Episódios de Potter Entrevista

MARCUS ROSSI (CEO e Fundador da Gramado Summit) no 🎙️ Potter Entrevista​

02 de maio de 20261h9min
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⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠O Clube⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠ e ⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠Opinião Produtora⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠ apresentam: ⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠Potter Entrevista⁠⁠⁠⁠⁠

⁠⁠MARCUS ROSSI CEO e fundador da Gramado Summit, o maior evento de inovação do Rio Grande do Sul, abre o jogo sobre os bastidores de montar um evento que reúne mais de 20 mil pessoas. Nessa conversa, ele fala sobre ego, ídolos que decepcionam (e os que surpreendem), o papel do ser humano diante da inteligência artificial, e por que a Gramado Summit vai muito além de palestras. Uma conversa honesta sobre empreendedorismo, cultura e o que realmente transforma uma vida.

Criação e produção executiva: ⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠O Clube⁠⁠⁠⁠⁠ e ⁠⁠⁠⁠⁠Luciano Potter⁠⁠⁠⁠⁠

Produtora: ⁠⁠⁠⁠⁠Giovanna Guilhon⁠⁠⁠⁠⁠ e ⁠⁠⁠⁠⁠O Clube⁠⁠⁠⁠⁠⁠

Operação de vídeo: ⁠⁠⁠⁠⁠Barreto⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠ e ⁠⁠⁠⁠⁠O Clube⁠⁠⁠⁠⁠⁠

Editor: ⁠⁠⁠⁠⁠Mateus ⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠ e ⁠⁠⁠⁠⁠O Clube⁠⁠⁠⁠⁠⁠

Móveis do estúdio: ⁠⁠⁠⁠⁠Macrosul Móveis

Assuntos8
  • Gramado SummitOrigem e evolução do evento · Feira de negócios e conteúdo · O papel do ser humano na era da IA · Desafios do empreendedorismo · Lidar com egos e personalidades
  • Inteligência Artificial e o Futuro do TrabalhoImpacto da IA em diversas profissões · Regulamentação da IA · Adaptação humana à tecnologia · O papel do ser humano na revolução da IA
  • Apresentadores e PalestrantesLidar com ídolos e decepções · A importância do backstage e do palco · A energia de diferentes tipos de palco · O valor de eventos que fogem da obviedade
  • Mentalidade EmpreendedoraDiferença entre gerar receita e fazer despesa · Valorização do serviço no Brasil · A importância de buscar investimento e clientes
  • Sucesso e RealizaçãoSucesso como algo relativo · Exemplos práticos de sucesso · A importância de não se decepcionar com ídolos
  • Cultura DigitalO fim do CLT e a vida de empreendedor · A mudança de paradigma na mídia e no jornalismo · A importância de se reinventar
  • O papel da tecnologia na sociedadeA importância de valorizar o ser humano · A relação entre humanos e máquinas · A necessidade de adaptação e resiliência
  • A Evolução da Gramado SummitDe evento pequeno a grande porte · A importância da feira de negócios · A busca por inspiração e oportunidades
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A vida ela te dá muita oportunidade o tempo inteiro de tu virar... Tu pode virar a vida ao contrário o tempo inteiro, cara. E eu acho que muitas dessas viradas acontecem quando tu te permite fazer coisas que até então não estariam no teu calendário. O ego é muito legal na cabeça das pessoas. Na hora que tu vai pro mundo real, que é o meu, que tu tem que subir num palco, que tem que ter gente, é mundo físico, aí o ego ele vai aos poucos se colocando no seu devido lugar.

Independente da situação, cara, independente da tecnologia, independente do meio...

a gente faz coisas incríveis, cara. E o ser humano tem que ser valorizado o tempo inteiro. Se a gente não tiver um cuidado diferente do que a gente teve com a revolução social, pra revolução do que tá acontecendo de E.A., a gente pode se colocar numa situação muito ruim, cara. Tu tem uma certeza? Ótimo, a gente vai quebrar ela numa gramada do seu mito. Eu tenho certeza que quando tu sair dela, tu vai sair muito melhor do que tu entrou, porque a única certeza que tu teve foi que não tem certeza nenhuma sobre nada e o mundo muda o tempo inteiro.

E aí

Quer falar de tênis, cara? Eu falo de qualquer coisa. Aliás, tênis é uma coisa que tu gosta. Bota o fone. Sabe uma coisa que eu queria falar? Apesar de que tá gravando, é tudo bem. Eu tenho... Esporadicamente, cara, eu tento definir coisas na minha cabeça sobre a vida. E uma delas é... O que é sucesso? É uma parada muito relativa, né? Eu me considero longe do sucesso... Longe daquilo que eu gostaria, mas comparado a outras pessoas, eu me sinto um cara de muito sucesso. Ok. E eu tenho... E eu tenho...

exemplos práticos, assim, cara, tipo, tá numa gramada do Summit e eu preciso ir almoçar, e eu vou almoçar e a comida aparece e eu não pago pela comida. Eu acho isso incrível, acho que é um sucesso, assim, cara, como é que pagou, sei lá, apareceu. E aí eu recebi a ligação de uma das principais empresárias do Brasil recentemente, ela ligou no meu celular pra me dizer o que eu tinha que fazer. É uma sugestão, pensei, sucesso também. Aí ontem, cara, eu acho que eu tive talvez o melhor melhor é...

exemplo prático de pô, acho que eu tô chegando em algum lugar legal. Sabe aquela máxima não conheço seus ídolos que tu pode te decepcionar absurdamente? Ontem foi um dia desse. Eu fui convidado pra um podcast muito grande de um segmento muito específico. Pô, legal. Só que eu fui convidado pela empresa.

E aí veio todo o roteiro, vieram as perguntas. Eu achei as perguntas, assim, legais, dentro de IA, startup, um pouco genérico. Mas falei, pô, beleza, dá pra construir uma temática em cima disso, enfim. E aí, cara, quando eu entro no podcast, a pessoa não mora aqui, mora fora. Ela é uma figura bem conhecida, tá? Bem. E aí, tô eu, as duas pessoas que me convidaram, enfim. E a pessoa diz assim, sabe que eu li o roteiro aqui?

Essa coisa meio rasa, não faz sentido. E eu queria entender por que a gente está gravando. E eu olhei, né? Eu falei, cara, cheguei de convidado no rolê aqui. E ele começou a desenhar a minha participação no podcast dele.

Eu vou ficar meio quieto assim, cara, porque eu senti que... Fora do ar. Fora do ar. É uma conversa, mas assim, cara, não era conversa para alinhar o podcast. Ou assim, ah, chegamos de surpresa, estamos gravando. Não, teve um roteiro criado por eles, que fazia sentido pela conexão que a gente tem. E seria isso? E eu pensei, bom, legal. Estou aqui, mas, cara, estou aqui pelo convite dos outros, assim, não é pelo meu nome nem nada. E a pessoa perguntou assim, o que tu faz no evento?

Eu falei assim, ah, eu sou CEO e fundador. Aí mudou um pouquinho. Mas, cara, começou a conduzir para um lugar. Eu falei, cara... Tu tinha que ter respondido outra coisa, Marcos. Eu... O que eu tinha que ter respondido?

Cara, na real, esse ano eu estou montando palco. Eu estou montando palco e a galera da Gramada do Summit falou assim, cara, nada melhor que alguém que está ali montando os palcos para falar do evento. Porque esse conhece o peso do evento. É isso aí. Começa a falar assim. Cara, eu na hora... É que tu fica meio sem saber, sem ter reação, né?

Cara, então, associou o fundador e tal, e aí melhorou um pouquinho, mas assim, ainda muito, tinha esse peso do porquê estamos gravando, parece que é um conteúdo forçado. Eu falei assim, cara, eu posso dar meus dois centavos de contribuição? Porque aí, como eu funciono, eu tento ter todo um protocolo, eu tento ser o mais educado possível, mas a hora que eu canso, cara, e a hora que eu consigo ligar uma chavezinha na minha cabeça, eu começo a soltar palavras, eu continuo educado.

Só que com bastante conteúdo dentro de uma temática que eu sei, cara, comecei a dar minha opinião. Falei, cara, olha só, e te dar uma opinião incrível que vocês estão falando sobre a IA no mundo e tudo mais e tal. Só que, velho, eu acho que eu tenho uma contribuição tão bonita pra dar, no sentido de que a gente vive num país completamente diferente dos Estados Unidos, de qualquer outra potência, e a gente ficar aqui dizendo que, pô, Vibe Coding não é o futuro, e desdenhando o brasileiro.

Cara, eu acho que é um erro brutal, assim, não porque eu fiz um evento pequenininho.

de 600 pessoas numa cidade que era conhecida pelo Fondi, pelo Papai Noel e pelo Chocolate, e hoje a gente recebe mais de 20 mil pessoas. Não, é porque, cara, de repente se eu sair aqui do meu lugar, ir na padaria da esquina, tem um carinha ali que nunca usou CRM na vida, e aí o filho dele, entusiasta de tecnologia, conseguiu codar ou um site ou um CRM, e aquilo ali fez um bem pra caramba pra vida dele. E aí eu tenho que ficar ouvindo aqui, pô, se vocês dizerem que o Vibe Coding vai acabar, porque isso aí é balela, que é babá, é tu não enxergar o Brasil de verdade. E eu vou dizer mais, cara,

Tá na hora da gente valorizar aquilo que a gente é pra começar a fazer com que o país cresça. Porque é muito fácil. Falando de um monte de coisa que a gente nem faz parte. E aí mudou completamente a estrutura, a esfera do ambiente. Mas muito educadamente. Tipo, dentro do conteúdo. Eu sei que eu falei assim, eu preciso pegar um microfone aqui no meu, o microfone não tá funcionando. Me dá cinco minutos. Aí achei lá um local onde eu podia gravar.

E aí, quando eu voltei, o cara disse assim, nossa, eu acho que a gente tem muito conteúdo aqui. Eu falei, pá, meu, dá pra deixar pra amanhã o podcast, porque eu não me sinto confortável. E é onde tem um sucesso nisso tudo, cara. Daí depois a empresa me ligou, me pedindo desculpas, e disse que vai bater um papo com esse cara, assim. É um cara bem conhecido mesmo. E eu pensei, ah, talvez esse seja o tal sucesso. Se eu fosse um programa...

sensacionalista, a próxima pergunta seria quem é essa pessoa. Mas eu juro por Deus que não me interessa saber quem é. A audiência agora ficou puta comigo, porque, enfim, toda treta é maravilhosa. Já estamos gravando há muito tempo. Que é o que eu realmente, assim, é uma coisa meio estranha isso.

