CIBERSEGURANÇA EM 2026: O Que MUDOU e Como COMEÇAR? - (Edson Luiz)
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O cenário de ameaças digitais mudou drasticamente.
Em 2026, com o uso massivo de Inteligência Artificial por cibercriminosos, como fica a carreira de quem quer proteger dados e sistemas?
Neste episódio do Carreira Tech, recebemos Edson Luiz, Especialista em Risco e Perito Judicial, para desvendar o mercado de Cyber Security hoje.
Neste vídeo, você vai aprender:
✅ O impacto da IA na defesa e no ataque (Deepfakes e Engenharia Social).
✅ Quais são as habilidades de ouro para profissionais de Blue Team e DFIR.
✅ O que faz um Especialista em Risco em grandes instituições financeiras.
✅ Guia de Certificações: Onde investir seu tempo e dinheiro em 2026.
✅ E Muito Mais!
Se você quer migrar para a área de segurança da informação ou escalar sua carreira técnica, este guia prático com quem vive o dia a dia do mercado é indispensável.
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- Impacto da tecnologia na atenção· SociedadeIA local vs. IA em nuvem·Demanda por infraestrutura de IA·Custo de hardware para IA·Novas profissões em IA
- Threat Intelligence· TecnologiaPesquisa de novas ferramentas e ataques·Análise de marcas e empresas·Monitoramento em redes sociais e deep web·Relação com Red Team e Blue Team
Sejam bem-vindos a mais um episódio aqui do Carreira Tech, seu podcast sobre carreiras. Hoje nós vamos falar sobre um assunto muito importante, né? Inclusive estamos aí no segundo semestre de 2026 e esse assunto, senhoras e senhores, tem bastante busca. Ó, tem mais gente entrando aí, sejam todos bem-vindos aí, tá? Esse assunto tem bastante busca, interesse aí de pessoas que querem entrar e entender o mercado de cibersegurança, principalmente porque nós estamos nós temos, né, um novo elemento que é a IA, né.
A gente tem aí notícias tendenciosas que falam que a IA agora, meu Deus, ela invade e faz tudo. E a gente vai tentar entender através aí da carreira desse, desse cara que é muito inspirador, inclusive, e que de certa forma me ajuda a entender também. Quando, para quem não sabe, eu sou de infraestrutura também, né, eu tenho um tempinho já que eu tô aí nessa área e eu não via perspectiva nisso, né? E olhando pra carreira dele, eu vi que, caraca, dá pra quem tem interesse em infraestrutura, pra quem tá trabalhando com infraestrutura e às vezes tá perdido, acha que, ah, pegou tudo e que enfim, eu acho que esse episódio vai ser interessantíssimo pra te direcionar, tá?
Então, pra você que tiver assistindo a gente aqui, a gente vai falar sobre certificação, vai falar um pouquinho também sobre esse momento que a gente tá vivendo, né? E o que que é aconselhável para você aí que vai começar, o que já está na área, quer uma perspectiva melhor, tá bom? Então eu vou fazer aqui uma pequena intro aqui com notícias do mercado para vocês entenderem como que tá o mercado nesse momento. Então vamos lá. Bom, o cenário de ameaças mudou drasticamente, impulsionado pelo uso de inteligência artificial, tanto por criminosos quanto por equipes de defesa.
As organizações enfrentam uma média de mais de 1.600 ataques por semana, o que representa um salto expressivo em relação aos anos anteriores. Ataques envolvendo roubo de credenciais, exploração de vulnerabilidades em nuvem, cloud misconfigurations, engenharia social avançada como deepfakes e ataques a fornecedores terceirizados, né, supply chain attacks, dominam o cenário. O custo médio global de uma violação de dados continua na casa dos milhões de dólares, com destaque negativo para os Estados Unidos, onde muitas onde multas regulatórias pesadas elevam ainda mais o prejuízo pós-incidente.
Diante desse cenário, resta-nos saber quais são as novas habilidades para esse profissional aí de segurança de informação que ele deve ter e o que que as empresas também estão exigindo. Para responder essa pergunta, para responder mais perguntas como essa, eu recebo aqui o nosso convidado, que tem um currículo invejável e inclusive inspirador. Especialista em risco no Banco Bradesco, pesquisador na Academia de Forense Digital, membro associado na APECOF, perito judicial no Tribunal de Justiça de São Paulo, formado em Computação Forense e Perícia Digital, Cyber Computer Forensics and Counterterrorismo pela ECOG, pós-graduado pela KTI em Cybersegurança Ofensiva, pós-graduado pela Darius em Cyber Threat Intelligence, pós-graduado em Cybersecurity pela Strong Security Brasil e tantas outras pós-graduações com diversas certificações voltadas para Blue Team, DFIR e gestão de vulnerabilidades.
Recebam com uma salva de likes, senhoras e senhores, Edson Luiz! Seja bem-vindo aí, meu caro, ao Carreira Teco. Fico muito feliz aqui de receber você aqui. Se eu tiver falado algo ou se eu tiver faltado com algo, pode ficar à vontade aí para poder complementar, tá? Então seja bem-vindo aí, tá?
Cara, obrigado primeiramente pelo convite. Acho que você resumiu de uma forma grandiosa aí o meu currículo, ficou bem. Vou até pegar algumas coisas da sua fala para questão de colocar em currículo mesmo, porque ficou bem bonito, cara.
Obrigado. Pode pegar o corte e colocar em todas as redes sociais, chegar para o profissional de RH, a pessoa perguntar o que você faz, você coloca o vídeo lá.
Boa.
Bom, você tá atuando aí na parte de cybersecurity já há muito tempo, né, mesclando segurança de informação com perícia digital e blue team e também de FIR, né. Então eu queria primeiro que você explicasse como que você consegue fazer tudo isso e esse conhecimento que você, esse conhecimento de atuação, né, de demanda que veio para você Ele veio aí por demanda do mercado, por gosto, por hobby? Como é que veio tudo isso, cara?
Voltando bem, bem no início, né? Eu venho de família de militares, né? Sou neto de coronel do Exército, tudo. Então a gente sempre foi educado nessa questão meio que investigativa. Então desde pequeno sempre fui criado nessas coisas, acompanhando meu pai na questão de filme policial, meio esses filmes anos 80, 90, questão desses filmes de faroeste e tudo. Então nisso foi despertando uma curiosidade minha nessa questão, nessa parte de investigação.
Aí foi passando o tempo, tudo, garoto, né, gostava muito de desmontar as coisas. Sempre fui meio que um garoto arteiro, né, como diziam. Gostava de desmontar os carrinhos que eu tinha, tudo, né, para saber como funcionava. Aí fui crescendo, crescendo um pouco mais, né. A gente chega na questão da idade do ensino médio, aí vem aquela pergunta, né. O que que eu vou fazer da minha vida? O que que eu vou trabalhar? O que que eu vou fazer?
Aí nesse dilema tava começando o boom da informática no Brasil, né? Aí eu tô falando de 95, 96, mais ou menos, quando os computadores começaram a ser mais utilizado e ficar mais disponível a todas as classes, né, não só no público elitizado. Aí eu comecei com curso básico, mesmo coisa básica de Word, pacotinho Windows normalmente básico. Fui fazendo essas questões, gostando tudo, falei, pô, isso aqui é legal. Só que assim, aí eu tô falando de uma, de um ano que, por exemplo, você não tinha o mercado de trabalho tão evoluído como os anos 2000, mais ou menos, na questão de infraestrutura, tudo.
Você não tinha uma pequena empresa que tinha um servidorzinho, não existia essas coisas, era tudo anotação, né, tudo caderninho, caderneta. E foi evoluindo isso conforme o acesso foi ficando facilitado. Então nisso eu comecei a estudar essa parte de infraestrutura, né, que me formou aí, me forma até hoje, né, porque a questão muda diariamente, né, o pensamento de ontem já não tá valendo mais para hoje. Mas aí fui seguindo nessa cultura, aí fiz minha graduação, né, que sou formado em redes e computadores pela Unisantos aqui no litoral.
Fiz e comecei trabalhando ali como um menino da TI mesmo, né, aquele rapaz que faz tudo ali, né, que mexe do computador ao ar-condicionado, ventilador, tudo. Aí foi seguindo essa brincadeira, só que eu cheguei num tempo que eu acabei me acomodando com isso, sabe? Quando assim você chegou no suporte num nível legal, tudo, e se acomoda com a situação Aí beleza, nisso fiz a faculdade e falei, ah, infra para mim tá, não é que tá pouco, né, senão fica uma palavra meio que soberba, né, mas assim ficou uma coisa muito repetitiva.
Isso.
Aí eu falei, beleza, eu consigo me aprofundar nisso. Aí fiz a faculdade, tudo, e comecei a atuar com a parte de administração de redes, né, partes mais mais legais, né? Praticamente era feliz. Aí tranquilo, nessa, seguir, seguir nesse mundo tudo. Basicamente larguei a parte do suporte, né? Foquei mais na questão da administração de redes. Fui, fui evoluindo até que cheguei num ponto também que eu falei, pô, isso aqui para mim já tá muito repetitivo, eu preciso buscar uma coisa nova.
