Insight Executivo #68 – 21.07
Insight Executivo traz, diariamente, um panorama objetivo do dia com notícias, análises e insights relevantes para acompanhar os movimentos do mercado e dos negócios. O conteúdo é preparado pela Pesquisa Econômica e Tesouraria do Bradesco.
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Fernando Honorato
Miriam Basti
- Tarifas de ImportacaoGoverno brasileiro negocia resposta · Setores afetados: madeira, máquinas, móveis, cerâmicas, calçados e açúcar · Programa Brasil Soberano
- Tarifas dos EUA contra 60 paísesTarifa de 50% sobre laticínios e móveis · Risco de nova guerra comercial global · Comércio bilateral de US$716 bilhões
- Cenário MacroeconômicoPrevisão de crescimento do PIB para 2% · Revisão da inflação para 5,3% · Efeitos da guerra no Oriente Médio e El Niño · Estímulos de crédito · Risco de ajuste nas contas públicas
Bem-vindo ao Inside Executivo, podcast do Bradesco que conecta você às tendências, análises e visões que moldam o mundo corporativo.
Olá, eu sou a Miriam Basti, economista do Bradesco, e essas são as principais notícias econômicas desta terça-feira, 21 de julho. Hoje nós trazemos a resposta do governo à tarifa de importação dos Estados Unidos, uma nova tarifa americana, dessa vez sobre o Canadá, e a nossa leitura de conjuntura macro. Nessa terça-feira, o governo brasileiro inicia negociações com setores atingidos pela tarifa de 25% dos Estados Unidos sobre os produtos brasileiros, que entra em vigor amanhã.
Segundo o Ministério do Desenvolvimento, os mais afetados são madeira, máquinas, móveis, cerâmicas, calçados e açúcar. A ideia é calibrar um novo pacote do programa Brasil Soberano, que já destinou R$45 bilhões em crédito aos exportadores desde o ano passado. Para as empresas desses setores, vale acompanhar de perto essas tratativas desta semana. Elas devem definir o alcance do apoio governamental nos próximos dias. Os Estados Unidos anunciaram tarifas de 50% sobre uma ampla gama de produtos canadenses, desde laticínios até móveis, com vigência em 30 dias.
A medida reacende o risco de uma nova guerra comercial global e afeta o comércio bilateral, que somou US$716 bilhões no ano passado. Esse episódio reforça um ambiente de maior instabilidade da política econômica americana e isso deve continuar limitando o fortalecimento do dólar. No nosso último Economic Outlook, elevamos a previsão do crescimento do PIB para 2% neste ano, mas reduzimos para 1,5% em 2027. E a gente ainda revisou a inflação para 5,3% nesse ano e 4,1% no próximo.
Como destacado pelo nosso economista-chefe Fernando Honorato em entrevista ao Estadão, essa revisão refletiu efeitos da guerra no Oriente Médio, do El Niño e de estímulos de crédito mais fortes do que o esperado. O honorato destacou que parte do crescimento atual vem de uma antecipação de consumo e de gastos públicos que tendem a perder força até o fim do ano. No ano que vem, seja qual for o resultado da eleição de outubro, haverá incentivos para promover um ajuste nas contas públicas, já que a dívida pública segue em expansão e não agir representa um risco latente. Esse foi o resumo das notícias de hoje. Até a nossa próxima edição.
Este foi o Inside Executivo do Bradesco, sua fonte diária de informação.
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