Episódios de Thais Galassi

777 - Isso é Amor ! ❤️😒

09 de junho de 202621min
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Você já sentiu alívio quando uma pessoa terespondeu… e nem percebeu que estava com medo antes disso? Isso tem nome. Chamatrauma bonding — e a ciência explica por que o cérebro cria dependênciaemocional de quem nos machuca.

Neste episódio você vai entender:

— Por que intensidade não é amor — Como oreforço intermitente sequestra o seu sistema nervoso — O que a neurociência dizsobre relações que viciam — Por que pessoas inteligentes ficam presas emrelacionamentos que destroem — E como começar a se libertar sem precisar deforça de vontade

Se você já ficou em um relacionamento quesabia que fazia mal, mas não conseguia ir embora — esse episódio foi feito paravocê.

Temas: trauma bonding, dependênciaemocional, relacionamento tóxico, neurociência emocional, cura emocional,autoconhecimento, apego ansioso, sistema nervoso, espiritualidade feminina.

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O que é trauma bonding

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Por que você sente falta de quem te machuca

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Reforço intermitente: o vício dentro do amor

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A história de Isabela

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O que acontece no seu sistema nervoso

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Apego ansioso e infância emocional

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Exercício: a pergunta da paz

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Você não precisa sobreviver a alguém para amar

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Como começar a se libertar

Participantes neste episódio1
I

Isabela

HostJornalista
Assuntos6
  • Trauma e ComportamentoDependência emocional · Relacionamento tóxico · Neurociência emocional · Cura emocional · Autoconhecimento · Apego ansioso · Sistema nervoso
  • Reforço IntermitenteDopamina · Skinner · Experimento da campainha
  • Apego InseguroPais emocionalmente inconsistentes · Amor e ansiedade · Apego ansioso · Apego evitativo
  • Conselho da Paz· PoliticaPaz vs. euforia · Amor saudável · Autopercepção
  • Alimentação EspiritualProcesso em camadas · Ativação da Kundalini · Comparação de vidas
  • Ciclos lunares: minguante para novaNovo ciclo · Soltar para receber · Responsabilidade pessoal
Transcrição1 segmentosassemblyai/universal-3-pro-async

