#700 com 210 minutos de paixão inoxidável…
700 programas na UÉBI, simples assim… vem!
Nandão
Cristiano Calvé
Luiz Camilo Osório
- Homenagem aos 700 programas do Ronca RoncaA trajetória do podcast Ronca Ronca na Web · Agradecimento aos ouvintes e colaboradores · A importância da audiência para o sucesso do programa
- História da capa de discoA evolução da capa de disco no Brasil · Capas icônicas e sua influência · A relação entre música e arte visual · O impacto do punk na arte gráfica · A influência do jazz na arte visual · O papel do diretor de arte na criação de capas
- Formatos de Gravação e Mídia FonográficaO pioneirismo de Milton Montenegro na fotografia digital · O trabalho de Jorge Bispo como fotógrafo de capas · A influência de Vaughan Oliver e a gravadora 4AD · O design gráfico de capas de disco · A relação entre fotografia e ilustração em capas
- O Papel da Arte e da CriaçãoCapas de disco como forma de expressão artística · A relação simbiótica entre capa e música · O papel da capa na construção da identidade de um artista · A evolução da capa de disco no contexto do consumo digital
- Influência MusicalA relação entre o punk e o reggae · O surgimento do punk e seu impacto visual · A importância do selo Elenco na MPB · A estética do showgaze e o não aparecimento dos artistas · A influência de The Clash e o álbum London Calling
- IA na arte e músicaA padronização na indústria musical atual · A importância do questionamento e da originalidade · O papel dos artistas como influenciadores
- O uísque mineiro LamasApresentação do uísque mineiro Lamas · A destilaria Lamas e seus prêmios · O uso de barris de madeira brasileira na produção
Boa noite. Alô, alô, senhores aviadores que cruzam o céu do Brasil. Atenção, largaram. Ronca, ronca. This is religion. Alô, alô, senhores aviadores que cruzam o céu do Brasil. Atenção, largaram. Ronca, ronca. This is religion.
Nandão, e aqui estamos, hein? Como se num passe de mágica fosse Aqui chegamos à edição 700 do Ronca Ronca na Web Estamos ao vivo? Ao vivo, espiritualmente gravado Exatamente E o que todos esperam É exatamente como que nós vamos colocar esse programa no arоды
Qual será o assunto que ficou no cofre durante muito tempo e que agora será desvendado? Será um programa que nós colocaremos no ar a vontade de um dos maiores ídolos da história do programa, da minha vida, da sua vida e de vários ouvintes que nós temos, porque nós vamos aproveitar a ideia.
De Zé Caraújo, o fotógrafo, essa lenda da cultura brasileira, que durante muito tempo sempre falou pra gente, não dá? Nos nossos encontros aqui na Siqueira Campos, no Andar Aí, Zéquinha sempre chegou falando, porra, vocês têm que fazer um programa sobre fotografia. Lembra? Como esquecer. Exatamente.
E nós pegamos essa ideia, demos uma remixada, aproveitamos essa influência brutal do Zequinha para transformá-la em outro pote. E o programa de hoje tem como título 700 vírgula a capa. Nós vamos bater um papo soltinho sobre a capa de disco.
sobre essa embalagem que guarda há décadas e décadas talvez a melhor parte de nossas vidas, né? Que é exatamente a música. E como nós temos falado aqui, se a música fala, a capa cutuca. E nós podemos puxar mais uma vez o pensamento do Noel Gallagher, seu amigo do Oasis, quando ele sempre disse, nós não podemos comprar os grandes artistas.
de grandes pintores, mas nós podemos ter em casa, na prateleira, as capas de disco, que cumprem exatamente essa função do nosso coração, da arte estar representada nessas embalagens que nós curtimos há tanto tempo. Nandão, me ajuda, tá, cara? Porque a Glot pode fechar a qualquer momento, hein?
Vamos à primeira tilintada para contextualizar tudo. Uma novidade extrema que foi passada há poucos dias por um dos símbolos do Ronca Ronca, o pai do caramelo, camarada que trouxe essa expressão, que trouxe esse jeito de nós fazermos o programa. Popular Valdeco, explique exatamente qual é o néctar que nós temos hoje para fazer o primeiro brinde.
Presente pesadíssimo de Dr. Valder. Um uísque mineiro. Olha só, hein? Mineiro. Mineiro da onde? Eles ficam em Matosinho, rapaz. Ah, não. Pode ser mineiro ali, da área de Newcastle.
Se eu não me engano, é Matosinho. Mineiro Brazuca. Braseiro, é, Braseiro. Braseiro. O Whisky Lamas. Olha aí, tudo a ver com o nome também, hein? A edição Veros, que é um single malt, double wood. A destilaria Lamas, ela é nova, relativamente falando. Já ganhou mais de 20 prêmios.
30 prêmios internacionais dessas competições de uísque e utiliza barril de madeira brasileira. Uma das mais famosas é a amburana, que é usada em cachaças premiadíssimas. Exatamente. Nós teremos uma boa informação sobre esse conteúdo aí em breve, hein? Coisa fina, coisa linda. Obrigado, Valder. Você inventou tudo isso. Você é maravilhoso. Aproveita e, já que você passou por aí, manda abraço pro Raul da Magnífica, cara, por favor. Raulzito!
Você é insuperável. Isso aí, cara. Um beijo, obrigado. Viva a cachaça magnífica. A melhor. Magnífica, a melhor, a melhor. Isso aí. Quantas filentadas para começar o 700? Eu posso dar a dica. Cara, será que... Olha, vê o que você acha aqui que eu pensei. 700. Isso. Você conta? Conta, conta. Você encanta? Não, não, claro. Você canta? Sem dúvida. Vamos ver, hein? Vai.
Não, aí tem que voltar, né tio? 699,7. Não, vem de 696. 696? 1, 2, 3, vamos de novo. Do 10 aí vem... Não, vai aqui mesmo, tá valendo, tamo ouviu. De 10 aí entra 696 até 700, tá? Tá valendo? Você encanta?
É isso aí, cara. Puta que parola. 700 tilintadas ao setecentola. Subindo hoje, dia 7 de maio de 2026. Olha o dia, tá? 7 de maio de 2026. Um programa inspirado e dedicado a Zé Caraújo. Nosso queridíssimo, saudosérrimo amigo.
Então a situação é a seguinte, ô Nandão, você fez parte de toda essa engrenagem. Há poucos dias nós juntamos uma rapaziada, me ajuda, conectada à fotografia, conectada ao design, conectada à capa do disco. Gente com experiência, com muita história para contar.
Eu já vou dizer o seguinte, porque pode passar pela cabeça de muitos dos nossos ouvintes. Mas por que que fulano não tá aí? Por que que esse crano não está aí? Eu vou dizer. Se o César Villela, o camarada que fez as capas da gravadora Elenco, um gênio do design, ligado à música, batesse a porta...
de quando nós nos encontramos, falando, porra, Nandão, Shogun, arruma um lugar para eu participar do programa. Ia chegar uma voz para ele falando assim, pô César, desculpe, cara, você não sabe quem é a diretora Mirinha, você não sabe quem é o cacique do Acerca, você nunca participou de uma promoção, você nunca pediu uma música no programa, você nunca ouviu o Ronca Ronca, então, lamentavelmente, nesses 700 você não estará.
Caso ele ressuscitasse, tá? Compreensível. Então, as pessoas que serão informadas aqui, que participarão do programa, todas elas têm uma conexão umbilical com ronca-ronca de muito tempo. Posso apresentá-los? Deve. Em ordem alfabética, tá? Tá legal? Manda. Me corrija, tá? Cristiano Calvé.
Algumas informações. Designer do livro Preto e Branco já participou de vários programas e festas. Hoje, top diretor de arte da Globo e do Globoplay. Nesse momento, ouvindo o programa em Tóquio. Dodói por música.
Jorge Bispo, um dos principais fotógrafos da atualidade e de muito tempo. De várias capas, autor de várias capas. Retratista frenético, o Instagram dele é um show de retratos no estúdio dele. Fotógrafo oficial da Comembol. Dodói por música. Luiz Camilo Osório.
Autor de um dos textos do livro Preto e Branco. Professor de filosofia na PUC-Rio. Curador do Museu de Arte Moderna do Rio de 2009 a 2015. Curador do Pavilhão Brasileiro na Bienal de Veneza em 2015. Ouvinte do programa desde 1982. Dodói por Música.
Milton Montenegro, top fotógrafo com dezenas de capas realizadas e pioneiro na imagem digital e de vários outros recursos tecnológicos. Popularmente citado aqui como Milton do Goma. Dodói por música. Otaner, estudante de arte, mestre em pesquisa de imagens, pilar do Ronca Ronca há anos.
Dodói por música. Raul Mourão, artista plástico de renome internacional com ateliê em Nova York. Um dos responsáveis pelo livro Preto e Branco e pela exposição em cima dessas imagens em 2017. O livro saiu em 2016, a exposição com as imagens do livro foi ao ar em 2017 na Lurex. Designer de várias capas. CEO do rato.
Pico da doideirinha de som e imagem na Lapa. Exatamente. Dó dói por música. Enfim, esses meliantes estarão... em nosso voo, que porra, nós não conseguiremos prever, Nandão, o tempo dele, dele voo.
Nós nos encontramos recentemente com o Shogun na pilotagem. Registramos esse bate-papo soltinho na braquiara, contando as histórias, teorizando sobre muitos momentos dessa embalagem de nossa vida, a capa de disco.
E nós aqui agora, ao vivo, vamos fazer essa cozinha sonora, tentando colocar uma luz sobre o que está sendo dito. É. As palavras deles, por si só, já iluminam. Nesse ponto você tem toda a razão, cara. Brilhante, Nandão. Vamos com uma novíssima vinheta do 7 Acentola, por favor, Nandão. Para dar o start.
Você está ouvindo Ronca Ronca 700 Ronca Ronca, você está ouvindo de 700 Vamos começar então, primeiro bloco Com a rapaziada devidamente apresentada aqui Bora Vai que é sua
Vamos começar com Luiz Camilo Solando. E, de repente, como esse papo é muito descontraído, ao longo dessa nossa conversa de mesa de bar, nós vamos apresentar as vozes, porque a rapaziada não sabe quem vai falar. Então, para começar, Luiz Camilo Osório.
Mas eu não vou falar da função, da capa, mas de uma intuição especulativa de por que essas capas começam, por exemplo, com o jazz. Como é que vai ser esse tipo de música?
de uma comunidade negra em que a música tinha uma certa função, uma função quase que ritualística, em que as pessoas também que lidavam com aquela música não ficavam apenas ouvindo música como a música tradicional de orquestra, as pessoas ficavam ouvindo só com o ouvido parado, com o olho fechado.
Fora as coisas populares, que tinha também uma outra função, né? Os ciganos e tudo mais da história. Mas no jazz, não. As pessoas participavam, ouviam dançando, ouviam participando daquele acontecimento. E o disco...
sem nada, é um disco que não tem apelo visual, não tem apelo sensorial, não tem emoção, apenas a coisa da música quase contemplativa. E o jazz vai introduzir isso, isso assim, se for pensar na arte, quem é que estava também trabalhando?
explodindo esse espaço mais reservado é um cara que estava também ouvindo jazz. Você pega um póloco fazendo aquelas pinturas malucas que estava lidando com a bomba atômica que tinha acabado de cair, explodiu tudo, mudou tudo. Ele faz uma pintura que é jogar a coisa em cima da tita, que não é uma coisa aleatória, que tem essa função.
responde ao Jazz, responde a essa vontade de agir, de interagir. O Tom Zé, uma vez eu ouvi ele falando que o futebol no Brasil inventou uma coisa que é participativa, que na hora de comemorar o gol, sai das quatro linhas, vai comemorar com a torcida, sai pulando para fora do campo.
O que também é a mesma coisa. O disco sai pulando para fora do ouvido, vai lidando com essa visualidade, vai lidando com esse material. E eu acho que há uma relação dessa vontade da arte, através da capa, dos artistas através da capa, de saírem rolando em direção ao público. A imagem vai rolando para o público e o público volta para o show, volta para interagir com o público. Então o que eu acho que é...
parte dessa dessa loucura toda que vai do jazz depois evidentemente com a música pop com rock and roll isso vai prestar a atmosfera é o quanto a capa essa mediação entre o ouvir e na participar na que é parte desse show parte dessa loucura que foi a música dos anos 50 pra frente até acabar o disco
Demais. E isso que você está falando é muito interessante, porque no programa, no Ronca Ronca, praticamente há 44 anos, a gente fala o seguinte, se a música fala, a capa se comunica, a capa cutuca, a capa ela se joga na sua frente, a capa ela faz você se interessar, e a capa, como o Tom Zé disse,
Porra, vai pra arquibancada o futebol, o jazz levou o que as pessoas ouviam pros salões, pros puteiros, seja pra onde for. É, tem essa função, né? A capa é um condutor do cara interessado na música. Aí o Dila falava que queria fazer as pessoas dançarem poesia, né? Que também é uma coisa desse universo. Agora, o disco acabou?
A capa, pelo menos, sim. É, o disco não. O LP e a capa, e aquele fetiche de ir para a loja, achar um disco pela capa, e dentro da capa ter um encarte, dentro do encarte ter os poemas do Ali Salomão, com o Nogal, esse universo aí que se abria completamente inesperado e poderoso. Foi uma época, né?
É, mudou completamente, né? O impacto visual que a gente vivia, seguir, ver a capa, procurar, abrir, tirar o encarte. Não existe mais essa, né? O disco tá voltando aí, né? Num circuito muito privilegiado aí dos colecionadores de vinil.
E até tem criadores de capa, né? Pra esses pouquíssimos produtos que estão sendo lançados em vinil. Raul Morão, né? Mas o... O hábito de ir à loja, né? Se deparar com um universo diversificado, descobrir imagens ali. Novos criadores, novos fotógrafos, novos ilustradores. A massa, né? É, isso... Era popular. Exatamente.
Era um campo de experimentação visual da indústria fonográfica que abria para criadores das diversas...
áreas da criação visual, como fotógrafos, ilustradores, designers e diretores de arte, que se expressaram durante décadas, mais ou menos usando aquilo como uma mídia de experimentação popular, com objetivos comerciais, mas com muita criação autoral.одыодыоды
Eu acho que hoje é uma pequena elite de designers que ainda tem o privilégio de poder criar uma imagem para um artista que está lançando um álbum novo.
matéria mudou, né? Música hoje é imagem. Ela é um meio pra você aparecer. Cristiano Calvé. Como se a gente vê o TikTok, que antigamente era um... era Musical.ly, né? O nome do app. A música era um meio pra você... Então você inverteu o lugar da audição, ele virou uma ação totalmente expositiva, né? No mundo de hoje.
E com os streamings meios digitais, né? Eu não tô falando aqui moralizando, mas a forma de lidar com as coisas mudou, né? Porque não há mais a questão material. A gente tava até comentando, quando a gente viu esse filme junto com o Control, né? A história do Ian Curtis, né? Os primeiros 10 minutos do filme é o Ian Curtis saindo de uma loja de disco. Você não sabe qual disco ele compra. E ele faz de tudo pra poder chegar em casa rápido.
e ele chega, tira um disco do Bowie, o Aladdin Sane, deita na cama e curte aquela, não só a capa, mas o ato de... Tinha uma materialidade, uma coisa que... Então, o disco não sei se acabou, porque ele vira algo de nicho, mas ele não faz mais parte da materialidade mesmo, no dia a dia das pessoas.
Então, aproveitando o Cristiano aqui com a palavra, vamos entrar então em coisas, em assuntos assim que a audiência, a gente está no programa de rádio, né? Seguindo os ensinamentos aqui de Zequinha, Zé Caraújo. Então, aproveitando o Cristiano, ele já falou do Boa, falou do Ian Curtis. E assim, vamos tentar exemplificar para quem está nos ouvindo.
longe de ter qualquer tipo de aspecto acadêmico, mas um bate-papo mesmo de pessoas envolvidas com música, que trabalham com música, que se ligam em música, é como que a gente poderia exemplificar algumas coisas, né? Algo que já foi feito ou está sendo feito, para que as pessoas possam perceber, de repente, uma arte gráfica, uma fotografia, um tipo de embalagem num artista, que ela nunca percebeu.
Porque isso é muito louco, cara. Tem gente que nunca deu menor atenção para uma capa de disco. Acredite se quiser. Então você, Cristiano, qual a linha de edição de capa ou de um selo, ou de um fotógrafo, ou de um ilustrador que você poderia colocar aqui na mesa? Estamos todos em torno de uma mesa, tá? Para a nossa audiência. Bom, eu acho que eu...