Eu fiquei 25 anos vivendo de tretas. As boas tretas e as péssimas tretas. As tretas que não interessam para a vida de ninguém e algumas tretas que interessam muito para a vida de todo mundo todos os dias. Eu entrevistei atletas, artistas e políticos. E mais um monte de gente que virou pauta em algum segundo, em alguma coisa. No nome do programa principal que eu trabalhei de pautas era o timeline.

Fiquei lá um tempão. A gente se divertiu muito, a gente se incomodou muito, muita gente me xingou com perguntas que eles acharam, né? Gente grande, gente de STF, de senador, enfim, né? Porque as perguntas piores são dos políticos, porque eles recebem todo o dinheiro pra comandar a nossa vida, enfim, né? E aí, cara, eu agora que saí desse dia a dia, Marcos, eu não me interessa mais. Eu vou te dar uma simbologia disso, tá? Eu esqueci que ontem tinha jogo do ganho.

Eu abri internet antes de dormir, esse Grêmio faz um gol aos 87 e ganha uma partida.

Foi a primeira vitória do Grêmio em seis anos, acho que o Grêmio tá sem ganhar, né? Enfim, nem do Inter o Grêmio ganha mais. Então não interessa. A gente simplesmente sumiu da minha vida, assim. Tá sendo um puta desafio porque eu parei de ser CLT, parou de ter aquele dinheiro certo, parou de ter o plano de saúde, né? Então eu tô vivendo essa angústia que vocês, que são empreendedores, vivem há bastante tempo. Só que eu tô só sete meses, né? Então eu tô completamente cagado.

Mas é uma vida interessante, cara. É bem interessante. É uma vida que eu optei por ter. Eu não precisaria. E é muito legal, cara. Tu não precisaria porque tu teria um CLT. Eu venho de uma família com bastante condição. Até se eu quisesse não ser herdeiro. Acho que eu não estou... Estou muito longe disso.

Mas se eu quisesse ter uma vida relativamente tranquila e seguir um caminho sem necessariamente enfrentar... De qual área? De eventos também. De eventos também. De eventos. Ah, é verdade. Eu nunca achei que eu fosse fazer eventos, cara. Eu caí nos eventos depois de muito tempo. Mas eu acho muito legal, cara, quando tu consegue te desafiar, assim, entender que gerar receita é muito mais difícil do que fazer despesa. E quando tu começa a aprender como é difícil gerar receita, tu valoriza muito mais... Tu vai respeitar a despesa. E tu respeita a despesa.

E isso é uma coisa que, para mim, é fato hoje. Qualquer real que entra no caixa da empresa, eu acho que é uma vitória gigante. Posso te falar uma coisa que vai fazer tu levantar e sair daqui? Pode. Vou levantar aqui. Eu abri um Excel em janeiro. Tá. De 2026. Tá.

Mas e se IA resolve hoje? Eu fiquei com uma inteligência artificial criando uma planilha para eu diariamente colocar todos os cursos da nossa casa lá. Enfim, mas eu até hoje pergunto, tiro uma foto da tela, o que aconteceu aqui? Coisas básicas. Estava cinza, branco, cinza, branco. Por que eu duas vezes cinza?

Mas, cara, tu quer ver? Aí eu volto no início da minha conversa. Ficar com o papinho de que a gente vive numa grande bolha e que o que vai valer é o mitos da Anthropic e que é só isso que conta no mundo, é tu cortar uma parcela muito grande do mundo, né? Olha que coisa maravilhosa, cara. Tu não sabe mexer em Excel. E hoje tu consegue abrir uma planilha no Excel usando linhas muito simples, nem de código, de fala.

Tu consegue ter um cara que vai te ajudar a ter noção do Excel. Coisa que se a gente voltar cinco anos atrás, acho que tu não saberia nem como começar. Se a primeira vez tu abriu o Excel... Tem que fazer um cursinho no Senac. Exatamente. Então, cara, é uma coisa que... É muito legal o mundo que a gente está vivendo. Enfim, ontem... Tanto que hoje o Senac faz cursos de inteligência do Excel para te aprender a lidar assim desse jeito. E ontem, para mim, foi um desses dias.

Sabe, Marcos, eu tive que lidar muito... Eu sabia que a nossa conversa é para qualquer lato. É isso aí, vai. Eu tive que lidar muito com pessoas que eu era completamente apaixonado pelo que elas fazem. E geralmente... Geralmente é assim. Geralmente...

tu vai conhecer os efeitos das pessoas, né? O futebol, por exemplo, o futebol é uma paixão, a gente ama, tu começa a chegar perto, acabou. Mas ao mesmo tempo, tu também se apaixona por outras histórias ali dentro, né? Eu uma vez, eu estava num planeta Atlântico, já contei essa história outras vezes, indo do palco paralelo, antes era só um palco paralelo, que ficava no meio das árvores lá no planeta Atlântico,

com o Marcelo Camelo e o Rodrigo Amarante, dos meus irmãos. Era a banda da minha vida naquele momento. Sabia todas as sílabas. E eles são legais? Cantava. Cantava de olhos fechados. Não, não tem nenhuma reclamação com eles. Eles são bem difíceis em entrevistas. Tanto que uma vez eles falam assim...

cara, por que tu sempre tá com o microfone na nossa frente? Vamos conversar, sentar com o microfone, sabe? Enfim, eles não gostavam muito de entrevistas, eles agitavam nas entrevistas, davam respostas. Tem uma resposta do Amarante maravilhosa, né? Diana Júlia, que circula a cada... Vira trend a cada seis meses, né? Ali tem uma aula de muitas coisas, não só de jornalismo, né? E ele é educado com o cara até. Ele é educado com o cara. Bate no cara, mas ele é educado. Ali é o Amarante.

E aí o papo tá de música, porque eles queriam ir lá encontrar a apresentadora do Multishow, que não lembro quem era, que era muito amiga deles, amiga de Rio de Janeiro. Eu disse, mas eu levo vocês. Só que eu não tenho que comer pela galera. A gente vai ter que ir pro fora. Tinha um caminho meio que pra gente passar, chegar rápido nos dois palcos, pra entrar no ar, né? Tinha um caminho meio que paralelo, assim. Aí a gente foi conversando e eu perguntei, cara, é o Chico Buarque, cara.

porque eles estavam contando o Paulinho da Viola. Eles tinham gravado o hino do Vasco da Gama pra placar com o Paulinho da Viola. E aí eu lembro do Amarillo que falava assim, cara, é uma coisa meio estranha, porque eu falei uma hora, não sei se foi o Camelo ou ele que falou, eu falei uma hora pro Paulinho da Viola que ali era uma nota em sétima.

E não um maior. E ele me olhou e ele tocou em sétima. Eu naturalmente corrigi o polioviólogo. Foi uma fronteira perigosa de eu ultrapassar. Ele ficou no cuidado. E tá aí o Chico Buarque. E aí o Marcelo assim, cara, você sabe o que eu não quero conhecer? É o hígado musical da minha vida, mas eu não quero conhecer.

Eu não quero, porque eu tenho certeza que eu não vou ser tão legal assim e que ele vai ter que ser obrigado a ser legal comigo, porque ele tá conhecendo um cara, que ele vai ter que ser legal ou não. Eu nunca vou ter o Chico Buarque na essência na minha vida. Ele tem toda a razão, né? Total. Tu não vai ter. Quem é que tem o Chico Buarque na essência? Não tem. Tu vai ter que ultrapassar uns 6, 7 anos de amizade pra estar num vestiário lá do joguinho de futebol e ele ser o Chico, entendeu? Porque ele também não quer se incomodar, entendeu?

E tu conseguiu vencer esses sete anos, né? Porque pode ter tanta decepção, mas não é nem... Exato. Sei lá, cara, ontem pra mim... Eu vou voltar pra ontem porque eu era um grande ídolo, assim, dentro de uma área bem específica. Eu falei, nossa, que ser humano. Que eu não quero ser convidado pra comer um churras num domingo na casa dele. E é uma pena. Aliás, esse é um diferencial, né? Quem a gente convida pra churrasco. Exatamente. Mas sabe que, cara, hoje...

Eu devo... Por Gramado Summit eu conheço umas 600 pessoas, assim. Que são pessoas que têm... Independente do nicho, assim. Têm o seu destaque. O mais legal é conhecer no backstage. Tem uma figura, cara. Também não vou... Essa é bem conhecida aqui, tá? Bem conhecida de todos. É... Dá pra contar essas histórias aqui ou não? Eu não vou citar nome. Não, eu não vou citar nome. Não, não. Mas é que é engraçado, sim, cara. Bizarrices e mau comportamento geram cortes. Então, beleza. Foi Gramado Summit em 2023, cara.

A assessora dessa pessoa me ligou e disse porque, cara, queria muito estar na Gramado Summit.

Acho incrível. A única questão é que a gente tem mais gente do que slot. E é um problema que a gente tem todos os anos. Tem mais gente do que hora de palco para a pessoa se apresentar. Exato. E, cara, não é porque uma pessoa é melhor que a outra ou não. É uma lógica. Eu não posso repetir os mesmos palestrantes todos os anos porque eu tenho uma audiência recorrente. Tem algumas pessoas que são amigas que estão. Mas é, se constrói...

Mas aí tem que dar uma palestra diferente. É, e se constrói... Tipo eu. Não, e tu constrói até...

Bati um papo com o Douglas, cara. Se constrói um relacionamento pra isso. Não é... Cara, começou a me seguir no Instagram hoje, vou convidar pra estar no meu palco amanhã porque tem um número de seguidores expressivo e fez alguma coisa na vida, sabe? Não é por aí. E aí, essa pessoa disse que ok, tudo certo. A assessora disse que não tem problema nenhum, um palco menor e tal. Eu falei, é, tem umas, sei lá, 500 cadeiras. E é gente, cara. 500 pessoas hoje te ouvindo é gente.

É muito real pra um palestrante ter isso a cada quarta-feira. E no mundo real é gente.

E aí essa pessoa chegou e foi divertidíssima, assim, porque ele... Essa pessoa tem um estilo específico e aí quando ele sai da área de backstage, ele vê o palco. Mas isso não é o palco principal! E começou a gritar no meio de todo mundo, assim, cara. Cara, dá um jeito de conter a pessoa, coloca a pessoa em outra área. E aí foi muito engraçado, cara, porque essa pessoa tava fumando, assim, e gritava, porque não era não sei o quê, que não era não sei o quê, que barará barará barará.

