Mistérios misteriosos do universo
Existe uma resposta que parece extremamente simples, mas que o ser humano tem uma dificuldade enorme de dar: “Eu não sei.” A gente já pisou na Lua. Fotografou buracos negros. Mapeou o genoma humano. Construiu máquinas capazes de conversar com a gente. Mesmo assim… existem coisas que simplesmente não conseguimos explicar.
Bora lembrar alguns deles.
Ediney Giordani
Geison Vendramin
- Desaparecimento do MH370· SociedadeVoo MH370·Mistério da cabine·Teoria do gás do sono·Falha técnica·Ação deliberada
- Matéria Escura e Energia Escura· CienciaMatéria escura·Energia escura·Universo·Gravidade·Física moderna
- Mistério dos Alpinistas Russos· SociedadePasso de Dyatlov·Investigação russa·Testes nucleares soviéticos·Radiação·KGB
- Desaparecimento de Daniel Fraga· SociedadeDaniel Gideão·Pioneiro do Bitcoin·Liberdade individual·Receita Federal·Bitcoin
- Sequestro de D.B. Cooper· SociedadeD.B. Cooper·Sequestro de avião·FBI·Dinheiro do resgate·Salto de paraquedas
- Manuscrito de Voynich· CulturaManuscrito de Voynich·Linguagem criptografada·Idade Média·Ilustrações bizarras
- O Mistério de Stonehenge· SociedadeStonehenge·Teorias de origem·Alienígenas·Portal interdimensional
Qual é a sua verdade?
Vamos discutir em primeira pessoa.
Primeira Pessoa no Singular Podcast.
Bem-vindo, queridos! Estamos começando. Olá, querido! Eu adoro esse personagem, adoro esse personagem, gosto dele. Aquele gaúcho, aquele que fala, o trambiqueiro lá, o que faz brique, que faz brique, que faz avaliação honesta de boteco.
Também, o Tchaiko, já vi vários vídeos dele.
Tudo bem, querido? Aqui é Chico Raiz. Estamos começando mais um Primeira Pessoa do Singular Podcast, seu podcast de filosofia urbana e popular. Gostou?
Muito bom, muito bom.
Seu podcast de filosofia urbana e popular em que a gente tenta trazer à baila, desmistificar alguns conceitos, porque todo mundo acha que filosofia é chato. Todo mundo acha que o mundo dos porquês é chato e a gente quer tirar isso da sua frente para que você ache e saiba que este mundo é maravilhoso, esse mundo é muito legal, apesar dos mouses que não funcionam. Salve, salve, meu querido Jason, bem-vindo!
Olá, Ednei! Olá, você que nos escuta pelas lives. Nossa Senhora, boa essa, hein? Já comecei, já comecei bem. Olá você que nos escuta pelas plataformas de podcast, olá você que nos vê pelas lives, agora sim, no Facebook, YouTube e Twitch. Estamos aí de volta. Hoje a gente vai, vamos discutir a semana passada, o que que eu gosto, cara. Eu quando faço os cortes eu fico vendo o quanto eu me perco. Eu começo falando um negócio, eu retrocedo, começo a falar de outro para tentar achar nexo para o sentido da coisa que eu ia falar por primeiro, mas Mas vamos lá, semana passada a gente falou do sofomaníaco.
Isso, para você que não viu, veja o episódio passado, ouça o episódio passado que está estrogonoficamente delicioso. Sofomaníaco, tá, tá bom, tá bom, tá bom, ótimo. Sofomaníaco é a pessoa que ela sabe de tudo, ela fala com grande propriedade. Acha, vai, é, é, é, é, ele fala com propriedade, ele acha que ele sabe, que ele tem a chave da verdade, que só ele sabe como as coisas do universo funcionam. Ele tem explicações estapafúrdias e simples, né, a princípio.
Mas exatamente, em contrapartida, nesta semana vamos fazer um tema que faria qualquer sofomaniaco corar. Vamos discutir os maiores mistérios da raça humana e que ainda não tem resposta. Será alguns de alguma, algum dos mistérios, parem as prensas, parece que já tá, já está parcialmente solucionado, mas falaremos sobre isso no decorrer do programa.
Bom, e se você quiser conversar conosco, atenção, agora há um novo meio de você falar com a gente, tá? Já está no ar o nosso site, nosso website, www— não precisa nem usar o www se não quiser, mas é www.ppd.com.br. www.ppd.com.br. É o nosso site. Lá tem os últimos episódios para você conferir nas plataformas, tem os cortes, as coisas mais interessantes, tem uma foto bonita minha e do Jeiço, muito tá lá, e tem também o atalho para as nossas redes sociais.
É, além disso tem um formulário bonito para que você sugira temas para o nosso podcast.
Duvido que você consegue sugerir um tema.
Então tem um tema aí na sua cabeça? Ah, queria que vocês falassem mais sobre isso, sobre aquilo. Então pode pôr lá, pode sugerir para gente, vem direto na nossa caixa de email. Então agora você não precisa decorar aquele bando de coisas que eu sempre falava aqui no início, vai direto, www.ppd.com.br, para você ficar feliz. Eu não sei, existe uma resposta que parece extremamente simples, mas que o ser humano tem uma dificuldade enorme de dar?
Eu não sei. A gente já pisou na Lua, fotografou buracos negros, mapeou o genoma humano, construiu máquinas capazes de conversar com a gente. Mesmo assim, existem coisas que simplesmente não conseguimos explicar.
E talvez seja justamente isso que torne o mistério tão fascinante, tão aquela coisa tão nebulosa e que causa tanta provoca tanta curiosidade. Porque quando falta uma resposta, sobra o quê?
Sobra teorias da conspiração, espaço, espaço para surgir investigação, para surgirem teorias, para conspirar.
Tem espaço quando, quando falta resposta, sobra espaço para esse tipo de coisa. E dependendo da criatividade do indivíduo, do cidadão, Sobra até para os alienígenas.
Então hoje nós escolhemos 4 histórias que são envoltas de mistério. 3 mistérios envolvendo pessoas e um mistério praticamente envolve o universo todo.
E a proposta não é, veja bem, o quesito desse podcast não é trazer respostas, é levantar perguntas, né? Então, para não deixar de ser praxe, não é resolver nenhum dos mistérios. Até porque, se a gente resolver, provavelmente não vai mais poder apresentar podcast. Se a gente resolver os mistérios, a gente vai ter que ficar, dedicar a vida a dar entrevistas, esclarecimentos acerca do como conseguimos isso. Exatamente, como conseguimos decifrar esses mistérios e e trazer a solução para eles. Então algumas perguntas nos incomodam tanto enquanto permanecem sem resposta.
Porque se você não assistiu, ou eu já não tô acostumado aqui, gente, com essa coisa da esquerda, direita, já não deu.
Eu falei, não deu, eu falei para você.
Tem culpa se o nosso pequeno little mouse aqui nos deixa na mão? Não tem. Mas enfim, se você não assistiu ainda O Primeiro Mentiroso. Assista que o filme é bom demais.
Era 8 de março de 2014 quando o voo MH370 da Malaysia Airlines decolou com 239 pessoas a bordo. Poucas horas depois, simplesmente desapareceu dos radares. Nenhum pedido de socorro, nenhum rastro. O avião seguia de Kuala Lumpur para Pequim, mas 40 minutos após a decolagem o transponder parou de funcionar. Ele então mudou de rota sem explicação, voou por horas na direção oposta e sumiu sobre o Oceano Índico. O que intriga os investigadores até hoje é o mistério da cabine.
Tudo indica que alguém deliberadamente desligou os sistemas de comunicação e mudou a trajetória da aeronave, mas até hoje nenhuma prova conclusiva foi encontrada. Partes do avião foram achadas anos depois em praias da África. Mas o corpo principal, as caixas pretas e o motivo do desaparecimento continuam envoltos em teorias e incertezas. Siga o Mundo a Fundo.
