781 - Você acorda ou é despertado pela mente coletiva
Você sabia que existeuma janela de 3 a 5 minutos logo depois que você acorda em que seu cérebro estáno estado mais maleável do dia? É exatamente nesse intervalo que a maioria daspessoas entrega a própria mente para notificações, stories e mensagens detrabalho — fabricando ansiedade antes mesmo de colocar os pés no chão. Nesteepisódio, Thais Galassi mergulha na neurociência do despertar para explicarcomo o uso do celular logo pela manhã pode estar sabotando sua saúde emocional,sua concentração e até sua identidade. Você vai ouvir: → O que é o estadohipnopômpico e por que ele muda tudo → 3 estudos científicos recentes sobre oimpacto do smartphone no cérebro → A história real de Renata (nome fictício),que descobriu na mentoria que fabricava ansiedade todas as manhãs → Uma práticade 2 minutos que você pode fazer amanhã mesmo Se você vive com a sensação deque já acorda devendo, esse episódio foi feito para você. Siga a Thais noInstagram e ative as notificações para não perder os próximos episódios.#ansiedade #saudementalfeminina #neurocienciadocomportamento#desenvolvimentopessoal #habitos #bemestar #mindfulness #autoconhecimento #psicologiapratica#thaisgalassi
Thais Galassi
- Experiência de hipnoseO que é o estado hipnopômpico · Janela de reprogramação espontânea · Impacto do uso do celular ao acordar · O cérebro calibrado para o medo
- Respiração conscienteMindfulness e meditação matinal · Visualizar um dia incrível e gratidão · Criar um ritual contemplativo · Pequenos hábitos para proteger o espaço matinal
- Ansiedade e saúde mentalRotina matinal de checagem de celular · Sensação de dever e ameaça ao acordar · Perda da identidade ao se tornar máquina de reagir · Recuperação através da prática de mindfulness
- Impacto neurológico do celularEstudo da Universidade da Suécia (2023) · Ruminação cognitiva e autorregulação emocional · Estudo da Alemanha sobre a amígdala · Amígdala cronicamente reativa
- O poder da visualização e do pedido ao universoLições da viagem cancelada para o Canadá · A importância de abrir mão do controle · O universo guiando decisões
- Perda de alguém amadoEgoísmo no perdão · Compreender as dificuldades alheias · Exercitar o músculo do coração
- Experiências espirituais e visõesLua cheia dia 7/07 e portal espiritual · Conexão com a fonte e propósito de vida · Encontro presencial dia 12
Olá, seres de luz! Oi, alma gostosa, tudo bem com você? Energia boa, que delícia! Todas terças e quintas são mais gostosas, deliciosas, porque sim, a gente tem esse nosso encontro mágico. Ó, que bom essa energia boa, essa troca gostosa, não é verdade? Terça-feira de lua crescente, hein? Cuidado com que vocês estão pensando aí, vocês então regando a plantinha de vocês para colher nesse ciclo. Não vai colher outro ciclo não, é nesse, nesse mesmo, que agora próxima lua cheia.
Inclusive, eu acho que na próxima lua cheia, deixa eu dar uma bisoiada aqui, gente, na lunação. Nossa, é isso aí, lua cheia dia 7 do 7, portal. Eu vou postar ritual para vocês lá no Instagram, façam, tá? Mesmo quem vai fazer ativação da Kundalini faz. E quem for fazer ativação da Kundalini, já se prepara, a lua cheia com portal. Olha, no último foi assim também e todo mundo que já faz comigo há um tempão falou: que babado foi esse?
Eu falei: pois é. Mas eu já recebi vários comentários, vários, várias mensagens mostrando as coisas que já aconteceram, e foi muito forte. Inclusive, nessa última ativação que a gente teve na presencial, antes de eu viajar, quero agradecer vocês. Pera aí, pera aí, gente, que, como assim? Eu queria agradecer, eu recebi tanto amor, tanta mensagem de parabéns, mas Tanta! Queria agradecer do fundo do coração, vocês fizeram o meu aniversário mais feliz, tá?