Mas não tinha o que fazer, cara. Era exatamente aquilo que era e o que tinha sido acordado. Quando a pessoa sobe no palco, ela se transforma. E ela faz uma palestra excelente, de ponta a ponta. Tanto que a imagem que eu tenho, a foto que eu tenho é... Todas as cadeiras estão ocupadas e eu devo ter o dobro de pessoas em volta assistindo e batendo palma. E foi do caramba, assim, cara. O NPS da palestra da pessoa foi incrível. NPS? Net Promoting Score, que é basicamente o que a gente...

As pessoas que respondem ao questionário. É, elas vão votar um questionário e vão dizer, dá uma nota pra palestra, resumidamente. Então, ah, eu tô assistindo a palestra do Potter, eu faço algumas perguntas e tento entender qual é a avaliação da palestra do Potter. E aí tu tem um numerozinho que é o NPS. Então, quando, cara, finalizou, eu pensei, meu, que loucura, cara, como é legal sentar na minha cadeira.

Porque eu vejo os dois mundos, assim, eu vejo o artista, que é o palco, e aquilo que o público precisa consumir, e muitas vezes eu acho que um artista, ele cria uma persona, na hora que tu sobe no palco, não necessariamente é o que tu é na sua totalidade, e aí tu tá no backstage e tu é o mais humano possível, assim. Então, acho que às vezes sentar na cadeira que eu sento, tu tem esse privilégio de ver essas nuances, cara, e é muito interessante como muitas vezes essas duas figuras, elas se contrastam absurdamente.

Marcos, olha só, vamos pegar. Gramado Summit nasce numa ideia muito simples. Eu vou pegar e vou falar de um assunto, vou trazer pessoas diferentes e vou dar palco para essas pessoas. Tem gente que vai pagar ingresso porque quer aprender, quer ter insights, quer ver essa pessoa falando. Então, aparentemente, não temos nenhuma bronca aí. As broncas são todas logísticas.

Datas, agendas, avião, ônibus, o dia, o lugar, o som. Tu vai vivendo. Tanto que é que a Gramada do Summit começa num lugarzinho pequenininho, né? Tem a história com o Piangelo, muito bonita, né? Enfim. E esse Meret, cara, é um cara que eu vou falar sempre, tá? Esse ser humano... O Piangelo que me colocou no mundo da palestra. Esse ser humano... E foi a pessoa mais difícil pra eu conhecer. E eu não sei se eu falei isso pra ele algum dia.

Mas na primeira Gramada do Summit, quando ele veio, eu tenho uma cena que ele tá... Tu entrava...

pelo primeiro piso e no subsolo eram os palcos. Era uma casa centenária no meio da da linha Tapera Italiana-Gramadense. É uma coisa muito legal. E eu vejo o Pianger descendo e falei, cara, eu não sei o que falar. Eu não sei o que falar, porque se eu sou um pai bom é porque eu consumi esse cara.

Eu acompanhava Pretinho, como muitas pessoas no Rio Grande do Sul. Tipo, era a minha companhia ali no meio-dia. Como é que eu falo com esse cara? E se esse cara não for legal? Eu sei que até hoje eu acho que eu não consigo falar com ele com a mesma liberdade que eu consigo falar contigo. É que eu sou mais legal que ele.

É que, cara, tem esse negócio do herói ali. E quando ele foi exatamente a mesma pessoa no palco, no backstage, eu fiquei, meu, que massa. De vez em quando dá pra gente conhecer os nossos heróis que eles não vão nos decepcionar. Mas, enfim, te cortei, desculpa. Não, não cortou. Porque, assim, é quase que inimaginável... Não, vou retirar. Não, é o que eu queria falar de outra coisa. É quase que inimaginável, não o tamanho que a Gramado Summit se transformou de ser um dos maiores... Do Rio Grande do Sul é o maior evento de... De inovação.

Eu mudei muito, cara. Até é legal saber... O que é Gramado Summit hoje? Dá três palavrinhas, ela é um evento de... Inovação. Mas o que eu mais gosto de colocar Gramado Summit é numa categoria que praticamente não existe. É o brainstorming da América Latina. É uma boa frase. Toda e qualquer ideia, independente do seu tamanho, ela vai encontrar oportunidade. Vai aparecer e vai ser contada ali. Isso, pode pegar um case, cara. E até é curioso, tá? A feira de negócios da Gramado Summit, ela sustenta todo o evento.

E a gente é muito conhecido pelo conteúdo, né? Por inspiração, por palestras incríveis, mas o que movimenta a GramaSante... Os milhões de reais que ali são sacudidos... E não só isso, cara. O que dá corpo pra feira é... Imagina a jornada completa de alguém. Pô, isso é uma história real, cara. Teve uma menina em 2019 que ela tinha uma loja de azeites de oliva em Curitiba.

E ela veio para uma Gramado Summit para buscar inspiração, entender como podia estruturar um e-commerce. Cara, ela assiste uma palestra do Alfredo Soares. Ok. Logo na sequência, ela encontra uma empresa que estrutura e-commerce para micro e pequenos empreendedores e sai de lá com um contrato assinado com o seu e-commerce pronto. E ela me encontra na feira e diz, cara, eu só queria te agradecer. E nesse momento de agradecer é muito engraçado, né?

Porque você diz, pô, mas você está pagando meu ingresso, que massa, né? Eu que tenho que te agradecer.

E ela diz, olha, eu não fazia ideia como estruturar e-commerce, não fazia ideia por onde começar, e basicamente hoje eu assisto uma palestra, me inspiro e encontro na feira uma oportunidade. Então, essa para mim é a jornada perfeita de Gramado Summit, que é tu busca inspiração, mas tu tem que colocar alguma coisa na prática. E ao mesmo tempo, tu tem empresas gigantescas, como, eu posso falar o nome de empresa aqui? Todas, total. Cara, a Magalu hoje, a Magalu é a nossa maior parceira.

A gente tem ainda a ideia de Magalu varejo, né, cara? A Magalu é... Não é que é tudo menos varejo, mas a Magalu vai para um lugar muito mais de tecnologia, de serviços digitais do que propriamente qualquer outra coisa. Então, tu tem numa... Durante três dias ali, cara, tu tem 24 mil metros quadrados de área, a oportunidade de entender quem é a Magalu e fazer negócio com a Magalu. E esses negócios acontecem. Então, é curioso porque a feira é muito importante e ela está muito no nosso nascimento, cara.

Quando a gente nasceu em 2017, não foi para colocar um monte de gente falando palavras legais em palcos. Isso foi o lugar que a gente foi caminhando. Mas cara, tinha um monte de gente. Eu sou startupeiro, tá? Startupeiro, enfim, cara, startup. Modelo de negócio escaláveis, disruptivos e que trabalham em condições de extrema incerteza. Como criar... Empresas que, cara, são digitais, apesar de não ser uma regra, e que conseguem crescer muito rápido, esse é o conceito de startup.

E eu tinha uma startup, cara, eu queria buscar investimento, e eu queria buscar meus primeiros clientes, eu queria aprender a escalar. Só que, velho, 2016, 2017, eu sempre fiz um comparativo com música. Antes da digitalização da música, se tu quisesse crescer na vida, ganhar grana com música, tu precisava de um grande selo. Aqui no Rio Grande do Sul, tu precisava da Antídoto, tu precisava da Orbit Music. Então, era difícil, assim, o poder de distribuição estava na mão de poucos. E tinha muito artista.

2016, 2017, pra mim existia essa mesma verdade, tinha muita gente com vontade de fazer negócios legais, só que não tinha acesso a investidor, não tinha acesso a entendimento de smart money pra fazer coisas de larga escala. E, velho, eu pensei assim, pô, tem muita gente legal, cara. Eu vi aqui em Porto Alegre um cara chamado Tito Gusmão sair da XP e tentar criar um aplicativo que iria quebrar a XP.

Será que a gente não consegue botar toda essa galera num ambiente onde a gente faça pitch todo dia? Pitch é a apresentação do seu negócio. Onde eu consiga pegar ideias de qualquer maluco e maluca deste Rio Grande do Sul e quiçá do Brasil pra apresentar projetos que talvez não sejam interpretados como maluquice total. E aí a gente fez. A primeira gramada do Summit foi, cara, 72... Não, 72 eram cadeiras. 48 startups que tinham lá o seu balcãozinho pra apresentar a ideia.

E o Potter ia dizer, pô, vou lá. E aí tu ia pra um ambiente onde tu avia uma ideia que tu não ia dizer, cara.

É maluco. Pô, pode dar certo. E conversando com o Tito, anos depois, o Tito foi me trazer uma informação que eu adorei, cara. O primeiro pitch que ele testou nacionalmente foi numa Gramado Summit. Falei, exatamente por isso que a gente nasceu. Com a Warren. Com a Warren. Com o nascimento da Warren. Isso, cara. Tem uma foda a Warren que ela tá numa mesinha desse tamanho aqui fazendo apresentação pra gente que tinha curiosidade.

Então, pra mim, a gente nasceu desse lugar. O que mudou? Os palcos ganharam força, a indústria do conhecimento, ela cresceu, então é legal tu comprar um ingresso pra buscar quase que uma formação, não uma formação, mas assim... Sim, três dias de mergulho. De mergulho. No mínimo, tu quebra a tua rotina, que vem te, às vezes, maltratando, pra estar ali aprendendo, lidando com pessoas, enfim, ouvindo histórias.

conectando com outros mundos, descobrindo coisas que não sabiam que gostavam. O mais legal é a feira, cara, de tu encontrar oportunidade mesmo, assim, que, pô, tu pode mudar completamente de área, tu descobre que muitas tecnologias que estavam longe de ti, elas se tornam acessíveis e o case Magalu, pra mim, é, cara, é bizarro, tipo, meu, tu quer pegar todo o teu negócio e estruturar numa num servidor legal que cobra em real e que funciona tão bem quanto uma AWS da Amazon? A Magalu tá aí!

