789 - Quem você seria se ninguém tivesse dito quem você é?
Existe um experimento de 1968 que provoualgo perturbador: só de acreditar que uma criança era "especial",professores mudaram o próprio comportamento sem perceber — e essa criançarealmente melhorou. Sem nenhuma mudança real de talento. Só a crença.
Neste episódio, você vai entender o EfeitoRosenthal (ou efeito Pygmalion) e por que ele não fica só na sala de aula: eleexplica por que dormir mal "na cabeça" prejudica seu desempenho tantoquanto dormir mal de verdade, por que o mesmo esforço físico pode emagrecer umapessoa e não emagrecer outra dependendo da crença sobre esse esforço, e por quea barreira dos quatro minutos na milha nunca foi física — era mental.
Você vai conhecer a história de Renata (nomefictício, caso real), que passou a vida inteira acreditando que era "adesorganizada da família" até descobrir que aquilo nunca foi um traço fixo— era só uma frase repetida. E vai sair daqui com um exercício prático de 7dias para reescrever o rótulo que mais te sabota hoje.
Um episódio sobre profecia autorrealizável,mentalidade de crescimento e o poder (e o perigo) da expectativa — sua e dosoutros — sobre quem você se torna.
🎧 Se esse episódio tetocou, manda pra alguém que precisa ouvir isso hoje.
Thais Galassi
- Reconstrução PessoalProfecia autorrealizável em rótulos · Renata (nome fictício) · Exercício de 7 dias · Mentalidade de crescimento
- Efeito PigmalionProfecia autorrealizável · Expectativa e comportamento · Experimento em escola primária
- Desempenho da MercedesSono placebo · Impacto da crença no corpo · Exercício físico e percepção
- Pressão competitiva e saúde mentalRecorde da milha em 4 minutos · Roger Bannister · Mudança de informação no sistema nervoso
Olá, seres de luz! Oi, alma selvagem! Hoje a gente tá com alma de selvageria, é uma gostosa, uma bonita, mas alma selvagem, uma alma livre, né, para a gente escolher. O que que vocês acharam dos últimos conteúdos? Olha, falei bastante sobre livre-arbítrio, falei sobre inteligência artificial, falei sobre amor e obsessão, Mercúrio retrógrado. Sobre o novo luxo do futuro. Gente, tô fazendo vários conteúdos aí de acordo com o que vocês têm me pedido lá.
Então entra no meu Instagram se você ainda não me segue, @taisgalacioficial. Deixa lá: gostaria que você falasse um pouquinho mais disso, um pouquinho mais daquilo. O tema de hoje eu escolhi, tá? Confesso para vocês que, como eu disse já nos últimos podcasts, eu tô bem reflexiva. Inclusive, eu falei para vocês que eu ia viajar, né? E aí, enquanto eu tava fazendo minha mala, eu tava pensando o seguinte: e se a gente conseguisse levar apenas tudo que a gente precisa numa, tipo, uma nécessaire?
Tudo que você precisa ali. Ah, mas assim— ah não, você não vai precisar de nada, só isso. Será que a gente consegue? A gente conseguiria? E eu não tô falando de mala de viagem aqui, se é que vocês me entendem. A gente tem mania de carregar muita coisa, né? A gente carrega nossos ancestrais, carregamos nosso passado, carregamos os desafios, carregamos muitas coisas que pesam demais. E quando a gente percebe, tem algumas pessoas que eu vou falar para vocês que eu consigo visualizar dessa forma.
Não sei vocês, sabe aquela pessoa que você encontra que tá sempre com olheira, com cara de cansada? A pessoa tá sempre com o cabelo bagunçado, a pessoa Nunca tá com a vida em ordem, a pessoa é sempre atrasada, a pessoa sempre tá tudo bagunçado, sabe? Você entra na casa dela, é bagunça. Você entra no carro da pessoa, a pessoa é bagunça. Esse tipo de pessoa, eu imagino, juro, vem na minha mente essa pessoa tipo carregando umas 6 malas de rodinha, mas pesadíssimas, e tentando levar as 6 enquanto ela anda, enquanto ela— ou seja, ela não tem tempo nem pra arrumar o cabelo dela, não tem tempo pra olhar pra ela porque ela tá carregando muita coisa.