Eu não estava aqui, eu estava em Los Angeles. Quem viu meus stories viu o que aconteceu, né? Mas eu vou contar o que aconteceu. A Gil olhou e falou: sua revolução solar, de acordo com aquilo que você quer, porque quando você vai revolução solar, o que que você quer? Quero ter um filho, ela vai olhar onde que é melhor passar. Eu quero casar, ela vai ver onde é melhor passar. Eu quero arrumar alguém, eu quero ter mais prosperidade, eu quero focar na carreira, eu quero— ela vai olhar.
Tá, né? Astrólogo vai olhar lá para você e tal. No caso, a Gil, minha astróloga, olhou para mim e falou: você vai passar no Canadá. Na verdade, eu ia passar em Bangkok. Eu liguei para ele e falei: Gil, não dá, cancela Bangkok, não consigo. Já tinha comprado passagem, hotel, tudo. Ainda bem que eu compro tudo cancelamento, né? Acho que eu já até falei para vocês. Mas ok, cancelei tudo, falei: vou passar, vai ser aonde? No Canadá.
Ótimo, tá bom. Então eu vou para Los Angeles, porque eu tinha umas reuniões lá. Tô bilíngue, gente. Tô bilíngue, me respeita. Aí, ok, saindo de Los Angeles, vou até o Canadá, passo meu aniversário, volto pra Los Angeles e venho pro Brasil. Uma viagem rápida. Por quê? Porque realmente a agenda tá cheia, então não dava pra eu ir pra Bangkok. Por isso que a gente diminuiu. Estava com o Sérgio em Los Angeles já, já tinha passado 3 dias lá.
Fomos pro aeroporto pra gente ir para o Canadá, porque eu tinha que passar meu aniversário lá. O que aconteceu? Tem uma autorização para você entrar no Canadá, né, que chama ETA. Passou, passou em branco. A gente não fez isso, até porque eu tinha visto que quem tem visto americano não precisa de nada para entrar no Canadá. Eu acho, não sei se fui eu, ele, alguém dos dois comeu bola. E a mina lá da companhia aérea falou: não tem problema, faz o seguinte, faz agora que sai rapidinho, sai super rápido.
Vocês já têm visto americano, então é tranquilo. Eu fiz o meu, saiu em 3 minutos, recebi minha autorização, falei: "Eba, vou para o Canadá!" Ele fez a dele e nada. A gente ficou lá meia hora, uma hora, e ele mandou mensagem lá para o consulado, lá para resolver isso, e eles: "Olha, a gente não tem o que fazer, o senhor tem que aguardar, o senhor tem que aguardar." Ele mandou 3 e-mails. Simplesmente a gente 2 horas sentado na frente do guichê esperando.
A mulher lá da companhia falou: "Olha, posso falar uma coisa pra vocês? O universo não quer que vocês peguem esse voo. Não viaja não, hoje não é pra vocês viajarem." Quando aquela mulher do guichê falou aquilo, eu falei: "Não, pelo amor de Deus, a moça do guichê da United aqui, tipo, falando um negócio desse pra mim? Tipo, ela nem sabe quem eu sou, ela nem sabe que eu trabalho com isso, como que ela me usa essa palavra? Olha, o universo não quer que vocês peguem esse avião." Até fiquei com medo depois que ela falou isso, falei: "Gente, eu não vou pegar esse avião mesmo." Enfim, não era pra gente viajar.
Ele recebeu autorização no dia do meu aniversário, só que à noite. Ó, que interessante! Então ele tá autorizado, ele pode entrar no Canadá, só que demorou. E eu entendi uma lição com tudo isso, que eu acho que você já compreendeu, já sacou aí, né? Meu ser de luz gostoso que já tá conectado comigo já sacou. A gente não tem o controle de porra nenhuma na nossa vida, mesmo quando a gente quer tentar controlar. Falei: universinho, quero focar nisso.
"Onde você me leva?" "Para o Canadá." "O que aconteceu?" "Ok, deu certo comprar passagem, reservar tudo." Só que na hora de eu embarcar, o universo falou: "Não, gata, você vai passar aqui em Los Angeles e vai ter um porquê." Nisso, gente, era jogo do Brasil, só que lá são 4 horas a menos. Então tava no final do jogo do Brasil, a gente tava lá, Sérgio vendo o jogo pelo YouTube, coitado. Eu tentando falar com a Gil, não conseguia, já era quase 11 da noite.
