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Juntas 182 - IMPACTO DA MATERNIDADE NO ESTILO PESSOAL!

11 de maio de 202634min
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No mês das mães, Ana e Bruna discutem sobre como a maternidade em suas diferentes fases pode impactar de formas variadas o estilo pessoal das mulheres - dividem as próprias experiências e um pouco do que vivenciaram com suas clientes. 

O Juntas é um podcast de Consultoras de Imagem para Consultoras de Imagem. De empreendedoras para empreendedoras. De criativas para criativas. Com ele temos o objetivo de discutir e compartilhar aspectos pessoais e profissionais que afetam nossas jornadas dentro e fora do trabalho.

Participantes neste episódio2
A

Ana Vaz

HostCoach de empoderamento feminino
B

Bruna Guadaim

HostConsultora de Imagem
Assuntos3
  • Transformação pessoal através da maternidadeMaternidade e estilo pessoal · Experiências de mães em diferentes fases · Impacto da gestação e amamentação no corpo e estilo · Estilo pessoal de mães de adolescentes · Influência da geração jovem no estilo · Funcionalidade e praticidade no vestuário pós-maternidade · Mudanças corporais e hormonais (menopausa, pré-menopausa) · Impacto da opinião dos filhos no estilo
  • Consultoria de Imagem e EmpreendedorismoConsultoria de Imagem para Consultoras de Imagem · Dores e delícias de empreender na área · Reencontro com o estilo após a maternidade · Adaptação do guarda-roupa pós-maternidade
  • Moda e Comportamento GeracionalInfluência da moda no comportamento das gerações jovens · Geração X, Millennial e Geração Z no estilo · Casualidade e bem-estar versus vida noturna
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Olá, eu sou a Ana Vaz, no Instagram, arroba Ana Vaz, underline imagem. Oi, eu sou a Bruna Guadaim, lá no Insta, arroba Bruna Guadaim, e esse é o Juntas. Juntas Podcast, um podcast de consultoras de imagem para consultoras de imagem, sobre as dores e delícias de empreender nessa área. Porém, se você não é consultora de imagem, faz o que, Bru?

Fica porque a gente sempre traz temas que são muito interessantes aí para o universo feminino, empreendedorismo, e o tema de hoje, ele impacta todas as mamães que nos acompanham. Exatamente.

Olha só, no mês das mães, a gente vai falar sobre o impacto da maternidade no estilo. Esse episódio em especial é exatamente sobre isso, o impacto da nossa maternidade, ou seja, quando a gente se torna mãe, no nosso estilo pessoal. E aí a gente vai dar a nossa visão aqui, como mães, em fases diferentes, mas também vamos trocar figurinha aí sobre...

Coisas que a gente viu, né, Bru, nas nossas clientes e tudo mais, mas o ponto principal aqui é uma conversa sobre o impacto em nós. E depois a gente vai gravar sobre o impacto das nossas mães nos nossos estilos. Então, esse é um primeiro episódio. A ideia é a gente fazer dois aqui para maio, que é o mês das mães, falando sobre isso.

É isso aí. E aí, Bru? Quer começar falando da sua fase? Olha, a minha fase, ela é muito diferente da sua, né? Eu sou mãe de dois adolescentes. Dois adolescentes, mais ou menos. É. Vamos contextualizar, né? Em que fase estamos. Contextualizando, eu sou mãe de dois adolescentes. Então, o meu mais velho tem 19.

e está na faculdade, está cursando psicologia. E a minha mais nova tem 17, Helena, então Theo, Teodoro mais velha, Helena mais nova, tem 17, está no último ano do ensino médio, vai prestar vestibular esse ano. E aí eu acho que pensando na minha trajetória como mãe, esse é um momento muito diferente do momento que eu vivi.

quando eles eram pequenos. Eu acho que o impacto deles no meu estilo hoje, ele é diferente. E às vezes eu tenho a sensação de que menor. Por quê? É isso que eu ia perguntar. Porque...

a gente teve uma separação física, se a gente vai pensar, maior. Então, eu acho que quando a gente passa pelo início da maternidade, tem impacto até na gestação. Aliás, a gente acho que fez até um... Tem episódio. Tem episódio, né, Bru? Sobre isso.