Ela tá carregando numa mala família, na outra ela tá carregando ancestralidade, na outra ela tá carregando tudo que já aconteceu na vida dela, na outra ela tá carregando toda a falta de autoestima, de autoconfiança. Então assim, eu fiquei pensando nisso esses dias, que eu falei, meu Deus, e se a gente só conseguisse? Porque olha só, e se a gente conseguisse viajar só com uma nécessaire? Ou seja, o que que eu vou colocar ali? Todos os aprendizados.
Ou seja, leve os aprendizados daquilo que aconteceu comigo. Então eu não vou ficar com o peso do que doeu, eu fico com o aprendizado. Então é mais leve, né, Zaroca? Zaroca tá concordando comigo. Eu levo também todas as pessoas que eu amo no meu coração, então não preciso carregar nessa nécessaire. Eu levo os meus sonhos que estão dentro de mim já, também não precisaria estar nessa nécessaire. Eu levo nessa nécessaire, óbvio, vai caber ali alguns medinhos, porque o medo faz parte do do processo.
Mas assim, o que mais será que estaria se você abrisse hoje a sua nécessaire? Porque o meu convite hoje para você é: vamos esvaziar o que a gente não precisa mais carregar. Eu sei que parece meio clichê, que todo mundo fala sobre isso, mas assim, na minha última ativação de Kundalini foi muito forte esse último portal para mim também, viu, gente? Eu falo que portais são fortíssimos. Nessa última veio muito para mim a minha ancestralidade feminina que eu trabalhei.
Só que veio também uma questão com meu pai que, juro por Deus, não veio na hora da ativação. Vou contar para vocês, veio depois, uma lembrança que eu tive depois de mais ou menos uns 9 dias que eu tinha feito ativação. Eu sonhei, e sabe quando você desperta à noite para fazer xixi? É muito difícil despertar para fazer xixi. Eu despertei e aí aproveitei para ir no banheiro E aí a Zaroca já abre, porque ela dorme numa caminha do lado da minha cama, gente.
Ela vê que eu acordei, ela olha, tipo, será que já acordou? Mamãe, já tá na hora? Aí eu olhei assim pra ela e eu lembrei do que eu tava sonhando. E veio claramente uma coisa de eu criança, uma imagem que eu tenho com meu pai, que eu sempre lembro disso, mas nunca me gerou nada. E fez muito sentido quanto— por que que eu lembro dessa imagem? E eu consegui perceber, acho que talvez uma raiva que eu tinha ali. Foi uma coisa boba, gente, juro, é uma cena boba.
Mas que eu senti ali, não foi legal, foi uma raiva. Tinha outras pessoas envolvidas, então sabe quando te gera um incômodo. Mas veio muito isso, porque enquanto eu tava fazendo xixi, que louca, a doida da meia-noite fazendo autocura, gente. Eu... Que emoção que me conecta isso. Aí eu, raiva, primeira coisa. Aí eu coloquei a mão no estômago. Eu falei, nossa, por isso que o meu estômago é sensível, que interessante isso. Amei! Eu falei, dormi, acordei fazendo uma cura.
Aí fui dormir fazendo Ho'oponopono, mandando muito amor pra toda a Thaís pequenininha, pro meu pai, pra essa situação, pra tudo. Foi maravilhoso, acordei de outra forma. Mas é muito louco, né? É muito interessante como a gente parece que a gente não, tô bem resolvido, não guardo nada. A gente guarda, gente, guarda. Eu vou contar uma coisa estranha pra vocês. Na década de 60, os cientistas descobriram que só de você mudar o que uma pessoa acredita sobre alguém— então, ó, mudei aí o que você acredita sobre alguém ou sobre uma crença, sozinho, hein, sem mudança real— conseguia alterar o funcionamento do cérebro dessa pessoa.
E não é força de vontade, não é otimismo bobo, é biologia mesmo, medido, registrado, repetido em laboratório dezenas e dezenas de vezes. Por isso que eu tô aqui falando isso pra vocês, porque eu achei muito legal. O mais assustador não é que isso funcione pro bem, mas é como funciona exatamente do mesmo jeito pra um lado mais desafiante. Não gosto de usar a palavra do mal, mas de um lado mais desafiante. Então, vamos lá. Em 1968, dois psicólogos entraram numa escola primária da Califórnia com uma mentira muito bem construída.
Então, eles pegaram e aplicaram um teste de QI em todos os alunos e disseram aos professores que aquele teste era na verdade uma nova ferramenta capaz de prever quais crianças estavam prestes a florescer intelectualmente naquele ano. Depois deles entregarem para cada professor uma listinha com o nome dos alunos promissores, né, entre aspas, aqueles que eles— ó, esses aqui acho que tem uma— eles são diferenciados. Só que essa lista não tinha nenhum critério científico, os nomes foram sorteados aleatoriamente.