A Gil me liga e fala: "Tá, o que aconteceu?" Só que aí já tinha fechado o portão, não tinha como. Depois que ela me ligou, já não tinha mais o que fazer. E não tinha outro voo no dia seguinte, tá? Deixa eu explicar para vocês. Se eu pegasse outro voo para o dia seguinte, eu não chegava no horário, porque eu tinha que estar 1:20 da tarde do dia 14 lá, e eu chegava depois, só chegava 3 horas. Então assim, tudo para não ir mesmo.
A Gi olhou e falou: "Thaís, olha, eu olhei aqui no seu mapa, tá tudo bem você passar aí. Vai mudar uma coisa ou outra, mas pode ficar tranquila. Amanhã eu te ligo, a gente conversa." Ela me ligou no dia seguinte e falou: "Olha, o universo é muito sábio, muito sábio, porque ele fez uma configuração que vai ficar muito boa para você e mais conectado com a sua alma, com a sua... Confia." E aí eu não vou falar muito, muito, muito, muito, que é muito pessoal, muito pessoal, gente, mas vai ficar bom.
Aí eu fiquei falando isso, falei: nossa, é impressionante! E aí eu vou contar uma outra coisa para vocês. E aí eu tô lá, né, que eu passei meu aniversário, acabei de passar meu aniversário, parabéns e tal. Tava lá, no dia seguinte recebi uma mensagem muito legal, eu ainda não posso contar para vocês, tá? Mas recebi uma mensagem super legal de trabalho, uma coisa muito bacana que eu fiquei super feliz. E depois também, no dia seguinte, uma outra mensagem.
Eu falei: "Nossa, era pra passar aqui em Los Angeles mesmo. Que coisa legal, as crianças estavam bem aqui." Eles não foram porque em maio eles viajaram comigo, eles faltaram. Então muita gente falou: "Ah, você não levou seus filhos?" Não, eu queria levar eles, mas eles já tinham faltado, eles não podiam faltar mais na escola. Então não dava. E eu não gosto de passar sem eles, mas a gente ligou a câmera, a gente tomou café juntos, ficamos uma hora tomando café juntos.
Enquanto eu tava ali na mesa do hotel tomando café, eles estavam tomando café junto comigo, só que eles estavam almoçando, né, que era 4 horas a mais. E a gente ficou uma hora ali conversando e foi muito legal, foi muito legal, foi, foi. E eu falei para o universo, já entendi qual que é a mensagem do meu próximo ciclo: Thaís, não queira controlar nada, não queira controlar. Eu acho que eu não tento controlar as coisas, mas em relação aos meus filhos, eu sou um pouco protetora, de querer controlar, né?
A gente tenta, ai, deixa eu tentar prever isso, prever aquilo. E eu entendi que o universo tava me empurrando para isso. Olha, abre mão do controle, a gente não tem esse controle que você acha que você tem, amor, você acha que você tem. Falei, é verdade, é verdade verdadeira, é isso aí. E aí, gente, foi isso, deu tudo certo. Eu queria agradecer o carinho que Recebi muita, mas muita mensagem, juro, recebi, gente, mais de 1.500 mensagens, se não mais.
Não dava nem para contar, tanta, tanta. E eu respondi um a um, aos poucos eu fui respondendo, porque assim, eu acho que você foi lá, dedicou um tempinho para me dar parabéns. A gente tá conectado, a gente se conecta aqui duas vezes por semana, como assim? Não, foi maravilhoso, queria agradecer vocês demais, demais mesmo. E hoje a gente vai falar de um assunto muito legal. Primeiro, eu queria falar de uma coisa. Essa questão de controle, que a gente não tá no controle de nada.
E segundo, que hoje na minha meditação saiu uma coisa muito forte, assim. Que às vezes a gente tem um egoísmo quando a gente fala de perdão. Calma que eu vou explicar. Imagina que: "Ah, eu perdoei essa pessoa uma vez." Só porque eu perdoei essa pessoa uma vez, eu não vou perdoar essa pessoa de novo. Né, Zaza? Você já deu oi já pro pessoal? Tá tudo bem? Zaroca! Aí que acontece, a pessoa economiza no perdão, assim como economiza no amor, né?