Aí teve um, na minha época de faculdade, teve um grupo que falou sobre forense e redes, sabe assim? Mas quando ninguém se falava de forense, eu falei, caraca, forense e redes, velho, nunca, nunca ouvi falar desse segmento, né? Aí fui lá assistir o TCC da galera, tudo legal. Vi que era, que era da hora o assunto, juntava mais um pouquinho da minha história na questão de investigação, tudo, e infra. Eu falei, pô, dá para, dá para se seguir nesse, nesse caminho.
Então foi aí que eu conheci efetivamente a forense. Aí fui me aprofundando, fui me aprofundando sobre sobre o assunto. Conheci muita, muita gente boa, né, que me levou a aprofundar nessa parte de forense. E nessa fui seguindo, fui seguindo e buscando sempre novos ares. Então nisso a forense me levou para o DFIR, que me levou para o Tradintel, que me levou para a questão de introdutória de Red Team. E nesse, nessa mistura toda eu fui me formando como profissional.
Só que o meu ramo de atuação mesmo, aquilo que eu vou falar assim que eu faço de olho fechado, né, de bastante confiança, é a computação forense. Eu acho que o O Renan me ajudou muito nisso, nessa, nessa formação. Um dos principais caras aí que eu tenho muito o que agradecer. Se hoje eu tenho um conhecimento elevado na questão da computação forense, é devido a esses caras: Renan, Marcelo Nagy, Leandro Morales, toda essa galera aí que que veio limpando o matagal, né? Foi essa galera que me ajudou a me desenvolver.
Entendi. E aí, no caso, hoje você se vê como profissional de cybersecurity, de blue team, de FI, segurança da informação, perito digital? Porque você tem tudo, né? Então como que você se vê hoje assim?
Cara, eu me vejo mais na questão do cybersecurity e perícia digital, segurança da informação e a perícia digital. São coisas assim que eu consigo atuar bem.
Entendi. E por exemplo, para quem tá assistindo a gente aqui agora, a pessoa tá na parte de infra ainda. Como que você acha que é para ela, melhor, quais são os caminhos que você acha que para ela fazem sentido dela investir Se inicialmente ela gosta da parte de servidores, por exemplo, para atuação em forense, você diz, ou para questão de cybersecurity? Tipo assim, você trabalhou com a parte de infra, não trabalhou com a parte de servidores?
Enfim, na época que você trabalhava, imagino que o caminho natural ou seria você ir para gerência, né, que eu acho que era o caminho natural. Mas hoje em dia eu nem sei se o caminho natural é esse. Hoje você tendo essa experiência em partes que se complementam, o que que você acha que é mais fácil para essa pessoa que gosta de trabalhar com servidores? O que que você acha que é mais fácil dela conseguir investir para ela poder trabalhar, né, e sair da parte de infra, da parte de conhecido como menino de TI ali?
Cara, eu aconselharia essa pessoa focar na questão de logs. Acho que assim, o log geralmente, para quem é de fora desse mundo, né, é uma coisa muito ignorada. Só que assim, é uma questão, é uma, é uma, como é que eu posso dizer, é uma coisa que traz muito, muita, muita informação. Então, para muitos ali, o arquivo log é ignorado, não vai me trazer muita coisa, mas na questão de perícia mesmo, na questão do cybersecurity, o log é o caminho das pedras para mim.
É onde eu consigo ver o que que aconteceu, a forma que aconteceu, quando aconteceu, desde quando tá acontecendo. Então, antes de eu investir, sei lá, numa ferramenta de renome, ou até mesmo me aprofundar no IPAD, eu me aprofundaria na questão dessa parte de análise de log.
Entendi. Essa parte de log tem a ver com o MISP? O MISP é parte desse profissional?
É parte desse profissional.
Isso tem a ver com o Blue Team? É com o Blue Team o cara que vai olhar para log?
Sim, sim. É mais uma questão de SOC mesmo, né? A base do do SOC ali, que é fazer essa análise dos logs coletados.
O SOC, só que você trabalha com SOC? Não, né?
Não, não, já passei por um, mas não cheguei a me aprofundar em SOC não.
O SOC seria o quê? Porque eu já ouvi falar, é a primeira linha de defesa.
Ah, sim, sim, é onde ali vai estar concentrado tudo. E da onde sai as primeiras respostas, né? O que que tá acontecendo? Quando começou a acontecer? Entendi. Não tem como eu cair numa investigação totalmente à cega, né? Eu preciso ter um insumo aí, alguma coisa para poder minortear do que que tá acontecendo.
Aí, no caso de filho, então ele seria o cara que olha também o log para daí criar um plano, uma resposta, um plano de resposta para justamente fazer algo, né? Ou nada a ver, eu viajei.
Sim, sim, sim.
Entendi. Então o cara de infra, você acha que tem essa facilidade?
Tem, total, total.
Faz sentido, não tinha pensado nisso não, cara. Verdade, total, verdade.
Então em tese é mais fácil para o cara de infra conseguir fazer essa migração para o cybersecurity pelo conhecimento que ele tem em logs do que, sei lá, um dev que quer vir para cá para questão de segurança.
Sim, faz sentido. Porque na época que eu, que eu era de infra, que deve ter uns 10, 11 anos já, eu não, eu não me ligo, eu nem sei se existia o SOC, né, na época. Mas é, realmente faz sentido, porque é realmente sentido. Então o cara que tá investindo agora ainda na parte de infra, eu acho que fica esse Esse conselho aí que faz muito sentido. Nós vimos aí que você atua como especialista em risco, né, no Banco Bradesco. E o que que faz esse profissional, cara?
Ele vai analisar de tudo, mas de tudo mesmo. Que nem eu faço a questão da parte de fazer a questão, essa parte de risco cibernético. Então Eu analisava a questão de uma correção de um EDR. Saiu um patch de correção de um EDR, tá? Vamos analisar o que que ele tá corrigindo, o que que vai impactar meu negócio.
Legal, velho.
Porque dependendo da correção, ele vai me dar mais dor de cabeça em outros pontos do que a própria correção me traz. Então fazia toda essa avaliação, olhava a questão do mapeamento mesmo. Aí já vai entrando numa situação que eu não tenho tanto conhecimento, que seria a questão de IAM, que faz a gestão de de acesso mesmo do usuário. Cuidava também na parte da gestão de vulnerabilidade mesmo ali. A gente tem uma API que faz uma comunicação com a empresa XPTO e fazia essa análise dessa vulnerabilidade da infraestrutura para saber o quanto essa infraestrutura do terceiro pode impactar na minha infraestrutura, porque hoje tudo é basicamente interligado por API, né, tudo.
Então assim, é uma transação Pix, não é simplesmente só ali digitar o número do celular ou o número do CPF e o dinheiro vai para o outro lado. Não, tem, sei lá, milhares de API por trás disso fazendo a verificação, tudo, se CPF é quente, se o número do celular é quente, se isso tá envolvido com questão de fraude. Tem toda essa análise por trás. Então a gente, como especialista de risco, fazia isso.
E aí, no caso, você falou de EDR. EDR seria um firewall mais robusto?
Isso, a grosso modo sim.
E aí, por exemplo, na questão do banco, não sei se você pode falar, tá? Pode ficar à vontade para dizer que não vai falar. No caso, por exemplo, você falou de API, que realmente faz sentido agora. Imagino que o banco ele tenha que usar muitos APIs de empresas que ele tem comunicação, e muitas empresas que têm comunicação com o banco também usa API dele. No seu caso, então, você Olha, você fica responsável por olhar essa questão da API de todas as comunicações ou tipo de algo mais específico?
Teoricamente de todas, entendi, todas. Mas a gente não é humanamente, sei lá, uma equipe só fazer isso. Então é subdividido as áreas, entendi. A maioria dos bancos hoje tem um um shopping embarcado para vender alguma coisa dentro do seu aplicativo. Então essa parte do shopping já não, já não verificava as APIs por trás disso, mas ali a questão do básico mesmo do banco, fazer um TED, que hoje é coisa mais rara, tá ficando, se tornando raro isso, fazer uma transferência, tudo cuidava dessa parte. E todos os equipamentos por trás disso.
Entendi. No caso, esse profissional, você tá uns 6 meses já, uns 7 meses como especialista em risco nesse banco?
Isso, 9 meses.
Você acha que essa vaga ela é nova no mercado? E você acha, olhando para como está no dentro, né? Você acha que isso tem uma tendência a crescer?
Cara, tem uma tendência a crescer, apesar de ser uma situação relativamente nova, né? Que assim, analista de risco, a gente tem muita, tem uma galera que já trabalha isso antes pandemia, mas assim, se existiu esse boom do analista de risco pós-pandemia, Que a hora que jogou todo mundo para questão do home office, você precisava analisar tudo. Então eu preciso saber se a minha infra tá segura para chegar até a casa do meu colaborador, verdade, que eu não posso expor os dados aqui pensando num banco, numa empresa qualquer.
Hoje o que os os malfeitores querem não é nem a questão do acesso puro, né? Ele precisa, ele quer chegar na questão dos dados dos clientes, onde ele vai conseguir fazer dinheiro. Lógico, se ele ataca um banco e chega num banco de dados onde tá toda a questão da movimentação, beleza. Mas o core dele mesmo, o que ele quer é pegar os dados, né? Hoje os dados pessoais viraram o novo ouro, né?
É uma dúvida: você trabalha no banco que ainda é, não é convencional o nome não, tipo, esqueci o nome agora, tipo assim, ele tem isso tradicional. Obrigado, ele é tradicional. Você acha que as novas, tipo Nubank, Inter, Elas são fintechs, né?
