Episódios de Ecio Costa - Economia e Negócios

A Âncora do Crescimento: Responsabilidade Fiscal e Prosperidade

09 de outubro de 2026
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Existe uma falsa dicotomia no debate público de que responsabilidade fiscal seria inimiga do social. A economia demonstra o oposto: o equilíbrio das contas é o alicerce indispensável para um crescimento sustentável, capaz de gerar empregos sem corroer o poder de compra da população com inflação ou asfixiar o setor produtivo com juros altos.
Quando o Estado gasta dentro da sua capacidade de arrecadação, ele sinaliza previsibilidade e controle da dívida. A consequência direta é a queda no prêmio de risco do país. Com expectativas ancoradas e inflação domada, o Banco Central ganha margem para reduzir a taxa Selic de forma estrutural. Os juros da dívida pública também caem. Juros mais baixos barateiam o crédito para o empresário investir, para o governo administrar sua dívida e para as famílias consumirem, destravando a economia.
Ajustar as contas não exige sacrificar investimentos essenciais em saúde, educação ou segurança pública, tampouco significa aumentar a já sufocante carga tributária. O caminho passa por um choque de eficiência. O Brasil gasta muito e gasta mal. É plenamente viável equilibrar o orçamento focando na qualidade do gasto: cortando desperdícios, revisando subsídios ineficientes, modernizando a máquina estatal e focando no combate a fraudes e privilégios.
Preservar as áreas vitais é uma questão de gestão e prioridade técnica. O controle fiscal inteligente protege o cidadão de duas formas: garante a oferta dos serviços públicos e bloqueia a inflação, que sempre pune os mais pobres. Responsabilidade com o orçamento não é austeridade cega, mas a ferramenta mais poderosa de desenvolvimento do país.
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