Esse é um tema muito amplo para mim, mas talvez eu seja designer por causa de um designer, que é o Volgan Oliver, que é o cara que criou o visual daquela gravadora inglesa 4AD. Começou ali com aquela... Numa onda inglesa ali, em torno da fotografia, a fotografia mais abstrata. Pegou muito aquela cena...
mais dark, gótica no começo, uma gravadora inicialmente muito melancólica ali no pós-punk, só que ele criou uma cara, ele fez o que talvez antes só tinha acontecido com a Blue Note, de ter uma cara, um selo ter uma cara. E eu procurei pra caramba, está até aqui, esse disco aqui.
que eram os discos do This Mortal Coil. Isso aqui é uma compilação. This Mortal Coil é um projeto de um dos donos da gravadora. E eu achava isso aqui a coisa mais bonita do mundo. Eu virei designer por causa provavelmente disso aqui. Então eu trouxe meio que para mostrar aqui para vocês que talvez tenha sido a minha maior inspiração foi entender que o design podia criar uma ideia...
para além da música, criar um ambiente, criar um nicho, um mercado, você se identificar em um lugar muito identitário mesmo. Acho que foi esse designer, o Volga Oliver.
Eu tô rindo de felicidade porque você citar o This Mortal Coil tem a ver com os programas mais recentes onde nós mostramos o This Mortal Coil, no disco dele Tudo Vai Acabar em Lágrimas, olha o título do maluco, né? Onde eles fazem umas couves maravilhosas. Entre elas, eles fazem Tim Buckley, Song to the Siren, Alex Shilton Kangaroo e simplesmente Roy Harper.
Que é um ídolo, né? Tá legal? Uhum. Tá bom pra vocês? Pode prosseguir, Cristiano. Você tá brilhante, cara. Como sempre, bicho. Parabéns. Eu acho interessante porque o Camilão falou do Pollock, né? Sobre essa questão corporal, né? A arte do Pollock, ele é muito muscular, né?
E era uma muscularidade que talvez só o jazz tivesse mesmo. Eu acho que quem comentou muito isso foi o próprio Kerouac lá no On The Road. Como ele fala o quanto que o corpo era importante pro jazz, né? Essa coisa corporal, né? E o Pollock... Mas o Pollock não era um cara...
que coreografava nada. Ele era músculo puro, né? E é interessante essa relação do Pollock com essa muscularidade, não necessariamente só dele, mas o quanto que a arte norte-americana também, de alguma forma, começa a ganhar esses contornos nessa matéria.
Então a gente vê isso muito a partir do Pollock ali, o quanto que esse corpo... E é interessante que antes de Louis Armstrong no jazz, nunca um preto tinha ido para a televisão. Que não fosse com blackface ou sendo retratado de forma satírica.
E a partir daquilo, quando a Blue Note e outras gravadoras começam a trazer aqueles deuses mesmo, mitológicos, eles trouxeram uma mitologia, então a capa de disco no jazz, ela ganha um aspecto mitológico mesmo, que eu acho que depois só o Nelson Rodrigues lá na frente vai falar nas crônicas do Maracanã, que é transformar aqueles seres humanos muito pouco vistos.
de uma forma muito mitológica, mas eu acho que, aproveitando aqui a imagem, essa coisa do Pollock, é uma expressão mesmo dessa muscularidade corporal norte-americana. É porque é curioso que a gente está falando sobre o Jackson Pollock, sobre capas de disco.
E você acabou de falar da 4AD, né? Embora a gente tenha utilizado pra juntar com o jazz, mas o Jackson Pollock, os micro detalhes ali me lembram muito as capas ali da 4AD, assim. Aquelas coisas assim que são bem pequenas, pequenos fragmentos ali, que geralmente são muito utilizados nas capas que você pega de pixels.
Era uma cena na Inglaterra que trabalhava fotografia muito com vestígio. Então toda a coisa vestigial ali era importante. O Pollock é isso. É o que sobra ali da coisa. É o excesso do que sobra.
Eu acho que é um pouco isso. Quem tá ouvindo programas consegue visualizar um Pollock e depois consegue também pegar uma capa de disco da 4G e vai ver que tem alguma relação também. Eu acho, total. Muito curioso isso. O Turner, hein? É o pós-guerra, né? No geral, o pós-guerra, a bomba atômica talvez tenha sido o grande acontecimento da humanidade. A gente tá prestes a ter de novo, né? Então a bomba atômica faz a gente ter uma relação com a vida e com as coisas.
muito profunda, no sentido de que tudo pode ser perdido. E aí você depois vê do Pollock, você vê o Kiefer, o Anselmo Kiefer, que é um puta artista alemão, que trabalha esse holocausto visual também, em obras muito gigantes. Mas essa cena ali, pós-industrial, pós-punk na Inglaterra, trabalhava isso aqui. Pra onde a gente tá indo? Lembrando que final dos anos 70, começo dos anos 80, ainda existia uma relaçãoодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыоды
de medo enorme na Guerra Fria. Por um lado, você tem a classe operária, os jovens, indo mais para a coisa do punk, mas você tem os artistas tentando discutir as coisas de uma forma um pouco diferente, vestigial.
Olha só, aproveitar aqui esse intervalo do Cristiano e nós estamos à disposição das prefeituras do Brasil inteiro para nós levarmos o programa a qualquer cidade do Brasil. Porque as pessoas precisam aprender a ver a arte, a capa de disco. A rapaziada vai chegar e vai abrir aquele armário cheio de mofo.
E vai pegar um monte de disco e vai falar, rapaz, eu nunca entendi isso aqui. O Cristiano está abrindo um portal de percepção. Está entendendo? Então, as prefeituras, o endereço é programa.ronca.com.br. A condução fica pela produção.
Aqui com o Nandão e o Shogun, com preços módicos, nós vamos todos num micro-ônibus onde você quiser receber essa rapaziada aqui, tá? Milton Montenegro, Bispinho, Jorge Bispo, Cristiano Calvé, o chefe de todos, Raul Mourão, Luiz Camilo Osório, o Jotaner, o braço direito e esquerdo do Ronca Ronca. Caraca, mano.
Rapaz, Horace Silva. Iluminando essa primeira parte. Tá curtindo, Randão? Porque se você não tiver muito together aqui, a gente para com tudo, cara. Horace Silva.
espetacular. Desculpa, eu falei Rora Sander, né? Não, falou Rora Silva. Ah, Silva, desculpa. Eu, hein? Não, que eu tô emocionado, cara. Eu percebi. Tem essas figuras aqui, se você tá saindo de trás da moita nesse exato instante, nós estamos com 700. Programa 700, Ronca Ronca na Web. Falar nisso, você lembra quando foi ao ar o primeiro Ronca Ronca na Web? Chuta aí. Foi ao ar dia 22.
Se você falar mais alto, as pessoas vão ouvir. 22. Não, errou. Ah, não. É 7 de setembro. Negativo. Não? Esse aí foi aqui, no Barro One. Primeiro Ronca Ronca na web, nós estávamos no colo da Oi FM Web. E o programa foi ao ar no dia 11 de dezembro de 2012. 12. 2012. Ou seja, esses 700 programas...
São contados a partir dessa data. 11 de dezembro de 2012. Para trás é Dial. Aí é um mundo desconhecido, cheio de dinossauros. Morgan Freeman. Há 55 milhões de anos. Está entendendo? Tatu de asa e por aí vai. Olha aí. Horace Silva.
E a situation é essa, cara. Nós vamos dar umas respiradas de vez em quando, né? Tá preparado pro bloco 2? Tá na agulha? Cara, eu ainda tô inebriado com o bloco 1. Então, vamos partir pro bloco 2 nessa conversa que nós registramos agora, poucos dias, com Shogun e Nandão controlando a massa. Um programa, se você saiu de trás da moita, que nós temos...
No estúdio de Kamal Kassim. Olha só o tamanho da encrenca, hein? Sabe quem estava sentadinha na sua poltrona lá no estúdio de Kamal? Há poucos dias. Quem? Chrissy Hynde. Porra. Tá legal? Valeu. E aí nós chegamos para realizar, botar no ar essa ideia original de Zé Caraújo. Nós temos aqui nesse nosso voo o Cristiano Calvé.
Jorge Bispo, Luiz Camilo Osório, Milton Montenegro, Otaner e Raul Mourão. Vamos partir para a segunda? Via. Let's. Conrar a Silva no fundo, hein?
E a fotografia, Milton? Como é que você... O Cristiano deu uma dica aí de como que ele embarcou nessa canoa, né, cara? Como que você ali colocou o seu talento para se expressar? Como eu falei na introdução, o Milton é o fotógrafo brasileiro, que se não foi o primeiro, foi o primeiro a trabalhar com fotografia digital. E como eu falei na introdução...
Ele é um cara que persegue a tecnologia. A tecnologia está sempre atrás dele, correndo atrás dele. Está entendendo? Visualizou, Mourão? Perfeito, perfeito. Ele está na frente. Inventou o Instagram antes do Instagram. Inventou manipulação. Isso. Inventou o Photoshop antes do Photoshop. Não existia o Photoshop. Inventou esse negócio de IA.
É, tem feito um trabalho magnífico. Tanto inventou que acabou de ser premiado em Cannes como primeiro lugar num vídeo que nós já colocamos no site comcavronca.com.br de título Alucinação. Em São Paulo. E vai pra Cannes, lógico que vai pra Cannes. Como é que você entrou no mercado de música? Em que ano? 78, 77.
Foi através de uma revista de vida curta que se chamava Música. Vocês são muito garotos. Maurício pode ser que lembre. Eu pensei que fosse uma revista para quem vivesse pouco tempo. Uma revista de vida curta. A revista durou um ano, talvez. E me alugavam para fotografar show.
E era um mundo tão diferente, né? Você entrava na casa dos músicos e artistas e tal. E aí o fotógrafo ia na casa, batia na... Vanderlei, Vanderlei, revista música. Vamos fotografar. Era muito engraçado. Cara, isso é quase uma camiseta, né? Vanderlei, vamos fotografar.
Bom, enfim, e daí para fazer fotos de divulgação para as gravadoras foi um passo natural. Mas você teve um fotógrafo que você olhava e falava assim, porra, independente da foto de divulgação, a foto de divulgação para me jogar para fazer uma capa de disco, uma foto de encarte. É, eu sempre fui muito...
fissurado em música. Então eu tinha essa adoração pelas capas.
Tá beleza, tá tranquilo, tá suave. Olha lá, nós estamos aqui com uma ação tecnológica que o Cristiano está oferecendo de mostrar o Otânio e o Cristiano, eles estão projetando aqui para a gente ter o que falar, porque de repente nós não vamos ter assunto, né? Porque somos uma, duas, três, quatro, cinco, seis, sete antas, né?
em torno de seus microfones aí o Cristiano e o Tânio projetaram aqui as fotos algumas das fotos muito conhecidas é a capa icônica da Marisa Monte do Milton da Gal da Gal sorriso da Gal do Hit do Hit, fantástica
clássico, a do Cartola. Cartola. E tem essa que é uma relação entre a fotografia e a ilustração com o Benício ali, do Erasmo, que é uma capa também icônica, né? Apagado, né? Eu tive a honra de trabalhar uma vez com o Benício. No meio desse universo digital, chamei ele pra fazer o pôster do primeiro filme do Caceto Planeta. Ele já tinha feito os trapalhões, todas aquelas pornôs, já era muito fã.
Fazia aquelas coisas da catuaba selvagem, né? E quando eu cheguei no estúdio dele, foi uma coisa, né? Ver o nível de craft dele ali, que é quase fotográfico, né? Como é que foi? Você tirou a foto do Erasmo e falou com ele? Como é que foi esse processo? Isso acaba muito demais, né? Pela matéria que o Otaner compartilhou, ele nunca fez nada com alguém posando.
Era sempre a partir de fotografia. E aí foi aquela coisa de bater também. A foto foi feita no quintal da casa do Tremendão. Mas o Milton tem uma foto clássica do Cartola, né, cara? Que é o Cartola num show. Qual teatro foi isso aí? Teatro da Galeria.
Na rua Senador Vergueiro. Não existe mais o teatro. Provavelmente não. Todo mundo conhece uma foto em preto e branco, o Cartola cumprimentando o público.
Essa imagem, isso é um lance interessante para nós conversarmos aqui também. Ela virou um símbolo, ela não é mais uma fotografia, né, cara? Na Pedra do Sal, aqui no Rio de Janeiro, tinha ela pintada numa parede de 50 metros de altura. Esse perfil é do Cartola, ou seja, ela virou uma referência ao Cartola.
como poucas vezes nós vimos ou existem na realidade. O que você sente tendo uma fotografia sua? Eu acho que você já me falou que você, pode ser que eu esteja enganado, como sempre, já desistiu de correr atrás de alguém que utiliza essa imagem sua sem pedir autorização, não digo nem pagar por ela. Procede ou não? Não, mas alguém me enviou.
Esse muro da pedra do sol. Mas eu acho que uma vez, via Google, eu cheguei a algumas utilizações. Mas você foi atrás? Não. É isso que eu estou falando. Ela virou... Domínio público. Ela virou domínio público, exatamente.
Jorge Bispo, tem alguma imagem nesse sentido, assim, de que você falou assim, vai criança, você já cresceu, não tem mais a ver contigo? Ah, cara, fotógrafo hoje em dia, com a internet, né? Se você não quer ter trabalho, é melhor você largar de mão, porque semanalmente usos variados, assim, comerciais, não comerciais. Então, assim, em alguns aspectos você meio que larga de mão.
São coisas que não vale a pena correr atrás, a não ser quando é um caso muito, sei lá, uma grande empresa, uma corporação usa, aí você pensa em agir, mas esse tipo de uso, camiseta, grafite, isso realmente deixa, toma a vida mesmo, porque já foi, né?
E para o mundo é até um elogio, né? Às vezes. É, exatamente. É que nem o jazz, né? Já saiu da... Foi para a arquibancada já, diria o Tom Zé. Agora, no caso aqui do Milton e do Jorge, que são autores de várias capas, né? O Cristiano está mostrando aqui, porra. Eduardo Mota do Brasil. Porra. Marcos Valle. Nando Reis. Nando Reis.
Tudo ouvinte do programa, tá? A gente só cita, só se refere a ouvinte do programa aqui. Tá legal? Se o Bob Dino chegar aqui, porra, vocês estão me citando, dá pra citar? Dá pra chegar aí e fazer um programa com vocês? Não, não dá, Dila. Não dá, cara. Fica na tua aí. Desce aí com o Shogun. O Shogun vai te apresentar a padaria que tá aqui perto. Fica à vontade. Mas Nando Reis e Eduardo são figurinhas, porra, fáceis aqui do programa, né, cara?
Mas você, Bispinho, quando começou a apertar a sua xeretinha, você tinha alguma dessas vias que nós estamos falando aqui das capas, da importância da capa, de estilo? Eu sempre fui fanático por música, né? Então como...
Eu ainda cresci final dos 70, início dos 80, o LP ainda era onde eu consumia disco. Então eu sempre fui ligado em música, assinava revista de música, lia os críticos, as críticas, ia para a loja americana, etc. Comprar disco, ainda tinha esse ritual, ainda era uma coisa comum na minha geração. Então era sempre um sonho misturar.
depois que eu comecei a fotografar na adolescência, misturar a fotografia com música. Então era um sonho fotografar para bis depois, nos anos 80, acabei fotografando algumas vezes, fiz capa de revista, de música, e aí depois comecei a fotografar sempre aquela coisa de jovens artistas, você vai começando, vai fotografando, até que surgem convites de gravadoras ou do próprio artista que acabou saindo do indie para o...
para uma major, sei lá, e aí aconteceu. Mas eu tinha, claro que tinha os fotógrafos, que você acaba admirando no mercado, tipo o Milton, ou que não são diretamente ligados à indústria, mas fotografavam muitos músicos, o Walter Firmo, que tinha um certo...
Malval, assim, que tava ali ligado, tinha uma conexão ali que era baixista de uma banda de rock, não era isso? Era Malval? Isso é contigo aí, cara. Tinha uma conexão. Olha quem acaba de chegar, bicho. Olha só. Puta. Uma ampola. Convidado especial. Uma ampola de um caramelo. É uma capa. Importada de Edimburgo. Porra, é um morão, cara. Uma capa da Blue Note, né?
Mas eu queria pegar a bola aqui do bicho. Não, não. Você vai pegar a bola, mas a xeretinha vai fazer um registro de você brandindo. Olha lá. Aí. Olha aí. Olha que momento, cara. Não, brande de novo. Mais feliz do que o Fluminense quando ganhou a Libertadores. Brande. Essa foto foi feita, hein? Do Raul com a ampola. Eu vou botar no site, tá? Vai. Essa história que o bispo está falando de...
das referências e do hábito de ser um consumidor de música, de ser um fã de música e tal. Eu me identifico, a gente tem, deve ter a minha mida, eu nasci em 67. É, eu sou um pouco mais jovem, eu sou de, eu tô com 51.
É, então, você é bem mais jovem. Mas a gente pegou ali ainda o vinil, a loja de disco, a Gabriela, a Hi-Fi, a Modern Sound e tantas outras. Tinha uma ali no Flamengo, qual era aquela ali? Tinha uma na Senador Vergueiro, não? Ali perto da pracinha, né? Eu comprava muito disco ali. Mas Modern Sound também. A Gabriela. Gabriela também. A própria loja americana. Loja americana depois que comprava muito disco. E então era um...
