787 - O livre arbítrio realmente existe! 🧐😳
Você realmente escolhe o caminho da sua vida ou suasdecisões são influenciadas pela infância, pelos hábitos, pelas emoções e pelofuncionamento do cérebro?
Neste episódio, mergulhamos em uma das maiores questõesda filosofia, da psicologia e da neurociência: o livre-arbítriorealmente existe?
De forma leve, profunda e baseada em estudos científicosrecentes, você vai entender como nossos condicionamentos moldam pensamentos,emoções e comportamentos, por que repetimos os mesmos padrões e comodesenvolver mais consciência para fazer escolhas mais alinhadas com quemrealmente somos.
Ao longo da conversa, exploramos conceitos dapsicologia, descobertas da neurociência sobre tomada de decisão,neuroplasticidade, metacognição e atenção plena, além de histórias inspiradorasque mostram como pequenas mudanças podem transformar uma vida inteira.
Se você gosta de temas como desenvolvimento pessoal,inteligência emocional, autoconhecimento, comportamento humano, mudança dehábitos e expansão da consciência, este episódio foi feito para você.
Neste episódio você vai descobrir:
• O livre-arbítrio realmente existe?
• Como o cérebro influencia nossas decisões.
• O poder dos hábitos e dos condicionamentos.
• O que a neurociência descobriu sobre a tomada de decisão.
• Como desenvolver mais consciência nas escolhas do dia a dia.
• Por que repetimos os mesmos padrões emocionais.
• Como criar novos caminhos mentais através da neuroplasticidade.
• Exercícios práticos para viver com mais presença e liberdade.
Se este episódio fez sentido para você, siga o podcast, avalie com 5estrelas e compartilhe com alguém que também busca compreender melhor a mentehumana e construir uma vida mais consciente.
Speaker A
- Livre-arbítrio vs. DeterminismoInfluência da infância e hábitos · Funcionamento do cérebro nas decisões · Neuroplasticidade · Metacognição e atenção plena
- Liberdade e EscolhasEspaço entre impulso e ação · Influência vs. controle · Ajustar as velas · Escolhas alinhadas com valores
- Identidade e AutoestimaMetamorfose ambulante · Constante evolução e transformação · Viver com consciência · Fazer o que faz feliz
- Tomada de DecisãoProcessos automáticos do cérebro · Reações a estímulos · Memória e associações · Condicionamentos aprendidos
- Autocontrole: Inteligência EmocionalObservar pensamentos · Identificar padrões repetitivos · Autorresponsabilidade · Autossabotagem
- Neuroplasticidade e ApegoCriação de novos caminhos mentais · Pequenas mudanças consistentes · O poder da repetição
- Estratégias para Gerenciar Fadiga DecisóriaRecorrência a hábitos automáticos · Busca por caminhos conhecidos · Economia de energia cerebral
Olá, seres de luz! Oi, alma gostosa! Tudo bem com vocês? Energia boa? Espero que sim. Responde: tá tudo bem. Coloca isso dentro de você. Pode não tá tudo tão bem assim, mas vamos verbalizar que tá tudo bem, porque às vezes também tem projeções, né? A gente tem muito essas projeções. Ai, tá tudo bem, mas eu gostaria tanto que tivesse melhor. É sempre a gente olhar lá o copo meio vazio. Ai, vamos olhar o copo um pouco mais cheio, vai.
Tá na metade? Ih, tá quase cheio. Bom, eu prefiro, sem a positividade tóxica, mas eu prefiro olhar a vida por esse prisma. Tanto é que eu falo pra vocês, quando a pessoa chega pra mim e fala assim: Ai, isso não tem solução. Eu falo: Então solucionado tá. As pessoas ficam pê da vida comigo, mas eu tenho esse jeito meio selvagem de levar minha vida, sim. E Mercúrio retrógrado tá dando tiro, porrada e bomba. Eu estou com dois olhos roxos desse Mercurião retrógrado.