E eu acho que todos nós podemos fazer melhor, porque alguém que falou ríspido com você às vezes tá passando por alguma coisa muito desafiante. E se talvez você tivesse passando por essas mesmas dificuldades que essa pessoa tá passando, por esses mesmos sofrimentos? A gente não conhece a história atrás das ações das pessoas, né? Isso não justifica a ação daquela pessoa, mas eu acho que a gente podia exercer um pouquinho esse músculo, se existir o músculo do coração, que existe dentro do coração, mas o músculo da gratidão e do perdão.
Porque eu acho que a gente, por às vezes estar bem naquele dia, aconteceu alguma coisa, a gente acha que, ah não, não tem que desculpar, já sabe. E aí, gente, Menos controle e mais perdão e amor, que é a mensagem de hoje. Agora a gente vai podcast, hein? Eu acabei de fazer um podcast praticamente com tudo isso que eu contei para vocês, a minha história. Mas agora que vem o podcast, então senta que lá vem a lapada. Sabe aquele experimento que tem da psicologia, que eles colocam um peixinho dentro do aquário e aí eles colocam um vidro transparente no meio desse Aquário.
E o peixinho, ele bate a cabeça toda vez que ele tenta ir para o outro lado. Depois de um tempo, eles pegam e tiram esse vidro, e o peixinho não consegue passar porque ele não tenta mais. Ele sabe que se ele for, ele vai bater, só que ele para de ir, ele para de tentar. O sistema nervoso dele aprendeu que aquele é o limite. Olha que legal! E na prática não tem mais. Agora, quando que foi a última vez que você acordou, ficou deitado uns minutos sem pegar no celular e simplesmente ficou ali, ali no momento presente.
Eu não tô julgando ninguém porque eu entendo, mas eu preciso que você compreenda o que que tá acontecendo no seu cérebro nesse momento, porque é muito mais sério do que parece. E ao mesmo tempo tem uma saída muito simples, tá? Então vamos lá. Tem uma descoberta relativamente recente da neurociência que mudou a forma como os pesquisadores estão enxergando o sono e o despertar, e tem um nome que chama estado hipnopômpico. É aquele intervalo entre o sono e a vigília completa, quando você tá quase acordado, mas o cérebro ainda tá oscilando.
Então a gente fica em ondas theta. Normalmente, ativação da Kundalini, a gente fica em ondas É as mesmas ondas quando você tá numa meditação profunda, processando alguma coisa emocional. É literalmente o momento em que o seu cérebro tá mais receptivo, mais aberto. E alguns pesquisadores chamam esse estado de janela de reprogramação espontânea. Então é o momento em que ideias intuitivas surgem e você consegue acessar camadas mais profundas de você mesmo, sabe?
E aquelas que a mente ainda não contaminou pelas urgências do mundo. E é exatamente nesse momento que a maioria das pessoas entrega o celular. Pega o celular. Então pensa comigo, nos primeiros 30 a 40 minutos depois que você abre seus olhinhos, você está tecnicamente no estado alterado de consciência. Não é metáfora, é fisiologia. E quando você preenche esse estado com mensagens de trabalho, notificações, stories de pessoas que viajaram para lugares que você não foi, notícias horrorosas, vídeos de 15 segundos editados para disparar um milhão de dopamina, um quilo, um caminhão de dopamina, um avião de dopamina na sua cabeça.
O seu sistema nervoso não tem escolha, ele registra aquilo como realidade do dia, como se fosse o ambiente emocional no qual você existe. E aí o dia começa bem off-muffin, antes mesmo de você colocar os pés no chão. Agora eu quero te contar um exemplo de uma pessoa que eu conheci, baseado nisso que eu tô te falando, tá? Essa pessoa era uma mulher, eu não vou falar o nome dela para preservar a identidade dela, mas ela tinha mais ou menos 38 anos, acho, quando foi a primeira vez primeiras que eu atendi.