Tinha uma comunicação ali, né? Que é a história da criação da capa, né? Você tá...
criando uma identidade visual para aquele projeto musical, artístico, né? Tentando estabelecer um diálogo poético com aquele universo estético que está ali dentro. Então, assim, se o Cristiano Calvé aqui citou as referências dele, com a serudição tão profunda e...
complexa, né, dele como designer, professor e as influências, no meu caso era assim mais intuitivo, né, de a capa do Luiz Melodia, do Pérola Negra, ela...
ela pra mim era, sei lá, durante muitos anos era a capa mais linda, mais foda, assim como secos e molhados e todo aquele universo musical que estava me formando, né? Porque antes eu sou artista plástico hoje, mas eu comecei a consumir arte por causa da música, da literatura e do cinema. Eu me interessei por essas três expressões muito antes de começar a estudar artes plásticas.
E ali estava a minha iniciação visual, nas capas, nos filmes, e depois também nas revistas, na história dos fotógrafos, para depois chegar na história da arte e tal. Que brilhante o moral, hein, cara? Que brilhante. Estamos ao vivo, hein?
Porra, cara, eu vou chorar hoje muito aqui, tá? É, a gente tá sem palavras. Exatamente, cara. Porque eles tão falando pra caramba. Falando bem, ilustrando, dando o corpo desse programa maravilhoso. E essas referências, né, cara? A um morão, cara, o CEO do rato. Hoje é rato, era rato branco até ontem. É, uma das... Pode usar essa expressão? Uma das principais locomotivas.
Da cultura, da doideirinha. É. Anti-risadismo, mas com muita risada. Sim. Vamos dar uma respirada aqui com... Manda. Melodia. Carlão te mandou aquele áudio? Da matriarca? Claro, claro, claro. Tá na agulha, hein? Isso.
Vamos circular a praça, prenda a beste cansa. Lembrando, hein? Nós estamos aqui nesse exato instante do Bar One. Rapaziada, se juntou geral aqui. Diretora Mirinha, Cacique Tocic, Yarnet, DJ Laurex. Rapaziada, a cúpula do Bar One prestigiando o programa 700 na web.
Famosíssimo já, setecentola. Com melodia ao fundo, Nandão, quer lembrar?
De alguns aniversariantes recentes conectados ao Ronca Ronca. Temos que lembrar. Alguns de tempos remotos, hein? Hein? Hein? Tem que lembrar. Dia 22. Falei. Do mês passado. Hoje é dia 7 de maio. Perfeito. 22 de abril. Quem? Lenda do Ronca Ronca. Hoje...
Responde por um outro nome de família, né? Hoje responde como Pedro Alicate. Mais conhecido como Pedro Black Hill. Pedro Montenegro. Isso. Sou para velhinhas, tá? Beijo gigante. Estou com muita saudade de você. É, eu também. Dia 30. Diretamente de Dublin. Martim. Filho de Diegão. Claro.
Fissurado em Jimi Hendrix, tá? Fissurado em Jimi Hendrix. Agora, nos últimos dias, os dois no mesmo dia sopraram velhinhas. Dia 4, segunda-feira passada. Tem os dois aí, se quiser botar uma voz das crianças. Luiz Maurício dos Santos. Aham. E Herbert Viana, dia 4, tá? Música
Quer botar um deles aí? Luiz Maurício, então... O Herbers? Pra dar uma luz aqui no programa, cara? Você que sabe, cara. Seu diretor aí artístico do Ronca Ronca 700, cara. Escolha aí.
Esta vai para meu amigo Maurício Valadares e seu popular ronquinha. O ronca-ronca. Que eu e ele temos em comum. Ele explica isso melhor para você. Caríssimo ouvinte. Aqui é Lulu Santos. Que voz, hein, cara? É, não. Bom, nós temos participado de vários cursos, né? Não, não, esse bagulho de controle de voz. Locução? Não. É, gargarejo? Gargarejo. Isso. A gente não consegue chegar perto do Maurício. Não, não.
Mas veja bem como são as coisas. Hoje, dia 7. Com quem nós nos encontramos mais cedo, antes de vir aqui para o Bar One. Para uma troca esplendorosa de mimos, de lembranças. E a rapaziada tinha já agendada uma vinda ao Brasa, diretamente de Bruxelas, na Bélgica. Mais adiante, para o final do mês.
Paula, Carmelota e Carlão. Manja? Porra. Nossos ídolos. E aí quando caiu a ficha para eles que esse programa iria ao ar no dia 7 de maio, eles falaram assim, não, não. Ligou lá para o Azadura e falou, Azadura, segura a onda aí, transfere a nossa passagem, porque a gente quer estar no dia de janeiro no mesmo dia dos 700 no ar.
Nessa quinta-feira. Às 10 horas começou o nosso voo. Eles entraram numa que teriam de estar sob as mesmas estrelas do Ronca Ronca 700. Cara, olha que emoção, cara. Só a família Carmela mesmo, né? E aí, tem a primeira carmelota aí? A primeira, a primeira dela beber?
Oi, eu sou a Carmela, tenho quase 4 anos. Eu amo rock and roll. Eu sempre vejo um ronca-ronca. Veja o novo, por favor. Oi, eu sou a Carmela, tenho quase 4 anos. Eu amo rock and roll. Eu sempre vejo um ronca-ronca.
É irresistível isso, né? E aí hoje ela mandou uma outra mensagem para fazer parte do 700. Chega mais, Nandão. Oi, aqui é a Carmela, eu tenho quase 32 anos e eu estou muito feliz de estar no 700. Um beijo para todo mundo, especialmente para o Maurício e para o Nandão.
Olha o que é o tempo, né, cara? 32 anos, né? Exatamente. Recentemente ela tinha quase 4 anos e hoje ela tem quase 32 anos. Vem de novo, Carmelota. É de chorar, é de se emocionar, é de ficar muito feliz. Oi, aqui é a Carmela, eu tenho quase 32 anos e eu estou muito feliz de estar no 700. Um beijo para todo mundo, especialmente para o Maurício e para o Nandão.
Aí, rapaz, a Carmelota, ela é fissurada em two tones, em specials, na música que nasceu ali em Coventry, que nós citamos recentemente, que a cidade virou uma festa pela chegada do Coventry City à Premier League. E ela trouxe o quê pra gente, pra nossa prateleira, Nandão? O quê? Fala aí. O quê?
Ronca 700, deideirinha do início ao fim.
Rapaz, vinhetas especialmente produzidas para esse nosso Volvo 700 na web, não dão? Parabéns, cara. Que equipe de locução. É. Que qualidade de áudio. Que estúdios que foram usados. O programa merece. Altíssima tecnologia. A edição merece. Os ouvintes merecem. Isso. É isso aí. Que demais, né, cara? Aí, malandro. A Carmelota chega com esse compacto do Specials.
The Special Gangsters aqui ao fundo. E do outro lado, The Selector, com a música The Selector. Esse é o primeiro disco lançado pela Rapaze. Em um 979, é uma edição francesa desse primeiro suspiro, tanto do Special quanto do Selector. Sim. Curtiu? Estou curtindo.
Cara, som muito bom dos vinilotes hoje aqui, hein, cara. Sabe quem vai mandar uma avaliação? Quer que eu sou elétrico? Não, não, não, não, valeu. Não, vou dar só a dica. Pois não. Primeira letra. Fala aí. M de Maria. M de Maria? Valeu, Leozinho!
Vamos voltar, porra, a essa manifestação flamejante de Raul Mourão. E vai ter sequência aqui, tá? Pode ser? ...da arte e tal. E então tinha ali uma identificação com esses criadores que eu tava conhecendo ali, né?
os designers da geração 70, mas quando vem o rock, que eu posso, além de comprar, ir lá assistir, o Legião, o Cólera, o Paralamas, o Edmota, o Lulu Santos...
começo a ver também os meus colegas ou as pessoas ali próximas fazendo as capas, né? O Gringo Cardia, o Luiz Stein, o Barrão e o Zerbini, né? Que eram referências pra mim gigantes na área de artes plásticas, fazendo a capa do Ideologia, do Cazuza, do primeiro disco do Fausto Fawcett. Então tinha ali uma geração, né? Que eu sou da geração do Circo Voador, do CEP 20.000, né? Os lugares onde eu...
encontrei meus colegas e amigos de geração, a gente estava ali vendo uma cena forte nascendo no Rio, com a Fluminense, com o Circo Voador, com o CEP 20.000 no Centro Cultural Sérgio Porto, o Parque Lage, já tinha tudo isso somado, vem essa expressão das capas.
E eu, naquele momento, não imaginava em fazer uma capa, mas talvez tivesse um sonho distante. E aí acabei fazendo poucas capas, né? Lenine, Frejap, o Piu e Sua Banda, Paralamas várias vezes, né? O privilégio de poder trabalhar com a banda do... Minha maior referência aqui na música brasileira, assim, a banda que eu...
Idolatro desde sempre, que é uma grande referência de qualidade musical, de carreira. E o fato de você, Maurício, sempre ter fotografado, pra mim era uma dedicação, uma...
Uma expressão de rigor estético, de cuidado com a imagem, que eu costumo dizer, não sei se a Tânia conseguiu apurar isso, que não há na história da humanidade nenhuma banda de rock ou grupo musical que tenha sido, tira essa relação de só fotografar com um único fotógrafo, como você conseguiu fazer com os paralamas.
Posso corrigir? Por favor. Não é? Os paralamas não fotografam só comigo. Não. Eles fotografam com vários outros colegas. Não, não. Mas foto de capa e oficial de divulgação só você fez. Talvez. Não, não. Eu sei disso. Eu não sei se alguém conseguiu ter essa relação. Que é uma relação de mais de 40 anos. E... E aí eu cheguei ali pra fazer as capas, né? E... E...
desde do disco hoje até hoje. E agora a gente acabou de fazer um ensaio pra divulgação da nova turnê. Então tem isso, assim, eu só tava querendo pegar a carona do Bispo pra falar de como é que
eu me conecto, né? E como é que esse universo, né? E aí você depois vai se aprofundando, né? Como é que Andy Warhol colaborou com Velvet? Como é que Talking Heads tem um cuidado diferenciado? Bowie, Lou Reed, Bjork.
E você vai vendo o rigor, né? E usando aquilo como uma mídia, como um campo de experimentação visual que soma mais uma camada de informação estética ao conteúdo musical que está ali dentro, né? Então, vamos...
Elevar a possibilidade, não é só uma identidade visual, não é só uma foto, não é só uma informação, não é só comercial. É mais um elemento, né? É como a imagem... Tá ali o disco do Fausto, tá ali a impressão? Não, não parece, mas não é. Tinha uma aventura, né?
hoje em dia tem mercado antigamente as pessoas tinham um certo senso de né, de cara, onde isso aqui vai dar, né eu vejo muito, principalmente você nas artes plásticas essa coisa e aqui na cena no Rio, né o quanto que essa
rolou essa fusão, ninguém sabia onde ia dar. E de repente começam a surgir coisas incríveis, as artes plásticas, fotografia misturando com escultura, com performance, com design gráfico. Acho que quem capturou muito bem isso também foi o Grimm Cardi, ali um pouco, buscando um lugar histórico também das artes figurativas no Brasil, Carlos Zéfero.
Pegou a geleia da Rocinha, pegou uma galera, né? Eu acho que ele foi... E eu acho que isso é interessante, porque eu acho que se alguém fala isso hoje, né? Vai falar o quê numa gravadora? Não, pois é, mas... Como é que é o diálogo, né? Eu que até ia perguntar isso pro bicho. Não, não tem diálogo. Como é que é o diálogo, né? Não, não, não tem diálogo. Diálogo é uma palavra que foi tirada. Antigamente o Lulu podia falar, eu quero trabalhar com fulano e eu quero fazer isso. E falava não, né? Pra esse nosso encontro histórico aqui,
no programa 700 na web, eu lamentaria muito se ele ficasse nesse tom saudosista, tipo, relembrando coisas. Então, o que eu acho que nós temos aqui, a nossa função, é como nós tentamos falar no início, é levar quem está nos ouvindo a se interessar por uma comunicação que talvez tenha passado batido.
essa comunicação tenha passado batida pelos sensores dessas pessoas. E nós estamos falando aqui, o Milton falou de como ele começou, o Bispinho está com as fotos dele ali exibidas aqui para a gente. Porra, o Camilo é um camarada que morou em Londres, que foi afetado brutalmente por aquela cena ali, anos 80, em Londres. O Tanner é um pesquisador, estudante de arte, como nós falamos aqui.
na apresentação desse programa e o Raul teceu essas palavras extraordinárias. O Otônia fez uma pesquisa recentemente, eu digo isso assim no sentido de criar essa curiosidade em quem está nos ouvindo, essa é a minha preocupação, porque esse programa, bicho, ele vai ficar aqui até os verdinhos chegarem.
na crosta terrestre e falar o que esses miseráveis fizeram no programa 700. Porra, eles falaram um negócio chamado capa de disco. O nome do programa é 700, a capa. Porra, o que é a capa, bicho? O que é a capa de disco?
Ah tá, ela cutuca, a música fala, a capa cutuca, a capa se comunica. Então o Otônio fazendo uma pesquisa extraordinária, fundo da piscina, de forma extraordinária, ele chegou. Não estou falando nem a mais recente. A relação de capas dos anos 50, 60 que foram votadas.
Sim, não, foram duas coisas que aconteceram. Vamos lá, vai contigo. Na pesquisa que eu fiz, eu achei um primeiro salão nacional de capas de long planes, patrocinado pela revista Radiolândia. Grande nome, olha só, Radiolândia pode ser o novo nome do Ronca Ronca, tá?
E aí, assim, era um salão nacional, como se fosse um salão de belas artes, com o objetivo, na verdade, era para divulgar, né, porque em 58 ainda não tinha essa massificação, estava chegando lá, mas ainda não chegou, não chegou. Nos anos 60 que chega a massificação, aí chega a gravadora elenco, né, chega aquela coisa toda, aliás, chega a Jovem Guarda, aí é que a coisa explode, né, antes da Bossa Nova, mas ali em 58 ainda estava a coisa, porque no Brasil, assim, os LPs chegaram em 1950.
Então assim, o primeiro foi em 1951, o segundo LP foi em 1952, foi um ano depois que veio o lançamento do segundo LP. Antes disso tinham 78 rotações que não tinham essas capas como tem hoje. E aí nisso os caras promoveram esse Salão Nacional.
E fizeram no Rio de Janeiro, aí passaram por São Paulo, Porto Alegre, Belo Horizonte, divulgando as capas como obras, assim, claro, por um lado uma coisa comercial, por outro lado mostrando o lado artístico dessa nova forma de juntar ali, de promover a música.
Não vamos comparar essa época aí com a época de hoje, mas dentro dessa constatação de que esse mundo está descendo pelo ralo, fica aqui mais uma ideia. Os poderosos, os que podem ajustar essas ações, de repente dessa ideia retornar. Uma grande exibição, porra.
Camilão aqui, Luiz Camilo, foi diretor do Museu de Arte Moderna, bicho. Imagina, Camilão, uma exibição no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro sobre a história, não digo a história, mas a evolução da capa de disco no Brasil desde os anos 50 até quando você vai dar essa ideia e vai ser o curador.
Gostou? Em 2028, tá bom o prazo? Eu vi uma exposição agora, desculpa te cortar, de capas da The Face. Era uma exposição na National Portail Gallery em Londres.
Não, mas rolou agora em janeiro, teve no Itaú Cultural lá em São Paulo, teve uma exposição de capas de disco. Eu não consegui ainda ver quais são as capas que o cara utilizou, se foi um histórico e tal, mas isso é uma coisa que está acontecendo. Então, é claro que a gente fica preocupado porque hoje em dia não há mais aquela coisa de massa, com certeza. Mas a coisa de nicho existe, como a gente já falou aqui. E assim, eu até cheguei a fazer uma pesquisa ali, botei várias capas de disco e faltou ali botar, botei o nome, mas não coloquei para os nossos...
aqui debatedores, sobre a transfusão Noise Records, que é uma gravadora aqui do Rio de Janeiro, que é capitaneada pelo Leal Meida, que é ouvinte do Ronca Ronca, inclusive, e tem o grupo dele, Oruan, que toca pelo mundo aí. E aí eles, principalmente o Leal, né, mas assim, todos eles, ele faz um curso lá de colagem, então todas as capas têm colagens, assim, e as colagens são maravilhosas. E assim, você vê os discos, você procurar os discos.
que tem na internet, mas eles também vendem em fita cassete, que também é uma coisa que voltou, eles vendem em CD e vende vinil também. E as capas são todas assim, tem uma estética muito próxima, muito parecida. Fica aqui a recomendação para vocês procurarem, porque você consegue perceber uma coisa que realmente, uma coisa que a gente não vê muito mais em voga hoje em dia.
mas que o pessoal da transfusão ali faz muito forte, assim, que é uma identidade ali visual que você bate o olho e já sabe. Ah, isso aqui é um disco do pessoal ali do Léo Meida. Ou é do Orwan, ou é do Economic Freedom Fighters.