Ele tá sendo bem ousado, né? E tá mexendo com todo mundo aí. Ele só finalize e vai embora. Aliás, vai embora, coitado. Ele volta ao seu curso normal dia 23/07, que é na próxima quinta-feira. Mas a gente ainda fica na sombra, né, de Mercúrio retrógrado ainda em alguns dias. E muitos atrasos, muito você disse isso, a pessoa entendeu aquilo, muitas coisas, né? Então é realmente, a gente respira, não responde, conta até 10, calma, ufa.
E muitas coisas vindo à tona na nossa cabeça, né? Tipo, meu, comecei a pensar umas coisas do meu passado que eu fiquei pensando, vale a pena a gente continuar levando isso na mochila? Não, não vale a pena. Então chega, ó, acabou isso, eu decido não levar mais, hein? Isso eu não decido levar mais. Mas esse Mercúrio retrógrado, safado e selvagem, safado, sem vergonha, do jeito que eu gosto, ele me fez pensar uma coisa muito legal que eu falei, putz, vou gravar um podcast sobre isso.
O que que acontece? Eu tava no supermercado outro dia e eu presenciei uma cena que eu acho que você também já deve ter visto. Tinha uma senhora que ela tava numa prateleira de café e ela pegava uma marca Aí ela devolvia, ela pegava a outra, olhava, comparava, via preço, embalagem, virava e pegava de novo o primeiro. Aí depois ela voltava, ela olhou para mim, viu que eu tava olhando, tentei disfarçar. Gente, ela demorou quase uns 5 minutos até ela escolher o pacote dela de café.
E aí eu olhei e falei, ó, ok, tudo bem. Ela deu 2 passos, ela voltou, devolveu o café e pegou o primeiro que ela tava vendo. Aí eu fiz assim, gente, Que interessante isso, né? Porque parece uma decisão boba, tipo, meu, não tem importância nenhuma, é só um café. Mas aquilo me fez pensar quantas escolhas nós realmente estamos fazendo durante o nosso dia e quantas escolhas realmente são nossas. Sabe quando você já entrou assim, tipo, no cômodo da casa, tipo, no quarto, no banheiro, na cozinha, e falou O que eu vim fazer aqui?
Ou você já abriu o celular para responder uma mensagem, 21 minutos depois você já tava vendo vídeos aleatórios, ou respondeu alguém de cabeça quente, depois falou: cara, eu podia ter agido diferente. Bem esse mercurião retrógrado que a gente tá. Pois é, hoje eu vou convidar vocês a discutir aqui comigo uma selvageria que tem batido na minha cabeça nos últimos tempos, né? Eu acho que isso, essa pergunta atravessa séculos. Eu estou humilde dizendo que está na minha cabeça há algum tempo e eu diria que essa questão atravessa aí séculos.
O livre-arbítrio, vamos lá, pergunta para você que está me ouvindo: você acredita em livre-arbítrio? Você acha que realmente ele existe? Será que a gente escolhe a nossa vida ou a gente só segue um roteiro que já foi escrito por experiências que a gente já teve em outras vidas? Ou algumas coisas, contratos que a gente já decidiu antes de descer? Será que nós somos donos das nossas decisões ou apenas a gente acaba ficando expert em encontrar explicações para as coisas que já estavam acontecendo aí dentro da nossa mente?
Porque antes de qualquer conclusão, vamos lá, eu não quero defender uma opinião, até porque eu estou na busca incessante dessa resposta. Eu quero apenas que você observe comigo as minhas loucuras, as minhas selvagerias, que eu cheguei aqui em algumas— não cheguei em conclusões, mas cheguei em loucurinhas que eu acho que vale a pena ser compartilhado. Porque existe uma ideia muito popular que as pessoas falam assim: ah, as pessoas fazem o que elas querem, porque é o livre-arbítrio.
Parece lógico, né? Mas se fosse assim, por que que tanta gente continua adiando aquele projeto que é super importante, vai mudar a vida dela? Por que que a gente promete que a gente vai dormir mais cedo, mas a gente vai dormir tipo 1, 2 da manhã? Por que a gente promete que a gente vai sair de relacionamentos que nos machucam, mas a gente continua nesses relacionamentos? Será que é falta de força de vontade? Ou será que existe algo muito mais profundo que tá conduzindo as nossas escolhas?