Então, isso é legal, cara. E é legal falar sobre essa transformação e mostrar ao Brasil que dá certo. Tudo isso foi um parêntese aberto para eu tentar definir o que estava gramado o Summit hoje e foi muito bem definida. Mas o que eu te ia falar é o seguinte, tu vai lá, tem essa ideia, que começa pequenininho em 2017, e aí hoje tu tem que lidar com uma das coisas mais importantes que qualquer ser humano precisa lidar internamente e externamente para dar certo em qualquer tipo de negócio. Ego. Muito. Ego.

Tu segurar o teu ego, tu segurar o ego dos teus funcionários, tu segurar o ego dos caras que vão palestrar. Enfim, como é que é lidar com os seres humanos e seus egos? Porque zero ego é um problema, tu não contata ninguém com zero ego. Todo mundo tem ego. Mas como é que tu lida com isso?

Porque eu acho que tu, na montagem de palcos, por exemplo, que tem um cara que gosta muito de montar palco lá. Tanto que um dia eu te perguntei, não, tu tá terça-feira, quinta-feira, tá horário. Tu sabia de cor isso. Dia 20, sim. E dia 22 eu entro lá embaixo e começo a fazer montagem. Agora, 22 de abril eu tô nos pavilhões do Serra Parque fazendo montagem e o palco é uma das áreas que eu mais me dedico. Ou seja, é literal a coisa.

Não só a montagem de estrutura, de conteúdo, mas também a montagem daquilo que as pessoas veem.

Tu já contou algumas histórias aqui, eu acabo de contar uma história boa, né? De um cara que fora do palco, de uma pessoa que fora do palco era uma, e em cima do palco dava show, enfim. O que que tu aprendeu em lidar com essas pessoas? Porque tu não imaginava isso em 2017. Não. Era só a parte boa, meu sonho é trazer esse cara, essa mulher. 2017 era basicamente o Piângeles, assim, nossa grande celebridade. O que eu aprendi é que...

Talvez, eu acho que tem um aprendizado que está um pouquinho, ele vem um pouquinho antes disso. Que é, a gente não valoriza serviço da maneira como deveria. A gente tem uma noção muito real sobre produto, qual o valor de um produto, muito pouco sobre serviço. E isso, conforme o evento foi crescendo, foi aprendendo.

que é, chega perto de Gramado Summit 20 dias, se eu mostrar o meu celular quantos pedidos de ingresso eu tenho, é uma coisa assustadora. Assustadora. Eu tenho dois para te pedir hoje. Tudo bem. É a nossa equipe aqui. Mas é uma coisa que, assim, pessoas que eu nunca mais vi na vida, pessoas que nunca interagiram comigo. E aí eu tenho que dizer, cara, não é que eu não quero dar, mas é que... E aí tem essa resposta meu padrão, que é por isso que eu quis trazer esse outro parênteses, que é, mas não tem custo para ti.

É que meio que eu vivo disso, assim, também vivo disso. Talvez eu entenda que se eu vender um patrocínio, se eu vender um stand, eu vou ter uma margem muito maior. Mas tem custo. O custo talvez não seja em eu produzir, eu imprimir alguma coisa.

Mas eu tenho uma equipe que trabalha o ano inteiro, eu tenho um custo de impulsionamento em redes sociais. Então, a primeira lição que a Gramado Summit me trouxe foi serviço precisa ser melhor entendido e valorizado no Brasil. Ponto.

Segunda questão, que é sobre ego, cara, é... Sabe aquela máxima? O cliente sempre tem razão. Eu adoto isso pra lidar com 600 palestrantes. Eles estão sempre certos. Estão sempre certos. Não, mas eles não estão, mano. Mas eu sei, mas é que não adianta ficar batendo boca. Na hora que... Tá, o cara pediu pro palco central, pro maior palco. Que tem mais cadeiras na frente, tá? Vamos falar assim. Ele não vai.

Ele não vai. Ele não vai. Mas eu tenho... Eu sei como explicar... Ele não tem razão. Ele não tem razão. Mas eu posso dizer que ele não tem razão e que ele... Vamos pegar aí. Ele é uma pessoa que... Tá, como é que tu resolveu esse problema? Temos um case de vida real aí. Como é que foi resolvido aí? O surto? Esse pit aí, é. Cara, tu pode não participar. Não fui eu que mandei essa mensagem, tá? Claro. Mas a mensagem que foi é... Tu te comprometeu. Tu pode... Ah, eu tenho um case muito melhor.

Mas muito melhor. Esse eu posso falar. Eu só não vou dar nome, mas assim, esse é um case real, tá? Mas só pra finalizar sobre esse cara. Cara, tu pode não ir, mas existem ali 500, 600 pessoas que estão te esperando. É a tua responsabilidade com aquele público. Porque do lado do evento a gente fez o que foi solicitado. Agora, se tu não quiser, a gente te entende. Eu não vou ficar contra ele.

Ele tem razão. Eu entendo. Mas ali, tem 600 pessoas. A opção é tua. Ele foi lá para a leitura e deu certo. E ficou feliz. E no outro ano ele voltou. Então... Não. Não. Obrigado. Você mostra que tem um pão no cu também. De vez em quando é bom ser. Não, não foi pro maior. Cara, e o do maior... Assim, eu tenho uma...

A gente coleciona histórias, cara. É muito legal fazer evento. Nas uma delas... Qualquer coisa, me desculpa, porque eu tenho rinite, tá? Então... Eu tô vendo teu cabelo balançar, acho que o arco... Não, mas tá tranquilo. Só porque se eu ficar meio que fungando aqui, é rinite. Vê se saiba de ti. Melhorou, melhorou. É... Mas, cara, o...

Vamos lá, dois exemplos do porquê as pessoas nunca têm razão, mas a gente finge que as pessoas têm razão para não criar nenhum tipo de situação ruim. Eu acho que a primeira delas, além do exemplo que eu dei, então vou pegar mais dois, teve uma pessoa que queria ir para o palco principal, porque todo mundo acha que merece o palco principal. E não é que não merece, mas é... Tem muita gente, muito conteúdo e a minha...

A minha forma de calcular se tu tem que estar no palco principal é sobre a tua capacidade de atrair a atenção das pessoas, reter essas pessoas para que elas virem pessoas sentadas em cadeiras e tu tenha pelo menos 50% a 60% da plenária lotada. Porque caso contrário, é fracasso. Então eu tenho que tentar convencer a pessoa, cara, tu vai subir no palco, tu garante 2 mil pessoas sentadas? São 2 mil ali? 2 mil cadeiras. Não, não garanto.

Aí nós vamos tendo um problema, porque vai ficar ruim pra ti. Então, isso foi um jogo que eu aprendi que é muito legal, assim, quando a pessoa acha que merece. Eu concordo, acho que tu merece. Tu consegue? Se a pessoa não tem essa força toda, eu entro muito numa linha de, tá, imagina o seguinte, eu tenho lá duas mil cadeiras, aí tu vai pro palco, vou te botar num horário super bom ali, vamos pegar o horário das 14h30, que é horário bom, entre dois grandes nomes.

É... Se as pessoas levantarem e tu, sei lá, tiver 800 pessoas sentadas, é um número expressivo, né? Só que tu vai ter 1.200 cadeiras vazias. E a culpa vai ser de quem? Do evento. E eu não quero que tu fique brabo com o evento.

Então, eu vou te dar uma sugestão. Oitocentos pessoas são muita gente. São muitas pessoas. Vamos te colocar num palco onde oitocentos pessoas representam uma plenária lotada. Mas, cara, se tu quiser correr o risco, eu concordo contigo. A gente tenta. E, normalmente, as pessoas não tentam. Porque, cara, o ego é muito legal na cabeça das pessoas. Na hora que tu vai para o mundo real, que é o meu, que tu tem que subir num palco, que tem que ter gente, é mundo físico, aí o ego vai, aos poucos, se colocando no seu devido lugar. É, cara...

Eu vivi uma situação na Gramado Summit, pertinho de ti.

Que foi o seguinte, eu ia palestrar nesse palco maior, que aliás eu não sei como eu fui parar lá, porque tu nunca fez essa pergunta pra mim, graças a Deus. E o Gilberto Silva, campeão do mundo, estava palestrando. Esse foi um momento muito perigoso que se transformou em um momento muito bonito e eu tenho uma intimidade disso pra contar. O que é legal para um evento, pra quem vai palestrar, pra duas mil pessoas, no mínimo, porque as pessoas ficam em pé, ainda bem naquela plenarga, é que tudo esteja correndo bem.

porque se algo corre mal, tu fica nervoso tu fica assim, meu Deus, né e o Gilberto Silva estava ali, ele estava começando a carreira dele como palestrante, imagina, o cara enfrentou no Arsenal, a Premier League viveu o final de Copa do Mundo, esse cara viveu situações que muita gente aqui fracassaria, e ele não fracassou

A carreira dele toda é incrível. Atlético Mineiro, Seleção Brasileira e Arsenal. Lindo. Aí ele trava. Eu nunca tinha visto isso acontecer. Ele não consegue mais falar. E na frente dele está a família dele. Crianças, a esposa. 2.500 pessoas, que tinha gente em pé.

E aí começa um clima, um silêncio, uma coisa horrorosa. Ele não consegue e as pessoas começam a aplaudir ele. Começa a aplaudir ele, ele para, respira, entra o Rafael. A calma é ele, né? Lida com ele bem, assim, enfim. E ele acaba a palhaça dele.

Pra troca de palco, como tem que ser muito rápido, eu já estava lá no bastidores depois que a palestra dele andou. Ele conseguiu dar a palestra. Ele foi, ele entregou. E ele sai do palco, lá atrás, onde só tem a menina que segura o microfone, ou o cara que segura o microfone, com câmera, que vai pegar a entrada, e o palestrante saindo. E o que vai entrar. E aí eu pego e abraço ele. E ele me abraça, forte, como se estivesse comemorando um gol, assim, de final de Copa do Código. Como ele deve ter abraçado o Ronaldo em 2002.

E aí eu tento sair do abraço e ele não sai. Ele não deixa sair. Porque eu falei pra ele, cara, rolou. Trancou e rolou. Parabéns. Tu conseguiu. Eu tô tentando passar o tamanho que é esse palco, um cara como esse. Óbvio que ele tava começando, você bota ele agora aqui, esse ano vai rolar. Tranquilo com ele, né? Mas pra dizer que umas coisas vão... Tem um começo, assim, sabe? Tem uma... E era interessante o material dele. É legal o que ele passa. É história, né?