Ela era uma consultora de empresas, ela tinha 2 filhos, tava casada mais ou menos acho que 13, 15 anos, não lembro. Olhando de fora, a vida dela parecia assim tipo: nossa, que legal, tem uma vida confortável, um casamento feliz, 2 filhos, tinha um apartamento próprio, tinha uma carreira que ela gostava, fazia viagens internacionais por causa do trabalho. Ela chegou na primeira sessão com um olhar assim que eu aprendi a reconhecer ao longo dos anos da minha jornada de mentora energética.
Não era uma tristeza não, mas era um vazio. Ela dizia uma frase: "Eu tenho tudo, mas eu tô tão perdida. Olha que interessante, parece que eu não sou grata, tô com medo disso." E aí a gente começou a mapear a rotina dela. A primeira coisa que ficou evidente foi que ela acordava todos os dias em 5:30, 6 da manhã, e antes de ir no banheiro ela já pegava o celular. E a primeira coisa que ela fazia era checar e-mails corporativos, tá?
Ela via as mensagens, depois de grupo de escola, abria Instagram, lia as manchetes do dia lá, respondia logo cedo já alguns clientes, tá? E era um ciclo que durava em média aí tipo quase uma hora, quando ela finalmente levantava da cama e descrevia a sensação que eu achei devastadora. Ela sentia como se estivesse devendo alguma coisa para alguém todo santo dia. Sabe aquela sensação de "ai, parece que alguma coisa vai acontecer, tô devendo alguma coisa para alguém"?
O que ela não sabia é que ela tava treinando o sistema nervoso dela para interpretar o despertar como uma ameaça, porque toda manhã, nos primeiros minutos de existência de consciência naquele dia, ela tava recebendo uma avalanche de demandas, de comparações e de estímulos de urgência. Então o cortisol dela tava disparando, o sistema de alerta tava ativado dela. E o corpo entra num estado de mobilização que biologicamente é reservado a situações de perigo real.
Então ela não tava ansiosa à toa. Ela tava ansiosa porque a vida— ela tinha construído um ritual para fabricar ansiedade todos os dias. Mas a parte que realmente mexeu comigo foi outra, porque numa outra sessão Eu pedi pra que ela fechasse os olhos e tentasse descrever quem era ela antes de pegar na porra do celular. Antes de ver as mensagens, antes do trabalho, antes de tudo. Ela ficou em silêncio e começou a chorar. Desmoronou na minha frente.
Por quê? Ela falou: "Não sei, há quanto tempo eu não me encontro comigo mesma. Eu não sei quem é aquela mulher que acorda às 6 da manhã E busca: quem eu sou? Gratidão? O que eu vim fazer aqui? O que eu tô sentindo? Ela simplesmente se tornou uma máquina de reagir. E não tinha nem palavras para descrever o peso daquilo, viu, gente? Porque assim, preciso ser honesta com vocês, ela não era um caso extremo, mas ela era na verdade muito parecida com a maioria das pessoas que chegam até mim.
A única diferença é que ela teve coragem de nomear. E falar a real. Agora a gente vai falar de ciência. Porque eu não quero que você ache que eu tirei da minha cabeça tudo isso que eu tô falando para vocês. Em 2023, pesquisadores da Universidade da Suécia publicaram um estudo longo acompanhado de mais de 700 pessoas ao longo de um ano analisando o impacto do uso do celular nas primeiras horas após o despertar. E os resultados foram assim: participantes que utilizavam celular nos 30 primeiros minutos após acordar tinham scores significativamente mais altos de ruminação cognitiva ao longo do dia, menor capacidade de autorregulação emocional em situação de conflito interpessoal e maior percepção subjetiva de esgotamento.
Mesmo quando as horas de trabalho era exatamente equivalência do grupo das pessoas que participaram. Então, em outras palavras, o problema não era quantidade de trabalho, era o estado mental que aquelas pessoas começavam o dia delas. Tem outro estudo também, gente, que foi da Alemanha esse, que investigou o que acontece com os padrões de ativação de amígdala, que é a região associada ao processamento emocional e a resposta ao medo, em pessoas que têm o hábito de logo pela manhã pegar o celular e consumir aí conteúdos irrelevantes na maioria das vezes.