Sempre é muito próximo a parte estética deles. Mas voltando ali, teve esse salão, depois teve outro salão. Eu consegui encontrar até o quinto salão em 1963. Depois eu não vi mais se talvez não tivesse mais necessidade, porque o LP já estava consolidado como um produto de massa, talvez não tinha muito interesse.
Por outro lado, é uma coisa que o primeiro colocado foi o Bola Sete, com o disco Bola Sete e Quatro Trombones, que se eu não me engano foi feito pelo César Villela, que depois fez todos os discos da Elenco. E esse foi um dos primeiros colocados. O segundo, ou enfim, os dois campeões ali, não sei exatamente qual foi a categoria, mas foi de uma gravadora chamada Festa.
que lançou vários discos de poesia e fazia capas com muitos artistas. Não esqueci agora quem foi o campeão em 58. Mas tem capa da Ligia Clark, tem capa do Dick Cavalcanti, enfim. Era uma coisa realmente já ali no começo, já no início dessa relação da música com a visualidade através da capa de disco, já tinha relação com arte ali muito forte, já desde o começo.
Enfim, com o design, mas também muito com as artes plásticas. E essa outra sequência de capas que foi votada pela Folha?
Sim, isso aí foi em 2001. A Folha fez a votação com as melhores capas de discos do século, do século XX. E aí foi o século molhado, foi o primeiro colocado. E tem as capas que eu acho que a maioria dos ouvintes do Ronca Ronca vão reconhecer como clássicas. Quase todas as capas do Milton Nascimento, Clube da Esquina, que são todas maravilhosas.
tem todos os olhos do Tom Zé, que é a bolinha de gude, no que seria ou a boca ou o orifício anal, enfim, fica sempre aquela dúvida, mas na verdade era a boca, né? Mas enfim. É, há dúvidas aqui, há todos os olhares aqui, em comum. Olha lá, olha lá. Em comum. Eu tenho que falar que foi a boca. Desculpa, ô morão.
Mas tem esse lance também, que é muito característico. Você falou dos discos do Leon Meida. A gente pode voltar lá para o disco do Bola Sete nos anos 50. Mas a importância de um disco, o que a capa embala, não tem jeito como você fugir. É o que vai fazer o disco entrar para a história e ser lembrado para sempre.
Então não adianta, é o que nós falamos aqui no início, tem muita música ruim embalada por capas geniais, assim como tem muita música boa embalada por capas que não valem nada.
Mas as referências que nós temos de capas históricas, icônicas, e que serviram como referência durante décadas e décadas e décadas, são discos que foram reconhecidos por um público interessado em música como sendo fora do padrão. Seja o Velvet, seja o álbum Branco dos Beatles, Revolver, Bob Dylan, Caetano, Transa. Transa era um objeto.
todos os olhos, Hendrix, Electric Leidland, aí você cai nesse mundo de hoje, onde o Electric Leidland, que é uma capa dupla, onde são várias moças exibidas do jeito que elas chegaram à crosta terrestre, essa capa não é mais mostrada em lugar nenhum, porque ela é proibida, bicho.
o fim do mundo, mas enfim, a música do Electric Leiland torna essa capa eterna como vários outros citados aqui enfim, a gente não tem como fugir dessa relação o que vem dentro e o que está fora e aí coincidentemente nós citamos aqui o que a gravadora elenco
eternizou em suas capas, né? Citamos, inclusive, logo no início do programa, se ressuscitasse o César Velelo, responsável por esse padrão de design da elenco, se ele falasse aí, dá para chegar aí, fazer o programa com vocês? Não dá, cara. Desculpe, vamos fazer para um outro programa, porque esses caras todos são muito conectados ao programa.
Eles são ouvintes, eles participam, eles criticam, eles corrigem as nossas batatadas. Então, César, desculpe, cara, você nunca ouviu falar da diretora Mirim, então não dá. Mas, enfim, aqui é o fundo, uma capa dele. Olha a capa, Nandão, que espetáculo, esse padrão da elenco. Em fotos, em imagens de alto contraste, né, preto e branco.
The Music of Mr. Jobim, by Silvia Telles. Atuare, hein, Nandão? Hein? Vai. Se você for tocar isso aí, a gente não vai ter mais programa. Porque vamos ouvir o disco do início ao fim, né?
Dá pra ouvir essa aqui, dá pra ouvir mais uma, hein? Isso é muito lindo. De repente, pra dar uma respirada. Isso é muito lindo. O que você acha? Isso é muito lindo. Qual o ano? Pega aí. Fala o ano aí pra mim.
Deixa eu ver se tem aqui na contra. 50 e... 50 e... 50 e... Do bibisucos.com.br Cidade está cheia, Rio de Janeiro explodindo com shows, carnaval, essa coisa toda. Você que está de passagem pela cidade, visite uma das lojas do Bibisucos, nosso fiel, leal patrocinador.
Tem esse lance, né cara, esses discos ali, final dos anos 50, 60, eles não trazem, porra, quase que informação nenhuma. Esse aqui ainda até tem, mas não tem um ano. Procurei no selo aqui do elenco. Tá bom. Elenco de Aloysio de Oliveira. Produção Aloysio de Oliveira. Cente de produção José Delfino Filho. Técnico de som Jaro Pires.
Silvia Teles cantando Tom Jobim numa capa, porra, inesquecível. Quer mais, Nandão? Alô, rapaziada. Você está ouvindo Ronca Ronca 700. Delírio. Como é que é o texto aí dessa vinheta, cara? Bem-vindo ao Ronca Ronca, edição 700. Agora é o sovaco da cobra.
Quem é o redator dessa... Ronca, ronca, 700. Olho parado, extravagante. Quem foi o redator, hein? Ah, uma equipe, né? Uma equipe. O Tânia. Claro. Por aí vai.
O que mais, Nandão? O que você informa nesse programa 700 na web? 700 vírgula a capa. Ô, querido, eu não tenho a informar. Eu sempre, se você prestou atenção ao longo desses 15 anos, os ouvintes sabem bem disso, eu sempre, sempre, sempre falo de alguma capa porque eu sou fissurado pelas capas. E é o que o Camilo falou, né?
A música salta pra fora dos ouvidos através da capa. É o que você falou, a capa cutuca. Eu acho que é uma relação simbiótica, se é que você me entende. Não entendi. Entre capa e vinil. Papel e petróleo. É isso aí. É uma relação de simbiose maravilhosa. Eu amo, eu me lembro bem. Todo mundo fazia isso, né?
de ficar ouvindo a música e olhando a capa, olhando encarte, olhando tudo, porque aquilo vai dando, vai fazendo compor a mensagem. Então, exatamente em cima disso, o Vaughan Oliver, que foi o cara responsável pelo Cristiano Calvé se interessar por design, seguir essa carreira espetacular, ele tem uma frase...
muito parecida com a do Noel Gala, só que ele leva para as lojas de disco. Ele sempre falou que uma loja de disco, para ele sempre foi uma galeria de arte. Sim. Ele chegava ali antes de começar a carreira de designer e ficava abismado com a informação visual para começar a história, porque ele poderia pegar aquele disco nessa época ali.
Você pegava um disco, na maioria das lojas, e botava para ouvir. Se gostasse, você levava. Tá legal?
Estamos ao vivo, hein? Como nós falamos no início. Nós temos essa massa, esse conteúdo do papo, registrado há pouco tempo. E aqui a gente vai cozinhando os ingredientes, com a música, com as lorotinhas, com as vinhetas. Entrou a música do Special, os presentes da Carmelota.
Pô, vamos aproveitar aqui, Nandão, e vamos ao Ivonaldo, esse amigo nosso, que é um dos grandes ceramistas. Ceramista que fala? Isso. Um dos grandes ceramistas do estado do Rio. Hoje ele é um residente na Serra Fluminense e é tricolor. Olha que coisa linda, bicho. O Ivonaldo. Salve, salve, ronca ronca ronca. Peraí, bicho. É, tá explodindo. Vai, de novo.
O Ivonaldo é um ceramista, hoje ele mora na Serra Fluminense e é tricolor. E ele é um camarada muito ligado ao programa, né? E ele mandou uma mensagem estrondosa. Vem, Andão, por favor. Salve, salve, ronca, ronca. Parabéns por esse dia. 700 edições.
Resenhas e melodias Tocando música boa Que a gente tanto aprecia Um grande abraço do Ivonaldo Direto dos Alpes Fluminenses Vem de novo, cara. Cara, que momento, cara. Porra, Ivonaldo, trouxe lágrimas aos meus olhos, cara. Coisa linda, hein? Muito lindo, cara. Muito lindo. É um hit já do Ronca Ronca, né?
É praticamente uma vinheta, né? Uma música barra vinheta ou uma vinheta barra música, né? Ó. Salve, salve, ronca, ronca. Parabéns por esse dia. 700 edições, resenhas e melodias. Tocando música boa, que a gente tanto aprecia.
Um grande abraço do Ivonaldo, direto dos Alpis Fluminenses. Demais, demais. Manda um abração pro Ivonaldo, cara. Naldinho, que lindo, que saudade, que momento. Espetáculo, né? Volte sempre.
Olha só, uma notícia triste aqui no meio dessa celebração de 700, que nós vamos deixar, tem tudo a ver, está tudo conectado, não tem como escapar. Mas vamos deixar para o programa da semana que vem, que vai ser qual dia de maio? Chuta. Semana que vem? Pô, para, 12? Hoje é 7. Mais 7, 12. Valeu, 14. Então, no dia 14 de maio, semana que vem...
Quando o 7-0-1 galgar parâmetros, nós vamos tecer algumas palavras chorosas sobre o final amachadada na Rádio Eldorado em São Paulo. Tá ligado? Não. Depois de quase 70 anos no ar, a Rádio Eldorado vai encerrar seus serviços espetaculares.
No dia 14 de maio. Várias informações chegando aqui pela tripaiada. Mas vamos deixar essa pauta pro dia que ela sai do ar. Tá? Vamos seguir? Bora. Vai. Fala aí, Camilão.
Eu acho que tem um momento ali nos anos 60 que o artista não faz só a capa, o artista faz a sua obra através da capa. Pegando, por exemplo, Sgt. Pepper. Peter Blake é um artista pop inglês que faz uma capa icônica e aquilo ali é fundamental na trajetória dele como um artista plástico, não é uma capa de disco para os Beatles.
E aquilo reverbera aqui na capa que o Gershman vai fazer da Tropicália. Assim, direto, bumba. Depois daquela capa hiperpopulada do Sgt. Pepper...
Sai o Peter Blake de cena, entra o Richard Hamilton, que é um papa dos artistas ingleses dessa geração, anos 60, pop, e depois arte conceitual, o cara que traduziu o Duchamp para o inglês, sem saber francês, e por isso que o Duchamp deixou de traduzir, porque ele não sabia francês, então ele ia inventar bem no inglês, e faz o álbum branco. Não é qualquer um que faz o álbum, é o Richard Hamilton que faz o álbum branco.
E aquilo ali é fundamental também para o Richard Hamilton, que já era um senhor artista e que vai ser professor de todo mundo do Rocksy Music, inclusive do Brian Nino. Ou seja, tem uma simbiose.
da arte, da música e da invenção pop, que é fundamental. Você falou do álbum branco e nós estamos aqui, entre os professores aqui, vários são muito viajados. Algum de vocês foi a exposição que existiu, ou existe ainda, só sobre o álbum branco, não digo todas, mas as suas centenas de ediçõesодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыодыоды
No mundo, sabe dessa parada? Um galerista, tá me soprando aqui um bagulho de Japão. Ou tem um japonês envolvido nesse negócio aí. Japonês é danado, né, cara? Ele fez uma galeria onde ele exibe, repito, se não todas as edições do Album Branco.
94% A galeria só tem o álbum branco O álbum branco dos Beatles E Eu procurando informações do álbum branco Aqui pro programa O álbum branco, as primeiras edições Elas foram numeradas E a edição Número 000000001 Foi pra Ringo Starr Que vendeu num leilão Por 800 mil dólaresоды
com álbum branco duplo. E esse galerista tem, ou tinha, uma exibição permanente só com álbum branco. Aí está lá a edição brasileira, a argentina, a africana, as inglesas, as francesas, as japonesas, só álbum branco, para você ver o tamanho dessa criação. Mais uma bola que a gente pode levantar aqui.
Nós estamos falando dessa história do curso de fotógrafos, de designers, de ilustradores no Brasil e lá fora, né? Mas acho que, de repente, um bom assunto para esse programa 700 na web é de quando chega o punk, né, bicho? Quando chega o punk, tudo aquilo que a gente estava acostumado a acompanhar visualmente... Porra!
Adoro essa palavra, colapsa. Tudo aquilo que a gente tinha investido, nossos sentidos, vira poeira. Porque o punk chega com a faca nos dentes e fala, cara, não é assim que o mundo gira, não. É de outro jeito. Só vou falar uma coisa um pouquinho antes do punk. Eu, por acaso, peguei.
Estudando para esse programa... Camilão, porra, cara, não acredito que você falou isso. Estudando para esse programa, eu fui ver... Eu não acredito que você falou isso, vou chorar aqui. Eu fui ver a capa que o... Não, não, traz papelzinho aqui para secar as minhas lágrimas. Eu fui olhar uma capa que eu sempre venerei, que era o Transformer do Lou Reed. E vi que aquela foto era do Mick Rock. Aí fui ver a história.
Esse cara foi levado pelo Bowie para ver o primeiro show do Lou Reed fora dos Estados Unidos, em 72, no King's Cross Cinema, no dia 14 de julho. E ele fotografou o Lou Reed e aquilo foi a capa do Transformers. No dia seguinte, 15 de julho, o Bowie levou para ver no mesmo lugar o Iggy Pop com o Stoods. E ele fotografou.
E é, no dia seguinte, a capa do Iggy Pop no The Studios, no... Kings Cross. Não, no Kings Cross Cinema. E se chama... O disco deles é Raw Power. Raw Power.
Em dois dias o cara foi lá no dia 14 de julho, no dia 15 de julho, cara. Em sequência fotografou o Louie, capa do Transformers. No dia 15 ele fotografou o Wiggy Pop, capa do Raw Power. Semana difícil do colega, né? Colegazinho. E os dois levados pelo boi. E parece que...
O Boi foi fundamentar o preço de disco do hip-hop porque só deu um creca ali, o hip-hop atrapalhou o que pôde e o Boi corrigia. Mas esse é um lance também que a gente tem que levantar aqui para a nossa audiência perceber a cadeia produtiva de uma capa de disco.
que é um bagulho muito louco. Então nós temos aqui fotógrafos, designers, que participaram de várias capas. Você não vai jamais conseguir realizar uma capa de disco que ganhe alguma notoriedade, se você não tiver alguém acima de você.
Estamos falando de gravadora, tá? Um diretor de arte, um diretor artístico, quem quer que seja, para bater o martelo. Não, eu quero essa capa com a fotografia do Milton e a arte do... Desculpe, a arte do Raul Mourão, tá entendendo? Se não tiver isso, a capa vai para a data de lixo, cara. Então, o Mickey Rock...
que é um fotógrafo referencial nessa história de documentação da música, ali nos anos 60, 70, ele teve o apoio, entre aspas, de um diretor de arte que chegou e falou, não, vamos bancar o Transforma e o Roll Power desse jeito, porque é assim que essa capa tem que funcionar. Se tivesse um jumento...
na direção de arte, a gente não conheceria essas capas. Fica só uma menção aqui aos diretores de arte que, porra, com os quais nós nos afinamos. Aos que nós não nos afinamos, boa sorte aí na sua plantação de tomate.
E esses três juntar, né? Big Pop, Lou Reed e David Bowie, você ter essa geração ali pra frente, né? Sim. Ter ali uma companhia do Bowie já dá um... Olha lá, o Rob Powell. Você já tem uma boa sombra na sua tentativa de fazer essa capa.
do Rock Power, com o Iggy Pop ao vivo, no palco, segurando ali o microfone. Fala aí, Calvé. É uma capa espetacular, né? E principalmente mostra um Iggy Pop meio híbrido aqui, né? Ele nunca entrou nessa... provavelmente nessa visualidade teatral ali, né? Camaleônica que o Lou Reed e o próprio Bowie tinham, né? Ele foi pra um outro lugar, mas essa capa aqui, de repente, mostra essa...
tentativa aí, desse endosso, quase como se eles tivessem sido uns stylists do Iggy Pop. É a maneira como eu enxergo. Eu acho que nessa época é 72. Já tinha saído o primeiro disco dos estúdios. É 69. É 69, né? Tinha acabado os estúdios. Eu acho...