8 de março de 2014, o voo MH370 da Malaysia Airlines decola de Kuala Lumpur. É um, são duas palavras difíceis. Kuala Lumpur. Kuala Lumpur. Isso, com destino— desculpe se eu não tenho a mesma eloquência que você na junção das palavras, Jason, me desculpa, não fala isso, eu aviso bem— com destino a Pequim. Boeing 777, 239 pessoas a bordo. A bordo, pouco tempo depois, o avião simplesmente desaparece, cara.
E o que torna essa história tão perturbadora é que não estamos falando de 1930, Nós estamos falando de 2014.
Falta do Triângulo das Bermudas aqui, viu, nesse roteiro.
É mesmo? Pô, podia.
Eu deixei aberto para apreciação, então agora é verdade, não devia nem ter falado, tá bom? Não devia nem ter falado. Desculpa, desculpa.
Só aconteceu em 2014, cara. Radar, satélite, GPS, comunicação digital. Eu vou abrir o o Pornhub aí.
Isso é música do Pornhub?
Eu acho que é, não sei. Como eu acho que eu acho disso? Um amigo meu fala que aparece uma música, é um amigo aqui, um amigo meu fala que é. Eu não sei, eu não sei. Então, comunicação digital, e mesmo assim, cara, um Boeing 777 se entregar no ar.
Do nada, assim, vamos nos ater à pauta, vamos nos ater à pauta, Edinei. Porra, vai lá, sou eu já. Meu Deus, houve uma mudança de rota. Você me abandona, Edinei, você me abandona, você me aparece do nada com o Ford, não sei o quê. Aí, rapaz, houve sinais captados posteriormente por satélite, destroços confirmados ou considerados altamente prováveis do avião. Que apareceram anos depois em regiões do Oceano Índico. Portanto, sabemos algumas coisas, mas ainda não sabemos onde está a maior parte da aeronave, nem exatamente o que aconteceu dentro dela.
O que que pode ter acontecido? Falha técnica? Ação deliberada? Incêndio? Despressurização? Por que houve mudança de trajetória? Como algo daquele tamanho pode simplesmente permanecer desaparecer.
Faremos agora um exercício de improviso. Pois não, vamos estipular, formular uma teoria.
O porquê entregou?
Não, não, eu não vejo, eu não vejo, eu não vejo, eu não vejo, não vejo essas coisas, eu não vejo, não vejo. Eu sou um rapaz puro, casado, pai de família.
Segue, segue aí, o rapaz de família.
Eu tô corando aqui. Tá, vamos estipular uma. Tá calor hoje, tá quente, hein? Você gostou da musiquinha, né, Ednei? Eu tô achando que você vê, você vai no site lá e, bom, é, vem eu, é, vem eu.
E daí, continue.
Você tá me desconcertando aqui.
Eu costumo ter esse efeito sobre as mulheres, sobre os homens é a primeira vez, mas vamos lá.
Eu tenho um negócio guardado para você aqui, já vou pegar. Vamos, vamos estimular uma teoria, vamos formular uma teoria sobre o que pode ter acontecido.
Vai.
Eu acredito na hipótese do passageiro suicida, ou até mesmo do piloto suicida.
Tchau, algoritmo!
Tchau, vida!
E daí, agora foi embora.
Vamos embora. Ah, cara, eu acho muito fácil assim um piloto que Tá descontente com a vida e quer se desviver.
O que aconteceu na verdade, no, se você pegar aquele voo da Suíça e o piloto jogou o avião na montanha.
Sim, sim, o cara tá descontente da vida e quer desviver. Ah, eu vou embora, mas não vou sozinho, vou levar 239 pessoas junto. Eu acredito, eu tenho, eu tenho Forte convicção de que pode ter sido alguma coisa do gênero.
Eu não sei por que. Pode, claro que pode ter sido. Agora, me parece que quando as pessoas querem ter esse tipo de ato, elas sempre deixam alguma coisa para trás. O cara não ia simplesmente— porque se você pega a rota desse avião, ele faz uma rota totalmente errática. Então ele, em algum momento, ele volta Aí ele faz tipo um 8, ali a pouco ele faz um tipo infinito. Então antes do transponder, transponder é assim que fala, transponder ser desligado, ele deu voltas totalmente fora da casinha, ele foi passando de torre de comunicação a torre de comunicação.
Então se alguém que realmente quisesse fazer isso, eu acho que ou teria deixado algum recado ou teria entrado em contato com a torre, porque ele já tava com destino meio que sei lá. Então não acredito nessa teoria. Uma teoria levantada por teóricos é que houve a liberação do tal do gás do sono. Que é o quê esse gás? Esse gás é quando o avião tá em situação de perigo e as pessoas podem ali perder a consciência, alguma coisa, vem um gás que baixa a Não sei como é que chama, pressão, enfim, a pessoa dorme, é um gás que a pessoa dorme.
E esse gás só não vai para cabine, baixa o metabolismo, baixa o metabolismo. E esse gás só não vai para cabine do piloto, que é para ele conseguir fazer o avião voltar. Diz a lenda que esse gás, diz uma das teorias, que esse gás teria ido apenas na cabine, e aí os pilotos teriam dormido, e aí Desde o 11 de setembro não há como você acessar a cabine se o piloto e o copiloto não quiserem.
Não rola.
Então é impossível. Aconteceu, dormiram lá dentro ou apagaram ou algo do gênero, não propositalmente. E aí rodou tudo que aconteceu. Mas em detrimento dessa teoria, houve o desligamento manual transponder. Pensa-se que foi manual também, como também pode ter havido uma explosão, uma falha técnica, alguma coisa assim. Mas a falha técnica é pouco provável. Por quê? Porque nessa questão da falha técnica ele teria desligado antes, ele não ficaria dando aquele bando de volta à toa antes dele desligar.
Não faz sentido. A vida dos pilotos, do copiloto das comissárias de bordo foi revirada de cabo a rabo, de cabo a rabo.
Foi feita devassa, a devassa.
Porque você pega o acidente do Rio Paris, que caiu no meio do Atlântico, que eles acharam lá o avião todo, eles puxaram a capivara do piloto, do copiloto, tinha dois copilotos, eles viram que um passou a noite no baile funk lá na favela, outro passou. Então houve ali coisas, sinais, sinais. Não tô dizendo que eles conseguiriam de fato evitar a tragédia, não é isso, mas eles puxaram a capivara, fala, opa, eles já não estavam 100% atentos pensando nesse caso, no caso desses pilotos, não, nada.
Não encontraram um só resquício que dissesse para eles, ó, pode ter sido falha humana aí. Dá uma olhada.
Eu vejo assim, e é um território arriscado isso, porque veja, o Lito, cara, que é um, acho que o maior especialista que se dispõe a falar no YouTube a respeito do assunto, aviões e música, né, música de aviões, eu acho que ele não arrisca uma teoria. Ele fala, não dá para formular nada porque falta muita, muita peça nesse quebra-cabeça. Então é mais, é o que eu falei, é formular uma teoria que com certeza não é infundada, né? A gente não, entre o céu e o crel existem diversas coisas que a gente, a Van Filosofia jamais sonha.
Entre o céu e o crel, é isso, tá? Vamos ouvir o Lito então falando sobre esse caso, que o governo vai, iria retomar as buscas pelo avião da Malaysia Airlines. E o Lito falou sobre isso. Fala, querido Lito, ídolo do Jason.
Isso não é teoria. E se eu te disser que 10 anos depois o MH370 pode finalmente ser encontrado? É aquele avião da Malásia, graças a novos cálculos que ninguém tinha usado antes. É notícia oficial, tá? A Malásia retomou as buscas pelo MH370 e foi agora em dezembro. Depois de quase 8 anos sem nenhuma operação marítima, eles contrataram a empresa americana Ocean Infinity, que é especialista em varredura do fundo do mar usando uma frota de drones submarinos.