Eles descobriram que a amígdala dessas pessoas ficava cronicamente reativa ao longo do dia, inclusive em situações que não mereciam uma resposta de alerta. Ou seja, o seu cérebro tava ali, ó, calibrado para o medo antes mesmo do dia começar. E tem outros estudos, gente, tem vários estudos, é só você buscar. Se você é igual eu, city cientista com a Luna, busca. Sabe por quê? Porque as pessoas vão perceber o quanto, o quanto eu, eu vou falar real para vocês, eu fazia isso.
Eu pegava o celular, mas eu pegava porque justamente eu ia olhar ali se tinha alguma notificação, alguma coisa da empresa, alguma coisa. Eu parei de fazer isso, acabou. Não, não faço mais isso, tá? Porque os estudos mostram entenderam o quanto isso ferra a nossa vida. Mas você pode praticar mindfulness, mindfulness, você pode praticar meditação, 5 minutos, só 5 minutos tem redução, gente, de estresse, de— vocês não têm noção. Então acordar de manhã, tá nessas ondas cerebrais mais baixas, né, tá em ondas theta, você ainda ficar um pouquinho momento presente, respirando, visualizar um dia incrível, falar coisas legais, gratidão.
Você não tem noção quanto muda a sua vida. Não mexa no celular até criar um dia magnífico na sua mente antes de começar o seu dia. O meu dia foi magnífico. Aí sim, depois de criar um dia magnífico na sua mente, de tomar o seu cafezónis, aí Pode dar uma olhadinha, ok? Mas antes disso, você tem que afirmar, você tem que pensar, você tem que deixar que esses primeiros minutos sejam inteiramente seus, sem nenhuma informação externa, sem nenhum julgamento, sem demanda de ninguém, sem você dizendo para o seu sistema nervoso: "Olha, tem um monte de coisa para resolver!" Porque isso tá ferrando todo mundo.
Isso tá ferrando todo mundo. Não é que a gente é fraco, mas a gente foi condicionado. A gente quer saber se a gente tá perdendo alguma coisa, a gente quer dar uma olhadinha, a gente quer, né? Então eu vou convidar vocês amanhã: não pega no celular. Pegou no celular, vai tomar um choque, hein? Vai tomar choque. Já tô profetizando aí na tua vida, vai tomar choque. Faz umas respirações, fala: universo, me surpreenda, que dia magnífico "Imagina o que eu vou ter hoje, imagina tudo dando certo, você sorrindo para você, imagina as coisas..." Acabou, pode ser 5 minutos, não precisa ficar 20 minutos, porque tem gente também que acorda no cabelinho, né?
Não consigo acordar no cabelinho, sempre acordo um pouco antes porque eu gosto de acordar com calma, gosto de me arrumar com calma, gosto de tomar café com calma. Eu gosto com calma, senão, meu Deus, a minha vida já fica louca. Então, gente, combinado isso? Podia ter, né, um aplicativo que dava um choquezinho, alguma coisa. Mas tem aplicativo para você controlar o tempo de uso, e eu acho que dá para você colocar o horário. Eu não sei, eu consegui colocar tempo de uso e eu tô seguindo.
Mas beleza, vamos voltar para essa pessoa que consultou comigo. A gente fez algumas ativações, bom, enfim, ela fez uma mentoria, então a gente trabalhou especificamente esse trabalho de ansiedade. Ela já tava tomando medicação para dormir, estava acontecendo já algumas coisas um pouquinho mais sérias que iriam levar as coisas piores, né. Ela falou que nos primeiros dias e nas primeiras semanas foi bem difícil porque ela sentia essa vontade de pegar no celular, ela chegou a pegar, aí ela soltou, tipo choque que eu falei para vocês.
E ela falou que na terceira semana mais ou menos ela, cara, eu tô me me sentindo calma, eu estou me sentindo melhor, eu estou sorrindo quando eu acordo e olhando para janela, que eu não fazia isso há anos. E posso te falar uma coisa? Eu vi o quanto o meu jardim tá bonito, ela falou. Porque ela falou: eu olhava do meu apartamento, em frente tem tipo um bosque, uma praça. Ela falou: sabe quantos anos eu não olhava para aquela, para lá?