As crianças daquela lista não eram estatisticamente idênticas às outras. Então, um ano depois, aplicaram o teste de novo. Os escolhidos, tá, os escolhidos, aqueles que não tinham nada de especial além de um post-it com o nome deles na mão do professor, mostraram ganhos de QI significativamente maior que os colegas. Os professores, sem perceber, passaram a olhar mais para esses alunos, dar mais tempo de resposta, sorrir mais quando eles acertavam e insistir mais quando eles erravam.
Nenhum professor mudou o discurso conscientemente. Mudou o corpo, mudou o tom de voz, mudou o microgesto. E o aluno, por outro lado, ele absorveu como quem absorve um clima. Esse é um fenômeno que ganhou até um nome bonito, que chama assim: efeito Pigmalion. Pigmalion, Pigmalion, yeah, com Y, em homenagem ao escultor da mitologia grega que se apaixona pela própria estátua. Acho que você deve Deve ter ouvido falar dessa história, né, que trata com tanta devoção que ela ganha vida.
Por trás desse mito todo é exatamente isso: o jeito como você trata algo ou como você trata alguém pode literalmente esculpir aquilo em outra coisa. Só que eu preciso dizer uma coisa importante, porque eu não quero te vender uma versão mágica e simplificada dessa ciência. Esse estudo foi em 68, foi replicado, questionado, criticado e foi refeito. E alguns pesquisadores depois mostraram que é um efeito real. Mas nem sempre é do tamanho que a lenda popular por aí conta, né?
E sabe para que isso? Para mim torna a história ainda mais interessante, porque mesmo cientistas mais céticos, mesmo os que tentaram derrubar esse experimento, eles chegaram numa conclusão que ninguém consegue negar: a expectativa muda o comportamento. A expectativa do outro sobre você muda a forma como você é tratado, e a forma como você é tratado muda a forma como você se comporta. Acreditem nisso, sim. Isso já foi confirmado em salas de aulas, em quartéis, em hospitais e escritórios.
O nome técnico é profecia autorrealizável. Esse nome bonitinho, né? Mas assim, você acaba virando— resumindo, você acaba virando a história que contam sobre você se ninguém te ensinar a reescrever essa história com as próprias mãos. Então A parte que eu acho mais legal, porque sai da aula e entra direto na rotina, no seu corpo, na noite de sono. Porque em 2014, duas pesquisadoras do Colorado fizeram um experimento que parecia brincadeira, mas é sério, foi publicado, tá?
Elas pegaram um grupo de estudantes e disseram que eles tinham um aparelho novo que supostamente era capaz de medir através do batimento cardíaco e ondas cerebrais quanto tempo cada pessoa tinha passado em sono REM na noite anterior, que é a fase do sono ligada a raciocínio, atenção. Só que o aparelho não fazia nada disso, era só um teatro. Metade dos participantes recebeu informação de que tinha dormido muito bem, com REM acima da média, ou seja, tudo uma mentira, tá?
E a outra metade ouviu que dormiu mal. Só isso, só uma frase: você dormiu muito bem. E a outra resolveu: você dormiu muito mal. Uma informação inventada. Na sequência, todo mundo fez os mesmos testes de atenção e raciocínio. O grupo que ouviu: você dormiu bem, teve desempenho desempenho visivelmente melhor do que os que ouviram você dormiu mal, independente de como cada um tinha dormido de verdade na noite anterior. Vocês acreditam nisso?
Então as pesquisadoras batizaram isso de sono placebo, porque a crença sobre a qualidade do sono influenciou o desempenho do dia seguinte de forma tão forte quanto o próprio sono. Então eu preciso que você sinta o peso disso. Não foi a noite mal dormida que sabotou, Foi a frase: eu dormi mal hoje, vai ser um dia ruim. Aquela pessoa falou assim comigo, logo eu estou para baixo, estou mal, estou triste, hoje vai ser péssimo. Entendi.