A busca vai durar 55 dias em áreas onde a probabilidade de encontrar aeronave aumentou. Essas áreas não são aleatórias, tá? Elas vêm de novos estudos e novos papers publicados por por pesquisadores independentes refinando cálculos da trajetória final usando dados de satélite do sistema Inmarsat. Você deve lembrar, né, o MH370 sumiu em março de 2014, logo depois de decolar de Kuala Lumpur.
E ele falou Kuala Lumpur muito melhor do que eu, sim, a despeito de eu ter falado certo agora. Exatamente, acontece. Então Fica aí a questão. Nesse vídeo era de dezembro do ano passado, não foi encontrado nada, eles passaram lá. Agora, então, as teorias de que há gente viva, que eles podem estar numa ilha perdida, tipo Lost, alguma coisa assim, essas eu não acredito de fato nenhum. Até porque eles acharam parte do avião, sim, acharam caído lá, parte do avião.
Então, para o cara tá lá numa ilha perdida gozando de boa vida ou sendo um escravo qualquer de uma seita ou náufrago, alguma coisa. Eles teriam que ter descido, e um avião daquele tamanho não desce em qualquer lugar, precisa ter uma pista. Por exemplo, aqui em Curitiba, na Afonso Pena, aquele avião não desce, ela é muito curta. Vai descer depois, mas ainda não desce numa pista boa. Aí ele teria que ter voado de novo E lá em cima teriam que ter derrubado ele para acharem o pedaço. Então não faz sentido, não faz sentido, né? E agora você, Jason.
É você?
Não. E tem uma atualização impressionante, mais de 12 anos depois.
É, mas é que foi o que o Carlito acabou de falar.
Então temos uma tecnologia capaz de fotografar galáxia a bilhões de anos-luz, mas ainda existe um avião aqui na Terra que não conseguimos encontrar. Quanto da nossa sensação de controle sobre o mundo é apenas uma ilusão. Agora, uma filosofia boa: existe sensação de controle no mundo?
Você acha que não?
Não tem. Não é que eu acho que não, eu tenho absoluta certeza, absoluta certeza que não existe qualquer sensação de controle. Você tem alguma sensação de controle? Vou contar hoje para você, para você que tá aí, meu para vocês. Estava eu vindo para cá, aí toca o bendito celular, certo? E sigam o meu conselho: celular e direção não combina. Cai o celular, toca o celular, eu vou pegar, deixa ele cair no chão. Aí você vai me perguntar: Ednei, por que você não fez isso, né?
Por que não foi atender? Por que não atendeu no Bluetooth? Por que não atendeu na central lá do multimídia? Eu me pergunto a mesma coisa. Que imbecil fui! Mas não fiz, fui, meu Deus, me abaixei para pegar. A hora que eu, a hora que eu retomo, porque olha só, é um caminho que eu faço 400 vezes por dia, o carro já faz sozinho, o carro já faz sozinho. E de fato ele tava fazendo sozinho, só que era uma curva. Eu saindo lá do lado de um posto termal, inclusive, é uma curva, você vira à direita.
A questão é que eu não virei tão à direita assim, eu meio que invadi a outra pista. Se vem o outro carro, eu tinha dado de frente, de lado, de frente, sei lá, mas tinha batido. O cara teria desviado, mas enfim, a probabilidade de dar uma porcaria é grande. Então quanto mais acostumado você tá, quanto mais de boa na lagoa você tá com alguma situação, você acha que tem algum controle e não tem controle nenhum. Toda vez que a gente acha que tem o controle de alguma situação Vem a vida e fala que, filhão, ó, teu controle cá, e te dá uma rasteira, dá um belo de um peteleco na orelha, dá um belo de um peteleco na orelha, e você vê realmente que você não tem controle nenhum sobre situação nenhuma.
Olhando simples assim, olhando sobre essa, sobre essa ótica, realmente, realmente. Até porque eu ia citar aí de repente uma situação de trânsito Se você tá 100% ligado em tudo que acontece, você tem um relativo domínio, um relativo controle da coisa com você, com você. Mas ainda existem as N variáveis chamadas outros, outros. Os outros sempre são um fator que vão entrar nessa equação e vão te derrubar. Realmente controle não tem, cara, não tem.
Nem na própria vida a gente tem controle, cara. Ah, eu vou me manter saudável para sempre. Vai não. Vai não, uma hora ou outra você vai pegar um refri. Você pode fazer o máximo que você consegue, exato, você pode dar o seu melhor, você pode dar o seu melhor para te manter, mas não tá na tua mão, você não tem o controle. É verdade, é verdade, a gente não tem controle sobre as coisas, cara.
Deixa eu até procurar um negócio aqui, pera aí, deixa eu ver se eu acho aqui. Achei. O Jason concordou comigo. Eu vou pegar, olha, Dili, 3, 2, 1, concordou comigo? Glória, glória, aleluia! No fundo do bolso, vemos ao Senhor.
No fundo, ó, achei aqui, ó.
Gente, que coisa maravilhosa! O que que tá acontecendo? Você tá bem, cara? Vem aqui, deixa eu ver se tá com febre. Fez mal a carne só na passada? Acho que tá reverberando até hoje.
Pode ser, era uma possibilidade. Sempre é uma possibilidade.
Mas falando sério, nada nos impede. É claro, ninguém quer que aconteça, mas nada impede que a gente saia aqui na frente aqui dos estúdios, estúdios Kawaii, fica ali batendo um papo na calçada, vem um carro, puff, você não fez nada de errado, absolutamente nada de errado, só estava existindo, só estava existindo. E ainda assim coisas fora do seu controle podem acontecer. Então, sensação de segurança, achar que tem a segurança, tem o domínio de alguma coisa, não tem, não tem, não tem. Isso não existe na minha primeira pessoa do singular.
Mas assim, às vezes eu acho que até um pouco confortador, é um pouco confortável você pensar que tem o controle, porque assim, se você começa a pensar em todas as variáveis que podem te te fazer, te passar uma rasteira e você te fazer cair de boca no chão, você não dorme, cara.
Mas você acha que isso não tira um pouco do teu olhar, do teu instinto aranha, você achar que tem algum controle?
Tira, é confortável. Por isso é uma zona de conforto, é uma zona de conforto. Eu acho que é perigoso Mas é confortável.
É, de fato, hei de concordar contigo que o conforto é um lugar quentinho, é um lugar que te chama.
Verdade.
Fala: vem aqui, querido, vem aqui que aqui é gostosinho, aqui é gostoso. Precisamos conversar.
O caso dos alpinistas russos em fevereiro de 1959. 9 alpinistas morreram de forma misteriosa nas montanhas da Rússia. Eles montaram acampamento, jantaram e se prepararam para dormir, mas algo terrível aconteceu. Dias depois, suas barracas foram encontradas rasgadas por dentro e os corpos espalhados com até 1.500 km de distância entre eles, descalços, com sinais inexplicáveis. Um com trauma violento, outro com queimaduras, um sem língua e até vestígios de radiação em suas roupas.
As teorias variam de interferência da KGB, a OVNIs e até criaturas misteriosas. Mas o que realmente aconteceu naquela noite ainda é um mistério sem solução.
O bizarro é, agora vamos voltar para União Soviética, rapaz. A mãe russa, 1959, 9 excursionistas experientes entram nas montanhas dos Urais, na então União Soviética, e Nenhum volta.
Quando encontraram o acampamento, a história fica estranha. A barraca havia sido cortada, só que não foi cortada por alguém de fora, foi cortada de dentro para fora. Foi alguém que tava lá dentro, pegou a faquinha, furou, rasgou a barraca. Parte do grupo saiu sem roupas adequadas naquele frio siberiano. Literalmente de temperaturas negativas. Os corpos foram encontrados em lugares diferentes. No nosso corte aí que a gente pegou diz 1.500 km, mas não é, não é a expressão da verdade.