E eu olhei, eu vi um monte de plantas "Estão bem maiores, flores." Ela falou: "Eu comecei a sorrir sozinha e eu tava pensando: 'Meu Deus, eu não ria assim por isso, por uma gratidão de poder observar a natureza, esse sol há anos.'" Foi muito legal, gente. Ela não precisou fazer um retiro espiritual, ela não precisou ler nenhum livro novo, ela não mudou de emprego, ela não teve que tomar antidepressivo, ela simplesmente parou de entregar os minutos da manhã dela E começou a ter um encontro com ela mesma.
Ela começou a profetizar que o dia dela ia ser incrível. Ela simplesmente ficou no momento presente. É isso, você criar um ritual contemplativo, lógico, logo de manhã. Olha, falei bonito agora? Falei bonito? Não por superstição, porque muita gente pode falar: "Olha lá, lá vem ela mandar eu pegar um pé de coelho também." Gente, pé de coelho é muito antigo. Esses dias eu brinquei com o Thales. Aí eu falei: "Ah, você quer o quê? Um pé de coelho pra dar sorte?" Ele: "Mas por que pé de coelho dá sorte?" Gente, eu comecei a rir, que eu falei: "Meu Deus, ele nem é dessa época do pé de coelho." Lembra que antes tinha chaveirinho de pé de coelho, gente?
Coitado do coelho! Fico pensando nisso hoje, quantos coelhos, né, coitados, pra ter os pezinho de coelho ali. Gente, eu ria muito com ele, muito, porque ele não sabia. E essas frases que eu falo para ele, tipo, bordoada, eu falo umas frases que a gente usava antigamente. Ele fala: "Mãe, o que que é isso?" Eu falo: "Eu adoro, você sabe o que significa isso?" Outro dia eu falei assim: "Thales, você sabe o que significa broto? Tipo, ó, aquela menina é mó brotinho." Aí ele: "Não, mãe, que horror, o que que é isso?" Eu falei: "Pois é, o meu pai falava isso, nem era eu, nem era da minha época." Mas a gente ria tanto.
Eu tenho essas trocas com eles. A Isabela um pouquinho mais esperta, mas o Thales, gente, ele não sabe garapete de coelho. Para quê? Que dava sorte? Porque nada. Foi muito engraçado, choramos de rir. Enfim, eu não quero que você faça uma revolução na sua vida, mas eu quero que você— hábitos pequenos para proteger esse espaço que existe entre o momento que você abre os olhos e que o mundo tá começando. O mundo tá todo aí esse dia todo, um novo ciclo para de você, que você crie esse ritual de entrega com presença, com profetizações e intenções positivas.
E você vai perceber o quanto você vai melhorar seu sono, melhorar a sua atenção, seu foco, e principalmente não vai ficar com aquela coisa de: ai, parece que eu tô devendo alguma coisa para alguém, ai, parece que alguma coisa vai acontecer. Que isso é horrível, né? Isso é horrível. Mas você vai se Cada vez que passa, mais inteiro, você vai ver. Selvagens, gratidão! Voltei com tudo, voltei! Novo ciclo, mais velha, mas me sinto mais nova, mais experiente, mais gostosa, mais alegre, mais feliz, e prontíssima para nossa conexão na próxima quinta.
E a gente tem um encontro dia 7/07, lua cheia, portal, hein? Esse portal espiritual. Espiritual, mais espiritual que existe. O 7 do 7 é o mais espiritual de todos, tá? É o que te vai trazer conexão com a fonte. Você que tá aí, não sei, não me sinto conectada com Deus, eu tô meio— pois é, vai te trazer isso. Você que tá com depressão, você que tá procrastinando, você que não sabe sua missão, seu propósito, esse Portal 7 é para isso.
Babadíssimo! E vai ser lua cheia, então se preparem. Adoro! E depois, dia 12, presencial. Ainda tem algumas vagas, tá? Presencial esgota mais rápido, mas ainda tem algumas vagas. Eu fiz pertinho, tá? 7:12 para pegar essa energia de portal ainda. Então espero vocês, meus selvagens preferidos. Lembra de uma coisa: eu voltei do meu aniversário, tá preparada para dizer uma coisa para vocês. Chega mais perto, chega mais perto que eu quero falar bem no seu ouvido.
Por você eu rouparia Os anéis de Saturno. Duvido que outra pessoa faria isso por você. Beijo na alma e no céu da boca. Até a próxima!