Vale a pena até olhar para se você está ouvindo a gente e está gravidinho, ou se você é consultora e está atendendo uma mulher que está grávida, ou também acho que numa fase de recém-parida, é um impacto diferente porque a conexão com o corpo é muito maior. Primeiro porque na gravidez eles estão dentro da gente, então o corpo muda com eles dentro da gente e é muito...

específico, né, Bru? Muito...

assim, diferente de tudo que a gente vive. E tem aquele momento da separação, mas que o corpo ainda, né, quer dizer, você pariu, você teve seu filhote, tua cria tá lá, mas você tá passando pela amamentação, e aí tem impactos, né, físicos nisso também, tem as mudanças todas do corpo. Então, eu acho que nessa fase que eu tô agora, isso tudo já aconteceu, né, impacto no meu corpo hoje é muito mais pela menopausa do que relação com eles, mas eu acho que tem um impacto que eu tô.

de ser uma mulher, no meu caso específico, na menopausa, 50 a mais, né? Eu fiz 53 esse ano, convivendo com duas pessoas jovens. E tem uma estética, uma linguagem visual, de uma certa maneira, diferente da minha. Interessante isso. É, então, assim... Mas… Mas… Mas… Mas… Mas… Mas… Mas… Mas… Mas… Mas… Mas… Mas… Mas… Mas… Mas…

Já usei mais, por exemplo, mas sempre usei as peças do Theo. É muito engraçado isso, né? Eu ia te perguntar, porque eu lembro de looks que você montava com bermuda, que era dele, camiseta, que era dele. Ou seja, de certa maneira, ele impacta diretamente os seus looks, né? É. Ó, pessoal, episódio 91, gestação e imagem pessoal, tá? Ó, que legal. Muito bom. Esse episódio é muito rico.

Então, Bru, e aí eu acho que, assim, uma coisa que é legal pontuar, né? Que, por exemplo, essa conexão aconteceu a partir ali dos 10, 11 anos dele, talvez um pouco menos, talvez um pouco mais, mas que aí meio que as coisas dele cabiam em mim, né? Então, hoje ele é muito maior que eu, não dá pra roubar muita coisa.

Mas eu ainda roubo camiseta, principalmente. E eu gosto... E aí, assim, uma coisa que... Quando eu estava grávida dele, ou logo depois, no período de gravidez da Helena, eles têm um ano e sete meses só de diferença, eu não suportava. Que era uma roupa muito masculina, muito despojada. E hoje, isso é algo que eu gosto muito. Não 100%, mas eu gosto muito de misturar.

Então, eu acho que teve um impacto ser mãe de menino, no meu jeito de vestir, ao longo do tempo, de maneiras diferentes. Que acho que isso que é importante também a gente pensar, né, Bru? Quando a gente fala de estilo. Às vezes a consultoria, quando a gente vai para essas teorias mais tradicionais, de estilo pessoal, elas impactam, elas levam muito pouco em consideração o impacto que a vida tem na gente. É. Né?

E aí, hoje, por exemplo, eu gosto dessa coisa do camisetão, eu acho que é uma coisa pra mim bem... Eu acho descolado, eu acho que também olhar pra esse tipo de vestuário, né? Bermuda. Gente, eu amo até hoje, às vezes eu falo pra Helena, né? Que é minha companheira muitas vezes de shopping. Eu falo, nossa, amei essa bermuda. Ela fala, pelo amor de Deus, credo, Ana Flávia!

no melhor, porque ela entende que vai ter pouco impacto essa questão do gosto dela no meu gosto, mas é aquela coisa assim ela é uma recém-mulher tem um corpão faz atividade física ela gosta de coisas que mostram mais a silhueta então esse meu jeitão mais despojadão talvez pegue um pouco mais ali nela então eu acho que o Theo tem esse impacto ainda nesse momento e eu me sinto muito engraçado isso e aí

Eu não me sinto desleixada, eu me sinto descolada. E, claro, se eu vou produzir looks que tem essa linguagem, eu vou colocar outras coisas que pra mim são importantes, de estar ou um pouco mais, eu não diria feminino, mas talvez algum toquezinho do sexy pra meu lado mulherzinha parecer.