Olha isso, que interessante. Um terceiro estudo, gente, que eu amo contar porque ele sai da mente, vai direto para o corpo, nos números de exame de sangue, na pressão arterial. Segura aí, senta que vem a primeira bordoada gostosa depois de todas essas outras bordodinhas. Pesquisadoras de Harvard foram até 7 hotéis e entrevistaram mais de 80 camareiras. A maioria delas dizia sinceramente: olha, eu não pratico nenhum exercício físico, apesar de passar o dia inteiro limpando o quarto, empurrando o carrinho, trocando lençóis, abaixando, levantando centenas de vezes.
As pesquisadoras então explicaram para metade delas, só para metade, com detalhes que aquele trabalho já superava as recomendações oficial de atividade física. E a outra metade não recebeu nenhuma explicação. Ninguém mudou a função de ninguém, todo mundo continuou a fazer a mesma coisa que fazia. 4 semanas depois, ou seja, 1 mês depois, selvagem, o grupo que passou a enxergar o próprio trabalho como exercício apresentou uma queda real de peso, de pressão arterial, de gordura corporal e de índice de massa corporal comparado ao grupo que continuou pensando que só estava trabalhando.
Ou seja, mesma rotina, mesma, mesmo esforço físico, dois resultados biológicos diferentes. A única variável disso foi a história que foi contada para cada pessoa e o que cada um decidiu acreditar. Olha que interessante, porque você junta essas três coisas na sua cabeça: uma criança que aprende muito rápido, a criança que aprende muito mais rápido porque um adulto acredita Nela sem saber porque tá acreditando. Eu não sei se você conseguiu entender, né?
Quando você fala alguma coisa com uma criança, ela aprende muito mais rápido, né? Porque ela acredita 100% naquilo. Por isso que a gente tem que tomar cuidado com o que a gente fala com nossos filhos. Eu falo que os meus são amados, abençoados, incríveis, maravilhosos. Inclusive eu falo isso para as minhas cachorras também, tá? Tanto é que tem muita gente que fala assim: ai, meu cachorrinho tá dodói, minha cachorrinha tá dodói.
Gente, Zaroca e Flor nunca ficam doentes. Saroca e Flor estão sempre com muita saúde. Mas não é— tudo bem, tem a energia da casa, das pessoas que estão lá convivendo, tudo isso tem a ver, sim. Só que eu profetizo muito que elas são muito saudáveis, que eu amo ter elas na minha vida. Que nem eu tava fazendo minha mala, falando, eu vou viajar, mamãe ama vocês, eu vou, mas eu volto. Sempre que eu saio de casa, eu falo para as duas, a mamãe vai, mas ela volta.
E eu faço questão de falar isso para elas, porque eu sei quanto para elas eu sair, talvez, ai, mamãe não vai voltar. É normal, gente, tá? E aí eu falei para elas, eu amo. Eu falo todos os dias, igual eu falo para os meus filhos, eu amo que vocês estão na minha vida, eu amo que vocês me escolheram como mãe, eu amo que vocês fazem parte do meu dia a dia. Então eu deixo muito claro isso para eles. Então, amados, eles se sentem demais.
Então é muito interessante você ver que uma pessoa Uma mulher trabalhadora que emagreceu, que baixou a sua pressão só porque ela passou a nomear esse esforço físico dela como um cuidado, não como um desgaste, né? 3 públicos diferentes, 3 contextos diferentes, 3 histórias diferentes, mas o mesmo mecanismo: a crença chega primeiro, o corpo obedece depois. E aí entra uma história do inglês Roger Bannister, que não é bem um estudo de laboratório, mas é um dos maiores registros históricos desse fenômeno, tá?
Ele, durante décadas, fisiologistas garantiam com dados e com gráficos que era fisicamente impossível o corpo humano correr uma milha, cerca de 1.600 metros, em menos de 4 minutos. Todo mundo dizia que o coração não ia aguentar, que os pulmões iriam colapsar. Essa crença virou tipo parede. Por quê? Em maio de 54, Bannister correu uma milha em 3 minutos e 59 segundos. Ele quebrou a parede. E o que aconteceu no ano seguinte é que— aqui a parte que eu quero que você grava, hein?
Aqui eu quero que a parte que você salva, porque 37 corredores diferentes em países diferentes também correram abaixo de 4 minutos. Os corpos deles não mudaram do dia para noite, não nasceu uma nova geração de seres humanos com pulmões diferentes. O que mudou foi a informação disponível para o sistema nervoso. Gente, é possível! Alguém já fez. Isso está no nosso inconsciente coletivo. Aqui foi um estudo científico, mas o que eu tô querendo dizer para vocês é: pensa além o inconsciente coletivo.
