NEM SEMPRE VOCÊ ESTÁ CERTA!
Nesse episódio vc vai entender pq não devemos nos ouvir com tanta seriedade!
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- Intuição e voz interiorDiferenciar pensamentos próprios de influências externas · Impacto da infância na formação de crenças e medos · Revisão e reconstrução de conceitos e limites pessoais
- Influências externas em relacionamentos e carreiraPressões familiares e sociais em decisões de relacionamento · Limitações impostas sobre aspirações de carreira e financeiras · A importância de questionar e reavaliar caminhos impostos
- Reconstrução pessoal e autodescobertaO processo de restart e reavaliação da própria vida · A liberdade de escolher e pensar por si mesmo · Uso de recursos como livros e podcasts para autodesenvolvimento
Nem sempre você está certa. E é muito importante que você entenda isso. Na verdade, se a gente parar para pensar, na maioria das vezes nós não estaremos certas. Eu vou explicar por que isso acontece e como você lida com isso.
Vamos lá, junto comigo você vai raciocinar o seguinte. Se você é uma pessoa que ainda não passou por um processo terapêutico, um processo de autodescoberta para entender quais são as vozes da sua cabeça que são de fato suas e quais são as vozes da sua cabeça que são construções anteriores de pessoas, de lugares, de familiares e de antepassados que formaram você,
Você não deve confiar naquilo que vem à sua mente. Deu para entender? Vamos lá, vou repetir. Se você ainda não passou por um processo de autoconhecimento, de busca interna...
de construção, de reconstrução, para entender o que de fato é seu pensamento e o que foi colocado na sua cabeça por outras pessoas, você não pode dar vazão ao que vem na sua cabeça. Assim, de pronto. Você precisa se questionar. Porque muitas vezes o que você pensa, o que você imagina...
E o que você acha é carregado por construção de opiniões, de evivências do seu passado, da tua infância, de coisas que, na verdade, você ainda não sabe se são suas ou se são coisas que você realmente quer fazer. Por que eu estou falando isso? Porque lá na nossa infância...
Você cresce sendo construída, tendo o teu emocional construído por outras pessoas. Pelos teus pais, pelos teus avós, pelas pessoas com as quais você conviveu.
E aí, essas pessoas vão ditando as suas próprias regras, os seus próprios medos, os seus próprios limites. E você cresce acreditando que aquilo também é seu. Que aqueles medos são seus, que aquelas ideias são suas, que aqueles parâmetros são seus. Vou dar um exemplo. Você cresce tendo pavor de barata.
Você vê uma barata e se arrepia inteira. Mas, na verdade, quem tinha medo de barata era a sua mãe ou a sua avó. Vamos dar um exemplo, tá? Elas viam a barata e ficavam apavoradíssimas. Você cresceu achando que barata era perigosíssimo.
E aquilo construiu a tua vida. Aonde você vai, se você vê uma barata, você paralisa. Aonde você vê uma barata, você grita, você dá um nojo, você te dá repulsa. Mas aquele medo, de fato, nunca foi seu. Foi passado pra você. Gente, é só um exemplo, tá? Assim é pra todas as outras coisas. Você cresceu achando que usar blusa vermelha era coisa de gente que não tinha muita moral.
outro exemplo, tá? E te passaram isso. E aí quando você chega em determinado lugar, por exemplo, depois de adulta, e você vê alguém vestindo vermelho, você fala, essa pessoa não é muito séria. Essa pessoa não é muito de confiança, ela não tem muita moral. Mas quem te falou isso? Você pode fazer uma...
Traçar um perfil de uma pessoa só pela cor da blusa que ela veste. Entende o que eu estou querendo dizer? Então, logo, você não pode pensar e confiar em tudo o que você ouve antes de passar por um processo de redescoberto, de autoconhecimento, porque você não sabe se de fato aquilo que você pensa é o que você realmente acha ou foi algo inserido no teu conceito, na tua estrutura emocional.
Lá na infância. Entendeu? Então hoje, quando você acha que pode alguma coisa, ou que não pode alguma coisa, ou que não deve alguma coisa, talvez muitas chances enormes de que isso não seja de fato um limite seu. Seja algo construído emocionalmente e que você não precisa carregar pra frente aquilo ali.
Então, nem sempre você vai estar certa. Até que você pare.
Repense, olhe novamente e refaça a sua rota e fale, hum, ok, realmente isso eu não posso, realmente isso não dá. Depois de ter feito uma reconstrução, a reanálise de quem é você, de onde você pode ir, o que você traz consigo, entende? Eu cresci em uma família que...