E gosto de qualidade, de misturar coisas que têm um material legal, um tecido diferente, uma modelagem interessante. Então, acho que tem isso. Fazer um high-low ali também, né? Oi? Fazer um high-low, né? Com essas pés. É. Então, gosto. E a Helena, acho que vem justamente nesse momento...

descobrir marcas que eu não conhecia que são marcas muito jovens, emprestar uma peça ou outra dela ali a gente já teve tamanhos mais parecidos hoje a gente tem uma diferença de um número aí, então às vezes algumas coisas cabem, outras não né

Mas eu acho que tem esse lado também. E tem também uma coisa do despojamento, porque a geração dela é uma geração, Bru? Então, isso que eu ia perguntar, da geração, o impacto da geração. É muito mais despojada do que foi a nossa geração, a minha, que é X, a sua, que é millennial, nessa fase. Cara, ela não usa salto, ponto. E as amigas também não, e eu vejo isso.

até do ponto de vista de clientes que às vezes têm filhas nessa idade e falam a mesma coisa. Então, eu tenho aqui a...

A babá do Joaquim, né? A mocinha que me ajuda a cuidar dele. E ela também, acho que não tem, não usa, né? Uma vez que eu perguntei de sapato, ela falou, não, mas eu não tenho. Acho que só tem sapato sem salto. Se tiver, tem um salto, assim, uma sandália. Que serve pra tudo. Então, é da geração, né? Super. E, por exemplo, salto, ela usa... E, às vezes, empresta os meus.

E para coisas muito, muito específicas. Mas, no geral, Bru, é tênis muito, muito, muito. Acho que mais do que... Eu lembro até que eu usava nessa fase. Então, acho muito interessante. Então, tem esse lado também, mais despojadão. Um pouco mais, eu diria...

feminino, obviamente, do que ali pelo lado do Theo. Então, acho que tem esse impacto. E acho que essa escolha de peças um pouco mais despojadas, mais esportivas, para compor o meu estilo, tem a ver com eles, tem a ver com o momento da moda que a gente está, que isso...

Não dá pra deixar de lado. E uma vontade enorme de eu não me sentir datada. Mais do que a coisa do, ai, não me sentir velha. Não me sentir careta. Datada. Então, eu acho que olhar pra como uma pessoa, nesse momento da vida, se veste. Ou pra essas atividades, esse jeito de vestir pra essa vida, nesse momento que ela é menos...

por mal, né? Ela tem menos compromissos com a existência, né? Até assim, tipo, ah, eu sou mãe, eu tenho que trabalhar, eu tenho isso. Eu acho que é muito gostoso, pra mim traz um refresco. Sim. E você, Bruna?

Muito interessante. E só complementando, você falou da moda, e a moda é quase sempre impactada pelo comportamento das gerações mais jovens. Muito, né? A gente está vendo essa moda do...

do casual, enfim. E falando um pouquinho sobre gerações também, né? Inclusive, aparecem vários memes no Instagram sobre isso, né? Essa geração é uma geração que...

valoriza mais o esporte, o bem-estar, coisas relacionadas à saúde e bem-estar. A minha geração era a geração que ia para a balada, né? Dividia aquele combo de vodka com Red Bull, chegava às seis da manhã em casa, né? Mal lavava o rosto e ia trabalhar ou ia para a faculdade.

que é a geração que viveu muito a vida noturna, né? E aí entra salto, brilho, né? Essa pegada da vestimenta. E essa geração hoje é uma geração mais diurna, né? Pelo que eu vejo. Então, tá aí o tênis, enfim. É muito engraçado. A minha situação hoje, né? Sou mãe do Joaquim. Joaquim acabou de fazer quatro anos. E aí...

No primeiro ano dele, eu morava aí ainda na região, né? De Campinas, em Dayatuba, estava aí próximo. E depois eu me mudei para Assis. E hoje, eu estou num momento, assim, vou tentar resumir os últimos três anos aqui, né? Porque eu acho que o primeiro ano, depois que a criança nasce, a mãe veste o que cabe. Não tem chão. Exatamente.