Mas ao mesmo tempo é muito icônica, né? Da maneira como o fotógrafo captou aqui, né? E você que faz muita foto de show, né, Maurício? Por que será? Não, é interessante quando você se depara, né? Até eu, Raul e Maurício montando o primeiro livro aqui do Maurício. A gente se deparava com umas coisas, né? Que o Maurício falou, cara, não acreditei quando...
teve esse clique dessa forma, né, eu acho que isso aqui é o resultado disso, né, de uma... E o lance é o seguinte, que ano é, Rob Powell? 7-2. Então, cara, o, porra, o Camilo sabe disso, né, todo mundo aqui sabe disso. Essa época aí, Milton, porra, é, não existia iluminação em show, tá?
A iluminação show era feita por uma vela, vamos dizer assim. Então, para você registrar, eu estou vendo a capa do Raw Power aqui, tá? E boa parte da nossa audiência está buscando a capa. Raw Power, R de Rio, AW Power, Power de Power. Egan The Studios. Cara, é muita luz, parece que ele está no estúdio.
Agora, essa luz aí, sabe quando que existiu nesse momento? Nunca. Não tinha essa luz no show dos estúdios. Imagina quem fazia a iluminação dos estúdios, cara. Imagina o pé rapado que fazia a iluminação dos estúdios. Mas houve aí um tratamento de... Ó, ó que interessante, Mourão. Relação, né? Houve uma... Não tinha Photoshop também, tá? Filme puxado. Hein? Filme puxado. A menos que o Milton estivesse dando um suporte técnico lá.
Ali ele ia chegar... Não, puxou o filme aí. Bom, mas olha a qualidade da imagem. Não tem grão, não tem, sabe, deformação. Era mais pra isso, né? Porra, cara. Puta que pariu. Bom, enfim. Não existia iluminação de show nessa época. Era uma lâmpada iluminando o palco inteiro. O Otan está mostrando aqui a capa do London Calling.
que é outra capa referencial, inspirada à arte, no Elvis Presley, clássica de capa do Elvis, uma foto da Penny Smith, que era uma fotógrafa do New Music Express e que acompanhou muito o Clash nessa época, virada de 70, 80.
E porra, ela fotografou tanto o Clash, tem um livro da Penny Smith só sobre o Clash. E aí que tá, vamos voltar ao diretor de arte, ou alguém da gravadora. Porque o camarada quando viu essa imagem, ele falou, porra, essa é a capa do London Collin, vamos fazer aqui um lettering maroto, tipo Elvis Presley, e vamos botar essa capa do Paul Simon no Quebrando Baixo.
Aí falaram, o Penny Smith, a sua foto vai ser a capa do London Collier. Ela falou, nem que a vaca tosse. Ela falou isso porque a foto tá fora de foco, tá tremida. Ela é antifoto. Ó lá, ó lá. Ela é antifoto. E a Penny Smith não queria essa fotografia na capa do London Collier. Ela falou, quer dizer, você tá maluca, cara? Injetou esmalte de unha no olho?
É a capa, acabou. E foi a capa. E é essa referência de capa do Clash, desse período aí. Ela tem que agradecer pro resto da vida, né? E foco é coisa de burguês, né? Exatamente, não tem foco. Eu e Milton temos vários amigos em comum que nunca tiveram foco nas fotografias dele. Gostei da frase. Foco é coisa de burguês. Roberto Capa que eu digo, né?
одыодыодыоды
Música
Música
Música
Transоды Trans
Música
Alô, alô, senhores aviadores que cruzam o céu do Brasil. Atenção, largaram! Música é religião. Isso é religião. Música é a arma do futuro.
Há mais de 40 anos, ronca-rouca. Meu filho, eu estou aqui para confundir. Eu não estou aqui para explicar. Um programa de rádio que você imagina. Um programa de rádio que você sente. Olho parado rastejante. Ouça, experimente. Se você se identificar, torne-se um apoiador.
Acesse apoia.se barra ronca ronca e venha fazer parte do clube.
Não, não, fala aí, cara, você tá de... Como é que tá, cara? Como é que tá em 700 na web, bicho? Depois de tanta ansiedade, tanta espera, tanta angústia nossa de quem participou. Bem. Rapaz, agradecer sempre, né, a esses meliantes aqui presentes. Camalcacim, Shogun a você.
Pelo amor que vocês têm a audiência. Isso é muito louco, tá? Eu tenho que me controlar para não chorar. Por quê? Aí você pergunta, por quê? Ô Maurício, por quê, hein? Porque hoje é o programa número 700 na web. Como a gente já falou, para trás tem uma infinidade. Tem um buraco negro. É um... É um buraco negro.
É uma galáxia praticamente desconhecida de Fluminense, de Globo FM, de UFM, de imprensa, de panorama. Porra, cara. Mas vamos contar a história recente, né? De dezembro de 2012 pra cá, quando começou o programa na web. Na UFM Web, no dia 11 de dezembro de 2012. Cara, são 700 programas.
Você conhece algo parecido? Algum colega nosso? Pô, existem várias manifestações muito antigas, né?
Hoje em dia não é mais rádio, mas seja um podcast, seja um blog, 700 programas você conhece? Também não precisa conhecer, o lance a gente não está em corrida de cavalinho para saber quem fez mais, quem cumpriu mais tempo na pista, não há parada não essa, estamos falando da gente. São 700 programas na web hoje. E a razão desses 700 programas terem ido lá, bicho?
Só tem uma. Qual? Tinha gente do outro lado. Você, caríssimo ouvinte. Tinha gente, tem gente do outro lado. Porque se essa rapaziada não lá estivesse, do outro lado da caixinha, porra, nós não teríamos chegado lá.
86 programas. E eu não vou citar exemplos aqui, porque seria uma coisa sem nenhum tipo de educação. De vários amigos nossos que tentaram ir adiante nessa ação radiofônica e não seguraram a onda, cara. Não é questão de ter gente do outro lado, não. Porque daqui você tem que estar 110%.
firmado, fixado nesse objetivo. Eu vou fazer esse balão subir. Aí do outro lado vai aparecer a rapaziada com aquela... Sabe balão japonês que você bota a mãozinha embaixo assim? Sei. Dá aquele up energético? Empurrãozinho. Exatamente. É empurrandinho? Empurrandinho. Por causa desse empurrandinho que nós chegamos a 700. Exato. Não tem outra razão. Tá bom?
Mas voltando aqui ao nosso papo, nós já demos uma passada aqui na importância do punk, né? E como todos nós aqui, quando nós começamos a se enveredar por esse meio da fotografia, do design, da arte plástica, todos nós tivemos esse portal aberto pelo punk.
Todos, sem exceção. E quando nós estávamos conversando, antes do Shogun apertar o play hack, as informações brotaram muito nesse sentido, né? De como que o punk nos virou ao avesso. De como que compreendia aquele momento ali da humanidade.
transformou o mundo completamente pra gente. E nós vamos seguir nessa pegada do punk com Clash ao fundo, tá? Chega aí, Nandão. Aí o punk chegou, Mourão.
O Punk chegou botando de cabeça pra baixo toda a... Roger Dean, as capas do Yes, porra, as capas, não vou falar Bob Gino, porque o Bob Gino nunca entrou nessa canoa, né? Do que era muito ali...
É a arte do disco, né? Mas é a coisa do progressivo. Aí o punk chega, cara. Acho que o choque musical e visual são da mesma frequência, né? O impacto da...
das capas que estão ali acompanhando toda a cena punk, é perturbador também e uma novidade, né? Tanto quanto aquele som que estava aparecendo ali.
E eu acho que isso acontece nos grandes movimentos musicais. Se a gente for olhar o jazz ou a elenco aqui no Brasil, essa cena da MPB nos anos 70, a gente vai encontrar, olhando de hoje para trás, você encontra claramente um conjunto de um vocabulário visual, de proposições estéticas, de uma palheta que está...
sincronizada com as invenções musicais que essas capas estão embalando, né? Então acho que vem como uma porrada mesmo e negando ou contradizendo ou...
confrontando aquele universo ali que você citou agora, de Yes, The Who, Led Zeppelin, né? Ela vem, né? Com... Sei lá, falando de novo da capa do Fausto e do do Robôs Efêmeros, que Barrão e Zebini fazem, é uma capa pós-punk, tem influência com aquela coisa rudimentar ali, da colagem, do...
Numa imagem menos elaborada, né? Mais da rua, né? Não sei se... Fala, Camilo. Se faz sentido, mas... Tempos atrás eu vi um documentário, daquele Don Lettis, e da relação do reggae com o punk, principalmente pelo Clash, né, cara? Porque tem uma coisa ali, né? Desses dois universos, que estão correndo por fora, né?
e que de repente no final dos anos 70 explode. E tem umas figuras que são figuras que cruzam, e o Don Letts é essa figura que cruza o universo musical jamaicano, do West Indies que estava ali em Londres, chutando a porta, e o punk do outro lado chutando por outra direção.
Isso sempre, né, pra mim era uma coisa muito impressionante. Eu me lembro quando eu trabalhava no Town & Country, lá, catando meus copinhos. Quer que eu conte a história? Não, depois é... Por favor, por favor. Eu, primeiro show do Big Audio Dynamite... Peraí, quem mais quer que eu conte a história de Camelão e Londres? Levar do braço quem quer. Então, qual é o ano? 85. 85? 85, 88. 85, não, enfim, 85, 86, 87.
Estava eu em Londres para uma curta temporada, e um lugar onde os principais shows, os que me interessavam, eram exibidos, era o Town Country, em Londres. Aí fui uma vez, outra, com o Sirico, não sei o quê, bababá, bebê, aí vi um malandro passar, carregando, recolhendo os copos de pint, de cerveja, plásticos, não de vidro.
Recolhendo da plateia em pé. O Town Country é maravilhoso. Hoje tem um outro nome. Carlin, sei lá o que. Tem um name in right. É o nome dessa porra. É isso, né? O Town Country era espetacular. O espaço. Quem se apresentava. Aí eu vi o malandro ali. Levantando com uma pilastra de... Sem sacanagem. De quatro metros de copo empilhados um em cima do outro. Aí eu falava com quem estava comigo. Aquele cara ali é brasileiro, bicho.
Aí vai num outro show, Perubu. Pô, aquele cara é brasileiro, cara. Ele não me engana, cara. Ele tá achando que tá me enganando, cara. Aí num belo dia a gente se esbarrou. Falei, cara, tu é brasileiro, né, cara? Nos abraçamos, nos beijamos, choramos juntos. Vários amigos em comum. E hoje aqui está no 700. Uma salva de palmas pra Luiz Camilo Odório, por favor.
Vários amigos em comum, não. Eu fui parar no... Waters, você não bateu palma, cara. Uma salva de palmas para o Luiz. Não. Agora, eu fui parar lá, no meu segundo dia em Londres, fui morar em Londres, cheguei lá no segundo dia, olho, tal e canto The Water Boys. Falei, pô, já ouvi isso no programa do Maurição. Ah, isso aí. Porque eu não chamava de Maurício, eu chamava de Maurício Valadares na Rádio Fluminense. Pô, vou lá ver. Aí vi, e tinha uns velhinhos cantando copo.
Aí eu falei, eu acho que eu tenho mais condição de catar copo que esses velhos, né, cara? Aí perguntei pro cara lá, né? Vem cá, você não tá precisando de um catador de copo, não? Aí o cara, olha, isso aqui é o primeiro show que a gente tá fazendo de música pop. Isso aqui era um bar de música folk irlandesa. Esses caras são tudo mundo que é irlandês. Aí, falei, se tiver um próximo show, eu tô dentro. Aí ele, então, deixa o teu nome.
Aí, duas semanas depois, eu vejo no New Milk Express Everything But The Girl, tal, encanto. Eu falei, pô, o cara vai me ligar, né? Nada. Aí, bati lá na véspera. Aí, o cara, porra, que bom, perdi teu telefone, quer trabalhar? Claro. Aí, comecei no Everything But The Girl. Trabalhei que nem uma mula naquele show do Everything But The Girl. Porque só tinha eu, o resto eram uns velhinhos, só catava copo pra folk irlandês, tinham 15 pessoas ali, tinham Duar Mil, naquele velho cinema.
Bom, o fato é que, voltando ao Don Letts, deu umas semanas, apareceu a banda Big Audio Dynamite. Entrou o Mick Jones, I used to be the Clash, now I'm Big Audio Dynamite, e aquela música é a música.
Não, Clash já era, né? Uma coisa, tem uma pegada jamaicana, e ali estamos com o cara, né? E esse começo do Clash, e aí você foi o primeiro, e aí tem um outro lado importante. Eu, antes de fazer crítica de arte, estava estudando arte lá, história da arte, aí resolvi, tinha um amigo aqui, o Fred Dorei, que tinha um jornal de surf, que falou, sabe, quando você mandar umas coisas, eu mandei uma crítica do show do Big Audio Dynamite, foi publicado aqui no jornal de surf.
E tem umas três críticas de música A minha ali A história do jornalismo musicão no Brasil E aí Mas como é que os doam letras Como é que essa coisa Como é que junta né cara Esse universo Por que você acha que junta Maurição Rapaz, quem explica isso é o Bob Marley Em Punk Reggae Party A música dele Com a rapaziada do Asa
sendo a base ali, é a turma que naquele momento ali de virada dos 70, final dos 70, nem virada dos 80, final dos 70, era a turma deslocada desse ambiente.
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Olá, eu sou Don Letts, o Rebel Dread, todo o caminho do Reino Unido. E não importa o que as pessoas dizem, Ronca Ronca leads o caminho. Estou bem-vindo.
Rapaz, muita emoção, Nandão, muita emoção, caraca, bicho. Camilão, lembrar dessa situation, cara. Porra, a gente puxar o vinilote aqui de Punk Reggae Party, com a Marley com o Aswood, e entrar a vinheta do Dom Letts, cara. Nesse programa 700 a capa, do dia 7 de maio, vem mais no geral pra mim, Nandão, por favor. Do dia 7 de maio de 2026. Estamos ao vivo?
Ao vivo, espiritualmente gravado. Exatamente. E gravado foi o papo, esse lero-lero com a rapaziada nesse ping-pong sobre fotografia, sobre design, sobre capa de disco, sobre a história de cada um.
Sobre um universo que... Nandão, esse é outro detalhe interessante nesse 700, tá? Sem nenhum tipo de contexto, como nós falamos no início, de tiração de onda, de academicismo. Agora, esse programa vai ficar guardado para a eternidade. Quando os verdinhos chegarem aqui, o que eles encontrarão? As baratas.
os discos de vinil e os áudios do Ronca Ronca. Bicho, não vai sobrar mais nada, tá? Há 22 milhões de anos. Mais ou menos assim. E aí eles vão ouvir. Uma nova geração será formada. E a rapaziada vai querer saber.
Como que a roda girava nessa época ali, nos anos 50, 60, nos anos 2000. Que programa é esse aí, cara? Isso era um programa sobre uma embalagem de um bagulho redondo com um furo no meio. Como é que pode isso, cara? A ideia é essa. Ou então, mais pra agora, daqui a um mês, dois, quando alguém se interessar, um estudante de comunicação, de design, um curioso por música.
O curioso sobre esses periféricos da música, dos produtos, existindo eles ou não. Mas como é que é o negócio da capa do disco? Quem fez isso? Algumas pessoas estão aqui nos 700. Pessoas essas, como nós falamos, umbilicalmente conectadas ao programa, cara. Tá bom? Vamos seguir? Ó.
Entrou aqui Camilão, Don Letts, vem. Eram os colocados para o lado. Isso aí. Porra, a Jamaica e a classe, porra, destruída por Margaret Thatcher. Que podia ter ali uma manifestação anti-Thatcher, né? Então...
Vamos se juntar, bicho. Unidos nós somos mais fortes. E tem, lógico, evidentemente, a aproximação da música, do punk ser uma coisa absolutamente simples, desprovida de teclado, de sintetizador, de roupinha dourada, de cabelinho para cima, não sei o quê.
E a rapaziada do reggae, que porra, é a classe mais humilde, mais simples. Estamos falando de Londres, né? Como Bob Marley fala, punk reggae party, e é isso. É uma festa onde tem Dr. Phil Good, tem o Jam, tem o Clash, Slates, e a turma do reggae que transitava ali pela área. Então eles deram as mãos e criaram um universo.
E você está falando isso. Quando nós estávamos conversando aqui, eu mostrei a capa do Dr. Alimentado, que é a capa símbolo que gerou o Selvagem dos Paralamas. Essa estética do reggae absolutamente desprovida de qualquer tipo de ornamentos, de assuntos rebuscados.
É o que interessa, é o que interessava para os paralamas ali naquele momento, sobretudo, do Selvagem, né? É exatamente isso, está todo mundo no mesmo barco, cara. Você, o Town Country, o Don Letts, que é uma figuraça, né, cara? Olha lá, o Cristiano está botando ali a capa do Dr. Alimentado.