Fintechs, né?
Você, pelo fato delas não terem, em tese, um local físico, você acha que o seu cargo nelas tem uma demanda maior ou nada a ver?
Pode ser, pode ser.
Entendi.
Porque assim, é que é muito questão de achismo, né? Eu não vou falar aqui, mas é muita coisa sei lá, usando uma fintech financeira, é dificilmente ela ter uma estrutura de servidores tudo on-premise, né, ali localmente. Geralmente vai estar tudo numa AWS da vida, numa Azure, e assim vai.
E o banco, um banco tradicional, ele tem os próprios servidores?
Tem, né? Tem meio que um 50/50, né? Porque eu não posso também garantir 100% o on-premise. Porque vamos supor aí, que nem houve na questão do 11 de setembro, o Bin Laden atacou uma torre, a torre começou a fazer o backup para torre do lado, e aí acabou com as duas torres. Então ele acabou com tudo. Então aí você acabou com muita empresa, muita coisa. Eu não posso garantir isso 100% dentro da minha estrutura, preciso ter uma parte fora.
Porque se me der algum problema, algum, algum ransomware, alguma coisa internamente e chegar nesses servidores críticos, eu tenho como manter a minha infraestrutura por fora.
Boa, é interessante. E você acha que especialista em risco é um, tipo assim, é um cargo específico de banco? Ou a função que você faz tem o mesmo, tem outros nomes em outras empresas?
Pode ter nomes diferentes, mas assim, geralmente é uma analista de risco.
Entendi.
Não mudarão. Isso não tá fechado simplesmente para o mercado financeiro.
Entendi.
Qualquer empresa, qualquer empresa, o mercadinho do João ali da esquina Se ele tem as coisas ali on-premise, né, como a gente diz, ele teoricamente ele precisaria de alguém que cuidasse dessa infraestrutura. Porque se ele sofrer um ransomware, alguma coisa, se ele não tiver os backup tudo alinhado, ele vai falir, porque ele não vai saber a questão de contas a pagar, contas a receber. O cara vai estourar com tudo isso. E onde que ele vai ter essas informações?
Boa.
Então, então, em tese, o cara que estudar assim, né, parte do que você estudou, ele pode trabalhar também como consultor, né? Tipo como o PJ assim, né?
Pode. A grande maioria faz isso.
Entendi.
A grande maioria faz isso.
Boa. Em toda sua carreira voltada para contenção de vulnerabilidades, defesa e mitigação de riscos, Qual que é o calcanhar de Aquiles que você acha, né, nas empresas? Qual que é o tamanho dessas empresas que tem esse calcanhar? E o que que geralmente elas pecam e onde elas falham?
Cara, assim, a gente pensa onde é que elas pecam. Elas pecam por pensar no— como é que eu posso dizer assim numa forma Amigável, por pensar no futuro. Mas eu não tô falando na questão do futuro no amanhã, eu digo que ele pensa na questão futurista, tipo além do que está acontecendo hoje. Então ele vai pensar, ah, aí, ah, hoje a gente tem notícia que ela, alguns delírios dela, ela tá atacando algumas empresas por conta própria.
Então o cara tá pensando Nisso, pô, mas eu não vou botar uma IA aqui porque amanhã essa IA vai, vai me atacar, tipo eu robô. Não vai acontecer uma coisa dessa e acaba deixando vulnerabilidades mais, mais críticas, né, questão de acessos mesmo. Acesso de usuário, tudo, e por aí.
Entendi. Você tinha falado sobre, não sei se você pode falar isso, tá? É uma pergunta que se não puder é tudo bem. Você tinha falado lá atrás sobre quando tem um patch de correção, por exemplo, para um EDR, e aí eu lembrei da época que eu gerenciava WSUS. Não sei se você já mexeu com WSUS.
Passei por ele, não cheguei a me aprofundar não.
Eu gostava demais, cara, eu gostava de muito, muito. Eu tinha um aqui em casa, tinha 3 máquinas e ficava usando. Gostava demais. Aí, o que que eu fazia? Eu montava uma ilha com 2 máquinas para testar, né? E aí, porque realmente no caso da Microsoft você não pode confiar muito na atualização, porque Tá tudo bonitinho, você vai, atualiza, pronto, você ferrou, você tem tela azul ali do nada. E aí nesse caso, quando a gente para para pensar em empresas gigantescas, você acha que isso é uma coisa natural, né, de você ter praticamente um ambiente ali para você testar?
Deve ser um teste muito mais estressante para justamente antes disso aplicar a correção, né?
Sim, sim. E assim A maioria das vezes a gente se fazia essa análise toda, se fazia num parque pequeno, você depois passava para um parque maior para depois liberar para todo mundo.
Interessante.
Mas sempre, sempre vai ter um ou outro ali que é contemplado e vai estar fora dessa realidade. Entendi. O problema que ele corrigiu, ele vai corrigir, sei lá, de 97% das pessoas, mas ainda eu tenho 3% ali que eu preciso me dedicar para saber o que que essa correção vai impactar.
Boa. Segundo essa informação, ela ainda é porta de entrada para quem pensa em trabalhar com DeFi, né, Blue Team ou Red Team, ou todas essas cores de arco-íris. Você acha que mesmo que— é porque eu hoje, como tem muito tempo que eu não estou diretamente envolvido na parte de infra, né, tipo tirando curso de PFCense, as coisas, mas no mercado de infra mesmo eu não tô tão envolvido. Então eu não sei como tá de verdade o mercado. A minha percepção no passado é que com tudo estando na cloud, em tese, o profissional de infra ele ficaria muito restrito a, por exemplo, vou trabalhar numa empresa pequena, uma estratégia que tem ali um servidor local, né?
E aí, à medida que essa empresa cresce, em tese ela iria para AWS, ou ela iria para VPS, enfim, dependendo do tipo de serviço dela. Hoje você trabalhando com empresas grandes assim e vendo, né, a questão de possivelmente a gente tendo a questão da IA, que por enquanto tá encarecendo hardware, né, mas em breve provavelmente vai baratear, e também tendo possibilidade de ter IA local, você acha que os profissionais que vêm de infra, as pessoas que trabalham com segurança da informação no geral, elas vão voltar também a ter o trabalho maior para servidores físicos como era antigamente?
Como é que você vê, como é que você vê o mercado Para parte de segurança e para parte de infra nesse sentido.
Cara, voltar a ter servidores locais, eu acho assim, vai ser um pouco difícil. Vai ter, a gente tem que ter isso, isso é inevitável. Eu preciso ter uma parte da minha demanda rodando localmente. Se eu jogar tudo para uma, para uma para uma nuvem, para uma cloud, eu posso, eu viro refém. E aí pode partir uma fibra aí, uma fibra marítima. É praticamente impossível de uma fibra dessa ser rompida, mas pode acontecer alguma coisa do tipo, vou ficar sem acesso à internet, eu tenho que parar minha empresa porque eu não consigo acessar a nuvem.
Por isso. Mas eu acho que o profissional de infra, ele sempre, sempre vai ter demanda, independente da se vai estar disponível numa cloud, se vai estar on-premise, mas sempre haverá demanda.
Não vai ser uma profissão que, sei lá, um digitador E aí, no caso, você, como que você vê essa parte de IA? Melhor, não sei se você acompanha, né, mas por exemplo, aí tô falando aqui de forma muito ignorante, tá? Eu tenho a impressão de que, por exemplo, eu vou montar uma IA local aqui para poder tentar se aproximar ali do Manus e tentar se aproximar do Tentar montar uma infra que você tem automação, sabe? Enfim, você vê isso melhor antes de chegar na pergunta.
Então, quando eu comecei a ver que isso você investiu errado em equipamento, você consegue fazer isso, e na minha concepção, em tese, você não tá colocando seus dados, informações para quem você não conhece, né? Então, por exemplo, eu tenho aqui cursos meus específicos, e aí eu quero ter uma IA, por exemplo, que vai estar automatizada com meu WhatsApp aqui. Então eu vou pegar meus PDFs, vou pegar meus próprios vídeos, enfim, colocar nessa IA, e a ideia é que ela ajude meus alunos com perguntas específicas do treinamento.
Hoje você tem plataformas que fazem isso, mas eu quero fazer isso local. Então, onde chega a pergunta? Eu tenho a impressão de que, como isso tá ficando possível, eu acho que vai demorar um tempinho mais, né, para isso ficar mais acessível para placas de vídeo não tão caras. Então eu acho que isso vai trazer uma demanda de IAs locais. Você acha que isso para as empresas vai ser algo que elas vão aproveitar, ou você acha que para as empresas o importante ainda é não investir fisicamente no dinheiro, não investir para ter um servidor físico nisso, comparado com ter a facilidade que o ChatGPT, por exemplo, oferece? Como é que você vê isso?
Cara, eu sou o cara assim que eu penso na questão tudo está debaixo da minha asa, sabe? A galinha com todos os pintinhos ali protegendo. Então eu prefiro isso, a questão do on-price, né, de estar ali fisicamente tudo. Mas foi o que eu te falei, eu não posso me garantir 100% nisso. Eu uso de novo o exemplo do, da fibra, né? Da fibra, da questão do 119.
Isso, verdade.
Porque se eu tiver tudo ali, sei lá, vamos supor, o cara ataca um avião no meu prédio ali onde estão todos os meus servidores, tá rodando tudo. Se eu não tiver nada para fora, um backup, alguma coisa disso, eu acabei com a minha empresa.