Voz A:Olá, ser de luz! Oi, alma gostosa, tudo bem com você? Tá tudo bem, porque agora começou nossa conexão. Sente aí, vou conectar com você. Quero que você sinta a gente conectado com a energia do amor, conectado com a energia da Terra, do universo. Lembra que você é o universo. Tudo aquilo que você está vendo, percebendo e sentindo está refletindo o que tá aí dentro de você. É, a gente fica: "Ah, não, a culpa de tudo no mundo é dos outros." Não, não, não, não. Somos responsáveis por aquilo que estamos experienciando nessa dimensão. Não tá gostando do que tá acontecendo? Ótimo! Você pode mudar isso. E eu tô aqui toda terça e quinta gostosa para te ajudar a elevar sua frequência para você mudar essa realidade. Olha que delícia, você não tá sozinho não. Hoje a gente vai falar de um tema muito legal. A gente tá numa Lua Minguante, então é uma Lua de realmente você: "Ai, o que que eu tenho que soltar para vir um novo ciclo?" né, para chegada dessa lua nova que vai acontecer entre o dia 14 e 15 de junho. Dia 14 de junho que é meu aniversário, ai que delícia, bem numa lua nova, tô amando. Novo ciclo, né, novo ciclo, nova lua, gente, muito perfeito. Mas essa lua minguante é um bom momento para você escrever tudo aquilo que você não tá gostando de experienciar nessa realidade, nesse momento, ou há quantos anos. Pra gente poder olhar pra isso, você não se sentir culpado, mas sim responsável. Porque quando a gente se sente responsável, fala: "Caramba, se eu sou responsável por essa bagaça, deixa que eu resolvo. Deixa comigo que eu vou resolver." E como a gente resolve? Resolver o que dá pra resolver, e o que não dá pra resolver, tá resolvido, né? Esses dias a Bela falou assim pra mim, a minha filha falou: "Ai, mãe, acho que eu sou muito indecisa." Ela vai me matar se ela ouvir que eu tô falando aqui dela, tá, gente? Porque ela não gosta. Ela já deixou claro: "Mãe, não quero que você fique falando de mim." Pois falo bastante, falei para ela. Vou continuar falando. E aí ela— eu falei assim, ó: "Não tomar uma decisão já é uma decisão." Aí ela: "É verdade, né?" Falei: "Então você tá— todo instante a gente tá tomando decisões." Mas eu acho que ficar em cima do muro, eu falei para ela, é igual água morna, não serve nem para fazer chá. Então é bom você, mesmo que você erre, não tem problema, porque o ser humano tem isso, né? Eu percebo nas pessoas que eu atendo um medo de escolher errado. Cara, se você escolheu errado, não tem problema, você tem uma oportunidade depois de mudar essa rota, de mudar, de fazer mudanças, tá tudo bem. Mas o mais importante é você sair dessa chupetação, sabe, da pessoa que fica lá chupetando e não decide nada. Então decide o que você quer da sua vida. Muita gente, a maioria, não sabe o que quer. Por isso que a vida continua se repetindo. A gente vai falar de um tema que é dependência emocional, mas é um trauma. Calma que eu vou falar. Sabe quando você— vou dar um exemplo aqui— você ficou muito aliviado, aliviada, quando uma pessoa te respondeu e você nem percebeu que você tava com um pouquinho de medo antes dessa pessoa te responder? Aquela sensação de soltar o ar quando o celular vibra e o nome da pessoa aparece na tela, aquela levezinha que dura assim, tipo, ai meu Deus, 3, 4 horas, a pessoa me respondeu. Parece amor, parece conexão, parece, ai meu, que ternura, né? Mas no fundo isso é só um fim temporário de um estado de ameaça que nunca deveria existir dentro de uma relação Isso tem nome e hoje eu quero falar sobre isso porque muito provavelmente ninguém nunca explicou pra você. Passei o vageria, com a ousadia, que eu vou explicar pra você. Não como diagnóstico, não como rótulo, mas como uma experiência que pode até estar acontecendo aí dentro de você agora, ou já aconteceu, ou você conhece alguém que está passando por isso, e aí às vezes você não consegue ajudar a pessoa. E ele se chama trauma bonding, que é um vínculo emocional que se forma com quem nos machuca. Bonding, assim que se escreve, B-O-N-D-I-N-G, tá? Parece amor, parece aquele amor raro, intenso, aquele que as músicas falam, aquele que dói porque é grande demais, aquele que as pessoas falam: meu Deus, é meu alecrim dourado gostoso, conexão de alma, de destino, algo que não se explica. Talvez não se explique mesmo pela lógica, mas pela neurociência é outra história. Existe um mecanismo no nosso cérebro que a ciência leva décadas estudando e que ainda surpreende muitos pesquisadores pelo poder que tem sobre esse comportamento. Ele se chama reforço intermitente. Quando você entende como ele funciona, pode ser uma das coisas mais libertadoras que você vai ouvir hoje, selvagem. Tá preparado? Então imagina um Um experimento bem simples. Tem 3 grupos de pessoas. Para o primeiro grupo, uma campainha toca, tum, e sempre tem uma recompensa. Sempre