A gente, eu acho que a gente gosta de acreditar que a gente tá no controle. Dá uma sensação de segurança, né? Um pouquinho mais confortável. Tipo, eu sou autor da minha história. Se bem que eu sei que tem uma galera aí que gosta tanto de dar desculpa, que coloca a culpa tanto nos karmas da vida aí, que prefere acreditar ficar com as escolhas erradas dessa, né? Minhas escolhas erradas é culpa do karma. Mas ok, ninguém tá aqui para julgar nada.
Mas observe, por exemplo, seu próprio corpo. Você decidiu que seu coração tem que bater agora, que você ia piscar seus olhos, que sua respiração é tipo, se você parar de respirar? Lógico que não, porque o nosso corpo já realiza milhares de processos sem pedir a nossa É óbvio. Mas isso nos leva a uma questão, Luna Concílio Cientista: se tem tanta coisa acontecendo automaticamente dentro de nós aqui, ser humaninhos, será que algum dos nossos comportamentos também estão seguindo esse mesmo caminho?
Então imagina que alguém faz uma crítica para você agora, tipo do nada, tipo: para que isso? Recebi uma crítica, pum! Antes mesmo de você responder, O seu coração vai acelerar, sua mandíbula vai ficar tensa, o seu rosto esquenta. E às vezes a resposta saiu da sua boca antes mesmo que você tenha tempo de pensar. E quem decidiu isso? Você ou um cérebro que passou milhares de anos aprendendo a reagir rapidamente diante de qualquer sinal de ameaça?
Não é? Fiquei pensando isso. Ó, uma outra situação: você sente um cheiro de perfume, de repente você lembra de alguém que você não vê há anos, você fala: Aquele cheiro daquele cabelinho gostoso que me pegava de jeito em 1900 e bolinha. Ou você escuta uma música e você lembra daquela fase sua de adolescência quando você começou a sair. Você, meu, adorava essas músicas, eu era tão livre, eu era tão feliz. Ou você vê uma foto antiga que você tá lá abraçado com seu vô, com a sua avó, você era criança, e você fala, nossa, que aperto no peito.
Você escolheu lembrar ou essa lembrança apareceu? Então você percebe que boa parte das nossas experiências acontecem antes da consciência entrar na cena? Por isso que eu tô me questionando muito isso. Isso parece até meio assustador no começo, mas também é libertador, porque talvez o problema não seja o fato de existirem processos automáticos. Não, ainda bem que eles existem. Mas é viver sem perceber que eles existem. Né? Jung falava isso, ele dizia que aquilo que permanece inconsciente dirige a nossa vida e a gente acaba chamando essa porra de destino.
Pois é! E olha que reflexão poderosa, quantas vezes você já disse assim: eu sempre atraio esse tipo de pessoa, eu sempre atraio os alecrims dourados, ou parece que minha vida tá se repetindo, eu sempre atraio o mesmo tipo de amizade, eu atraio sempre padrões parecidos. Aí vamos lá, pera aí, para tudo aí. É destino, é padrão, é azar, ou será um comportamento que ficou registrado lá que você nunca teve oportunidade de enxergar? Eu atendi uma pessoa uma vez que ela ouvia sempre assim, ela era criança: você tem que agradar as pessoas, né?
Você tem que ser boazinha, você tem que servir o próximo. Passou anos e anos, e quando ela cresceu, ela percebia que ela não conseguia falar não. E quando ela falava não, ela ficava muito mal, mas muito mal, ao ponto dela ter dores de garganta. Ela teve uma fase da vida dela que ela teve que tirar as amígdalas porque ela tinha uma infecção atrás da outra. Era uma coisa, gente, absurda. E ela diversas vezes cancelou compromissos importantes, coisas que iam ser boas para a vida dela, para poder atender a necessidade das outras pessoas, por não consegui falar não.
E quando alguém perguntava assim para ela: nossa, você é muito fofa, você é muito boazinha, mas por que que às vezes você não fala não? Quando ela conseguia se desabafar com alguém, né? E aí ela não conseguia responder. E ela passou tantos anos repetindo esse comportamento que ela falava assim: ah, eu nasci assim, eu sou assim, eu acho que é da minha personalidade. E essa diferença muda tudo, porque Aquilo que a gente aprende nem sempre faz parte da nossa essência.