É verdade.
Eu acabei com a minha empresa. Então assim, aí respondendo a questão da infraestrutura para IA, mano, eu acho que ainda a gente vai demorar um tempinho para conseguir se fazer isso, porque a questão, como você disse, de placa de vídeo, memória, hoje tá muito surreal. Eu fui comprar uma uma memória para melhorar o desempenho aqui do meu notebook, né, que tem uma de 16 e uma de 32, e botar duas de 32, não dá. Porque assim, o preço dessa memória de 32 GB, ela é praticamente o preço do notebook que eu paguei no notebook.
Não tem condições. Pois é, grandes empresas, essa parte do mercado financeiro, as fintech financeira, tudo consegue arcar com isso, mas o médio e pequeno empresário não tem condições disso.
Entendi. É, eu gosto das coisas próximo, igual você falou, né, da galinha ali. Eu gosto das coisas próximas de mim. Eu quero montar isso porque eu não pago ainda assinatura de IA, porque como faço muita coisa, então É, por exemplo, você vai fazer a arte ali, né, do podcast, por exemplo, para tentar aumentar CTR. O Manus faz muito bem. Aí, só que o Manus é um sem-vergonha que é limitado. Nossa, é muito limitado. Aí você vai usar, você vai fazer uma cópia, por exemplo, o ChatGPT, ele é bom, vai resolver um problema.
Dependendo, o DeepSeek é bom, dependendo, você entendeu? Então o que que eu pensei fazer, cara? Eu posso, eu tô montando aqui ainda, né, os lábios aqui para brincar. Mas eu tinha montado um labzinho aqui com o Olhama ali, tava com o Quen, acho que 4B. E aí eu fiquei, caraca, cara, assim, dependendo do que eu conseguir fazer, até comprei uma placa de vídeo específica para isso, né, para colocar para IA, para testar ali. Cara, eu vou tentar montar alguma coisa aqui para pelo menos me ajudar com automação.
E aí com esse conhecimento eu comecei a pensar, né, será que isso vai trazer um novo profissional para o mercado, sabe? Será que o mercado vai ter o consultor de montar IA local, saca? E aí por isso que eu pensei viajar nisso aí. Mas é, realmente, no meu ponto de vista, eu acho difícil.
Aí vai ser a questão do analista de infraestrutura ali que pegou esse hype aí da IA, estudou, aonde ele vai nadar de braçada. Onde ele vai conseguir se destacar dos demais.
Se ele tiver, se ele tiver o conhecimento de como trazer segurança, inclusive, né, cara, eu acho que é uma boa. Sim, porque uma coisa você— foi mal, te cortei.
Não, não, pode terminar o raciocínio.
Não, pode ir, os cara pode ir.
É, então, porque assim, se o cara de infra, se ele for pensar também em segurança, É importante que ele aprenda, né? Complicado, porque assim, aí vai ficar um mundo, ele vai ter que carregar, sei lá, trilhões e trilhões de informações na cabeça, que é humanamente impossível, né?
Mas por exemplo, se ele aprende, por exemplo, vamos lá, se você aprende, por exemplo, a montar pelo menos uma IA funcional, então eu tô ruim com o nome de modelo agora porque eu tive que parar de de brincar com isso para fazer outras coisas. Mas eu quero voltar. Então vamos pegar esse Queen 4B, por exemplo, que é um modelo bem simplista. Aí vamos supor que você também tem um lá que é Vision, que ele lê imagem. Aí você monta uma estrutura simples que essa IA virtualizada no Proxmox ou no Hyper-V, por exemplo, ela consiga, por exemplo, responder coisas específicas para funcionários da própria empresa.
Ou então ela, como eu te falei, né, que eu vou tentar colocar isso no atendimento dos alunos no WhatsApp. Vamos supor que esse profissional de infra, por exemplo, né, que tem experiência com servidores, ele consegue montar essa infraestrutura. Se ele conseguir fazer isso e ele também conseguir, por exemplo, pensar em como que ele vai separar a IA para não conversar com outros servidores e ainda coloca ele atrás de um firewall e sabe montar toda essa topologia, essa arquitetura, eu acho que ele tem viajando aqui, eu acho que ele tem um grande potencial de conseguir vender melhor o serviço dele e de até implementar isso trazendo a questão da percepção que a sua informação, dependendo do que você vai fazer, ela é valiosa, e que ela estando no servidor de outras pessoas ela não é sua mais, né? É por isso que eu pensei que isso viraria uma tendência, entendeu?
Sim, mas sim, concordo, concordo com com teu pensamento, mas eu acho que ainda vai levar um certo tempo para isso. Mas eu não tô nem falando na questão de equipamento mesmo, vai, de abaixar o preço das memórias, das placas de vídeo, tudo. Eu digo mais na questão do desenvolvimento do analista.
Entendi, entendi. É, então vou virar esse lado, os cara, eu vou vender esse curso.
Assim, se hoje eu tivesse ainda nessa questão atuando nessa parte de infraestrutura, com certeza eu partiria para uma coisa de IA focada nisso, na infra de IA local, porque esse daqui, sei lá, não digo nem 5 anos, mas mais ou menos isso vai ser o novo boom aí, né? Meio que uma nova profissão isso.
Pois é, eu ainda acho que vai acontecer, sabe? Eu acho que, porque assim, de novo, né, ignorante no assunto, tá? Eu acho que vai acontecer porque, falando aqui de forma muito ignorante, porque eu ainda não coloquei isso na produção, então às vezes essa própria ela vai ser muito burra para responder o aluno, mas Enfim, eu tenho alguém treinando essa IA também.
Assim, não é simplesmente, ah não, sim, sim, sim, levantou a infraestrutura toda lá, botou a IA, aí vai, não, não rola. Treinar ela, ela entender o contexto que ela tá, que ela tá inserida, tudo. Se eu botar a IA só por botar, ela Ela vai alucinar e vai trazer um monte de resposta nada a ver com o assunto.
Sim, sim, mas é por isso que eu falei, por exemplo, igual no meu caso, né, montar essa IA para responder WhatsApp, eu ia colocar os vídeos do meu treinamento, por exemplo, os PDFs, para que ela tivesse alimentando. E aí essa informação minha que eu demorei anos para gravar, imagina que eu coloco isso tudo, sei lá, tipo no ChatGPT da vida, sabe, tipo alimento ele. O negócio não é mais meu, saca? Então é lógico, né? Tá em backup, então já não é mais meu. Mas enfim, eu acho que ainda vai, mas de teimosia.
Sim, concordo, concordo. Mas é o futuro, esse é o futuro.
É um doce, né? Eu acho que vai ter muita coisa que a gente não tá nem vendo ainda, mas eu acho que vai dar bom, acho que vai dar bom. Quando a gente fala, quando a gente olha para sua carreira, né, que é uma carreira interessante, você tem toda uma bagagem aí de várias vertentes, né, que eu acho que complementam entre si. Hoje você se vê tendo chegado no máximo do que você queria? Você tem um direcionamento ainda para chegar no outro local, no outro patamar?
Para onde você tá indo, né? Qual que é o seu foco nisso? Para onde você tá investindo seu conhecimento nisso? E se tiver, qual que é o cargo que você deseja conquistar e falar assim, agora eu cheguei no lugar que eu queria chegar?
Pergunta difícil, é assim, assim, em questão da minha carreira, né? Vamos lá, hoje, como eu falei lá no início, o meu principal core é a parte da computação forense. Isso é o que eu faço de olho fechado, essa parte investigativa toda. E com a possibilidade que eu tive nessa de atuar como um analista de risco, eu precisei focar numa parte também que antes eu só usava para questão de estudo, que é a parte de red team, pentest, tudo.
Sim, estudei isso, me formei pela ACD, mas assim, sempre estudei não na questão para me tornar um penteste. Não quero aqui ter audácia de falar eu sou um penteste, não. Era mais na questão do, para saber, ah, o ataque é feito de modo XYZ, e se eu tiver, sei lá, uma ferramenta tal, eu consigo pegar essa movimentação de o que tá acontecendo. E então nessa parte da gestão da vulnerabilidade me fez voltar a estudar isso, mas aí não com a questão acadêmica, né, de falar, ah, tô estudando essa parte de red team simplesmente de forma acadêmica, mas de botar ela mais em prática para saber ali a questão da interceptação.
Como ele, o atacante, ele tá conseguindo infiltrar a informação, se eu tenho barreiras aqui que teoricamente não deveria deixar passar documento, essas coisas. Então hoje eu tento equiparar isso. Lógico, não tenho a soberba aqui de falar que, ah, eu quero equiparar o conhecimento meu de Red Team junto com de Blue Team, fazer um 50/50, porque aí não tem como. Já são nessa brincadeira aí mais ou menos uns 10 anos em perícia. Não vai ser o que eu vou aprender, sei lá, daqui para frente que eu vou equiparar com os dados da perícia.
Então eu tento manter aí um mais ou menos um 60/40, um 35/75, mas para essa questão da computação forense mesmo, como um core mesmo aí, que é o campo de atuação.