Estava eu essa semana, no final do meu dia, eu sempre gosto de quando eu chego na minha casa e até ali onde tem a piscina, que tem muita natureza, e eu gosto de ir lá pegar o solzinho do final de tarde junto com as cachorras, tomar um cafezinho. Eu tava ali, comecei, tava numa paz, porque Eu vou lá para ativar o meu botãozinho paz. Simplesmente começou a vir em mim uma coisa, uma coisa, uma angústia, uma coisa tão tipo ansiedade, uma coisa ruim.
Parecia que alguma coisa aconteceu. Eu falei, nossa! Só que aí na hora, em vez de eu falar, ah, é meu, eu fiz assim, a quem pertence isso? A quem pertence isso? E veio claramente, não é seu. Aí eu fiz, eu devolvo arremetente com cesta anexada. Está feito, está feito, está feito. Depois de um tempo comecei a melhorar e falei, meu Deus, como a gente capta as coisas que estão no ar aí. Eu acho que o inconsciente tava vibrando bastante nessa, nessa energia.
Até porque a Gil tinha comentado aquele dia que Marte tava muito ativado, e Marte é aquele planeta que traz um pouco de raiva, de um pouco de ansiedade, e fazia muito sentido. Eu falei Ai, olha só, tá vendo? É isso, deve ser isso, ou de alguém que tá pensando em mim, alguém que se conectou. Eu captei energia de alguém, entrei no sinal de alguém aqui. Mas o mais importante é que eu não fiquei com essa informação. E eu tô falando isso porque, ó, 3 pessoas, você viu?
Você viu? Você viu? Foi demais agora, hein, gente? Ninguém acreditava que era possível. Depois que uma pessoa mudou essa informação outras pessoas também conseguiram. Teve uma pessoa que passou comigo em ativação de Kundalini e ela, ela ouvia muito da mãe dela que tipo era meio que uma piadinha da família carinhosa, que ela era tipo super desorganizada. Ah, ela é a bagunceira da casa, ela é a desorganizada da casa. E ela comparava muito ela com a irmã, ela falava: não, a irmã mais velha é muito caprichosa, caprichosa, só tira nota boa, mas ela é muito bagunceira.
E ela ouviu a infância inteira que ela era bagunceira. Gente, ela não tinha nenhum diagnóstico, nenhuma condição que justificasse isso. Era só um rótulo que simplesmente a mãe dela ingenuamente não sabia, que acabou grudando, né, no inconsciente dela. Quando ela tinha mais ou menos 30 e poucos anos, convencida de que organização não era para ela. Ela evitava planilhas, evitava agenda, vivia improviso, sabotava prazos. A casa dela era bagunça, carro era bagunça.
Como eu disse para vocês no começo do podcast, aquela pessoa que a gente entra no carro, a gente entra na casa, a gente fala: meu Deus, se a casa tá assim, o carro tá assim, imagina a vida da pessoa, né? Imagina a cabeça da pessoa. E quando a gente começou, depois de algumas ativações, a gente percebeu que ela ainda tava acreditando naquilo que aquela criança ouviu. E a gente desbloqueamos na ativação e trocamos uma frase. Em vez de eu sou desorganizada, ela passou a repetir todos os dias: eu estou aprendendo a me organizar, a cada dia eu estou mais organizada.
Ela já não— eu falei para ela: não vai mudar falando que você já é organizada, você vai primeiro fazer dessa forma. A gente ainda tem algumas ativações e tal. Passou uns 3 meses, ela falou que ela fez isso. O segundo mês ela já foi falando mais forte. No terceiro mês ela já tava falando que ela era uma pessoa organizada, que ela era uma pessoa que cumpria horários, uma pessoa que cumpria prazos. E aí ela falou que ela conseguiu, não que ela tava 100%, mas ela falou, olha, eu nunca vi a minha vida dando tanto certo quanto tá dando agora.
Eu percebi realmente o quanto eu, cara, tô acreditando nisso que eu tô falando, que eu tô dizendo, né? Cada vez que passa e eu vejo que, sabe, o dia fluindo. Antes o dia não fluía para mim. Então é muito, é muito legal porque eu acho que a gente somos influenciados pelas nossas crenças, né? E não é sobre mentir também para você mesmo dizendo, ah, então eu sou organizado e você não é, porque Isso também é uma cilada, não vai entrar.