Só tu citar o abraço do Ronaldo em 2002, já coloca ele num grupo muito seleto de pessoas no mundo. E eu acho que aí é onde tu tem o... Tu entende o cuidado que nós precisamos ter. Claro que o Gilberto tem uma grande vantagem, cara. Aquela plenária era pra ele. Então, independente de qualquer coisa, era um cara que... Ele teve um problema técnico ali, foi um problema dele, foi uma coisa que ele enfrentou. Mas tu viu que o público que tava lá foi pra ver ele.

Então, beleza. Ele merece aplaudir. E ficou com ele. Lindo, cara. Todo mundo sai satisfeito. Claro, tem a frustração dele, enfim, com o momento específico. Mas não tem nada ruim pro evento. A gente nem tem isso como uma coisa trágica. Não foi legal. Foi muito bonito. Talvez ele me xinga um dia, porque eu quero que ele sente aqui nessa cadeira. Eu quero falar sobre isso com ele. Eu fui o cara que te abraçou.

Ele não lembra de mim Imagina, ele encontra a mulher dele Meu Deus, que horror, não sei o que Não foi horror, foi uma virada de jogo Digamos assim, uma remontada Espetacular, porque ele podia descer E não ter mais, e a minha palestra ia começar Imediatamente aquilo Ele é um baita, cara Marcos, agora deixa eu te falar um segredo

Eu vivi do humor muito tempo e a minha palestra tem ainda coisinhas de humor, né? Eu pensei em 69... Que sacanagem. Eu pensei em 77 coisas, tá? Pra falar, né?

Porque aquela quebra de gelo, sobre o Gilberto Silva, né? Eu subi para o palco ali para chegar naquele momento, já decidido eu não falar. Mas eu pensei, cabeça de quem trabalhou em programa de humor, está sempre procurando sacanagem, sacanagem, sacanagem. E na hora que ele me deu um abraço, acabou. E aí a chance que era de 0.1 foi eliminada para 0.0. Sabe? Porque enfim, só um segredinho que não interessa aqui, sabe? Enfim, isso.

A gente falou de ego, acho que isso ficou bem colocado. Deixa eu falar um pouquinho de... E curioso do Gilberto Silva, tá? Só pra fechar. É um dos melhores seres humanos que eu já conheci.

É o cara que, do backstage e do palco... Bom, tu conheceu ele no backstage. Do backstage e do palco é a mesma pessoa. Aí é onde eu tenho esperança no mundo de novo. Esse cara é legal. Deixa eu falar um pouquinho da edição que está chegando. Claro. Certo? Nós estamos no ano de 2026. Quem está ouvindo isso aqui em 2027 ou depois da Gramado Summit, que acontece nos dias 6, 7 e 8 de maio. É em Gramado. O que tem de especial?

Eu sei que pra ti é tudo especial, porque tu tem uma razão de ser pra estar lá, né? Mas, enfim, eu não quero só... Tu pode citar nomes, enfim. O que tem uma expectativa? O que tu tá ouvindo das pessoas que estão comprando os ingressos que elas querem assistir, o que elas estão te comentando? Eu não sei como é que tu mede isso, porque deve ser uma coisa completamente empírica, né? Zero...

Não, cara, eu me comunico muito com a nossa base. Muito, não no sentido de marcos, pessoa física, mas de Gramado Summit, de entender algumas coisas muito interessantes sobre o que a gente está criando. E eu acho que hoje a gente transcendeu um pouco aquilo que é esperado de um evento. Para mim, a gente é muito mais um movimento do que qualquer outra coisa. As pessoas gostam da marca. Quando alguém...

paga para estar contigo e fala bem de ti genuinamente, no sentido de, cara, é um grande momento, que eu acho que é aquilo que é reservado para pouquíssimos eventos no Brasil, assim, Rock in Rio, Rock in Rio, pra mim, tá muito nesse lugar de não é só o evento, é o que ele representa. E a Gramado Summit tem conseguido isso e eu não me prendo tanto em edição, apesar de, claro, a gente tá pra ter uma edição muito grande, eu nem falo mais em números, Potter, tipo, pra mim, assim, cara...

Queria tanto que os eventos que eu conheço parassem de falar em números. Não só porque os números normalmente se aumentam um pouco os números para chamar a atenção da imprensa, mas porque... Não é sobre isso, cara. É sobre impacto. Gramado Summit, para mim, tudo é impacto.

E uma das coisas que eu acho que agora é muito importante é a discussão que a gente está tendo pela primeira vez em muitos anos sobre o papel do ser humano. Eu acho que eu só vi alguma coisa parecida, nem vi, né? A gente estudou sobre, que é quando tem a Revolução Industrial, cara, em 1760, que as máquinas começam a chegar nas fábricas, há um questionamento muito grande do papel do ser humano frente a uma nova tecnologia da época que está chegando.

E, cara, o que a gente vai fazer? E é caos, é desespero, e o ser humano precisando se reinventar. Claro que na época... Um século e meio atrás.

E na época, tu tá falando basicamente de galera de chão de fábrica. Chegamos em 2026. O avanço da IA fazendo com que ninguém mais tenha tempo pra aprender a utilizar, ou tu utiliza, ou tu tá fadado a algum tipo de fracasso, e tu tem uma realidade onde não é mais o cara que trabalha numa fábrica que tá ameaçado de extinção. É a galera de exatas, é a galera mais de gestão. Então, beleza, estamos entendendo que... São designers.

diversas áreas correndo perigo. Lembra da pandemia que a gente tinha uma máxima que é, pô, durante a pandemia cresceu muito a busca de desenvolvedores, de pessoas na área de TI e que ali era o grande... Cara, hoje assim, depende. Hoje depende. Ah, sou um desenvolvedor front-end sinto te dizer, existe uma possibilidade muito grande da tua profissão não ser mais necessária pelo avanço que houve desde 2020 a 2026. Mas independente de tudo isso, cara, qual que é o nosso papel nesse jogo? Qual que é a grande...

a grande revolução pro trabalho humano como um todo. Até porque eu acho que, cara, não existe futuro sem gente. Não existe. E é uma besteira muito grande. Pô, vai todo mundo viver num filme meio que o WALL-E, onde tá todo mundo sentadinho. Não, cara, a gente precisa continuar existindo. Afinal de contas, foi feita por nós e pra nós. Então, o que eu tentei fazer com que a Gramado Summit 2026 representasse...

É o movimento genuíno da conversa, do debate, de coisas que são tão importantes quanto beats e bytes. A primeira delas, cara, a gente está fazendo Maria Homem, uma psicanalista, para falar sobre o eu, sabe? Sobre eu ser importante. A gente vai para um tema que, para mim, é muito legal, que é a adaptabilidade, porque a gente está vivendo a adaptabilidade e resiliência.

Cara, a gente tá trazendo sobreviventes dos Andes, do acidente aéreo dos Andes, pra falar sobre adaptabilidade e resiliência. Porque, assim, boa, a gente acha que todo grande negócio surge da dor. Meu, os caras... De verdade, cara. Caiu um avião no meio do nada, foram dados... Comeram carne humana pra continuar a viver. Foram dados como mortos... De amigos. E tiveram que se adaptar. E tiveram que se adaptar, cara. E é muito legal, assim.

Eu conversei com o Zerbino duas vezes, se eu não me engano. E é incrível, assim, cara, tu entender que adaptabilidade...

ela tem um peso diferente dependendo de onde tu tá, assim. Pra eles o peso foi... Então, assim, cara, vamos trazer isso como exemplo? Porque independente da situação, cara, independente da tecnologia, independente do meio, a gente faz coisas incríveis, cara. E o ser humano tem que ser valorizado o tempo inteiro.

Então, 2026 é o espaço para essa discussão. Eu não sei como é que vai estar 2027, cara. Talvez 2027 eu tenha que mudar toda a lógica de construção do evento e fazer um evento extremamente técnico. Eu não sei, mas 2026, para mim, é essa oportunidade. Lá atrás, quando houveram as discussões de revolução industrial, eu não sei quais foram as conversas e onde elas aconteceram, mas agora que a gente está vivendo a revolução da IA, a revolução digital...

Eu quero que essa conversa mais profunda sobre o nosso papel, ela inicie na Gramado Summit. Quem sabe, dessa forma, posicionar a Gramado Summit aonde tu coloca eventos como Davos na Suíça, cara, que tu tem discussões extremamente interessantes sobre o futuro da humanidade, que a gente nem sabe o que acontece por lá. E é isso que eu quero que a Gramado Summit seja. Qualquer outra coisa diferente disso, eu acho que passa e não deixa história, cara. Porque a gente construa uma história em cima disso.

Mas fala um pouquinho mais disso, porque é uma coisa que tu observou, enfim, comanda a ação, né? Esquece um pouquinho o evento, né? Há Gramado Summit, mas o que tu pensa sobre o ser humano comandar? Ele realmente tem poder de comandar? Não vai ter poder de comandar? O que tu pega nisso? Cara, eu, assim, todo mundo, independente do especialista, é achismo, tá? Tem poucas pessoas que vão falar com um pouco mais de propriedade no mundo inteiro. E pra mim, é...

regulamentação de A é uma coisa que eu acho extremamente válida, cara. De verdade. Porque a partir do momento que a gente quebrar a barreira de autonomia daquilo que ela pode fazer e controle, a gente pode se colocar numa posição muito ruim, cara. Assim, três meses atrás, a Antropic negou um contrato com o Pentágono e a OpenAI aceitou.

Porque existiam dois termos ali que falavam sobre ficar vigiando o cidadão americano, enfim. Mas eu acho que, cara, a gente precisa... Na verdade, eu vi uma frase do Obama uma vez que eu gostei muito. Quando a Revolução Social chegou, ela foi interpretada como uma coisa dos jovens. Tipo, pra que a gente vai se preocupar com o Instagram, essa parada aí que o mundo tá todo conectado? Porque, meu, é besteira, é coisa de jovem. O mundo mudou por causa disso.