O que dá tempo de vestir. O que dá tempo...

O que não tá amassado e o que fecha e o que dá pra amamentar. É mais ou menos por aí, tá? É. E nessa fase, eu tinha uma aversão das roupas que eu usei na gestação. E até hoje eu tenho. Eu me livrei delas. Aqueles vestidões que dariam super pra usar hoje, eu despachei. Porque eu não conseguia olhar praquilo. Me deu uma coisa, assim, uma sensação estranha.

E quando eu mudei para a CIS...

junto com essa maternidade de criança pequena, que a Ana falou até da separação física, né? A criança pequena, você tá o tempo todo no colo, o Joaquim amamentou até tarde, assim, né? Então, ainda tinha um resquício de amamentação, e você tá no colo, até hoje ele pede colo, só que eu brinco, né? Você já pesa um saco de cimento e quer ficar andando no meu colo.

Só que às vezes eu paro o carro na garagem e eu tenho que andar até o elevador que é longe com ele, com sacola, com mochila e um saco de cimento no colo. Porque ele quer colo e não adianta. Então, a minha roupa ficou muito mais casual.

no sentido de, antes, eu acho que eu usava peças mais, assim, statements, mais fashionistas, coisas assim. Nossa, estou garimpando uma jaqueta da Coreia dos anos 90, uma bomber de cetim, entendeu? Esse é o tipo de peça que eu comprei antes.

E hoje, jamais eu vou garimpar esse tipo de peça. Hoje, as peças são assim, não amassa, se eu pegar o Joaquim no colo, não amassa, não suja, posso agachar e levantar, é esse o critério, mais ou menos por aí.

E a questão, talvez, de ser mãe de menino, que nem você falou, né? Eu, basicamente, abortei sai vestido. Quase não uso. Quase não uso. Posso fazer uma parte só também? Duas coisas. Acho que nesse momento que eu tô também... E eu fiquei muito tempo sem comprar. Não tem nada a ver com a... Aham. Com a... É.

Mas essas peças de statement, eu voltei a garimpar. Então, acho que eu nunca tive tanto brilho no meu guarda-roupa. Então, é legal porque nesse momento eu não preciso pensar nesse tipo específico de funcionalidade, né? E quando você fala da funcionalidade, uma outra coisa, assim, às vezes a gente acha que estilo tem a ver só com o que a gente gosta, ama, é essência. E deixa pra trás o estilo de vida, não é?

E há funcionalidade, assim, no sentido mais importante mesmo da tua palavra. Que é o que... Da palavra que é você se vestir pra vida que você tem. Uhum. Né?

Então, muitas vezes você, inclusive, começa a gostar disso. Não sei se com você está acontecendo ou não. Mas você gostar da funcionalidade. Ou da estética funcional para você. Porque a sua estética funcional pode ser diferente da Minnie. E isso é incorporado. Sem ser porque você ama. Você começou a gostar. Você aprendeu, você acostumou, etc.

Isso, desculpa. Não, totalmente, totalmente. E assim, até maquiagem também, né? Porque ele ainda põe muito a mão no meu rosto, na minha boca. Ele chega, ele amassa e põe a mão no rosto. Então, se eu tô com uma base, o negócio sai na mão dele, entendeu? Se eu tô com batom mais escuro, também. Então, até isso, né? Hoje é uma maquiagem mais simples.

bem mais básica do que o que eu usava antes, para não ficar manchando nada, correndo risco de sair a roupa funcional. Mas, digamos assim, de um ano para cá, uns seis meses para cá, mais ou menos, eu estou conseguindo...

adicionar alguns elementos ali, tipo em acessório, trazer mais os mix de acessórios que eu gostava, trazer mais um toque ou outro de metalizado, que seja num cinto ou num sapato, né? Porque o look inteiro...

eu não me vejo nesse momento. Mas eu acho que não tem a ver só com a maternidade, tem a ver com a maternidade e com o estilo de vida que eu tenho hoje. Eu estou numa cidade mais distante da capital, um interior que as pessoas se vestem de maneira mais clássica. A gente já falou disso aqui, já falou no Libertinas, dessa minha mudança, entre aspas, de estilo. Falo entre aspas porque tem algumas coisas que não mudam, mas...

tem outras que acabam impactando, não tem como. E a rotina mesmo, né? Saio cedo de casa, tenho os compromissos do Joaquim, vou para a loja, leve, busco na escola. Então, tem toda essa rotina que você está na rua andando no calor. Então, não é uma rotina de ar-condicionado, ah, eu estou dentro do chó.

