, com taxas entre 7,9% e 13,5% ao ano, segundo o BNDES.
Para as empresas ligadas ao mercado americano, o momento reforça a importância de diversificar mercados enquanto a negociação segue em curso. O barril do Brent fechou acima de US$91, o maior nível desde junho, impulsionado pelo fechamento do Estreito de Ormuz e pela continuidade do conflito entre Estados Unidos e Irã, que voltou a ameaçar países vizinhos no Golfo. O WTI também subiu, superando os US$84 o barril. Além da alta do petróleo bruto, será importante observar a pressão no mercado de derivados, como diesel e gasolina.
O cenário de curto prazo depende diretamente da evolução do conflito, Uma escalada prolongada tende a manter os preços pressionados, enquanto um arrefecimento das tensões poderia trazer alívio mais rápido. Para as empresas, o recado prático é de atenção redobrada aos custos de energia, frete e insumos químicos ligados ao petróleo. Setores intensivos em logística e transporte devem considerar estratégias de hedge enquanto durar a incerteza. E estas foram as notícias de hoje. Até a próxima edição.
Este foi o Insight Executivo do Bradesco, sua fonte diária de informação.