São 1.500 metros de distância entre eles e foram encontrados em diversos lugares diferentes. Alguns morreram de hipotermia, foi confirmado. Outros apresentavam uma série de ferimentos que levaram a queimaduras, queimaduras, ferimentos que levaram a perguntas que não tinham respostas. Por quê?
É isso. E aí nasceu, aí temos o terreno perfeito para as teorias da conspiração. Elas são maravilhosas. Avalanche, testes militares soviéticos, Fenômenos atmosféricos, conspiração, e obviamente os extraterrestres novamente estão aqui participando, porque aparentemente eles têm tempo livre para o que você quiser.
Imagina, cara, os homenzinhos verdes saindo de lá, do outro lado da nossa Via Láctea, saindo de lá da casa do Chapéu, da casa do Cato. Eles vêm para terra, olha, tem 9 alpinistas ali, vamos zoar os cara. O que que, ô, ô, Etesildo, que que sai? Os ossos, cara. Não tem, mas é gostoso, é gostoso fazer esse tipo de conjectura, né? Vai que, vai que existe uma diferença importante em relação a outros casos. Hoje existe uma explicação científica plausível, vejam bem, uma avalanche de placa.
Pesquisadores em 2021 Determinaram que em algumas situações do terreno, vento, acúmulo de neve, etc., poderia produzir exatamente um evento desse tipo.
E a investigação russa concluiu a mesma coisa. Então o mistério acabou.
Pois é, talvez, mas nem todo mundo ficou convencido, porque explicar o gatilho inicial não necessariamente reconstrói cada minuto daquela noite. E vamos parar para concordar, talvez, cara, é estranho, né? 9 alpinistas, um para cada lado, um sem língua, um com queimadura, o outro com sinais de radiação. Cara, não dá para, não dá para tirar da equação que nós estamos falando da antiga União Soviética, época da KGB.
Eu li um livro sobre esse tema do passo de Attilov. Exatamente. E aí a teoria mais provável, aliás, essa investigação foi reaberta em janeiro desse ano.
Que delícia!
Essa investigação foi reaberta porque as autoridades russas entenderam que não foi o melhor desfecho possível para o caso. Hoje existe lá inclusive um santuário logo na entrada ali da montanha que eles subiram, tem um santuário com o nome deles. Você sabe que tem uma pessoa que é desconhecida É mesmo? Sim, dos 9 tem um que não sabe quem é.
O louco!
Sim, são 8 conhecidos, acho que 3 mulheres, salvo engano, 3 mulheres e 5 homens, e um homem desconhecido, e um homem desconhecido, ninguém sabe de onde é. A teoria mais provável, segundo este livro que eu li, é que o governo da União Soviética estava fazendo testes nucleares em uma estação secreta. Deixa eu ver se eu tô lá. É, em uma estação secreta naquela noite. E os meninos, o grupo de jovens, teria invadido uma área que não poderia, que era uma área fechada só para treinamentos militares.
Era uma área restrita. Mas por que que eles invadiram? Porque quiseram invadir? Não, porque a área era tão imensa, tão extensa. Afinal, eram testes nucleares que eles estavam fazendo. Que não deu para o governo cercar tudo. Então aquela entrada que eles consideravam que era íngreme demais para alguém alcançar, eles falaram: não, que ninguém vai vir, fica de boa, ficar olhando isso aqui.
Exatamente, deixa lá, a natureza cuida.
E aí, por que que o cara rasgou por dentro, outro perdeu a língua, aquela coisa toda? Porque quando veio o efeito da radiação, quem tava do lado de fora foi instantaneamente vaporizado, queimado. Quem tava do lado de dentro começou a sufocar, então ele precisava, e não conseguia enxergar nada, era noite, não conseguia enxergar. Então ele pegou o que tinha na frente e rasgou para dentro, e todos saíram correndo. Por isso essa distância entre um corpo e outro, porque energia nuclear, noite, desespero, corrida.
Então isso, segundo o livro que eu li, explicaria todo o mistério. E por que que isso virou um mistério? Porque à época a União Soviética estaria testando outros tipos de bomba naquele local e não queria que o grande público, principalmente as grandes potências, soubesse que havia ali uma arma secreta, uma tipo Área 51. Uma base militar secreta, uma base militar secreta. Então eles deixaram essa teoria correr solta, porque daí teve teoria de urso.
Ah, isso aí apareceu um bando de urso. Teve a teoria do lobo. E daí todos esbarravam em alguma coisa. Ah, mas como é que tá queimado? Ah, mas por que que tá tão— então todos esbarravam em alguma coisa. E essa teoria hoje, em tese, é mais aceita. Ele teria mordido a própria língua com os efeitos da da radiação, da explosão.
Isso, cara. Caramba, é isso?
Não, não sabemos a mais tenra ideia, não dá para saber.
Mas é hoje uma das teorias mais aceitas, talvez, mas nem todo mundo ficou convencido, porque explicar o gatilho inicial necessariamente não reconstrói cada minuto daquela noite. Eu já devo ter falado isso.
E ainda existe uma outra pergunta melhor: será que às vezes nós não queremos que o mistério seja resolvido? Porque uma avalanche matou 9 pessoas, é trágico, mas alguma coisa inexplicável fez pessoas fugirem de uma barraca no meio da madrugada, é uma história irresistível.
Talvez algumas vezes a verdade esteja competindo com uma história muito melhor, é mais agradável, né?
A verdade está lá fora.
Mas às vezes a verdade é sem graça, cara, porque tem uma—
inclusive, vamos, vamos, você vai tirar o escorpião do bolso, a gente vai assistir uma palestra de filosofia agora que vai ter em outubro aqui em Curitiba, que é daquela filósofa que eu esqueci o nome, para variar. Boa, Ana Barará. Barará, exatamente. Tá meio caro, já aviso.
Não, tudo bem, vamos lá, vamos lá, experiência é válida. Depois, depois.
Ok, depois. Você viu o vídeo que eu te mandei?
Vi, mas ouviu, cara?
Não, eu vi exatamente aquelas palavras que a musa shakespeariana me falou. Jesus, cara, exatamente aquelas teorias.
Tá louco, cara?
Sim.
Não, não, não, não, não, não.
Agora me perdi o que tá falando. Tá, ah, você tava falando das histórias agradáveis. Pensa o seguinte, você tá num grupo de amigos, tá? Você e mais 2 amigos, certo? Certo.
Ok.
Aí ficaram lá, passa 2 semanas, alguém vem te contar: sabe o que aconteceu lá com o Gerson? Ele tava lá. Daí você fala assim: não, eu tava lá, não aconteceu isso, não aconteceu. Você virou chatão da história. Porque não é porque você tem a verdade, ninguém tá a fim da verdade.
É porque o fato foi inventado, era muito mais legal de contar, era muito mais legal.
Então assim, as pessoas na verdade elas não querem, ah, eu quero saber realmente o que aconteceu.
Não, a verdade é sem graça, cara.
A verdade é o que eu falei semana passada, ou escrevi, sei lá, tô ficando velho mesmo. A verdade ela não é nem boa nem ruim.
É só a verdade, é a verdade, ponto, acabou.
E aí quando você chega, falou: não, mas não foi isso aí não, eu tava lá, eu vi. Já vem o sem graça aí, acabaram as teorias. Pensa aqui comigo, você chega no, sei lá, na missa, padre, fala assim, cara, Padre fez uma coisa e acontece alguma coisa e vai embora. Na tua mente vem aqui coisa ruim, coisa ruim. Não é o padre deu uma pirueta, padre fez uma coisa impressionante. Não é o padre fez um milagre, não, uma coisa ruim. É sempre na hora a tua mente te joga para esse lugar.
A cabeça do ser humano tende a levar a gente para esses lugares obscuros. Futuros. Não importa, não importa de quem a gente tá falando.