Às vezes é só uma estratégia de algo que funcionou em algum momento da sua vida e você continua carregando isso, né? Então pensa numa criança que descobre que toda vez que ela tira nota alta ela vai receber atenção dos pais. Parabéns, você é incrível! Elogio. Aos poucos ela começa a acreditar que ela só vai ter esse amor e elogio quando ela tem bons resultados. Então a pessoa Cresce carregando essa lógica para suas vidas. Trabalha sem parar, nunca acha que é suficiente, vive tentando provar o seu valor.
Por quê? Porque ela acreditou que o valor dela e o amor vai vir através desse, de tudo que ela entrega, né? E eu acho que esses condicionamentos são muito mais comuns do que a gente imagina. E a ciência tem descoberto muito sobre isso, porque eu fui pesquisar, né? Porque durante muito tempo se acreditou que o nosso cérebro, depois de adulto, ele mudava muito. Muito pouco. Só que hoje a gente sabe que é o contrário. Por causa da neuroplasticidade, o cérebro continua criando e reorganizando conexões até o finalzinho da sua vida.
Um dia antes de você morrer, se você aprender alguma coisa nova, vai criar-se novas conexões por causa da neuroplasticidade. Então, quanto mais você repete um pensamento, uma emoção e um comportamento, mais natural vai se tornar. Então, imagina um gramado. Na primeira vez que você você tá atravessando esse gramado, quase não tem marcas, certo? Porque você passou esse gramado, você só passou uma vez. Agora imagina um monte de gente passando nesse gramado, tipo gramado lá perto da Torre Eiffel, que tem— coitado, tá por um cabelinho, porque milhares de pessoas passando lá o tempo inteiro acaba surgindo uma trilha.
E o nosso cérebro funciona da mesma maneira. Cada reação repetida fortalece um caminho interno. É por isso que alguns comportamentos parecem acontecer sem esforço. Porque não é porque nasceu com você, porque foi treinado, que se tornou familiar. E aqui entra uma pergunta que pode realmente transformar a forma como você vai enxergar a sua vida. Está preparado? Porque se o nosso cérebro aprende com padrões, ele também pode aprender novos padrões.
Óbvio, isso é maravilhoso! Mas tem um detalhe: ele não muda porque você deseja mudar. Essa é a pegadinha. O nosso cérebro vai mudar porque você vai agir de forma diferente repetidamente. E é exatamente aqui que entra um estudo de 2024, um estudo novo sobre mudança de comportamento e de formação de hábitos. Os pesquisadores observaram que pequenas mudanças consistentes mantidas ao longo do tempo produzem transformações muito mais duradouras do que uma grande mudança de uma vez.
Então, se você todos os dias começar a mudar aos poucos, pelo menos o café da manhã, eu vou fazer ele mais saudável, aí você muda. Você vai perceber que daqui 6 meses o café da manhã saudável para você já faz parte da sua vida, nem é ruim. Depois você troca o almoço, do que você: vou fazer uma dieta a partir de hoje, eu como 100% bem, nananã. É capaz de não dar tão certo, entende? É mais ou menos isso, de um jeito bem, bem, sabe, simples.
E as coisas, eu tenho muito isso com meditação, né? A meditação, ela vai mudar sua mente, mas ela não vai mudar na primeira, na segunda, no primeiro mês. A Zaroca tá aqui para confirmar. Zaroca deu guarda-graça, né, Zaza? A meditação, ela vai— depois de 3 meses você vai conseguir perceber muita diferença na sua vida, mas no começo você não vai. Por isso que muita gente para de fazer, né? Ai, existe um espaço entre impulso e ação, tá?
Tô gravando, pessoal, aqui, ó. Ela tá selvagem, gente, hoje ela não tá me obedecendo. Bom, então esse impulso que existe entre esse impulso, né, esse espaço entre impulso e ação, seja justamente ali que tá o livre-arbítrio. Porque se os nossos hábitos, vamos lá, Nossa infância, o nosso cérebro, ele influencia tanto nas nossas escolhas. Como a gente pode saber se realmente a gente tá decidindo por nós mesmos, né? Então, gente, ai, eu acho que tem mais perguntas também, porque quer dizer que eu sou apenas o resultado da minha infância?