Mas é interessante, Maurício. Fala, Otano. É interessante isso, né? Porque tanto o... The best dressed chicken in town. A galinha melhor vestida na cidade. Olha lá. Aquilo ali é o Pedro Ribeiro. Que tá na capa do seu baixo. Sabia disso? Não. Não, mas... Inspirado, hein, né? É inspirado mesmo? Total. Total. Liga agora pro Bigorri, ele pergunta.
Vem cá, vocês tinham como... Queriam fazer uma capa tão... Isso, isso. Não sei, uma foto largada quanto essa. O doutor alimentado com uma bermuda que ele deve ter achado na rua. Zíper aberto.
Um sapato ali que ninguém sabe o que é. Um cara... É, é verdade. Melhor. O sapato é no componente da glória daquele filme. Mas era uma referência ou vocês fizeram Selvagem com o clima e depois viram? Não, não. Era uma referência. Tá. E aí procuraram... Vamos fazer uma capa parecida com Dark Side of the Moon? Vamos. Pega o Pink Floyd. Porra, vamos fazer uma capa...
inspirada em Dr. Alimentado. E aí a foto de... Aí brotou aquela foto do Pedro, né? A foto do Pedro, que não é sua. Não, não é. Lamentavelmente não é. Foto de família, né? Provavelmente. Eu tava vendo um vídeo que, assim, a primeira coisa do Selvagem que existiu foi a capa, assim. A capa não o nome, né? Selvagem. E aí a partir dali viram a foto do irmão do Bi, né?
E aí, que depois é que veio as músicas, veio a ideia, veio o conceito musical ali, mas foi a primeira coisa. Agora, é interessante isso, tanto dos Paralamas quanto do The Clash, esse aspecto da capa, você tem uma coisa de informação, informação, informação, pras pessoas que tão ouvindo, né?
Tá tudo bem aí, Maurício? Tá tudo bem? Tá tudo ótimo. Brilhante, Otá. Mas eu acho isso muito louco, porque ali a capa do... pra mim, talvez seja a capa... Sei lá, a capa que...
Melhor capa pra mim, a do The Clash, o London Calling. Porque assim, a foto é incrível, né? Uma das melhores fotos do rock, assim, da Penny Smith. E o cara chegar e fazer o layout ali, evocando Elvis Presley. Ou seja, tá... Tipo assim, ah, não, o punk quer destruir tudo, não sei o quê. Não, cara, eles estão mostrando ali de onde eles vieram. Eles estão mostrando ali referência pra garotada, assim. Que vai chegar uma hora e as revistas vão falar, vão contar a história e vão saber, ah, pô, veio daqui, né?
E se você for escavando ali, o Mick Jones, principalmente, que o Dio Sama também...
Eles são seguidores de Presley, né? Em tudo, né? Basta ver a roupa, o cabelo, a cara do Joe Strummer. O Elvis Presley moldou o The Clash ali, né?
Jaja, Jaja, Jaja, Jaja Jaja, Jaja, Jaja, Jaja, Jaja Se me choo me con a me, con a me
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O que é isso?
Alô, Maurício Valadares. Seu programa Ronca Ronca. Quem está roncando aqui agora com vocês é o Gilberto Gil. Mandando um abraço enorme para você e todos os seus ouvintes, o nosso público ouvinte. Ronca Ronca. Oba. Dr. Alimentado.
A bordo do programa 700 na web, no dia 7 de maio de 2026. Olha só, nós temos mostrado ali no site ronca ronca.com.br algumas das delícias, alguns dos mimos.
Alguns dos presentes que nós estamos confeccionando. Ah, é. Tá entendendo? Você viu um cristal? Vi, lógico. Cristal Ronca Ronca 700. Cristal finíssimo. Cristal tcheco. Eu vi. Uma realização da Bia e do André. Foram responsáveis pelo Boca Ronca.
Há dois anos, cara. Já tem dois anos, cara. Ciclinda... Pô. Você vê. Recém-nascida. É. Isso aí. Lá no Boca Cultural. E, bicho, tem outras especialidades chegando, tá? Muita atividade. E a curadoria, a co-curadoria e a co-curadoria perguntam, mas vai ter promoção? Vai. Como? Nós não sabemos ainda. O rústico, o abridor rústico, já tá lá cumprindo a função dele.
A camiseta já começa a ser distribuída. Tá legal? E o copo? Adesivo. Isso. Apito. Jigdum. Tá tudo aí, malandro. Aguarde. Basta querer vir, né, cara?
Cara, mas que beleza a música do Ivonaldo, hein, cara? Música, vinheta, vinheta, música, hein? Pô, espetáculo. Diretamente, porra, da Serra. Alpes, Alpes. Alpes fluminenses. Alpes tricolores, cara. Isso. E o futebol, hein, cara? Champions League, como é que tá? Bayern. Então. Essa semana eu encontrei com o Shazam.
Bruneleta e Filipeta. Quando eu cheguei no estabelecimento, Filipeta estava com o álbum de figurinha da Copa, já viu? Ainda não. Ela tem 12 anos, tá? Amarra a daça nas figurinhas. Sim. Eu dei aquela interessada ali no assunto, né?
E o Shazam falando, pô, ele conhece futebol, não conheço nada, Filipeta. Teu pai tá de gracinha aqui, cara. Ele é risadinho. E aí, eu falei assim, Filipeta, nesse bolo de figurinha duplicata que você tem, tem alguma do Olize? Ela olhou pra mim assim, um cara, pô, esse cara é um jumento, né? Eu.
Aí eu falei, é, o Olize é um jogador da França, nascido da Inglaterra, nigeriano, marroquino. Ela vira e fala assim, ele é do Bayern. Quase cai da cadeira. Eu falei, porra, quando você tiver uma figurinha duplicada, duplicada ou duplicata? Duplicada. Duplicada do Olize, me dá uma, cara. Ela falou, não, claro, dou. Mas ela não tinha ainda, ela não tirou o Olize ainda não, tá? Figura rara.
Mas não tem figurinha difícil, não. Não tem? Não. Tudo é fácil? Tudo é questão de sorte, de você tirar ali no seu traficante local, né?
É o... Cecília ainda tem? Ah, é... Não. Ah, é... Você consegue direto na... Isso já é prática, né? Consegue direto com a... Na editora? Editora. Aí você acha que isso é bacana? Não, é... Não, não, não, não, não, peraí, peraí. Não, não, não. As pessoas fazem isso. Geral. Isso é bacana. É, mano, é uma modalidade. É o jeito de ser, né? É. Tem uns que preferem ficar trocando e tal, mas tem uma galera que quer completar. O negócio é você vai lá e compra...
Loucura, bicho. Filho do mundo, bicho. Acabou. O que mais, Nandão? Porra, muita coisa. Não deu tempo de falar nada ainda. Cara, esse é o 700, hein? Você acha que a rapaziada tá gostando, cara? A gente pode solicitar uma avaliação ao programa pelo endereço programa. Programa. Mas é que ela é... Solta o pavão.
Vamos dar sequência? Bora. Já que a gente falou aqui do Selvagem...
os paralamas sendo inspirada no Dr. Alimentado, a gente está falando de como que essas influências de capas, de designers, de design de capas, de arte gráfica, como que elas influenciam ou influenciaram determinados artistas, a gente pode levantar aqui o Renato Russo, né? Que era um cara que tinha uma informação absurda. Rapaz, poucas pessoas eu conheci.
que tanto sabiam de música quanto o Renato Russo. O Renato Russo comprando o disco no Modern Sound era uma estupidez na época do CD, tá?
Era uma estupidez, estupidez. O Renato, ele conhecia de A a Z, de antes de A e depois de Z. Enfim, e o Renato era um camarada que sabia o que ele queria. Então, no primeiro disco da Legião, ele queria seguir, olha só como isso é muito louco, né? Esse padrão estético. Ele queria seguir nas fotografias onde ele apareceria, ele queria seguir o padrão do Bruce Springsteen.
Pode rir, rir alto, rir alto, pode rir. Rir aí, Milton. Pode rir. Eu falava, Renato, você não é o Bruce, cara. Tá, você bota uma camiseta branca, um jeans, tudo bem, mas, cara, não tem como, cara. O Bruce é o Bruce, você é o você. E aí, mas ele conseguiu botar a marca dele no primeiro disco da Legião Urbana, que ele queria seguir essa estética, Peter Savile Joy Division Closer.
Procede, Cristiano? Procede pra caramba, mas eu me lembro quando a gente estava fazendo o livro, você mostrou uma carta que ele escreveu pra você, falando muito desse disco, né? Young Marble Giants, que eu acho que está conversando ali muito com o que o Peter Saville fez também, né? Apesar do Peter Saville, ele discutia essa relação entre arte...
e contemporaneidade, principalmente formato. Peter Saville discutia muito os formatos, as coisas tecnológicas e tal. Pô, o Closer é uma pintura renascentista. Você tem um outro disco do New Order, que é inspirado numa bandeira do futurismo.
italiano, né? Mas eu me lembro muito dele falando de Young Marble Giants, né? Que era uma banda que estava ajudando ele a moldar um pouco como ele queria aparecer. Eu me lembro da carta feita à mão. Você tem isso, né? E tanto que o Renato, numa das fotos de divulgação da Legião, ele usa uma camisa do Young Marble Giants.
Desenhada por ele. Ele pintou a camiseta. Edição única. Quem quiser procurar essa camisa não vai achar, porque só tem uma. Deve estar guardada em algum canto aí. A foto do primeiro disco da Legião é de sua autoria. Sim. Então, o Renato...
ele buscava o que ele já tinha cristalizado na cabeça dele. Ele queria uma capa que remetesse ao closer do Joy Division, capa branca, aquela fotografia no meio, e aquelas interferências ali de desenhos indígenas, Brasília, bababá, bebê, bebê. Então, é isso, né? É como que, cara, a gente está fazendo um programa chamado 700.
vírgula, a capa. Se não existisse essa capa do Joy Division Closer, não existiria a capa do primeiro disco da Legião Urbana como você conhece, querido ouvinte. Branco, com essa moldura branca, a foto preta e branca. Onde é que você fotografou essa capa, Maurício?
Ali em casa. É, e os especialistas em fotografia acham assim, pô, você usou oito cabeças de flash, Balcar, Milton conhece essa informação. Não, não, cara, era o sol que estava entrando ali pela janela. Maurício, mas você, quando fotografou, já era pensado para ser para a capa? Era para a divulgação de alguma coisa e virou a capa? Não, rapaz, eu acho que era para a capa, sabia? Acho que era uma sessão de fotos para a capa. E os... As fotos de Jardim Botânico?
talvez tenha sido a primeira vez que a gente se encontrou assim para fotografar, eram fotos para divulgação. Essas fotos que resultaram na capa, era uma tentativa de fazer para a capa. E o Renato era um cara difícil para caramba, de ser convencido e de...
De repente, é isso, convencer, mudar de opinião, né? Porque ele tinha coisa determinada mesmo, cara. As fotos pra capa do disco solo dele, do Stonewall Celebration Concert, já foi pensado pra capa mesmo? Cara, excelente exemplo, Tânio. Porque o Renato queria uma foto dele na porta da casa dele, em Ipanema, na rua Barão de Aguari.
Nascimento Silva. Nascimento Silva. Nascimento Silva na porta com aquela bata branca dele segurando uma rosa. Ele queria isso. E assim foi. E aí tem umas fotos lá dentro da casa dele, não sei o que.
Agora, esse Young Marvel Giants aí, a banda, o trio, ele representa esse tipo de estética, né, Cristiano? Essa coisa, qual o tipo de rebuscamento que tem nessa capa aí? Zereto na caderneta.
Tem uma coisa nessa passagem dos 80 para os 90, principalmente por um movimento que a gente conhece como showgaze, de tornar a aventura sônica uma coisa muito mais representativa do que a imagem dos próprios...
dos próprios artistas, né? Então eles tentam construir uma coisa...
pela qual eles não aparecem, eu me lembro dos anos 90 ali, aquela galera com aquelas franjas, escondia o rosto, né? E não eram por uma atitude punk, né? É porque eles realmente queriam fazer valer essa muralha sonora ali, nos anos entre os 80 e 90, e a gente vê isso com aquela capa icônica que eu não trouxe aqui do My Bloody Valentine, né?
Aquele disco rosa ali, o Loveless, né? Que é toda borrada, né? Uma fotografia toda borrada, até vou botar aqui. Mas, e eles não apareciam, né? Tinha uma coisa nessa hora ali, meados dos anos 80, começo dos anos 90, que era não aparecer, né? Que era ter uma...
Uma pegada meio misteriosa. Isso segue até hoje, né? Atualmente, alguns nomes da música contemporânea seguem essa estética aí, né? Música
É só como qualquer coisa Isolation Isolation Isolation Ainda não me lembro, mas eu não me lembro Eu faço o melhor que eu posso
Mas na próxima semana, quando nós comentarmos aqui A machadada na Rádio Eldorado Nós vamos colocar no pacote Os outros serviços que o Grupo Eldorado ofereceu durante muito tempo
Como, por exemplo, a gravadora Eldorado. Olha que informação que vai bagunçar a existência da tripaiada, tá? Todo mundo lembra da gravadora Eldorado. Exatamente, mas em termos técnicos, a Eldorado foi o primeiro estúdio com 12 canais no Brasa. Aqui, a oferta era 6 canais. A Eldorado chegou com 12 e lançou...
centenas de discos, assim como licenciou pela Estileto vários discos importantes lá de fora, que talvez não chegassem pelas gravadoras principais ao Brasil, como por exemplo esse Joy Division Closer aqui, ó. E essa é uma edição que os traficantes lá de fora chegam aqui, sobretudo em São Paulo,
Babando com a faca nos dentes. Sabe por quê? Porque no meio do repertório original do Closer, do Joy Division. A estileta meteu Love You Tears Apart. Quem parece que procurou loucamente esse disco. E achou algumas edições, alguns exemplares. Foi o Peter Hook. Baixista do Joy Division. Numa das vezes que ele esteve aqui. Achou bacana?
Médio. Tá bom. Andar, você dançando Joy Division é uma das coisas mais agradáveis... Não. Que os meus olhos já testemunharam, tá? Sério? É, porque não é tua onda, bicho. Não, eu detesto. Sabe aquele negócio alemão, japonês, no samba, no chorinho? Detesto. É.
Não, detesta forte, né? Não casa, sabe esse negócio? Não nutro... Não nutro muita simpatia. Pensa, rapaziada. Vamos chegar? Vamos adiante? Desculpa. Vem forte aí. Estamos nos 700, hein? Vambora. Vai.
O Renato quando lançou esse disco em 90 e quanto, Tânia? 95. O disco solo dele, Estão no Alconso. Primeiro disco solo. Era o auge do CD. Aí ele me chamou pra fotografar, fui na casa dele lá na Nascimento Silva, foi o maior astral. Maneiríssimo. Era o auge do CD. E saiu em CD. Beleza. Aí, tempos depois... Bicho, em 95.
94. 94, saiu o CD. Anos depois, cara, final dos anos 90, enquanto Luiz Fernando Borges, pra quem eu pediria uma salva de palmas, águas, por favor. Se não fosse Luiz Fernando Borges, não estaríamos aqui, tá?
Aí, enquanto o Luiz Fernando, doente por música, doente por música, ele chega pra mim e fala assim, porra, Maurício, porra, há três anos eu só junto um determinado tipo de disco. Eu falei, qual é, Luiz? Selo azul de uma gravadora de Birmingham, de jazz. Eu falei, caraca, maluco. E ele era brotherzaço do Renato.
Aí eu comentei, nós comentamos o disco que se tornou ao concerto. Eles falaram, não, eu tenho vinil lá em casa. Eu cristalizei isso no final dos anos 90, tá? O disco está em 94. A Cristianinha fez a capa. Eu cristalizei e falei, Luiz Fernando, esse disco existe em vinil? Eu falei, existe, claro, eu tenho lá. Malandro. Eu fiquei dodói, fiquei louco. Sem sacanagem, cara. Comecei a procurar, não existia, não existia, não existia.
Aí fui saber que saiu uma edição promocional, ele não foi à venda, promocional de divulgação. Aí num belo dia, eu tava em São Paulo, na Baratos Afins, com meu amigo Calanquinha. Aqui é o salvo, peça uma salva de palmas, água. Luiz Calanca, que um dia terá...
terá uma estátua ali na Praça da República. Eu falei, Calanquinha, você tem o Stonewall Concerto? Porque o Calanquinha tem esse bagulho de comerciante sinistro, né, cara? Ele não bota todos os discos à venda. Ele esconde, ele tem duas ou três lojas na galeria do rock. Ele esconde alguns discos. Ele falou, eu tenho, eu tenho três discos do Stonewall Concerto. Eu falei, é mesmo?
Cara, eu não tenho nenhum. Essa capa aí quem fez foi uma xeritinha. Eu falei, porra, cara, eu vou levar os três, tá? Quanto custa? Custa caro. Eu tenho vergonha de dizer o preço. Você faz um valor bacana pro seu camarada? Tem vinheta do Calanca no programa. E eu levei os três discos.