Você tava falando aí, eu tava pensando, cara, em tese a pessoa que estuda para segurança da informação no geral, né, o pré-infra também, em tese ela sempre vai ter oportunidade de mercado, né? Porque tudo depende ainda assim do cara que vai saber, que vai investir conhecimento para proteger os ativos, para montar, né, a comunicação, enfim. Então, em tese, acho que é o profissional que, mesmo com IA, eu acho que IA não tira o trampo de um cara que trabalha com segurança. O que você acha disso?
Não tira, não tira. Essa é A principal, sei lá, não vou ser aqui o cara que doutrina as coisas, mas é uma das principais mentiras que é propagada hoje, que o ChatGPT, o cloud, vai acabar com os profissionais. Não tem como isso aí. Eles aceleram também. Aqui não vou ser soberbo e falar que a IA não não ajuda. Mentira! Uma análise de um log, sei lá, com trilhões e trilhões de linha, que eu ia perder, sei lá, uma semana de análise, dependendo da IA, com 2, 3 horas ela vai me trazer resumida.
Lógico, precisar sempre fazer, conferir tudo. Porque se eu jogar, simplesmente jogar o prompt lá e falar, não, segue esse prompt aí, segue tudo que tá falando no prompt e me traz uma resposta, se eu confiar cegamente nessa resposta, a probabilidade de dar merda é muito grande. Então assim, é meio que um duplo fator de autenticação, duplo fator, né? Aí a IA vai me trazer a resposta Eu vou sentar, eu vou usar a resposta dela, vou analisar tudo e vou buscar os gaps, possíveis gaps faltantes.
Você falando isso aí, eu lembrei da cagada que eu fiz com DeepSeek, né? Eu tenho o Nextcloud aqui local, não sei se você conhece, você gosta. Eu gosto bastante. E aí ele tava dando problema que eu não conseguia editar o documento na interface web. Aí eu fui e comecei a usar o DeepSeek para me ajudar a resolver o problema. Aí tá lá, faça isso aqui, isso aqui, isso aqui, isso aqui. Aí teve uma hora que eu coloquei o comando lá e aí ele começou a dar um purge.
Aí eu cancelei na hora, eu fiquei, porcaria de— porque eu sou caramba, eu que vacilei.
Não pode isso, né, jogar o comando sem dar uma uma olhada antes, né? Pois é, não ensinar a IA o que eu estou fazendo, né? Se eu simplesmente pegar o problema ali e jogar, ela vai me dar uma resposta genérica conforme o mapeamento que ela tem do teu perfil. Mas se eu— por isso que eu falo, a gente precisa ensinar a IA para ela poder trazer pontos positivos para gente, não simplesmente pegar, sei lá, um prompt aí compartilhado e achar que porque respondeu o Zézinho vai me responder do mesmo jeito.
Às vezes quando a situação não é a mesma, a aplicação não é a mesma, a ferramenta, e assim vai.
Não, mas eu fiquei irritado, viu, cara.
Nossa Senhora, mas irrita mesmo, cara. A gente acha que assim jogar na IA vai trazer a resposta 100% e não vai, não vai.
Não, acho que também começa a ficar cômodo, porque por exemplo eu já tive problema no meu site, por exemplo, né? E aí teve um belo dia que ele cagou tudo lá por uma atualização. E aí o Gemini conseguiu me ajudar com problemas que eu nem sabia como resolver. Aí o ChatGPT também me ajudou com outros problemas aqui no próprio Nextcloud. E aí você vai acostumando, né? Você pega, aí você vai jogando comando, comando, comando. Aí quando eu fui ver, caraca, não é possível, eu virei usuário agora, eu só vou seguir o negócio, parou de pensar aqui. É complicado.
Esse é o problema, esse é o problema, é que quando a gente para de pensar e dá para IA fazer esse pensamento, né, pela gente. Acho que eu não preciso falar sobre isso, né? A Talita trouxe de forma maestral aqui no último Carreira Tech, aqui falando sobre essa parte de IA e pensamento humano, né? Então é isso aí, eu não posso simplesmente jogar tudo para IA e querer que ela resolva o problema 100%.
Mas é isso, cara, é um novo momento, né? A gente tem que se acostumar a lembrar que a gente aqui Tipo assim, é lógico, a gente não vai conseguir saber de tudo, né? Pois é. Falando ainda em IA, e aí falando também sobre os dados que eu falei lá atrás, né, de como que a gente tá lidando com a demanda de ataques usando IA principalmente, né? E na verdade os ataques usando IA são diversos e de diversas formas, né? Eu tava vendo aí, eu não cheguei a ver o vídeo ainda, eu só vi a capa vídeo, parece que estão tentando.
Só que como você tem muita, muita jogada de marketing para fazer as pessoas falarem sobre, ah, então eu não sei se isso seria esse papel, que é assim, falando que especialistas querem que parem de, tipo assim, de acelerar o crescimento, a inteligência da IA, porque essa feira é muito inteligente, para lá, para lá. Então eu não vi a notícia e eu não sei se isso é uma jogada de marketing para a gente poder achar que a IA tá insuperável.
É, até mais porque eu acho que a Anthropic, acho que nesse mês ou mês passado, acho que ela teve problemas com lucro, né? Eu acho que ela teve um déficit gigantesco. E aí a gente não sabe como é que tá esse negócio. Mas ainda assim, quando a gente fala de IA, você tem diversos tipos de ataques, né? Então a gente vai entrar em momento de eleição daqui a tempo, daqui um tempo, já tá tendo fake news a rodo. Hoje você tem automação, né?
Então você tem tipo assim um contato entre, um contato do nada entra em contato com você no WhatsApp, por exemplo, você entra nisso através de uma página de vendas e aí ela vai te levando até você tomar um golpe também. Enfim, então a gente tem vários tipos de golpe usando IA. É, quando a gente olha para esse mercado atual com a IA tendo um papel muito grande no segmento de segurança, como que você olha para esse mesmo mercado do ponto de vista de quem atua na redução de risco digital?
Como que você tá olhando para isso e como que você tá, o que que você tá fazendo sobre isso?
Cara, vou ser bem sincero que assim, nessa parte de risco de IA Eu não entrei nisso, não entrei. A gente tem uma equipe específica para isso que trata essa parte da IA, dos riscos que a IA pode trazer. Mas eu não vejo tão prejudicial, né? Foi o que eu falei, hoje a IA ela acelera muita coisa. Então, como é que eu posso dizer, a fraude digital mesmo. Antes, para mim conseguir qualquer coisa, ele levaria dias fazendo um script, alguma coisa.
E hoje não. Hoje, se eu souber conversar com a IA para induzir ela a delirar, ela vai me trazer a resposta. Se ela não tiver um ambiente de aprendizado muito maduro, ela vai me trazer a resposta de coisas que ela não deveria me trazer. Mas nisso aí eu tô falando as principais, né? ChatGPT, Gemini, as grandes mesmo. A SUBIA, né, ali que é mais utilizada no mercado, ela já tá pronta para isso, né. O cara que desenvolveu ela e treinou ela, ela já tem essa visão, né, essa visão do golpe.
Então a gente tem aí, não cheguei a verificar hoje se caiu ou não, É o, como é que era o nome? Acho que era FraudGPT, alguma coisa do tipo assim. Tem algumas IAs que elas já são programadas para isso, né, para ajudar o fraudador a poupar tempo e conseguir atingir mais pessoas.
Caraca, isso eu não sabia não, mas a pessoa desenvolveu isso localmente?
Sim, sim, é uma, aí é local.
Então, em tese, fica fácil de pegar esse cara. Não tem como, né? Na verdade, ele tá usando, ele tá usando isso para desenvolver o ataque, né?
Sim, sim, ele vai se esconder atrás de VPN, atrás de VPN, numa rede Tor, tudo para tentar ficar o mais anônimo possível. Mas como todo fraudador, uma hora ele erra, né? É impossível você acertar todas.
E do ponto de vista de quem tá protegendo, pera aí, tá, do ponto de vista de quem tá protegendo ativos digitais igual no seu caso, você vê aí sendo bastante útil para lidar com a constância de ataques? Enfim, como é que tá sendo sua experiência com a IA?
Cara, maravilhosa, mano!
Que tipo de uso você tem com ela?
Não entendi, desculpa.
Que tipo de uso você tem com ela? Tipo assim, mais para ler log? Você pode falar, na verdade, porque não sei se pode falar, né?
Posso, posso. Mais uma questão da leitura de log, né? De log, interpretação de comandos, até onde certos comandos podem chegar. Porque hoje é assim, vamos lá, o programador preguiçoso, né? Que vai jogar tudo para uma IA desenvolver.
Pode falar. Não, não, pode falar. Eu só ri.
Que vai jogar para IA desenvolver uma aplicação ou alguma coisa, ele não tá preocupado na questão de segurança. Então nisso eu posso ter alguns prompt injection dentro dessa aplicação que vai me prejudicar.
Caraca!
Então assim, aí com isso a IA mesma ela corrige ela mesma.
Interessante isso.
Eu uso a IA para corrigir ela mesma. Então eu pego ali o código, parte dele, né, nem sempre jogo o código inteiro porque pode gerar alguma alucinação, alguma coisa. Aí a mesma pode se perder ali no nas linhas e vou analisando bloco a bloco para saber as vulnerabilidades, tudo, até onde eu posso chegar com essa aplicação.