Então tudo isso impacta também, né? E eu estou na pré-menopausa, né? É uma recém-maternidade com a pré-menopausa. Que mesmo você me mandou aquele rio maravilhoso, né? A mulher falando que levava a criança para as consultas de Botox. É mais ou menos isso. Então, é...

Isso também impacta, né? Eu sinto calor. Então, tem tudo isso, né? Mas aos pouquinhos eu vou adicionando. Eu acho que eu comecei a usar um pouco mais de estampa. Antes eu era mais colorida. Hoje eu acho que estou menos colorida do que eu era, tá? Estou mais neutra.

Tem muito marrom, bege, branco no meu guarda-roupa. Mas eu acho que eu adicionei mais a estampa. Mas também é impacto da moda. Moda tá assim, né? Tá, tá. Aí, Bruno, quando você fala disso, eu acho muito legal. É tão legal a gente pensar, né? A nossa proposta é falar de impacto da maternidade. Mas não dá, quando a gente fala de estilo, não dá pra falar de uma coisa só, né? Não. Porque você tá sendo impactada por várias coisas. Tudo, né?

É, ao mesmo tempo. É a moda, a densidade de carreira, de tudo. Exato. Quando você fala do marrom, do beige, do branco, são cores que são muito importantes. Tem estado presente na moda, no varejo. E elas são apostas, vamos pensar assim, de percentual de venda. Eu acho que bem importantes, inclusive. É. De volume, de presença no ponto de venda, bem importantes. Por outro lado, Bru...

Estampa sumiu.

Mas você trouxe, então deve ter alguma coisa aí que fez você procurar mais estampa que não seja necessariamente a disponibilidade disso na moda. Interessante. É, no meu guarda-roupa. Então eu tenho listra bastante, tenho bastante animal print. Então essas estampas eu tenho uma calça de...

sarja, assim, de oncinha que eu tô usando ela toda semana praticamente, virou um marrom neutro sabe? Porque assim, aí ficou um pensamento assim, se eu vou pôr uma blusinha básica, que nem agora eu tô com uma regata de poliamida no amarelinho manteiga, assim, bem clarinho, quase um off

eu vou optar por pôr uma calça que tenha um elemento, a não ser que seja um neutro embaixo, que tenha uma modelagem diferente, que nem sempre eu vou ter. Então, eu acho que eu acabei recorrendo às estampas. Eu tô com uma calça aqui de cobra embaixo, entendeu? Eu tava de cobra ontem. É muito interessante. Muito interessante. Animal Print e Listra são duas coisas que estão na moda, mas, tipo... Mas eu acho que eu falo.

a onça voltou, né? As listras têm aparecido. Então, pode ser também uma influência mais... Pode. Num volume, talvez, muito menor do que pra você, de repente, tem de uso no seu guarda-roupa. Você estava falando aí de calça e parte de baixo, né? Às vezes eu vou comprar coisas junto com a Helena. Então, óbvio que o meu olhar...

Tem impacto nela e do dela em mim. Mas é muito engraçado porque teve uma vez que a gente saiu pra comprar jeans e eu ia comprar jeans pra ela. E nós voltamos com duas calças exatamente iguais, compradas no mesmo lugar, cada uma num tamanho. Olha que legal! E como era? Jeans bem solto.

com taxa na lateral, assim, uma lavagem bem podrona, né? E o dela, ela comprou pra usar mais certinha no corpo e eu comprei a minha uma numeração maior, inclusive, do que a minha pra usar ela quase com a cintura mais baixa e bem, sabe assim, bem jogadona, né? Então é a mesma calça, mas ela...