Eu sou resultado dos meus hábitos ou eu sou resultado do meu cérebro, né? Eu acho que é não para todas, porque existe uma enorme diferença entre ser influenciado e ser controlado. Todos nós somos influenciados, sim, a gente é influenciado pela cultura, pela família, pelas experiências, pelas pessoas com quem a gente convive, pelas redes sociais, pelos livros, até pelas músicas que a gente ouve. Então Mas influência não é destino, tá?
Então assim, pensa que você tá num barco à vela. O marinheiro não tá escolhendo a direção do vento, ele não escolhe a intensidade das ondas, ele não escolhe quando que vai começar a chover, mas ele pode ajustar as velas. E eu acho que o livre-arbítrio é justamente isso. Depois de quebrar a minha cachola quanto tempo eu não ouço essa palavra. Quem não é dos anos 80 para trás não sabe o que é isso, então pergunta aí para alguém.
Então, de tanto a gente quebrar nossa cachola, eu acho, eu, né, quebrar minha cachola, eu cheguei a essa conclusão que, acho que a gente experimenta uma sensação de liberdade quando as escolhas estão alinhadas com aquilo que a gente valoriza, não apenas com os nossos impulsos. Então eu acho que, por exemplo, você trabalha porque você ama, Ou apenas porque você tá fazendo isso há tanto tempo e você tem medo de mudar? Ou você cuida da sua saúde porque você gosta do seu corpo, porque você vive tentando alcançar um padrão que é impossível?
Você ajuda as pessoas porque isso faz sentido para você, ou porque você tem medo de decepcioná-las? Você está vivendo uma vida que você escolheu, ou a vida que esperam de você? Porque são perguntas desconfortáveis, mas o desconforto é o primeiro sinal que a gente tá despertando. Tá? Ai, teve um— eu sempre falo de mulher que eu atendi, né? Mas eu atendi um rapaz em mentoria, ele falava que ele tinha um gênio muito forte. Não, porque eu tenho um gênio muito forte.
No trabalho, qualquer crítica eu já levanto a minha voz. No trânsito, se alguém me fecha, eu já meto a buzina, eu reclamo. Não levo desaforo para casa, ele falava. Eu acho que eu tenho muita raiva dentro de mim, né? E só que depois ele sempre se arrependia. Ele falava: puxa, eu não queria ter reagido dessa forma. Eu gritei com a minha esposa, eu reagi no trânsito. Aí eu tava conversando um dia com terapeuta antes de estar aqui com você, e aí ele falou, cara, eu acho que— ele fez uma pergunta para mim, da onde você acha que você aprendeu isso?
Qual foi a primeira vez que você lembra de você ter reagido, de você ter ficado com essa raiva, esse impulso? Aí ele falou, meu Deus, meu pai. Bom, a gente trabalhou várias coisas e a gente chegou a uma conclusão O seguinte: pai dele era super trabalhador, ele já tinha captado isso, mas ele era extremamente explosivo. E ele aprendeu na infância que quem gritava era ouvido. Então não era porque o pai dele gritava que ele tava gritando também, mas a forma que ele aprendeu é: se eu não gritar, não vão me ouvir.
E se eu demonstrar fragilidade, for muito cordeirinho, eu sou fraco. E quem pede desculpas perde. E ninguém ensinou isso para ele. O pai dele não chegou e falou, meu querido, você tem que gritar, você tem que se impor. O pai dele nunca falou isso para ele. Ele viu o pai dele fazendo isso, ele via como as pessoas reagiam ao pai dele, e ele aprendeu observando. Entende que foi nesse momento que algo mudou, porque ele parou de sentir raiva e ele falou, meu Deus, como eu sou um babaca!