Interessante, isso também não sabia não, cara. Então, por exemplo, vamos supor, eu tô com um servidor aqui Linux e aí eu tô tentando resolver um problema, aí eu vou lá, aí eu vou no ChatGPT e falo assim, ó, tô com esse problema aqui, como é que eu resolvo? E ela me dá uma solução de código. No ChatGPT em si, em tese, esse risco seria menor, né? Se eu pegar de um blog é que pode aumentar, no caso. Pode.
A questão da IA open source, né, vai de acordo com o treinador, como que ela foi treinada. Então assim, num ChatGPT, para mim fica mais difícil de enganar ele, vamos dizer assim, de fazer ele pensar uma situação, gerar certas armadilhas para ele, né, falar certas coisas, mas pensando num ataque. Se eu for falar para mim, ah, sei lá, faça uma enumeração na API XPTO, ele vai falar, não, não posso. De acordo com as minhas diretrizes, tudo, não posso fazer isso.
Aí na questão da IA open pode ser que aconteça, dificilmente. Isso vai tudo, como eu te falei, da questão do de como essa IA foi treinada.
Mas então no seu caso, pelo que eu entendi, você, quando você vai testar um comando, né, você verifica isso, esse comando Você testaria porque você pegou ele em algum lugar? Eu fiquei perdido agora.
Isso, num código, alguma coisa. Porque assim, o que eu te falei, se eu jogar tudo para ela, ela vai fazer de forma mais automática possível. Ela não vai pensar, sei lá, joguei o comando tal, esse comando é vulnerável. Não, é diferente. Eu dei o prompt, ela analisou o prompt, falou que esse comando Vai ajudar ela, ela vai jogar lá dentro, eu que me vire. Se eu não fizer uma varredura, tudo com isso, eu jogar assim, ah, peguei do ponto A, já jogo no ponto B e subo, já era, velho.
A probabilidade de eu estar colocando algo com exposição da minha infra, da minha ferramenta, é muito grande.
É, você falando isso aí, ele realmente, cara, a gente é muito melhor que a IA. Porque não, tipo assim, realmente eu não tinha pensado por esse detalhe. Primeiro que eu não sabia que tinha comandos que você podia copiar, às vezes ele ia fazer outra coisa.
Mas parando para pensar, realmente, ele copiar e fazer uma segunda atividade, eu digo dele se tornar vulnerável.
Ah, entendi, entendi.
Não digo que tipo, sei lá, eu vou ter o comando de copiar, insira o dado A, ele vai copiar esse dado A e vai jogar em algum canto. Eu digo na questão de vulnerabilidade.
Sim, sim, entendi. Ele abre brecha, né, sem você perceber, né? Caraca, não tinha pensado nisso. Caraca, bem interessante isso, realmente. É realmente, cara, aí é realmente uma ferramenta mesmo, porque realmente não tinha pensado nisso. Interessante isso, é maneiro, cara.
Por isso que a gente tem que pensar em várias formas, né? Interessante isso, com essa visão de risco que eu aprendi me fez também ter essa visão agora de se analisar tudo.
Sim, realmente, cara. E mesmo você, e mesmo você usando a IA para esse pensamento, ainda assim, se você não não continuar, ela vai agir de forma normal e não vai, não vai ter esse perfil que você tem, né? Então, no fim, é só uma ferramenta. Verdade, faz sentido, faz muito sentido. Verdade. Bom, para a gente poder melhor, eu queria que você me ajudasse então a indicar para quem tá assistindo a gente ou para quem vai assistir depois, é indicando certificações para quem deseja atuar É em 4 perfis.
Então, primeiro perfil, forense digital. Qual certificação ou quais certificações você indica? Você tem alguma ordem? Por quê, cara?
A primeira, sem dúvida, Academia Forense Digital.
Boa!
Essa daí tá bem teórica, mas assim, a gente tá estudando novas formas para isso. Mas para quem tá começando ela é perfeita, ela dá um overview completo para essa parte de forense. É uma internacional que eu usaria, seria CHFI, certificação.
CHFI é Certify Hacker.
CHFI, eu vou apelar aqui para o Google.
Vai lá, vai lá. Eu ia falar aquele hacker do bem lá, o branco lá, o White, mas que é White Hacker, sei lá, nada a ver, viajei.
Já começa que não existe isso, né?
É porque você tem o Black Hawk, White Hawk, Blue Hawk, essas coisas todas. E aí eu viajo nisso.
Aí é questão do carrocel de cores, né?
Isso é ethical hacking. Eu confundi, confundi.
Aí seria a questão do ethical hacking, estaria voltado mais para um red team da vida, né?
Verdade, verdade. Boa. E para pessoa que quer atuar em DFIR, qual certificação, quais certificações que você— melhor, antes, ainda na forense digital, além da AFD e da CHFI, tem alguma outra ou você finalizou?
Cara, teria a da SANS, mas aí a gente tá tratando de valores absurdos, né?
É, mas o mercado reconhece, tipo, a pessoa que consegue pagar aqui no Brasil O mercado contrata, tipo assim, se a pessoa, vamos supor, a pessoa juntou, vamos supor, essa certificação da SANS, vamos supor que ela é R$10.000 ou R$15.000. Se a pessoa tentar ir para ela direto e passar, porque tem esse detalhe, né, ela em tese vai ser acolhida pelo mercado ou não? Tem que ter uma bagagem que a empresa vai ver que ela sabe, experiência.
Não, se ela conseguir, ela pula isso, ela pula essa parte da experiência, porque assim, ela vai juntar duas coisas que hoje eu vejo falta, né? A questão das certificações para o nosso lado aqui brasileiro, português mesmo, basicamente não existe hoje, só tem Se eu for ver na questão da forense, só essa da FD mesmo.
Verdade.
O resto é tudo, tudo inglês. Então se eu junto uma certificação dessa da SANS, subentende-se que eu já tenho um inglês no mínimo intermediário.
Na verdade tem contexto, né?
Então assim, mercado global, não preciso assim só nessa parte nacional aqui, né, buscando emprego aqui só para nível Brasil. Aí eu já consigo voar mais altos, maiores, né.
Boa. E para Defi, certificações que você indica, cara?
Juntaria Defi e Blue Team na mesma situação, uma, uma CISA Plus Uma César Plus. Deixa eu ver uma outra, uma, como é que é a da Samsung? GIAC, alguma coisa assim, que é certificado de incidente handler. A pessoa que mete a mão mesmo no incidente, né? A pessoa que vai dar a cara a tapa ali, que vai estar analisando tudo, pensando o que que aconteceu, que vai desenvolver o relatório final.
Entendi. E aí, para Thread Intel, é novo no mercado? Não, né, cara?
É que assim, se a gente for pensar em Novo, não tudo é novo, né?
É verdade.
Você vai ver gente falando que a IA vem lá dos anos 80, blá blá blá. Mas se você perguntar uma atuação numa, tipo, sei lá, 1992, me dá um exemplo aí de uma IA de 1992, mano, a pessoa vai se perder.
82, aquele, aquele, aquele, como é que é o nome do cara, gente? Caraca, eu esqueci o nome do cara que ele ajudou a desvendar o algoritmo, não, o negócio lá dos nazi lá. Caraca, eu esqueci o nome do cara. Alan Turing. Em tese ele, né, não era IA, né? Não era IA.
Então, acho que eu tô falando, isso que eu tô falando, nem tudo assim é uma base para IA. Não vou falar quem sou eu para Mas ele usou, ele criou uma base para IA. Mas a IA do modo que a gente vê hoje em dia é uma situação nova.
Isso, verdade, verdade.
Então assim, a grosso modo falando, meio que seria, é o pesquisador ali, né, o cara que tá pesquisando, tá vendo novas novas ferramentas, novos ataques, tudo. Ou há um cara que ele tá analisando uma marca específica, tipo, ele pegou um banco, uma empresa, e eu quero saber tudo sobre essa, sobre essa marca. Então ele vai analisar a questão do que está se falando aí transitando na internet, O que que estão falando dessa marca na Rede Ônion? O que que se comentam nos grupos de Telegram da vida? E assim vai.
Então o Triad Intel, ele, melhor, então essas 4, essas 4, esses 4 perfis, né, o Forense Digital, o Difi, o Bluetinho, Triad Intel, em tese eles meio que se conversam, né? Eu falo na questão de atuação.
É uma tríade. Vamos pensar assim, que a forense, o thread intel e o red team é uma tríade. Um não existiria sem o outro.
Entendi. Então o cara, e aí deles, o cara consegue sair disso para algum outro, algum lugar? Por exemplo, o cara é forense digital, ou então o cara é de fila, ou então o cara é red, ou então o cara é thread intel. Eles conseguem sair dessa área para ir para outros lugares com essa bagagem de conhecimento, ou tem que ficar nessas áreas mesmo?
Não, ele pode, ele pode. Como é que eu posso dizer? A bagagem dele vai para qualquer canto, qualquer canto. Que nem o cara que atua no— vou usar a minha situação. Que atua na parte investigativa, mano, eu dependo muito, muito do Trajitel. Eu preciso muito do Trajitel porque o Trajitel é meio que a porta de entrada, né, onde os cara vai começar a falar, comentar ali a aplicação XPTO possivelmente tem essa vulnerabilidade, tudo.
Então o cara do Red Team, ele tá acompanhando o cara do Tridentel. Aí depende muito da malícia, né? Porque eu posso estar acompanhando ele para saber como fazer o ataque, né? Até onde estão as vulnerabilidades. Como eu posso saber tudo isso? Da parte do Intel e avisar a minha parte de defesa, na parte do Blue Team.