Ficam, obviamente, são corpos diferentes, né? Eu sou mais retilínea, a Helena é super cinturinha. E o dela é um pouquinho mais certo, valorizando esse formato ali da silhueta que ela gosta e tal. Mas é interessante, né? E a gente gostou da estética da calça. A calça que nós usamos muito, mas usamos também de maneira diferente.

É muito interessante. E eu acho que a gente podia trazer um pouquinho, Ana, do que a gente vê também nos atendimentos que a gente já fez, né? De... Aham. Aham. Aham. Aham.

algo que eu vejo é assim, o pós-maternidade ali é um gatilho muito grande pra gente fazer uma consultoria, porque normalmente as mulheres, a gente fica perdida com o guarda-roupa, as roupas não vestem do mesmo jeito. Tem uma questão que é a questão do formato do corpo, que eu acho que é importante falar aqui. Pode ser que a pessoa até perdeu o peso,

mas o formato do corpo não é o mesmo. E a roupa não vai vestir do mesmo jeito. Não, não. Mudou, gente. Você gestou um ser humano aí dentro. Então, não veste do mesmo jeito. E muitas vezes, as mulheres não se enxergam naquelas roupas como elas usavam antes. Então, aí entra...

um trabalho forte da consultoria de entender qual é o novo jeito de usar essas roupas, que outras peças podem ser adicionadas ali para fazer com que aquela mulher se reencontre no estilo. E eu, por exemplo, demorei dois anos...

pra voltar o meu peso. E eu escutava pessoas falando, e aí vem a comparação de Instagram, né? Muito. Então, em seis meses você volta. Em um ano, você volta. Amamentar emagrece. Eu falava, gente, tá todo mundo emagrecendo, né? Eu amamento que nem uma louca, meu peso não voltou. Tem alguma coisa acontecendo. E por dois anos ali, eu fiquei sem conseguir usar as minhas roupas.

De antes. Eu guardei tudo numa mala, eu deixava elas na casa da minha mãe pra eu não ter acesso, porque eu olhava e me dava uma coisa ruim. E aí, com o tempo, de vez em quando, eu ia lá, abria a mala, via se servia alguma coisa ou não. E aí entra uma questão. Hoje, eu, com quatro anos, o Joaquim, eu tô ok no mesmo peso que eu tinha antes, só que eu tô um número maior, gente, porque o corpo mudou.

e às vezes a gente fica também tentando entrar naquela roupa, e nem sempre aquela roupa vai... Pode ser que sim, gente, tem pessoas que sim, mas pode ser que não, e tem questões hormonais envolvidas também, então é muita coisa envolvida, que impacta o estilo também, e a gente vê isso também, eu vejo muito nos atendimentos, via muito, que às vezes a pessoa tem, eu tenho essa peça guardada, e...

que eu usava muito, mas hoje não consigo, não cabe mais na minha vida. Eu acho que, de forma geral, essa recém-maternidade, o pós-maternidade, ele traz casualidade e praticidade.

E muitas vezes a mulher, pode ser que ela era acostumada a ter ou uma vestimenta mais formal, ou mais fashionista, sei lá o que for, e ela se obriga naquele momento a, sei lá, usar malha, a usar peças mais casuais. É, eu concordo, eu vejo exatamente a mesma coisa. E aí eu vou falar de uma, só de pra gente, eu sei que você tem horário, a gente tem três minutos, tá? Quatro.

Eu vou ficar de olho aqui. Vou falar um pouco da fase que eu estou. E eu tenho atendido muitas mulheres. Nessa fase que eu estou também, com essa idade 50 a mais. Ou eu vejo mães de adolescentes, mulheres mais velhas. Vamos pensar. E para algumas, aí o impacto tem uma coisa de...

Também do corpo, porque a gente tá falando de menopausa, pele menopausa, menopausa, pós-menopausa. Às vezes, mesmo que você fique no mesmo peso, o corpo muda. Tem tudo isso também, muda a numeração, muda... Parece que a roupa vai cair de um jeito diferente, até na altura, né? Se a gente pensa em calça e saia, na altura também, onde assenta, né? Então, muda a dinâmica que você tem do olhar e do sensorial.