Exato. Então quando a gente tá falando desse tipo de teoria, a gente tá falando sobre isso. É mais bonito, sim, é mais legal, mais fácil, muito mais fácil. Então a gente fica naquela expectativa, pá, que será que tá acontecendo aí? Aquelas marcas que tem no milharal, principalmente na Inglaterra, que tem muito crop circle, chama crop circle, né? Qual é a teoria? É quem fez?
Os ETs, os ETs alienígenas, entendeu?
Porque assim, ninguém pensa, porra, aquilo lá pode ter durado 2 meses. Ninguém vai naquela porcaria daquele lugar. Então você pode fazer com calma, sabe o que que seria? Você pode jogar umas madeirinhas, ficar tranquilo, ninguém vai ver. Mas daí quando aparece, fala, olha, ontem não tava assim. Ontem tava certinho.
Sabe o que seria legal? Tipo documentar alguém fazendo esses crop circles e a hora que joga assim fala: engraçado, olha isso aqui. Tipo o cara fazendo. Acho que já teve gente que fez esse, esse tipo de embuste.
Eu acredito que já, mas não tenho certeza. Não dá em nada porque sofomaníaco está de férias hoje.
É a verdade, a verdade é sem sal, verdade é insosa, verdade é insípida. Não tem gosto.
Pega lá aquelas pedras, é Stonehenge, não é isso?
Stonehenge, né?
Pode ser que seja só um bando de pedra colocado para ornamentar o local, mas é mais legal que é um local cerimonialístico, cerimonial dos ETs, ou um aeroporto, um portal interdimensional, um portal interdimensional.
Isso que é legal, é bacana. Imagina, exercício de imaginação, né? Né?
Isso é legal.
Agora, é, não, tipo, um dia o João das Couves, que morava lá na Ilha de Páscoa, achou legal fazer um— é na Ilha de Páscoa? Estou nem— não, né?
Não, é na Inglaterra.
Na Inglaterra. Lá na Inglaterra, o João das Couves achou legal empilhar uma pedra em cima da outra, chamou os brother dele, falou, vamos vamos empilhar umas pedras aqui, isso vai ser bacana. E ficou. Aí vai ter um maluco que vai chegar lá, ó, olha só essa formação interessante, que pode ser isso? Ele vai dizer, foi o João das Couves que foi lá e empilhou as pedras? Não, ele vai dizer, não, isso aqui foram os alienígenas, pessoas do outro mundo que vieram empilhar nossas rochas gigantísticas uma em cima da outra, tão perpendicularmente acomodadas para formar essa estrutura circular. Cara, não, não, não, a história é muito mais sem graça.
Tem o famoso também, que é outro mistério, que é o Manuscrito de Voynich. Que que é o Manuscrito de Voynich? É um livro que eles acharam que é provavelmente de 1400, 1300 até 1500, por ali, Idade Média. Tem cerca de 240 páginas entre escritos e ilustrações, ilustrações bizarras. Por exemplo, numa das ilustrações tem um cavalo que tem um chifre lá em cima, que daí ele é o unicórnio, só que a bunda dele não tem pata, tem rodas.
Tá lá no livro.
E o que que tá escrito nesse livro, você me pergunta?
O que que tá escrito nesse livro, Dinei?
Ninguém até hoje sabe, porque ele foi escrito numa linguagem criptografada que ainda não foi decifrada. Beleza? Então é legal a gente fazer conjecturas. Porra, tá aí a essência da vida, tá ali, é o endereço de Deus, tá ali. E na verdade pode ter sido dois moleques sem ter o que fazer que inventaram uma história própria fazendo desenho para passar o tempo.
Sim. O que é muito chato, né?
É que é chato, é chato total. Porque assim, quando a gente era criança, provavelmente a gente fez, né? O A vale o C, o C vale o D, e aí você montava aquele negócio. Tem um trabalho do cacete, é um trabalho, é um objetivo, né? Passa o tempo, né? É o ano, é a Idade Média, tem que ver isso. Só que entendeu?
Ninguém tem o que fazer na Idade Média, mas assim, vamos meio que dá uma aguçada nessa sua teoria, que é crianças e tal. Cara, na Idade Média não é todo mundo que era alfabetizado não, pouca gente tinha conhecimento de escrita.
Não, total. E assim, mais pouca gente tinha, menos ainda existia acesso a recursos como um livro, como um papel. Exato, concordo. É, e por que não pode ser duas crianças do palácio?
Pode ser da realeza, da realeza, quem sabe a maior pegadinha da história da humanidade.
Que só tá lá, o livro tá no museu. Posso estar falando porcaria, mas eu acho que tá no Museu de Londres à disposição. Quem quiser tentar traduzir, tá online o livro todo. Então você acha que a IA pode te ajudar?
Duvido que ninguém tem empregado, provavelmente.
Você acha que a IA pode te ajudar ou você De repente é um talento perdido da tradução do século. Vai lá tentar. É o mentalista, é o mentalista, tá lá disponível para fazer o download em PDF do livro todo.
Vou, é o manuscrito de colocar no nosso site, né, ou nas nossas redes sociais.
É só se você colocar. Eu nunca coloco nada, é sempre com você, gente, é sempre essas coisas. Tudo eu, tudo eu, cara de Pau, é uma pela madrugada, você já ouviu falar do homem que sequestrou um avião e simplesmente desapareceu no ar?
Em 1971, um homem usando o nome falso de D.B. Cooper embarcou em um voo nos Estados Unidos. Pouco depois da decolagem, ele entregou um bilhete à aeromoça dizendo que carregava uma bomba. Ele exigiu $200 mil em dinheiro e 4 paraquedas. Após libertar os reféns, ele saltou do avião no meio da noite em uma tempestade. O FBI procurou por anos. Nenhum corpo, nenhum sinal, apenas um pacote de dinheiro. Foi encontrado anos depois enterrado perto de um rio.
D.B.
Cooper virou uma lenda viva. Ninguém sabe quem ele era ou se sobreviveu. Só restou o silêncio e o medo. Até hoje, o FBI nunca conseguiu resolver esse caso. Dos maiores mistérios da aviação, continua sem resposta.
Tá, mas da onde que a galera do avião tinha $200 mil?
Não, ele pousou o avião, liberou os reféns, pegou a grana e levantou o voo de volta. Ele, até onde eu apurei, né, ele, o piloto e uma aeromoça. Sim, tá. E aí, no meio de uma tempestade, falou: pessoal, valeu, falou, vou vestir meu paraquedas e tô indo. Ninguém nunca achou o cara. Mas você vê, né, é que assim, é 71, $200 mil naquela época. Ele podia ter sido um pouquinho mais ganancioso, talvez, né?
$200 mil naquela época, não sei quanto é. Vamos perguntar para o pai dos burros aqui qual o poder de compra. Quanto seria $200 mil em 1971 nos dias de hoje? Vai, nos ajude. $200 dólares valeriam $1.649 hoje.
Fazendo a conta, colocando mais zeros aí, seria alguma coisa em torno de $1.600.000.
Ah, $1.600.000, quase $1.800.000, porque a taxa de inflação média 3,91%, total de aumento de preço 724%, por aí vai e por aí vai.
É, acho que ele não foi tão ganancioso assim.
Tem que ver que ele tinha que carregar É, tem essa, tem essa.
Mas sabia que não tinha criptomoeda na época? Não existia, não tinha Pix.
E ainda lá nos Estados Unidos ainda não tem, inclusive.
É, mas foi encontrado um pacote de dinheiro enterrado de células, de cédulas, não células, célula é do ser humano, de cédulas que são compatíveis com o número de série que foi dado para o para o senhor Cooper. Então tava enterrado o pacote, sinal de que talvez esse moço tenha sobrevivido à queda aí, ao paraquedismo.
Você sabe que essa, de todos que você trouxe, que esse mistério é um, para mim, é o mais fraco deles.