Nunca mais eu vi. Aí numa feira de disco no Rio de Janeiro, encontrei um outro doente pela Legião, pelo Renato. Eu falei, pô, Maurição, eu ouvi você falando, você tocou o Estônimo Alconça. Antes, ele foi relançado há poucos anos. Eu ouvi você tocando a edição original do Estônimo Alconça, não sei o quê, bababá. Você já viu aqui na feira? Eu falei, não, não vi. Aí eu rodei, rodei, rodei, e achei um traficante lá na feira vendendo. Caro pra Meirelles, a capa toda estrunchada.
Aí eu falei, malandro, o cara tá vendendo lá, tá ruim e tal, mas tá caro também. Eu vou lá pegar, quando o cara for, já tinha vendido. Olha isso aqui, Alcalanca roncando no teu programa, tá? É, quer dizer, se você quiser que ronque, queria dizer pra você que apesar de não gostar da internet, a gente não continua gostando mesmo, né? Nós tiramos até nosso site do ar, cara, sabe? Porque...
É, porque tava muito chato mesmo, o mundo ficou tédio, né? Ninguém criou mais nada de relevante desse país. Tudo culpa da internet, essa porcaria aí. Se eu fosse o putinho, eu desligava esses botão todo, cara. Olha, eu nunca deixei de ter os Country Joy e The Fish e nem o What's Rush, tá? Porque eu sei que você gosta.
Ele morreu aqui no ano passado Ele morreu lá, eu moro aqui Rapaz, que coisa linda, Renatão cantando Bob Dylan, cara Diga para mim que eu estou bem Ainda as coisas ficam meio lentas Ele pode pensar que eu o esqueci Não diga-lhe que não é assim
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Transcrição e Legendasоды Eu sempre respeito ele Por fazer o que não me deu
Música
оды Sun down, yellow moon I replay the past
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Se você vê ele, diga olá Diga olá E não se esqueçam, o disco está nas lojas Show provavelmente ano que vem E agora vamos ouvir a nossa música de Natal I Believe in Father Christmas Emerson Lick and Palmer O que tem que fazer? Quem te vestiu em si?
The Stonewall Celebration Concert, Renato Russo. Aqui. Ele com o Bob Dylan realmente é de rasgar o coração. Clubs of Sand, a segunda música do disco, que certamente foi a primeira vez que Nick Drake, o nome de Nick Drake, chegou, Nandão, aos ouvidos de uma quantidade gigante de pessoas.
Porque ele carrega essa multidão de adoradores dele e da Legião. E a rapaziada vai querer saber, porra, que música é essa, cara? Quem é esse autor? Ah, um tal de Nick Drake, que não tá mais aqui com a gente. Mas o Renato tá apresentando a vocês. Agora, esse detalhe lá do Calanquinha, eu nunca tinha visto esse disco em vinil, né?
O Luiz Fernando tinha me dito que ele existia. Quando eu cheguei lá e perguntei ao Calan que ele falou que tinha três, eu comprei os três. Agora, por que eu comprei os três? Pergunta. É, fica a questão no ar. Comprou os três por quê, Maurício? Porque eu tinha que ter um. Tinha que ter um. E os outros dois? Eu enderecei, eu doei a duas figuras importantíssimas na minha vida.
conectadas à música, à fotografia, ao Renato e à Legião. E que sempre sonharam em ter o Stonewall em vinil, a partir do momento que eu falei, cara, esse disco existe em vinilote. E eles não iam encontrar, porque não circulam nesses picos. No submundo, né? Nesses picos. Isso. E aí eu falei assim, cara, eu não vou deixar esses discos aqui. Tá, eu compro um. Vão ficar dois aqui, amoitados, para chegar um traficante japonês.
húngaro, ucraniano, e comprar porque esse disco é uma raridade, para vender para um troglodita qualquer que não sabe a história do disco, que não sabe quem é Renato Russo, vai comprar porque o disco é raro para fazer dinheiro. Nem a pau, Juvenel. Cala aqui.
Dá um desconto pro seu camarada, eu vou levar os três, tá? Fiquei com um, que já toquei várias vezes no programa. Ele foi relançado recentemente, no vinilote colorido, todo incrementadão. E os outros dois eu dei pra duas pessoas muito importantes, que certamente, porra, estão com eles até hoje em suas respectivas prateleiras, tá legal? Emolduraram. É, não, não, não, tão ouvindo. Tão ouvindo. O ademolduradisco é... Não é recomendado, cara. Não, né? Porra, olha aí, ó.
Vamos seguir? Bora Vai, Otânio Não, então, eu queria saber, porque a gente tá falando da foto que o Renato Russo direcionou ali como ele cria a foto né e tenho dúvida assim como é que funciona para os outros fotógrafos aqui para o Jorge Bispo e para o Milton como é que funciona assim para vocês como é que é a relação com o artista
E assim, depois que a capa... Vocês tiraram a foto E aí escolheram Decidiram que a foto tem que ir pra Vai pra capa do disco e tal E aí depois quando vocês veem o produto final Qual é o grau de satisfação de vocês? Ou vocês são sempre Contentes? Às vezes falam, pô, podia ser outra foto Porque a gente vê isso, né? Muitas fotos ali Que às vezes escolheram que o fotógrafo Pô, essa foto é a pior foto E aí acaba sendo a capa de disco, vira uma coisa icônica Enfim, aí eu queria saber de vocês dois Aí E aí
Do Maurição eu também queria saber, mas ele não vai falar. Começa, Maurição. Maurição, você era feliz com o resultado final? Eu prefiro passar a bola para o Luiz Físico. Alguém era feliz com o resultado final? Tinha um problema da qualidade de impressão. Isso lá nos anos 70, 80. Nem todas as capas eram primorosamente impressas.
Isso é interessante, né? Porque a gente pega capas assim, dos tempos primórdios, como diriam nossos amigos.
Nós mostramos aqui entre nós, mas nos referimos a Rob Power do estúdio. A imagem era muito ruim, né? Hoje em dia, quando você vai fazer uma capa, o bispinho tá rindo aqui, cara. Quando você vai... Calvé também. Caralho, esses caras trabalham nisso. Aí você manda um arquivo. Águas tá com a gente, tá? Tá registrando. Uma salva de palmas pra Manuel Águas.
Uma salva de palmas para a indumentária de Manual Águas. Só eu bati palmas. O lance é o seguinte. Aí o cara vai pedir um arquivo de imagem em um peso que é do pão de açúcar. Aí eu penso que eu me vejo botões assim. Cara, mas antigamente capas icônicas, elas eram impressas com arquivo que pesava uma pluma.
E elas estão aí até hoje. Então, essa coisa da necessidade de uma qualidade, de um esmero, não sei o quê, eu acho que depende muito da facilidade que isso vai trazer para um diretor de arte ou para o Milton falar, mas não tinha impressão. Mas, porra, é impressora de menos. O Milton não fotografava.
de um jeito A, B ou C, porque a impressão era ruim. Ele ia fotografar. Se a impressão fosse ruim, problema da gravadora, de quem fosse comprar o disco, que ia comprar uma capa fora de foco, ou com uma imagem mal resolvida, não é o problema dele, cara. Agora, hoje em dia, as exigências...
Elas levam a gente a pensar que esse tipo de necessidade existe hoje. Não existe mais, cara. Tá entendendo? Assim, do sentido de uma capa bem impressa. Primeiro que a capa não existe. A capa não existe mais. Cara, isso é muito louco. A gente tá falando aqui, eu vou voltar a fita, né? Lá pro início. A gente começa quando a capa de disco não existia. Dos anos 40 nos States. Assim, pra dar uma contextualização do que a gente tá falando aqui.
A capa de disco não existia, passou a existir nos anos 40, com música clássica. Procede, Otônio? Procede.
E aí o camarada chega, pô, vamos vender mais esse disco da orquestra, não sei o que, o cara faz um desenho, faz uma caricatura do maestro, não sei o que, tá. Aí a coisa vai indo, anos 50, aí no Brasil uma compilação de carnaval, vamos indo, vamos andando, a coisa vai tomando um caminho comercial, da coisa ser bem resolvida e atrair interesse.
O Ataner pesquisou isso. Uma capa que não tinha esse trabalho de design, ficou no zero. A capa que teve o trabalho, vendeu pra caramba. Aí foi indo, foi indo, foi indo, foi indo, foi indo. A gente deu a volta, a gente falou de um monte de gente aqui, cara. Hoje nós chegamos em maio, hoje é dia 7 de maio, tá? 2026.
quando a gente chega na constatação de que a capa de disco não existe mais. Assim, de uma forma bem grosseira, claro que existe, mas de um modo geral, o consumo digital nos leva a acreditar que a capa de disco não exista mais. Cara, tá percebendo, Mourão? A gente saiu do nada.
Chegou nada. Vou encerrar o assunto aqui, que não quero ficar nesse negócio de... Ah, como era bom. Não. Paciência. É assim. O assunto é esse. A capa de disco hoje é o 700, vírgula...
A capa. Eu vou discordar de uma coisa, porque você enfatizou muito a coisa comercial. Claro que tem a coisa comercial, é óbvio. Todo mundo precisa da coisa comercial. Agora, se não fosse a vontade de fazer com que o público gostasse daquilo e a pessoa fizesse uma coisa que estivesse curtindo, e aquilo que ela está curtindo com os músicos, com a visualidade da capa, não tivesse um grau...
de invenção poderoso para criar outro universo para as pessoas viverem, o comercial é...
Vem a reboque, o comercial não puxa. O comercial vem a reboque dessa invenção de uma nova cultura que estava surgindo ali, que era pop. E que produz aí o comercial depois. O comercial corre atrás. Claro que o comercial vai querer, mas a princípio o comercial olhava para aquilo.
meio... Peraí, como assim? Bem? Não é bem assim. Tanto que, tudo bem, pode ter começado com a voz, mas quem vai impulsionar isso vai ser essa música meio periférica. Vai ser o jazz, depois vai ser outro universo que trazia claramente, eu acho, um outro impulso para as pessoas viverem e curtirem de outra maneira num mundo de merda.
Uma coisa assim, porque, por exemplo, quando a Blue Note, ela lança os discos ali, né, de jazz, ela faz uma coisa que, claro, que é comercial, mas assim, tem um disco, por exemplo, que é assim, é It's Time, e aí vem os pontos de exclamação, e o disco é só ponto de exclamação.
E 1950 é blau, sei lá. Ou seja, é uma coisa assim, que você não vai... Assim, como é que alguém vai... Ah, é pra vender, né, claro. Chama atenção? Chama. Mas, pô, você vai olhar o negócio ali cheio de pontos de exclamação, e fala, pô, não, eu preciso desse disco. Assim, é uma confiança também ali, no caso ali, já estavam num grau ali que já podiam, né, já tinha um público ali que fala, pô...
Se o cara tá botando esse monte de ponto de exclamação, é porque o negócio deve ser explosivo, eu vou comprar. Mas também é um grau de se jogar no abismo, assim, porque vai dar certo, não vai? Enfim, eles se importam? Se importam, mas assim, ah, vamos fazer com medo? Não tinha medo nisso aí, né? O cara quando faz uma capa dessa, quando faz as capas da Blue Note ali, você vê claramente que os caras não tinham medo de nada, assim.
Era uma impulsividade ali que, nesse caso específico que eu estou falando, era tão impulsivo que era isso. O cara botava um monte de exclamação, a foto do músico ali pequenininha, mas a pessoa via aquilo e falava, eu preciso ter esse disco. E isso é que é interessante. Você pega um artista maluco de vinte e poucos anos, chamado Robert Rauschenberg, que pega um artista consagrado, e o trabalho dele, combinado com o cara, é apagar o desenho?
Eu pego o desenho, apago o desenho, e o nome do trabalho é Apagando the Kooning. Isso nos anos 50, olha o punk. Isso é o punk, apagar o desenho do cara, e o cara, que já era um cara conhecido, topa e o cara faz. E é isso, as coisas têm essa força.
Eu vou parar pra mandar um agradecimento também, com certeza. Sacou? Eu tô desacreditado. O Gira comentou aqui, ó, o TAM de vez que eles falaram três pontas, cara. Muito bom, Michael Jackson. Muito bom, doideira demais, cara. Porque...
A gente curte uns negócios meio diferentão, né? E música é isso, né, cara? A gente gostar de música do jeito que a gente gosta, ouvir música, acompanhar a música. Aí o programa que a gente descobre, depois de velho, sobre música, top de linha, a gente ganha uma homenagem. Tá doido, cara. Literalmente a Glot tá fechadíssima hoje.
оды Legenda por Sônia Ruberti
Nandão, você acha que na maioria dos casos, a ouvintada, a rapaziada, a tripaiada, vai ouvir esse programa 700 na web? Olha, nós estamos rompendo aqui os limites do tempo, né? O que é o tempo, Nandão? Exatamente, é isso aí. Você acha que eles vão transformar esse programa, é tipo uma série, né? Negócio de episódio, não sei o quê.
Em quantos episódios? Cara, dá pra fazer seis episódios. Seis o quê? Episódios. Dá pra fazer três. Dá pra fazer um. E dá pra fazer cinco. Entendi. Boa, excelente, excelente. Clima Jack the Ripper, né? É. Vão em frente?
Pô, Maurão, tô sentindo a sua expressão. Assim, você tá pensando temas profundos. Você tá na parte funda da piscina, cara. Gostaria muito que a audiência do Ronca Ronca 700, vírgula, a capa, conhecesse essa audiência, conhecesse o que você está pensando agora sobre o que o Camilão falou. Pensando nas capas, dá um pulo aqui do...
do Camilo falando de Erasing the Cooning pra Warhol, né? Com Velvet e... Stick Fingers.
Rolling Stones, isso que eu ia falar, né? E aí, se eu tava falando da sua parceria inédita, grandiosa, de ter fotografado os paralamas pra divulgação e pra capa desde o início até hoje, tem nos Stones a criação da língua, né? Que é uma espécie de logomarca da banda.
que vai se modificando ao longo da história, mas que é um caso também que acho que é único, né? De uma banda que não é uma marca tipográfica, não é... É um símbolo, né? É um ícone e isso é... Acho que é um caso...
o mais relevante aí na história de construção de imagem de uma banda, né? E dessa banda, né? A gente tava falando de Beatles, agora pula pra Rolling Stones, né? Que também tem uma história visual altamente sofisticada, né? Também usa a capa ali como terreno de construção de uma linguagem visual que...
que adensa o trabalho assim como os Beatles fizeram. Então, duas grandes bandas dos anos 60, as maiores do mundo, são proponentes dessa prática de experimentar na capa do disco, com ousadia e com coerência com o que está sendo...
veiculado ali musicalmente, né? Então agora me veio Stones e Andy Warhol e... Aí a gente pode voltar pro Velvet, né? Porque aí extrapola a questão da capa, né? O Velvet era a banda do Andy Warhol no ateliê. Era a banda que fazia as festas. E aí quando você vai ver o documentário do Velvet, né? Que tá na Apple...
Todo o conteúdo que está ali, todo o material de arquivo é filmado pelo Andy Warhol, né? Então você tem essa simbiose brutal entre um artista gigante com uma banda, né? Então, uma parceria artística, estética poderosa, né? Que eu acho que é uma questão, né?
O ambiente da produção das capas foi viabilizando, né? A gente falou aqui de vários artistas visuais e designers e é isso. É um somatório que talvez hoje, sem saudosismo, a gente esteja perdendo um pouco, né? Se a gente trouxer para o Brasil, acho que a grande figura é o Rogério Duarte, né? Porque é também um cara que vem desse universo do design, é um cara que está lá com Glauber em 64.
que vem para todo um visual da Tropicália e que revoluciona esse... Cria a imagem... Essa coisa icônica do mundo que está passando um outro sinal. Então, esse lance que vocês estão falando aí, de forma brilhante, sobre esses artistas, esses são influenciadores, né, cara?
Esses caras são os influenciadores. Eles construíram a imagem daquela sonoridade, daquele movimento musical. Mas eles vão seguir influenciando. Luciano Figueiredo também. Eles vão seguir influenciando por décadas, décadas e décadas. E os que hoje recebem esses nomes de influenciadores, a gente não vai lembrar amanhã. E aí o lance é o seguinte. Você falou do Andy Warhol e a minha preocupação nesse programa 700, a capa.
Eu não sei porque você ri, sabia, Mourão? É que eu acho genial esse título, cara. Vírgula, a capa. Lembra muito, o Cristiano me apresentou um artista chamado Lonnie Holley. Ele é um artista plástico. E a minha preocupação é hoje ter essa audiência dos 700, vírgula, a capa sem esse sentido de saudade. Ah, como era bom dos anos 60, como era bom dos anos 70. Não.