tocou a campainha, eu ganho uma recompensa, sem falhar. O segundo grupo, a campainha nunca gera recompensa, nunca. Vai tocar campainha, não vai acontecer nada. No terceiro grupo, a campainha às vezes gera recompensa, às vezes não. Então é meio que previsível, totalmente previsível, né? Sabe qual o maior grupo desenvolveu maior nível de atenção obsessiva à campainha? O terceiro, o que é imprevisível. Então isso é o esquema de reforço intermitente, que foi inicialmente documentado por Skinner nos anos de 1950. Só que décadas depois, a neurociência moderna entrou nessa conversa e falou: peraí, deixa eu estudar um pouco isso aqui. Ah, isso é um reforço intermitente que ativa no cérebro não apenas atenção, mas é dopamina. É, e não de qualquer forma, tá? Porque os estudos de neuroimagem conduzidos por pesquisadores mostraram que o cérebro libera muito mais dopamina antecipando uma recompensa incerta do que recebendo uma recompensa garantida. Ou seja, essa espera angustiada de algo que que pode ou não acontecer é muito mais viciante do que a certeza de que vai acontecer. Agora, vamos colocar esses grupinhos, essa campainha selvagem, gostosa, poderosa, numa relação afetiva? Coloca isso dentro de um relacionamento onde um dia a pessoa é carinhosa com você, é presente, te fala coisas deliciosas ao pé do ouvido, gostoso, hein? E no outro dia ela some sem explicação. Um dia essa pessoa te faz se sentir a pessoa mais foda do mundo, te olha nos olhos e você fala: meu, que conexão! Só que no outro dia parece que nem te conhece direito. Um dia manda mensagem de manhã, no outro à noite, depois fica 3 dias em silêncio sem motivo aparente. O cérebro não processa isso como uma toxicidade. Ele processa isso como uma recompensa que pode vir a qualquer momento. Então você tá lá esperando ansiosamente o seu telefone vibrar, um sinal de alerta. Isso vira um vício, gente. Isso vira um vício. Eu atendi uma pessoa em mentoria e ela tinha mais ou menos, acho que 31, 32 anos. E tinha uma carreira que tinha construído muito legal, porque ela veio de família simples, mas ela construiu uma carreira legal. Tinha um círculo pequeno de amigas, amigas que ela podia confiar. Tinha uma relação boa com a família. Mas por fora ninguém imaginava, tá? Mas por dentro ela vivia numa prisão assim que tipo... É sério, ela não conseguia dar nome ao que ela sentia. Ela conheceu um cara numa fase onde ela falou que tava um pouco vulnerável. Não era uma crise que as pessoas percebiam que ela tava passando, mas ela tava numa solidão há um tempo, né? E aí ela chegava em casa à noite, sentia aquele vazio, e aí ele apareceu. E quando a pessoa aparece quando a gente tá no estado, né, a gente fala: caramba, uma pessoa super presente, atenta a cada detalhe, dizendo exatamente aquilo que eu precisava ouvir na hora certa, porque 'Poxa, eu tô vendo que nas coisas no trabalho tá acontecendo, com a minha família tá tudo bem, mas eu tô me sentindo tão sozinha, tão, né?' Bom, ela se sentiu vista depois de um tempo, né, reconhecida, acolhida. E as coisas começaram a mudar depois de um tempo. Depois de um tempo, ela disse que essa pessoa sumia, dizia que tava sempre ocupado, que tava cansado, que tava com problema. Depois vieram algumas críticas assim, sabe, disfarçadas de preocupação. Depois ela sentiu uma frieza. Frieza, até depois de momentos de intimidade, ela falou que ela achou muito estranho porque era muito amoroso e de repente começou a ficar meio que uma coisa, ela sentia que ela tava sendo punida, que ela fez alguma coisa errada. Todo instante ela fazia: o que eu fiz de errado? E o que que acontecia no momento dos momentos que ele voltava e que ele era amoroso? Ela ficava mais intenso, muito intenso, que ela falava: ele voltou para mim, ele me ama de novo. E ela se derretia com isso, né? E ela se sentia novamente culpada e no fundo insegura, porque ela tava com medo de quando que essa pessoa, né, era o policial bonzinho, policial mauzinho, policial bonzinho, policial mauzinho, na mesma pessoa, né? E aí o ciclo começava tudo de novo. E ela foi me contando que com o tempo ela parou de perceber o próprio estado emocional E tudo era ele. Se ele tava bem, ela tava bem. Se ele sumia, acabou. Ela falou que as coisas no trabalho, quando ele sumia, começaram— a empresa começou a ficar meio, sabe, tipo, ela quase perdeu tudo assim, porque ela ficou totalmente desestabilizada. E ela disse uma coisa que eu nunca vou esquecer: eu não sabia mais o que eu sentia. Eu só sabia o que ele estava sentindo. Eu tava tão preocupada com o que ele tava sentindo que eu nem sabia o que eu tava sentindo mais. E isso, do ponto de vista da psicologia, gente, a psicologia do apego, é um dos sinais mais claros que a pessoa perdeu o fio de conexão com ela mesma dentro da relação, né? Ela tava numa hipervigilância emocional, um estado onde o sistema nervoso está tão voltado para monitorar o outro que você perde a capacidade de olhar para você, de se monitorar. Eu acho que você já conheceu alguém ou já passou por isso. E aí a pergunta que mais ficava, ela falou, é: eu ia dormir pensando, meu Deus, será que eu fiz alguma coisa errada? Eu dormi com o celular na mão, eu ficava trabalhando sem conseguir me concentrar e olhava para o meu celular a todo instante, tentava buscar nas redes sociais para ver se eu vi alguma coisa dele de amigo, comecei a stalkear as pessoas perto dele. 