É mesmo? Porque ele provavelmente tinha experiência para pular de paraquedas no meio de uma tempestade, certo?
Provavelmente ele era Fuzileiro, fuzileiro, um militar, nem precisa ser isso, paraquedista. Pode ser que ele tivesse até ajudando ali na procurar ele mesmo.
É uma possibilidade, não é? É um golpe, olha, o grande golpe de mestre, um golpe bacana.
Então ele não ia fazer à toa, não ia pular no local que pulou à toa, porque ele escolheu o local para pular, escolheu a rota do avião, escolheu o horário. Que ele ia pular tudo isso. Então não foi à toa. Agora, achou coisa, ou ele pode ter dado azar, ou pode ter deixado uma pista lá, um negócio, vamos ver se me descobrem. Exatamente.
Eu acho também, pode ter sido então mais do que um mistério, um crime perfeito, porque ele escapou dessa, né?
Pelo que a gente sabe, escapou.
Pelo que a gente sabe, escapou.
Nunca se sabe se ele não foi preso depois por algum outro crime, não era obrigado a a confessar nada, deu tudo certo para ele. Eu acho que o avião pousa em Seattle, os passageiros são libertados, ele recebe o dinheiro e os paraquedas, o avião decola novamente. Em algum momento da noite, D.B. Cooper abre a traseira de um Boeing e pula com todo o dinheiro.
Nunca mais foi encontrado. Ficam as perguntas: ele sobreviveu? Morreu na queda?
Mas aí já começa, tinha experiência com paraquedismo? Pera aí, como assim morreu na queda? Que que ia ter o dinheiro enterrado?
Não morreu, não morreu, não morreu, não tem, não morreu. É aliás porque, ou, ou vamos viajar, que a teoria da conspiração, alguém achou e enterrou para pegar depois o corpo, falou, puta, olha aqui, junto com esse cadáver tem uma quantidade expressiva de dinheiro. Ah, eu vou ficar com esse dinheiro. Só que, pô, se tiver atrelado ao corpo e tal, essas notas devem estar quentes, talvez, quem sabe. Eu vou escondê-las aqui para ver se é o caso. Então pode ser, é uma possibilidade. Então não dá para ter certeza.
Isso aí para mim parece negócio do roubo da urna eletrônica. Ó, quanta coisa!
Tem que dar muita volta para que isso aconteça.
Você tem que fazer, porque primeiro o cara vai ter que esconder o paraquedas. Depois o cara vai ter que esconder o corpo que tava lá naquele, no local próximo, certo? Aí escondeu tudo isso de modo que ninguém achou, não viu terra revirada, não viu nada.
Sim.
Aí ele pega, esconde parte do dinheiro separadamente, depois ele consegue sair com o dinheiro que os cara tava monitorando. Demoraram o quê para chegar? 2, 3 horas no máximo. Os astros precisam se alinhar muito para isso acontecer.
Mas vou te falar uma coisa que é mais, é mais difícil acontecer e aconteceu. Aí é o fato da gente tá vivo. Já imaginou como é que é o fato de estarmos vivos? Cara, existem N fatores para que a vida surgisse na Terra. Sim, eu ouvi, eu acho que eu vi o Sérgio Sacani falando de mais de 247 variáveis que se desse tipo 1 milimetrozinho errado daria uma cagada e a gente não tava aqui. Então existem coisas que realmente de fato parecem ser demasiadamente difíceis de ser uma coincidência e tal, mas às vezes pode ser, às vezes pode Pode ter acontecido, tudo pode.
A gente não tem o real. Agora, mais do que isso, eu até escrevi uma coluna alguns anos, alguns meses atrás, a conjunção de fatores para eu e você estarmos aqui. Aham, você nem, quantas coisas não tiveram que acontecer, nem o ser humano acontecer, é nós. Porque o teu tataravô teve que em algum momento encontrar tua tataravó E aí o teu bisavô, e por aí vai. Se furasse um pneu na estrada, o cavalo caísse, ele tomasse uma pinga a mais, olhasse para o outro lado quando passasse a nona, a gente não tava aqui.
Meu Deus, é o efeito borboleta, é o efeito borboleta total.
Existe um detalhe maravilhoso: o nome D.B. Cooper nem era o nome que ele deu, ele se apresentou como Dan Cooper. O Dili surgiu de uma confusão da imprensa e acabou entrando para a história.
E em 1980, depois de 9 anos, aparece uma pista. Um garoto encontra $5.800 enterrados perto do Rio Columbia. Os números de série batiam com o dinheiro do resgate, mas isso não resolveu nada. Talvez tenha deixado tudo ainda mais estranho.
O FBI investigou centenas de suspeitos durante décadas e acabou encerrando a investigação ativa em 2016. Nossa, de 71 a 2016, olha aí, hein? Até hoje era o Arquivo X. Arquivo X, Arquivo X. Mas eu fico imaginando, assistiu a série, acha que o Arquivo X só fala DT, né?
Não, vai, assiste, porque vale a pena. Cara, mas eu imagino investigador, o investigador carregado por essa, por anos 2000, é por esse negócio, tipo, aí, cara, eu vou ter que, ah, tem escritório nenhum novo, cara, não tem nada, eu vou ficar morrendo em cima do Cooper lá. O pior não é nem isso, o pior ele vai ter que reentrevistar as testemunhas, que ainda isso ainda, e tipo Cara, no 71, testemunha que na época lá tinha, vai lá, 20 anos.
Pô, 40 anos depois, 45 anos depois, tava com o quê, 65? Pô, os cara não lembram nem que comeu ontem.
Então não sabemos quem era o D.B. Cooper, nem se ele sobreviveu ao salto. É possível uma pessoa desaparecer completamente Em todo desaparecimento deixa necessariamente alguma coisa para trás. Aí citar Daniel Fraga.
Quem é Daniel Fraga? É um ícone da internet dos anos 2010, da década de 2010. Daniel Fraga era um cara, ele era inquisitor, ele era desafiador. Muito antes de virar modinha criticar Supremo e sua, isso, o seu panteão de deuses. Daniel Fraga já fazia isso com bastante efusão, bastante entusiasmo, bastante disposição. E quando Bitcoin ainda engatinhava, tá, Daniel Fraga vendeu todas as coisas que estavam no seu nome, converteu tudo para Bitcoin, cara.
Que ele tivesse uma casa, um carro, tá, um carro que valesse na época, vamos lá, R$10 mil. Se ele vender esse carro, converter isso tudo para Bitcoin na época que o Bitcoin tava 50 centavos de dólar, cara, ele tem uma fortuna inimaginável nos dias de hoje. E que que aconteceu? Se não me engano, 2016, Daniel Fraga sumiu do mapa. Ninguém mais encontra o cara, ninguém sabe onde ele tá. Cogita-se que ele esteja vivendo em uma ilha paradisíaca, em algum arquipélago da Ásia.
Cogita-se que ele tenha sido desvivido. Por desafetos poderosos, por pessoas que tenham acesso à conta cripto dele, por pessoas que têm acesso à sua carteira. Então não se sabe, mas Daniel Fraga foi um cara que evaporou, ficou rico e evaporou.
Bom, tem uma historinha aqui, a real história de Daniel Fraga. Vamos ouvir da Cripto Brasil. Fala, queridão.
O estado e desapareceu. Nome dele é Daniel Fraga, um dos pioneiros do Bitcoin aqui no Brasil, como vocês já devem conhecer. Ele já fazia vídeos no YouTube com o título Bitcoin é melhor que o dólar quando o Bitcoin custava apenas R$15. E em 2012, quando o canal dele tava apenas começando, ele já afirmava que ele trocava todo o dinheiro que ele ganhava em Bitcoin, mesmo naquela época que ninguém entendia nada do que esse cara tava falando.
Se eu fosse você, o meu conselho é: tire o dinheiro saque o dinheiro da poupança e compre Bitcoin.