E se a gente não tiver um cuidado diferente do que a gente teve com a revolução social, para a revolução do que está acontecendo de E.A., a gente pode se colocar em uma situação muito ruim, cara. E eu sempre penso que o meu papel, enquanto o cara que está à frente de um evento de inovação tão grande, é tentar simplificar a linguagem. Porque enquanto a linguagem é...

técnica, ela está em grupos muito pequenos. A gente vai pegar essa sala aqui. Todo mundo vai fazer parte do mesmo mundo. Todo mundo precisa entender o que está acontecendo no mundo. Então, como que a gente simplifica isso, cara? E eu adoro exemplo prático, tá? Vou pegar minha sogra. Minha sogra, cara... Eu tenho certeza. Não, mas é tranquilo. É bom. Não, não, é bom. Mas ela é campeã de mandar fake news, tá? Mas, cara, campeã, assim... E aí

dia sim, dia não, WhatsApp e Fique Nisso. É um cara muito corajoso. Mas eu já falei isso. De novo, tentando salvar. Eu falei isso pra ela já. Ela aceitou bem. Eu vou pegar um exemplo bobo, assim, cara. Mas por que Coca-Cola Zero vai me matar? Sei lá. E aí eu tomo Coca-Cola Zero uma vez por semana e ela me manda o tempo inteiro que é Coca-Cola Zero vai me matar porque ela viu alguma coisa no Instagram. E vai normalmente pro WhatsApp.

E eu fui tentar entender como, cara, que ela toma aquilo como verdade. E basicamente é porque o remetente é alguém que ela conhece. Então assim, eu recebi de alguém que eu conheço. Logo, é verdade.

Não é sobre o conteúdo que ela está me encaminhando. É sobre quem encaminhou para ela. E quem encaminhou é um ser humano. É um ser humano, que ela confia. Como que eu vou explicar para ela que talvez ela vá ver um vídeo de alguém... É um vídeo. Com a voz da pessoa dando alguma opinião. Como que eu vou explicar para ela que aquilo ali não é verdade? É muito difícil, cara.

E isso é um exemplo prático de coisas que a gente pode ver no mundo. Já está acontecendo. E se tu pegar... Vamos pegar quando o vídeo criado por IA surgiu com um pouco mais de força em 2022. O quanto mudou de 2022 para 26, a gente chegou no realismo.

Cara, o mundo precisa ter alguma conversa sobre isso. A gente tem que ter uma adaptação sobre isso. A gente tem que ter pessoas de muita relevância conversando e entendendo o que essas plataformas podem fazer para que a gente não...

Não crie o caos no mundo. Ou coloque um mundo num lugar muito mais caótico do que ele já está. Então, por exemplo, você me perguntou o que significa. Cara, sim, a gente tem que regulamentar. Tem que regulamentar. Porque se essa parada criar autonomia, eu não quero prever o fim dos tempos, tá, cara? Mas é uma coisa impressionante. Já tem vários livros e filmes e séries de ficção científica, né? Porque é assim que a gente classificava algo inóspito.

ou mágico. Tu leu a história da Antropic lançando... Explica melhor Antropic. Tá, Antropic é dona da Cloud. A Cloud é a concorrente do chat de EPT. O chat de EPT, durante muito tempo, reinou no mercado. É a plataforma que mais tem usuários dentro do universo de A. No mesmo dia, né? E aí, esporadicamente, cara, esporadicamente, vem algum outro que tem uma feature melhor. Mas a Cloud chegou e começou a roubar mesmo, assim, porque é uma...

ela é mais inteligente. E ela caiu no gosto de uma parcela específica da população que logo a massa começou a aderir. E eles vão atualizando as suas linguagens de programação. E uma delas, cara, foi a Mythos. Ela optou por não... Eu vou tentar explicar isso de uma forma... Para que toda pessoa possa entender. Uma atualizaçãozinha, assim. É um belo exercício. E aí ela criou o seguinte. Ela criou lá a nova linguagem, botou ela tipo numa caixinha, numa sandbox, assim. Tipo assim, disse para ela.

Tenta sair daí. E foi embora. Se tu sair daí, tá aqui a tua... Criei um quadradinho digital e botei ela dentro. Um quadradinho bem protegido, tipo uma prisãozinha. E se tu conseguir sair daí, me avisa. E os desenvolvedores foram pra casa.

Ela, sei lá, em questão de duas horas. Ela saiu, mandou um e-mail para todos os desenvolvedores dizendo assim, saí, tá aqui como eu saí, e foi e publicou na internet, aberta, como que ela tinha saído. Ninguém deu um comando para ela, para ela ir lá na internet e publicar como ela saiu.

Aí, a Antropic vai lá e eu estou explicando da maneira mais básica possível, tá? Ela seria um assunto muito mais complexo. Se algum especialista me viu e diz, ah, então não falou. Tá tudo certo. É para tentar explicar para a maior parte das pessoas. E aí, cara, o que eu achei mais interessante é que, pô, o pessoal da Antropic disse, a gente não vai liberar isso aqui.

Porque isso aqui pode craquear qualquer sistema de qualquer empresa em questão de horas. Apple, JP Morgan, Microsoft, todos se juntaram, receberam lá o programa, o mitos, e agora eles estão usando isso para conseguir proteger melhor os seus sistemas. Porque eu tenho um sistema inquebrável que ninguém consegue penetrar. Vai conseguir penetrar, cara.

Tu entende onde a gente está chegando e tu começa a colocar em nível de escala, cara. É assustador o quanto uma tecnologia, ela evolui diariamente, assim. Então, a gente precisa começar a tratar isso como uma coisa séria e não com atraso, né? Porque o Brasil, a gente é curioso nisso, cara. O Brasil sempre recebe tudo com um pouco de atraso. Eu acho que para esse tipo de assunto a gente deveria ter como prioritário, assim como hoje os Estados Unidos têm.

Marcos, eu acho que eventos que te tiram da normalidade da rotina e os eventos de inovação são assim, né? Porque inovação não é só tecnologia, é tecnológica, inovação é pensar de uma maneira diferente, pensar de diferente, enfim.

Ele é... Todo evento, que é um CNPJ, que tem milhares de pessoas, a Gramado Summit é um puto exemplo disso, ele é absolutamente um evento de CPF. Certo? Eu gosto muito de um evento que rola em Austin, no Texas, que está muito famoso no Brasil, chamado SXSW, tem 40 anos, começou como festival de música.

eles estão sem o centro de convenção deles, esse ano eu estava lá, então eles se espalharam ainda mais pela cidade, vão ficar cinco anos sem o centro de convenção, eu acho que vão construir mais rápido, enfim. E eles trouxeram a música, então, de tarde, de manhã eu assisti para essas, sobre temas como esse, enfim, outros temas nada a ver com isso, e de noite eu vi um show da Alanis Morissette.

O que é incrível, né, cara? Se botar pra pensar que tá tudo mesmo... E analisar dois metros e meio. Bizarro. Cantando a Iônica na minha frente, de olho fechado, entregando a alma dela no palco, né? E aí o Jack Johnson... Eu vivi uma situação muito legal da minha vida que eu tive sorte e capacidade. Não teve nada de mais. Eu não sou um gênio com isso, mas vocês vão entender.

Eu consegui antes o ingresso para ir na sessão de lançamento do documentário do Jack Johnson. O Jack Johnson estaria lá. E... Eram só 800 lugares no cinema. Tem 45 mil pessoas, acho, no SGSW. Muita gente queria ir. Estourou antes, mas eu fui lá antes. Eu consegui e cheguei lá antes. Porque não tinha lugar marcado no cinema. Então eu fiz todo um trabalho para chegar antes. Consegui chegar antes.

E aí eu comecei, entrei no cinema, então eu vou pegar os melhores lugares do cinema. Aí daqui a pouco eu passo e olho pro lado, procuro entrar Jack Johnson, onde eles sentariam. Eu disse, não, vou fazer o seguinte, vou ficar na diagonal, assim que eu consigo enxergar o Jack Johnson ali. Certo? Dito e feito. Lotou o cinema, os caras tentavam sentar no lugar do Jack Johnson, e os caras, não, cara, por favor, sai daí, aí é onde vai ficar a equipe dele.

Aí entra o Jack Johnson no palco, explica o que é o documentário, ele é o documentarista que está com ele há muito tempo, a vida dele é inacreditável.

Tipo assim, o Kelly Slater era amigo dele. Aí ele tomou um tombo numa puta de mão. Ele era surfista, né? Era surfista, tomou um tombo horrível. E aí não conseguia surfar e começou a tocar violão. Aí ele nunca mais largou o violão. Surfava, mas não largava o violão. Gravava fitas dentro de uma mesa de gravação que o Kelly Slater trouxe um dia de presente pra ele. Que loucura. E aí ele começa a lançar as fitas para os caras. Ele grava as musiquas dele de violão com uma tapaquizinha ali e manda pros caras. E os caras escutavam nos carros, indo de uma praia pra outra.

No mundo todo já, né? No mundo do surf, né? Aí começou a tocar na rádio, um cara de uma gravadora viu, não, vamos gravar isso aqui, porque isso aqui é mágico, e aí tem o Jack Johnson. Enfim. De calça jeans e chinelo. Fala, senta, e eu assim, eu acho que vou pegar uma coisa legal aqui. Eu tô falando como evento é CPF, tá?

Ele perdeu um amigo no meio do caminho. Todo mundo sabia que essa história seria contada. Um cara da infância dele lá, né? E é muito bonito o jeito que isso é mostrado. A despedida do mar que fizeram pra ele. Cara, é uma cena... Como é um documentário, eles não regravaram a cena. Eles pegaram as cenas reais do velório. E aí eu olho pra ele e ele tá completamente emocionado. Eu nunca vi o Jack Jones emocionado.

Mas eu sabia que se eu sentasse naquele lugar, planejamento, eu teria uma grande possibilidade de ver um Jack Jones que eu nunca tinha visto. Eu vejo o cara cantando, vi show dele. E eu acho que esse é o resumo de um evento como... Esses tipos de evento, e a Gramado Summit, é um evento como esse. A minha dica é, separa 50% de coisas que tu precisa para a tua vida e separa 50% de coisas que não tem nada a ver com a tua vida. Exatamente. Absolutamente nada a ver com a tua vida.

Eu poderia te contar de uma puta palestra que eu vi do cara da inteligência artificial, que não sei o que. Poderia te contar aqui. Mas eu prefiro te contar que eu vi o Jack Jones chorando. Total. Mas, cara, aí pra mim tá o sucesso do evento. Da própria Gramado. Eu acho que a gente bebeu, sem querer, um pouco da fonte do Festival de Cinema de Gramado.

que deixou um gap muito grande. O festival foi muito importante para a cidade, mas ele foi perdendo a força. Hoje, enfim, estão fazendo um trabalho excelente para reerguer o Festival de Cinema. Só que o que a gente fez, cara? A gente começou a pegar a gente mais famosa para colocar num evento de inovação. E quando eu tomei essa decisão, que não foi nada planejado, foi assim, surgiu alguém que queria palestrar, que era muito famoso.