Foi muito engraçado, porque eu falei, aposto que você nunca falou isso de você mesmo. Ele falou, nunca. Pelo menos em voz alta eu nunca falei. E ele, aí beleza, a gente fez algumas observações, fizemos a nossa mentoria. Quando a gente tava perto da última sessão de mentoria, né, ele falou assim, olha, um colega meu fez uma crítica para mim e eu confesso para você que meu coração acelerou, meu rosto esquentou e eu fiquei com muita raiva e muita vontade de responder.
E aí eu lembrei de tudo que você me falou Eu respirei e eu respondi de uma forma completamente diferente. Nem ele esperava que eu fosse responder desse jeito. Thaís, foi uma pequena vitória, ele falou. Mas eu disse: calma, porque são essas pequenas vitórias repetidas que vão mudar o seu padrão. Então acho que talvez a liberdade não tá em nunca sentir esses impulsos ou fazer as coisas que a gente faz, que a gente fala: poxa, gostaria de mudar.
Mas Mas você perceber que você não precisa ser governado por eles para sempre. Você perceber que você consegue sim mudar, você consegue transformar. Teve uma pesquisa mais ou menos que foi de 2021 a 2024, que é uma pesquisa de Londres, que mostra que pessoas que desenvolveram habilidade de capacidade de observar os próprios pensamentos, elas vão tomar decisões mais conscientes e menos impulsivas. Por isso que quando eu falo para vocês que eu sou aluna com o Cídio Cientista, é O meu marido fala isso pra mim, ele fala, você pensa antes de fazer as coisas.
Ele falou, eu sou... Ele é impulsivo. Ele falou, eu tô na sua vida pra trazer um pouco de baguncinha e você tá na minha vida pra fazer eu pensar. Porque você pensa nas consequências. Ele falou, e o lema dele... Eu falo, o seu lema é o first the pleasure, né? Primeiro é prazer, primeiro é... Tá lá, tem um monte de coisa pra fazer, mas se eu falar, vamos tomar um café, ele fala assim na hora. Se ele falar isso para mim e eu tenho um monte de coisa para fazer, eu falo: Não, a hora que eu acabar eu vou.
E ele fala: Meu Deus, é muito louco, porque o meu primeiro impulso já é falar sim, eu nem penso. Você fala: Não, tem muita coisa para fazer, eu vou fazer aqui e depois eu tomo. Tipo, primeiro eu vou fazer o que eu tenho que fazer. Mas é legal porque ele me traz um pouco dessa leveza e eu trago essa selvageria para ele, de tipo: Querido, né, vamos terminar o que a gente começou aí sem procrastinação. Então, como que a gente pode traduzir isso para o nosso dia a dia?
Se você continua tendo pensamentos negativos ou tem medo de alguma coisa, ou você tem muita raiva, Antes você não percebia isso, então você não tinha como assumir o controle. A partir do momento que você assiste isso de uma tela de cinema, que você fala, olha que bonito que a bonita tá fazendo só atraindo esses alecrims dourados. Ô, tem um padrão aqui, legal, interessante. Tô repetindo essa história porque o mesmo alecrim dourado que eu atraí em 2020, eu atraí em 2023 e eu tô agora com em 2026.
Ou seja, o padrão bem parecido, os três são assim, assim, assado. Interessante. Vou voltar um pouquinho mais na minha história e pega e dá um Volta. Olha, na minha infância essas pessoas são parecidas com meu pai, ou essas pessoas são parecidas exatamente com aquilo que eu aprendi sobre o que é o amor, sobre como tem que ser o amor. Ou eu volto um pouquinho menos, eu vou lá na minha adolescência, nos primeiros relacionamentos eu aprendo que esse é o tipo de amar, que isso é normal, que tá tudo certo.
Você entende? Começa a perceber os padrões. É, pois é, problema que a gente não quer fazer isso. Não queremos fazer isso. Pode ser uma autossabotagem, pode ser, pode ser. Porque o nosso cérebro, ele gosta de economizar energia. Isso gasta energia, né? Isso gasta energia e isso faz a gente olhar e criar uma autorresponsabilidade. Porque a partir do momento que você tem consciência de algo, você sabe que tá nas suas mãos mudar esse padrão ou não.