'Eu começava a analisar as mensagens antigas', ela falou. Isso eu achei muito bizarro, mas ela falou: 'Eu vi as mensagens antigas para poder ver, pera aí, deixa eu ver se tipo, o que que eu fiz de bom aqui para ele ser carinhoso comigo, ficar comigo, e deixa eu ver o que que eu respondi aqui nessa mensagem, o que que será que eu falei que ele sumiu.' Ou seja, todo instante o foco era ele e a culpa era sempre dela. Isso não é fraqueza, tá? O sistema nervoso dela tava operando total em modo sobrevivência. É muito louco, né? E tem um estudo que foi publicado em 2019 no Jornal de Trauma e Estresse dos Estados Unidos. Foi uma universidade de Nova York que fez esse estudo. E mostra que investigações com relações de padrões de abuso afeta diretamente o sistema nervoso. Por isso que de repente ela começou a perceber que as amigas começaram a se afastar, a empresa, as coisas começaram aí... De mal a pior. As amigas tentaram avisar e ela se afastou das amigas dizendo que as amigas não queriam ver ela feliz. Porque a pessoa fica cega. E o corpo dela não descansava, tá? Ela tava começando a ter dores de cabeça, enxaqueca, enfim. Por fora parecia que ela tava bem, mas ela tava desesperada. Não dormia direito, acordava à noite, gente, era uma coisa, pra ver se ele tava online. Ela falou que ela olhava pra ver se ele estava online. O tempo inteiro. E quando ele tava online, ela falava: "Com quem será que ele tá falando, se ele não tá falando comigo?" E o tempo todo nesse estado de alerta, a pessoa uma hora, o corpo acredita que é aquele o seu sistema normal, né, o seu estado normal. Ela não tinha paz, gente, ela não tinha paz. E aí eu lembrei dessa história da tomada e falei para ela, e ela falou: "Meu Deus, é verdade, tô chocada." E uma das coisas mais difíceis de entender sobre o trauma bonding é que ele raramente começa na relação que está destruindo você agora. Ele começa muito antes. Existe um conceito da psicologia que ajudou a desenvolver esse apego inseguro. Ele se forma nos primeiros anos de vida, a partir da qualidade da relação com as pessoas que cuidaram de você. Quando a criança tem pais emocionalmente inconsistentes, Ah, é presente, ausente, é presente, ausente, às vezes amoroso, às vezes crítico, frio, às vezes presente, amoroso, crítico. Se a criança, o cérebro da criança, ela aprende que o amor é isso, é perigoso, silencioso, vem, não vem, amor e ansiedade anda junto. Então ela entende, quando alguém chega e faz isso, para ela isso é merecer, isso é amor, porque ela aprendeu isso na infância. E aí Fica registrado no nosso sistema nervoso de uma forma que não é racional. Não tá nos pensamentos, não tá na resposta do corpo. E aí, na vida adulta, quando aparece uma relação que vai reproduzir esse padrão, é isso que ela vai— não adianta, vai ter uma pessoa querendo ela todos os dias, mas ela vai registrar que o amor é dessa forma, porque é familiar. Mesmo que machuque, eu tenho sensação de lar. Sabe? Aí não adianta falar que a pessoa é fraca, gente, porque eu sei que muita gente pode estar julgando. Ai, você é sem vergonhista. Eu sei que muita gente gosta de julgar, mas, gente, não é falta de amor próprio, não é fraqueza, é o sistema dela neurológico fazendo exatamente o que foi moldado para fazer: buscar aquilo que ela reconhece como amor. Por isso que eu sempre falo para vocês: o que amar para vocês? Como vocês dão amor e como vocês gostam de receber amor? Porque é diferente como você gosta de receber, como você dá. Sabia? Então hoje à noite, vai, no momento de quietude seu, pega um papel, uma caneta, não usa celular não, papel, escreve. Gente, eu amo escrever. Escreve uma resposta, mas seja honesto. Depois ninguém vai ver, você pode rasgar, ninguém tem que saber de nada disso. Quando foi a última vez que você sentiu paz numa relação amorosa? Você sente paz? Não euforia, não alívio, não leveza após uma briga mal resolvida, mas uma paz. Aquela paz que você sabe que você pode relaxar do lado da pessoa. Escreva a situação ou como o seu corpo se sente em relação a isso. Se você não tá num relacionamento amoroso, como foi o seu último relacionamento amoroso? Ah, Thais, não consegui escrever nada. Tá bom, esse branco já é uma