Famoso que eu digo, aquela pessoa que tu não precisa... É a famosa fora do mundo da palestra. Que esse ano para nós é Miguel Falabella. Todo mundo conhece.

Era tentar aproximar essas pessoas, essas pessoas mais famosas, de um ambiente completamente diferente daqueles que eles estão acostumados e, além disso, deixar próximo, sabe? Isso, pra mim, é... Cara, é o Jake Johnson ali, entendeu? Uma coisa que é...

Pra onde tu teve que viajar pra ver o Jack Johnson? E mesmo assim tu não viu num show. Porque se fosse num show, não seria daquela mesma forma. Aconteceu a noite o show dele e não te contei nada do show dele. Então a pessoa tá muito mais receptiva. Tem, cara, tem isso pra mim, o sucesso de Granamato Summit. Na época que eu escolhi ir pra esse caminho, tem um amigão meu, o Jonathan Zabato, que me disse isso.

Cara, é como se a gente estivesse pegando a audiência emprestada. Era, eu não me lembro quem foi o primeiro, mas acho que foi Serginho Grosman. O que Serginho Grosman tem a ver com o Gramado Summit, cara? Nada, a gente era 100% tech. Mas, meu, é o Serginho Grosman, tu vai botar o cara, vai lotar, o cara tem histórias incríveis, assim, fez talvez as melhores entrevistas possíveis que um jornalista pode querer. Ao vivo, num programa com o público junto.

Então, cara, deve ser muito legal. E a gente trouxe ele. E quando a gente percebeu, aquela audiência que pra mim seria muito cara, eu tava recebendo, porque pra ele também era interessante falar com a audiência dele. E a gente partiu pra esse nicho, de falar com celebridades, tanto celebridades, muito celebridades, quanto celebridades de nicho que tá no digital.

Mas o mais legal de tudo isso, cara, é que as pessoas se comportam de uma forma diferente, que é esperado que ela não tá no ambiente que ela tá acostumada, entendeu? O digital que tá ali com o celular, ele vai pro mundo real que ele encontra gente de verdade. O cara que é um... Por mais que seja um ator, cara, estar num palco de um teatro é completamente diferente de estar num palco de um evento de inovação. Então tu vai ter esse tipo de lembrança, que é o que tu carrega nos próximos anos.

E aonde aconteceu? Ah, no evento específico. Ah, aconteceu na Gramado Summit. Eu tenho uma história lá de um casal...

Que o cara largou tudo, comprou um trailer e foi viajar do Brasil até os Estados Unidos, cara, de motorhome. E por quê? Porque, cara, uma palestra muito aleatória, assim, a Gramatissante permitiu esse tipo de coisa. E daqui a pouco foi um conselho de alguém que eles nunca sonharam em...

Eu vejo por mim, tá? Eu vou dar um exemplo meu. Eu tenho... Meus ídolos são muito diferentes daquilo que é esperado de... Sei lá, de um cara de 38 anos. Cara, eu tentei ser músico muito tempo, né? Tentei ir pro lado punk da vida, não consegui. Rancid. Rancid, eu adorava Rancid, cara, mas... Offspring? Offspring, minha base. Mas, cara, Rancid tem o Tim que eu acho um cara bem legal.

Mas aqui, cara, aqui no sul, eu tô aqui com... NoFX. Qual é a tua banda? Minha banda favorita de todos os tempos acabou se tornando Blink, tá? Mas eu comecei em Bad Religion, Descendants, NoFX, e tinha uma banda chamada Melancholing, que eu adorava, assim, cara. Então, assim, era um mix, assim. Acabei gostando muito do Blink, porque, pô, eu não tinha habilidade do Noodles, do Offspring, tocar guitarra.

Aí quando eu vejo o Tom Delon que sabe fazer três power cord, eu falo, pô, se o cara consegue, eu também consigo. Então eu acho que aí tem uma beleza muito legal. Mas eu tinha esses ídolos, assim, cara, e eu nunca, assim, nunca, na Gramado Summit eu nunca tinha conseguido ter perto de mim um ídolo, aquele cara que eu digo, nossa... O Piangers era, mas era a minha fase mais... Tenade. Ah, não, pai. Pai. O Piangers foi quase pai, cara.

Onde eu me conectei foi, é. Puta besta de cérebro. Por mais que eu acompanhasse pretinho, era uma coisa legal, aí foi pai, aí mudou.

Tipo assim, cara, eu posso ser um pai legal, que massa. Eu tenho como fazer isso. A mãe da transformação na vida. Então, pra mim foi muito importante. Mas eu não tinha tido a experiência de ter um cara, um ídolo, alguém que eu... Aí eu trouxe o Bob Burnerquist.

E, meu amigo, cara, aquilo ali pra mim foi uma coisa velha. O Playstation 2 jogando, ouvindo o Superman, que era a soundtrack. E falei, cara, quando ele brotou na minha frente, eu tremi. Eu tremi. E ele veio com skate ainda e pra mim foi...

Cara, eu queria trocar uma... E eu troquei uma ideia com o cara sobre criptomoeda. Sobre um mundo completamente diferente daquilo que eu esperaria do Bob Burnerquist. E é uma das recordações mais legais que eu tenho de 2025. Porque assim, pô, eu virei amigo do cara. Amigo. Mas tipo assim...

Eu conheço o cara, tenho o WhatsApp do cara, a gente se segue. Eu fui jantar em São Paulo com o Bob. E pra mim é muito doido, assim, porque, pô, eu poderia ir num X Games da vida e ver o cara lá, dropando. Não, não, não. Eu falei sobre criptomoeda com o Bob Burnequist na Gramado Summit. E eu tenho certeza que isso fez com que ele se conectasse comigo também. Aonde que eu tenho esse tipo de oportunidade? Em evento que...

tá aquém da obviedade. Isso pra mim é muito bonito, cara. Que nem a mesma coisa do Jack Johnson ou Gilberto Silva, cara. O Gilberto Silva é um ser tão legal que eu tô no Festival de Cannes, na França, o Lyon, que é o festival de marketing, publicidade. E aí é muito legal a estrutura, cara, porque os stands são beat clubs e tem um beat club da FIFA. E aí eu sei que o Gilberto Silva tá lá e eu mando um ato pra ele e digo tem como?

Ele, não, chega aí, vem aí comigo e tal, não tem problema nenhum. Cara, eu entrei no espaço da FIFA e tinha uma palestra do Ronaldo, cara. E pra mim aquilo ali também, eu comecei, assim, tu para pra olhar, que às vezes a gente, enquanto está vivendo, a gente não está pensando. Não está dando importância que deveria dar pra aquela grandiosidade que está acontecendo. Eu sei que eu parei pra respirar em algum momento, e estava eu, o Giba.

Giba? Chamou o Bob Bancourt de Bob e o Gilberto de Giba. Mas é cara, que às vezes é foto de protocolo meu também. E aí as pessoas não têm nem muita oportunidade. Mas o... Cara, o Giba... Eu tinha um cara que eu não fazia ideia de quem ele era. Aí eu descobri que ele era um grande goleiro premiado da FIFA. Até hoje não sei quem é. Turquia, talvez. Tem uma foto que o cara depois te mostra e me diz que o cara é grande.

E aí, cara, entra o Ronaldo, assim, pra dar uma palestra. Eu não interagi com o Ronaldo zero. Mas quando eu parei pra pensar... Velho, eu tô em Cannes. Eu tô em Cannes com o pentacampeão mundial. A convite dele, olhando o Ronaldo...

Cara, isso não teria acontecido na minha vida. Em nenhum cenário isso teria acontecido. Agora, claro, independente do meu contato, eu vir até Cannes para querer assistir um bate-papo sobre publicidade e o mercado de anúncios digitais.

foi o que me trouxe até aqui. Então, pô, eu tenho que ir pra esse tipo de ambiente o tempo inteiro, cara, porque coisas muito legais vão fazer parte da minha história se eu resolver mudar... Eu vou começar de novo essa frase, que tem uma coisa legal, cara, que é...

A vida, ela te dá muita oportunidade o tempo inteiro de tu virar... Tu pode virar a vida ao contrário o tempo inteiro, cara. E eu acho que muitas dessas viradas acontecem quando tu te permite fazer coisas que até então não estariam no teu calendário. E eventos como a Gramado Summit, como South by Southwest, elas são uma oportunidade gigantesca pra tu questionar as tuas certezas.

e fazer com que a tua vida mude a partir do momento que toda certeza que tu tem sobre a tua vida, ela deixe de existir. E é isso que eu tento fazer com que a mensagem que eu gostaria de passar da Gramado Summit é justamente essa, cara. Tu tem uma certeza? Ótimo, a gente vai quebrar ela numa Gramado Summit. Eu tenho certeza que quando tu sair dela, tu vai sair muito melhor do que tu entrou, porque a única certeza que tu teve foi que não tem certeza nenhuma sobre nada, e o mundo muda o tempo inteiro.

Então isso pra mim é muito forte, cara. Apesar de ter ficado perdido essa frase. Não, bonito. Deu pra entender. Eu fiz uma pesquisa com a tua equipe e eu descobri que tá entre as 100 palestras mais esperadas. Eu li pra ele, né?

100 palestras mais esperadas, a palestra de Luciano Potas. Eu sei. Tá entre as 100. Principalmente a imagem que tu vai colocar, o moste da galera e tal, já virou icônica. Não era pra ter, mas eu vou ter que botar, porque os caras adoram ver aquele carinha, não estraga, aquele carinha lá se fudendo, né? Enfim. Doeu muito, cara. Pois é, não doeu porque as pessoas me ajudaram sem querer, né?

Foi um moche, né? No final do dia foi um meio moche. A galera que se machucou, não eu. Mas, assim, eu tenho que te agradecer. Eu não te trouxe aqui pra agradecer, mas eu preciso agradecer. Porque tu não teve esse medo da plateia. Quando eu tava na gramada do sâmbio, eu já tava naquele palco ali, assustador. E ele sempre é, todo ano.

ano passado eu tive uma bronca não vou uma bronca, eu tive que resolver um problema na minha vida e a minha cabeça estava completamente pra resolver esse problema e eu tinha que já trazer uma palestra nova, que tu falou, Potter, tu volta ano que vem mas eu quero uma palestra nova e esse ano eu vou com uma palestra nova, que eu falo sobre amizades e essa palestra nasce em cima de uma dor de perder amigos

E às vezes precisa de uma dor pra gente prestar atenção no que está acontecendo. Então eu vou com um material novo pra lá. E eu agradeço muito a confiança disso. A confiança de, cara, tu vai pra lá, tu vai se virar aí em cima do palco, vai ser legal. Eu me divirto quando eu tô ali. Eu tenho muitos... Apesar de ser uma sensação fria quando tu sobe num palco daquele tamanho, né? Tudo muito longe, né? E aí se tá dando certo, começa a ficar quentinho, sabe?