E você acha que o mercado paga bem para esses profissionais? Porque em tese eles são a base, né, a base para fazer alguma coisa a partir daquilo que foi, do que aconteceu, né?
Cara, sendo bem, bem sincero contigo, o mercado nacional remunera muito mal.
É, né? Mas mal assim que dá para sobreviver, ou mal, mal tipo infra?
Não, não, além dá para sobreviver, dá para você ter uma vida assim confortável, mas pelo, pela demanda, pelo risco que você tá carregando, né?
É verdade.
Imagina, sei lá, eu vazar um dado de uma API vulnerável de um banco, quanto que esse banco vai estar perdendo?
É verdade, verdade. E mesmo, mesmo em bancos, ainda assim, o que se ganha não é o que valeria a pena, o esperado, vamos colocar assim.
Aí depende, depende do banco, né? Da estrutura do banco, né, como a gente falou lá no início, se é um banco tradicional, se é um banco digital ou não. Mas geralmente, geralmente, as fintechs financeiras pagam um pouco melhor do que os bancos tradicionais.
É mesmo?
Sim.
Interessante, achei que ia pagar mal.
Não, ela paga no nível Brasil Paga bem, paga bem. Se eu for me comparar um cara de forense por aí, de uma consultoria qualquer, XPTO da vida, e um cara de uma fintech financeira, esse cara da fintech financeira ganha mais.
Então a pessoa que tá ouvindo a gente, se ela tiver, é lógico que também depende da empresa que tá começando, né? Mas interessante isso. Interessante, interessante. É interessante, você tem, você vê no Brasil o mercado, porque a gente teve muitos exemplos de empresas grandes que tiveram problemas, né? Eu não lembro agora qual que tem uns 3 anos já, uma que teve um ataque ransomware. Eu não lembro se era de roupa, eu não lembro agora o que que era a empresa, mas ainda assim As empresas, é, acho que foi a Renner, sofreu alguma coisa na pandemia, isso parou muito a produção deles, né?
Isso fechou diversas lojas, tudo.
Pois é. E ainda assim você acha que no BR o pessoal não valoriza o profissional de segurança? O cara tá na frente ali do que vai resolver os negócios.
Difícil, difícil. Aí eu posso te falar porque já passei por diversos mercados, né, vários tipos. Já passei pela, por banco, tudo. E é uma diferença bem grande na questão salarial de um cara que atua diretamente, né, num banco para um cara que atua numa consultoria.
E você acha que tem alguma coisa a ver com a percepção do risco que esse cara segura? Ou o que que você acha aqui do porquê que não se paga bem?
Cara, hoje a gente tem a cultura de querer o melhor pagando menos, né?
Entendi.
Isso aí não é nem a questão do do mercado de segurança. Aí eu já tô falando de uma estrutura mais do Iapoque a Chuí, né, uma ponta a outra do Brasil. A gente quer sempre ter o melhor pagando o menos possível.
É verdade, é complicado. Você acha que ainda assim a pessoa deveria estudar para sair daqui? Como é que, o que que você diria para quem tá começando a estudar, olhando a percepção de que aqui talvez ele não vai, a gente não sabe o futuro, né, mas com a percepção de que talvez ele não vai ser valorizado?
Criar bagagem. O mercado brasileiro, ele, para quem quer, ele é um dos melhores na questão de você formar um profissional, ainda mais nessa parte de cibersegurança, fraude digital. Hoje os fraudadores tudo estão vendo que não tem mais a necessidade de desenvolver um ransomware, por exemplo, para poder atacar uma empresa, criptografar os dados e fazer a extorsão. Hoje, com esse número de APIs aí para fazer o negócio girar, é mais fácil eu investir nessa parte, sei lá, criar um phishing, criar ataques mais personalizados, sabe?
E alguma coisa para interagir com a vítima. Na questão do real time mesmo, né, que a gente fala.
O real time, ele, a chance da pessoa engajar e cair no golpe é maior, né?
Sim, sim. Então você acha que principalmente se a pessoa não tem o mínimo de conhecimento, é verdade, os idosos, apesar que hoje tem muita coisa, muita gente falando sobre conscientizar a terceira idade. Então, o mercado brasileiro, ele é o melhor formador de pessoa.
Você falou do ransomware, no caso, você acha que os ataques, eles diminuíram? Porque fica, fica, é demorado para conseguir fazer um ataque ransomware dar retorno, é complexo, ficou mais complexo. O que que você vê desse mercado, desse mercado entre aspas, né, do dos bandidos que usam, que usavam, né, de ataque ransomware. Por que que você vê disso ter parado, entre aspas, também?
Que hoje assim, hoje a gente tem muito essa discussão sobre segurança. Então antes, vamos lá, pensando nos primórdios, WannaCry, os primeiros ransomware que bagunçou aqui o o Brasil, cara, não existia isso, não existia, não se pensava em segurança. Segurança era, era um custo, né? Eu não via a segurança por segurança mesmo, eu via que assim, eu vou ter um custo aqui que eu vou manter uma equipe que teoricamente é desnecessária, eu não preciso disso para o meu parque de servidores aqui.
Então quando começou a se tornar mais frequente essa parte de, de rancor, esses ataques, todo mundo falou, opa, calma aí, eu preciso dar um passo para trás, rever tudo isso para poder seguir, porque se eu continuar dessa forma exposta, não vai ter, não vai ter empresa, não vai ter mercado no Brasil. Então Conforme assim o ransomware foi evoluindo, as pessoas foram mudando esse pensamento da segurança, foram deixando de ver a segurança como um custo e vendo como uma solução boa, como uma defesa.
No seu caso, a questão de forense em imóvel, você não Você tem alguma coisa de conhecimento sobre isso, de atuação sobre isso?
Tenho mais na esfera judicial, né?
Legal, legal.
Mais na questão da perícia mesmo, mas em ambiente corporativo não. Mas que nem hoje, tudo, tudo é celular, né? Antigamente, para eu fazer uma uma transferência aqui, eu tinha meu acesso, tinha um token de validação, né, que geralmente o pessoal usava como chaveiro, e tinha uns números que aparecia ali na telinha e fazia essa validação. Hoje não, hoje tá tudo dentro de um aparelho celular. Eu vou fazer a minha transferência ali, ele vai fazer a minha leitura biométrica, e assim vai.
E você acha que a questão de ataques para celulares comparado com PCs hoje tá maior? Tem algum estudo sobre isso? Você chegou a ver alguma coisa sobre isso?
Aí vai ser uma resposta minha mesmo, eu não cheguei a fundo disso, mas eu acredito que hoje os ataques a celulares são maiores do que a questão da infraestrutura para computadores. Entendi. Assim, sei lá, não lembro o último censo, quantos brasileiros a gente tem ao total, mas vamos chutar aqui, temos 200 milhões de brasileiros, a gente tem o dobro de celulares. Então assim, sei lá, não lembro o último censo, quantos brasileiros a gente tem ao total, mas vamos chutar aqui, temos 200 milhões de brasileiros, a gente tem o dobro de celulares.
Então hoje todo mundo tem um tem um celular, é assim, e é muito difícil a pessoa ter mais de um celular e pensar em segurança. Vou usar a minha, o meu caso aqui, eu como trabalho na questão da parte de segurança, eu tenho o meu celular aqui, o pessoal que eu uso WhatsApp, tudo, e tenho o tablet que eu não tiro de casa. Esse tablet tá tudo que é operação bancária. Eu não tenho, tipo assim, eu tenho uma conta digital qualquer no celular que eu uso assim para qualquer imprevisto, mas a maior parte mesmo, questão de transferência de valores maiores, pagamento de conta, vem tudo desse tablet que fica em casa.
Entendi.
É uma boa também, inclusive, porque o tablet é uma barra com celular, né? Você coloca ele só para receber banco. Eu não sabia que podia fazer isso. Eu tinha um celular velho que eu colocava os bancos nele, só que ele estragou. Mas eu vou ver se eu compro um tablet para isso, porque realmente faz sentido, faz sentido, cara.
Foi o melhor investimento que eu fiz, porque assim, é difícil você ver alguém andando com com tablet aí pela rua.
Faz sentido. E fica só na sua casa. Boa, faz sentido.
Vou fazer a nossa segurança hoje. Infelizmente não tem como eu sair por aí com tablet, então para mim fica melhor. Verdade. A única coisa assim que eu, para algumas situações eu fico um pouco puto, é quando eu tenho que nem eu precisei formatar meu tablet. E tive que recadastrar tudo. Então assim, eu não tenho um suporte que eu vá ligar e vai resolver isso. Não, eu tenho que ir com o tablet lá na agência, falar com o gerente, tudo. Então isso eu vejo um ponto de vulnerabilidade.
E você acha que os bancos estão de olho nisso para corrigir isso aí?
Cara, se não estão, deveriam. Já tá começando, pelo menos tá ali no roadmap para pensar nessa possibilidade.
Boa! Bom, a gente tá chegando no final aqui. Queria te agradecer aqui, né, pela participação. E fica à vontade para palavras finais aí. E é isso, meu cara.
Cara, eu te agradeço pelo convite aí.
Tamo junto!