resposta, tá tudo bem. Porque o amor saudável não é ausência de conflito, gente. Não acha que só porque, meu Deus, a pessoa vai ter conflitos de vez em quando e tá tudo bem. Mas é um lugar onde você pode existir sem ter essa ansiedade, sem se contrair. Você pode ser você. E é legal, se você escreveu alguma coisa, guardar esse papel. Faz algumas respirações, meditações. Percebe como que era um amor das pessoas cuidaram de você, do seu pai, da sua mãe, ou talvez os primeiros relacionamentos, como você aprendeu isso. O vício, né. E teve um outro estudo também que foi publicado em 2021, que fez uma análise de padrões de apego em casais, que mostrou dois estilos de apego inseguro, né, que é o ansioso e o evitativo. Quando você tá numa relação, ativa mutuamente os piores medos um do outro. Então o ansioso, ele se apega mais quando o evitativo se afasta, e o evitativo ele se fecha quando o ansioso se apega. Então um atrai o outro, entende? E os dois sofrem, os dois confundem isso com amor. Interessante, né? Enfim, trabalhamos bastante isso na Ativação da Kundalini, foi ótimo. Ela conseguiu perceber isso tinha uma relação direta com o pai dela, por incrível que pareça, apesar da mãe fazer parecido, mas "O pai era muito assim." Tanto é que depois descobrimos, conversando, ela foi buscar informações, ela descobriu que o pai já tinha falecido, que o pai tinha bipolaridade. Foi bem interessante esse caso. E não adianta, gente, não é da noite para o dia que você vai mudar algo que está registrado aí desde quando você era criança. Mas sim, é possível sim, é possível sim. E muita gente, como ela falava para mim, achava que o problema era meu, que eu era intensa demais, que eu amava demais. Nossa, eu amo demais, é por isso que a pessoa não consegue receber. Eu amo demais, é por isso que a pessoa ela não consegue, porque a pessoa não é o jeito de amar. Então o problema sou eu. Ela sempre se culpava. Hoje ela se acha o grande amor da vida dela, tá super bem sozinha, mas ela falou: olha, eu tô sozinha porque eu quero, tá? Porque já apareceram algumas oportunidades. "Mas sinceramente, eu tô muito bem sozinha, eu tô me amando tanto, me aceitando tanto, me dando tanta atenção para mim, que ela falou: 'A hora certa eu sei que eu vou ficar com a pessoa certa também'." É muito legal isso, né? E eu acho que é isso, o processo de despertar não acontece num instante, ele acontece em camadas, né? Aos poucos. Por isso que eu vejo as pessoas aí Falei para vocês que eu parei de fazer, de dar o curso, né? Vou dar minha última formação agora em outubro de facilitador de ativação da Kundalini e acabou. Porque de verdade, gente, eu vi pessoas que fizeram formação comigo e hoje estão misturando um monte de coisa. E foi falado no dia da formação várias vezes, processo de despertar é aos poucos. Que nem tem muita gente fala, tem medo de fazer ativação da Kundalini, que fala: não, falaram para mim, se eu despertar minha Kundalini eu vou sair vendo "Vou despertar tudo de uma vez em um dia fazendo uma ativação? É sério que você acha isso mesmo? Meu Deus, eu faço isso há anos, eu posso dizer para vocês: esquece, não vai acontecer tudo de uma vez. A gente nem tá pronto para isso. Não, não, não." Só que aí tem gente que— desconfie de pessoas e terapeutas que querem resolver tudo sua vida em uma sessão só. Isso não tem como, gente. É aos poucos, a gente tem que estar preparado, a gente tem que processar as coisas. Por isso que eu falo, a cada ativação que é feita, A pessoa vai perceber coisas, vai acontecer alguma coisa. Tem gente que acontece coisas já grandiosas, tem gente que acontece coisas pequenas. Mas aí a pessoa: por que que daquela pessoa aconteceu uma coisa grande e a minha não? Porque você ainda não tá pronto. Talvez aquela pessoa já tava num processo de despertar e você não. Para de comparar sua vida com os outros. Cada um teve uma história, cada um tem uma vida, cada um tem uma frequência, uma vibração. E esse pouco para você pode ser muito, e você não dá conta se você recebesse um tantão de uma vez. Por isso que eu falo, o universo é muito sábio. Então é aos poucos, não tenha pressa, não tenha pressa. O melhor é ir na direção certa do que pressa, né? É isso, meus amores. Aproveitem essa lua minguante gostosa, é um momento onde a nossa energia fica um pouquinho mais baixa mesmo. Aproveite para escrever tudo aquilo que que você quer eliminar para entrar esse novo ciclo no domingo. Não esqueçam de me mandar parabéns domingo, dia 14 de junho, que é meu aniversário. Sim, eu quero parabéns! Pode mandar lá no Instagram. Quero parabéns selvagens, parabéns selvagens, eu gosto disso. Beleza? Tô mandando aqui, ó, um gole, um gole da minha paz, um gole da minha selvageria, um gole da minha alma gostosa para vocês. Beijo, um sal da boca, até a próxima!