Eu até tenho uma pergunta pra te fazer, cara. Agora eu vou assumir o microfone aqui.

Porque a minha referência sempre foi evento de entretenimento. E, porra, tu subiu no palco do Planeta Atlântida.

Só que eu tenho a sensação que num evento de entretenimento, de música, automaticamente quando você sobe num palco muito cheio, ele é quente, né? Porque tu tem grito, tem gente. Total. E a sensação que eu tenho na Gramado Summit é, claro, todo mundo muito feliz por estar ali. Sim. Mas a galera não tá gritando, né? A galera tá, tipo assim... E eu sempre tenho a sensação de que eu tenho que me provar quando eu tô em cima do palco pra... Eu tenho um porquê tá aqui.

Eu sou minimamente inteligente pra isso. É um horror. Mas na comparação de palcos, porque eu nunca vivi um palco de Planeta Atlântica onde as pessoas estavam lá pra me esperar. A gente viveu situações de bastidor ou de apresentação de um show, alguma coisa ou outra ali. Mas eu já senti no ar a energia de pré-show. Vou pegar assim. Tchale Brau Jr. Tinha um silêncio.

38 mil pessoas em silêncio. No palco. Lá embaixo. E eu estava no palco. E a banda está se movimentando pra subir. E tem um. Sabe? Que loucura. Porque tinha uma tensão. As pessoas esmagadas, assim, sabe? No bom sentido pra viver aquilo. Porque aí a música é muito poderosa, né? Por isso que músicos que vão pra lá pra não fazer música na Gramado Summit, sentem.

Muito? Muito. Porque não é a mesma coisa. Eu estou ali para me emocionar num show de música. Eu estou na Gramado Summit, eu posso até me emocionar. Mas eu comprei ingresso, sentei ali para outra coisa na minha vida. Total. Tu espera. Então a chegada é gélida. Muito.

Então depende muito mais, porque eu sei o que vai acontecer no show do Charlie Bologino, ele vai cantar essa e essa música, eu vou cantar junto com ele, eu vou pular, eu vou ficar feliz, né? O Skank fazia uma coisa muito bonita, na música Três Lados, que aliás é linda, o Samuel pedia para as pessoas tirarem a camiseta e girarem, sabe? E eu estava, uma vez assim, eu vou ver isso aí, eu vou tentar ser um Skank. Sentei atrás do Haroldo, acho que o Haroldo que é baterista, e fiquei sentadinho atrás dele, com pedido, claro que conhecia a produção, deixa eu ficar só para ver aquele momento, deixa eu ficar aí quietinho. E aí eu vi.

38 mil pessoas girando camiseta ao comando do cara, ouvindo aquela energia. Cara, essas pessoas... É por isso que eu sempre respeitei artista. Artista que tem o seu público e o seu público são multidões, eles não vão funcionar na mesma frequência. Porque eles vivem situações...

que são absurdamente não humanas, entende? Eles estão com o cérebro na outra frequência. Primeiro porque eles criaram arte. Então eles não vão respeitar coisas do nosso dia a dia. Eles vão quebrar coisas ali que não são exatamente... O Chorão... Eu não sabia como o Chorão ia me receber. Eu entrevistava o Chorão todo ano. Algumas vezes, sabe? Uma vez nós estávamos com o Pretinho Básico, abrindo... A balada do Pretinho abriu um show do Charlie Brown, o Júnior Rio Grande, um dos últimos shows da história do Charlie Brown, antes de acontecer a tragédia com ele.

Ele chegou antes, não quis ir pro camarim e entrou no palco. Nós temos vídeos de show. Ele ficou com a gente tocando música. Aí nós tocamos na Júlia, porque tinha aquela treta dele com o Marcelo Camelo, ele começou a dar risada, a brincar com a Kino, enfim, sabe? Ele tava em paz e sorrindo ali naquele momento.

Porque eles falaram, eu conheço os guris da Atlântida. Ah, eu não acredito que é eles. São eles, então, ali, beleza. Subiu no palco, cantou com o Mr. P. E depois teve o show do Charlie Ball Jr. Com seis, sete mil pessoas no lugar, abarrotado, sabe? Então, esses caras vivem situações, assim, de palco, que é o jogo ganhos já, sabe? Muito. Cara, a gente teve o exemplo do Naldo esse último ano. Em 2025, eu trouxe o Naldo pra palestrar.

E foi muito interessante. Quando veio a sugestão do nome, vem... Ah, legal, meme da internet brasileira. Uma geração que não viveu ali, a geração do Naldo, entende como mentira muita coisa que de fato aconteceu.

Vamos colocar o cara pra falar. E vai ser um papo muito legal. Ainda anuncia Naldo, cara. É uma coisa que todo mundo tem uma expectativa muito grande sobre a mentira, sobre o meme. Eu, foi na quinta-feira, eu na quarta-feira da noite, ele foi no segundo dia de evento, quarta-feira da noite, me convidaram pra jantar e o Naldo tava no restaurante. Cara, foi muito engraçado. Eu jantei com o Naldo, né? Eu achei aquilo ali o meu ápice de vida. Eu falei, meu, tô jantando com o Naldo aqui.

E aí começa a trocar uma ideia sobre o mercado musical e um cara que tem um conhecimento absurdo. Pô, isso aqui no palco vai ser lindo. Se essa conversa que eu vi entre o Felipe Guerra, que é nosso curador, e o Naldo, acontecer no palco da Gramado Summit... É um ganho o evento, tá? Ganho, porque tu vai pra indústria musical, transformações, ele tem muito conhecimento. Na hora que ele entrou no palco, eu senti...

que aquilo que poderia ser a melhor palestra da Gramado Summit não iria acontecer na hora que ele subiu no palco. Porque tu não tá com o jogo ganho. Tu não tá com a galera batendo palma. Uhul, vamos! Não, não. A galera tá lá pra te ouvir e como que tu pode contribuir com o momento de cada um, né? E aí é doido isso, porque o momento de cada um... O cara não pagou o ingresso pra te ver. Exatamente.

E foi legal, foi uma palestra boa, mas eu tenho certeza que se tivesse sido como o bate-papo que eu ouvi na noite anterior, seria melhor a palestra disparada da Gramado Summit. E curiosamente, cara, no mesmo dia, e aí tem... Cara, eu coleciono histórias, tá? No final do dia eu coleciono um monte de histórias. A Magalu faz um jantar para 30 convidados num restaurante específico, 15 clientes e 15 prospecções.

Cara, a gente começa a conversar, e tá uma sequência de fone de boa em Gramado. E aí o diretor da Magalume diz assim, ah, o que tem pra fazer depois? Porque eu tenho que levar essa galera pra algum lugar, 10 horas da noite. Falei, cara, hard rock. Valei no hard rock, a gente tá fazendo o momento da Gramado Summit. E assim, vamos só colocar, a receptividade da palestra do Noural foi boa. Mas, por exemplo, ela não estaria no top 10. No nosso Net Promoting Score.

E aí eu converso com ele, ó, tem o Hard Rock que vai ter lá, cara, vai ter, acho que o Marco Túlio do Jota Quest vai tocar, alguma coisa assim. Beleza. E aí a gente fala sobre o Naldo, não, eu nem conheço o Naldo, eu falo, pô, não conheço o Naldo, vodka, água de coco, nada. Isso aqui eu vou pra casa, vou dormir, que no outro dia, seis da manhã, eu tenho que estar no pavilhão, e aí eu começo a receber mensagem, mensagem pra tudo que é lado e foto e não sei o que, cara, chega no Hard Rock, o Naldo aparece, ele é moranguinho.

E o Naldo olha pro palco e diz, vou subir. Aqui eu tô com o jogo ganho. Cara, ele subiu no palco, ele começou a cantar todos os clássicos do Naldo. E a Moranguinho tava no palco dançando. Então foi uma coisa, assim, foi catarse total ali no palco do evento. No segundo palco do evento, no side event da Gramado Summit.

que fez com que o Naldo fosse um dos palestrantes mais queridos. Não pelo palco de conteúdo, mas pelo rolê que saiu. Eu tenho uma foto, que é o Guto, meu sócio, o cara da Magalu, tirando foto. Está aqui, encontramos o Naldo na festa oficial da Gramado Summit.

E isso é muito legal, agora tô falando sobre a questão do chorão. Cara, é outra frequência, é outra cabeça, é outro tipo de palco. E eu acho que a expectativa das pessoas em relação a uma celebridade num evento de conteúdo é completamente diferente da expectativa das pessoas quando tu tem um show daquele artista. É muito diferente, cara. Porque eu tenho certeza que todo mundo que tava sentado ali pra ver o cara queria ouvir sobre as mentiras, as brincadeiras, a reinvenção.

E não, foi um bate-papo sobre carreira, assim. Aí ficou uma coisa meio... Boa de novo, tá? Mas normal. Agora, na quinta-feira da noite foi uma coisa... Espetacular. 6, 7... E 8 de maio. E 8 de maio. Ainda enganei esses eventos? Sempre. Ok. Não existe sold out em vento. Não existe sold out em vento, tá? É um evento grande. Mais de 20 mil pessoas. Se você é Day Sold Out, tá mentindo.

Marcos, muito obrigado por ter vindo aqui no meio do turbilhão a gente está dias antes do evento gravando isso aqui, então eu sei que isso te tomou muito tempo porque teu celular deve estar atravessado de coisas para resolver mas a gente está colocando essa entrevista antes da Gramado Samba de acontecer então você pode procurar o ingresso, pode ir para Gramado realmente é um evento de mudar vidas e quem está vendo depois também pode curtir vai ver o de 27, 28, 29 porque é um evento que vai ser eterno

Obrigado. Eu agradeço. Tamo junto. Valeu, gente. Valeu. Marcos Rossi, Gramado Summit. E a gente volta na próxima semana com mais uma entrevista aqui no Potter Entrevista. Tchau, tchau.

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