Tudo para ele era sobre liberdade individual, ou seja, eu posso chutar meu próprio saco se eu quiser e ponto final. Ele passou a vida pública dele inteira avisando que o real ia derreter, perder seu valor, e que o Estado brasileiro ia cada vez mais controlar a vida das pessoas. E ele já dava a solução naquela época, que era o próprio Bitcoin. Em 2015, o Daniel já sofria muitos processos, um deles por ter postado um vídeo no YouTube dizendo receita Federal Ensina a Roubar, onde ele usava a imagem de dois auditores da Receita Federal e falava que eles eram ladrões, ou melhor, ladrões engravatados, e que a função deles lá dentro era roubar pessoas.
E em 2017, quando o Bitcoin tava atingindo um topo naquela época, atingindo a casa dos $20 mil, ele simplesmente parou de postar vídeo e desapareceu completamente. A partir daí, com certeza, ele já tava milionário, mas ele tava sendo procurado pela justiça, já tinha muita multa para pagar, as contas bancárias deles estavam todas bloqueadas e ele tinha na época R$0 em contas bancárias. Ao que tudo indica, ele converteu 100% do dinheiro dele em Bitcoin e se tornou um cara inconfiscável.
E até hoje todo mundo se pergunta onde que ele foi parar. Alguns falam em Mônaco, outros falam em Suíça, outros falam em uma ilha privada. Eu mesmo já ouvi falar de fontes confiáveis que ele está em Portugal. E bom, se esse cara segurou os Bitcoins dele até hoje, ele deve ter uma das maiores fortunas do Brasil. E honestamente, eu acredito que ele tem. Mas e você? Me diz aí nos comentários.
Esse é o nosso querido Daniel Fraga. Você já tinha me falado sobre ele em algum momento.
Eu queria ser esse cara.
Vamos fazer um exercício aqui. Esse cara hoje, se a gente vê os vídeos dele hoje, alguém chegando para a gente falar, ó, venda tudo que você tem e compre a moeda X, a gente ia chamar ele do quê?
De charlatão, de golpista, de louco, de estelionatário. Porque quando tem esse tipo de recomendação hoje em dia, é tipo influencer falando de bets, tipo, né, tá ganhando alguma coisa com isso, vai se valer de alguém tomar um prejuízo, né. Hoje em dia seria isso, mas em 2018, em 2008, 2012, se não me engano, Ninguém sabia porra nenhuma de Bitcoin.
Pois é, mas essa é a questão. Hoje a gente não sabe muita coisa de muita coisa.
Se chega alguém, sabe um pouco mais do que 2018.
Não sei de Bitcoin não. Se começar uma coisa nova, a gente não sabe.
Você sabe qual que é um dos meus maiores arrependimentos?
Por exemplo, NFC, NFT, NFT, perdão, o NFT. Teve gente, chegou, compre tudo em NFT que você vai se dar bem, certo? Quem comprou tomou, tomou.
Neymar jura que tem um macaco que vale 2, 3 milhões.
2, 3 milhões dá de pinga, tá nem aí, tá? O que que você se arrepende?
Eu lembro que eu participava de um fórum em 2008, chamaram Fórum Off, e Brotou lá um, já foi em cada lugar, hein, gente, um sujeito e disse assim: rapaziada, rapaziada, tenho aqui um negócio que pode ser promissor. Eu tenho aqui para vender 50 bitcoins, tá R$5 cada bitcoin. Alguém quer comprar? Cara, se você tivesse R$250 R$250, R$5 cada uma, 50 bitcoins. Se você tivesse uma máquina do tempo e pudesse retroceder alguma época da sua vida, da sua história, eu retrocederia para esse momento.
Hoje diria quanto?
Pô, 50 bitcoins. O bitcoin hoje tá valendo o quê, uns 90 pau?
Vamos perguntar aqui para o pai dos burros. Quanto dá em real 50 bitcoins? Ele pode fazer conta para mim, porque que eu vou deixar? R$337.500.
Olha aí, ó, mas não ia mudar sua vida não, mas tipo, né, arrependimento fraco esse. Já teve, já teve, já teve melhora a situação do Bitcoin?
Já, bem melhor, caiu um monte. Eu já contei no outro podcast Conto novamente a história de um jornalista lá da Band que agora tá morando em Nova York, que ele queria comprar um tênis, ele ia comprar um tênis, tênis. E aí era naquela época que tava a mania do Bitcoin, então as lojas começavam. El Salvador, por exemplo, ele começou a pagar salário dos servidores com Bitcoin. Você tinha caixa eletrônica de Bitcoin. Faz muito sentido?
Não faz, mas tinha. E aí tava mania, alguns sites estavam, entre eles era Netshoes, tinha lá que você podia pagar. E aí eu não lembro exatamente, a cotação devia ser ridícula, né? A cotação era ridícula, mas era assim, o tênis custava R$100 ou 50 bitcoins. E aí ele foi lá, como é que compra bitcoins? Ele foi lá, olhou, falou assim, ah, ué, se eu comprar 50 bitcoins, o tênis vai sair R$60.
Vou comprar.
Aí ele foi lá e comprou um tênis, e eu lembro que sobrou um Bitcoin. Essa é o interessante da história, que ele fala que ele tem até hoje um Bitcoin para lembrar a burrice que ele fez, que ele pisa em milhares e milhares de reais toda vez que ele olha aquele tênis.
Se você, se a gente soubesse que vai rolar daqui 5, 10 anos, talvez Talvez não fosse assim, não fosse assim.
Bitcoins, compre se você quiser.
O que é matéria escura? Existem dois jeitos principais de medir quanta matéria existe numa galáxia, e o primeiro jeito se baseia no fato de que a maior parte da matéria está nas estrelas que brilham, e o brilho de uma estrela depende de quanta matéria ela tem. Como consequência, o brilho de uma galáxia pode ser um bom indicativo de quanta matéria ela tem. Ou seja, sabendo qual é o brilho de uma galáxia, você sabe quanta matéria tem nela.
E o segundo jeito é calcular a velocidade das estrelas distantes e também a atração gravitacional que a galáxia faz sobre elas. E esse segundo jeito dá um resultado de massa de 5 a 6 vezes maior do que medindo o brilho da galáxia. E isso sugere que a maior parte da massa da galáxia é escura, ou invisível pra nós. E nós não temos nem ideia do que isso pode ser. E matéria escura é isso. Ela é uma matéria misteriosa que preenche as galáxias e é um dos problemas abertos da física moderna. O que que vocês acham que é matéria escura? Deixa aqui.
Agora vamos ter que sair da Terra porque os 3 primeiros mistérios são coisas que não sabemos o que aconteceu. Esse é diferente, nós nem sabemos o que é matéria escura.
O nome já é maravilhoso, nome muito bom. Parece que cientistas chegaram numa reunião e disseram assim, ó, tem alguma coisa ali. O quê? Não sei, não sabemos. Mas tem alguma coisa. Então vamos chamar ele matéria escura.
Só que não é uma teoria maluca da internet. Nós conseguimos observar seus efeitos gravitacionais. Galáxias se comportam como se houvesse muito mais massa ali do que nós próprios conseguimos enxergar.
E agora vem a parte que dá um nó na cabeça: tudo aquilo que a gente conhece, estrelas, planetas, tudo, nós, esta mesa, microfone, Ednei, e eu, infelizmente, tudo pertence à matéria comum, que representa apenas uma pequena fração do que existe no universo. A estimativa atual, a gente é raro, todos somos poeira de estrela, já dizia, já dizia alguém. Não, acho que foi a Asimov que falou.
É possível?
Não, Carl Sagan falava isso. 5% matéria comum em todo o universo. Imagina, cara, todo o universo, conjuntos de bilhares de galáxias em todo o universo, 5% é coisa como a gente. 27% é matéria escura, mais de 3, mais de 5 vezes esse, o tanto de coisas que existem é matéria escura e 68% é energia escura.