Existiam alguns limites, sabe? E uns limites, assim, impostos pelos meus pais, porque eram, na verdade, limites deles. Eram outros tempos, outras ideias, outra criação. A minha mãe foi criada por uma... a minha avó, né? Pela uma avó narcisista, uma mãe narcisista. Extremamente cruel, cheia de limites, cheia de conceitos.
totalmente errados. E isso me foi passado de alguma forma. Só que quando eu passei por um processo terapêutico, a partir dos meus 35, 36 anos, eu comecei a revisitar algumas ideias, alguns limites, alguns conceitos, e comecei a realinhar tudo. Reconstruir uma vida, conceitos, moral, ética.
emocional e continuo nessa reconstrução, mas muito consciente. Antes, eu seguia alguns padrões, algumas ideias que não eram minhas, por puro instinto, por pura obrigação, por pura construção, que nem eram meus.
Carregava bagagens que não eram minhas. E hoje eu consigo estar diante de novas decisões, ideias, conceitos e... Opa, calma aí. Eu não preciso achar isso. Isso aqui foi passado lá atrás. Na verdade, eu penso assim. Então eu me dou...
ao luxo de olhar, reolhar, repensar, reconstruir tudo novamente. Cada dia eu me reconstruo, eu repenso, eu me dou ao luxo de pensar novamente. Então, eu estou sempre nessa construção.
adquirindo livros, ouvindo podcasts, tendo acesso a conteúdos, sejam eles em vídeo, filme, literatura, áudio, para que eu possa compor e recompor a minha persona.
Para que eu não possa errar novamente naquilo que já foi errado e que de fato não deveria ter errado. Porque não eram ideias minhas, não eram limites meus. Mas talvez você esteja aí sendo tolhida, moldada, cortada, recortada por ideias e conceitos que nem são seus, sabe? Coisas que nem são suas. Talvez você esteja num relacionamento que nem é para você.
Que foi colocado ali, imposto pela tua família, pela sociedade. Porque você tinha que casar. Porque tava perto da hora de casar. Ah, porque essa pessoa é boa pra você. Você não vai conseguir coisa melhor. Pra que ficar sonhando? Ah, aceita isso. Ele nem te bate, né?
ele nem te humilha, ele nem, né, ele nem, sei lá, não é bom pra você, mas também não é tão ruim, sabe? Aqueles pensamentos de imposição quanto a seus relacionamentos, quanto a emprego. Ah, você tem que ficar ainda só nesse emprego mesmo, que é o melhor que você vai conseguir.
Não adianta não, porque isso aí é pra coisa de pobre. Pobre, filho de pobre, é isso aí. Não adianta ficar sonhando muito não, porque você não é rica. Não vai ser rica. Pra que você vai ficar sonhando muito? Pra que você vai sair daí? E quando falam sonhar muito é fazer uma outra faculdade, tentar um concurso. Não é algo mirabolante não, tá? E já te colocaram em limites, em situações que nem eram pra você. E aí você continua. Você piscou, passou 10 anos. Você piscou, passou 15. E agora você já tá com o quê? 40?
45, e aí tá aí numa vida que não te agrada, numa situação que não é pra você, ou talvez com menos idade, mas aí acordando agora pro seu momento, falando, caramba, o que eu tô fazendo da minha vida?
Essa nem era a vida que eu queria. Eu consegui dar esse restart com 36 anos. E aí hoje eu uso as roupas que eu quero. Frequento os lugares que eu quero. Penso exatamente o que eu quero. Me dou ao luxo, sabe? De realmente pensar. Gente, é isso mesmo que eu quero pra minha vida? Eu moro no lugar que eu quero mesmo? Eu tenho os amigos que eu quero? Como é que tá a minha situação?
E aí eu vou revisitando tudo, todos os meus poréns, os meus porquês, as minhas ideias, as minhas opiniões, porque eu me permiti revisitar, remodelar e recalcular a minha roda. E aí, partindo do princípio que eu não tô sempre certa.
Entende? Por isso eu te falei, você nem sempre tá certo, tem que ter cuidado. Você tem que se questionar pra pensar. Você tá pensando dessa forma porque realmente é você ou são as vozes do seu passado falando através de você?
Tenha muito cuidado, sabe, com isso. Pra que você não repita padrões, pra que você não refaça caminhos que, na verdade, nem deveriam ter sido feitos por você, nem são seus. Essa é a ideia principal desse áudio.
Espero ter te ajudado, que faça muita ideia, muito sentido pra você e que você não permaneça nesse caminho, tá? Se não fizer sentido real pra você, se for um caminho que foi imposto pra você, mas que não seja o seu caminho e a sua história de verdade. Se permita se questionar, se permita refazer um novo caminho, tá bom? Ah!
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Fiquem com Deus. Me sigam aqui também, tá? Dá pra você me seguir aqui também. Pra ter acesso a todos os meus áudios. Todos os episódios que eu colocar aqui. Um beijo. Fiquem com Deus. E até a próxima. Tchau.
Sepiamind
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