E muita gente nem quer ter isso nas mãos. Por isso que eu falo, é muito importante você buscar qualquer processo para te ajudar, energético, mental, emocional, é muito importante. Mas lembra que a mudança verdadeira só vai vir se você decidir que você quer mudar. Por isso que não vem com essa historinha de que eu tô com essa pessoa 10 anos porque ele falou que ele vai mudar. Vai mudar o caralho? Vai mudar caralho nenhuma, não vai mudar.
Sabe por quê? Porque as pessoas só mudam se elas quiserem. Ele só vai mudar se quiser, não é porque você quer. Ele tem que ter uma motivação para ele mudar. E talvez você não seja essa motivação, senão já teria mudado 10 anos com você, certo? Entende? Tô selvagem hoje. Teve mais um estudo em 2023 que mostra que quando a gente tá cansado ou sob estresse por um cabelítios, a gente recorre muito mais a hábitos automáticos do que a decisões conscientes.
Então isso começa a fazer sentido, porque nos dias mais difíceis a gente volta a comportamentos antigos. Por isso que muita gente tá lá fazendo a dieta direitinho na academia, aí naquele dia estressante ou naquele dia que, puta, a pessoa tava cansada, ela volta aquele comportamento antigo: vou pedir uma pizza, não vou na academia, que se dane, entendeu? Então significa quando a gente tá exausto, a gente come pior, a gente dorme menos, pode ser, perde a paciência mais rápido.
Porque o cérebro procura os caminhos já conhecidos. Ele prefere o familiar do que o desconhecido, porque economiza o quê? Energia. Então pense em quantas escolhas você faz aí sem perceber no seu dia a dia, né? E ainda a gente faz essas escolhas sem perceber e a gente ainda tá rolando a tela aí sendo influenciado por um monte de abobrinha, né? Ai, gente, mas isso não significa que a gente tem que virar o zen budista lá do Monte do Himalaia, pelo amor de Deus, e nunca mais se irritar, não é isso.
Mas a gente precisa respirar antes de agir. E segundos, segundos podem salvar relacionamentos, carreiras, a forma como você se vê, para não fazer uma besteira, né? Mas aí aquela pergunta que eu comecei lá no começo: Thaís, não fuja do assunto, livre-arbítrio existe? Eu acho que não tem uma resposta definitiva para isso, porque se a gente for para ciência, eles estão pesquisando ainda e vai ter uma resposta. Se a gente for para filosofia, eles ainda estão discutindo.
Se a gente falar comigo, eu também tô um pouco na dúvida. Eu acredito que sim, tem um pouquinho mais. Vamos dizer que de tudo que eu estudo, eu acredito que 60, 70% é livre-arbítrio. O resto eu acho que a gente vem com uma consciência, a gente carrega coisas, a gente trazemos dons, trazemos desafios. Esse é o meu humilde ponto de vista, não estou dizendo que eu estou certa. Veja bem, estou discutindo aqui com vocês uma coisa que eu também quero saber sua opinião.
Então deixa aqui para mim ou lá nos comentários Instagram. Você acredita em livre-arbítrio? O que que você acha? Porque olha só, tem habilidades que a gente nasce, fala, meu Deus, é minha habilidade, eu nasci para fazer isso. E tem gente, habilidades que a gente cultiva ao longo da vida, certo? Então aqui a gente pode dizer que foi uma habilidade de vidas passadas e outra habilidade que a gente aprendeu, que a gente cultivou ao longo dessa vida.
Então interessante, né? Ou seja, está finalizando esse podcast com a mesma dúvida aqui, não chegamos a porra de resultado nenhum, mas ninguém chegou, nem a ciência, nem a filosofia, nem a espiritualidade. Então o que eu quero dizer para vocês é: a próxima decisão importante que você for tomar na sua vida, que pelo menos você venha e traga consciência disso, senão você apenas vai estar repetindo um hábito. Eu quero que você olhe para você diferente, eu quero que você se questione os seus padrões, as suas certezas, o seu isso meu é certo, isso meu é errado, e do outro amiguinho dele tá errado e o outro tá certo.