Mas ela começou a— ela percebeu, veja bem, tudo bem que ela fez ativação, trabalhamos bloqueios energéticos, mas ela teve a consciência do que ela teve, do que aconteceu na vida dela. Ela começou a mudar aos poucos e repetindo prática, colocar atenção naquilo e se organizar também, porque ela afirmava aquilo, o corpo começou a acreditar, as coisas começaram a dar certo, entendeu? Então, o exercício que eu queria deixar para vocês hoje é: pega um papel, escreve 3 frases que você repete sobre você mesmo no automático.
Pode doer um pouquinho, porque pode ser que vocês falem: ai, nossa, eu nunca termino o que eu começo. Vocês podem: ai, eu sou ansioso demais. Ou eu: ai, eu não sei lidar com dinheiro. Ou eu: ai, eu só atraio alecrim dourado. Pega 3 frases, mas ó, não fica pensando muito. É 3 frases que você tem o costume de falar, que seus amigos até falam para vocês. Porque o que eu quero é mostrar para vocês que você vai reescrever isso. Em vez de eu sou assim, eu estou aprendendo a ser calmo, estou aprendendo a ter paz, estou aprendendo a atrair pessoas maravilhosas, estou aprendendo a lidar com dinheiro, entendeu?
E daqui a pouco a gente muda para uma frase mais afirmativa, já soa assim. Mas eu faria isso durante um mês, eu acho que é importante, que a gente precisa desse tempo. É um experimento legal, eu acho que se vocês quiserem saber um pouquinho mais sobre ele, coloca aí efeito Rosenthal, tá, que foi esse experimento feito na década de 60, junto com essas outras histórias que eu contei para vocês, que eu acho que Faz muito sentido.
Não sei se vocês juntarem tudo, né? Nós somos a história que a gente conta para gente todos os dias. Então por que não contar uma nova história? Ah, mas a Thaís, pode demorar. Gente, você plantou lá a sementinha, vai nascer amanhã? Plantou o seu moranguinho, não vai nascer amanhã. Você vai ter que primeiro abrir o buraquinho, colocar uma semente boa, regar, cuidar. E depois vem, depois recolhe, né? Para tudo na vida, a gente que tá apressando tudo, né?
A gente quer tudo para ontem. Ah não, vou no mercado e vou comprar. Tá bom, mas foi alguém que plantou, não foi você, né? Busquem mais informações sobre esse experimento se vocês quiserem. Eu acho que talvez você tá carregando um rótulo que nem seja verdade sobre você. Né? Você nunca aprendeu a se questionar e eu estou aqui para te lembrar isso. Se questione. A boa notícia é: se você repetir, é comprovado, repetir, repetir e repetir, perceber qual é a crença raiz, você vai conseguir mudar, você vai transformar a sua história, reescrever isso.
Eu tô aqui para te ajudar nesse processo, meus amores. Não se esqueçam que a gente tem 8/08, ativação da Kundalini. Tá? Graças a Deus, hoje termina Mercúrio retrógrado. Quinta-feira, dia 23, termina hoje. Só que a gente ainda fica na sombra de Mercúrio retrógrado alguns dias. Então, esses dias pode ficar meio desafiante a comunicação. Até semana que vem. Depois melhora, graças a Deus. Mas o planeta começa a voltar aí ao seu curso natural.
Estamos nessa Lua Crescente maravilhosa. Portal 8 do 8 é no sábado, 8 do 8, vai ser às 18 horas, que vai ser um sábado. E o presencial, para quem quiser participar, vai ser dia 16 do 8. Lembrando que vagas de presencial esgota muito mais rápido, mas as vagas do online também são limitadas, tá? O Portal 8 vai falar de prosperidade, de abundância. A gente vai trabalhar crenças que estão muito mais conectado com merecimento, com autoestima, com autoconfiança, com a questão de você se sentir merecedor, de você não se sabotar, de você receber as propostas, de você se enxergar e entender o seu valor, e as outras pessoas as quererem isso, acessarem isso, pagarem por isso, as pessoas compreenderem isso, sabe?
Porque acho que muita gente sabe que tem valor, mas talvez eu sei, mas eu não acredito. E aí a gente acaba não conseguindo ter prosperidade e abundância, tá bom? Estou em viagem, mas vocês terão um podcast semana que vem também. Mas logo logo já tô de volta. Quem quiser me acompanhar no Instagram, lá, @taisgalassi, me manda um oi, um beijo selvagem lá. Beijo na alma, até a próxima!