Hoje é bom. Você tem que conviver, entender e participar desse mundo hoje. Se você não quer, bye bye. Agora, o Cristiano me apresentou ao Lonnie Holler, que é um artista plástico. Ele é como se fosse você fazendo um disco. Pode seguir, Cristiano. Fique à vontade. Conheci por um acaso o Lonnie Holler ali, por volta de 2010, 2011.
Acho que foi por causa de uma Wire. Tinha recebido um elogio, procurei. E ele tocou no Brasil há poucos anos, acho que foi em 2019.
Tocou no Brasil, vi com o Bernardão Oliveira, que tem um selo também, eu só vou fazer um parênteses aqui, que eu acho que é legal pra caramba. Muito legal. Porque ele se juntou ali com alguns artistas gráficos, né? E o Lucas tem sido, Lucas Pires, né? Tem sido um grande artífice desse visual ali do Quintavan.
Como a gente falou do Leão Meira. Como o Otônio falou do Leão Meira. Eu acho que isso são coisas que estão acontecendo que é muito fácil a gente ficar antigamente, eu acho que esse é o maior perigo. Hoje em dia, acontece muito mais coisa. O que eu acho que acontece, eu já vou chegar no Lonnie Holley, eu acho que a grande diferença...
é que a música está inserida hoje no meio de grandes corporações. Isso muda tudo. Quando você sai, da mesma forma que na Fórmula 1, você lembra daquela época dos anos 60, 70? Você tinha as garagens que faziam a Fórmula 1 ser o que eram. Você tinha as gravadoras. De repente elas viram, hoje em dia a Fórmula 1 é das montadoras.
e é o mesmo paralelo que você tem então você tem uma coisa assim não existe mais a aventura não existe mais o pra onde a gente tá indo, ah sei lá, vamos tentar entender quando você tá dentro de uma corporação não existe mais essa pergunta você é obrigado a dar resposta porque senão você não vende vai investir numa coisa que depois não vai dar retorno então a gente ficou num mundo muito padronizado, e o Lonnie Holley fala muito disso né
Ele tem uma poética que é de pegar... Ele pega tudo na rua. Todas as esculturas que ele faz vêm da rua. As pinturas tirando a tinta, mas ele cria uma relação com o que está no mundo. E o que é interessante é que o que ele grava nos discos...
Você nunca vai ouvir em show nenhum, porque ele nunca toca a mesma música. Assim, é uma coisa meio única. E ele fala mesmo, eu não tenho noção do que eu gravei lá atrás. E ao mesmo tempo é muito único, né? Você assiste um show do Lonnie Roller, eu tive esse privilégio lá no Sesc Pompeia, de assistir e entender que ele, por mais que eu nunca tivesse ouvido aquela música, nem ele.
Parecia que eu já tinha ouvido alguma coisa ali, sabe? Isso é muito bonito, né? Ele tem essa capa...
Estamos em um programa de rádio sem imagem. Mas a gente vai colocar isso tudo no cor. Claro. Com uma escultura dele, pinturas, interessantíssima essa... Ele até assinou aqui pra mim. Keeping a Record of It. Dá o título do disco, por favor. Lory Holley, Keeping a Record of It. E... E é um coroa, assim...
muito interessante. Eu tendo a procurar as entrevistas que ele fala, que ele faz, enfim, escutar o que ele tem pra dizer. Porque eu acho que talvez os artistas, os poetas sejam os últimos seres vivos que ainda querem questionar. E aí a gente entra no Rogério Duarte, né?
que é uma pessoa muito questionadora. Não foi fácil para o Glauber, não foi fácil para o Caetano, não foi fácil para o Gil. Todo mundo que conviveu com o Rogério sabia o quanto ele era uma pessoa questionadora. E dentro de todas as coisas que podem surgir disso, conflitos e crises, você vê uma tentativa.
de questionar, por isso que eu acho que talvez ele tenha ali colado muito com o Caetano, quem leu o Verdade Tropical talvez entenda. Caetano quando chegou a Rockabilly, ele falou que todo mundo, ele tinha 14 anos, todo mundo tinha topete e queria, enfim, rock and roll, eu falei o Rockabilly, e ele falou, não, eu não vou ficar igual a esses caras, eu adoro o Elvis Presley, mas eu não vou chegar ao ponto de mudar minha roupa. Rogério Duarte também, é interessante porque da onde eles vêm, não vem do Rio de Janeiro.
chegam aqui questionando isso, eles causam uma turbulência muito positiva, né? E Rogério é um multiartista, né? A partir de colagem, poesia, tipografia, fotografia, o cara começa a fazer uma série de trabalhos extremamente potentes, né? Então, assim, principalmente pro...
no mercado fonográfico. Então, acho que a grande diferença é estar nesse lugar desse questionamento. A gente está se preocupando muito para onde a gente está indo.
E talvez isso hoje seja a grande forma de encarar as coisas. É melhor, é pior? Cara, tem muito disco bom saindo aí. Tem muita gente boa aparecendo, sabe? Mas no geral, a gente tende a ver uma tendência a essa padronização, né? Que eu acho que aí...
talvez seja um dever de todos nós voltarmos a ter coragem e querer ser chato mesmo para questionar então exatamente por isso que o 700 vírgula a capa está no ar para que a gente possa por minimamente direcionar quem nos ouve de forma muito humilde
a perceber onde que ela está pisando essa pessoa, com interesse em música, com interesse em informação, com interesse em democratização da informação, da arte gráfica, do que você está ouvindo. Então, por isso nós temos aqui Cristiano Calvé. Peço uma salva de palmas para Cristiano Calvé. Água, você bateu uma palma? Uma salva de palmas a Raul Mourão.
Não sei porque você está rindo, Calvé Uma salva de palmas para Luiz Camilo Osório Uma salva de palmas para Otânio Braço direito e esquerdo e do centro Do Onca-Onca Uma salva de palmas para Bispinho Essa lenda da fotografia brasileira Uma salva de palmas para Calma
Eu tô ansioso. Hamilton Montenegro, Milton do Goma, calma! Hamilton do Goma, citado semanalmente no Ronca Ronca, o cara que vai à frente da tecnologia. A tecnologia vai atrás dele. Uma salva de palmas para Hamilton Montenegro. Uma salva de palmas para Manuel Aguas. Walter, sempre citado no Ronca Ronca.
E diz a mitologia que Nandão e Shogun estão nos ouvindo e com áudio. Procede? Uma salva de palmas para Shogun e Nandão.
Puta que... Nandão, você ficou emocionado nesse pedido de aplauso a você lá ao vivo na hora? Não, não. Isso acontece... Toda semana eu passo por isso de ser aplaudido. É verdade. Então é uma coisa que eu tô acostumado. É verdade. Nesse ponto tem razão. Agora, eu gostei muito dessa abordagem final.
especialmente pela análise contextual que foi feita por toda a equipe. Parabéns aí, Maurício Rodares, conduzindo muito bem, com maestria ali, a espécie de mesa redonda que você desenvolveu. Olha só, nós falamos bastante aqui do Tropicália, aqui ao fundo. Exatamente. Eu acho que esse finilote nunca foi tocado no programa, porque tem várias edições do Tropicália na prateleira do Ronca Ronca, né, cara? E tem esse lance.
do disco Poder Sofrer Um Acidente, um disco muito especial. Essa é a primeira edição do Tropicália, 1968, edição em mono. Foi legal? Tem sensibilidade auditiva, para perceber. E aí ele foi reprocessado alguns anos depois para estéreo, que é de repente, não sei como, a configuração sônica atual do Tropicália, mas essa aqui é mono.
Manoel Barembem. Peraí. Você vê ali que o veuzinho fica igual, né, cara? Não tem dança ali de sinal de áudio. E nós falamos da capa. Do Tropicália. A capa do Tropicália é um design, é uma arte do Rubens Gershman.
Eu não sei se é devidamente celebrada essa informação da arte ser do Rubens Gertzmann. Você é um cara que circula nesse ambiente aí, é? Não. E um fotógrafo? A capa do Tropicália foi clicada na casa do Olivier Perroir, que era fotógrafo da editora Abril. Já ouviu falar do Olivier Perroir? Não.
Pois é, estamos aqui exatamente para passar essas informações fundamentais à nossa audiência, tá? Rubens Gershman e você que são vítimas da mesma... Vítimas da mesma... Obrigado, obrigado. Debaixo da cama Debaixo da cama Debaixo da cama Debaixo da cama
Nandão, a reta de chegada está se aproximando? É mais rápido do que eu imaginava Você acha? Sim Foi o que nós falamos no início, né? Nós não tínhamos e continuamos não tendo A noção do tempo total Dessa edição 700 Do Ronca Ronca Mais ou menos nós estamos Tchau
Em volta de quê? Em volta de quê o quê? Do tempo. No relógio. Duas horas e três horas. Duas horas e três horas, mais ou menos. Por aí, entre duas e três.
Agora, pelo andar da carrocinha, nós não teremos a lista de músicas do programa 700 no site concaronca.com.br. Nós vamos disponibilizar mais ou menos o conteúdo assim, de uma forma genérica, bem abrangente, talvez pelos temas que foram conversados ou meramente pelos discos que foram mostrados, né? Porque, tirando o special lá na frente...
O Clash. O que mais? Lembra aí, Nandão? Porque foi tudo feito aqui a sangue quente, cara. Nós não temos noção do que nós tocamos, cara. Eu sei. Ah, então depois você passa a lixinha. Ah, então depois você passa a lixinha. Ah, então depois você passa a lixinha. Tocou. Ah, é Punk Raggy Party. É verdade. Tocou. É... Passa a lixinha depois. Vou te passar. Silvia Teles. É verdade. Pô, é brincadeira isso. Então, vamos lá. Todo programa é isso.
Quer dizer, confuso, né? Reta de chegada. Vai. O quê? Eu vou segurar o quanto eu puder, hein? Não, eu só queria lembrar do Café e a importância dele como...
fotógrafo criador de capas, né? E capas revolucionárias, né? Absolutamente memoráveis, icônicas e naquele tempo sem precedente, né? Como lançar um artista sem a cara do artista, depois colocar um tênis velho. E outro dia eu tava vendo ele falando sobre isso e tudo mais que ele fez, né?
centenas de capas, como o Milton também, né? São fotógrafos que se dedicaram a fotografar artistas para a indústria fonográfica, que viraram depois capas.
E o Cafir, sua genialidade, seu trabalho autoral, assim como o Milton também tem, trabalho autoral gigante, não tão reconhecido no campo da fotografia, dos livros, das exposições e do mercado de arte propriamente. Então fica aqui minha homenagem ao Cafir. E um detalhe, tudo isso que o Mourão falou é uma forma irrisória, perto da pessoa do Cafir.
Eu solicitaria aqui a essa rapaziada uma salva de palmas para o Café. Ô, que gênio! Podemos encerrar esse momento memorável do Rádio Brasileiro, com 700 vírgula a capa.
Algo... Bispinho? Não, tá. Não? Sobe o som, DJ. Castiga, DJ. Não tem como encerrar melhor do que com essa homenagem ao Café, né? Olha aqui, Shogun entrando no recinto. Viu o Zequinha? Exatamente, essa é a saideira.
Chegou uma atividade, Andão, atividade aí na edição do programa, que nós vamos encerrar. Muito obrigado pela audiência. Pô, espero que esse programa seja ouvido pelos verdinhos quando aqui chegarem e perceberem, pô, o que vocês falaram nesse programa do 700.
Nós levantamos um assunto que é a nossa vida, cara. É a capa de disco, que embala a música. A música fala, a capa de disco cotuca. Ela te leva, ela te enfeitiça. Ela te enfeitiça. Magia, maluco. British Brew. Aleto Cleveland. Martim da Vila.
Vamos encerrar com quem nos infeliciou, nos trouxe até aqui. Muito obrigado pela audiência. Uma salva de palmas para Zé Caraújo. Yes! Vamos dar setecentas xingadas.
O brilho cego de paixão e fé é faca molada Deixar a sua luz brilhar e ser muito tranquilo Deixar o seu amor crescer e ser muito tranquilo Brilhar, brilhar, acontecer, brilhar
Irmão, irmã, irmã, irmão de fé Faca molada
Fazer o pão de cada dia Beber o vinho e renascer Na luz de todo dia Beber o vinho e renascer Na luz de cada dia A fé, a fé, paixão e fé A fé, faca molada O chão, o chão O sal da terra e o chão Faca molada Deixar a sua
Deixar o seu amor crescer na luz de cada dia Vai ser, vai ser, vai ter de ser, vai ser Estamos tudo tranquilo Com brilho cego de paixão e fé, faca molada
Sete centolas! Você está ouvindo cento centolas? Rocca Rocca, você está ouvindo de cento centos! Nandão, as setecentas chilentadas finais, hein? Tá boa, trilha? Caxi, tá? Caxi!
Porra, a Fizeca essa hora, bicho. Puta que pariu. Cara, você encerrou muito bem o programa. Parabéns, Suzano. Porque a música é espetacular, a capa é espetacular. Então, em cima desse... Minas, em cima desse... Lamas, muitos assuntos. Evidentemente, nós falamos isso no início. Não é um papo de três horas, duas horas e meia de papo. Uma hora e meia, sei lá.
Com o objetivo de fechar o assunto ou de... Obrigado, Nandão. De novo. Ou de tecer todas as considerações. Não muito, cara, mas anos são de distância, tá? Mas, por exemplo, quando nós começamos a conversar sobre o que colocar no ar, uma das ideias...
que pintaram foi qual a sua capa favorita? Ah, vamos dizer no programa, qual a sua capa favorita? Qual o disco que você comprou pela capa, sem saber o conteúdo? Sabe essas besteirinhas? A minha capa favorita hoje é esse disco que tá aqui ao fundo, tá? Eu me lembro a sensação de ter visto pela primeira vezоды
Essa fotografia do Carfi, do Milton, estampada a cara dele na capa inteira, nessa tonalidade, que cor é essa? O meu daltonismo... Porra, é um azul verde. Um azul verde. É um azul verde colorido, brilhante, maravilhoso. De Minas. Você vira, continua sendo Minas. Eu chapei, mano.
Ah, poderia falar outras capas? Claro que eu poderia falar. Mas esse disco é o que nós falamos, né? O que a capa envelopa, como que ela coloca a música no seu colo. É algo muito especial que eu espero que esse sete acentola tenha ajudado. A rapaziada...
Havia de outro jeito, né? Esses dias que estão pegando mofo dentro do armário, 700 estilentadas a todos que nos ajudaram a fazer o programa, quem esteve aqui, quem está do outro lado, quem vai ouvir, quem vai compartilhar, quem vai mandar esse áudio até onde o vento fez a curva.
Pô, diretora Mirinha, pode levantar, por favor. Clássico Tua Seca também. Rapaziada do ponto de ônibus. Bibi Sucos. Porra. Bia e André. Porra, sete centros. Inoxidável. Você conta? Conto, com certeza. Você encanta? Com certeza. Você conta?
96, 97, 98, 99, 700. Porra, que brilhante, né? Puta que pariu. Que brilhante, cara. Porra, agora eu fiquei... Fiquei mal.
Agora, malandro, a gente tem que começar a pensar no programa 800, tá? Daqui a dois anos, mais ou menos. O Seixentola, com os baixistas, programa histórico também. Foi mais ou menos nessa época aí. Vamos comemorar. Maio de 24.
felicidade, mas daqui a dois dias já começa a trabalhar pro 800. Essa que é a verdade. Total. Verdade total, Nandão. Brilhante, cara. Muito, muito bom, Maurício. Muito, muito bom, Maurício. Muito obrigado, Nandão. Pô, você é peça fundamental nessa história, nessa teia, nesse suporte. Que quem tem são os ouvintes, bicho. Cara, eu não vou ficar enchendo o saco de falar a mesma coisa sempre, não, tá? Brilhante. Mas é isso. Todos nós.
O e-mail está escancarado para a sua participação, programa arroba roncaronca.com.br. Um detalhe, nós fizemos a promoção no Ronca Clube com o Rústico, com o abriguidor Rústico, e nós perguntamos isso. O que você acha que vai ser o 700? Cara, muita gente participou e alguns muitos acertaram na mosca.
Alguns, muitos falaram, vai ser sobre capa de disco. Outros chegaram perto, vai ser sobre fotografia. Outros chegaram perto também, vai ser sobre design. A audiência tem o faro, né, Malandro? Exatamente, cara. Como nessa, Nandão? Não, não, não, não, não, não, não.
Pô, para. Estamos aí mais ou menos nas três horas e meia. Não. Três horas e... Já passou de três? Dezoito. Três horas e vinte e seis. Ah, então vamos a três horas e meia. Três horas e meia.
Não, obrigado, hein, cara. Eu que agradeço sempre. Semana que vem a gente volta. Beijinhos, bye-bye, tchau.
Porta de areia Porto final Da Bahia Minas
Que ligava minas ao porto ao mar Caminho de ferro mandaram arrancar Velho maquinista
Boa noite, pessoal. Obrigado muito.