Ou seja, quase 95% do universo envolve componentes cuja natureza fundamental ainda não compreendemos.
É fantástico! A humanidade passa por milhares de anos tentando entender o universo, chega à conclusão de: parabéns, entendemos bem 5%. Mas o que é matéria escura? Como sabemos se ela existe se não enxergamos? Poderia nossa teoria da gravidade estar incompleta? Talvez Einstein tenha errado? O tamanho da nossa ignorância científica. Diferença entre não sabermos e que qualquer explicação vale.
Agora, tem uma frase dita por cientistas que aí me corrija você que é mais desse mundo do que eu, que diz que nós conhecemos mais o espaço do que o fundo dos oceanos. Isso é verdade?
É verdade, é verdade. A Fossa das Marianas, que é o ponto mais profundo conhecido do planeta Terra, conhecido, é. Eu acho que mapear, bom, o oceano inteiro não deve ter sido mapeado ainda. Coisa padrela. É que veja bem, A Fossas Marianas tem 11 km de profundidade, velho. 11 km é assim, é um Monte Everest e meio empilhado em cima do outro. É um buraco grande para chuchu.
E o que tem lá, só Deus sabe.
Tem lá, rapaz, a gente tem alguns vídeos muito interessantes de da Petrobras mesmo, quando eles vão fazer perfuração de profundidade lá do pré-sal e tal, aparece cada bicho estranho.
Sim, que vivem lá embaixo, que vive lá embaixo, criaturas abissais sinistras. E você sabe que tem uma teoria que diz o seguinte, que quando esses bichos vêm, emergem à superfície, principalmente no Japão, e Na Califórnia, no Japão e na Califórnia você pode recolher as coisas que vai vir terremoto, abalos sísmicos, vai vir abalo sísmico porque eles estão lá embaixo e ele já sabe muito antes que tá vindo. Afetados são os primeiros afetados, ele já quando ele só vem à superfície fala aí, pode se preparar.
Uma curiosidade, sabia que os animais, eles principalmente os cães Eles têm essa predileção de antecipar terremoto.
Não sabia.
Tem vários vídeos que tipo tá lá a câmera de segurança, cara.
Eu vi esses, mas é real, são reais esses vídeos. Eu tenho o vídeo com cachorro salvando gente. Você viu esse?
Não, o que eu vi foi um, a câmera de segurança tá o Golden lá deitado lá sem fazer nada. Daí de repente ele ergue a cabeça assim, começa a olhar em volta, e aí 2 segundos depois de levantar a cabeça, ele tipo fica de pé e sai correndo. Daí 5 segundos depois que aconteceu, começa a chacoalhar tudo, cair as coisas da prateleira, cair o computador da mesa e tudo mais. Então eu acho que procede, viu?
Eu vi um compilado de vídeos que não sei se é real, que é o cachorro com instinto aranha aguçado. Então tá lá ele, por exemplo, a mulher, a dona dele tá tomando uma no bar, o cachorro tá deitado, de repente ele levanta e puxa ela, vem um carro.
Ah não, mas isso aí, isso aí, aí tem vários desses.
Falei, cara, não é possível.
Eu fico, eu começo a ficar brabo quando eu vejo esses, quando começa a ver esses vídeos de ácara, que é bom demais. Tá controverso, igual aquele do roubando o pacote nos Estados Unidos. Como é que é?
Tem lá nos Estados Unidos, o cara deixa o pacote, você tá em casa ou não, sim, o cara deixa lá, entregador da Amazon, da Amazon, do Correio, deixa lá na frente, na teoria que não vai, que ninguém vai pegar.
É porque ninguém tem que pegar, né?
Mas sempre tem os espertinhos que pegam.
Sim.
Aí teve um programa nos Estados Unidos que eu não lembro o nome, confesso, que ele falou assim: vou me vingar dessas pessoas.
Fazer aquele glitter bomb.
O glitter bomb, é, foi um programa de TV que começou isso. Então eles começaram, eles foram dos bairros que segundo a Amazon mais tinha reclamação de roubo de pacote, e aí eles foram nesses bairros e fizeram o glitter bomb. Aí, cara, virou uma febre nos Estados Unidos, os caras fazendo com tinta, fazendo com glitter, fazendo várias coisas, a pegadinha de quem vai roubar o negócio. E aí, legal, tudo bem. Só que agora virou uma febre de IA, nesse negócio que você já não sabe mais o que que é real, o que que não é.
Então o Jeicinho às vezes vem com uns negócios mirabolantes, né? Uma das, acho que das invenções dele do começo do ano, nas pesquisas que ele faz de como como monetizar as coisas, disse que tava dando, tava em alta dark channels, que aqueles canais onde que o Jayce não devia estar.
Não, não é.
Ah, tá, o do YouTube, sim, onde não existe um apresentador, só vídeos, só vídeos gerados por IA. E em alta nesses dark channels tava vídeos de Ring Cam, sim, que é o vídeo da campainha das portas, que tem esse pessoal executando essas presepadas do glitter bomb. Sim, também tem gente caindo, tem gente que vai bêbado querendo entrar.
É muito bom porque a mulher olha lá na, a mulher olha para campainha E faz, aí peguei para você. Daí estoura lá o glitter, que aí a maior parte, sim, sim, sim. Só que daí quando vem a bomba, ia também, a mulher volta falando, você tá louca? O que que você tá fazendo? Tá maluco? Ela chama a polícia para prender o cara que fez a pegadinha.
Isso faz o menor sentido, não faz o menor sentido, mas não duvido que aconteça também.
Eu não duvido que com certeza. Bom, os 4 casos são completamente diferentes: um avião, 9 excursionistas, um sequestrador e o universo. Mas todos provocam a mesma sensação: incompletude.
Porque no nosso cérebro, o nosso cérebro detesta história sem final. Tudo tem que ter um marco de fechamento. Queremos saber onde está o MH370, queremos saber o que aconteceu com aquela montanha com com os alpinistas. A gente quer saber quem que era o senhor Cooper. A gente quer saber do que que o universo é feito.
E quando a resposta não aparece, nós frequentemente fabricamos uma. Assim nasce teoria, assim nascem teorias conspiratórias, explicações sobrenaturais, necessidade de fechamento, diferença entre hipótese e evidência, o conforto da certeza.
Talvez exista uma coragem intelectual muito pouca valorizada. Aquela de dizer não sei, sem preencher espaço vazio com qualquer coisa apenas porque o vazio incomoda.
Na minha primeira pessoa do singular, coisas misteriosas sempre vão acontecer, não porque elas sejam de fato misteriosas, mas porque nós simplesmente escolhemos ignorar uma verdade que seja mais difícil, talvez até mais chata de se conceber.
E na minha primeira pessoa do singular, me fascina justamente os mistérios, porque coloca a humanidade no lugar dela. Nós sabemos muita coisa, nós estamos muito longe de saber tudo, e talvez justamente essa ignorância que tenha nos trazido até aqui. Porque alguém olhou para um raio e perguntou por quê? Olhou para uma, para as estrelas e perguntou O que que é esses pontinhos luminosos? Olhou para uma doença, alguém doente, perguntou o que que está causando isso. Conhecimento começa quando alguém admite que não sabe.
Talvez seja só uma pergunta esperando tempo suficiente para encontrar uma resposta.
Alguns desses 4 casos talvez estejam resolvidos amanhã, outros talvez nunca estejam, mas enquanto não forem A única resposta intelectualmente honesta continua sendo a mais difícil de todas: não sei.
E esse é o fim da conversa. Obrigado a você que nos acompanhou.
Semana que vem, semana que vem, no mesmo bate-horário, bate-local, estaremos de volta.
ppdsingular.com.br é o nosso site. Um abraço, valeu, beijo na alma!
Qual é a sua verdade?
Vamos discutir.
Em primeira pessoa, primeira pessoa no singular, podcast.