Principalmente por esse bate-papo aqui me tirar da zona de conforto, né? A gente focou muito em IA, né, nesse aprendizado de IA. Tô vendo que eu preciso urgentemente evoluir nisso porque é o futuro, é o futuro. Assim, não que a IA, como a gente já disse várias vezes aqui, que a IA vai tomar meu emprego. Não, acho que a gente não tem uma estrutura para isso e não tem como, principalmente com as últimas notícias, né, da Antropic aí, alguns delírios dela, jogar tudo para lá.
Então, mas eu acho que foi um papo bem, bem especial, acho que valeu muito. Obrigado por me fazer pensar fora da caixa, que eu preciso desenvolver ainda mais.
Que isso, eu agradeço aí, na verdade Que bom saber, porque o negócio é tentar entender o mercado. E como eu te falei, né, como eu tô fora do mercado de infra assim, da parte de segurança, e aí eu com você aqui eu consegui perceber muita coisa que ainda vale a pena, né, pessoa que gosta de servidores, gosta de mexer em cabo de rede, as coisas ainda, ainda Tem direcionamento, nunca vai morrer nunca.
Mas que falar, o analista de infraestrutura vai deixar de existir, nunca, nunca, nunca vai deixar de existir. Sempre vai existir uma empresa que vai precisar de um Active Directory local rodando, vai precisar da infraestrutura toda, passar cabo, tudo, pensar na Num mapeamento de rede, sempre vai depender desse cara. Esse cara é perpétuo, né?
Mas o negócio era o destino depois disso, sabe? Tipo assim, vamos pôr da mesma forma que eu lá atrás no passado, eu não tinha perspectiva porque eu não queria, eu queria isso da programação na época, mas eu era ruim, ia demorar muito tempo para conseguir.
Somos dois, pois é, uma semana para fazer uma função.
E eu ia ser demitido. Exato. Aí eu ficava com medo porque tava tendo a época do Google Cloud, então eu ficava com medo, não sabia se poderia ir para algum lugar ou se seria aquilo para sempre. E aí você me trazendo esses detalhes do SOC, do cara que vai olhar log, por exemplo, ou da própria Threat Intel, enfim, do DFIR, né, dá para perceber que ainda assim tem uma, tem um que a pessoa pode fazer além com toda essa bagagem que ela desenvolveu, né.
Então eu achei interessantíssimo isso porque É como eu te falei, a ideia aqui é tentar entender o mercado, porque ele sempre vai mudar, né? E eu não consigo entender sozinho. Então, à medida que a gente vai trocando ideia, a gente vai vendo que, caraca, sempre vai ter oportunidade, mas você vai ter que continuar estudando, enfim, né? Investindo, enfim. Então, obrigado pela participação. Para vocês assistindo, a gente tem aqui também, muito obrigado por termos assistido.
Eu vou deixar como recomendação para vocês, para vocês que tiverem interesse, entender mais sobre Forense Mobile, entrevista que eu fiz com Ávila. O Ávila também é aluno da FD e também é professor lá, e ele desenvolveu essa ferramenta que foi reconhecida inclusive no Forense Forecast, se eu não me engano, com ferramenta do ano ali, uma ferramenta poderosíssima. Inclusive tem um tutorial meu no canal da FD que ali, ali eu usei o negócio.
Então foi bom, eu demorei um tempinho fiquei enchendo o saco dele para poder fazer pergunta, porque eu não sabia usar, eu não sou dessa área. Mas é uma baita ferramenta, cara. E assim, ele era desenvolvedor, acho que Java, aí ele fez o curso do Renan, acho que era, não lembro qual curso agora. E aí que ele teve insight de criar ferramenta e criou, velho. Então é muito foda a história dele. Então para você que não conhece, é um cara extremamente humilde, né?
Um cara que você vai chamar ali no LinkedIn, tipo Não vai te responder instantâneo, que o cara tem uma vida, tem família, tem tudo, mas não é um cara que vai te ignorar.
Exato.
Pode levar ali 2, 3 horas, mas vai te responder.
É muito gente boa, muito acessível, é muito acessível. Então foi um cara que eu, você conheci pessoalmente, o Álvaro conheci, conheci, conheci pessoalmente. E cara, são, foram as pessoas, não só, né, mas as pessoas que eu fui vendo que que o sucesso é merecido, saca? Porque é o cara, é lógico, né, ele vai tendo mais demanda, vai tendo mais coisas que vai tirar atenção dele, mas ainda assim é um cara muito gente boa assim, saca?
Então fica aí a recomendação para vocês. Se não tiver na descrição, eu vou deixar, mas também vou deixar no final aqui do vídeo para quem tiver no YouTube. E para quem tiver assistindo no Spotify ou nas outras plataformas de podcast, vai estar na descrição, tá, meu querido? Muito obrigado pela sua participação. Futuramente eu vou te chamar de novo, tá? E um recadinho final aqui antes da gente encerrar, para você que tá vendo aí minha tela nesse momento, eu tô aqui com meu QR code para você que tiver assistindo na televisão, ou para você que tiver assistindo no celular, tá meu site aparecendo para vocês, tá?
Que é wesleyrodrigo.com.br. Lá você tem diversos treinamentos, inclusive um dos maiores treinamentos de PFCense que você vai ter Neste Brasil são 15 horas, são 56 vídeos, tá? É um treinamento que você vai aprender ali, para você que não é de infra, por exemplo, você vai aprender desde a montar um Hyper-V Server, você vai colocar ali uma, um virtualizador dentro de outro virtualizador. Então a gente vai pegar isso mão na massa com comando, vai também montar um Active Directory, vai montar um file server, vai fazer tudo isso trabalhar com uma topologia que converse com o PFCense de forma segura e muito top, tá?
Então é só acessar lá, treinamento já tá disponível na plataforma, é wesleyrodrigo.com.br. Voltar aqui para tela do meu convidado. Meu querido, muito obrigado, vou te chamar de novo no futuro, tá? Aí nós estamos em agosto, caraca, nós estamos em agosto, então em agosto agora vai durar um ano, é tipo o Vingador. Coisas, né? Mas é isso, obrigadíssimo aí pela participação. Para você que assistiu até aqui, se você gostou e quiser conhecer outros episódios, inclusive tem um outro episódio que eu recomendo que é com a Eliete Souza.
Para quem não sabe, o LinkedIn é— não sei se você também sabe, tá? Eu descobri isso no episódio dela. O LinkedIn, assim como o YouTube, né, ele tá virando uma plataforma que vai te ajudar bastante para você desenvolver network válido. Então eu descobri uma coisa chamada SSI no LinkedIn, que é a sua pontuação. É através dessa pontuação você começa a perceber o que que você precisa fazer para que o próprio LinkedIn te ajude a ter oportunidade no mercado.
Nesse vídeo lá da Eliete, eu vou também colocar na descrição aqui, ela mostra como é que você pontua isso, como é que você interpreta isso, e ela tem uma IA dela que ela criou para ajudar as pessoas. Enfim, tá tudo lá, tá? É uma entrevista maravilhosa te ajudando ali a entender melhor o LinkedIn para você conseguir oportunidades, emprego, enfim, ou é consultoria, né?
Eu vou te falar que eu seguia as dicas lá, né, que ela deu para questão de aumentar o SSI. Eu tive um aumento considerável seguindo todas as dicas dela lá. Selecionando as pessoas certas, tentando fazer um post por semana. Todas as dicas que ela deu na entrevista contigo foram muito valiosas e ajudou mesmo. Isso aí, eu sou uma pessoa, é, isso é uma prova viva.
Obrigado.
Dá certo, né, que funciona o que ela tá falando ali, né? Não é só um conto.
E eu não sabia disso. Aí, à medida que depois Depois dessa entrevista, aí eu comecei a colocar coisa no LinkedIn, que eu achava que o LinkedIn— eu tenho a sensação de que o LinkedIn, ele quer que você fique lá, igual toda rede social. Só que aí eu não vi a vantagem até começar a fazer. E aí eu fiquei, caraca, o negócio, tipo assim, o LinkedIn realmente abre oportunidade, cara, da mesma forma que o YouTube, né? Então, para você que aí pretende ser visto por um contratante melhor, ou para você que pretende mudar de emprego, para você que pretende, né, mudar de área, enfim, vale a pena assistir também porque tá maravilhoso.
Então é isso, obrigado. É, eu pensava muito no site, mas vendo que o site sozinho ele não tem ninguém trabalhando por ele, né, tipo, eu tenho que fazer a divulgação, aí eu comecei também investir no LinkedIn e Eu tô gostando do resultado agora. Eu sei o negócio, é o SSI. Agora tô gostando do resultado. Então é isso, meu querido, muito obrigado, pessoal. Obrigado pela participação também. É, como eu disse para vocês que não são inscritos aí, se gostarem, se quiserem continuar acompanhando os próximos conteúdos, se inscrevam.
Se puderem ajudar a divulgar para quem vai se interessar pelo que foi conversado aqui. E é isso, obrigadíssimo, grande abraço. Vejo vocês no próximo episódio. Valeu, meu querido! Valeu, pessoal!
Vamos, hackers, cibercriminosos, investigação, ataque e defesa, a batalha do bem contra o mal no ambiente digital. Isso te chama atenção? Então esse vídeo é para você. Eu tenho certeza que você já sabe que a tecnologia ocupa todos os espaços na sociedade e que existe muita informação importante que precisa ser protegida de organizações mal-intencionadas. Agora, o que eu acho que você não sabe é que você, sim, você, querido amigo, pode se tornar um hacker do bem que vai combater o crime digital.
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