Mas é uma época, principalmente se a gente vai falando de uma mulher, que além de ter filhos adolescentes, que falam o que querem, né? São muito mais agressivos com a gente nesse momento e tem toda uma coisa das questões hormonais, mesmo que você, né? Você bote no pruma e eu boto, tá? Tem uma dureza maior e tudo mais, dependendo da relação que você tem com eles, eles vão te ridicularizar.

inclusive em relação ao estilo. Isso é ridículo. Você tinha que estar vestido de outro jeito, não vai assim. Eles verbalizam mesmo. E eu já peguei muitas mulheres. E aí filhos homens e filhas mulheres falando essas coisas. E aí a gente acha que aquela criatura que mal sabe, entendeu, se virar sozinho sem você...

Você acha que ela entende mais de gosto, de moda, de estilo do que você. E aí você sucumbe. Minha filha falou que eu não posso usar assim, que é ridículo. E gata. Não necessariamente. Em geral, não é. É ridículo para ela, porque ela tem uma dinâmica geracional completamente diferente. E ela não tem nem história, nem trajeto, nem jornada. Às vezes, para entender alguma coisa que...

Pra você seja importante ou que você goste. Então, muitas vezes a minha conversa ali é esquece porque ela tá em outra fase. Ela não tem repertório pra entender o que a gente tá vendo aqui ou o que tá falando, entendeu? E como nessa fase de perimenopausa e menopausa, de acordo com as mudanças hormonais, se a coisa não estiver redondinha, a gente fica muito...

insegura, tá? É um momento em que a síndrome da impostora bate forte sobre trabalho, sobre quem a gente é, sobre gosto, sobre sentir ridícula, meu, é muito duro, Bruno, é muito pesado, muito pesado. Então, eu acho que se colegas estiverem atendendo mulheres nessa fase, pode ser que se deparem com isso, acho que vale...

Deixar muito claro. Que essa criança. Que só tem tamanho de gente grande. Ela é instintivamente mais cruel. Ela está se separando da gente. A identidade ali. Tudo. E ela sabe muito menos. Em geral. Do que vencer. Então. É mais impacta. Olá.

É uma opinião que importa. É. E muitas vezes é uma opinião baseada só ali na emoção do momento, né? E não necessariamente... É. E numa bolha estética, Bru, que é muito diferente da nossa. É. Muito. Muito.

A gente ficou pensativa? Fiquei porque eu tô vendo o que me espera. Você sabe que o Joaquim, ele já tem, assim, na cabeça dele uma separação, assim, roupa de sair, roupa de dormir, roupa disso, roupa daquilo. E aí, outro dia, eu falei, ai, tô saindo, a mamãe tá indo trabalhar. Daí ele falou assim, você não tá com roupa de trabalhar, isso não é roupa de trabalhar. Joaquim, quatro anos.

E um dia que eu usei a camisa no fim de semana, ele falou assim, por que você tá com essa roupa de loja hoje? Essa roupa é de loja, não é de passear, sabe assim? Aguenta bem. Imagina mais velho, né? O que não vai falar. E teve o dia que eu fiz uma maquiagem na maquiadora.

E eu fiquei com o olho mais marcado. E ele falou assim, mamãe, você tá com o olho preto. Tá com o olho preto. Não, tira, tira, tira. Eu não gostei. E ficou chorando. Que meu olho tava preto e ele não gostou.

É, é muito... Aí eu brinquei dois trabalhos pra você. Gostar e desgostar. Desgostar e gostar, mas... Vou usar assim mesmo. Muito bom. Bru, encerramos por aqui, você tem consulta daqui a pouco? Tenho, tenho. Mas foi ótimo gravar, né? Estava com saudade. Oi?

E aí, ó, quem tá ouvindo a gente e quiser mandar aí, né, casos de estilo na própria maternidade ou até a influência da mãe, né? É, legal. No estilo de vocês, mandem e a gente discute aí na nossa próxima conversa sobre isso. Muito bom. É isso aí. Obrigada, Ana. Obrigada, Bru. Vocês que ouviram até aqui. Tchau, tchau. Obrigadão, gente. Tchau, tchau.

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