Eu quero que você comece a pensar de uma forma um pouco mais— sai da caixa, se observa, entende? É importante a gente fazer isso, né? Porque a gente tá muito condicionado, muito mais do que a gente imagina. Bom, ainda não temos a resposta do livre-arbítrio. Apesar de eu ser selvagem e meu ponto de vista super humilde, eu ainda acreditar que o livre-arbítrio a gente tem um pouquinho mais, a gente tem de 60 a 70%, a gente é nosso livre-arbítrio.
Mas eu acho que a forma mais bonita de finalizar esse conteúdo hoje é você estando mais consciente hoje do que você viveu ontem. Você lá na frente vai falar: que bom que eu olhei para minha vida, que eu comecei a perceber minhas decisões. Que eu tô escolhendo coisas que estão fazendo mais sentido com aquilo que eu vim fazer. Porque às vezes a gente tá muito condicionado ao que os outros querem ouvir, ao que os outros querem receber, ao que o mundo, os pais querem.
E no final das contas, foda-se todo mundo, sabe? Porque você vai morrer e ninguém nem vai lembrar de você daqui 10, 20, 30, 40, 100 anos. Ninguém vai lembrar de você. Então faz o que você veio fazer, faz o que você gosta, faz o que te faz feliz. Não fique perto de pessoas que te incomodam só porque, ai não, eu tenho que fazer social. Social, eu ia falar um palavrão, mas não vou, porque eu já falei muito nesse podcast. Senão vou ser excluída pelas mamães que põem para os adolescentes ouvir junto.
Desculpa, mas eu tive que falar hoje, gente, porque é Mercúrio retrógrado. Olha eu colocando a culpa no Mercúrio retrógrado. Mas é porque realmente eu, eu, é como eu disse, a gente tem, o ser humano tem solução. O ser humano tem. O problema é que a gente é preguiçoso e estamos condicionados a querer todas as respostas. Por isso que a gente compra uma porrada de livro, porque a gente tá buscando que o outro dê a resposta pra gente.
Só que a gente tem que se questionar, a gente tem que ser aluna com Cid, o cientista. Quem não sabe o que é aluna e Cid, o cientista, que chegou agora, vai ter que entrar no YouTube pra ver que são desenhinhos antigos, mas esse sou eu e quem me ouve agora já se tornou um pouquinho da minha turma. Bom, liberdade para dentro da cabeça significa hoje eu sou assim, mas amanhã eu posso estar assado. E é isso. Por isso que eu amo Raul Seixas.
Eu amo Raul Seixas. Eu prefiro ser essa metamorfose ambulante, porque é isso. Estamos em constante evolução e transformação, mas que seja com consciência e com um pouquinho de selvageria, que aí é mais gostoso. Seres de luz, gratidão infinita pela sua conexão. Lembrando vocês que, olha, eu nem falei da ativação da Kundalini, que foi babado, foi tiro, porrada bomba. Eu fiz ativação, tá? Eu fiz ativação em mim porque a gente teve o Portal 7/07, mas eu fiz uns 3 dias antes do portal e eu tô até agora assim, tipo, o que que foi essa porrada?
Tô tentando absorver tudo que aconteceu porque foi muito forte, foi muito legal. O Portal 8 já vem com uma frequência diferente. Então quem for fazer no 8/08 já se prepare, porque quem quer money, quem quer din-din, quem quer prosperidade, abundância, o Portal 8 é o portal da materialização de prosperidade e abundância. Para você se sentir merecedor, ter autoestima e autoconfiança para você receber do universo. Se a gente não trabalhar esses pilares, você nunca vai se sentir merecedor e não vai ter prosperidade.
Tem que ser leve também. Então, Portal 8 vai ser muito bom para isso, hein? Muito forte. E a gente vai ter o presencial depois, que eu não lembro o dia que eu— deixa eu tentar dar uma olhada. Dia 16/08. Também tá perto, a gente vai conseguir pegar essa frequência de 8/08. Dia 16/08 é presencial, tá? Lembrando que as vagas se esgotam, então já reserva a sua para o 8/08, para todo mundo aí. Eu sou merecedor, sim, universo, pode vir, pode mandar que eu tô pronto.
Beijo no céu da boca, no fundo da alma, que só onde eu chego com selvageria. Até a próxima!