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A Desaceleração do PIB e o Crescimento Desestruturado
01 de setembro de 2026
Os dados do PIB do segundo trimestre divulgados pelo IBGE revelam um cenário de perda de tração e forte desequilíbrio na nossa economia. O crescimento de 0,5% no segundo trimestre deste ano, acumulando 1,9% no semestre, traz uma preocupação no formato de como o crescimento está se dando. Mais do que a desaceleração em si, a composição desse resultado expõe uma política macroeconômica que caminha em corda bamba.
Ao analisarmos a economia pelo lado da demanda, o diagnóstico é de um crescimento irregular. O consumo das famílias, motor econômico dessa ótica, apresentou queda e pisou no freio. Essa retração reflete a asfixia da população, esmagada por um endividamento em níveis recordes e juros restritivos. Com crédito caro, o brasileiro reduziu as compras. Em contrapartida, os gastos do governo registraram forte alta, evidenciando uma contínua política de expansão fiscal. O Estado gasta mais para compensar a fraqueza do setor privado, aprofundando o déficit público sem gerar riqueza sustentável.
Na ótica da oferta, as distorções continuam evidentes. A indústria nacional apontou uma desaceleração forte, avançando apenas 0,1%, sendo também duramente penalizada pelo crédito caro e pela incerteza nos investimentos. Quem segurou a economia e evitou um resultado pior foi o setor de serviços. Representando cerca de 70% do nosso PIB, os serviços puxaram o avanço do trimestre com um crescimento de 0,2%. No entanto, depender exclusivamente da resiliência de um único setor expõe a enorme fragilidade e a falta de diversificação da nossa base produtiva.
O avanço tímido de 0,5% no trimestre é um aviso. O Brasil não pode mascarar a exaustão financeira das famílias e o enfraquecimento industrial com o inchaço dos gastos públicos. Sem um ajuste fiscal sério que permita a queda dos juros, alivie o consumidor e destrave a indústria, continuaremos reféns de um crescimento baixo e insustentável.
Ao analisarmos a economia pelo lado da demanda, o diagnóstico é de um crescimento irregular. O consumo das famílias, motor econômico dessa ótica, apresentou queda e pisou no freio. Essa retração reflete a asfixia da população, esmagada por um endividamento em níveis recordes e juros restritivos. Com crédito caro, o brasileiro reduziu as compras. Em contrapartida, os gastos do governo registraram forte alta, evidenciando uma contínua política de expansão fiscal. O Estado gasta mais para compensar a fraqueza do setor privado, aprofundando o déficit público sem gerar riqueza sustentável.
Na ótica da oferta, as distorções continuam evidentes. A indústria nacional apontou uma desaceleração forte, avançando apenas 0,1%, sendo também duramente penalizada pelo crédito caro e pela incerteza nos investimentos. Quem segurou a economia e evitou um resultado pior foi o setor de serviços. Representando cerca de 70% do nosso PIB, os serviços puxaram o avanço do trimestre com um crescimento de 0,2%. No entanto, depender exclusivamente da resiliência de um único setor expõe a enorme fragilidade e a falta de diversificação da nossa base produtiva.
O avanço tímido de 0,5% no trimestre é um aviso. O Brasil não pode mascarar a exaustão financeira das famílias e o enfraquecimento industrial com o inchaço dos gastos públicos. Sem um ajuste fiscal sério que permita a queda dos juros, alivie o consumidor e destrave a indústria, continuaremos reféns de um crescimento baixo e insustentável.